Postos interactivos, audio-guias são algumas das novidades
Presstur 03-10-2008 (20h24)
O Museu do Fado, no bairro lisboeta de Alfama, reabriu hoje ao público, depois de uma profunda remodelação do interior, apresentando-se com um visual mais moderno e claro com espólio reforçado e onde não faltam as novas tecnologias que proporcionam uma maior informação aos visitantes.”Estas alterações recolocam o fado em termos de futuro, com um espaço mais virado para os estrangeiros, turistas e investigadores”, disse Miguel Honrado da Empresa de Gestão de Equipamento Culturais. Das salas escuras e da recriação de ambientes de tabernas, oficinas, xailes, da exposição inaugural de há 10 anos o museu passou a oferecer postos de escuta e informação sobre a canção nacional, projecções de filmes e actuações de fadistas e, algumas obras plásticas em que o fado marca presença.
A responsável do Museu, Sara Pereiro, disse ao PressTUR que o projecto resultou de uma candidatura ao Programa Operacional da Cultura, por ocasião do 10º aniversário do museu e, teve como critérios “reunir num mesmo espaço obras alusivas ao fado, que estavam noutras instituições”. Segundo Sara Pereiro a integração dos quadros alusivos ao fado vão complementar o espólio existente e permitir uma leitura mais completa sobre o fado.
Pela primeira vez, pinturas, discos, guitarras, maquetas e fatos de cena encontram-se num mesmo espaço, que podem ser agora vistos numa visita onde não faltam os audio-guias, em inglês, francês, castelhano ou português.“O museu sofreu ainda alterações na estrutura física, ao nível das acessibilidades, dos ingressos e estatísticas do museu, da exposição permanente e do restaurante, que também foi reabilitado e reabre dia 7”, acrescentou a responsável.
A abrir a exposição está a “Casa da Mariquinhas” de Alfredo Marceneiro, agora com espaço só para si e com mais destaque, seguida da primeira sala da mostra permanente, em que o quadro “O Fado” de Malhoa, emprestado até Janeiro pelo Museu da Cidade de Lisboa, ocupa um lugar de destaque. Deste museu chegou ainda o painel lenticular de João Vieira e que vai ficar ali em depósito, juntamente com outros dois quadros.Carlos Paredes e Amália Rodrigues são presenças em destaque no museu, e nas salas onde não faltam quadros, discos de vinil nas paredes ou instrumentos musicais e letras de fados, além de relíquias como a maqueta de Rui Pimentel, filmes e um vestido de uma fadista de outros tempos.
O museu propõe ainda postos de escuta interactivos que tornam o espaço mais interactivo, para “ouvir, aprender e sentir o que é o fado”, vídeos de actuações de fadistas da velha e da nova geração, com destaque para Carlos do Carmo e Mariza. Para conquistar mais visitantes estrangeiros, o objectivo do museu passa também pela divulgação no estrangeiro e pela programação onde constam várias exposições temporárias, a primeira das quais a mostra “No Ar”, que recria um estúdio de rádio antigo e lembra a divulgação do fado na rádio.
Alfama. O Bairro de Alfama em Lisboa não vive só dos Santos Populares, das marchas do fado e do Lisboa Downtown. Virada a sul com vista para o Rio Tejo, Alfama estende-se do Castelo de São Jorge à Doca do Jardim do Tabaco e é dos maiores destinos turísticos de Lisboa.
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domingo, outubro 05, 2008
sexta-feira, fevereiro 29, 2008
MUSEU DO FADO ENCERRA PORTAS PARA OBRAS DE REQUALIFICAÇÃO
Publicado por Diário Digital/ Lusa, 29-02-2008O Museu do Fado em Lisboa encerra ao público a partir da próxima segunda-feira para obras de remodelação, devendo abrir novamente portas em Junho, disse à Lusa fonte da instituição.
O projecto de requalificação do Museu, situado em Alfama, é apoiado em 54% pelo Programa Operacional da Cultura (POC), tendo as obras começado já em Outubro passado.
«A partir de segunda-feira far-se-á a intervenção de renovação e ampliação da exposição permanente, que obriga a encerrar portas», indicou Sara Pereira, gestora do Museu.
«O projecto de recuperação e valorização do Museu implica a reabilitação das fachadas e coberturas, a valorização do circuito museológico através da ampliação e renovação da exposição permanente, passando pela eliminação de barreiras arquitectónicas no interior do edifício, no sentido de garantir a acessibilidade dos visitantes com mobilidade condicionada», explicou.
A instalação de sistemas de vídeovigilância, bem como a renovação do sistema de ingressos, controlo e apuramento estatístico dos visitantes, são outras áreas alvo de intervenção «Na futura exposição, o Museu integrará postos de consulta interactiva, disponibilizando aos visitantes a consulta, em suporte digital, de documentação (periódicos, repertórios, fotografias) biografias de fadistas, instrumentistas, autores e compositores e casas de fado», enumerou. Segundo a responsável, as obras de remodelação irão «aumentar exponencialmente a quantidade de informação disponível aos visitantes e maximizar os meios de divulgação do universo do Fado».
Sara Pereira referiu ainda que «o projecto expositivo, desenvolvido ao longo de um discurso museográfico contemporâneo, contemplará a integração de um importante acervo de artes plásticas e de renovados conteúdos museológicos, a par de uma tecnologia multimédia interactiva, com o intuito de incrementar significativamente a qualidade e a quantidade de informação».
O Museu do Fado foi inaugurado a 25 de Setembro de 1998, estando instalado no antigo Recinto da Praia, ao Largo do Chafariz de Dentro, em Alfama, uma antiga estação elevatória de águas.
O Museu, entre outras peças, apresentava uma colecção de guitarras, vários troféus conquistados por fadistas, nomeadamente o Prémio BBC Rádio 3 World Music, ganho por Mariza em 2003, discos, cartazes e a recriação de uma casa de fados.
Além da exposição permanente, o Museu incluía um espaço de exposições temporárias, onde se apresentaram mostras relativas a Amália Rodrigues, Berta Cardoso, David Mourão-Ferreira e Carlos do Carmo, entre outros, um Centro de Documentação e um auditório, onde se realizaram várias iniciativas promovidas pelo museu ou associação ligadas ao estudo do Fado.
O guitarrista e estudioso José Pracana realizou uma série de palestras, assim como o investigador Vítor Duarte Marceneiro. A Academia do Fado e da Guitarra Portuguesa e a Associação Portuguesa dos Amigos do Fado levaram a cabo vários ciclos.
O Museu integra a rede de equipamentos da EGEAC (Empresa municipal de Equipamentos e Animação Cultural).
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