Lisboa: Apanhados pela investigação da 5.ª eic da PSP coordenada pelo DIAP
Praticantes de artes marciais, oito amigos, dos 17 aos 25 anos, faziam uso da técnica e tinham alvos definidos. Turistas, comerciantes e moradores do bairro de Alfama, Lisboa, espancados, roubados e até extorquidos na vaga de terror, com mais de 30 assaltos, lançada pelo gang desde há um ano.
Publicado no Correio da Manhã por Henrique Machado e Magali Pinto
Até que Marinho, Messi, Rafael, Zuca, Alex, Verdu e André não escaparam à operação da 5ª Esquadra de Investigação Criminal da PSP, sob coordenação do DIAP de Lisboa. Foram apanhados entre segunda-feira e ontem, estando já cinco em prisão preventiva e dois em prisão domiciliária. Só Leandro continua a monte, procurado.
Viviam no bairro e atacavam turistas à noite, ao saírem dos restaurantes. Levavam-nos para becos, onde os agrediam e lhes roubavam tudo, entre dinheiro e bens. E nem os moradores mais idosos escapavam.
Os comerciantes chegavam a ser extorquidos – viam as lojas destruídas e roubadas. Esperança Galvão, 76 anos, viu-os a destruírem o carro da filha. "Partiram tudo, levaram óculos e carteiras. O que podia fazer?".
"TURISTAS JÁ NÃO VÊM E OS IDOSOS TINHAM MEDO"
Agressões violentas constantes à hora de fecho das lojas e roubos em plena luz do dia levaram os comerciantes de Alfama a uma onda de medo, por culpa do gang agora desfeito. Cafés e restaurantes começaram a fechar cedo. José Silva, presidente da Associação Comercial e Serviços de Alfama, diz que "os turistas já não vêm para aqui e os restaurantes perderam clientes. As pessoas mais idosas tinham medo e só queriam estar em casa". Moradores e residentes fizeram um abaixo-assinado para pedir mais policiamento.
Alfama. O Bairro de Alfama em Lisboa não vive só dos Santos Populares, das marchas do fado e do Lisboa Downtown. Virada a sul com vista para o Rio Tejo, Alfama estende-se do Castelo de São Jorge à Doca do Jardim do Tabaco e é dos maiores destinos turísticos de Lisboa.
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quinta-feira, março 15, 2012
domingo, janeiro 15, 2012
Turistas a saque em miradouros de Alfama
Publicado em 2012-01-13 no JN por Paulo Lourenço
Os casos de furtos a turistas nos miradouros históricos de Alfama estão a criar uma verdadeira onda de indignação entre quem ali vive ou trabalha. Nos eléctricos, a situação arrasta-se há anos e há relatos de roubos com grande violência nas vielas do bairro.
Um passeio pelo mais castiço bairro da capital pode revelar-se um autêntico pesadelo. Especialmente, se incluir uma paragem nos miradouros de Santa Luzia ou Portas do Sol, dois locais de onde é possível desfrutar de uma magnífica panorâmica sobre a cidade e o rio.
"Andam aí todos os dias. Já os conhecemos. Apanhar os turistas desprevenidos num momento de lazer e roubar-lhes malas e máquinas fotográficas é o "trabalho" deles", conta ao JN um habitual frequentador do espaço, que solicita o anonimato, com receio de represálias. "É que, quando avisamos os estrangeiros, eles ameaçam-nos. São perigosos", explica.
Os relatos falam em grupos de jovens - portugueses e estrangeiros - que abordam os turistas de forma discreta. "Muitas vezes, passam também por turistas, com mapas na mão que abrem, para dissimular os furtos. E andam bem vestidos", revela outro testemunho.
"Não imagina como as coisas se passam. Eles actuam em bando, os turistas não dão por nada e quando se apercebem já não há nada a fazer", conta um homem, que trabalha num estabelcimento comercial vizinho.
"Já vi pessoas desesperadas, a chorar, por ficarem sem nada. Dinheiro e documentos", diz o mesmo testemunho. Recorda um caso recente em que uma turista de nacionalidade russa "quase morria com um ataque de pânico" quando constatou que lhe tinham roubado a mala. "Além da documentação, levaram-lhe mil euros", recorda.
"Isto é uma calamidade", desabafa Francisco Maia, presidente da Junta de São Miguel, que, recentemente deu conta destes casos ao presidente da Câmara. António Costa tomou nota e "mostrou-se muito preocupado", afiança o autarca.
"Toda a zona é aprazível para o relaxe e para disfritar da paisagem, que é o que os turistas fazem", salienta, destacando que há "autênticos bandos" que se aproveitam disto para actuar. "De dia é um caos, e, à noite, no interior do bairro, ainda é pior, com roubos por esticão, com alguma violência", diz.
"É uma brutalidade"
Na vizinha freguesia de Santo Estevão, a presidente da Junta, Maria de Lurdes Pinheiro, fala de roubos com grande violência. "É uma brutalidade! Muitas vezes, os turistas são puxados para o interior de um beco, encostados à parede e agredidos por grupos, que depois de roubarem, desaparecem rapidamente", conta.
Os casos de furtos a turistas nos miradouros históricos de Alfama estão a criar uma verdadeira onda de indignação entre quem ali vive ou trabalha. Nos eléctricos, a situação arrasta-se há anos e há relatos de roubos com grande violência nas vielas do bairro.
Um passeio pelo mais castiço bairro da capital pode revelar-se um autêntico pesadelo. Especialmente, se incluir uma paragem nos miradouros de Santa Luzia ou Portas do Sol, dois locais de onde é possível desfrutar de uma magnífica panorâmica sobre a cidade e o rio.
"Andam aí todos os dias. Já os conhecemos. Apanhar os turistas desprevenidos num momento de lazer e roubar-lhes malas e máquinas fotográficas é o "trabalho" deles", conta ao JN um habitual frequentador do espaço, que solicita o anonimato, com receio de represálias. "É que, quando avisamos os estrangeiros, eles ameaçam-nos. São perigosos", explica.
Os relatos falam em grupos de jovens - portugueses e estrangeiros - que abordam os turistas de forma discreta. "Muitas vezes, passam também por turistas, com mapas na mão que abrem, para dissimular os furtos. E andam bem vestidos", revela outro testemunho.
"Não imagina como as coisas se passam. Eles actuam em bando, os turistas não dão por nada e quando se apercebem já não há nada a fazer", conta um homem, que trabalha num estabelcimento comercial vizinho.
"Já vi pessoas desesperadas, a chorar, por ficarem sem nada. Dinheiro e documentos", diz o mesmo testemunho. Recorda um caso recente em que uma turista de nacionalidade russa "quase morria com um ataque de pânico" quando constatou que lhe tinham roubado a mala. "Além da documentação, levaram-lhe mil euros", recorda.
"Isto é uma calamidade", desabafa Francisco Maia, presidente da Junta de São Miguel, que, recentemente deu conta destes casos ao presidente da Câmara. António Costa tomou nota e "mostrou-se muito preocupado", afiança o autarca.
"Toda a zona é aprazível para o relaxe e para disfritar da paisagem, que é o que os turistas fazem", salienta, destacando que há "autênticos bandos" que se aproveitam disto para actuar. "De dia é um caos, e, à noite, no interior do bairro, ainda é pior, com roubos por esticão, com alguma violência", diz.
"É uma brutalidade"
Na vizinha freguesia de Santo Estevão, a presidente da Junta, Maria de Lurdes Pinheiro, fala de roubos com grande violência. "É uma brutalidade! Muitas vezes, os turistas são puxados para o interior de um beco, encostados à parede e agredidos por grupos, que depois de roubarem, desaparecem rapidamente", conta.
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segunda-feira, junho 13, 2011
A NOVA ATRACÇÃO TURÍSTICA DE ALFAMA É... UM CABELEIREIRO
E se numa ida ao cabeleireiro pudesse fazer uma degustação de champanhe, ler um livro de viagens ou, simplesmente, relaxar com uma massagem na cabeça? Em Lisboa já é possível.
Por Paula Cosme Pinto (Sapato nº38) (www.expresso.pt)
9:00 Quarta feira, 23 de junho de 2010
Imaginemos que entre cadeirões felpudos e espelhos dourados, ouve Nina Simone enquanto lhe fazem uma massagem à cabeça. Agradável? Eu diria que sim. Agora imagine que enquanto corta o cabelo faz, por exemplo, uma degustação de champanhe. Sugestivo? Eu também diria que sim. E se não tivesse experimentado, não acreditava se me dissessem que isto já é possível em Lisboa...
Odeio cabeleireiros. Sei que a maioria das mulheres os adora, mas eu não posso com eles. Detesto o barulho ensurdecedor de vinte secadores a trabalharem ao mesmo tempo. Odeio as revistas perdidas, com cusquice de há três anos. Perco a paciência quando me puxam o cabelo com tanta força que mais parece que me querem ver careca, em vez de cabelo esticado. Por todos este motivos sou eu que corto a minha rica gadelha, já lá vãos uns bons anos. Cabeça para baixo, tesoura em riste e aí vai ela. Conclusão: Corre o boato que tenho um cabelo lindo.
Depois de anos de orgulho pela minha ousadia bem sucedida, dou o braço a torcer e rendo-me aos encantos de um salão, no mínimo, inovador. Tal como num conto infantil, "Il Était un Fois... o Cabelo " transforma as suas clientes em verdadeiras princesas.
Cabeleireiro ou um antiquário?
Só há um secador. Cada pessoa é atendida como sendo "a única". Enquanto lhe dá dicas sobre o novo look a escolher, a dona oferece-lhe café ou refresco. As revistas cor-de-rosa foram substituidas por livros de viagem. Quem passa à porta julga que se trata de uma requintada casa de chá ou de um antiquário. Com peças restauradas - muitas compradas na Feira da Ladra - a francesa Sophie já conquistou a clientela de Alfama e perdeu a conta a quantos turistas lhe pediram para fotografar o espaço desde que abriu, há três semanas.
Quando lhe pergunto o que a levou a fazer um espaço como aquele, Sophie sorri e conta com os olhos a brilhar: "Quando vim para Portugal o meu pai disse ao meu marido para me tratar bem porque eu sou a sua única princesa. Como todas as mulheres deviam ser tratadas como tal, lembrei-me de abrir um espaço onde todas fossem princesas. Nem que seja por uma hora, que se sintam especiais". E não é que eu me senti?
Por Paula Cosme Pinto (Sapato nº38) (www.expresso.pt)
9:00 Quarta feira, 23 de junho de 2010
Imaginemos que entre cadeirões felpudos e espelhos dourados, ouve Nina Simone enquanto lhe fazem uma massagem à cabeça. Agradável? Eu diria que sim. Agora imagine que enquanto corta o cabelo faz, por exemplo, uma degustação de champanhe. Sugestivo? Eu também diria que sim. E se não tivesse experimentado, não acreditava se me dissessem que isto já é possível em Lisboa...
Odeio cabeleireiros. Sei que a maioria das mulheres os adora, mas eu não posso com eles. Detesto o barulho ensurdecedor de vinte secadores a trabalharem ao mesmo tempo. Odeio as revistas perdidas, com cusquice de há três anos. Perco a paciência quando me puxam o cabelo com tanta força que mais parece que me querem ver careca, em vez de cabelo esticado. Por todos este motivos sou eu que corto a minha rica gadelha, já lá vãos uns bons anos. Cabeça para baixo, tesoura em riste e aí vai ela. Conclusão: Corre o boato que tenho um cabelo lindo.
Depois de anos de orgulho pela minha ousadia bem sucedida, dou o braço a torcer e rendo-me aos encantos de um salão, no mínimo, inovador. Tal como num conto infantil, "Il Était un Fois... o Cabelo " transforma as suas clientes em verdadeiras princesas.
Cabeleireiro ou um antiquário?
Só há um secador. Cada pessoa é atendida como sendo "a única". Enquanto lhe dá dicas sobre o novo look a escolher, a dona oferece-lhe café ou refresco. As revistas cor-de-rosa foram substituidas por livros de viagem. Quem passa à porta julga que se trata de uma requintada casa de chá ou de um antiquário. Com peças restauradas - muitas compradas na Feira da Ladra - a francesa Sophie já conquistou a clientela de Alfama e perdeu a conta a quantos turistas lhe pediram para fotografar o espaço desde que abriu, há três semanas.
Quando lhe pergunto o que a levou a fazer um espaço como aquele, Sophie sorri e conta com os olhos a brilhar: "Quando vim para Portugal o meu pai disse ao meu marido para me tratar bem porque eu sou a sua única princesa. Como todas as mulheres deviam ser tratadas como tal, lembrei-me de abrir um espaço onde todas fossem princesas. Nem que seja por uma hora, que se sintam especiais". E não é que eu me senti?
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Paula Cosme Pinto
sábado, janeiro 22, 2011
ALFAMA REJUVENESCIDA
Bairro ex-líbris da noite de Santo António lisboeta tem cada vez mais jovens a viver nas suas casas remodeladas, nas ruas estreitas de sempre. Ao mesmo tempo abrem-se novos bares, restaurantes de petiscos e casas de fado, lojas e galerias.
Publicado na Visão por Sónia Calheiros (texto) e Álvaro Isidoro (fotos)
19:00 Sexta feira, 21 de Jan de 2011
O tempo da estiva e das atividades ligadas ao rio há muito que desapareceu. Casas velhas dão lugar a apartamentos remodelados para estrangeiros ou estudantes inseridos no programa Erasmus alugarem. Alfama está na fase em que o moderno se mistura com o tradicional, numa certa recuperação da tradição boémia. A VISÃO7 percorreu as ruas de Alfama à descoberta das novidades, em dia de cozido à portuguesa nos restaurantes. O passeio começa na Rua dos Remédios, a mais movimentada, apesar do trânsito condicionado. O som do cutelo vem do talho Chafariz (n.º 11) mesmo em frente à Ermida de Nossa Senhora dos Remédios, monumento nacional (portal) e imóvel de interesse público (edifício). À esquerda, na esquina com a Rua da Regueira, "escritos" nas janelas de um prédio esperam novos inquilinos. A Ourivesaria Jovem no n.º 28, a barbearia do senhor João, à esquerda, no 27. A Calçadinha de Santo Estêvão esconde os restaurantes Mestre André e Os Minhotos. Na casa Cafés Delícia, n.º 64, ouve-se o moer dos grãos de café, do outro lado da rua, a Junta de Freguesia de Santo Estêvão. No típico Mercadinho da Lila, a dona vê-se confrontada com a "concorrência desleal" da comunidade paquistanesa, pois "abrem mercearias com preços mais baixos, vendem vinho a copo...", oferecem internet, entrega de gás em casa e até anunciam um chá devorador de gorduras.
Fados e petiscos É no n.º 83 que desde outubro de 2009 se canta o fado vadio n'A Tasca do Chico (T. 96 133 9697), com João Carlos (voz), Flávio Cardoso (guitarra) e Tiago Silva (viola), de quinta a domingo (21h30-2h). Espaço estreito, com luz baixa e nas paredes muitas fotografias de fadistas. Ali já cantou Mariza, João Roque, Abel Lopes, Paula Colaço, Samuel Julião, Paulo Rocha, entre muitos outros. Para a mesa vem caldo verde, bacalhau assado, chouriço e morcela assados, pregos, pastéis de bacalhau, rissóis, sandes. A lotação esgotada, numa sexta-feira à noite, estende-se também ao Grelhador de Alfama (T. 21 888 6298), ao Sr. Fado (T. 21 887 4298) e à Bela Vinhos & Petiscos (T. 96 467 0964). À porta do n.º 84, escritórios da empresa de passeios Lisbon Walker (www.lisbonwalker.com), o folheto desdobrável resume os passeios pela cidade realizados diariamente (10h) com ponto de partida na Praça do Comércio (esquina com a Rua do Arsenal). Mais à frente o 100 Remédios (T. 21 885 3104) ocupa o n.º 89. Há seis meses Marta Pedroso e Ricardo Fernandes abriram este pequeno bar onde servem chás, sumos, tostas, saladas, scones e também brunch. O Supercalifragilistic (T. 91 250 6755, 93 331 1969) dá vida ao n.º 98. Alexandra Sumares e Sofia Garrido querem que este "tasco atípico" seja "local de convívio pouco organizado onde a qualquer hora do dia se servem petiscos e se bebe vinho". Na montra do 102, a Galeria Articula, de joias e objetos, de Teresa Milheiro (T. 93 411 3225, 21 191 3138) aluga mesas/bancadas de trabalho. Subimos até ao 116 onde os panos com galos de Barcelos, a 60 e 75 cêntimos, à entrada, nos atraem para o interior da casa de botões, com verdadeiras relíquias da marca portuense O Rei dos Botões. À conversa com Mário de Almeida, 84 anos, cuja memória é invejável, relembram-se tempos áureos do comércio tradicional em Lisboa.
Num recanto, ao lado das Escadinhas do Arco da Dona-Rosa, A Mesa de Frades (T. 91 702 9436), casa de fados no n.º 139, onde se canta pelo prazer, seja de fato e gravata, de xaile ou mesmo de calças de ganga. Nesta antiga capela, às segundas-feiras ouve-se Ricardo Ribeiro; às terças Joana Amendoeira; quartas para Rodrigo; quintas com Tânia Oleiro; sextas com Pedro Moutinho e sábados, Ana Sofia Varela. O pão vende-se no 152. Mais acima, já no 190, Bela, uma tasquinha das antigas, que parece um autêntico armazém de recordações. Atrás do balcão uma coleção de estatuetas de Santo António "abençoam a casa", diz Anabela Paiva. Aos domingos Hélder Moutinho canta o fado, acompanhado por Ricardo Parreira (guitarra) e Marco Oliveira (viola); à terça-feira é noite de poesia; a música ao vivo chega à quinta-feira com João Madeira. "Os outros dias são para conversarmos", brinca Anabela. Quase a chegar ao fim da Rua dos Remédios, n.º 175, na vitrina da Sapataria Ondina lê-se "a EMEL está a matar Alfama". Vasco Santos, 69 anos, discorda das restrições colocadas aos automóveis. Já perto da hora de almoço, é na loja Ou Sim Ou Sopas, n.º 182, que o vaivém aumenta. Maria Luísa Fernandes vende sopa e comida para fora desde há seis meses. "De maio em diante o ambiente desta rua é muito divertido."
Publicado na Visão por Sónia Calheiros (texto) e Álvaro Isidoro (fotos)
19:00 Sexta feira, 21 de Jan de 2011
O tempo da estiva e das atividades ligadas ao rio há muito que desapareceu. Casas velhas dão lugar a apartamentos remodelados para estrangeiros ou estudantes inseridos no programa Erasmus alugarem. Alfama está na fase em que o moderno se mistura com o tradicional, numa certa recuperação da tradição boémia. A VISÃO7 percorreu as ruas de Alfama à descoberta das novidades, em dia de cozido à portuguesa nos restaurantes. O passeio começa na Rua dos Remédios, a mais movimentada, apesar do trânsito condicionado. O som do cutelo vem do talho Chafariz (n.º 11) mesmo em frente à Ermida de Nossa Senhora dos Remédios, monumento nacional (portal) e imóvel de interesse público (edifício). À esquerda, na esquina com a Rua da Regueira, "escritos" nas janelas de um prédio esperam novos inquilinos. A Ourivesaria Jovem no n.º 28, a barbearia do senhor João, à esquerda, no 27. A Calçadinha de Santo Estêvão esconde os restaurantes Mestre André e Os Minhotos. Na casa Cafés Delícia, n.º 64, ouve-se o moer dos grãos de café, do outro lado da rua, a Junta de Freguesia de Santo Estêvão. No típico Mercadinho da Lila, a dona vê-se confrontada com a "concorrência desleal" da comunidade paquistanesa, pois "abrem mercearias com preços mais baixos, vendem vinho a copo...", oferecem internet, entrega de gás em casa e até anunciam um chá devorador de gorduras.
Fados e petiscos É no n.º 83 que desde outubro de 2009 se canta o fado vadio n'A Tasca do Chico (T. 96 133 9697), com João Carlos (voz), Flávio Cardoso (guitarra) e Tiago Silva (viola), de quinta a domingo (21h30-2h). Espaço estreito, com luz baixa e nas paredes muitas fotografias de fadistas. Ali já cantou Mariza, João Roque, Abel Lopes, Paula Colaço, Samuel Julião, Paulo Rocha, entre muitos outros. Para a mesa vem caldo verde, bacalhau assado, chouriço e morcela assados, pregos, pastéis de bacalhau, rissóis, sandes. A lotação esgotada, numa sexta-feira à noite, estende-se também ao Grelhador de Alfama (T. 21 888 6298), ao Sr. Fado (T. 21 887 4298) e à Bela Vinhos & Petiscos (T. 96 467 0964). À porta do n.º 84, escritórios da empresa de passeios Lisbon Walker (www.lisbonwalker.com), o folheto desdobrável resume os passeios pela cidade realizados diariamente (10h) com ponto de partida na Praça do Comércio (esquina com a Rua do Arsenal). Mais à frente o 100 Remédios (T. 21 885 3104) ocupa o n.º 89. Há seis meses Marta Pedroso e Ricardo Fernandes abriram este pequeno bar onde servem chás, sumos, tostas, saladas, scones e também brunch. O Supercalifragilistic (T. 91 250 6755, 93 331 1969) dá vida ao n.º 98. Alexandra Sumares e Sofia Garrido querem que este "tasco atípico" seja "local de convívio pouco organizado onde a qualquer hora do dia se servem petiscos e se bebe vinho". Na montra do 102, a Galeria Articula, de joias e objetos, de Teresa Milheiro (T. 93 411 3225, 21 191 3138) aluga mesas/bancadas de trabalho. Subimos até ao 116 onde os panos com galos de Barcelos, a 60 e 75 cêntimos, à entrada, nos atraem para o interior da casa de botões, com verdadeiras relíquias da marca portuense O Rei dos Botões. À conversa com Mário de Almeida, 84 anos, cuja memória é invejável, relembram-se tempos áureos do comércio tradicional em Lisboa.
Num recanto, ao lado das Escadinhas do Arco da Dona-Rosa, A Mesa de Frades (T. 91 702 9436), casa de fados no n.º 139, onde se canta pelo prazer, seja de fato e gravata, de xaile ou mesmo de calças de ganga. Nesta antiga capela, às segundas-feiras ouve-se Ricardo Ribeiro; às terças Joana Amendoeira; quartas para Rodrigo; quintas com Tânia Oleiro; sextas com Pedro Moutinho e sábados, Ana Sofia Varela. O pão vende-se no 152. Mais acima, já no 190, Bela, uma tasquinha das antigas, que parece um autêntico armazém de recordações. Atrás do balcão uma coleção de estatuetas de Santo António "abençoam a casa", diz Anabela Paiva. Aos domingos Hélder Moutinho canta o fado, acompanhado por Ricardo Parreira (guitarra) e Marco Oliveira (viola); à terça-feira é noite de poesia; a música ao vivo chega à quinta-feira com João Madeira. "Os outros dias são para conversarmos", brinca Anabela. Quase a chegar ao fim da Rua dos Remédios, n.º 175, na vitrina da Sapataria Ondina lê-se "a EMEL está a matar Alfama". Vasco Santos, 69 anos, discorda das restrições colocadas aos automóveis. Já perto da hora de almoço, é na loja Ou Sim Ou Sopas, n.º 182, que o vaivém aumenta. Maria Luísa Fernandes vende sopa e comida para fora desde há seis meses. "De maio em diante o ambiente desta rua é muito divertido."
terça-feira, dezembro 28, 2010
sexta-feira, dezembro 24, 2010
LISBOA, LA CAPITAL DEL VACÍO
Publicado no El Pais, por Francesc Relea 01/08/2010
REPORTAJE: una gran ciudad europea en declive
La degradación de los edificios y el elevado coste del suelo expulsan a los habitantes jóvenes y convierten la capital portuguesa en una ciudad cada vez más despoblada
El corazón de Lisboa está envejecido. Este es el diagnóstico de Helena Roseta, concejal de vivienda, al describir el despoblamiento de la capital portuguesa y el abandono de muchos edificios. Las casas desocupadas abundan en el centro histórico, en barrios tan conocidos como Chiado, Baixa, Alfama, Graça o Alcántara. Es una imagen que se repite hasta en las zonas más cotizadas. Entre tiendas de lujo, hoteles, bancos y empresas multinacionales asoman edificios en avanzado estado de degradación. El Ayuntamiento contabiliza una quincena en la Avenida da Liberdade, la principal arteria lisboeta, comparable con el paseo de la Castellana de Madrid o el paseo de Gracia barcelonés. Lisboa y Oporto se encuentran a la cabeza de las ciudades de la UE que más se han vaciado desde 1999 y con el mayor índice (24%) de habitantes de más de 65 años.
Helena Roseta, arquitecta de profesión, trabaja desde hace años a favor de una política de vivienda decente y fue reelegida en octubre pasado como concejal independiente en la lista del Partido Socialista. Roseta menciona tres elementos comunes del panorama urbanístico de ciudades como Lisboa, Oporto y Braga: el elevado número de pisos desocupados, el declive demográfico y el envejecimiento de la población.
Según un recuento de 2008, en Lisboa hay 4.000 edificios abandonados, de un total de 55.000. "Una parte ya tienen programas de rehabilitación aprobados por el Ayuntamiento, otros no pueden ser recuperados y tendrán que ser demolidos", explica el también arquitecto Manuel Salgado, teniente de alcalde y responsable de Urbanismo. De su estudio salieron proyectos urbanísticos como el Centro Cultural de Belem, los espacios públicos de la Expo de Lisboa, el estadio de Oporto y el paseo marítimo de San Miguel (Azores). En 2007 cambió la arquitectura por la política activa, y de momento no parece desencantado en su papel de brazo derecho del alcalde socialista António Costa.
En los últimos 30 años, Lisboa perdió unos 100.000 habitantes por década, y pasó de 800.000 habitantes al medio millón actual. Salgado dice tener "perfectamente identificadas" las causas del despoblamiento: "La mala calidad de los equipamientos de proximidad: guarderías, escuelas, centros de salud; la búsqueda de viviendas unifamiliares; y, la más importante, el coste del metro cuadrado, que en Lisboa es dos o tres veces más caro que en los municipios limítrofes".
Una cuarta parte de la población de la ciudad vive en el umbral de pobreza, según cálculos del Ayuntamiento. Jubilados, desempleados, gente que vive del subsidio mínimo, en un extremo. En el otro, quienes tienen más recursos y pueden acceder sin problemas al mercado de la vivienda en Lisboa. En muchos casos tienen casa en las zonas más exclusivas de los alrededores, como Estoril y Cascais. "Queremos acabar con la brecha enorme que existe en Lisboa entre los muy ricos y los muy pobres, y para ello es muy importante que la clase media y los jóvenes sean parte importante de la población de la ciudad", señala Manuel Salgado.
La ciudad tiene 650.000 puestos de trabajo, pero solo 500.000 residentes, de los que una cuarta parte son activos, explica el teniente de alcalde. "Esto significa que cada día entra y sale de Lisboa más de medio millón de personas. Es una situación prácticamente única en Europa, solo comparable con Oslo, que tiene más puntos en común con las ciudades estadounidenses". El geógrafo João Seixas, profesor de la Universidad de Lisboa, define el fenómeno como "una enorme fragmentación de residencia".
Las consecuencias de este trasiego diario son dramáticas para una ciudad que se llena y vacía como un pulmón. Desequilibrio, congestión de la vía pública, contaminación y ruido. "Hay 162.000 vehículos registrados en Lisboa y entran cada día unos 400.000, que suponen un gran desgaste para la ciudad y no aportan ingreso alguno a las arcas del Ayuntamiento porque pagan sus impuestos en otros municipios", explica Salgado.
Las noches y los fines de semana, Lisboa se vacía y hay zonas que adquieren un aire fantasmagórico. Algunos barrios más céntricos, donde abundan edificios abandonados, tienen notables carencias de servicios. Ante la falta de demanda hay poca oferta de tiendas, bares o taxis, lo que ahuyenta a los moradores jóvenes, que optan por vivir en barrios más lejanos pero con más vida.
Propietarios, inquilinos y autoridades municipales se acusan mutuamente del deterioro del parque inmobiliario. Los primeros se quejan de la ley de arrendamientos urbanos, que se remonta a los años cincuenta, en plena dictadura salazarista, y mantiene congelados alquileres irrisorios que no permiten afrontar obras de rehabilitación. "La propiedad se ha convertido en Portugal en una asistencia social privada al inquilino", dice Monteiro de Barros, de la Asociación Lisboeta de Propietarios.
Los contratos firmados desde 1990 son libres y el nuevo régimen de arrendamiento de 2006 permite aumentar los alquileres si la casa está en condiciones de habitabilidad, lo que no ocurre en bastantes barrios. Pero no se han tocado las rentas antiguas porque, según Manuel Salgado, "provocaría un choque social muy serio". Romão Lavadinho, presidente de la Asociación de Inquilinos Lisboetas, reconoce que "hay muchos pisos en mal estado, por los que el inquilino paga unos 70 euros al mes". "Pero no es menos cierto", añade, "que muchos propietarios dejan que las casas estén al borde de la ruina, para lograr su demolición y construir un inmueble con más pisos y más rentable". Lavadinho también acusa a los ayuntamientos de ciudades como Lisboa y Oporto: "Son los mayores propietarios y los que tienen el patrimonio más deteriorado".
A pesar de la decadencia de la Lisboa antigua y señorial, la belleza de la ciudad, con sus siete colinas y el río Tajo omnipresente, sigue siendo un poderoso imán para el visitante extranjero. Consciente de ello, el Ayuntamiento ha encontrado un instrumento para recuperar la vitalidad de la ciudad: el programa Erasmus, que facilita la movilidad académica de los estudiantes dentro de la Unión Europea. "Nuestro objetivo es transformar Lisboa en una ciudad Erasmus", asegura Manuel Salgado. Según los indicadores municipales, los 3.000 estudiantes extranjeros que llegan por año están contribuyendo a dinamizar el mercado de vivienda de alquiler.
http://www.elpais.com/articulo/reportajes/Lisboa/capital/vacio/elpepusocdmg/20100801elpdmgrep_6/Tes
REPORTAJE: una gran ciudad europea en declive
La degradación de los edificios y el elevado coste del suelo expulsan a los habitantes jóvenes y convierten la capital portuguesa en una ciudad cada vez más despoblada
El corazón de Lisboa está envejecido. Este es el diagnóstico de Helena Roseta, concejal de vivienda, al describir el despoblamiento de la capital portuguesa y el abandono de muchos edificios. Las casas desocupadas abundan en el centro histórico, en barrios tan conocidos como Chiado, Baixa, Alfama, Graça o Alcántara. Es una imagen que se repite hasta en las zonas más cotizadas. Entre tiendas de lujo, hoteles, bancos y empresas multinacionales asoman edificios en avanzado estado de degradación. El Ayuntamiento contabiliza una quincena en la Avenida da Liberdade, la principal arteria lisboeta, comparable con el paseo de la Castellana de Madrid o el paseo de Gracia barcelonés. Lisboa y Oporto se encuentran a la cabeza de las ciudades de la UE que más se han vaciado desde 1999 y con el mayor índice (24%) de habitantes de más de 65 años.
Helena Roseta, arquitecta de profesión, trabaja desde hace años a favor de una política de vivienda decente y fue reelegida en octubre pasado como concejal independiente en la lista del Partido Socialista. Roseta menciona tres elementos comunes del panorama urbanístico de ciudades como Lisboa, Oporto y Braga: el elevado número de pisos desocupados, el declive demográfico y el envejecimiento de la población.
Según un recuento de 2008, en Lisboa hay 4.000 edificios abandonados, de un total de 55.000. "Una parte ya tienen programas de rehabilitación aprobados por el Ayuntamiento, otros no pueden ser recuperados y tendrán que ser demolidos", explica el también arquitecto Manuel Salgado, teniente de alcalde y responsable de Urbanismo. De su estudio salieron proyectos urbanísticos como el Centro Cultural de Belem, los espacios públicos de la Expo de Lisboa, el estadio de Oporto y el paseo marítimo de San Miguel (Azores). En 2007 cambió la arquitectura por la política activa, y de momento no parece desencantado en su papel de brazo derecho del alcalde socialista António Costa.
En los últimos 30 años, Lisboa perdió unos 100.000 habitantes por década, y pasó de 800.000 habitantes al medio millón actual. Salgado dice tener "perfectamente identificadas" las causas del despoblamiento: "La mala calidad de los equipamientos de proximidad: guarderías, escuelas, centros de salud; la búsqueda de viviendas unifamiliares; y, la más importante, el coste del metro cuadrado, que en Lisboa es dos o tres veces más caro que en los municipios limítrofes".
Una cuarta parte de la población de la ciudad vive en el umbral de pobreza, según cálculos del Ayuntamiento. Jubilados, desempleados, gente que vive del subsidio mínimo, en un extremo. En el otro, quienes tienen más recursos y pueden acceder sin problemas al mercado de la vivienda en Lisboa. En muchos casos tienen casa en las zonas más exclusivas de los alrededores, como Estoril y Cascais. "Queremos acabar con la brecha enorme que existe en Lisboa entre los muy ricos y los muy pobres, y para ello es muy importante que la clase media y los jóvenes sean parte importante de la población de la ciudad", señala Manuel Salgado.
La ciudad tiene 650.000 puestos de trabajo, pero solo 500.000 residentes, de los que una cuarta parte son activos, explica el teniente de alcalde. "Esto significa que cada día entra y sale de Lisboa más de medio millón de personas. Es una situación prácticamente única en Europa, solo comparable con Oslo, que tiene más puntos en común con las ciudades estadounidenses". El geógrafo João Seixas, profesor de la Universidad de Lisboa, define el fenómeno como "una enorme fragmentación de residencia".
Las consecuencias de este trasiego diario son dramáticas para una ciudad que se llena y vacía como un pulmón. Desequilibrio, congestión de la vía pública, contaminación y ruido. "Hay 162.000 vehículos registrados en Lisboa y entran cada día unos 400.000, que suponen un gran desgaste para la ciudad y no aportan ingreso alguno a las arcas del Ayuntamiento porque pagan sus impuestos en otros municipios", explica Salgado.
Las noches y los fines de semana, Lisboa se vacía y hay zonas que adquieren un aire fantasmagórico. Algunos barrios más céntricos, donde abundan edificios abandonados, tienen notables carencias de servicios. Ante la falta de demanda hay poca oferta de tiendas, bares o taxis, lo que ahuyenta a los moradores jóvenes, que optan por vivir en barrios más lejanos pero con más vida.
Propietarios, inquilinos y autoridades municipales se acusan mutuamente del deterioro del parque inmobiliario. Los primeros se quejan de la ley de arrendamientos urbanos, que se remonta a los años cincuenta, en plena dictadura salazarista, y mantiene congelados alquileres irrisorios que no permiten afrontar obras de rehabilitación. "La propiedad se ha convertido en Portugal en una asistencia social privada al inquilino", dice Monteiro de Barros, de la Asociación Lisboeta de Propietarios.
Los contratos firmados desde 1990 son libres y el nuevo régimen de arrendamiento de 2006 permite aumentar los alquileres si la casa está en condiciones de habitabilidad, lo que no ocurre en bastantes barrios. Pero no se han tocado las rentas antiguas porque, según Manuel Salgado, "provocaría un choque social muy serio". Romão Lavadinho, presidente de la Asociación de Inquilinos Lisboetas, reconoce que "hay muchos pisos en mal estado, por los que el inquilino paga unos 70 euros al mes". "Pero no es menos cierto", añade, "que muchos propietarios dejan que las casas estén al borde de la ruina, para lograr su demolición y construir un inmueble con más pisos y más rentable". Lavadinho también acusa a los ayuntamientos de ciudades como Lisboa y Oporto: "Son los mayores propietarios y los que tienen el patrimonio más deteriorado".
A pesar de la decadencia de la Lisboa antigua y señorial, la belleza de la ciudad, con sus siete colinas y el río Tajo omnipresente, sigue siendo un poderoso imán para el visitante extranjero. Consciente de ello, el Ayuntamiento ha encontrado un instrumento para recuperar la vitalidad de la ciudad: el programa Erasmus, que facilita la movilidad académica de los estudiantes dentro de la Unión Europea. "Nuestro objetivo es transformar Lisboa en una ciudad Erasmus", asegura Manuel Salgado. Según los indicadores municipales, los 3.000 estudiantes extranjeros que llegan por año están contribuyendo a dinamizar el mercado de vivienda de alquiler.
http://www.elpais.com/articulo/reportajes/Lisboa/capital/vacio/elpepusocdmg/20100801elpdmgrep_6/Tes
domingo, novembro 14, 2010
ANTÓNIO COSTA DEFENDE REFORMA ADMINISTRATIVA EM LISBOA

Pela Redacção de A Bola em 09-11-2010
A assembleia municipal da câmara de Lisboa promoveu um debate, esta terça-feira, sobre «o novo mapa de Lisboa para o século XXI». A necessidade de uma reforma administrativa, com freguesias mais alargadas e outras competências, foi salientada por António Costa.
«As freguesias são espaços de representação dos cidadãos e para que sejam representativas têm que ter identidade e a identidade resulta dos cidadãos se identificarem ou não. O modelo que nós propomos é o conceito de bairro», disse o presidente da autarquia, segundo a Renascença.
«As pessoas conhecem o Bairro Alto e não necessariamente as quatro freguesias em que este se divide; as pessoas reconhecem Alfama e não as três freguesias em que se divide. É utilizar estes conceitos de bairro como espaço identitário para proceder a reagrupamentos de freguesias que tenham uma outra escala», prosseguiu.
O socialista acrescentou outro exemplo: «A fronteira entre o Lumiar e a nova freguesia de Telheiras era traçada pela Padre Cruz e a Calçada de Carriche o que fazia com que a parte antiga do Lumiar ficasse de fora». Um estudo já realizado prevê três soluções: manter as actuais 53 freguesias, reduzi-las a 27 ou mesmo a nove.
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sábado, setembro 11, 2010
FERIADO EM SANTO ESTÊVÃO
Quem se deslocou hoje à Junta de Freguesia de Santo Estêvão deparou com uma situação insólita: as instalações encerradas na véspera do fim-de-semana, sem qualquer funcionário ou qualquer informação no site.
Aparentemente o bom tempo que se faz sentir em Setembro e o chamamento da praia foi mais forte que o dever de servir os munícipes. Mau exemplo de quem por um lado, reclama mais investimento e mais empenho da CML em Alfama mas por outro lado gasta à tripa-forra o dinheiro dos contribuintes em festarolas e viagens para ganhar votos.


Aparentemente o bom tempo que se faz sentir em Setembro e o chamamento da praia foi mais forte que o dever de servir os munícipes. Mau exemplo de quem por um lado, reclama mais investimento e mais empenho da CML em Alfama mas por outro lado gasta à tripa-forra o dinheiro dos contribuintes em festarolas e viagens para ganhar votos.


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quinta-feira, setembro 09, 2010
NOVO TERMINAL DE CRUZEIROS DE LISBOA
As imagens do trabalho vencedor do Concurso Internacional para o Terminal de Cruzeiros de Lisboa, promovido pela Administração do Porto de Lisboa (APL), foram disponibilizadas no site do ateliê do arquitecto João Luís Carrilho da Graça.
Em frente ao Museu do Fado, no coração de Alfama, vai surgir um Parque verde com 520 metros de comprimento e uma largura entre 90 e 120 metros que comunica com o rio.




Em frente ao Museu do Fado, no coração de Alfama, vai surgir um Parque verde com 520 metros de comprimento e uma largura entre 90 e 120 metros que comunica com o rio.




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quinta-feira, agosto 19, 2010
25 MILHÕES PARA TERMINAL DE CRUZEIROS
Estrutura em Santa Apolónia pode estar concluída no final de 2013
Publicado no JN em 2010-03-25, por Nuno Miguel Ropio
Com dois pisos e estacionamento subterrâneo, o novo terminal de cruzeiros em Santa Apolónia, Lisboa, terá um custo de 25,5 milhões de euros e poderá estar em funcionamento no final de 2013. Um projecto em tudo diferente do anterior, que tanto celeuma provocou.
Do famigerado estudo de construção que levou a Câmara de Lisboa, em 2007, a contestar as intenções da Administração do Porto de Lisboa (APL), relativamente ao novo terminal de passageiros em Santa Apolónia, desapareceu um edifício de 600 metros de cumprimento em frente ao rio, um hotel com dois pisos, uma área comercial e outra para escritórios.
O que permanece neste novo estudo, estimado em 25,5 milhões de euros e a estar concluído dentro de três anos? Somente um estacionamento subterrâneo, de um piso, com capacidade para 500 veículos. Serão mais de 7700 metros quadrados - bem inferiores aos 20 mil inicialmente pensados -, guiados por um conceito de interligação com Alfama, que manterá o interface com o metropolitano e comboio.
460 mil passageiros
Tudo com um único objectivo: responder ao aumento da procura do porto por cruzeiros. Este ano, tendo em conta o anúncio das escalas, prevêem-se 460 mil passageiros.
Segundo Natércia Cabral, presidente da APL, o equipamento resulta de um acordo com a Câmara Municipal de Lisboa (CML). "Não fazia sentido que a gare tivesse funcionalidades que os passageiros encontrariam na cidade", disse, ao JN, ontem, à margem da apresentação do concurso público de concepção para a elaboração do projecto do terminal, em Santa Apolónia. "A proposta que hoje apresentámos era a única que poderia funcionar", acrescentou, rejeitando comentar as anteriores intenções da APL, que motivaram fortes críticas, desde movimentos cívicos lisboetas a figuras como Miguel Sousa Tavares.
Para o presidente da CML, António Costa, o concurso marca o início "de uma nova era no relacionamento entre" o município e a APL. "O terminal de cruzeiros vai ser uma zona de reabilitação da Baixa e encosta de Alfama", considerou o autarca.
Publicado no JN em 2010-03-25, por Nuno Miguel Ropio
Com dois pisos e estacionamento subterrâneo, o novo terminal de cruzeiros em Santa Apolónia, Lisboa, terá um custo de 25,5 milhões de euros e poderá estar em funcionamento no final de 2013. Um projecto em tudo diferente do anterior, que tanto celeuma provocou.
Do famigerado estudo de construção que levou a Câmara de Lisboa, em 2007, a contestar as intenções da Administração do Porto de Lisboa (APL), relativamente ao novo terminal de passageiros em Santa Apolónia, desapareceu um edifício de 600 metros de cumprimento em frente ao rio, um hotel com dois pisos, uma área comercial e outra para escritórios.
O que permanece neste novo estudo, estimado em 25,5 milhões de euros e a estar concluído dentro de três anos? Somente um estacionamento subterrâneo, de um piso, com capacidade para 500 veículos. Serão mais de 7700 metros quadrados - bem inferiores aos 20 mil inicialmente pensados -, guiados por um conceito de interligação com Alfama, que manterá o interface com o metropolitano e comboio.
460 mil passageiros
Tudo com um único objectivo: responder ao aumento da procura do porto por cruzeiros. Este ano, tendo em conta o anúncio das escalas, prevêem-se 460 mil passageiros.
Segundo Natércia Cabral, presidente da APL, o equipamento resulta de um acordo com a Câmara Municipal de Lisboa (CML). "Não fazia sentido que a gare tivesse funcionalidades que os passageiros encontrariam na cidade", disse, ao JN, ontem, à margem da apresentação do concurso público de concepção para a elaboração do projecto do terminal, em Santa Apolónia. "A proposta que hoje apresentámos era a única que poderia funcionar", acrescentou, rejeitando comentar as anteriores intenções da APL, que motivaram fortes críticas, desde movimentos cívicos lisboetas a figuras como Miguel Sousa Tavares.
Para o presidente da CML, António Costa, o concurso marca o início "de uma nova era no relacionamento entre" o município e a APL. "O terminal de cruzeiros vai ser uma zona de reabilitação da Baixa e encosta de Alfama", considerou o autarca.
terça-feira, agosto 17, 2010
ARQUITECTO CARRILHO DA GRAÇA VENCE CONCURSO PARA NOVO TERMINAL DE CRUZEIROS DE LISBOA

Publicado em 31.07.2010, 09:20 Por Marisa Soares
O arquitecto Carrilho da Graça ganhou o concurso para projectar o novo terminal de cruzeiros de Santa Apolónia, lançado em Março pela Administração do Porto de Lisboa (APL). O júri, que avaliou os 37 trabalhos concorrentes, foi unânime ao considerar que a proposta de Carrilho da Graça se traduz "num claro benefício" para a cidade e para o seu porto.
O projecto do autor de alguns edifícios emblemáticos da capital - como o Pavilhão do Conhecimento dos Mares, na antiga Expo "98, ou a recente Escola Superior de Música - convenceu o júri por incluir um "edifício relativamente pequeno, com uma volumetria delicada", sublinhou o grupo de avaliadores composto pelo arquitecto catalão Juan Busquets e o arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, entre outros.
Ao PÚBLICO, Carrilho da Graça explicou que a ideia-base do projecto foi "partir da intervenção que a APL quer fazer na zona e criar espaços que possam ser desfrutados pela cidade, independentemente de haver cruzeiros ou não". A dimensão prevista permite minimizar o impacte visual do terminal, um assunto que tanta polémica suscitou no passado junto dos moradores do bairro de Alfama. Estes temiam perder a vista sobre o Tejo, caso avançasse o anterior projecto da APL.
O júri apreciou também a cobertura visitável do terminal, o que converte o edifício numa "nova topografia da cidade, entre a colina de Alfama e o Tejo", salienta a APL, no comunicado em que anuncia o vencedor
Outra preocupação do arquitecto foi tornar o espaço polifuncional. "Nos períodos com menos paquetes, a zona pode ser utilizada com outros objectivos, como concertos ou exposições", explica. Além de um grande parque verde urbano, que preenche a área envolvente, eestacionamento (para cerca de 80 autocarros), a proposta vencedorainclui um anfiteatro exterior com vista para o rio e para a cidade.
O terminal de cruzeiros vai juntar-se à lista de obras emblemáticas deste arquitecto, que tem no currículo ainda a Escola Superior de Comunicação Social e a extensão do Palácio de Belém.
A primeira fase do projecto deverá estar concluída em 2013. Terá uma área total de 7790 metros quadrados, envolve um investimento superior a 25 milhões de euros, pagos pela APL, que promoveu o concurso em parceria com a Câmara de Lisboa e a Ordem dos Arquitectos.
Além do projecto de Carrilho da Graça, o júri destacou, pela qualidade, mais quatro projectos. Receberam menção os gabinetes de Aires Mateus Arquitectos, Guillermo Vazquez Consuegra, ARX Portugal Arquitectos e Zaha Hadid Limited.
quinta-feira, julho 01, 2010
ASSEMBLEIA PARTICIPATIVA DA CML NA VOZ DO OPERÁRIO
Assembleia Participativa do OP from Câmara Municipal de Lisboa on Vimeo.
Realizou-se no dia 24 de Junho, na Voz do Operário, a oitava e última Assembleia Participativa, visando promover o debate e o esclarecimento sobre o processo de Orçamento Participativo e proporcionar a apresentação de propostas. Esta Assembleia abrangeu as freguesias de São Cristóvão e São Lourenço, Madalena, Castelo, Santiago, Sé, São Miguel, Graça, São Vicente de Fora, Santo Estêvão, Santa Engrácia e São José.
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sexta-feira, junho 04, 2010
ASSEMBLEIA PARTICIPATIVA - ORÇAMENTO PARTICIPATIVO
Até ao dia 24 de Junho irão realizar-se Assembleias Participativas em 8 locais da cidade, onde os cidadãos poderão, presencialmente, apresentar as suas propostas para a cidade no âmbito do Orçamento Participativo 2010/2011.
A reunião de 24 de Junho realiza-se na Voz do Operário e abrange as seguintes freguesias: São Cristóvão e São Lourenço, Madalena, Castelo, Santiago, Sé, São Miguel, Graça, São Vicente de Fora, Santo Estêvão, Santa Engrácia, São José
Em alternativa é possível propôr e votar propostas no site www.cm-lisboa.pt/op
A reunião de 24 de Junho realiza-se na Voz do Operário e abrange as seguintes freguesias: São Cristóvão e São Lourenço, Madalena, Castelo, Santiago, Sé, São Miguel, Graça, São Vicente de Fora, Santo Estêvão, Santa Engrácia, São José
Em alternativa é possível propôr e votar propostas no site www.cm-lisboa.pt/op
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quinta-feira, junho 03, 2010
ACABAR COM FREGUESIAS. FECHAR MUNÍCIPIOS
O nosso mapa autárquico é um absurdo. Temos 308 câmaras e 4251 juntas. Esta divisão política transporta o país para a época em que as distâncias eram vencidas pela carroça.
Por Henrique Raposo (www.expresso.pt), 9:53 Sexta-feira, 21 de Maio de 2010
I. A médio prazo, Portugal precisa de repensar o seu mapa autárquico, outro cliente habitual da tasca do défice público. No ano da graça de 2010, é simplesmente patético esta coisa de termos 4251 juntas de freguesia e 308 câmaras municipais. Se recuarmos até à Monarquia Constitucional, vamos descobrir que o mapa autárquico de 1870 não deve ser muito diferente do mapa autárquico de 2010. É caso para perguntar: alguma coisa muda na política deste país?
II. As três centenas de câmaras devem ser repensadas: temos de fazer, digamos, algumas fusões autárquicas. Não pode haver uma câmara municipal junto à porta de cada português. Com a diminuição de câmaras, poupa-se dinheiro e ganha-se eficiência. O mesmo raciocínio aplica-se às juntas de freguesias. Como é possível haver mais de 4 mil juntas? Como? Nós temos de acabar com centenas ou mesmo milhares destas juntas. Temos de fundir esses serviços. As juntas que "sobrarem" serão mais eficientes, responsáveis (e responsabilizáveis).
III. O mapa autárquico é um absurdo embaraçante, mas os partidos vão resistir à mudança. É fácil perceber porquê: com menos câmaras e freguesias, as matilhas de caciques seriam obrigadas a sair do quentinho partidário e a procurar trabalho no frio da vida real.
Por Henrique Raposo (www.expresso.pt), 9:53 Sexta-feira, 21 de Maio de 2010
I. A médio prazo, Portugal precisa de repensar o seu mapa autárquico, outro cliente habitual da tasca do défice público. No ano da graça de 2010, é simplesmente patético esta coisa de termos 4251 juntas de freguesia e 308 câmaras municipais. Se recuarmos até à Monarquia Constitucional, vamos descobrir que o mapa autárquico de 1870 não deve ser muito diferente do mapa autárquico de 2010. É caso para perguntar: alguma coisa muda na política deste país?
II. As três centenas de câmaras devem ser repensadas: temos de fazer, digamos, algumas fusões autárquicas. Não pode haver uma câmara municipal junto à porta de cada português. Com a diminuição de câmaras, poupa-se dinheiro e ganha-se eficiência. O mesmo raciocínio aplica-se às juntas de freguesias. Como é possível haver mais de 4 mil juntas? Como? Nós temos de acabar com centenas ou mesmo milhares destas juntas. Temos de fundir esses serviços. As juntas que "sobrarem" serão mais eficientes, responsáveis (e responsabilizáveis).
III. O mapa autárquico é um absurdo embaraçante, mas os partidos vão resistir à mudança. É fácil perceber porquê: com menos câmaras e freguesias, as matilhas de caciques seriam obrigadas a sair do quentinho partidário e a procurar trabalho no frio da vida real.
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quarta-feira, abril 28, 2010
CANDIDATURA DO FADO A PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE ENTREGUE ATÉ FINAL DE AGOSTO

Publicado no Publico 28.04.2010 - 17:32 Por Lusa
A candidatura do Fado a património imaterial da Humanidade será entregue à comissão nacional da Unesco até ao final de Agosto, anunciou hoje o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa (PS).
“Devemos apresentar até 31 de Agosto esta candidatura à Comissão Nacional da Unesco [organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura], para que a possa encaminhar para a Unesco”, disse António Costa.
O autarca falava durante a reunião pública do executivo municipal em que foi apresentada a candidatura pela comissão, liderada pelo musicólogo Rui Vieira Nery.
“O processo de apreciação decorrerá pelo menos durante um ano. Na melhor das hipóteses, a Unesco pronuncia-se em Setembro de 2011”, disse António Costa.
Até lá, deverá ser desenvolvido um “trabalho para alargar a visibilidade do Fado e da cidade de Lisboa”, que passará também pelo plano “diplomático”.
A Câmara irá agora tomar uma deliberação, que será sujeita a apreciação da Assembleia Municipal, referiu António Costa.
O presidente da autarquia sublinhou ainda que serão solicitados os apoios do Presidente da República, da Assembleia da República e do Governo à candidatura.
O trabalho de estudo promovido pela comissão cientifica da candidatura, que foi lançada em 2004 pelo então presidente de Câmara Pedro Santana Lopes, foi saudado por todas as forças políticas.
Santana Lopes enalteceu a “capacidade de prosseguir o trabalho, independentemente dos mandatos autárquicos” e referiu a unanimidade da decisão de 2004, “que se continua a verificar”.
O vereador do CDS-PP António Carlos Monteiro, que integrava o executivo de Santana Lopes, sublinhou a decisão tomada então pelo social democrata.
O vereador comunista Ruben de Carvalho, que enquanto administrador da Lisboa 94, capital europeia da Cultura, promoveu iniciativas de estudo do Fado, sublinhou que o trabalho da comissão é já um “valor adquirido, aconteça o que acontecer”.
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terça-feira, abril 27, 2010
quarta-feira, março 24, 2010
CONCURSO PÚBLICO PARA O NOVO TERMINAL DE CRUZEIROS DE LISBOA

Publicado pela CML
A Câmara Municipal de Lisboa e a Administração do Porto de Lisboa apresentaram, dia 24 de Março, na Gare Marítima de Santa Apolónia, o Concurso Público de Concepção para a Elaboração do Projecto do Terminal de Cruzeiros de Lisboa, com data prevista de conclusão em 2013.
A sessão decorreu na Gare Marítima de Santa Apolónia com a presença de António Costa, presidente da CML, e Natércia Cabral, presidente da APL.
O projecto, apresentado pelo Engº António Martins e pelo Arqtº Rui Alexandre, da APL, desenvolve-se em quatro fases, correspondendo a um investimento global de cerca de 25,5 milhões de euros e que ficará concluído em 2013, após 24 meses de obras.
A nova estrutura de Santa Apolónia, com uma área total de 7790 metros quadrados, tem em consideração aspectos de conforto, acessibilidade, flexibilidade e rapidez nos serviços prestados aos passageiros, adequando-se ao aumento do tráfego de cruzeiros que começam e terminam no porto de Lisboa.
O futuro terminal foi projectado tendo em conta a relação com o edificado da zona, nomeadmente os edifícios da Alfândega, Museu Militar e Estação de Santa Apolónia, não esquecendo a proximidade do centro histórico da cidade e a ligação aos espaços públicos ribeirinhos requalificados, no âmbito de várias intervenções - Campo das Cebolas/Doca da Marinha, Terreiro do Paço, Ribeira das Naus e Cais do Sodré - e a criação de uma praça, no seguimento do edifício da Alfândega de Lisboa, que enquadre a entrada e a saída do novo terminal.
O projecto compreende um parque de estacionamento subterrâneo e assegurará a ligação aos transportes públicos, como o metropolitano e o comboio, e a facilidade de interface com outros transportes, designadamente táxis, shuttles e autocarros. A zona de estacionamento do terminal prevê a capacidade para 500 lugares para veículos ligeiros, 80 para autocarros e uma praça de táxi para 50 viaturas.
Em relação à obra marítima, a primeira fase de intervenção de reabilitação e reforço dos cais entre Santa Apolónia e o Jardim do Tabaco, foi concluída em Fevereiro de 2009 e está em curso a segunda fase da empreitada, com data de conclusão prevista para Fevereiro de 2011. A terceira fase de reabilitação e reforço do molhe montante da Doca da Marinha, ainda em fase de projecto e lançamento de concurso, tem data prevista de conclusão para Dezembro de 2011. A conclusão da quarta fase, o edifício do terminal de cruzeiros e arranjos exteriores, está prevista para 2013.
António Costa, no encerramento da sessão, congratulou-se com esta parceria da CML, com a APL, a Associação de Arquitectos Paisagistas e a Ordem dos Arquitectos, considerando que “este concurso assinala bem uma nova era no relacionamento entre estas entidades” permitindo “escolher os melhores projectos que a arquitectura possa produzir para termos uma cidade mais interessante”. Para o autarca, “é por sermos uma cidade portuária que nos tornámos a cidade que somos e o porto é algo que nos é querido e faz parte da nossa identidade. Nos 19 Km da frente ribeirinha da cidade de Lisboa há espaço para lazer, para mercadorias e para passageiros. Uma das componentes fundamentais da base económica de Lisboa é o Turismo e se queremos continuar a crescer no Turismo temos que ter boas infraestruturas de ligação com o mundo. Para que a cidade se torne mais atractiva, é fundamental criar cada vez melhores condições para a reabilitação da cidade”, acrescentou o presidente da CML, “a localização do terminal de cruzeiros nesta zona da cidade vai ser um factor de revitalização da baixa e toda a encosta de Alfama”.
A terminar, António Costa lembrou que “esta não é uma iniciativa isolada, é uma peça na estratégia de intervenção de um conjunto na frente ribeirinha da cidade de Lisboa. O Plano de Pormenor da Matinha, em fase de conclusão, vai ligar o Parque das Nações até à Rotunda dos Construtores da cidade. Aqui o novo terminal de cruzeiros, a seguir a intervenção que se desenvolve de Santa Apolónia ao Cais do Sodré. Já em curso está o Plano de Pormenor da Boavista, Nascente e Poente, com o prolongamento da Av. 24 de Julho e as intervenções previstas no âmbito do Plano de Pormenor da Alcântara, designadamente com a construção da Praça Amália Rodrigues na zona ribeirinha de Alcântara”.
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segunda-feira, fevereiro 22, 2010
PALACETE DESABOU EM ALFAMA

Publicado no DN, por Fátima Almeida
Ala de edifício antigo ruiu parcialmente e obrigou ao realojamento de emergência de 13 pessoas
Foram 13 as pessoas que ontem ficaram sem tecto na sequência da derrocada parcial do Palácio Dona Rua, no bairro histórico de Alfama. A parede de uma casa habitada por dois homens desabou sobre outra habitação devoluta, colocando em risco mais três casas contíguas. A porta da ala que ruiu ficou interditada mas através de uma falha via-se a destruição "difícil de explicar". Não se registaram feridos, mas quatro famílias vão deixar temporariamente a Rua dos Remédios e serem realojadas na Rua da Saudade.
Ana Soares estava a dormir, quando cerca das 05.00 ouviu um estrondo. "Primeiro pensei que era um trovão. Mas não. Foi o telhado [da casa que desabou] que caiu no meu tecto. Peguei na minha filha e fui acordar os vizinhos", contou ao DN. A casa de Ana Soares não desabou mas é uma das quatro que corre esse risco, por serem contíguas à parte do palácio que ruiu.
Uma fita proibia o acesso à sala, impedindo-a de retirar de lá os seus bens . "É a minha vida". Mas o que mais preocupava Ana eram os pais, que vivem na casa ao lado. Embora a Protecção Civil tenha garantido que não correm risco, a ideia de ter de deixar a rua onde sempre morou ,e onde pode ajudar os pais, é difícil. "Vivo aqui há 38 anos e arranjei aqui a casita perto dos meus pais", disse. Durante a tarde de ontem, as famílias saíam com os seus pertences.
O acidente afectou também os vizinhos cujas habitações não foram consideradas em risco. O medo já sentido perante a "degradação" do espaço tornou-se maior. "Acha que temos condições para viver aqui?", questionava Cecília Jesus, enquanto subia as escadas de madeira de acesso a casa, alertando para a deterioração.
Também Ricardina Lobo, de 65 anos, estava assustada e chamou o Comandante dos Bombeiros e a Protecção Civil para verificarem a sua casa, onde afirma que "chove e há ratos". Depois de uma entrada estreita, um pequeno corredor faz chegar ao quarto. O tecto que fica próximo da cabeça apresentava algumas manchas, que indicavam infiltrações. A Protecção Civil disse que a casa seria avaliada, adiantando que "o prédio está todo em mau estado".
Alguns moradores indignaram-se, quando no local o senhorio da casa que colapsou afirmava desconhecer a situação. "Ele disse que não sabia que o edifício se encontrava neste estado e eu chamei-o mentiroso", contou ao DN Cecília Jesus. A construção apalaçada é privada e tem vários proprietários, que pensam vender o edifício, adiantaram os moradores.
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Palácio Dona Rosa
terça-feira, setembro 29, 2009
PERCURSOS PEDONAIS COM ELEVADORES VÃO UNIR O CASTELO À MOURARIA, SÉ, ALFAMA E GRAÇA

Publicado pelo Público em 22.09.2009 por Inês Boaventura
A Câmara de Lisboa quer criar quatro percursos pedonais servidos por meios mecânicos para melhorar a acessibilidade à colina do Castelo. O projecto, orçado em 12,5 milhões de euros, inclui a criação de mais de mil lugares de estacionamento.
Daqui a quatro anos, segundo as previsões do vereador do Urbanismo e Planeamento Estratégico da autarquia, será mais fácil visitar o Castelo de São Jorge e os restantes monumentos da colina. Nessa altura, a maioria dos desníveis existentes será vencida com o recurso a elevadores e escadas rolantes (que, sempre que possível, ficarão dissimulados no interior de edifícios municipais para diminuir o seu impacte visual) e na base dos novos caminhos haverá acesso facilitado a estações do Metropolitano de Lisboa e parques de estacionamento.
Mas a criação dos quatro percursos pedonais destina-se não só aos turistas, mas também à população residente na zona que, como frisou ontem o vereador Manuel Salgado, é bastante envelhecida e tem dificuldades de locomoção. A medida pretende quebrar o isolamento dos moradores e dinamizar actividades económicas locais.
Um dos percursos partirá do Campo das Cebolas até à Sé e daí para o Castelo. Este cruzar-se-á no Chão da Feira (uma das portas do monumento) com um outro, que vai ligar Alfama às Portas do Sol.
O terceiro trajecto unirá o Castelo à Graça, unindo-se na porta do Moniz (entrada do Castelo que, segundo a Câmara de Lisboa, não é usada actualmente) com o último trajecto, que vai fazer a ligação ao Martim Moniz.
Quando forem concretizados, estes percursos pedonais vão juntar-se a um outro já conhecido, cujas obras deverão iniciar-se "nos primeiros dias de Outubro", como adiantou o vereador Manuel Salgado. Trata-se do "percurso assistido" que parte da Rua dos Fanqueiros - onde, segundo o vereador, está "em fase adiantada" a compra pela autarquia de um edifício necessário para o efeito -, sobe ao Largo do Caldas e chega ao Castelo através do Mercado do Chão do Loureiro.
As quatro ligações anunciadas articulam-se com cinco novos parques de estacionamento, com um total de 1100 lugares: Chão do Loureiro, Terminal de Cruzeiros de Alfama, Campo das Cebolas, Coleginho da Rua Costa do Castelo e Rua dos Lagares.
Segundo Manuel Salgado, o investimento será concretizado em duas fases. A primeira, de 5,5 milhões de euros e que a autarquia vai candidatar a fundos do Quadro de Referência Estratégico Nacional, destina-se a espaço público e meios mecânicos. A segunda fase, de sete milhões de euros, inclui entre outras obras os parques de estacionamento, e o vereador explica que a intenção é que venha a ser paga com fundos do Instituto de Turismo de Portugal e com contrapartidas de algumas intervenções urbanísticas previstas para a zona.
Ontem, por ocasião da Semana Europeia da Mobilidade, a câmara anunciou a abertura do concurso público para a atribuição de 50 licenças para táxis adaptados ao transporte de pessoas com mobilidade reduzida. A ideia era que alguns dos 3550 veículos que circulam em Lisboa fossem adaptados para o efeito, mas a falta de interesse dos profissionais obrigou a optar pela atribuição de novas licenças.
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