sexta-feira, setembro 29, 2006

ESTACIONAMENTO NA BAIXA ABRE GUERRA ENTRE FREGUESIAS VIZINHAS

Publicado no Público, 29-09-2006

"O presidente da Junta de Freguesia da Madalena, que desde o primeiro contacto da Câmara de Lisboa se manifestou agradado com o encerramento da Rua dos Bacalhoeiros ao trânsito, não gostou de ler no PÚBLICO que o presidente da vizinha Junta de Freguesia da Sé, Filipe Pontes, também na zona da Baixa, tinha negociado com a autarquia a manutenção de 15 lugares de estacionamento para residentes..." e continua ...

Quem é que ganha com guerras destas nos jornais?

Mais uma razão para acabar com as mini Juntas de Freguesia, sem visão, para criar uma única Junta para a zona histórica, com meios para por termo às guerras que só prejudicam os moradores e os comerciantes da zona histórica e apresentar medidas concretas como fez a Junta de Freguesia da Sé.

segunda-feira, setembro 25, 2006

NÚMERO DE CARROS EM PORTUGAL AUMENTOU 135% EM 15 ANOS

Publicado em negocios.pt por Eva Gaspar

O número de carros a circular em Portugal aumentou exponencialmente nos últimos quinze anos. De acordo com dados do Eurostat, em 2004 existiam em Portugal 572 automóveis por cada mil habitante, mais 135% que em 1990.
De acordo com dados hoje divulgados pelo gabinete comunitário de estatística, em 1990 existiam no País 258 automóveis por cada mil habitantes, o que colocava Portugal claramente abaixo da média da União Europeia (355). Em 2004, porém, o rácio passou para 572, fazendo saltar o País para o terceiro lugar da tabela europeia, liderada pelo Luxemburgo (659) e pela Itália (581).
Os números do Eurostat revelam ainda que Portugal foi o terceiro país onde mais cresceu o número de viaturas entre 1994 e 2005 : 135%, que compara com uma média europeia de 38%.
Os crescimentos mais céleres registaram-se em dois países do Báltico – Lituânia (167%) e Letónia (142%). São estes, por seu turno, os países onde se registaram em 2004 mais mortes por acidentes na estrada: 222 mortes por cada milhão de habitantes no caso da Letónia e 218 no caso da Lituânia.
Nesta "tabela negra", Portugal ocupa o 8º lugar, com 124 mortes por milhão de habitantes. A média europeia é de 95, sendo Malta o país onde menos se morre na estrada, com 33 fatalidades por milhão de habitantes.

  • Número de carros em Portugal aumentou 135% em 15 anos

  • O Impacto dos Transportes no Ambiente e na Saúde Humana
  • MUNICÍPIOS PRIVILEGIAM TRANSPORTE PARTICULAR

    DN, 25.09.06 por Elsa Costa e Silva

    Os corredores bus não são uma prioridade para a maioria dos municípios portugueses e apenas um terço das autarquias tem parques ou vias próprias para bicicletas. A primazia continua a ser dada aos carros particulares, com metade das autarquias a planear construir mais parques de estacionamento nos próximos três anos. Quanto à avaliação dos munícipes sobre as condições de mobilidade, apenas 18% dos municípios realizaram inquéritos de satisfação.

    Estes dados, revelados por um estudo da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP), mostram que os municípios portugueses têm ainda um "longo caminho a percorrer em termos de mobilidade sustentável". Realizada por Aurora Teixeira e Catarina Aroso Monteiro, a investigação teve por base um inquérito (ministrado entre Março e Dezembro de 2005) a todos os 308 concelhos, com perto de 200 a responder. E, no momento em que se assinala o fim da semana dedicada em Portugal aos temas da mobilidade, o estudo não deixa transparecer uma realidade muito animadora.

    Contudo, assinalam as investigadoras, há sinais de uma "preocupação recente" com os problemas de gestão da mobilidade. Um compromisso que pode ser medido pelo facto de haver um número significativo de licenciados a trabalhar nesta matéria. Mas, explicam ainda as autoras do estudo, só seis municípios têm departamentos municipais de mobilidade, a maioria dos quais nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.

    Mobilidade sustentável

    Numa altura em que se sabe que os transportes são um dos sectores da economia que mais contribuem para a degradação ambiental (nomeadamente, pela emissão de gases com efeito de estufa), aumenta a pressão social para medidas que minimizem os efeitos negativos. O conceito de mobilidade sustentável associa a componente ambiental a uma combinação de eficiência económica e bem-estar pessoal.

    Ou seja, trata-se de satisfazer hoje as necessidades da população, sem pôr em causa o amanhã - o que passa por promover o transporte público ou meios não poluidores (como as bicicletas), assegurar a intermodalidade entre os diferentes operadores (como bilhetes que servem para comboio, metro e autocarro, por exemplo, ou interfaces).

    Inquirir os municípios sobre estas matérias (aferidas pela existência de estudos, planos e inquéritos de satisfação) parte do princípio de que "quem deverá ser responsável pela mobilidade sustentável é quem está mais perto da população", explica Aurora Teixeira. Só que, adianta a investigadora da FEP, "o poder local não tem autonomia em termos regulamentação ou financiamento, o que, por vezes, faz com que faltem os instrumentos para intervir".

    Por outro lado, estratégias que, "do ponto de vista político, visam desviar as pessoas dos seus carros, implicam, economicamente, perder receitas importantes", alerta Aurora Teixeira. Do ponto de vista do poder central, os impostos indirectos sobre combustíveis são uma fatia importante do Orçamento do Estado e para os municípios há que contabilizar os "selos automóveis, as multas ou os parcómetros".

    O cenário nacional

    Deste estudo, salienta-se ainda o facto de apenas 30% dos municípios portugueses terem planos de mobilidade. A tendência, além de pouco abrangente, é também recente: 61,7% das autarquias apenas começaram a elaborar os planos nos últimos três anos. Os estudos municipais sobre a matéria são mais significativos: perto de metade dos inquiridos já os realizaram, a grande maioria dos quais (84%) nos últimos cinco anos. Mas grande parte destes planos, ressalvam as autoras, tinha como objectivo aferir as condições municipais para pessoas portadoras de deficiência.

    Por outro lado, destaca o estudo, "é interessante notar que os primeiros municípios a realizar estudos de mobilidade em Portugal são bastante periféricos e interiores: Mação, Montalegre, Guarda e Faro. A investigação assinala ainda que as autarquias mais sensíveis aos temas da mobilidade sustentável são as do Norte, exceptuando a região do Douro, que é a menos "virada" para estas matérias.

    No entanto, em termos de acções concertadas, faltam intervenções a nível, por exemplo, da intermodalidade: mais de dois terços dos municípios não têm bilhetes intermodais. E é claro que, assinalam as investigadoras, a necessidade "aguça" o apelo à intervenção. Assim, "municípios com mais problemas de mobilidade urbana (relacionados com maior taxa de carros particulares na população empregada, mais emprego e parques de estacionamento mais velhos) são também os que estão mais alerta aos temas da mobilidade sustentável". Por outro lado, o facto de participar em programas de reabilitação urbana (como Polis ou Urbcom) não leva necessariamente a uma maior consciência.

    segunda-feira, setembro 18, 2006

    O CONDICIONAMENTO DO TRÂNSITO CHEGOU AO CASTELO DE SÃO JORGE

    Depois de vários anos de espera, por falta de coragem política e de muita falta de visão, apesar dos obstáculos levantados por alguns elementos da Junta de Freguesia do Castelo, o trânsito na zona do Castelo de São Jorge vai ser finalmente condicionado. Esta medida da CML é acompanhada pelo encerramento ao tráfego automóvel das ruas dos Bacalhoeiros e dos Arameiros na Baixa. Com esta medida nos próximos anos teremos a oportunidade de acompanhar a valorização da zona pedonal da Baixa do Castelo e de Alfama e do crescimento do Turismo de qualidade na zona histórica.

    Notícia publicada no Publico.pt:
    A partir de segunda-feira
    Lisboa: movimento Fórum Cidadania aplaude corte de trânsito na zona histórica do Castelo 14.09.2006 - 16h51 Lusa

    O movimento de lisboetas Fórum Cidadania Lisboa manifestou hoje satisfação com o encerramento da zona histórica do Castelo ao trânsito automóvel a partir de segunda-feira, afirmando que estas medidas "só pecam por tardias e escassas".

    O encerramento definitivo daquelas ruas ao trânsito para não residentes entra em vigor segunda-feira, por ocasião da Semana Europeia da Mobilidade, anunciou a Câmara de Lisboa.

    O Fórum Cidadania defende medidas idênticas, como restrições ao trânsito e ao estacionamento, para toda a baixa da cidade, desde o Marquês de Pombal ao Terreiro do Paço, tal como nas encostas da Sétima Colina e do Castelo de São Jorge.

    Em comunicado, o Fórum acrescenta que a Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL) "deve demonstrar alguma flexibilidade" na aplicação do regulamento das zonas condicionadas, a fim de impedir que os bairros históricos se transformem "em zonas inacessíveis aos não residentes".

    Para este movimento de cidadãos, é necessário acompanhar a situação nas zonas limítrofes, "pois a saída dos carros que anteriormente atulhavam o bairro do Castelo irá certamente agravar a vida nas ruas que ficaram de fora da zona condicionada".

    Junta de Freguesia defende flexibilidade quanto ao estacionamento

    Também a Junta de Freguesia do Castelo tem defendido alguma flexibilidade no que diz respeito ao estacionamento, nomeadamente o tempo de permanência das visitas, alegando que 60 a 70 por cento da população é idosa e precisa quase diariamente de cuidados de familiares.

    De acordo com o gabinete da vereadora da Mobilidade na Câmara de Lisboa, Marina Ferreira, haverá "uma grande flexibilidade".

    A zona do Castelo vai agora tornar-se numa área pedonal, ficando assegurado o acesso de táxis, autocarros de turismo e transporte público, moradores, cargas e descargas (das 08h00 às 10h00 e das 15h00 às 17h00, de segunda-feira a sábado), bem como serviços de emergência.

  • Lisboa movimento Fórum Cidadania aplaude corte de trânsito na zona histórica do Castelo
  • segunda-feira, agosto 21, 2006

    LISBOA ACOLHE II BIENAL INTERNACIONAL DA LUZ EM SETEMBRO

    Lisboa será palco de 21 a 30 de Setembro da segunda edição da Bienal Internacional da Luz - Luzboa 2006 -, um evento dedicado à luz e iluminação que leva à rua várias manifestações de arte contemporânea. Ao longo da cidade vão ser criados três percursos que atravessam zonas carismáticas, transformadas com projectos de iluminação originais, celebrando a noite e promovendo várias intervenções artísticas, anunciou hoje em conferência de imprensa Mário Caeiro, director da Bienal.
    O evento, que este ano decorre sob o lema «A arte atravessa contigo a noite», é uma iniciativa da associação cultural Extramuros (que actua no espaço público desde 2000), em parceria com a câmara de Lisboa, a EDP e a embaixada de França, contando ainda com apoios de várias marcas e empresas.
    Durante várias noites, será promovida a imagem de Lisboa que poderá ser vista transformada pela arte da Luz que ilumina edifícios, ruas e monumentos, apresenta projecções, esculturas e figuras que actuam com fatos iluminados.
    O percurso da «Lisboa aristocrática», que vai do Príncipe Real ao Largo de Camões, será dominado pelo vermelho.
    Neste caminho, poderá ser vista uma estrutura iluminada idêntica a um electrocardiograma, obra da artista checa Jana Matejkova intitulada Coração, que pretende criar «as pulsações» da cidade.
    Mais à frente, o jardim de S. Pedro de Alcântara vai ser iluminado com lanternas vermelhas, a sinalizar o seu actual estado: fechado para obras de remodelação.
    O percurso da «Lisboa Pombalina» vai do Chiado a Santa Justa, onde predomina a cor verde.
    No Chiado haverá projecções em edifícios, no Largo de São Carlos haverá uma instalação-escultura, Cavalo de Tróia, da autoria do artista Bruno Peinado, uma peça que brilha e gira sobre uma base e permite neste espaço um jogo de reflexos.
    No espaço dos antigos Armazéns do Chiado haverá uma projecção com «uma floresta» de luz, um projecto com o nome Sur Nature, da autoria de Miguel Chevalier, um artista que nasceu no México e vive em França.
    Finalmente, será iluminado a azul o caminho da «Lisboa Antiga», que vai das Escadinhas de São Cristóvão até Alfama, num percurso onde haverá também uma intervenção sonora, com fado gravado, a acompanhar a projecção de retratos de habitantes do bairro.
    Na Costa do Castelo vai estar «2004-Light, Color and no Sound», da autoria do português Pedro Cabral Santos, e no Miradouro de Santa Luzia uma peça fotográfica descrita como «monumental», que apresenta uma figura feminina tendo como cenário o céu estrelado de Lisboa.
    A bienal vai ainda sugerir um novo projecto de iluminação permanente para o Panteão Nacional, mais ténue do que o actual e com uma mutação de cor muita lenta, explicou Samuel Fernandes, coordenador-geral da iniciativa.
    Esta será a segunda edição da Luzboa, depois de a primeira iniciativa do género ter decorrido entre Maio e Setembro de 2004.

    Diário Digital / Lusa 18-07-2006 7:01:10

  • Luzboa 2006
  • terça-feira, agosto 15, 2006

    AS COLECTIVIDADES DE ALFAMA E DO CASTELO

    Academia Recreativa Leais Amigos
    Calçada São Vicente 85,1º-E
    São Vicente de Fora

    Centro Convívio dos Reformados de Alfama
    Beco da Corvinha, 1
    1100-173 Lisboa
    Telef. 218 884 571

    Centro Cultural Doutor Magalhães Lima
    Fundado em 1975 organiza a marcha de Alfama
    Rua do Salvador, 2-A

    Centro de Cultura Popular de Santa Engrácia
    Organiza a marcha de Santa Engrácia
    Calçada Barbadinhos 49/49-A
    Santa Engrácia

    Centro Paroquial Bem Estar e Social de Alfama
    Beco da Bicha, 2
    1100-095 Lisboa
    Telef. 218 875 045

    Grupo Desportivo do Castelo
    Organiza a marcha do Castelo
    Rua do Recolhimento 51-A
    Castelo

    Grupo Sportivo Adicense
    Fundado em 26.01.1916. Disponibiza acesso à Internet nas suas instalações ao abrigo do programa POSI
    Rua Norberto de Araújo nº 19
    São Miguel

    Lusitano Clube
    Fundado em 01.12.1905
    Site: http://lusitano-clube.blogspot.com
    e-mail: lusitanoclube@hotmail.com
    Rua São João da Praça 81-R/C


    Sociedade da Boa União
    Beco das Cruzes 9
    São Miguel

    Sport Benfica Corvense
    Rua das Escolas Gerais, 7
    São Vicente de Fora

    Tejolense Atlético Clube
    Rua das Escolas Gerais, 30
    Santo Estevão

  • Sociedade de Bairro. Dinâmicas Sociais da Identidade Cultural


  • Uma certa ideia de cidade: popular, bairrista, pitoresca


  • Entre o cais e o castelo: identidade cultural num tecido inegualitário
  • PLANO DE MARKETING ESTRATÉGICO PROPÕE CENTRALIDADES TURÍSTICAS PARA LISBOA

    A centralidade estratégica, que é Lisboa Cidade do ponto de vista turístico, deve ser desenvolvida com base em três micro-centralidades – Belém, Parque das Nações e Centro Histórico - articuladas entre si pelo Rio Tejo e pela Zona Ribeirinha e a sua promoção deve ser coordenada com outras centralidades de nível regional – Estoril; Península de Setúbal/Tróia e Sintra.

    Esta é uma das principais ideias apresentadas a cerca de cinquenta entidades representativas do sector que, reunidas hoje em Conselho de Marketing, vieram à sede da Associação Turismo de Lisboa conhecer as bases orientadoras do Plano Estratégico do Turismo de Lisboa 2007-2010, que está em curso desde Janeiro e deverá estar concluído ainda este semestre.

    O Plano, abreviadamente chamado de TLx10, visa definir a visão estratégica para o turismo de Lisboa nos próximos quatro anos, avaliar e definir o âmbito territorial da Área Promocional de Lisboa, identificar oportunidades, prioridades e áreas de intervenção e lançar as bases para acções concretas de desenvolvimento sustentado.

    A reunião de hoje teve como principal objectivo abrir a discussão sobre as principais conclusões do diagnóstico efectuado pelos consultores sobre o destino Lisboa e discutir as bases para essa visão estratégica.

    No diagnóstico foram tomados como ponto de partida os destinos concorrenciais de Lisboa que registam as melhores práticas, designadamente Barcelona, Copenhaga e Praga.

    As principais tendências da indústria de turismo apontam para um crescimento do mercado mundial de city break, verificando-se uma grande concorrência entre cidades e uma maior sofisticação na estruturação da oferta.

    Neste contexto, existe um aumento das viagens de curta duração – entre 2000 e 2004, registou-se um crescimento médio anual do número de turistas de cerca de 7% - e dos gastos com a estadia, sendo que o segmento entre os 40 e os 59 anos de idade tem vindo a ganhar importância e apresenta uma despesa acima da média, ou seja superior a 615 euros. A Internet é outro dos factores de diferenciação, assumindo um papel cada vez mais importante ao nível da promoção, disponibilização da informação e marcação de transporte e hotel, em especial para os clientes que procuram preço e simplicidade.

    As cidades têm vindo a aumentar a sofisticação da sua oferta, competindo em todo o “ciclo” para atrair e fidelizar turistas. Assim, a realização de eventos com mediatismo a nível mundial e de eventos regulares com carácter internacional, a diversificação de produtos oferecidos, a captação de rotas de companhias de aviação, em especial low cost, a melhoria do espaço urbano, a qualidade de serviço, entretenimento e animação constituem os factores decisivos.

    Lisboa supera as expectativas de 75% dos turistas

    Lisboa tem conseguido atrair, ao longo dos últimos anos, um número cada vez maior de turistas, por ter conseguido melhorar o seu posicionamento internacional mas também pelo incremento da qualidade de oferta hoteleira e pela organização de eventos de dimensão turisticamente relevante.

    O turista-tipo de Lisboa viaja acompanhado, tem entre 36 e 55 anos e um curso superior. Em cada cinco turistas que visitam Lisboa, quatro consideram voltar, sendo que 75% dos turistas considerou a sua experiência acima das expectativas.

    O crescimento do número de turistas que visitam Lisboa, 3% entre o período de 2000 a 2005, é superior ao de grandes cidades, designadamente face a Londres, Madrid, Amesterdão e Paris e tem potencial para igualar as melhores práticas, ou seja, competir com destinos como Copenhaga, Barcelona e Praga.

    Espanha ocupa a primeira posição na origem de turistas para a Região de Lisboa, representando uma quinta parte do número total de turistas e de dormidas. No entanto, a duração média da estadia tem vindo a diminuir, sendo os turistas da Escandinávia e da Alemanha os que passam mais dias em Lisboa.

    A capacidade hoteleira e a taxa de ocupação têm caminhado a par, ainda que Lisboa apresente um potencial de subida. Comparativamente a outras grandes cidades europeias, Lisboa consegue uma taxa de ocupação de 63%, abaixo dos 73% de Londres, a melhor de todas, dos 70% de Barcelona, ou dos 64% de Paris. O custo do short break em Lisboa está também na média mas ligeiramente acima das cidades benchmark.

    Lisboa é competitiva em termos de custo de alojamento, embora enfrente concorrência de cidades do Leste, como Varsóvia. No entanto, se o alojamento é economicamente mais acessível, um dos grandes factores de penalização da competitividade de Lisboa reside nos preços das viagens de avião, onde até as companhias low-cost apresentam preços comparativamente elevados, o que coloca a capital portuguesa “entre os três destinos mais caros, depois de Varsóvia e Amesterdão”.

    Promoção deve contemplar novos mercados

    O estudo aponta como objectivos estratégicos o aumento do número de turistas internacionais, o aumento de receitas e a manutenção dos actuais níveis de satisfação. Para atingir os objectivos propostos, pretende apostar em elementos de atractividade que potenciem o destino. A história, a vocação resort e a dimensão humana de Lisboa são as mais valias do destino e onde tem assentado a actual estratégia, à qual acresce uma nova valência que nos últimos anos têm diferenciado a região, a modernidade, associada aos valores de autenticidade e diversificação de experiências.

    Paralelamente às valências de Lisboa, o plano de promoção da região antevê os segmentos, mercados e motivações a apostar ao nível estratégico, de forma a afirmar a atractividade da Região enquanto destino turístico, nos elementos onde as suas mais valias mais sobressaem.

    O diagnóstico agora apresentado reflecte o desenvolvimento de novos mercados emissores para o segmento de turismo de negócios, e onde importa reforçar a promoção, como o Brasil, a Holanda e a Escandinávia.

    Até agora, a aposta na promoção de Lisboa fazia-se principalmente no segmento tradicional dos escalões etários compreendidos entre os 40 e os 60 anos, junto dos principais mercados emissores europeus e norte-americano. O diagnóstico apresentado aponta para a necessidade de reforçar a promoção junto de segmentos alvo diferentes, quer a nível etário, quer a nível geográfico, nomeadamente no segmento das pessoas mais idosas, com idade superior a 60 anos, e junto dos jovens adultos, com idades compreendidas entre os 25 e os 40 anos. O Brasil, a Holanda, a Escandinávia, a Europa e Leste e o Japão, surgem como mercados emissores onde se pretende apostar num reforço da promoção.

    Turismo de Lisboa organiza-se por centralidades

    Os consultores procederam, também, a uma reflexão acerca da questão territorial do marketing turístico de Lisboa, concluindo com o reconhecimento da importância da centralidade estratégica da Cidade.

    Consideraram, também, que o planeamento e promoção turística não deve ter enfoque exclusivo da Cidade; deve sim ter em conta uma proposta de valor que alie os conceitos Cidade e Resort, embora seja difícil que o plano de marketing abranja toda a actual área turístico-promocional salvo relativamente a alguns produtos como o Golfe, o Turismo Religioso e o Turismo Residencial.

    Lisboa apresenta-se com o núcleo urbano envolvido por áreas de múltiplas motivações turísticas, que contrastam e complementam a oferta da cidade. De forma a afirmar as mais valias do destino como um todo, focando nos diferentes pólos de atracção, urge diferenciar os centros de produção turística, com vista à exploração da diversidade da oferta.

    Tendo como âncora do destino a Cidade de Lisboa, é necessário distinguir as outras centralidades regionais - Estoril, Península de Setúbal/Tróia e Sintra - com diferentes propostas de valor, resultantes dos seus elementos de atractividade e elevado interesse ao nível do ‘resort’,.

    Torna-se importante também salientar a importância das micro-centralidades de Lisboa, como sejam o Centro Histórico (abrangendo a Baixa-Chiado, o Bairro Alto, Alfama e a Avenida da Liberdade/Parque Eduardo VII), a cidade moderna (Parque das Nações) e Belém. Locais que apesar de terem menor dimensão, apresentam propostas de valor integradoras da marca Lisboa. Estas micro centralidades são articuladas ente si através do elemento estruturante que é o Rio Tejo e a Zona Ribeirinha.

    A estes diferentes núcleos diferenciados do destino conflui um elemento comum, a comunicação que se apresenta integrada num plano global da região, tendo em conta a oferta específica para cada uma das centralidades.

    De forma a potenciar a promoção do destino Lisboa, existem componentes que actuam transversalmente às centralidades previamente definidas. A existência de grandes eventos, a gastronomia, urbanismo, qualidade dos serviços e acessibilidades são factores importantes na promoção e transversais a todo o destino.

    Informações adicionais:

    Isabel Carriço / Paula Girão. LPMcom – Marketing Institucional
    Tel. 21 850 81 10 gabinetedeimprensa@lpmcom.pt, isabelcarrico@lpmcom.pt

    sábado, agosto 12, 2006

    ENTRAR NO CASTELO DE SÃO JORGE VAI CUSTAR CINCO EUROS

    Por António José Cerejo, PÚBLICO 12.08.2006

    Os bilhetes de entrada no Castelo de São Jorge vão subir de três para cinco euros dentro de um ou dois meses. A decisão foi tomada pelo vereador da Cultura da Câmara de Lisboa, José Amaral Lopes, que a justificou ao PÚBLICO com a necessidade de financiar as "avultadas" despesas correntes e de conservação do monumento, bem como os investimentos há muito previstos.

    A entrada no castelo deixou de ser gratuita em 2004, altura em que a EGEAC, a empresa municipal responsável pela gestão daquele espaço, passou a cobrar três euros por visitante. A medida provocou então uma acesa controvérsia, em que sobressaíram os mediáticos protestos do fadista Nuno da Câmara Pereira. Isentos de pagamento ficaram os residentes em Lisboa, bem como os menores de dez anos e os maiores de 65 anos.

    Além destas isenções, que vão manter-se depois do aumento, foram estabelecidos descontos de 90 por cento para grupos escolares organizados e de 50 por cento para estudantes e famílias de mais de três pessoas. Estas reduções vão também manter-se.

    Em defesa da política de acessos pagos ao local, Amaral Lopes, que é também presidente da EGEAC, argumenta que "os estudos feitos por técnicos e empresas de consultoria desde 1995 mostram que a cobrança de ingressos no castelo é uma condição de viabilidade da EGEAC". Confrontado com a dimensão do aumento - 66 por cento -, o autarca e ex-secretário de Estado da Cultura afirma que os estudos realizados determinavam a aplicação desse aumento em 2004, visto que "não é possível garantir de outro modo a obrigação municipal de conservar e preservar o castelo".

    Na opinião de Amaral Lopes, a subida dos bilhetes não aconteceu em 2004 e 2005 "por falta de capacidade política para tomar decisões impopulares", embora se trate de "decisões de boa gestão". Sublinhando que a entrada no monumento dá também acesso, sem pagamento adicional, a uma série de atracções - que incluem exposições e o centro de interpretação da cidade, com recurso a meios audiovisuais e multimedia, e ainda a Câmara Escura, um periscópio que permite fazer uma viagem de 360º sobre Lisboa -, o vereador sustenta que as visitas a este tipo de monumentos são quase sempre pagas.

    850 mil pagantes em 2005

    De acordo com o autarca, as despesas correntes e de conservação do castelo ascendem a 1,5 milhões de euros por ano e há numerosos projectos, incluindo a abertura da estação arqueológica da Praça Nova e de um núcleo museológico, que há muitos anos são adiados por falta de verbas.

    "Só para se ser politicamente simpático não se faz nada, mas comigo não contem com isso", salienta, assumindo que não receia as críticas. "Não estou aqui para evitar polémicas, mas para defender o interesse público."

    A entrada em vigor da nova tarifa só deverá ocorrer dentro de um ou dois meses, "logo que estejam concluídos os procedimentos administrativos e legais" exigíveis. "Esta é uma decisão fundamentada. Não é um capricho e estou convencido de que assim estou a defender o interesse público. Se houver polémica, ainda bem", acrescenta Amaral Lopes.

    O "rumor" de que este aumento estaria em preparação foi objecto de uma pergunta dirigida pelo vereador José Sá Fernandes ao seu colega da Cultura na reunião pública do executivo municipal realizada no fim de Julho, mas Amaral Lopes limitou-se a dizer que não comentava rumores.

    "Afinal não era nenhum rumor, até porque consta do plano de actividades da EGEAC para 2006, que naquela altura já estava pronto, mas ainda não foi apresentado à câmara, apesar de já estarmos em Agosto, tal como não o foi o relatório e contas do ano passado", comentou ontem Sá Fernandes. "A sensação que me dá é que este aumento se destina a financiar a EGEAC. Mas como não conheço o plano de actividades, nem as contas, nem os projectos da empresa, não estou em condições de comentar o caso", disse o vereador.

    O Castelo de São Jorge recebeu no ano passado cerca de um milhão de visitantes, dos quais perto de 850 mil pagaram bilhete (com ou sem desconto). No primeiro semestre deste ano entraram 443 mil pessoas no monumento, o que corresponde a um acréscimo de 15 por cento em relação ao mesmo período do ano passado.

    » Comentário:

    O Castelo e Alfama são das zonas mais visitadas da capital e do país, recebem mais de 70% dos visitantes de Lisboa. Segundo dados do Observatório de Turismo de Lisboa em 2002 (antes da entrada em vigor dos pagamentos) o Castelo de São Jorge foi visitado por 1.059.500 visitantes.

    Para quem conhece bem o Castelo, desde 2004 que é notória a franca recuperação da zona e a valorização do espaço. Em Espanha há vários anos que se paga para visitar os monumentos por forma a que o dinheiro das visitas seja utilizado posteriormente na recuperação e valorização do património, por exemplo uma visita à famosa Allambra em Granada custa actualmente 10 € e há semanas em que não se consegue comprar bilhetes porque esgotam e é com esses destinos que Lisboa compete na captação de turistas que exigem qualidade.

    Portanto não restam dúvidas que o caminho é correcto e que vai qualificar a zona e o comércio local esperemos é que o dinheiro seja de facto aplicado no Castelo e que os Lisboetas continuem isentos de pagar bilhete.

  • Allambra

  • Entrar no Castelo de São Jorge vai custar cinco euros

  • Relatório e Contas de 2004 da EGEAC
  • sexta-feira, agosto 11, 2006

    AS ÁGUAS DE ALFAMA

    Segundo alguns autores o nome "Alfama" derivaria do nome árabe alhamma que significa banhos ou fontes, segundo outras referências o termo de origem moura significaria "aglomeração" ou "refúgio". Independentemente da etimologia da palavra, ainda hoje são vários os vestígios dos lavadouros públicos e das fontes em Alfama, por isso o conhecimento desse património é importante para aprofundar do conhecimento da história de Alfama e do seu património.

    Título: As Águas de Alfama como património hidrogeológico da cidade de Lisboa
    Organização: INETI – Geociências (ex- Instituto Geológico e Mineiro))
    Data: 11 de Setembro às 14:30
    Ponto de encontro: À frente do Chafariz d_El Rei
    Itinerário: A acção decorrerá no Bairro de Alfama, em Lisboa, percorrendo as várias Alcaçarias, fundamentalmente nas ruas localizadas entre a zona do Chafariz d’El Rei e do Chafariz de Dentro, nas proximidades das Cercas Moura e Fernandina.
    Número de participantes: 30
    Duração: 2 h
    Inscrição prévia: através do contacto 21 470 55 59 ( das 10h-12h e das 14:30h-16:30h)
    Responsável pela acção: Elsa C. Ramalho e M. Carla Lourenço
    Descrição: Visita à zona das antigas Águas de Alfama, as Alcaçarias, em colaboração com a C. M. Lisboa. O seu quimismo e temperatura superior a 20ºC proporcionou a existência de Termas, amplamente frequentadas nos séculos XIX e XX. Ao longo da visita será referida a sua importância como património histórico, cultural e hidrogeológico e as suas potencialidades futuras como recurso hidromineral e geotérmico.
    Notas: Esta acção aguarda autorização por parte da instituição INETI.

  • Ciência viva: As Águas de Alfama como património hidrogeológico da cidade de Lisboa

  • As águas de Alfama - memórias do passado da cidade de Lisboa

  • Alfama na Wikipédia
  • terça-feira, agosto 08, 2006

    UM PROJECTO PARA CURAR O CORAÇÃO DE LISBOA

    Artigo de opinião de Manuel Salgado, Publicado no Diário Económico 13.06.2006

    Hoje não se trata de reconstruir a Baixa-Chiado sobre ruínas, mas de reinventar a forma de a viver, de dar novos usos a muitos edifícios e espaços que perderam sentido.

    1. Apesar do acentuado declínio dos últimos 40 anos, a Baixa continua a ser o coração da grande Lisboa. Um coração doente, é certo, mas um coração que tem resistido a terramotos e a incêndios, ao esvaziamento de algumas das actividades mais nobres, ao envelhecimento e empobrecimento dos residentes, à decadência do comércio, à transformação das suas ruas e praças em corredores e nós viários onde passam milhares de veículos, ao abandono e ao desleixo de um espaço público sujo, mal iluminado e inseguro.

    Também sei que curar este coração obriga a intervir um pouco por toda a cidade e que um coração saudável contaminará, positivamente, todo o organismo.

    Manuel da Maia, em 1755, após o terramoto arrasar Lisboa, pôs 3 hipóteses em cima da mesa:

    (i) Reconstruir a Baixa como era, com pequenos ajustamentos;
    (ii) Abandoná-la à sua sorte e construir uma nova cidade a ocidente;
    (iii) Construir com um novo plano sobre as ruínas do terramoto.

    Foi esta última a opção tomada e uma cidade moderna surgiu, antecipando o que se viria a fazer, mais tarde, em muitas capitais europeias.

    Hoje não se trata de reconstruir a Baixa/Chiado sobre ruínas, mas reinventar a forma de a viver, de dar novos usos a muitos edifícios e espaços que perderam sentido.

    Justifica-se ter quartéis no centro da cidade? E utilizar a Praça do Comércio como um nó viário?

    E porque há muito estou convencido que regenerar a Lisboa de ambas as margens do Tejo passa por reinventar ou, se preferirem, reabilitar a Baixa e o Chiado, aceitei com entusiasmo o convite da Câmara para integrar o Comissariado.

    Um grupo, para o qual concorrem vários saberes e experiências, onde tudo tem sido discutido sem preconceitos, sobre a condução arguta da Maria José, em que cedo nos apercebemos dos múltiplos níveis de competência que atravessam este projecto e que é no binário concertação-liderança que se joga o seu sucesso.

    Sem presunção, arrisco-me a afirmar que a reabilitação do centro da capital do país, é um desígnio nacional e que daí se devem retirar as devidas ilações...

    2.. Sustentabilidade e competitividade não são jargões da moda. Estes conceitos aplicados à Baixa Chiado têm um significado preciso. A reabilitação tem de ser sustentável do ponto de vista social, isto é, propiciar melhores condições de habitabilidade aos que lá vivem e atrair novos moradores com diferentes níveis de exigência. Que favorecer a modernização do comércio sem expulsar ninguém; que atrair mais pessoas qualificadas para trabalharem num ambiente atractivo, estimulante e criativo.

    Tem de ser sustentável na reabilitação do património, isto é, tem de salvaguardar a memória dum legado histórico imperdível mas conferindo-lhe as condições de conforto e segurança, hoje exigíveis, para que qualquer pessoa aí habite ou trabalhe.

    Sustentável, ainda, do ponto de vista económico "não há almoços à borla"- pelo que o muito investimento tem de ter a justa compensação.

    Por fim, sustentável do ponto de vista ambiental, o que só é possível diminuindo os níveis de ruído e de poluição do ar, reduzindo drasticamente o tráfego de atravessamento, e cuidando da circulação do ar e da água, aumentando, sempre que possível, a permeabilidade do solo, para que a terra respire e o ambiente seja mais saudável.

    A competitividade global joga-se cada vez mais ao nível das cidades.

    Não há cidade na Europa que, num raio de 50 km, tenha um oceano e dois estuários como o do Tejo e do Sado, parques naturais e serras, como Sintra e Arrábida, praias como o Guincho e Caparica e um centro histórico construído sobre colinas debruçadas sobre um rio que parece Mar.... Há poucas cidades no Mundo com a cor e a luz de Lisboa, com a paz entre as múltiplas comunidades dos seus habitantes.

    Este é o maior potencial de Lisboa para atrair talentos e se afirmar pelo seu potencial humano. E se o grande esforço tem de ser feito na formação e na inovação tecnológica, não é menos verdade que a qualidade do quadro de vida joga um papel fortíssimo na competição entre cidades, tanto mais essencial quanto as novas formas de comunicação abrem outras oportunidades de utilizar o espaço e o tempo.

    Nesta perspectiva, uma Baixa Chiado única, porque diferente de todas as outras capitais europeias, complexa e densa pelas múltiplas actividades que alberga, criativa pelas oportunidades que proporciona, atractiva e aberta a tudo e a todos, eficiente e segura, e “em movimento contínuo”, afirma Lisboa na competição entre cidades.

    3. Partir para um projecto de reabilitação da Baixa e do Chiado significa juntar as peças de um puzzle complexo, trabalhar com uma informação riquíssima, recuperar velhos projectos, dando-lhes um fio condutor lógico e uma visão estratégica.

    Se partirmos da situação actual com pequenas correcções e intervenções de cosmética, não chegamos a lado nenhum.

    Tudo tem de ser posto em causa, com total abertura de espírito, para que algo que, verdadeiramente, valha a pena, possa ser feito.

    Precisamos de saber ler os sinais, saber questionar tudo e todos para encontrar soluções inovadoras, para recuperar excelentes ideias que, às vezes, por razões acidentais não passaram do papel. Precisamos de envolver dezenas de entidades, ouvir as suas razões e ganhá-las para este projecto. Precisamos de entusiasmar a sociedade civil para que a reabilitação da Baixa Chiado ganhe a sua autonomia.

    4. Na Baixa, o segredo da mudança está na mobilidade. Setenta por cento do tráfego tem origem e destino a Norte do Marquês de Pombal, logo utiliza a Baixa como um percurso de atravessamento que só penaliza quem lá vive, trabalha, faz compras ou, simplesmente, passeia.

    Reduzir drasticamente o tráfego de atravessamento é condição "sine qua non" para reabilitar o Centro de Lisboa e, daí, reordenar a circulação em toda a Lisboa porque é aqui que tudo conflui.

    Faz sentido que toda a rede da Carris seja desenhada tendo como ponto de convergência o Terreiro do Paço?

    Os interfaces de Sul-Sueste e Stª Apolónia, com a integração do Metro não permite reduzir o número de autocarros que passam pela Baixa?

    Reduzir o tráfego é o que vai permitir uma Praça do Comércio sem carros, um passeio ribeirinho entre o Jardim do Tabaco e o Cais do Sodré, estender um percurso pedonal do Terreiro do Paço à rua das Portas de Stº Antão, ganhar espaço para os peões no Rossio e na Praça da Figueira. É também o que cria condições para reperfilar a Av. da Liberdade e, quem sabe, recuperar um pouco a ideia do Passeio Público e acabar com "via rápida" de 6 + 2 faixas, que transformam a 24 de Julho num perigo.

    A redução do tráfego é, também, a porta pela qual vai ser possível trazer mais gente para viver na Baixa.

    "At last..." não será este o momento e o local para privilegiar claramente o transporte público quando temos 7 estações de Metro com menos de 300 m entre elas?

    5. No plano desenhado por Carlos Mardel, cujo espaço público " ruas e praças " chegou intacto até aos nossos dias, o preenchimento total dos quarteirões demorou mais de um século. Este património é muito diversificado, coexistindo exemplares de construção pombalina intactos, com "pastiches" neo-pombalinas em betão armado, com alguns exemplares (poucos) de arquitectura de qualidade, da primeira metade do século passado, e muitos edifícios de origem pombalina, mais ou menos adulterados.

    A receita para intervir não pode, pois, ser única. Haverá casos em que o restauro terá de ser exemplar, outros que melhor seria que fossem substituídos e outros, ainda, que admitem diferentes níveis de transformação.

    De qualquer forma, o mote é a reabilitação, tema que, há anos, está na ordem do dia mas que, entre nós, ainda não ganhou no mercado da construção a importância que deveria ter.

    Reabilitar é caro e os tempos muitas vezes incontroláveis pela dificuldade em dispor dos espaços. Mas reabilitar é essencial, não só por razões histórico-patrimoniais mas, também, por razões económicas e ecológicas.

    Reabilitar exige técnicas mais "soft", mas mais especializadas, que se perderam entre nós, e exige equipamentos que não estão estandardizados, como os elevadores. A reabilitação é um mercado com um enorme potencial que exige novas empresas, mais ágeis e com equipas mais pequenas. É uma actividade limpa e rigorosa, com um nível de sofisticação que a construção nova em geral não tem, por isso, exige técnicas especializadas e o recuperar de saberes antigos.

    Até nisto o projecto da Baixa Chiado pode ser inovador, porque cerca de 70% dos 2.000.000 m2 necessitam de ser reabilitados.

    6. Ninguém tem a ilusão de que um projecto desta natureza se realize de um dia para o outro. Nem ignoramos que algumas das muitas propostas que estamos a avançar não passarão do papel, mas sabemos, também que outras vão surgir, quiçá ainda mais interessantes. Porque uma intervenção destas demora décadas e a incapacidade de prever o futuro é cada vez maior.

    O importante é ter um fio condutor, credível e, em torno do qual, se possa fazer a grande concertação indispensável para levar o projecto avante, tendo presente que tudo tem a ver com tudo e que há questões essenciais e outras nem tanto.

    Que para ter mais habitação é indispensável domesticar o trânsito. Que sem espaço público, mais nobre e cuidado, não se atrai mais gente. Que a cidade não é feita para o turismo, mas que o turismo é indispensável à riqueza da cidade. Que o património é uma memória inestimável mas que tem de ser vivido hoje e não à moda antiga... etc., etc.

    O que pediram ao Comissariado foi uma proposta estratégica que facilitasse a decisão. Um esforço de imaginação e bom senso, uma utopia saudável, mobilizadora de vontades. É isto que estamos a tentar fazer.
    ____

    Manuel Salgado, Arquitecto e membro do Comissariado Baixa-Chiado

  • Baixa Pombalina
  • segunda-feira, agosto 07, 2006

    O FUTURO DA BAIXA CHIADO E A FRENTE RIBEIRINHA DE ALFAMA

    Opinião publicada no Público, POL nº 5969 Segunda, 31 de Julho de 2006

    Adivulgação da proposta do arquitecto Manuel Salgado, comissário para o Urbanismo da Baixa-Chiado deixa-nos a expectativa de, finalmente, se conjugarem entidades e vontades para que o centro da cidade Capital do país seja reabilitado e devolvido à vida e importância funcional e simbólica que merce, tanto mais quanto se propõe agora, que seja elevada a Baixa a Património Mundial da Humanidade.Saliente-se a proposta que se propõe de forma articulada e global revalorizar os atributos daquela área e potenciar o seu desenvolvimento, focado em aspectos que por serem quase óbvios não perdem por isso importância, antes são talvez decisivos para a implementação e sucesso da operação de Reabilitação.A aposta num centro governamental e financeiro, atraindo sectores de emprego de elevado nível, será a garantia de viabilizar a rentabilidade, colocando valor numa zona onde o valor fundiário é já muito elevado, indo por outro lado, ao encontro da vocação e história do lugar. No entanto, é preciso para isso que a infraestruturação desta área ofereça a qualidade adequada, começando pela rede de esgotos, que é velha e despeja directamente no Rio Tejo que é proposto como um dos motores de reabilitação da Baixa.Compreende-se o alargamento da área de intervenção a toda a Freguesia da Sé e Frente Ribeirinha até Santa Apolónia, para além dos limites definidos para a Unidade de Projecto da Baixa e também da SRU Baixa, dado que a Sé tem um contexto urbano marcadamente de influência Pombalina e a Frente Ribeirinha corresponde também, em grande parte, a aterros portuários realizados a partir do XVIII. Emblemático desta fase é o "Celeiro do Trigo" que comemora neste ano os seus 240 anos e no qual se conserva, inscrito no portal Norte, um texto da época digno de nota.A reabilitação destas áreas é fundamental para que a reabilitação da Baixa surja como parte de um todo coerente e homogéneo, dando continuidade ao trabalho já iniciado pela Reabilitação Urbana do Município nesta zona histórica.Qualquer pessoa que hoje percorra a zona ribeirinha entre Santa Apolónia e o Campo das Cebolas, através das ruas do Jardim do Tabaco, Terreiro do Trigo e Cais de Santarém, se apercebe facilmente, para além das referências toponímicas a um passado laborioso deste centro funcional e orgânico da cidade, também da presença de um elevado número de edifícios de inegável valor patrimonial, mas que apresentam uma face francamente degradada, deixando uma marca de abandono num percurso ribeirinho que tudo tem para ser uma marca de distinção e identidade da cidade de Lisboa.Estando agora prevista a reformulação e ampliação da zona de aterro desde Santa Apolónia à Doca da Marinha, o Plano poderá e deverá ter em conta essas novas realidades resolvendo e articulando as várias dimensões urbanas presentes.Neste âmbito deve ser aproveitada a oportunidade para recuperar a Frente Ribeirinha de Alfama, na verdadeira acepção da palavra, devolvendo ao bairro a possibilidade de contacto com o Tejo, tal como foi na sua raiz. É necessário que os novos edifícios a implantar nas áreas de reconversão portuária não criem mais uma barreira entre Alfama e o rio. Por isso, é fundamental que sejam garantidas aberturas visuais e enquadramentos perspécticos que valorizem a relação entre a cidade e o rio (ver mapa). Estas Relações estão inscritas no tecido existente e bastará ter o cuidado de as não esquecer e salvaguardar. São os boqueirões, cais, pontões e passagens que antigamente existiam e são "visíveis" ainda em parte da toponímia ou na estrutura edificada. Um deles, magnífico memorial gravado em lioz, ao lado do Celeiro do Trigo, reza assim desde 1766 - "he franca a servidão pública por este caes... " .O conjunto de armazéns da APL, situado entre a Avenida Infante D. Henrique e a Rua Jardim do Tabaco, actualmente quase desactivados, permitirá, através da sua refuncionalizaçäo com a valorização dos elementos arquitectónicos notáveis, aí instalar equipamentos urbanos de que Alfama, o Castelo e o Centro da cidade carecem, seja uma escola básica ou um pavilhão desportivo/multiusos.Para as áreas adjacentes ao novo cais de cruzeiros, poderá ser criado o Espaço Público de lazer e fruição que tanta falta faz a esta zona, aproveitando e valorizando o enquadramento dado pelo magnífico perfil da colina do Castelo, com o seu casario e elementos singulares.Esperemos que esta seja a ocasião para Alfama voltar ao contacto com a sua Frente Ribeirinha e que os espaços do passeio ribeirinho a criar se não divorciem da cidade histórica, persistindo na lógica linear, nascente-poente, mas se ramifiquem para o interior do bairro, desfazendo a barreira que a Avenida Infante D. Henrique e o porto criaram, há 60 anos.Será esta a oportunidade de Alfama se abrir à Cidade?... Oxalá

    DEVOLVER O RIO À CIDADE

    Alfama e a sua população estão historicamente ligadas ao rio. Foi em Alfama que se estabeleceram as actividades relacionadas com as actividades do Porto de Lisboa, nomeadamente as alfândegas, os despachantes, as transportadoras, entre outras. No entanto, com a entrada de Portugal na Comunidade Europeia uma parte dessas actividades desapareceu e é urgente reabilitar a zona.

    1+1=3
    O resultado da soma do casamento da zona histórica com o rio é um dos casos em que a soma das duas partes é bastante superior ao seu valor individualizado porque se por um lado existem zonas históricas melhor conservadas em Portugal e no estrangeiro há poucas com uma vista directa de rio tão espectacular (como Budapeste e Istambul). Por outro lado, Alfama e o Castelo são das zonas mais visitadas de Lisboa (7 em cada 10 turistas) que podem ser atraídos pelos novos espaços de lazer da zona ribeirinha, com qualidade, antes ou depois da visita porque a vista para o imenso rio Tejo é o cenário ideal para relaxar e prolongar o passeio.

    Bons exemplos que aproximaram a cidade do rio:
    Jardim do Tabaco
    Avenida Infante D. Henrique, Doca do Jardim do Tabaco
    - Bar Musicais Club Lua
    - Restaurante Mercearia vencedora






    Cais da Pedra
    Perto da estação de Santa Apolónia
    - Delidelux - Espaço com Mercearia, Charcutaria e Cafetaria, com esplanada para o rio
    - Livraria A+A
    - Restaurante Bica do Sapato





    Prender o rio...
    No entanto, nem tudo são bons exemplos, por exemplo a discoteca Lux Frágil colocou novos problemas, nomeadamente aumentou o número de acidentes rodoviários na zona, colocou problemas de estacionamento e vedou o acesso ao rio a todos aqueles que antes passeavam e faziam desporto junto ao rio, com redes e arame farpado.

    A inexistência de um projecto e a quantidade de instituições que gerem a zona (EGEAC, APL, CML, Gabinete Técnico de Alfama, 6 Juntas de Freguesia) são o maior obstáculo.

    sábado, agosto 05, 2006

    BECO DO PENABUQUEL

    Apesar de não estar assinalado, o Arco do Penabuquel é uma memória viva da muralha Fernandina de Lisboa. O arco era uma das antigas portas da muralha e o edíficio contíguo foi construído em cima de uma das antigas torres de vigia da muralha.

    Depois do encerramento de Alfama ao trânsito, é uma das zonas que mais sofre com o estacionamento selvagem. Aguarda-se a disponibilização de orçamento pela CML para proteger este património do trânsito com a colocação de pilaretes.

    Imagem do II volume do livro "A cerca Fernandina de Lisboa" de A. Vieira da Silva, 1987:

    Imagens do Arquivo Municipal:

    As paredes que sustentam o candeiro são as da cerca Fernandina. Hoje para além do candeiro as paredes ostentam dois aparelhos de ar condicionado ... forma curiosa de promover a nossa história em Alfama, infelizmente não é caso único




  • Preservação da Cerca Fernandina continua a preocupar lisboetas
  • terça-feira, julho 25, 2006

    HOTEL DE LUXO EM ALFAMA



    Alfama vai ganhar hotel
    Por Gina Pereira e César Santos, JN 14.07.2006

    Edifício na Rua do Cais de Santarém, construído no século XIX, está devoluto há vários anos.

    A Câmara Municipal de Lisboa (CML) já deu luz verde ao avanço do projecto de recuperação e transformação de um edifício devoluto na Rua do Cais de Santarém, em Alfama, num hotel de cinco estrelas com 91 quartos. Ao que o JN apurou junto do pelouro do Urbanismo, o pedido de informação prévia foi aprovado pela vereadora Gabriela Seara no passado dia 23 de Junho, abrindo caminho ao desenvolvimento do projecto de arquitectura, a cargo dos arquitectos Tiago e Francisco Silva Dias. O projecto deverá dar entrada na autarquia até ao fim do ano para licenciamento.Em causa está a recuperação e transformação de umas antigas instalações industriais e armazéns na zona ribeirinha, construídas na segunda metade do século XIX. Desocupado há vários anos, o edifício - situado muito perto da Casa dos Bicos e com vista para o rio Tejo - está em avançado estado de degradação.
    O processo remonta ao final dos anos 90, quando o promotor chegou a pensar na construção de um edifício de habitação. Entretanto, as intenções mudaram e, em 2003, deu entrada na autarquia um primeiro pedido de informação prévia para construção de uma unidade hoteleira. Indeferido o pedido, a Câmara, o promotor, os arquitectos e o Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) decidiram dar as mãos e começar a trabalhar em conjunto para levar o projecto a bom porto. O facto de o edifício se situar na zona histórica tem algumas exigências, designadamente quanto à necessidade de haver escavações arqueológicas.Os trabalhos exploratórios já realizados - e coordenados pelo IPPAR e pelo Instituto Português de Arqueologia - mostraram que há vestígios da presença romana e islâmica, bem como de algumas construções do século XVI. Ao JN, Tiago Silva Dias, um dos projectistas, garantiu que "os achados arqueológicos serão integrados nas áreas sociais do hotel", que deverá ocupar cerca de 7700 metros quadrados e crescer para um máximo de seis pisos.Para o arquitecto, o grande desafio deste projecto é "conseguir fazer um hotel viável, que permita fazer o remate da malha urbana do sopé de Alfama e integrar os achados arqueológicos encontrados". Silva Dias promete um desenho contemporâneo, mas garante que irá buscar à envolvente as regras de composição, as cores, texturas e materiais. "Vai ser uma integração serena", diz.
    O pedido de informação prévia aprovado pela autarquia prevê a existência de 182 camas, distribuídas por 91 quartos, restaurante/bar e estacionamento. A obra deverá demorar dois anos. Ao JN, o promotor imobiliário - que ainda não escolheu o parceiro que irá gerir o hotel - disse não ter pressa. O seu objectivo é fazer um hotel "ímpar", que contribua para a valorização daquela zona da cidade.

  • Alfama vai ganhar hotel, JN
  • sexta-feira, junho 16, 2006

    TERMINAL DE NAVIOS DE CRUZEIRO NA DOCA JARDIM DO TABACO

    Segundo as últimas notícias, a Administração do Porto de Lisboa vai finalmente avançar no segundo semestre de 2006 com a reconversão da Doca do Jardim do Tabaco e a construção de um novo terminal de passageiros, em Santa Apolónia. A construção do novo terminal de passageiros de Santa Apolónia terá capacidade para receber em simultâneo cinco navios.


    Actualmente, a Doca do Jardim do Tabaco tem um aspecto desolador, o parque de estacionamento raramente enche e as obras arrastam-se sem fim à vista


    Os equipamentos e os edíficios estão completamente degradados


    A Doca transformou-se num cemitério de barcos afundados e está absolutamente imunda


  • Santa Apolónia vai ter terminal de cruzeiros com comércio e serviços Agência LUSA 22.04.2006

  • Lisboa vai ter novo terminal de navios de cruzeiro DN 23.03.2006

  • O porto de Lisboa vai implementar o DUKC (Dynamic Underkeel Clearance) APAT 28.03.2006

  • Passageiros de cruzeiro vão ter melhor acolhimento
    à chegada a Lisboa Presstur 23.03.2006
  • quinta-feira, junho 15, 2006

    PARQUES DE ESTACIONAMENTO EM ALFAMA

    Não é por falta de Parques de estacionamento que os carros estacionam em cima dos passeios em Alfama. Junto ao rio, na zona sul de Alfama, na área de jurisdição da Administração do Porto de Lisboa (APL), existem actualmente quatro (4) parques de estacionamento públicos, com uma capacidade actual de 1150 lugares. Dois dos parques, um de cada lado da Doca do Jardim do Tabaco, são explorados pela SIENT - Sistemas de Engenharia e Trânsito SA. Os outros dois, em Santa Apolónia, são explorados pela empresa Gisparques - Planeamento e Gestão de Estacionamento, S.A.



    Parque do Jardim do Tabaco Explorado pela SIENT, tem capacidade para 600 viaturas (750 depois das obras da EPAL). Segundo a Junta de Freguesia de Santo Estêvão, dos 75 lugares disponibilizados ao abrigo do acordo com a CML apenas 5 foram ocupados.

    Tarifário: ½ hora 0.25; 1 hora 0.50; 2 hora 0.50; 3 hora 0.75
    Passe nocturno para moradores (20 – 9 horas): 25 – 50% = 12,50 euros.

    Passe para os Alunos do ISPA: 30 euros/mês; 15/mês nas férias (2 semanas)

    Parque de Sta Apolónia Explorado pela SIENT, tem capacidade para 120 viaturas.

    Tarifário: ½ hora 0.25; 1 hora 0.50; 2 hora 0.50; 3 hora 0.75

    Parque Sta. Apolónia Explorado pela Gisparques situa-se junto ao rio em frente ao Museu Militar, limitado junto ao rio com grades e arame farpado), tem capacidade para 280 viaturas.
    Tarifário: ½ hora 0.25; 1 hora 0.55; 2 hora 0.65; 3 hora 0.65.
    Máximo por dia 3 euros;
    Avença mensal de 55 euros

    Parque Sta. Apolónia – Lux Explorado pela Gisparques situa-se nas traseiras da discoteca Lux, tem capacidade para 150 viaturas e funciona das 22 horas às 06 horas. Quintas, Sextas, Sábados, vésperas de feriados e dias de espectáculos com a tarifa única de 1 euro/ dia

    Nos parques de estacionamento da SIENT foram criados 205 lugares de estacionamento a preços especiais, em regime de assinaturas, para residentes na vertente habitacional, bem como de comerciantes, profissionais liberais e de outras entidades que comprovem ter o seu estabelecimento na zona daquelas freguesias que terão de pagar 25 euros ou 37,5 euros mensais, consoante optem por uma avença nocturna ou de 24 horas, competindo à CML o pagamento de 12,5 euros por cada lugar de estacionamento conforme a proposta 400/2003.

    O silo de estacionamento das Portas do Sol é o primeiro parque de estacionamento automático do país e tem capacidade para 152 viaturas.
    Os preços por hora variam entre os 0,80 euros (primeira hora nocturna) e os 1,50 euros (primeira hora diurna), sendo o custo da avença mensal a partir de 80 euros.

    Para além dos parques públicos, existem cinco (5) parques reservados:
    1 parque da Marinha, com entrada junto ao rio depois do Terreiro do Paço;
    1 parque afecto à PSP no Largo do Museu da Artilharia;
    1 parque afecto ao Museu Militar no Largo dos Caminhos de Ferro;
    2 parques para táxis, em frente à estação de Sta. Apolónia e em frente ao Lux, com capacidade para mais de 50 viaturas.

  • Câmara cria mais parques junto ao Tejo

  • Associação Nacional de Empresas de Parques de Estacionamento

  • EMEL

  • EMPARQUE

  • SIENT

  • Associação de Cidadãos Auto Mobilizados
  • quinta-feira, junho 08, 2006

    AGENDA DE ALFAMA

    JANEIRO
    Aniversário do Grupo Sportivo Adicense, fundado em 1916

    FEVEREIRO
    28 - Desfile de carnaval do Castelo de São Jorge ao Largo Chafariz de Dentro no coração de Alfama

    MARÇO
    28 - Dia Nacional dos Centros Históricos
    30 - Noite do Fado Jovem no Museu do Fado e da Guitarra

    ABRIL
    18 - Dia Internacional dos Monumentos e Sítios
    22 / 25 - Comemorações do dia da Liberdade no Largo Chafariz de Dentro

    MAIO
    LISBON DOWN TOWN como habitualmente a partir do início da semana anterior passa a haver restrição de estacionamento na Rua Jardim do Tabaco
    22 - Procissão do Corpo de Deus "Corpus Christi" desde a Sé à Baixa de Lisboa

    JUNHO
    6 - 28 - Festa do Fado Castelo Sâo Jorge
    12 - Marchas na Avenida da Liberdade e sardinhada nos arraias populares
    13 - Procissão de Santo António
    13 (2008) pelas 19 horas - Estreia uma nova série produzida pelo Canal de História «Recortes de Lisboa» que pretende dar a conhecer a história, segredos e todas as curiosidades dos doze locais mais emblemáticos da cidade. No primeiro episódio, o canal vai percorrer as ruas estreitas e sinuosas do típico bairro de Alfama para revelar todas as curiosidades históricas deste local, as suas origens, os seus segredos e os aspectos mais importantes que recordam as memórias do passado de um dos principais bairros da cidade
    28 - Maratona fotográfica digital de Alfama, das 10h00 às 23h00
    Até 29 de Junho - Fado nos Eléctricos às quintas e domingos, das 16 às 18h e 19 às 21h

    JULHO
    12, 19 e 26 (2008) Passeios a pé, no bairro de Alfama conduzidos por um guia invisual da ACAPO e um guia da Lisbon Walker

    AGOSTO
    Aniversário do encerramento de Alfama ao trânsito em 2003
    2 e 16 de Agosto (2008) Festival dos Oceanos. espectáculos ao longo da zona ribeirinha de Lisboa, entre o Parque das Nações e a Zona de Belém, e também em bairros históricos da cidade, como Alfama

    SETEMBRO
    27 (2007) - Debate público sobre as intenções da administração do Porto de Lisboa de construir um terminal para barcos de cruzeiro em Alfama. No ISPA em Lisboa
    As Águas de Alfama como património hidrogeológico da cidade de Lisboa
    Bienal Internacional da Luz - Luzboa 2008

    OUTUBRO
    2 a 4 (2007) - "Waterfront"no Centro de Congressos de Lisboa
    25 - Aniversário da conquista de Lisboa aos Mouros em 1147

    NOVEMBRO
    23 a 25 (2006)- Colóquio Internacional Praças Reais - Passado, Presente e Futuro na Universidade Autónoma de Lisboa

    DEZEMBRO
    1ª quinzena - Concertos de Natal nas Igrejas do Centro Histórico: Na Igreja de São Miguel (Alfama), na Igreja do Menino de Deus (Encosta do Castelo) e na Igreja da Graça.
    22 - 1.º Aniversário da inauguração das estações do metropolitano do Terreiro do Paço e de Santa Apolónia

    quarta-feira, maio 31, 2006

    POLICIAMENTO EM ALFAMA

    A Policia queixa-se da falta de meios para responder a todas as solicitações. No entanto, à porta da 15ª esquadra da PSP em Santa Apolónia o parque de estacionamento da PSP está permanentemente cheio de veículos dos agentes de serviço e dos 7 ou 8 carros da esquadra, divididos entre os veículos da brigada de trânsito, do programa escola segura e dos restantes carros de patrulha da esquadra.

    A falta de meios é um mal nacional em virtude de sermos um país pequeno com recursos escassos, no entanto é evidente que mais que um problema de meios a Policia tem de gerir melhor os meios de que dispõe, por exemplo:

    1 - Basta olhar para o mapa de Alfama para perceber que não faz sentido patrulhar Alfama de carro porque se ocorrer um assalto (mais um...) os carros têm de ir à baixa e subir à Sé (passando por 5 freguesias) para entrarem no coração de Alfama o que é uma tarefa inútil porque quando os agentes chegam aos locais já é tarde;

    2 - O grosso dos carros deveria ser substituido por patrulhas em motociclos de baixa cilindrada 250 c.c. mais baratos, mais ecológicos, mais rápidos e menos ruidosos que os carros, à semelhança do que acontece na zona histórica de Barcelona as Ramblas, em que as patrulhas são feitas por 2 agentes em 2 HONDA Spazio 250;

    3 - O atendimento dos turistas estrangeiros é feito... na Praça dos Restauradores por isso a maior parte deles nem sequer apresenta queixa o que é comprensível: o tempo médio de estadia é 3 dias se perderem meio dia a somar à desgraça de terem sido assaltados e terem de se deslocar a outra esquadra para apresentar uma queixa é a Cereja em cima do bolo, sobertudo porque quase 1 milhão de turistas visitam anualmente Alfama e o Castelo; ~

    4 - Não há policiamento de proximidade em Alfama em vez disso a PSP promove acções musculadas, de caracter pontual portanto nem sequer é curioso que o Chefe da esquadra responda às pessoas "...oh amigo! não me fale em ruas que não conheço nada disso..."

    Algumas histórias do quotidiano de Alfama e da ineficiência da Policia:

    - Um grupo de Italianos apanhou um carteirista em flagrante e tentou entrega-lo à brigada fiscal da GNR na Rua Jardim do Tabaco. O agente de serviço à porta disse que não era nada com ele e foi à esquina mostrar-lhes a esquadra e deixou-os ir sózinhos com o larápio;

    - Um Grupo de turistas da Cidade do México (uma das cidades mais violentas do mundo onde nunca foram assaltados) foi assaltado na Sé por um grupo de miúdos que com a ameaça de uma faca lhes levaram uma máquina fotográfica e 150 €, chegados à esquadra tiveram de esperar mais de 45 minutos até que sairam com 2 agentes num carro patrulha da esquadra para o Largo de São Miguel (percorrendo a Rua Jardim do Tabaco, a Baixa, subindo a Sé) onde chegaram mais de 1,20 h depois do assalto.
    Interrogados os policias pela razão porque estavam carros parados à porta e não sairam antes a explicação é simples: não havia carro, os carros não eram da esquadra... eram da Divisão, da Brigada de trânsito e da Escola Segura... mas da esquadra não havia nenhum (?)
    De facto não há falta de meios na Policia o que há é fraca capacidade de gestão de meios e claramente ninguêm se preocupa com os problemas das pessoas só com a (des)organização interna.

    - Se alguma vez chamar um carro patrulha em Alfama para multar um carro que lhe está a barrar a entrada do prédio ou o seu carro não se admire de ouvir "o senhor nunca estacionou em trangressão?"



    Infelizmente o rol de queixas não fica por aqui. Portanto mais do que meios é necessário mudar a ESTRATÉGIA e a MENTALIDADE da PSP porque uma esquadra que não é capaz de lidar com os pequenos e óbvios problemas do trânsito nunca será capaz de resolver os grandes problemas dos assaltos e da droga em Alfama.

  • Assaltantes atraídos por áreas comerciais

  • Lançado de viaduto após negócio com droga
  • Mãe consegue impedir tentativa de sequestro de bebé de um ano
  • Mãe consegue impedir tentativa de sequestro de bebé de um ano
  • Agentes à civil da PSP detiveram, em dois dias consecutivos, sete carteiristas no eléctrico 28 da Carris

  • Mais brigadas anticarteiristas no policiamento
  • Lisboa - PSP destrói rede de tráfico Pai, mãe e filhos vendiam droga

  • Lisboa - PSP destrói rede de tráfico Pai, mãe e filhos vendiam droga


    15ª Esquadra de Santa Apolónia da PSP
    Tel. 21 887 99 00
    Largo Museu Artilharia 1 Lisboa
    1100-366 LISBOA
    Diz que não têm meios nem competência para o trânsito que esse é um assunto da Policia Municipal (com quem tem uma guerra surda mas velada) mas mais que tudo passa ao lado e ignora os problemas dos moradores e dos comerciantes

    Divisão de trânsito da PSP em Santa Marta
    Tel. 21 358 46 00
    Queixa-se que não têm meios e não consegue rebocar os carros dos Becos

    Polícia da Câmara
    Tel. 21 782 52 00
    Queixa-se que não têm meios e só aparece durante o dia, até às 19 horas... depois das 20 h é o caos
  • AUTOCARROS DE TURISMO EM ALFAMA

    Os autocarros de Turismo estacionam habitualmente em cima dos passeios a partir do Campo das Cebolas, concretamente: na Rua do Cais de Santarém, no Largo do Terreiro do Trigo e na Rua Jardim do Tabaco. Para além dos engarrafamentos que provocam obrigam os peões a circular pela estrada e destroem os passeios com o peso dos veículos.




    Fará sentido que os veículos que trazem os turistas a Alfama sejam os primeiros agentes de degradação da zona histórica que os turistas que transportam querem visitar?

    A solução está literalmente à vista porque os Parques de estacionamento estão a menos de 40 metros do outro lado da Avenida Infante D. Henrique e habitualmente estão vazios. Mesmo que os autocarros sejam obrigados a pagar o estacionamento nenhuma agência deixará de trazer turistas a Alfama e além disso todos os intrevenientes ganham:
    - Aumenta a qualidade da oferta turística de Alfama;
    - O tempo de permanência dos turistas na zona aumenta e provavelmente o consumo também;
    - O conforto para os turistas aumenta porque o Jardim do Tabaco tem instalações apropriadas com vista rio, cafés, restaurantes e WC;
    - Os peões podem circular nos passeios, nomeadamente os turistas;
    - Os motoristas dos autocarros deixam de ter problemas de estacionamento;
    - Acabam-se os engarrafamentos por causa da tomada e largada de passageiros na Rua Jardim do Tabaco;





    domingo, maio 28, 2006

    OS MITOS SOBRE O CONDICIONAMENTO DO TRÂNSITO EM ALFAMA

    O condicionamento do trânsito em Alfama suscitou alguma oposição inicial de alguns daqueles que são os maiores beneficiados com o condicionamento do trânsito Comerciantes e Moradores.

  • Regulamento Específico de Estacionamento de Duração Limitada da Zona 042 - Alfama


  • No entanto:
    - Actualmente Alfama recebe 7 em cada 10 turistas que visitam Lisboa e a esmagadora maioria desloca-se a pé, não usa carro;
    - Os estabelecimentos com qualidade estão sempre cheios, por exemplo: Os bons restaurantes como o Mestre André, o Malmequer, a Flor dos Arcos, a Parreirinha de Alfama, o Stº. António de Alfama, a Bica do Sapato, o Museu do Fado, entre outros. Todos diferentes na ementa mas com a qualidade em comum;

  • Como se deslocam os clientes das lojas?


  • - Segudo as conclusões dos estudos do programa VIVALDI em diferentes cidades da Europa, conclui-se que a percepção dos comerciantes sobre a influência do carro no processo de compra dos seus Clientes é bastante distinta da realidade porque apenas uma pequena parte dos compradores se deslocam de carro ou de zonas afastadas para fazer compras;
    - As zonas pedestres, livres de carros, atraem e influenciam positivamente no processo de compra;
    - Pelo contrário as zonas com muitos carros afastam e desincentivam os compradores. Quem é que gosta de ir às compras num sítio com carros em frente às montras e em cima dos passeios, sem espaço para circular?

  • Projecto Vivaldi


  • As verdadeiras razões:
    - A crise económica afecta não só Alfama mas o pais em geral, por exemplo na Alemanha, a maior economia Europeia, durante 2004 encerraram milhares de pequenos estabelecimentos;
    - Desde os anos 90, com a entrada de Portugal na Comunidade Europeia algumas actividades profissionais que tradicionalmente se localizavam perto do Porto na proximidade da alfândega simplesmente desapareceram ou viram reduzida a sua actividade, por exemplo: Encerraram muitos despachantes, muitas actividades portuárias e alfandegárias e os transportadores;
    - Finalmente, é sobretudo pela falta de qualidade e de higiene que alguma restauração não consegue atrair novos Clientes, nomeadamente os turistas que enchem Alfama. Porque não se ouvem queixas sobre a falta de Turistas, bem pelo contrário.

    CULTURA EM ALFAMA


    Para além das casas de Fado não existe qualquer oferta cultural sistematizada e permanente em Alfama.

    Soluções:
    - É necessário colocar placas de sinalização em Português e Inglês para facilitar o acesso e a divulgação de todos os pontos de interesse;
    - Falta promover os percursos da Muralha Fernandina e da muralha da "Cerca Moura" City Walks, até ao Castelo de São Jorge;

    É importante elaborar um Guia de Alfama com os monumentos e o património de Alfama, nomeadamente:
    - Castelo de São Jorge;
    - Museu do Fado e da Guitarra Portuguesa;
    - Museu do Teatro Romano;
    - Casa dos Bicos (1523-1983);
    - Convento de S. Vicente de Fora;
    - Panteão nacional;
    - Igreja de Santa Engrácia;
    - Igreja de Santo Estêvão;
    - Igreja de São Miguel;
    - Igreja de Santo António;
    - Sé Catedral de Lisboa;
    - Museu das Artes decorativas;
    - Fundação Ricardo Espírito Santo Silva;
    - Rua da Judiaria, onde outrora existiu a Sinagoga de Alfama;
    - Institutos de Artes e Ofícios;
    - Palácio de S. Vicente de Fora (recentemente recuperado com uma mostra única de azulejos Portugueses, desde o século XII)

    Seria interessante divulgar no Guia de Alfama outros agentes culturais de Alfama, por exemplo:
    - As galerias de arte;
    - Os espaços com acesso à Internet;
    - O Fado no eléctrico 28;
    - Aproveitar o espaço público da Estação de Sta. Apolónia para promover a zona histórica e a cidade em geral, entre outras ideias.

  • Igreja de Santa Engrácia e Panteão Nacional

  • Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva

  • Patriarcado de Lisboa

  • Museu Militar

  • Colectivo Multimédia Perve
  • EVENTOS E LAZER EM ALFAMA

    - A doca do Jardim do Tabaco é uma espécie de caixote do lixo marítimo, com barcos abandonados e afundados, crateras no chão, pavilhões abandonados e gente sem abrigo;
    - O rio foi preso por redes e arame farpado pela Administração do Porto de Lisboa o que impossibilita o acesso dos moradores... acabaram-se os passeios e as corridas junto ao rio;
    - Os miradouros estão sujos e abandonados.

    Soluções:

    - Promover o mercado da Feira da Ladra (terças e sábados);
    - Promover as Festas de Santo António em Junho, com mais qualidade, nomeadamente retomando a tradição dos altares de Stº. António e decorando as ruas à semelhança do que se faz nas Festas de Campo Maior, com sucesso;
    - Promover o Lisbon Down Town (Descida em bicicletas de MTB pelas escadarias de Alfama) que se realiza em Maio transferindo a caravana para junto do rio para não retirar lugares de estacionamento aos moradores;
    - Reabilitar, divulgar e animar a Doca do Jardim do Tabaco, começando e retirar os barcos afundados;
    - Reabilitar a Doca Jardim do Tabaco para permitir a pratica de desportos náuticos;
    - Reabilitar, divulgar e animar o Miradouro do Largo das Portas do Sol e o Miradouro de Santa Luzia.
    - Apoiar o projecto da rede ciclável de Lisboa, nomeadamente o percurso Algés - Parque das Nações, junto ao rio, na área gerida pela APL, desenvolvido pela Secção Autónoma de Arquitectura Paisagista do Instituto Superior de Agronomia


    Divulgar os espaços desportivos da zona:
    - Públicos;
    - dos Privados:
    - e as Colectividades;

    LIXO EM ALFAMA

    Problemas:

    Alfama sofre com o problema do lixo lançado nas ruas, a qualquer hora, pela falta de civismo de algumas pessoas e pela ausência de fiscalização.























    Soluções:

    Promover a luta ao lixo doméstico, fora dos horários de recolha da CML;
    - Identificando e assinalando os principais pontos negros;

    - Colocando cartazes dissuasores com o valor das coimas, à semelhança do que é feito, com sucesso, no Porto;












    - Aumentando a fiscalização aos pontos negros, com a Polícia da Câmara;

    - Identificando e autuando decididamente os infractores;

    - Promover prémios para as ruas mais limpas e mais floridas de Alfama;

    sábado, maio 27, 2006

    TURISMO EM ALFAMA

    Portugal foi o 16º país mais visitado por turistas em 2004, segundo um estudo referido pelo Economist Intelligence Unit, que avançou, também, que o país detém, neste momento, 1,5 % da quota de mercado mundial ao nível do turismo. As receitas oriundas do turismo internacional atingiram os 7,01 mil milhões de euros no ano passado, sendo as previsões para 2005 de um aumento deste valor.

    Lisboa recebe cerca de ¼ dos visitantes estrangeiros, sendo que o tempo de permanência média em Lisboa é de 3 dias;

    - Segundo o Observatório de Turismo de Lisboa a maioria dos visitantes percorre a zona histórica de Lisboa.

    - Alfama é das zonas mais visitadas a par de toda a zona pombalina de Lisboa e de Belém;

    - Os turistas estrangeiros deslocam-se geralmente a pé, em pequenos grupos, e recorrem maioritariamente aos transportes públicos ou autocarros de grande turismo das agências de viagem.

























    Problemas:

    - Apesar do elevado número de turistas em Alfama alguns comerciantes queixam-se que os turistas apenas utilizam as suas casas de banho (JN, 26-08-2000);

    - Segundo o Observatório de Turismo de Lisboa existem várias e sérias causas de insatisfação dos visitantes de Lisboa, nomeadamente as que mais afectam Alfama: segurança, transportes públicos, limpeza, ruído, sinalização, trânsito.




    Soluções:


    Pôr a qualificação do turismo no centro das preocupações de Alfama para potenciar o desenvolvimento e a qualidade de vida, envolvendo os moradores, os comerciantes e as Juntas de Freguesia, nomeadamente a través da distribuição activa do Guia de Alfama aos visitantes;

    Implementar postos de apoio ao turismo em Alfama, nomeadamente no Largo chafariz de Dentro, com informação em várias línguas;

    Aumentar o fluxo de turistas junto ao rio, alargando o percurso das visitas e o seu tempo de permanência em Alfama:

    Divulgação dos diversos itinerários turísticos, nomeadamente:
    Cruzeiros no Tejo (Transtejo), com partidas diárias da Estação Fluvial do Terreiro do Paço;
    Circuito Olisipo em autocarro panorâmico da Carris, à descoberta da zona oriental da Cidade: Alfama, Museu Militar, Museu do Azulejo, entre outros destinos;
    Circuitos pedonais, nomeadamente da Cerca Moura e da Muralha Fernandina;

    Promoção da marca Alfama®, nomeadamente através de concursos de ideias, apoiados por empresas, junto de escolas de Marketing e Publicidade;

    Promover e apoiar a criação do Guia de Alfama, em parceria com entidades especialistas na área, cedendo a exploração da publicidade como contrapartida do serviço;

    Promover a restauração com qualidade: Incluir no Guia de Alfama a área de restauração, incluindo gratuitamente todos os estabelecimentos que utilizam a recolha selectiva de resíduos;

    Promover o parqueamento grátis para os veículos de grande turismo, junto ao rio, através de protocolos com as entidades gestoras dos Parques de estacionamento e da APL;

    Criar um site destinado aos visitantes com toda a informação sobre Alfama, em várias línguas, por exemplo: numa busca rápida através do maior motor de busca da Internet, o Google surgem cerca de 108.000 resultados para “Alfama”; desses apenas cerca de 23.900 são páginas em idioma Português, o que prova o largo interesse em todo o mundo;

    Reconverter o Terminal de Passageiros de Santa Apolónia que é o mais recente local de acostagem de navios de passageiros. Situado no coração de Lisboa, junto à sua principal estação de comboios. O terminal é uma valiosa oferta para o mercado de cruzeiros. No entanto, privou o acesso ao rio dos moradores, com redes e arame farpado e impede a circulação dos turistas pela margem ribeirinha, até ao Jardim do Tabaco.

    TRÂNSITO E ESTACIONAMENTO EM ALFAMA





    Problemas:
    "...Segundo o subintendente Neto Gouveia, da divisão de trânsito da PSP, "a travessia repentina de peões continua a ser uma das grandes causas da sinistralidade nas zonas urbanas". No ano passado a maior parte dos acidentes na área de Lisboa deveram-se a excesso de velocidade, a mudanças de direcção não assinaladas e desobediência à sinalização, de acordo com dados da PSP. Na cidade de Lisboa, segundo as mesmas estatísticas, as vias mais perigosas são a Avenida General Norton de Matos (Segunda Circular, 468 acidentes no ano passado), a Avenida Infante D. Henrique (367 acidentes e dois mortos), a Avenida 24 de Julho (199 acidentes e 4 mortos) e a Avenida da República (166 acidentes)..." Público, 03.05.05

    A Avenida Infante D. Henrique é exactamente uma das portas de entrada na zona histórica.

    O horário dos parquímetros da EMEL (das 8 às 20 horas durante a semana e das 8 às 13 horas aos Sábados) na Rua Jardim do Tabaco é desadequado face às necessidades dos moradores, porque termina cedo demais, quando poderia alargar-se até às 03.00 horas para possibilitar o regresso a casa dos moradores, como já acontece no Bairro Alto;

    Apesar das alternativas disponíveis junto ao rio agravou-se o estacionamento selvagem em cima dos passeios nas zonas limítrofes de Alfama (entre o Largo Terreiro do Trigo e o Largo do Museu de Artilharia), durante a noite, sobretudo entre as 21 horas e as 04.00 horas;

    Não existe sinalização adequada dos parques de estacionamento alternativos nas zonas envolventes para informar os visitantes, nomeadamente entre o Largo do Terreiro do Trigo e o Largo do Museu da Artilharia, passando pela Rua Jardim do Tabaco;

    Ausência de fiscalização durante a noite, da esquadra da PSP, da divisão de trânsito e da Policia da Câmara, por alegada falta de meios.

    Soluções:
    O problema de Alfama não é a falta de lugares de estacionamento, por isso com algumas medidas simples e baratas, é possível inverter a situação a curto prazo:

    1 - Prolongar a instalação de pilaretes, para proteger a circulação dos peões nos passeios, na Rua Jardim do Tabaco, desde o Largo Chafariz de Dentro até ao Largo do Museu da Artilharia, do lado do rio;

    2 - Sinalizar o acesso aos Parques de estacionamento, que existem junto ao rio, na Rua Jardim do Tabaco para informar, desde o Largo do Terreiro do Trigo e Santa Apolónia para facilitar o acesso de todos os visitantes;

    3 - Alargar o horário de funcionamento dos parquímetros na Rua Jardim do Tabaco para lá da hora crítica (jantar) das 20 até às 22 horas;

    4 - Proíbir a circulação dos veículos de grande turismo na Rua Jardim do Tabaco, para acabar com os engarrafamentos provocados pela largada e recolha de passageiros na Rua Jardim do Tabaco e transferir o parque de estacionamento improvisado da Rua Jardim do Tabaco para junto da Doca do Jardim do Tabaco

    5 - Divulgar aos visitantes a carreira “Lisboa porta-a-porta”, nomeadamente para os visitantes se deslocarem dos Parques de estacionamento para outras zonas de Alfama;

    6 - Finalmente, a abertura da estação de metro de Santa Apolónia poderá permitir condicionar a área apenas à circulação pedonal... haja visão e vontade política suficientes

  • Proposta "Valorizar o património do fluxo pedonal em Lisboa"

  • Plano de Mobilidade de Lisboa - parte 1

  • Plano de Mobilidade de Lisboa - parte 2

  • CIVITAS INITIATIVE - cleaner and better transport in cities
  • AS JUNTAS DE FREGUESIA DE ALFAMA E DO CASTELO



    Alfama estende-se pela colina sul do Castelo de São Jorge até ao rio Tejo e integra as freguesias do Castelo, Santiago, Santo Estêvão, São Miguel, São Vicente de Fora e Sé:

    Castelo - 592 recenceados, 5 ha - PCP
    Tel: 218863537; Fax: 218863537/218821060
    Rua de Sta. Cruz do Castelo - Rua do Recolhimento, 9
    1100-478 Lisboa

    Santiago - 1036 recenceados, 6 ha - PCP
    e-mail: jfsantiago@iol.pt
    Tel. 218869355; Fax: 218881782
    Largo dos Lóis, 4, 1º
    1100-312 Lisboa

    Santo Estêvão - 2463 recenceados, 18 ha - PCP
    e-mail: jfsestevao@sapo.pt ; Web: www.jf-santoestevao.pt
    Tel:218824140 Fax: 218824149
    Rua dos Remédios, 57 - A, 2 andar
    1100-442 Lisboa

    São Miguel - 1920 recenceados, 5 ha - PS
    e-mail: geral@jf-saomiguel.pt
    Tel: 218867019; Fax: 218885857
    Escadinhas de S. Miguel, 10
    1100-540 Lisboa

    São Vicente de Fora - 4304 recenceados, 31 ha - PCP
    e-mail: jfsvf@clix.pt
    Tel: 218854260; Fax: 218854270
    Campo de Santa Clara, 60
    1100-471 Lisboa

    - 1160 recenceados, 12 ha - PSD
    e-mail: jfse@iol.pt / filipepontes@jfse.pt ; Web: www.jfse.pt
    Tel: +351 21 886 95 58 Fax: +351 21 888 41 64
    Rua Augusto Rosas, 66 - 1º Dto.
    1100-059 Lisboa





    Os interesses dos partidos confundem-se frequentemente com os interesses de Alfama e a maior parte das vezes estas mini Juntas de Freguesia não estão de acordo em questões essênciais para Alfama como por exemplo as questões relacionadas com o trânsito e estacionamento, lixo, entre outros.

    Das 6 juntas de freguesia nem todas usam correio electrónico e apenas 2 têm site, sendo que nenhuma das Juntas de Freguesia disponibiliza qualquer elementar calendário de actividades, por exemplo: as datas em que se vão realizar as reuniões das Assembleias, os eventos culturais, os eventos religiosos, os santos populares, nem sequer os eventos desenvolvidos e apoiados anualmente pelas juntas de freguesia.
    O principal meio de divulgação de informação por algumas das Juntas de Freguesia ainda é a colagem de cartazes nos prédios das freguesias (que depois ninguêm limpa) e a distribuição avulsa de comunicados e newsletters, ou seja na ausência da divulgação de um elementar calendário de actividades é necessário passar quase diariamente pelos painéis das juntas de freguesias para saber qualquer informação.

    O turismo, que é o maior motivo de visitas a Alfama e que poderia ser o principal motor de reabilitação da zona não é sequer uma prioridade para as Juntas de Freguesia da zona histórica. A solução só poderá passar por reformular a divisão administrativa de Alfama, criando uma única Junta de Freguesia para ... descomplicar.

    A este propósito vale a pena ler este artigo:
  • As Autarquias e o Déficit