Alfama. O Bairro de Alfama em Lisboa não vive só dos Santos Populares, das marchas do fado e do Lisboa Downtown. Virada a sul com vista para o Rio Tejo, Alfama estende-se do Castelo de São Jorge à Doca do Jardim do Tabaco e é dos maiores destinos turísticos de Lisboa.
quinta-feira, julho 30, 2009
NOVO MODELO PARA OS BAIRROS HISTÓRICOS
Recordamos-lhe que o novo modelo de gestão assenta nos seguintes pressupostos:
- O residente continua a utilizar o sistema de identificador, não havendo, por isso, qualquer alteração prática. Durante o mês de Agosto irá receber uma carta personalizada com um dístico de residente fornecido pela EMEL. O dístico irá ser importante para que a fiscalização se torne mais eficaz.
- O comerciante já registado, será igualmente sensibilizado durante o mês de Agosto para substituir o seu sistema baseado em identificador, pelo cartão personalizado de acesso; durante o mês de Agosto irá receber igualmente uma carta personalizada com um dístico de comerciante fornecido pela EMEL e respectivo cartão de acesso.
- No que respeita às cargas e descargas, os diferentes fornecedores deverão, também durante o mês de Agosto, obter o seu cartão de acesso na Loja EMEL.
- O Visitante ocasional (viaturas de obras, descargas pontuais não profissionais, etc.) poderá finalmente ter acesso aos bairros entre as 7 e as 20 horas tendo para tal que obter o cartão de acesso “Viva Viagem Bairros Históricos” na Loja EMEL ou nos parques da Calçado do Combro e das Portas do Sol.
Informação divulgada pela Junta de Freguesia da Sé
sexta-feira, março 27, 2009
NÃO PENSE SÓ NO SEU UMBIGO

www.passeiolivre.blogspot.com
sábado, setembro 20, 2008
LISBOA É UMA BOA CIDADE PARA ANDAR DE BICICLETA
Lisboa é uma cidade boa para andar de bicicleta, garante um engenheiro civil que durante cem dias optou por deslocar-se na capital a pedalar, abdicando de autocarros, carros, táxis e metropolitano
Publicado por LUSA/ SOL
Após mais de cem dias e 1200 quilómetros de bicicleta percorridos em Lisboa, Paulo Guerra dos Santos concluiu que a capital «é cem por cento ciclável e que as desculpas das colinas, do tráfego e do clima são mitos».
«As colinas ocupam quinze por cento da área urbana da cidade. 80 por cento das cerca de 700 mil pessoas que habitam em Lisboa moram e trabalham fora das áreas das colinas. A maioria dos fluxos que se fazem dentro da cidade (casa-trabalho) são na marginal e no eixo Baixa-Campo Grande, na sua maioria zonas planas ou muito suaves», explicou à Lusa o investigador, responsável pelo projecto «100 dias de bicicleta na cidade de Lisboa».
O clima é «um dos melhores da Europa, nunca está demasiado frio nem demasiado calor». O tráfego automóvel é um problema «apenas no início», e até levou Paulo Santos a pedalar nos passeios.
«Quando comecei o projecto não fazia ideia do que era andar em Lisboa de bicicleta. Nem bicicleta tinha. Tive de pedir uma emprestada. As duas primeiras semanas foram difíceis. Confesso que andei muito em cima de passeios, mas fui desaconselhado a abandoná-los e a passar para a estrada. Aos poucos vamos ganhando confiança e deixamos de olhar para trás», recordou.
Além de desfazer mitos, Paulo Santos conferiu que «andar de carro não faz sentido e é um custo enorme». «A bicicleta custou-me 300 euros e já está mais do que paga com o dinheiro que poupei em gasolina e passes», referiu.
Mas há mais, andar de bicicleta também traz benefícios para a saúde, «com pouco esforço ajuda a manter uma certa forma física». Acima de tudo é «um excelente veículo para promover a mobilidade».
Em Lisboa faltam ciclovias, que podem ser providenciadas «com algo tão simples como uma mudança na legislação que permita que as bicicletas possam partilhar a faixa do ‘bus’». «Há zonas em que é possível estreitar as faixas dos automóveis e alargar a do ‘bus’, colocando ali um metro especificamente para o ciclista e há muitas avenidas onde há espaço para isso não prejudicando», defendeu o investigador.
Alargar o horário em que as bicicletas podem ser transportadas no metro «também seria benéfico», bem como adoptar uma ideia já aplicada em algumas cidades norte-americanas: «colocar ganchos na frente dos autocarros onde dá para pendurar duas ou três bicicletas». O projecto acabou e o investigador garante que vai continuar a utilizar a bicicleta para deslocar-se na cidade e deixa um recado: «é preciso criar a noção que os carros não são bem-vindos no centro».
domingo, julho 20, 2008
ACIDENTE ARRANCA 15 PILARETES NA RUA JARDIM DO TABACO

Não é difícil imaginar a que velocidade circulava a viatura em virtude das evidências da violência do embate. No entanto, é raro ver patrulhamento policial nesta zona durante a noite, apesar da esquadra da PSP se encontrar a algumas centenas de metros, por exemplo: desde o mês de Junho, que o Largo Chafariz de Dentro é permanentemente ocupado por dezenas de viaturas, à noite e ao fim-de-semana (apesar dos sinais de trânsito) sem que nada aconteça e com os Parques de estacionamento praticamente vazios do outro lado da rua, junto ao rio.sexta-feira, fevereiro 22, 2008
A RUA JARDIM DO TABACO FOI DEVOLVIDA AOS PEÕES



Após 4 anos de insistentes contactos com as Juntas e com os responsáveis da Câmara Municipal de Lisboa foi finalmente executada a obra de colocação de pilaretes ao longo de todo o passeio entre o Cais da Lingueta (junto ao Largo Chafariz de Dentro) e o Boqueirão da Ponte da Lama (junto ao ISPA).
Sugestões enviadas em 23.11.2004:
"...Com 3 medidas simples e baratas, seria possível inverter a situação a curto prazo:
1 - Prolongar a instalação dos pilaretes, para proteger a circulação dos peões nos passeios, na Rua Jardim do Tabaco, desde o Largo Chafariz de Dentro até ao Museu Militar, do lado do rio;
2 - Sinalizar o acesso aos Parques de estacionamento, que existem junto ao rio, na Rua Jardim do Tabaco para informar e facilitar o acesso de todos os visitantes;
3 - Alargar o horário de funcionamento dos parquimetros na Rua Jardim do Tabaco para lá da hora critíca como já acontece no Bairro Alto..."
Apesar da demora e dos inúmeros contactos as placas de sinalização e os pilaretes foram colocados e a única entidade que não respondeu e nada fez até à data em prol dos moradores foi a EMEL. No entanto, após a devolução da zona ribeirinha à CML faz sentido que os novos contratos de concessão dos parques de estacionamento da zona ribeirinha passem a incluir zonas de estacionamento gratuito para os moradores.
domingo, novembro 11, 2007
MEGA CONFUSÃO NA PRAÇA DO COMÉRCIO
Foi-se a árvore de natal mais idiota da europa chegou o mega assador de castanhas. Em comum o mega caos com o trânsito no centro histórico de Lisboa. Gasta-se o dinheiro público em mega eventos mas continua a não haver dinheiro para a pintura das passadeiras, para proteger os passeios com pilaretes e para sinalizar os percursos para os parques de estacionamento no centro de Lisboa... que continuam vazios.O centro de Lisboa que até à pouco tempo era de facto um local onde os moradores podiam passear ao fim-de-semana converteu-se num sitío caótico. Na ausência de medidas coerentes para limitar o trânsito no centro histórico de Lisboa distribui-se comida e vinho e a plebe agradece no meio de desacatos e insultos para tentar encher sacos com castanhas é absolutamente surreal, terceiro mundista e inútil.
Entretanto, a alguns metros na Rua dos Bacalhoeiros os restaurantes que estão abertos continuam às moscas porque não é com este tipo de iniciativas pontuais e eventos de massas que se conseguem resolver os problemas da zona histórica. Da mesma forma que não é sensato meter um elefante numa loja de porcelana.
Vale a pena ler o artigo de Inês Boaventura no Publico
"Castanhas grátis levaram centenas de pessoas ao Terreiro do Paço
As queixas de falta de organização e de civismo foram mais do que muitas e levaram muita gente a abandonar o local sem provar uma única castanha
O maior assador de castanhas do mundo atraiu ontem à tarde centenas de pessoas ao Terreiro do Paço, em Lisboa, mas só os mais afoitos conseguiram furar por entre a multidão impaciente que cercava o utensílio, não hesitando para tal em distribuir empurrões, cotoveladas e outras demonstrações de falta de civismo.
A iniciativa foi da Câmara de Lisboa, que decidiu assinalar o Dia de S. Martinho com a distribuição grátis de castanhas, cozinhadas no local num assador certificado pelo Guiness World Records como o maior do mundo. O assador com 600 quilos e as duas toneladas de castanhas vieram do concelho transmontano de Vinhais, que gera um terço da produção de todo o país.Pouco antes das 15h eram mais de 400 as pessoas reunidas em torno do assador, que a organização rodeou de grades metálicas enquanto mais uma fornada de castanhas era despejada no utensílio e cozinhada sobre uma fogueira crepitante por três homens munidos de uma espécie de pás de grandes dimensões.
Mal as barreiras foram afastadas, uma multidão impaciente confluiu para o assador, na expectativa de provar meia dúzia de castanhas ou de encher um saco de plástico trazido no bolso, nem que para isso fosse preciso derrubar alguém pelo caminho. "Que ganância, que vergonha. Isto está muito mal organizado", queixava-se uma mãe que levava a sua filha de tenra idade pelo braço, depois de uma tentativa frustrada de chegar perto do assador. "Há pessoas que levam sacos cheios. Uns levam um monte e eu não levo nada", lamentava ao seu lado um rapaz com ar desconsolado, que saiu do Terreiro do Paço sem provar uma única castanha.
As queixas de falta de organização e de civismo foram mais do que nunca, mas em relação à qualidade das castanhas não se ouviu uma única crítica. Muitos registaram com telemóveis e máquinas fotográficas a passagem do maior assador de castanhas do mundo por Lisboa, enquanto ao seu lado dezenas de pombos se banqueteavam com os restos de castanhas e as cascas atirados despudoradamente para o chão, apesar dos caixotes do lixo a poucos metros de distância. "
sábado, novembro 03, 2007
SÓ AOS DOMINGOS É QUE SE PODE PASSAR NO TERREIRO DO PAÇO
Publicado por Lusa/ Publico.pt
Duas mulheres morreram e uma ficou ferida com gravidade ao serem atropeladas por um automóvel, ao início da manhã, no Terreiro do Paço. O acidente obrigou ao corte do trânsito na zona durante duas horas e a condutora do ligeiro foi submetida a testes de despistagem de álcool e drogas.
Aconteceu por acaso?
- Dos 240 000 automóveis que circula em Lisboa 32% estaciona ilegalmente. Estes 240 000 automóveis equivalem a 2 faixas da auto estrada Lx-Porto completamente cheias. (Dados da Carris);
- Diariamente são atropeladas quatro pessoas em Lisboa;
- A pouca distância na mesma Avenida Infante D. Henrique o cruzamento com o Largo do Museu de Artilharia foi recentemente incluido pela CML no Programa de Acção de Identificação e Divulgação dos Pontos Negros na Cidade de Lisboa. O local é considerado como um dos 20 pontos negros da cidade de Lisboa, sendo que a definição de Ponto negro consiste num lanço de estrada com o máximo de 200 metros de extensão, no qual se registou, pelo menos, 5 acidentes com vítimas, no ano em análise, e cuja soma de indicadores de gravidade é superior a 20;
Que medidas é que têm sido tomadas na zona histórica para além de se encerrar o Terreiro do Paço aos Domingos? Nem sequer os parques de estacionamento estão assinalados.
quarta-feira, outubro 24, 2007
CONDICIONAMENTO AO TRÂNSITO NOS BAIRROS HISTÓRICOS CONTINUA A GERAR POLÉMICA
O condicionamento do trânsito nos bairros históricos de Lisboa, medida tomada em 2002, continua a gerar contestação por parte de moradores e comerciantes, mas a EMEL pretende manter a iniciativa.


Aponta “dificuldades de comunicação com a EMEL” nos pontos de entrada na freguesia, e exemplifica que se um morador pretender descarregar compras em sua casa, já depois das horas de autorização, o controlador da EMEL não o deixa entrar na área condicionada. Quanto aos lugares de estacionamento, disponíveis para os moradores na Encarnação, cita que “não são suficientes”, e adianta que só existem na freguesia lugares para um terço dos moradores. A solução passa, defendem, por uma melhor comunicação entre os moradores e comerciantes do bairro e a EMEL.
Dulce Galhardo, 29 anos, é moradora e comerciante na zona da Bica (Bairro Alto), e lamenta “condicionar a sua vida aos horários da EMEL”, referindo ainda que a “atribuição de lugares nalguns parques exteriores é feita por sorteio”.
“Quando fecharam não nos perguntaram nada”, frisa Paulo Ribeiro, comerciante de 43 anos na Rua da Atalaia, também no Bairro Alto.
Já para António Mestre, 50 anos, igualmente comerciante do bairro, o local “está melhor do que antes”, e “o único inconveniente é os carros de apoio ao comércio não poderem entrar depois da hora limite”. Vítor Manuel, 53 anos, é lacónico: “É da pior ordinarice que houve”. Para este morador e dono de um café, “o comércio está a morrer” no bairro, apontando o dedo à EMEL.


Quanto ao problema da segurança, aponta que a sua falta, no Castelo, “faz com que as pessoas não queiram deixar os carros longe”. Recém-chegado à freguesia, Pedro Pires, produtor de teatro, não vê com bom olhos a existência de parques pagos, e acha que a medida de condicionar o trânsito deve ser tomada apenas quando há “infra-estruturas para acolher os carros” no exterior. Este morador de 32 anos alerta para os veículos de pessoas que não são do bairro mas que lá ficam “noites inteiras”.

A Agência Lusa tentou ainda clarificar a situação junto do executivo lisboeta, mas a única declaração que obteve, de fonte da autarquia, foi que “a decisão foi tomada noutro mandato”, sem mais comentários.
terça-feira, outubro 09, 2007
AOS DOMINGOS ALFAMA É DOS CARROS
Desde 2004 que Alfama anseia por sinais de trânsito para assinalar o caminho para os parques de estacionamento junto ao rio mas, apesar do projecto estar aparentemente aprovado, ainda não houve verba. 
sábado, setembro 22, 2007
AUTARQUIA IDENTIFICA “PONTOS NEGROS” DA CIDADE
O Cruzamento da Avenida Infante D. Henrique com o Largo do Museu de Artilharia foi incluido pela CML no Programa de Acção de Identificação e Divulgação dos Pontos Negros na Cidade de Lisboa.O local é considerado como um dos 20 pontos negros da cidade de Lisboa, sendo que a definição de Ponto negro consiste num lanço de estrada com o máximo de 200 metros de extensão, no qual se registou, pelo menos, 5 acidentes com vítimas, no ano em análise, e cuja soma de indicadores de gravidade é superior a 20.
Para perceber o porquê deste ponto negro basta lembrar a proximidade da Rua Jardim do Tabaco onde o estacionamento é completamente caótico à noite e ao fim-de-semana apesar da existência de 4 Parques de estacionamento a menos de 100 metros junto ao rio e apesar de no Largo do Museu de Artilharia existir uma esquadra da PSP com vista para o cruzamento e com agentes da brigada de trânsito em permanência. Pelos vistos parece que ter uma esquadra e um Parque de estacionamento em cada rua não é solução para resolver os problemas do trânsito... pelo menos em Alfama
terça-feira, junho 05, 2007
PROBLEMAS DE TRÂNSITO EM ALFAMA
EXMA. MESA DA ASSEMBLEIA
EXMAS. SENHORAS E EXMOS. SENHORES PRESIDENTES DE JUNTA
E DEMAIS ELEITOS
Somos moradores do bairro de Alfama, mais concretamente da Freguesia de Santo Estêvão, e vimos colocar a V. Ex.ªs alguns considerandos do que tem sido estes quase quatro anos de trânsito e estacionamento condicionado, imposto pelo Regulamento Específico da Zona de Estacionamento de Duração Limitada de Alfama.
Há cerca de 4 anos que o trânsito no Bairro de Alfama está sujeito a regras. Desde aí foi implementado um regulamento para condicionar o trânsito e o estacionamento nas ruas do Bairro.
Esse regulamento considera, entre outras coisas, trazer inegáveis benefícios para todos os moradores, nomeadamente:
· a segurança dos moradores, que veriam melhorada a circulação de viaturas de emergência;
· a circulação dentro do bairro, reduzindo bastante os bloqueios causados por carros mal estacionados;
· a facilidade para o estacionamento dos moradores, ao afastar do interior do bairro muitas viaturas de visitantes e outros, apesar de os lugares existentes não serem suficientes para os automóveis dos moradores, e por isso existirem sempre dificuldades;
· a melhoria do ambiente e da qualidade de vida de todos os moradores.
No entanto o que se verifica é que:
· a segurança dos moradores passou para segundo plano, pois continua a verificar-se dificuldade na circulação das viaturas de emergência e da própria PSP;
· continua a ser caótica a circulação nas ruas do bairro, pois ruas há em que existindo dois sentidos só consegue circular uma viatura de cada vez;
· a dificuldade dos moradores em estacionar continua a verificar-se, pois grande parte das viaturas estacionadas não têm dístico de autorização para o fazerem;
· o ignorar de todos os pedidos de reuniões e esclarecimentos, feitos pelos moradores e pela Junta de Freguesia de Santo Estêvão, por parte da administração da EMEL;
· depois de todos estes contratempos, a qualidade de vida de quem mora no bairro não melhorou, pois continuamos a ter que dar voltas e voltas ao bairro para conseguir estacionar.
Assim, consideramos fundamental para o bem-estar da população do bairro de Alfama o que a seguir enunciamos:
1. A execução plena do Regulamento aprovado em sessão de Câmara;
2. A fiscalização, por parte dos funcionários da EMEL ou da Polícia Municipal, das viaturas mal estacionadas, estacionadas há vários meses ou sem dístico de autorização para entrarem dentro dos limites do bairro, à semelhança do que é feito em outras zonas da cidade;
3. Fazer com que o Regulamento não seja aplicado de forma arbitrária consoante o funcionário de serviço, para que as regras sejam uniformes, ou seja, não haver dois pesos e duas medidas para permitir ou proibir as entradas no bairro;
4. Sinalizar nos acessos ao bairro a localização dos parques de estacionamento alternativos.
Para terminar:
Passados quase quatro anos da entrada em vigor da Zona de Estacionamento e Trânsito Condicionado no bairro de Alfama, os moradores sentem-se completamente – e sublinho completamente – abandonados pela Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa.
Lisboa, 15 de Maio de 2007
sábado, agosto 12, 2006
ENTRAR NO CASTELO DE SÃO JORGE VAI CUSTAR CINCO EUROS
Os bilhetes de entrada no Castelo de São Jorge vão subir de três para cinco euros dentro de um ou dois meses. A decisão foi tomada pelo vereador da Cultura da Câmara de Lisboa, José Amaral Lopes, que a justificou ao PÚBLICO com a necessidade de financiar as "avultadas" despesas correntes e de conservação do monumento, bem como os investimentos há muito previstos.
A entrada no castelo deixou de ser gratuita em 2004, altura em que a EGEAC, a empresa municipal responsável pela gestão daquele espaço, passou a cobrar três euros por visitante. A medida provocou então uma acesa controvérsia, em que sobressaíram os mediáticos protestos do fadista Nuno da Câmara Pereira. Isentos de pagamento ficaram os residentes em Lisboa, bem como os menores de dez anos e os maiores de 65 anos.
Além destas isenções, que vão manter-se depois do aumento, foram estabelecidos descontos de 90 por cento para grupos escolares organizados e de 50 por cento para estudantes e famílias de mais de três pessoas. Estas reduções vão também manter-se.
Em defesa da política de acessos pagos ao local, Amaral Lopes, que é também presidente da EGEAC, argumenta que "os estudos feitos por técnicos e empresas de consultoria desde 1995 mostram que a cobrança de ingressos no castelo é uma condição de viabilidade da EGEAC". Confrontado com a dimensão do aumento - 66 por cento -, o autarca e ex-secretário de Estado da Cultura afirma que os estudos realizados determinavam a aplicação desse aumento em 2004, visto que "não é possível garantir de outro modo a obrigação municipal de conservar e preservar o castelo".
Na opinião de Amaral Lopes, a subida dos bilhetes não aconteceu em 2004 e 2005 "por falta de capacidade política para tomar decisões impopulares", embora se trate de "decisões de boa gestão". Sublinhando que a entrada no monumento dá também acesso, sem pagamento adicional, a uma série de atracções - que incluem exposições e o centro de interpretação da cidade, com recurso a meios audiovisuais e multimedia, e ainda a Câmara Escura, um periscópio que permite fazer uma viagem de 360º sobre Lisboa -, o vereador sustenta que as visitas a este tipo de monumentos são quase sempre pagas.
850 mil pagantes em 2005
De acordo com o autarca, as despesas correntes e de conservação do castelo ascendem a 1,5 milhões de euros por ano e há numerosos projectos, incluindo a abertura da estação arqueológica da Praça Nova e de um núcleo museológico, que há muitos anos são adiados por falta de verbas.
"Só para se ser politicamente simpático não se faz nada, mas comigo não contem com isso", salienta, assumindo que não receia as críticas. "Não estou aqui para evitar polémicas, mas para defender o interesse público."
A entrada em vigor da nova tarifa só deverá ocorrer dentro de um ou dois meses, "logo que estejam concluídos os procedimentos administrativos e legais" exigíveis. "Esta é uma decisão fundamentada. Não é um capricho e estou convencido de que assim estou a defender o interesse público. Se houver polémica, ainda bem", acrescenta Amaral Lopes.
O "rumor" de que este aumento estaria em preparação foi objecto de uma pergunta dirigida pelo vereador José Sá Fernandes ao seu colega da Cultura na reunião pública do executivo municipal realizada no fim de Julho, mas Amaral Lopes limitou-se a dizer que não comentava rumores.
"Afinal não era nenhum rumor, até porque consta do plano de actividades da EGEAC para 2006, que naquela altura já estava pronto, mas ainda não foi apresentado à câmara, apesar de já estarmos em Agosto, tal como não o foi o relatório e contas do ano passado", comentou ontem Sá Fernandes. "A sensação que me dá é que este aumento se destina a financiar a EGEAC. Mas como não conheço o plano de actividades, nem as contas, nem os projectos da empresa, não estou em condições de comentar o caso", disse o vereador.
O Castelo de São Jorge recebeu no ano passado cerca de um milhão de visitantes, dos quais perto de 850 mil pagaram bilhete (com ou sem desconto). No primeiro semestre deste ano entraram 443 mil pessoas no monumento, o que corresponde a um acréscimo de 15 por cento em relação ao mesmo período do ano passado.
» Comentário:
O Castelo e Alfama são das zonas mais visitadas da capital e do país, recebem mais de 70% dos visitantes de Lisboa. Segundo dados do Observatório de Turismo de Lisboa em 2002 (antes da entrada em vigor dos pagamentos) o Castelo de São Jorge foi visitado por 1.059.500 visitantes.
Para quem conhece bem o Castelo, desde 2004 que é notória a franca recuperação da zona e a valorização do espaço. Em Espanha há vários anos que se paga para visitar os monumentos por forma a que o dinheiro das visitas seja utilizado posteriormente na recuperação e valorização do património, por exemplo uma visita à famosa Allambra em Granada custa actualmente 10 € e há semanas em que não se consegue comprar bilhetes porque esgotam e é com esses destinos que Lisboa compete na captação de turistas que exigem qualidade.
Portanto não restam dúvidas que o caminho é correcto e que vai qualificar a zona e o comércio local esperemos é que o dinheiro seja de facto aplicado no Castelo e que os Lisboetas continuem isentos de pagar bilhete.
domingo, maio 28, 2006
OS MITOS SOBRE O CONDICIONAMENTO DO TRÂNSITO EM ALFAMA
No entanto:
- Actualmente Alfama recebe 7 em cada 10 turistas que visitam Lisboa e a esmagadora maioria desloca-se a pé, não usa carro;
- Os estabelecimentos com qualidade estão sempre cheios, por exemplo: Os bons restaurantes como o Mestre André, o Malmequer, a Flor dos Arcos, a Parreirinha de Alfama, o Stº. António de Alfama, a Bica do Sapato, o Museu do Fado, entre outros. Todos diferentes na ementa mas com a qualidade em comum;
- Segudo as conclusões dos estudos do programa VIVALDI em diferentes cidades da Europa, conclui-se que a percepção dos comerciantes sobre a influência do carro no processo de compra dos seus Clientes é bastante distinta da realidade porque apenas uma pequena parte dos compradores se deslocam de carro ou de zonas afastadas para fazer compras;
- As zonas pedestres, livres de carros, atraem e influenciam positivamente no processo de compra;
- Pelo contrário as zonas com muitos carros afastam e desincentivam os compradores. Quem é que gosta de ir às compras num sítio com carros em frente às montras e em cima dos passeios, sem espaço para circular?
As verdadeiras razões:
- A crise económica afecta não só Alfama mas o pais em geral, por exemplo na Alemanha, a maior economia Europeia, durante 2004 encerraram milhares de pequenos estabelecimentos;
- Desde os anos 90, com a entrada de Portugal na Comunidade Europeia algumas actividades profissionais que tradicionalmente se localizavam perto do Porto na proximidade da alfândega simplesmente desapareceram ou viram reduzida a sua actividade, por exemplo: Encerraram muitos despachantes, muitas actividades portuárias e alfandegárias e os transportadores;
- Finalmente, é sobretudo pela falta de qualidade e de higiene que alguma restauração não consegue atrair novos Clientes, nomeadamente os turistas que enchem Alfama. Porque não se ouvem queixas sobre a falta de Turistas, bem pelo contrário.
sábado, maio 27, 2006
TRÂNSITO E ESTACIONAMENTO EM ALFAMA


Problemas:
"...Segundo o subintendente Neto Gouveia, da divisão de trânsito da PSP, "a travessia repentina de peões continua a ser uma das grandes causas da sinistralidade nas zonas urbanas". No ano passado a maior parte dos acidentes na área de Lisboa deveram-se a excesso de velocidade, a mudanças de direcção não assinaladas e desobediência à sinalização, de acordo com dados da PSP. Na cidade de Lisboa, segundo as mesmas estatísticas, as vias mais perigosas são a Avenida General Norton de Matos (Segunda Circular, 468 acidentes no ano passado), a Avenida Infante D. Henrique (367 acidentes e dois mortos), a Avenida 24 de Julho (199 acidentes e 4 mortos) e a Avenida da República (166 acidentes)..." Público, 03.05.05
A Avenida Infante D. Henrique é exactamente uma das portas de entrada na zona histórica.
O horário dos parquímetros da EMEL (das 8 às 20 horas durante a semana e das 8 às 13 horas aos Sábados) na Rua Jardim do Tabaco é desadequado face às necessidades dos moradores, porque termina cedo demais, quando poderia alargar-se até às 03.00 horas para possibilitar o regresso a casa dos moradores, como já acontece no Bairro Alto;
Apesar das alternativas disponíveis junto ao rio agravou-se o estacionamento selvagem em cima dos passeios nas zonas limítrofes de Alfama (entre o Largo Terreiro do Trigo e o Largo do Museu de Artilharia), durante a noite, sobretudo entre as 21 horas e as 04.00 horas;
Não existe sinalização adequada dos parques de estacionamento alternativos nas zonas envolventes para informar os visitantes, nomeadamente entre o Largo do Terreiro do Trigo e o Largo do Museu da Artilharia, passando pela Rua Jardim do Tabaco;
Ausência de fiscalização durante a noite, da esquadra da PSP, da divisão de trânsito e da Policia da Câmara, por alegada falta de meios.
Soluções:
O problema de Alfama não é a falta de lugares de estacionamento, por isso com algumas medidas simples e baratas, é possível inverter a situação a curto prazo:
1 - Prolongar a instalação de pilaretes, para proteger a circulação dos peões nos passeios, na Rua Jardim do Tabaco, desde o Largo Chafariz de Dentro até ao Largo do Museu da Artilharia, do lado do rio;
2 - Sinalizar o acesso aos Parques de estacionamento, que existem junto ao rio, na Rua Jardim do Tabaco para informar, desde o Largo do Terreiro do Trigo e Santa Apolónia para facilitar o acesso de todos os visitantes;
3 - Alargar o horário de funcionamento dos parquímetros na Rua Jardim do Tabaco para lá da hora crítica (jantar) das 20 até às 22 horas;
4 - Proíbir a circulação dos veículos de grande turismo na Rua Jardim do Tabaco, para acabar com os engarrafamentos provocados pela largada e recolha de passageiros na Rua Jardim do Tabaco e transferir o parque de estacionamento improvisado da Rua Jardim do Tabaco para junto da Doca do Jardim do Tabaco
5 - Divulgar aos visitantes a carreira “Lisboa porta-a-porta”, nomeadamente para os visitantes se deslocarem dos Parques de estacionamento para outras zonas de Alfama;
6 - Finalmente, a abertura da estação de metro de Santa Apolónia poderá permitir condicionar a área apenas à circulação pedonal... haja visão e vontade política suficientes
AS JUNTAS DE FREGUESIA DE ALFAMA E DO CASTELO

Alfama estende-se pela colina sul do Castelo de São Jorge até ao rio Tejo e integra as freguesias do Castelo, Santiago, Santo Estêvão, São Miguel, São Vicente de Fora e Sé:
Castelo - 592 recenceados, 5 ha - PCP
Tel: 218863537; Fax: 218863537/218821060
Rua de Sta. Cruz do Castelo - Rua do Recolhimento, 9
1100-478 Lisboa
Santiago - 1036 recenceados, 6 ha - PCP
e-mail: jfsantiago@iol.pt
Tel. 218869355; Fax: 218881782
Largo dos Lóis, 4, 1º
1100-312 Lisboa
Santo Estêvão - 2463 recenceados, 18 ha - PCP
e-mail: jfsestevao@sapo.pt ; Web: www.jf-santoestevao.pt
Tel:218824140 Fax: 218824149
Rua dos Remédios, 57 - A, 2 andar
1100-442 Lisboa
São Miguel - 1920 recenceados, 5 ha - PS
e-mail: geral@jf-saomiguel.pt
Tel: 218867019; Fax: 218885857
Escadinhas de S. Miguel, 10
1100-540 Lisboa
São Vicente de Fora - 4304 recenceados, 31 ha - PCP
e-mail: jfsvf@clix.pt
Tel: 218854260; Fax: 218854270
Campo de Santa Clara, 60
1100-471 Lisboa
Sé - 1160 recenceados, 12 ha - PSD
e-mail: jfse@iol.pt / filipepontes@jfse.pt ; Web: www.jfse.pt
Tel: +351 21 886 95 58 Fax: +351 21 888 41 64
Rua Augusto Rosas, 66 - 1º Dto.
1100-059 Lisboa






Os interesses dos partidos confundem-se frequentemente com os interesses de Alfama e a maior parte das vezes estas mini Juntas de Freguesia não estão de acordo em questões essênciais para Alfama como por exemplo as questões relacionadas com o trânsito e estacionamento, lixo, entre outros.
Das 6 juntas de freguesia nem todas usam correio electrónico e apenas 2 têm site, sendo que nenhuma das Juntas de Freguesia disponibiliza qualquer elementar calendário de actividades, por exemplo: as datas em que se vão realizar as reuniões das Assembleias, os eventos culturais, os eventos religiosos, os santos populares, nem sequer os eventos desenvolvidos e apoiados anualmente pelas juntas de freguesia.
O principal meio de divulgação de informação por algumas das Juntas de Freguesia ainda é a colagem de cartazes nos prédios das freguesias (que depois ninguêm limpa) e a distribuição avulsa de comunicados e newsletters, ou seja na ausência da divulgação de um elementar calendário de actividades é necessário passar quase diariamente pelos painéis das juntas de freguesias para saber qualquer informação.
O turismo, que é o maior motivo de visitas a Alfama e que poderia ser o principal motor de reabilitação da zona não é sequer uma prioridade para as Juntas de Freguesia da zona histórica. A solução só poderá passar por reformular a divisão administrativa de Alfama, criando uma única Junta de Freguesia para ... descomplicar.
A este propósito vale a pena ler este artigo:








