Publicado em 2012-01-13 no JN por Paulo Lourenço
Os casos de furtos a turistas nos miradouros históricos de Alfama estão a criar uma verdadeira onda de indignação entre quem ali vive ou trabalha. Nos eléctricos, a situação arrasta-se há anos e há relatos de roubos com grande violência nas vielas do bairro.
Um passeio pelo mais castiço bairro da capital pode revelar-se um autêntico pesadelo. Especialmente, se incluir uma paragem nos miradouros de Santa Luzia ou Portas do Sol, dois locais de onde é possível desfrutar de uma magnífica panorâmica sobre a cidade e o rio.
"Andam aí todos os dias. Já os conhecemos. Apanhar os turistas desprevenidos num momento de lazer e roubar-lhes malas e máquinas fotográficas é o "trabalho" deles", conta ao JN um habitual frequentador do espaço, que solicita o anonimato, com receio de represálias. "É que, quando avisamos os estrangeiros, eles ameaçam-nos. São perigosos", explica.
Os relatos falam em grupos de jovens - portugueses e estrangeiros - que abordam os turistas de forma discreta. "Muitas vezes, passam também por turistas, com mapas na mão que abrem, para dissimular os furtos. E andam bem vestidos", revela outro testemunho.
"Não imagina como as coisas se passam. Eles actuam em bando, os turistas não dão por nada e quando se apercebem já não há nada a fazer", conta um homem, que trabalha num estabelcimento comercial vizinho.
"Já vi pessoas desesperadas, a chorar, por ficarem sem nada. Dinheiro e documentos", diz o mesmo testemunho. Recorda um caso recente em que uma turista de nacionalidade russa "quase morria com um ataque de pânico" quando constatou que lhe tinham roubado a mala. "Além da documentação, levaram-lhe mil euros", recorda.
"Isto é uma calamidade", desabafa Francisco Maia, presidente da Junta de São Miguel, que, recentemente deu conta destes casos ao presidente da Câmara. António Costa tomou nota e "mostrou-se muito preocupado", afiança o autarca.
"Toda a zona é aprazível para o relaxe e para disfritar da paisagem, que é o que os turistas fazem", salienta, destacando que há "autênticos bandos" que se aproveitam disto para actuar. "De dia é um caos, e, à noite, no interior do bairro, ainda é pior, com roubos por esticão, com alguma violência", diz.
"É uma brutalidade"
Na vizinha freguesia de Santo Estevão, a presidente da Junta, Maria de Lurdes Pinheiro, fala de roubos com grande violência. "É uma brutalidade! Muitas vezes, os turistas são puxados para o interior de um beco, encostados à parede e agredidos por grupos, que depois de roubarem, desaparecem rapidamente", conta.
Alfama. O Bairro de Alfama em Lisboa não vive só dos Santos Populares, das marchas do fado e do Lisboa Downtown. Virada a sul com vista para o Rio Tejo, Alfama estende-se do Castelo de São Jorge à Doca do Jardim do Tabaco e é dos maiores destinos turísticos de Lisboa.
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domingo, janeiro 15, 2012
quarta-feira, janeiro 16, 2008
INCÊNDIO EM PRÉDIO DE ALFAMA DEIXA QUATRO FAMÍLIAS DESALOJADAS
Publicado por Lusa/Sol em 15.01.2007
Um incêndio que deflagrou hoje num prédio em Alfama deixou quatro famílias desalojadas e um bombeiro ferido, confirmou à Lusa fonte da Junta de Freguesia de São Miguel
Por volta das 10h59, os bombeiros foram chamados à rua Beco das Cruzes, ao número 22, em Alfama para combater um incêndio que deflagrou no 3º andar do prédio.
O incêndio que terá tido origem num curto-circuito, segundo a mesma fonte da junta de freguesia, deixou quatro famílias desalojadas e um prédio sem condições para ser habitado.
Entre as vítimas estão uma viúva diabética que vivia no 3ºandar do prédio com dois filhos deficientes e um neto, que foram encaminhados para uma pensão na Avenida Duque d'Ávila em regime de pensão completa com roupas cedidas pela Santa Casa da Misericórdia e Cruz Vermelha.
No 2º andar um casal e o seu filho ficaram também desalojados e não aceitaram a oferta de pensão tendo optado por permanecer provisoriamente em casa de um familiar próximo.
No rés-do-chão um homem viúvo ficou também com a casa inabitável tendo seguido para casa das filhas. O incêndio atingiu também as traseiras do prédio na Rua Castelo Picão desalojando um jovem que vivia sozinho.
Um bombeiro sofreu queimaduras na cara e no pescoço. O prédio destruído situa-se numa zona densamente habitada e estava muito degradado, de tal modo que já tinham sido dadas ordens de despejo aos moradores.
Um incêndio que deflagrou hoje num prédio em Alfama deixou quatro famílias desalojadas e um bombeiro ferido, confirmou à Lusa fonte da Junta de Freguesia de São Miguel
Por volta das 10h59, os bombeiros foram chamados à rua Beco das Cruzes, ao número 22, em Alfama para combater um incêndio que deflagrou no 3º andar do prédio.
O incêndio que terá tido origem num curto-circuito, segundo a mesma fonte da junta de freguesia, deixou quatro famílias desalojadas e um prédio sem condições para ser habitado.
Entre as vítimas estão uma viúva diabética que vivia no 3ºandar do prédio com dois filhos deficientes e um neto, que foram encaminhados para uma pensão na Avenida Duque d'Ávila em regime de pensão completa com roupas cedidas pela Santa Casa da Misericórdia e Cruz Vermelha.
No 2º andar um casal e o seu filho ficaram também desalojados e não aceitaram a oferta de pensão tendo optado por permanecer provisoriamente em casa de um familiar próximo.
No rés-do-chão um homem viúvo ficou também com a casa inabitável tendo seguido para casa das filhas. O incêndio atingiu também as traseiras do prédio na Rua Castelo Picão desalojando um jovem que vivia sozinho.
Um bombeiro sofreu queimaduras na cara e no pescoço. O prédio destruído situa-se numa zona densamente habitada e estava muito degradado, de tal modo que já tinham sido dadas ordens de despejo aos moradores.
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