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terça-feira, junho 18, 2013

Petição para apoiar o projeto do Jardim da Cerca da Graça

Petição para apoiar o projeto do Jardim da Cerca da Graça
(Imagem publicada na Revista Visão Sexta feira, 26 de Abril de 2013)

Para: Ex. Sr. Vereador José Sá Fernandes

Os moradores da Graça e freguesias vizinhas vão usufruir a partir de Setembro de um novo jardim público, nas traseiras do quartel da Graça. Será em breve, a par do Jardim do Campo de Santana, a maior área verde no centro histórico de Lisboa - uma grande vitória e um enorme ganho para os moradores da Graça e dos bairros mais próximos.

Neste novo jardim público serão plantadas 178 espécies vegetais, entre as quais 32 amendoeiras, 28 medronheiros, 22 coelreutérias, 18 pereiras e 14 ciprestes. Será instalado um relvado central regado para potenciar um recreio mais activo, mesmo desportivo, em contraponto às áreas declivosas, vocacionadas para miradouro e zonas de estar. Haverá ainda espaços hortícolas e, no futuro, um equipamento do ramo alimentar, equipamento juvenil e infantil. A par de todo este processo a CML procederá à limpeza, reabilitação e ao reordenamento do espaço onde hoje se situa uma horta urbana, na intersecção da Calçada do Monte e da Rua Damasceno Monteiro tornando o espaço mais inclusivo, limpo e aberto para todos:

1 - Actualmente a chamada “Horta do Monte” não é mais do que uma ocupação indevida de um espaço que em vez de ser inclusivo e aberto à participação de todos está reservado para um pequeno grupo de indivíduos que nem sequer são do bairro e que agora se opõe a que o espaço seja devolvido aos moradores e aberto ao público em geral;

2 - O nível de degradação e abandono a que o espaço chegou tem potenciado algumas situações a que temos assistido recentemente, nomeadamente assaltos aos moradores e incêndios de viaturas estacionadas na proximidade o que nunca tinha acontecido nesta zona!

3 - Actualmente este espaço tem uma biodiversidade composta de paletes, garrafões de plástico, barrotes de madeira, entulho e barracões que só atrai ainda mais lixo;

4 - A CML vai reabilitar o espaço que actualmente está uma vergonha! Para que os moradores e os visitantes do bairro também possam usufruir dele e não funcione como uma coutada privada de um pequeno grupo de indivíduos;

5 - Neste novo projecto a CML vai reservar 90 m² para a horta comunitária, vai colocar água no espaço para que os talhões possam ser regados sem necessidade de contentores, à semelhança do que já acontece em outras hortas urbanas ordenadas, nomeadamente na Quinta da Granja, nas Hortas de Benfica, na Horta de Telheiras e nos Jardins de Campolide;

6 – Finalmente a CML vai construir um pequeno miradouro junto ao passeio na esquina para que TODOS possam desfrutar da espectacular vista do local e TODOS possam conviver neste espaço promovendo estilos de vida mais saudáveis e sustentáveis na cidade de Lisboa, nomeadamente através da prática de cultivo orgânico, do lazer e da prática do desporto.

Assinar: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=P2013N70133

terça-feira, dezembro 28, 2010

terça-feira, setembro 29, 2009

PERCURSOS PEDONAIS COM ELEVADORES VÃO UNIR O CASTELO À MOURARIA, SÉ, ALFAMA E GRAÇA


Publicado pelo Público em 22.09.2009 por Inês Boaventura

A Câmara de Lisboa quer criar quatro percursos pedonais servidos por meios mecânicos para melhorar a acessibilidade à colina do Castelo. O projecto, orçado em 12,5 milhões de euros, inclui a criação de mais de mil lugares de estacionamento.

Daqui a quatro anos, segundo as previsões do vereador do Urbanismo e Planeamento Estratégico da autarquia, será mais fácil visitar o Castelo de São Jorge e os restantes monumentos da colina. Nessa altura, a maioria dos desníveis existentes será vencida com o recurso a elevadores e escadas rolantes (que, sempre que possível, ficarão dissimulados no interior de edifícios municipais para diminuir o seu impacte visual) e na base dos novos caminhos haverá acesso facilitado a estações do Metropolitano de Lisboa e parques de estacionamento.

Mas a criação dos quatro percursos pedonais destina-se não só aos turistas, mas também à população residente na zona que, como frisou ontem o vereador Manuel Salgado, é bastante envelhecida e tem dificuldades de locomoção. A medida pretende quebrar o isolamento dos moradores e dinamizar actividades económicas locais.

Um dos percursos partirá do Campo das Cebolas até à Sé e daí para o Castelo. Este cruzar-se-á no Chão da Feira (uma das portas do monumento) com um outro, que vai ligar Alfama às Portas do Sol.

O terceiro trajecto unirá o Castelo à Graça, unindo-se na porta do Moniz (entrada do Castelo que, segundo a Câmara de Lisboa, não é usada actualmente) com o último trajecto, que vai fazer a ligação ao Martim Moniz.

Quando forem concretizados, estes percursos pedonais vão juntar-se a um outro já conhecido, cujas obras deverão iniciar-se "nos primeiros dias de Outubro", como adiantou o vereador Manuel Salgado. Trata-se do "percurso assistido" que parte da Rua dos Fanqueiros - onde, segundo o vereador, está "em fase adiantada" a compra pela autarquia de um edifício necessário para o efeito -, sobe ao Largo do Caldas e chega ao Castelo através do Mercado do Chão do Loureiro.

As quatro ligações anunciadas articulam-se com cinco novos parques de estacionamento, com um total de 1100 lugares: Chão do Loureiro, Terminal de Cruzeiros de Alfama, Campo das Cebolas, Coleginho da Rua Costa do Castelo e Rua dos Lagares.

Segundo Manuel Salgado, o investimento será concretizado em duas fases. A primeira, de 5,5 milhões de euros e que a autarquia vai candidatar a fundos do Quadro de Referência Estratégico Nacional, destina-se a espaço público e meios mecânicos. A segunda fase, de sete milhões de euros, inclui entre outras obras os parques de estacionamento, e o vereador explica que a intenção é que venha a ser paga com fundos do Instituto de Turismo de Portugal e com contrapartidas de algumas intervenções urbanísticas previstas para a zona.

Ontem, por ocasião da Semana Europeia da Mobilidade, a câmara anunciou a abertura do concurso público para a atribuição de 50 licenças para táxis adaptados ao transporte de pessoas com mobilidade reduzida. A ideia era que alguns dos 3550 veículos que circulam em Lisboa fossem adaptados para o efeito, mas a falta de interesse dos profissionais obrigou a optar pela atribuição de novas licenças.

sábado, dezembro 29, 2007

CONHEÇA LISBOA E COMECE POR ALFAMA

Por Hernâni Gomes publicado em soberaniadopovo.pt 20.12.2007

Lisboa tem recantos magníficos, que a maioria dos lisboetas não conhece e a generalidade dos portugueses muito menos. Vamos ao estrangeiro e farejamos tudo. Em casa, com as preocupações do dia a dia, não há predisposição para admirar e valorizar o bom que temos.

Há 40 anos a viver em Lisboa, só agora, com a reforma, me predispus a conhecer em detalhe os argumentos turísticos da capital, e de que antes só via os turistas desfrutar.
Mas hoje, nesta tarde de Outono (quase estival) decidi fazer um roteiro turístico a Alfama e cumpri-lo. Aqui o relato. Venha comigo:

MARTIN MONIZ: No Martim Moniz - zona da Mouraria pejada de caras africanas e chinesas e onde os ciganos se abastecem - tomamos o eléctrico 28E, que vai do Martim Moniz a Campo de Ourique (cemitério dos Prazeres). Vai cheio de turistas - muitos italianos/romanos nas sobras do Sporting/Roma – e, naquele rodar pachorrento sobre os carris, subimos ao tradicional Bairro da Graça. Desce-se uma rua íngreme, passando junto ao edifício da Voz do Operário. Do lado de cima, fica o Largo de Santa Clara, onde é feita a popular Feira da Ladra. Acaba-se a rua larga e entramos nas ruelas estreitinhas de Alfama. O eléctrico quase roça as paredes das casas velhas - muitas reavivadas pelo Polis - deste milenar Bairro de Alfama. Apeie-se e passeie.

ALFAMA: Em Alfama, nos Santos Populares - Santo António, em especial - as ruelas íngremes ficam pejadas de gente embebida no cheiro a sardinha assada que brota das suas tascas e restaurantes, misturado com os pregões e o cheirinho a manjerico. Agora, tudo é calmo e a geografia humana lembra a acalmia bairrista de aldeia. Deambulando - subimos as ruelas até à cantada igreja de Santo Estêvão e passando a Rua de São Tomé - alcançamos o miradouro e o Largo das Portas do Sol, nas bordas do Castelo de S. Jorge, entre a Sé e Alfama. Misture-se com os turistas e encha os olhos no esplendoroso estuário do Tejo com o movimento dos barcos e, lá ao longe, toda a outra banda - de Alcochete a Cacilhas.

PORTAS DO SOL: No Largo das Portas do Sol e seu miradouro, passeiam-se e descansam todos os turistas que visitam a trilogia Sé, Castelo E Alfama. Aqui fica, e merece visita, o Museu de Artes Decorativas Ricardo Espírito Santo que, para além do museu, faz de mecenas, apoiando as lojas/oficina ali existentes, de artesãos de diversas artes e ofícios – marceneiros, latoeiros, restauradores. Há aqui muitas esplanadas, restaurantes e bares, mas não deixe de entrar no bar/pub Cerca da Moura.
Do miradouro, olhando ao longe, sobre esquerda, vê a Igreja de S. Vicente de Fora - depois, o Panteão Nacional e as igrejas de Santo Estêvão e S. Miguel . Em frente, o rio e a outra banda. Logo ali e à direita, outro miradouro e a Igreja de Santa Luzia. Um pouco mais abaixo, a milenar Sé de Lisboa. Se subir as ruelas da encosta e passando a igreja de S. Tiago, chegará lá ao cimo, ao Castelo de S. Jorge.

CASTELO: No Castelo, percorra toda parte murada e suba as muralhas. Rodeie, aprecie a vista fabulosa. Lá em baixo os típicos telhados de Lisboa antiga, toda a Baixa até ao Terreiro do Paço. E o Tejo com o seu estuário - largo e belo. O movimento das faluas - os cruzeiros, os cacilheiros. Ao longe e ao fundo, a outra banda: Cacilhas, Lisnave, Almada. Lá mais longe, à direita, em direcção ao mar: a Trafaria, Torre de Belém, o Bugio.
E com olhos tão cheios de paisagem, por aqui ficámos sorvendo a alma de Lisboa, lembrando a sua história – dos mouros, da conquista por D. Afonso Henriques, do terramoto 1755 e do Marquês de Pombal, do Regicídio e da República, da Revolução de Abril, da Expo 98 e a moderna zona do novo Parque das Nações.

TURISMO: E o turismo em Lisboa está a crescer a olhos vistos : Em 2007, já há mais 8% de turistas e mesmo agora, em Novembro, há turistas por todo o lado, mormente europeus. Mas também tantos imigrantes, tantos africanos, tantas lojas chinesas, tantos pedintes e sem-abrigo, tanto do bom e do mau. Lisboa tem quase de tudo que uma metrópole tem. E no Largo da Graça tem um restaurante muito bom - o Pitéu - onde vos convido a vir jantar. Depois vou ver o Fados, do Carlos Saura.