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sexta-feira, setembro 28, 2012

PROJECTO Nº 229 “PARQUE INFANTIL NO CASTELO DE SÃO JORGE

Proposta apresentada no Orçamento participativo com o objectivo de retirar os carros do espaço do núcleo museológico do castelo de São Jorge:
Pretende-se apresentar uma proposta para a criação de um parque infantil no Castelo de São Jorge, uma vez que não existem zonas verdes para as crianças brincarem no centro histórico de Lisboa. O Castelo de São Jorge dispõe de uma zona verde entre as muralhas do Castelo e o núcleo museológico, este espaço era usado pelos moradores e visitantes para descansar e conviver à sombra das árvores, até ser ocupado por um parque de estacionamento “temporário” para residentes. A conclusão do parque de estacionamento do Chão do Loureiro, inaugurado em Junho de 2012, com tarifas especiais para residentes deveria ter marcado o fim desta ocupação “temporária”, o que infelizmente não aconteceu. Trata-se de uma área verde privilegiada, no centro de Lisboa, no centro do Castelo, o espaço ideal para as crianças brincarem ao fim do dia, para programas familiares ao fim de semana, para passear, fazer piqueniques, visitar o núcleo museológico com vestígios islâmicos e da ultima habitação palatina destruída pelo terramoto de 1755. Actualmente o acesso a este núcleo encontra-se dificultado devido à cerca que veda a zona temporária de estacionamento (a passagem é feita por um estreito corredor na muralha do Castelo, o que impossibilita o acesso a pessoas com mobilidade reduzida e a carrinhos de bébé). Com a eliminação desta barreira, proporciona-se uma maior fluidez entre as muralhas do Castelo, o núcleo museológico e o espaço verde com parque infantil que aqui se propõe. Tendo em conta a dimensão deste espaço arborizado, torna-o ainda convidativo para ser usado como parque de merendas. Seria ainda interessante, estudar a viabilidade de construir um parque temático para crianças relacionado com o Castelo, que seria mais um motivo de atracção para escolas primárias e infantários. Estas propostas e a reabilitação da zona envolvente ao silo automóvel do Chão do Loureiro, juntamente com os projectos e empreitadas em curso para a criação de percursos pedonais assistidos desde a Baixa até ao Castelo de São Jorge tornarão a cidade mais acolhedora para turistas, visitantes e moradores. Com o intuito de que o maior número de cidadãos possa tirar partido da cidade, a optimização da utilização dos espaços verdes públicos existentes é fundamental para adequar a cidade antiga a todos os jovens que optaram por constituir família e habitar o centro da cidade. A concretização desta proposta, permitirá dar vida ao Castelo, para que o Castelo possa fazer parte de um maior número de vidas

domingo, março 11, 2012

NOVA ATRACÇÃO NO CASTELO DE SÃO JORGE

Parque para 50 carros fica dentro das muralhas

EMEL cria bolsa de estacionamento para moradores no Castelo de São Jorge


Publicado no Público em 07.03.2012 - 18:53 Por Carlos Filipe

As ruas da freguesia do Castelo, em Lisboa, não comportam todas as viaturas automóveis dos seus residentes, pelo que foi encontrada uma solução pouco consensual: estacionam em bolsa própria no interior do castelo.

No Castelo de São Jorge, em Lisboa, monumento nacional, dos mais visitados da cidade, um parque de estacionamento automóvel aparenta ser uma nova atracção, por inesperada e não anunciada em qualquer roteiro turístico. Não é, de facto, um parque, mas uma bolsa de estacionamento, muito informal, destinada a acolher até 50 automóveis de residentes na freguesia, que não encontram lugar nas ruas lotadas e estreitas do bairro.

O mais estranho é que o visitante que se dirige para o núcleo museológico - que após trabalhos arqueológicos recentes abriu ao público, revelando vestígios de um bairro islâmico - é apanhado de surpresa quando se depara com uma cerca e é forçado a subir e a descer degraus da fortificação adjacente, já a Norte do perímetro da zona monumentalizada, para aceder ao local de visita.

Nota-se que houve a preocupação de dissimular a presença daquela bolsa de estacionamento, cercando-a com rede, envolvida em tela de tecido acrílico verde. As viaturas acedem pelo Largo de Santa Cruz do Castelo, através de um pequeno portão. E a qualquer hora do dia, mesmo durante a noite, pois ali fica um segurança de plantão.

"Aquele espaço só foi criado pela Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa [EMEL] após a recuperação do espaço arqueológico, ainda que a intenção inicial era mesmo fazer um parque de estacionamento subterrâneo, com três pisos, no castelo, e sob aquele mesmo local. Mas os trabalhos ao lado revelaram importantes achados e o Igespar [Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico] achou por bem preservar o subsolo onde se encontra a bolsa", disse ao PÚBLICO o presidente da Junta de Freguesia do Castelo, Carlos Filipe Lima.

O autarca diz lamentar, mais que ninguém, a actual situação: "Nasci e aqui fui criado, brinquei muito no castelo e não estou satisfeito com a situação, pois o castelo deve ter muito mais dignidade do que lhe está a ser dada. Sinto algum desconforto com isto [a bolsa de estacionamento], e acho que devia haver alguma forma de conciliar a dignidade do castelo e as dificuldades de estacionamento na freguesia. É que sem este espaço seria mesmo o caos no bairro."

Ruas cheias

Um caos, mesmo que controlado, mas ainda assim um caos, e ainda à entrada de Março, pois nos meses de pico turístico, há-de ser bem pior, é a situação vivida à entrada do castelo. A metros pára o mini-bus da Carris, a carreira 737, que circula entre o monumento e a Praça da Figueira. E é mini porque as ruas da colina estão pejadas de carros e as viragens são complicadas. E mais complicada fica a manobra devido à presença dos táxis que ali despejam turistas e que por ali se mantêm à espera de nova corrida.

A senhora Maria - "simplesmente Maria", diz, está à janela do primeiro andar na Rua Bartolomeu de Gusmão. Diz-se habituada às agruras dos seus vizinhos que perdem um ror de tempo procurando um lugar para enfiar o automóvel. Não tem carro, mas é como se tivesse. "Às vezes ajudo-os a encontrar um lugar, daqui vejo mais longe. Mas sabe, a solução é não ter carro. Façam como eu, que ando a pé, e já tenho 68 anos."

Blogocrítica

Simplesmente Maria não se indigna com o parque no castelo, já o autor do blogue "Alfama - Planeta Alfama", indignou-se com a situação e chamou-lhe "era uma vez um castelo". Onde há carros, escreveu, havia em tempos um parque temático para crianças.

Fernando Nunes da Silva, vereador camarário para a mobilidade, salienta que enquanto não for encontrada uma solução definitiva para o problema do estacionamento na zona, "o parqueamento no castelo deverá ser arranjado e ordenado como deve ser". "Concordo que não se tenha feito o parque subterrâneo naquele local, uma vez que a importância dos achados merece que as entidades da cultura tenham reservado o espaço. Mas, idealmente, onde há carros deveria haver espaços de lazer e estadia para os visitantes do castelo", sublinha o vereador.O presidente da Junta do Castelo diz não ter recebido queixas na autarquia sobre a localização do estacionamento no castelo, frisa que não haveria soluções milagrosas como alternativa, mas que mesmo assim chegou a propor a adaptação de uma zona encostada à muralha, o Pátio D. Fradique, para a construção de "uma espécie de silo". Mas para ali também está previsto o alargamento de uma unidade hoteleira de luxo - o Palácio Belmonte.

Nas redondezas, dois parques explorados pela EMEL (ver outro texto) poderiam acolher mais viaturas dos residentes da zona 44 (Castelo). Mas, como lamenta Carlos Filipe Lima, "as pessoas acham que dizer que ficam perto é relativo e que os valores pedidos pela entidade que os explora são considerados elevados pela população, para além de dizerem que a insegurança é grande." Todavia, no que se refere ao parque das Portas do Sol, o estacionamento é automático e não possibilita acesso de pessoas ao seu interior.

domingo, fevereiro 05, 2012

ERA UMA VEZ UM CASTELO

Numa cidade chamada Lisboa, com cerca de 4.000 anos de história, havia um castelo chamado Castelo de São Jorge onde os meninos não tinham parques infantis para brincar foi então que a Junta de Freguesia do Castelo, a CML e a EGEAC decidiram juntar-se e fizeram um Parque... de estacionamento dentro da área Museológica do Castelo de São Jorge que levou anos a reabilitar.




Recentemente foi inaugurado o Parque de Estacionamento do Chão do Loureiro a poucos metros do Castelo que é gerido por uma empresa Municipal a EMEL portanto não é de certeza por falta de estacionamento que esta situação "temporária" se mantém.

Se calhar fazia mais falta um parque temático para as crianças como existiu antes das obras (não só para as crianças do Castelo)... mas isso não dá votos na Junta de Freguesia

sexta-feira, março 21, 2008

CÂMARA PEDE EMPRÉSTIMO PARA SOLUCIONAR 'BURACO' DA REABILITAÇÃO URBANA

Publicado pelo SOL em 09-03-2008

A Câmara de Lisboa quer contrair um empréstimo para financiar a recuperação urbana do casco velho da cidade, «um buraco» financeiro e social, com bairros como Alfama e Castelo a definharem há anos sem população nem comércio

O empréstimo, cujo valor não está definido e que a autarquia está a negociar com o Banco Europeu de Investimento, segundo disse à Lusa o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado (PS), servirá para dar um novo arranque a obras que estão paradas há anos e permitir realojar as pessoas retiradas de casa, com quem a autarquia gasta 1,2 milhões de euros por ano em rendas.

O
presidente da autarquia, António Costa, reconhece que a situação, que em alguns casos se arrasta há quase vinte anos, é «um absurdo», como afirmou esta semana numa reunião de câmara descentralizada do executivo que se centrou nas freguesias em volta da parte mais velha da capital.

«A Câmara lançou empreitadas sem projectos, os empreiteiros viram que as obras eram muito mais caras, rescindiram, a CML tem que pagar 10 por cento da obra [pelas rescisões unilaterais] e não tem sequer dinheiro para isso. É um absurdo, a Câmara paga 1,2 milhões de euros por ano [em rendas], só tem dinheiro para isso», acrescentou o autarca.

O vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, não tem dúvidas em afirmar que «este é um dos maiores escândalos da cidade» e que «o que se tem feito nos últimos dez anos em reabilitação urbana é um exemplo de ineficácia e inoperância», acrescentando que «os caminhos para sair deste buraco não são fáceis».

Para o executivo, a solução passará por «pedir um empréstimo para a reabilitação urbana que não entra no cálculo dos limites de endividamento» da Câmara, - e é independente do empréstimo de 360 milhões pedido para pagar dívidas e que o Tribunal de Contas chumbou - para «resolver as situações acumuladas».

Maria do Carmo Dias, de 57 anos, saiu da sua casa no bairro do Castelo há nove anos, esperando, na pior das hipóteses, ficar dois anos fora - com renda paga pela autarquia - e então voltar para a sua casa renovada.

Hoje, olha com desânimo para a fachada da casa onde morava, a única coisa que resta do prédio de três andares, demolido por dentro, e continua sem saber por que razão não se fizeram as obras.

«Não fui eu que criei esta situação, da maneira como este país e esta câmara estão, até me sinto mal em receber 600 euros de renda há tantos anos. Com esse dinheiro, já tinham feito as obras na casa», afirmou à Lusa.

Pelo bairro, não faltam histórias de pessoas a quem a reabilitação mudou a vida para pior: Carlos Rodrigues, de 75 anos, passou dez anos fora para voltar para uma casa onde «a sanita foi feita dentro do poliban», numa casa de banho onde só consegue entrar «de lado».

«Isto tem dado conta da vida das pessoas», confirma Maria do Carmo. «Isto era uma família, desmontaram tudo...desertificou-se o bairro, as pessoas vivem desmoralizadas», acrescenta.

A sua mãe, com Alzheimer, já conseguiu voltar para casa, mas as perspectivas não são muito famosas: três inspecções da Lisboagás deram parecer negativo à instalação de gás e no primeiro dia da mudança, caíram bocados da fachada: «isto é coisa que se faça?», questiona.

Para Ana Paula Pousão, o regresso ao bairro do Castelo, de onde saiu há onze anos, está ainda mais longínquo. Quando saiu, levou um subsídio de 600 euros para pagar a renda da habitação - supostamente temporária - onde ficaria.

Com a morte do pai, em 2005, o subsídio foi reduzido para 500 euros. No ano passado, a Câmara mandou-lhe uma factura superior a onze mil euros para pagar (e depois 'corrigida' para mais de doze mil euros), alegando que Ana Paula não tinha declarado a morte do pai e tinha recebido subsídio indevidamente, o que esta nega.

«Já provei à câmara que entreguei a certidão de óbito. Entretanto, a senhoria do meu prédio vendeu-o e segundo a câmara, o meu direito de opção caducou», lamenta.

António Costa garantiu-lhe que «o problema ia ser resolvido», mas não há grandes razões para estar tranquila: «fiquei sem casa, não se fizeram as obras, o prédio está em ruínas e ainda fiquei com uma dívida. Não tenho culpa que a Câmara esteja sem dinheiro, agora não o peça é a mim», diz.

Eduardo Street, morador em Alfama, está habituado a ver há anos a desertificação do bairro, de onde saíram muitas pessoas que agora «só pedem para vir morrer à sua casa» e que continuam à espera das obras de reabilitação Pelas ruas de Alfama vêem-se prédios arruinados, entaipados, com andaimes, praticamente porta sim, porta não, ao lado de outros realmente recuperados, pelo menos exteriormente, graças «à iniciativa privada, que é a única coisa que vai resultando».

Muitos senhorios, feitas as obras, esquivam-se aos contratos legais de arrendamento, de que os inquilinos também prescindem, especialmente depois do fim dos apoios ao arrendamento jovem, afirma Eduardo Street.

Resultado: vieram pessoas novas morar para o bairro, mas são principalmente jovens estudantes e imigrantes, que «são bem vindos, mas não vieram para ficar».

O condicionamento de trânsito em Alfama tem também contribuído para a morte lenta do bairro, afirma, uma vez que ao retirar o trânsito ocasional e dificultar o estacionamento, as lojas não têm clientes e fecham, verificando-se dezenas de montras entaipadas por todo o bairro.

«Cada vez há menos serviços, menos lojas, menos farmácias. Vir morar para aqui é um luxo e ficar aqui é uma tarefa quase impossível», declarou.

terça-feira, novembro 06, 2007

HOTEL DOS LÓIOS

A GNR vai abandonar 108 postos que compõem o seu efectivo territorial. Várias localidades vão deixar de ser policiadas pela GNR e os respectivos postos vão fechar portas, enquanto que outras localidades vão ser entregues à PSP. No dia 14 de Dezembro a GNR e a PSP trocarão os últimos departamentos policiais, passando a caber à PSP a responsabilidade de policiamento nas freguesias ou concelhos com mais de 15 mil habitantes.

Esta não é só uma boa notícia porque a restruturação vai colocar cerca de 13.500 novos militares a patrulhar as ruas como pode significar que no futuro próximo a Companhia dos Lóios no Castelo de São Jorge e a Brigada Fiscal na Rua Jardim do Tabaco devolvam à cidade de Lisboa os espaços que ocupavam na zona histórica para serem transformados em equipamentos recreativas, culturais e desportivos.

- No Castelo de São Jorge fala-se na criação de um novo Hotel no espaço do actual quartel da GNR do Largo dos Lóios que o Castelo bem necessita.

- Na Rua Jardim do Tabaco a simples saída da GNR poderá vir a significar que se possa voltar a circular pelos passeios.