Quarta-feira 28 Junho 2006. Por Diário Económico, I.Q.
PORTOS: Está previsto para Lisboa um novo terminal de cruzeiros para o Jardim do Tabaco. O projecto deverá custar cerca de 30 milhões de euros.
LISBOA PREPARA-SE PARA ACOLHER o novo projecto do Jardim do Tabaco, destinado a darresposta às novas exigências turísticas. Paralelamente, o porto do Funchal vai também assumir novas funções nesta área.
São fundamentalmente três os principais portos de turísticos nacionais: Lisboa, Leixões e Funchal, sendo que o Porto de Lisboa é aquele que, no continente, regista anualmente o maior movimento de passageiros, posicionando-se na segunda posição, face ao porto insular.
A saber, em 2005 o Porto de Lisboa recebeu quase 240 mil passageiros provenientes de 251 navios de cruzeiros, sendo que o tráfego ‘turnaround’ (começo e/ou fim do cruzeiro) “o mais favorável para a cidade pois, por vezes, o passageiro pernoita em Lisboa, registou um crescimento de 25% face ao ano anterior”. Para este ano, o Porto de Lisboa acredita que “face aos anúncios de escala já recebidos e às perspectivas gerais do crescimento da indústria de cruzeiros, se registe um aumento do número de escalas de 251 para 270”. De igual modo, tendo em conta a grande dimensão dos navios existentes e o número de camas oferecidas, está previsto que o número de passageiros cresça também significativamente para mais de 250 mil, de acordo com o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (MOPTC).
Em Leixões, por sua vez, o número de navios de cruzeiro acostados em 2005 foi 50, correspondendo ao desembarque de um total de 17.716 passageiros. Comparativamente, este valor representou um ligeiro decréscimo face a 2004, que ficou marcado pela acostagem de 67 navios de cruzeiro num total de 21.883 passageiros. Não obstante, a Estação de Passageiros de Leixões, com 840 m2, é um dos mais belos exemplos arquitectónicos dos anos 60, sendo considerado Património Arquitectónico e Histórico de Matosinhos.
Um oásis na Madeira
Grande porto de cruzeiros nacional, o Porto do Funchal foi durante décadas e até à II Guerra Mundial, o ponto de passagem dos grandes paquetes oceânicos graças à sua posição estratégica no centro do Atlântico, tendo constituído um importante porto de escala das rotas entre a Europa e os continentes Africano e Americano.
Apesar dos transportes aéreos lhe terem vindo roubar algum movimento, o Porto do Funchal continua a ser aquele que, a nível nacional,mais navios de cruzeiros recebe por ano. Encontra-se inserido nos circuitos entre as Canárias e o Norte de África, sendo igualmente um importante porto de escala de viagens transoceânicas entre a Europa e os EstadosUnidos. A tradição turística e o clima favorável da Madeira contribuem, a par da sua localização geográfica, para as mais-valias oferecidas por este porto turístico.
No porto do Funchal acostaram, em 2005, um total de 271 navios de cruzeiro correspondendo a mais de 305 mil passageiros. No ano anterior, o movimento cifrou-se em 255 navios no Porto do Funchal e um no Porto de Porto Santo, num total de 283.252 passageiros.
Novas perspectivas
Com a futura entrada em funcionamento do porto comercial do Caniçal a estrutura portuá ria da Região Autónoma da Madeira será sujeita a algumas alterações. Nesta perspectiva o porto do Funchal prepara-se para assumir novas funções. A definição, aprovada em Conselho de Governo da Região Autónoma da Madeira, através do Plano Director do Porto do Funchal, prevê uma adequação dos espaços existentes e a ligação de toda a área portuária à zona urbana envolvente, o que, num futuro próximo transformará o porto numa infraestrutura exclusivamente vocacionada para apoiar a navegação turística e de recreio.
O projecto do Jardim do Tabaco
De igual modo Lisboa também terá novidades para breve. Trata-se da construção de um novo e multifuncional terminal de cruzeiros que reabilitará o cais entre Santa Apolónia e o Jardim do Tabaco. O projecto, que deverá estar concluído em 2009, foi recentemente anunciado pelo Governo e integra o Programa de Investimentos e Intraestruturas Prioritárias. O projecto deverá custar cerca de 30 milhões de euros.
A ideia é dar resposta ao forte crescimento da actividade de cruzeiros a nível mundial para a qual são insuficientes as actuais infraestruturas existentes em Lisboa. Apesar de, de acordo com fonte da Administração do Porto de Lisboa, este “não ser um segmento de negócios particularmente lucrativo” importa reconhecer “a sua importância para o reforço da notoriedade externa da cidade de Lisboa, bem como o seu natural impacto no turismo regional”.
Alfama. O Bairro de Alfama em Lisboa não vive só dos Santos Populares, das marchas do fado e do Lisboa Downtown. Virada a sul com vista para o Rio Tejo, Alfama estende-se do Castelo de São Jorge à Doca do Jardim do Tabaco e é dos maiores destinos turísticos de Lisboa.
sábado, outubro 28, 2006
PEDRAS NA PRAÇA: ARTE PÚBLICA DE JOÃO CUTILEIRO
Por Fábrica de Conteúdos

De Quarta-Feira, 25 de Outubro de 2006 a Quinta-Feira, 30 de Novembro de 2006
A exposição «Pedras na Praça: arte pública de João Cutileiro» é inaugurada no dia 25 de Outubro, pelas 19h00, na Sala das Colunas do Castelo de São Jorge.
Esta mostra dá a conhecer alguns dos trabalhos que o escultor realizou ao longo das últimas décadas, através de duas perspectivas de cada uma das suas criações - a maqueta 8realizada como verdadeira obra original e, quase sempre, no mesmo suporte da peça final: a pedra) e fotografias de grandes dimensões nas esculturas finais.
O evento pode ser visitado diariamente entre as 9h00 e as 21h00 e a partir do mês de Novembro, entre as 9h00 e as 18h00.
Horário:
Inauguração: dia 25 de Outubro | 19h00
Mês de Outubro: diariamente entre as 9h00 e as 21h00
Mês de Novembro: diariamente entre as 9h00 e as 18h00

De Quarta-Feira, 25 de Outubro de 2006 a Quinta-Feira, 30 de Novembro de 2006
A exposição «Pedras na Praça: arte pública de João Cutileiro» é inaugurada no dia 25 de Outubro, pelas 19h00, na Sala das Colunas do Castelo de São Jorge.
Esta mostra dá a conhecer alguns dos trabalhos que o escultor realizou ao longo das últimas décadas, através de duas perspectivas de cada uma das suas criações - a maqueta 8realizada como verdadeira obra original e, quase sempre, no mesmo suporte da peça final: a pedra) e fotografias de grandes dimensões nas esculturas finais.
O evento pode ser visitado diariamente entre as 9h00 e as 21h00 e a partir do mês de Novembro, entre as 9h00 e as 18h00.
Horário:
Inauguração: dia 25 de Outubro | 19h00
Mês de Outubro: diariamente entre as 9h00 e as 21h00
Mês de Novembro: diariamente entre as 9h00 e as 18h00
sexta-feira, outubro 27, 2006
ARRANCA EM JANEIRO TERMINAL DE CRUZEIROS
Publicado no JN por Luís Garcia
A construção de um novo terminal de cruzeiros em Santa Apolónia é fundamental para rentabilizar o potencial turístico do Tejo. A opinião é partilhada pelo vice-presidente da Câmara de Lisboa, Fontão de Carvalho, e por Manuel Frasquilho, presidente da Administração do Porto de Lisboa (APL).
Ontem, no segundo dia do Congresso do Tejo, na Gare Marítima da Rocha, Fontão de Carvalho lamentou que, na situação actual, "o turista seja confrontado com um cenário desagradável" ao chegar a Lisboa. Na sua opinião, a recepção aos turistas que chegam de cruzeiro a Lisboa só terá melhorias significativas quando estiver concluído o terminal de Santa Apolónia.
O projecto, orçamentado em 50 milhões de euros, engloba também uma gare marítima. Segundo Manuel Frasquilho, o edifício da gare "será parecido com um aeroporto", aliando a parte técnica a uma área comercial. As obras para a construção do terminal - que terá capacidade para receber cinco navios de cruzeiro em simultâneo - arrancam no início de 2007, segundo o presidente da APL. Manuel Frasquilho garantiu ainda que a APL está a estudar soluções para melhorar a acessibilidade à zona portuária.
Em média, Lisboa recebe 250 mil turistas por ano oriundos de viagens de cruzeiro. Nos últimos dez anos a tendência tem sido de subida deste segmento.
A construção de um novo terminal de cruzeiros em Santa Apolónia é fundamental para rentabilizar o potencial turístico do Tejo. A opinião é partilhada pelo vice-presidente da Câmara de Lisboa, Fontão de Carvalho, e por Manuel Frasquilho, presidente da Administração do Porto de Lisboa (APL).
Ontem, no segundo dia do Congresso do Tejo, na Gare Marítima da Rocha, Fontão de Carvalho lamentou que, na situação actual, "o turista seja confrontado com um cenário desagradável" ao chegar a Lisboa. Na sua opinião, a recepção aos turistas que chegam de cruzeiro a Lisboa só terá melhorias significativas quando estiver concluído o terminal de Santa Apolónia.
O projecto, orçamentado em 50 milhões de euros, engloba também uma gare marítima. Segundo Manuel Frasquilho, o edifício da gare "será parecido com um aeroporto", aliando a parte técnica a uma área comercial. As obras para a construção do terminal - que terá capacidade para receber cinco navios de cruzeiro em simultâneo - arrancam no início de 2007, segundo o presidente da APL. Manuel Frasquilho garantiu ainda que a APL está a estudar soluções para melhorar a acessibilidade à zona portuária.
Em média, Lisboa recebe 250 mil turistas por ano oriundos de viagens de cruzeiro. Nos últimos dez anos a tendência tem sido de subida deste segmento.
quinta-feira, outubro 26, 2006
II CONGRESSO DO TEJO DEFENDE NOVO MODELO DE GESTÃO PARA O RIO
Por Agência LUSA, 2006-10-23 18:45:16
A criação de uma entidade única para gerir o Tejo e a preparação da candidatura do rio a Património da Humanidade são os objectivos do II Congresso do Tejo, que se realiza este mês em Lisboa.
Vinte anos depois do primeiro congresso, o consenso entre os organizadores é que o Tejo está "pior e tende a piorar".
O presidente da Comissão Executiva do congresso, Carlos Salgado, defendeu hoje em conferência de imprensa que o rio e a sua bacia, que hoje "tem mais de cinquenta donos", deve ser gerido por uma única entidade, participada pelos vários ministérios com supervisão do rio e das suas margens.
Carlos Salgado citou o exemplo do rio Tamisa, em Londres, e do próprio Tejo na parte espanhola, coordenado por uma "Administração de Bacia".
"Lixo, detritos, efluentes urbanos e industriais" despejados para o rio, "pouco cuidado na manutenção das margens" e as consequências da "agricultura intensiva e construção civil" são alguns dos principais problemas identificados pela organização do Congresso.
"O Tejo envelheceu" nos últimos 20 anos, afirmou o comissário do congresso Américo Nunes dos Santos, apontando o "desleixo e falta de rigor" que contribuem para um diagnóstico negativo: "as margens não estão protegidas, o leito está assoreado, a navegação praticamente desapareceu e a qualidade da água devia ter melhorado mais".
É preciso "pensar o Tejo como uma unidade ibérica", acrescentou Nunes dos Santos, o que justifica a presença de responsáveis espanhóis.
"O poder político tem que assumir o renascimento do Tejo", afirmou Carlos Salgado, que apesar do diagnóstico negativo defende a candidatura do rio a Património da Humanidade, um "sonho" que dará os primeiros passos no congresso, com a escolha das pessoas que a irão preparar.
Os organizadores consideram que este é um momento oportuno para discutir o futuro do rio, no contexto do IV Quadro Comunitário de Apoio e da aplicação da Directiva-quadro europeia da Água, a aplicar até 2015.
Nos três dias do congresso, que se realiza de 24 a 26 de Outubro na Gare Marítima da Rocha, haverá 35 intervenções sobre dez temas diferentes, que abordarão o Tejo como espaço natural, diagnosticando os seus problemas, mas sem esquecer a vertente económica ou cultural.
O certame é organizado pela Associação dos Amigos do Tejo em colaboração com a Câmara Municipal de Lisboa e outras entidades.
Congresso do Tejo
A criação de uma entidade única para gerir o Tejo e a preparação da candidatura do rio a Património da Humanidade são os objectivos do II Congresso do Tejo, que se realiza este mês em Lisboa.
Vinte anos depois do primeiro congresso, o consenso entre os organizadores é que o Tejo está "pior e tende a piorar".
O presidente da Comissão Executiva do congresso, Carlos Salgado, defendeu hoje em conferência de imprensa que o rio e a sua bacia, que hoje "tem mais de cinquenta donos", deve ser gerido por uma única entidade, participada pelos vários ministérios com supervisão do rio e das suas margens.
Carlos Salgado citou o exemplo do rio Tamisa, em Londres, e do próprio Tejo na parte espanhola, coordenado por uma "Administração de Bacia".
"Lixo, detritos, efluentes urbanos e industriais" despejados para o rio, "pouco cuidado na manutenção das margens" e as consequências da "agricultura intensiva e construção civil" são alguns dos principais problemas identificados pela organização do Congresso.
"O Tejo envelheceu" nos últimos 20 anos, afirmou o comissário do congresso Américo Nunes dos Santos, apontando o "desleixo e falta de rigor" que contribuem para um diagnóstico negativo: "as margens não estão protegidas, o leito está assoreado, a navegação praticamente desapareceu e a qualidade da água devia ter melhorado mais".
É preciso "pensar o Tejo como uma unidade ibérica", acrescentou Nunes dos Santos, o que justifica a presença de responsáveis espanhóis.
"O poder político tem que assumir o renascimento do Tejo", afirmou Carlos Salgado, que apesar do diagnóstico negativo defende a candidatura do rio a Património da Humanidade, um "sonho" que dará os primeiros passos no congresso, com a escolha das pessoas que a irão preparar.
Os organizadores consideram que este é um momento oportuno para discutir o futuro do rio, no contexto do IV Quadro Comunitário de Apoio e da aplicação da Directiva-quadro europeia da Água, a aplicar até 2015.
Nos três dias do congresso, que se realiza de 24 a 26 de Outubro na Gare Marítima da Rocha, haverá 35 intervenções sobre dez temas diferentes, que abordarão o Tejo como espaço natural, diagnosticando os seus problemas, mas sem esquecer a vertente económica ou cultural.
O certame é organizado pela Associação dos Amigos do Tejo em colaboração com a Câmara Municipal de Lisboa e outras entidades.
terça-feira, outubro 24, 2006
EMEL VAI PODER MULTAR E REBOCAR NA VIA PÚBLICA
Pelo Jornal de Negócios Online
Os fiscais da EMEL vão passar a ter poderes idênticos aos da PSP e da Polícia Municipal no que respeita à fiscalização do estacionamento na via pública, noticia hoje o “Diário de Notícias”

Para isso, a proposta de alteração dos estatutos da Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa vai hoje a debate na assembleia municipal (AM).
Em discussão irá estar também o novo tarifário do estacionamento à superfície. A proposta prevê aumentos entre os 30 e os 80%. Ou seja, quatro horas de estacionamento vão custar cinco euros em vez de 2,50 euros, como acontece actualmente. Em caso de aprovação, ambas as medidas entram em vigor já em Janeiro.
A revolução na fiscalização do estacionamento considerado indevido, ou ilegal, está prevista no Código da Estrada ( artigo 5.º do preâmbulo do Decreto-Lei 44/2005, de 23 de Fevereiro). O documento confere às autarquias o poder de "fiscalização do trânsito nas vias públicas sob a respectiva jurisdição", dando também competência para fiscalizar ao "pessoal das câmaras municipais designado para o efeito e que, como tal, seja considerado ou equiparado a autoridade ou agente".
Numa altura em que o estacionamento praticado na capital é caótico, por vezes mesmo selvagem, as coimas a aplicar serão as estipuladas pelo Código da Estrada. Numa primeira fase, o objectivo é fiscalizar o estacionamento em segunda fila e nos passeios junto às zonas tarifadas. A medida irá alargar-se gradualmente ao resto da cidade.
EMEL vai poder multar e rebocar na via pública
Os fiscais da EMEL vão passar a ter poderes idênticos aos da PSP e da Polícia Municipal no que respeita à fiscalização do estacionamento na via pública, noticia hoje o “Diário de Notícias”

Para isso, a proposta de alteração dos estatutos da Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa vai hoje a debate na assembleia municipal (AM).
Em discussão irá estar também o novo tarifário do estacionamento à superfície. A proposta prevê aumentos entre os 30 e os 80%. Ou seja, quatro horas de estacionamento vão custar cinco euros em vez de 2,50 euros, como acontece actualmente. Em caso de aprovação, ambas as medidas entram em vigor já em Janeiro.
A revolução na fiscalização do estacionamento considerado indevido, ou ilegal, está prevista no Código da Estrada ( artigo 5.º do preâmbulo do Decreto-Lei 44/2005, de 23 de Fevereiro). O documento confere às autarquias o poder de "fiscalização do trânsito nas vias públicas sob a respectiva jurisdição", dando também competência para fiscalizar ao "pessoal das câmaras municipais designado para o efeito e que, como tal, seja considerado ou equiparado a autoridade ou agente".
Numa altura em que o estacionamento praticado na capital é caótico, por vezes mesmo selvagem, as coimas a aplicar serão as estipuladas pelo Código da Estrada. Numa primeira fase, o objectivo é fiscalizar o estacionamento em segunda fila e nos passeios junto às zonas tarifadas. A medida irá alargar-se gradualmente ao resto da cidade.
segunda-feira, outubro 23, 2006
LISBOA, A CIDADE QUE SE ADORA "SEM TER GRANDES RAZÕES PARA ISSO"
Publico Sábado, 21 de Outubro de 2006 Inês Boaventura
Tertúlia da Ordem dos Arquitectos juntou um político, um arquitecto, um artista plástico, um coreógrafo e uma jornalista
Um centro histórico "decadente", periferias "construídas às três pancadas", o "silêncio" que impera nos espaços públicos e a ausência de "uma consciência colectiva" foram alguns dos defeitos apontados a Lisboa pelos participantes numa tertúlia sobre as cidades das suas vidas, organizada anteontem pela Ordem dos Arquitectos. "Adoro Lisboa sem ter verdadeiramente grandes razões para isso", sintetizou o eurodeputado Miguel Portas, que acredita que podia "viver muito bem" em Amesterdão mas não em Bruxelas, onde actualmente "semivive".
Lisboa e as cidades da minha vida foi o tema em discussão na Galeria Graça Brandão, no Bairro Alto, num encontro que contou com a participação do artista plástico Pedro Calapez, do arquitecto Manuel Graça Dias, do coreógrafo João Fiadeiro, da jornalista do PÚBLICO Bárbara Reis e do eurodeputado Miguel Portas. Nova Iorque, Díli, Amesterdão e a capital portuguesa foram algumas das cidades referidas ao longo da tertúlia, na qual o Cacém foi várias vezes apontado como exemplo negativo.
"As cidades precisam indiscutivelmente do que é mau. Não há cidades do paraíso", defendeu Miguel Portas, talvez para justificar o facto de "adorar" Lisboa "sem ter verdadeiramente razões para isso". Depois de comparar a cidade com Bruxelas, cujo "maior interesse é ter sido inventada para funcionar bem", o eurodeputado concluiu que a sua preferência pela capital portuguesa "tem a ver fundamentalmente com a luz".
"Fico sempre com vontade de vomitar quando se diz que Lisboa é luz", contrapôs Manuel Graça Dias, considerando que "num momento de enorme acerto poético" pode haver quem encontre a mesma luz em periferias como o Cacém ou em pontos distantes do globo terrestre. O arquitecto, que além de Lisboa viveu na antiga Lourenço Marques (hoje Maputo) e em Macau, não consegue escolher a cidade da sua vida porque acredita que esta é "um mosaico irrealista" feito de "pedaços" dos sítios por onde passou.
"A cidade ideal é composta de bocados que se vão somando", defendeu Graça Dias, acrescentando que as muitas viagens que realizou lhe permitiram "ter um desejo mais complexo para Lisboa", que vai para além de realidades como a de um centro "decadente". Para ter "muitas vidas ao longo da vida" e conhecer "muitos pedaços de cidade", o arquitecto diz que gostava de poder alugar uma casa diferente por curtos períodos de tempo em Lisboa.
Diferente é a postura de Pedro Calapez, que desde que nasceu, em 1953, vive na mesma casa, no bairro lisboeta da Graça, o que lhe permite a cada dia "passear" e "descobrir velhos e novos detalhes". O artista plástico diz que não se assusta com as substituições a que foi assistindo ao longo dos anos, embora algumas impliquem com o seu quotidiano, mas admite que se assusta com o facto de perceber que a sua opinião como habitante "pouco conta".
Também João Fiadeiro se confessou adepto de uma certa "rotina, de um sentimento de segurança" que encontrou na zona de Santa Catarina, onde gosta de descobrir "as mesmas coisas que se olham todos os dias outra vez". Para o coreógrafo, que acha que o Bairro Azul "não é Lisboa" por ser uma "zona violenta", com demasiado "barulho", a Calçada do Combro é "a avenida principal" da cidade onde escolheu viver.
Já Bárbara Reis constatou, depois de ter morado em Nova Iorque, Díli e Lisboa, que em todas estas cidades viveu "da mesma forma", "num espaço exíguo" e realizando "pequenas deslocações" no seu dia-a-dia. "Fiz um percurso de regresso ao bairro. Da Village, ao Bairro do Farol, ao Largo de Santo António à Sé", concluiu a editora de Cultura do PÚBLICO.
Tertúlia da Ordem dos Arquitectos juntou um político, um arquitecto, um artista plástico, um coreógrafo e uma jornalista
Um centro histórico "decadente", periferias "construídas às três pancadas", o "silêncio" que impera nos espaços públicos e a ausência de "uma consciência colectiva" foram alguns dos defeitos apontados a Lisboa pelos participantes numa tertúlia sobre as cidades das suas vidas, organizada anteontem pela Ordem dos Arquitectos. "Adoro Lisboa sem ter verdadeiramente grandes razões para isso", sintetizou o eurodeputado Miguel Portas, que acredita que podia "viver muito bem" em Amesterdão mas não em Bruxelas, onde actualmente "semivive".
Lisboa e as cidades da minha vida foi o tema em discussão na Galeria Graça Brandão, no Bairro Alto, num encontro que contou com a participação do artista plástico Pedro Calapez, do arquitecto Manuel Graça Dias, do coreógrafo João Fiadeiro, da jornalista do PÚBLICO Bárbara Reis e do eurodeputado Miguel Portas. Nova Iorque, Díli, Amesterdão e a capital portuguesa foram algumas das cidades referidas ao longo da tertúlia, na qual o Cacém foi várias vezes apontado como exemplo negativo.
"As cidades precisam indiscutivelmente do que é mau. Não há cidades do paraíso", defendeu Miguel Portas, talvez para justificar o facto de "adorar" Lisboa "sem ter verdadeiramente razões para isso". Depois de comparar a cidade com Bruxelas, cujo "maior interesse é ter sido inventada para funcionar bem", o eurodeputado concluiu que a sua preferência pela capital portuguesa "tem a ver fundamentalmente com a luz".
"Fico sempre com vontade de vomitar quando se diz que Lisboa é luz", contrapôs Manuel Graça Dias, considerando que "num momento de enorme acerto poético" pode haver quem encontre a mesma luz em periferias como o Cacém ou em pontos distantes do globo terrestre. O arquitecto, que além de Lisboa viveu na antiga Lourenço Marques (hoje Maputo) e em Macau, não consegue escolher a cidade da sua vida porque acredita que esta é "um mosaico irrealista" feito de "pedaços" dos sítios por onde passou.
"A cidade ideal é composta de bocados que se vão somando", defendeu Graça Dias, acrescentando que as muitas viagens que realizou lhe permitiram "ter um desejo mais complexo para Lisboa", que vai para além de realidades como a de um centro "decadente". Para ter "muitas vidas ao longo da vida" e conhecer "muitos pedaços de cidade", o arquitecto diz que gostava de poder alugar uma casa diferente por curtos períodos de tempo em Lisboa.
Diferente é a postura de Pedro Calapez, que desde que nasceu, em 1953, vive na mesma casa, no bairro lisboeta da Graça, o que lhe permite a cada dia "passear" e "descobrir velhos e novos detalhes". O artista plástico diz que não se assusta com as substituições a que foi assistindo ao longo dos anos, embora algumas impliquem com o seu quotidiano, mas admite que se assusta com o facto de perceber que a sua opinião como habitante "pouco conta".
Também João Fiadeiro se confessou adepto de uma certa "rotina, de um sentimento de segurança" que encontrou na zona de Santa Catarina, onde gosta de descobrir "as mesmas coisas que se olham todos os dias outra vez". Para o coreógrafo, que acha que o Bairro Azul "não é Lisboa" por ser uma "zona violenta", com demasiado "barulho", a Calçada do Combro é "a avenida principal" da cidade onde escolheu viver.
Já Bárbara Reis constatou, depois de ter morado em Nova Iorque, Díli e Lisboa, que em todas estas cidades viveu "da mesma forma", "num espaço exíguo" e realizando "pequenas deslocações" no seu dia-a-dia. "Fiz um percurso de regresso ao bairro. Da Village, ao Bairro do Farol, ao Largo de Santo António à Sé", concluiu a editora de Cultura do PÚBLICO.
sábado, outubro 14, 2006
POLÍCIAS EM DUAS RODAS NAS RUAS E BECOS DE ALFAMA

O Bairro será percorrido, numa primeira fase, por dois agentes todos os dias, entre as 8 e as 20 horas
Publicado no JN por Telma Roque e Bruno Simões Castanheira
O sinuoso bairro de Alfama, composto por um emaranhado de ruas estreitas, becos e escadinhas - quase impossível de percorrer a quatro rodas - começou ontem a ser policiado por agentes em motos, ao abrigo de um novo projecto da PSP. Numa primeira fase, o bairro será percorrido diariamente por dois agentes sobre duas rodas, entre as 8 e as 20 horas. Em Fevereiro, a PSP fará uma avaliação do projecto, para eventuais ajustes.
Os polícias 'motorizados' não vão substituir o policiamento a pé. Trata-se de um reforço numa zona que abrange as freguesias de S. Vicente de Fora, Santa Engrácia, Santo Estêvão e S. Miguel, uma área relativamente pequena, mas com muita população, maioritariamente idosa, que se sente geralmente mais insegura.
"Vamos fazer um policiamento nas zonas mais recônditas. Em alguns locais, até as motos precisam de um golpe de rins para passar", explicou o subintendente Miguel Coelho, comandante da 5ª Divisão. Segundo o responsável, este tipo de policiamento não só vem minimizar o problema das acessibilidades para as autoridades, como reforça o sentimento de segurança das pessoas (devido a uma maior visibilidade). Miguel Coelho garante que Alfama - um dos bilhetes postais de Lisboa - tem uma taxa de criminalidade reduzida. De Julho apenas há registo de três queixas por roubos. Ainda assim, numa zona onde "os turistas têm um pé no barco e outro no bairro", a PSP prefere prevenir.
Os agentes em motos vão ainda detectar situações de risco (como casas devolutas), prestar assistência aos comerciantes e aos idosos. A população será também aconselhada a denunciar ou a apresentar queixa, sempre que detecte ou seja vítima de crime.
» Comentário:
1 - Sugerimos esta medida em Maio (não é nada de transcendente basta ver o exemplo do centro histórico de Barcelona), só peca por tardia e insuficiente porque o patrulhamento é feito por dois elementos e basta que um dos motociclos deixe de funcionar ou vá para revisão para não haver patrulhamento, no mínimo seriam necessários 4 motociclos;
2- Por outro lado, não é verdade, que "Alfama tem uma taxa de criminalidade reduzida" todos conhecemos as razões porque as estatísticas da PSP estão desactualizadas desde Julho (aparentemente todos menos o chefe da 5ª divisão)
- Os turistas estrangeiros são reencaminhados para a Praça dos Restauradores por isso a maior parte deles nem sequer chega a apresentar queixa o que é comprensível: o tempo médio de estadia é 3 dias se perderem meio dia a somar à desgraça de terem sido assaltados e terem de se deslocar a outra esquadra para apresentar uma queixa é a Cereja em cima do bolo. Este "detalhe" é muito importante sobretudo porque quase 1 milhão de turistas visitam anualmente Alfama e o Castelo os jornais dão conta da insegurança dos pessoas e dos famosos assaltos aos turistas (e não só) no eléctrico 28, mas nada aparece nas estatística da PSP... é curioso.
3 - A população de Alfama não acredita na PSP e já não perde tempo em ir à esquadra tamanha é a ineficiência e a perda de tempo. Será necessário recordar as dezenas de assaltos a carros em que a PSP nem sequer se desloca ao local?;
4 - Finalmente não faz qualquer sentido que só continue a haver patrulhamento até às 20 horas porque a noite é, cada vez mais, uma altura de grande afluência por causa dos jantares, das casas de fado e das discotecas junto ao rio e não se consegue ver um policia na rua.
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quinta-feira, outubro 12, 2006
METRO EM ALFAMA

Numa altura em que a Carris reduziu a oferta de transporte é cada vez mais importante que a ligação do Metro a Santa Apolónia avance. No entanto, apesar das várias declarações publicas dos responsáveis aparentemente pode não ser a Teixeira Duarte a concluir a obra.
Túnel do Terreiro do Paço pronto em Junho de 2007
Pela TVI, 29.09.2006
A garantia foi dada pelo ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações que visitou a obra.
O túnel do Metro do Terreiro do Paço, em Lisboa, vai ser concluído em Junho de 2007.
A garantia foi dada pelo ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações que visitou a obra, esta sexta-feira de manhã.
O túnel de dois quilómetros faz a ligação entre a estação da Baixa-Chiado e Santa Apolónia. Depois do deslizamento de terras e das inundações, que puseram a obra em causa, Mário Lino, garantiu que o túnel é seguro para os utentes.
Para a Linha Azul do Metropolitano ficar concluída resta acabar as obras de recuperação e de reforço do túnel antigo na zona do Poço da Marinha. Por causa da complexidade da obra, o túnel vai ser permanentemente monitorizado.
ALFAMA E A WATERFRONTEXPO 2007
A edição de 2007 da WaterFrontExpo realiza-se em Lisboa, onde, segundo a organização, a "espectacular frente ribeirinha" do Parque das Nações será o assunto dominante.
É um assunto vital para Alfama numa altura em que o espaço junto ao rio está completamente degradado, com navios afundados na doca do Jardim do Tabaco e o acesso à zona ribeirinha vedado com arame farpado e redes.
Uma lufada de ar fresco na melhoria do espaço urbano ribeirinho
Novas centralidades turísticas valorizam papel do Tejo
Conference WaterfrontExpo
PARQUE EXPO NA WATERFRONTEXPO
"Waterfront"em Lisboa no próximo ano
É um assunto vital para Alfama numa altura em que o espaço junto ao rio está completamente degradado, com navios afundados na doca do Jardim do Tabaco e o acesso à zona ribeirinha vedado com arame farpado e redes.
ACESSOS AO CASTELO DE SÃO JORGE
Portugal é o 3º país da Europa com maior número de carros por 1000 habitantes. O primeiro lugar é ocupado pelo Luxemburgo onde curiosamente 40% da população é de origem ... Portuguesa. A zona histórica da cidade não tem capacidade de receber a quantidade de carros que invade o centro de Lisboa por isso o condicionamento é inevitável.
Geralmente os que se opõe são sempre os mesmos, habitualmente com o argumento novo-rico de que todos devem ter direito de estacionar o carro à porta de casa. Se levarmos ao extremo esta questão poderemos perguntar-nos:
- E se todos decidirem comprar camiões TIR como é que faremos?
- Será que não poderemos arrasar os passeios e arrancar as poucas árvores que ainda existem?
A questão é que o facto de termos dinheiro para comprar carros não implica que tenhamos o direito de os estacionar em prejuízo dos outros e do espaço público, chama-se a isso Civismo. Numa zona onde quase 80% dos habitantes e comerciantes infelizmente não concluiram o ensino escolar obrigatório e entre os quais cerca de 16% são analfabetos é uma causa difícil que só com o tempo criará raizes nomeadamente quando a médio prazo se começarem a notar os benefícios óbvios destas medidas nomeadamente com a requalificação do comércio local e uma fiscalização adequada.
Transito condicionado
Condicionamento ao trânsito indigna comerciantes
Acessos ao Castelo condicionados congestionam vias envolventes
Por Marina Almeida
"O tempo que isto leva", comentam dois residentes que ontem observavam a nova azáfama gerada pelo condicionamento dos acessos de automóvel à zona do Castelo. Cada condutor que fazia assomar a sua viatura à Rua de Santiago, no acesso ao Largo do Contador-Mor, era recebido por dois funcionários da EMEL. Questionado do motivo da visita, recebia informação sobre as novas regras de circulação na zona e, finalmente, recolhia o pilarete. Entretanto, a fila de carros estendera-se já Rua do Limoeiro abaixo - com um polícia a orientar a confusão.
Ontem passaram todos. Os que iam buscar ou levar alguma encomenda, o que ia buscar o pai "que é idoso". Vigora ainda aquilo que uma das funcionárias da EMEL no local definiu como "período de teste". Depois vai ser "a sério", com a passagem a ser vedada a quem não cumpra os requisitos.
Há regras para aceder às ruas que bordejam o Castelo de São Jorge. Os residentes foram informados das mesmas em reuniões com responsáveis da empresa municipal de estacionamento. Cargas e descargas são permitidas de segunda a sábado das 8.00 às 11.00 e das 15.00 às 17.00, os carros de profissionais liberais e comerciantes (com actividade na zona) podem permanecer 90 minutos por dia, transportes públicos têm meia-hora para cada entrada - o mesmo que pessoas portadoras de deficiência e mobilidade reduzida.
Os residentes têm acesso 24 horas por dia e dispõem de um identificador, gratuito. "As visitas de netos e filhos - que esta é uma zona de população muito idosa - foram salvaguardadas. É possível fazer um almoço de família e entrarem os carros dos familiares, basta que o residente informe a junta das respectivas matrículas aí dois dias antes. Depois, a junta informa a EMEL e quando o familiar chegar à cancela, já existe o registo", explica Mário Ramos, tesoureiro da Junta de Freguesia de Santiago.
A EMEL recebeu mais de 500 pedidos de identificadores.
Passaram poucas horas desde o corte de trânsito [que começou a funcionar às 20.00 de segunda-feira] e Mário Ramos já sente a calma no Largo do Contador Mor. "Está muito tranquilo. O que se passava aqui é que as pessoas trabalham na baixa estacionavam às sete da manhã, só tiravam os carros à noite e entupiam isto tudo. Às vezes nem as ambulâncias passavam", relata. "Na Rua da Saudade então, o passeio nem existia!"
A ideia é partilhada por outros rostos familiares do local. Maria Deolinda Leonardo, proprietária da tabacaria do largo, abre o sorriso. "Estou plenamente de acordo, é bom para os comerciantes e para os residentes. Fui entrevistada há dois anos e disse isso e digo-lhe agora outra vez." Já Dulce Varela Almeida, que há 64 anos mora no prédio da Fundação Ricardo Espírito Santo ("ainda antes da fundação lá estar!"), aponta o facto de, no Largo das Portas do Sol, não estar salvaguardado estacionamento para os nove inquilinos que lá moram. Esta residente, que saiu do 37 muito antes da paragem porque o autocarro não andava "nem para trás nem para a frente", diz que no referido largo até estão carros à venda, "com prospectos nos vidros, parece um stand".
Jorge Silveira, empregado do restaurante Comidas de Santiago, tem agora que deixar o carro na Graça e receia os assaltos. Diz que "não havia confusão nenhuma, isto foi mais uma forma de ganhar dinheiro".
Um taxista, à espera, desabafa com a cliente: "O tempo que demoram a abrir isto! Parece que gozam com as pessoas, no Bairro Alto chegamos a estar cinco minutos à espera!" A dois passos, a senhora do número dois da Rua de Santiago, paredes meias com o pilarete, desabafa, olhando o trânsito e estendendo a colcha: "Granda procissão!"
Relatório e Contas de 2004 da EGEAC
Geralmente os que se opõe são sempre os mesmos, habitualmente com o argumento novo-rico de que todos devem ter direito de estacionar o carro à porta de casa. Se levarmos ao extremo esta questão poderemos perguntar-nos:
- E se todos decidirem comprar camiões TIR como é que faremos?
- Será que não poderemos arrasar os passeios e arrancar as poucas árvores que ainda existem?
A questão é que o facto de termos dinheiro para comprar carros não implica que tenhamos o direito de os estacionar em prejuízo dos outros e do espaço público, chama-se a isso Civismo. Numa zona onde quase 80% dos habitantes e comerciantes infelizmente não concluiram o ensino escolar obrigatório e entre os quais cerca de 16% são analfabetos é uma causa difícil que só com o tempo criará raizes nomeadamente quando a médio prazo se começarem a notar os benefícios óbvios destas medidas nomeadamente com a requalificação do comércio local e uma fiscalização adequada.
Acessos ao Castelo condicionados congestionam vias envolventes
Por Marina Almeida
"O tempo que isto leva", comentam dois residentes que ontem observavam a nova azáfama gerada pelo condicionamento dos acessos de automóvel à zona do Castelo. Cada condutor que fazia assomar a sua viatura à Rua de Santiago, no acesso ao Largo do Contador-Mor, era recebido por dois funcionários da EMEL. Questionado do motivo da visita, recebia informação sobre as novas regras de circulação na zona e, finalmente, recolhia o pilarete. Entretanto, a fila de carros estendera-se já Rua do Limoeiro abaixo - com um polícia a orientar a confusão.
Ontem passaram todos. Os que iam buscar ou levar alguma encomenda, o que ia buscar o pai "que é idoso". Vigora ainda aquilo que uma das funcionárias da EMEL no local definiu como "período de teste". Depois vai ser "a sério", com a passagem a ser vedada a quem não cumpra os requisitos.
Há regras para aceder às ruas que bordejam o Castelo de São Jorge. Os residentes foram informados das mesmas em reuniões com responsáveis da empresa municipal de estacionamento. Cargas e descargas são permitidas de segunda a sábado das 8.00 às 11.00 e das 15.00 às 17.00, os carros de profissionais liberais e comerciantes (com actividade na zona) podem permanecer 90 minutos por dia, transportes públicos têm meia-hora para cada entrada - o mesmo que pessoas portadoras de deficiência e mobilidade reduzida.
Os residentes têm acesso 24 horas por dia e dispõem de um identificador, gratuito. "As visitas de netos e filhos - que esta é uma zona de população muito idosa - foram salvaguardadas. É possível fazer um almoço de família e entrarem os carros dos familiares, basta que o residente informe a junta das respectivas matrículas aí dois dias antes. Depois, a junta informa a EMEL e quando o familiar chegar à cancela, já existe o registo", explica Mário Ramos, tesoureiro da Junta de Freguesia de Santiago.
A EMEL recebeu mais de 500 pedidos de identificadores.
Passaram poucas horas desde o corte de trânsito [que começou a funcionar às 20.00 de segunda-feira] e Mário Ramos já sente a calma no Largo do Contador Mor. "Está muito tranquilo. O que se passava aqui é que as pessoas trabalham na baixa estacionavam às sete da manhã, só tiravam os carros à noite e entupiam isto tudo. Às vezes nem as ambulâncias passavam", relata. "Na Rua da Saudade então, o passeio nem existia!"
A ideia é partilhada por outros rostos familiares do local. Maria Deolinda Leonardo, proprietária da tabacaria do largo, abre o sorriso. "Estou plenamente de acordo, é bom para os comerciantes e para os residentes. Fui entrevistada há dois anos e disse isso e digo-lhe agora outra vez." Já Dulce Varela Almeida, que há 64 anos mora no prédio da Fundação Ricardo Espírito Santo ("ainda antes da fundação lá estar!"), aponta o facto de, no Largo das Portas do Sol, não estar salvaguardado estacionamento para os nove inquilinos que lá moram. Esta residente, que saiu do 37 muito antes da paragem porque o autocarro não andava "nem para trás nem para a frente", diz que no referido largo até estão carros à venda, "com prospectos nos vidros, parece um stand".
Jorge Silveira, empregado do restaurante Comidas de Santiago, tem agora que deixar o carro na Graça e receia os assaltos. Diz que "não havia confusão nenhuma, isto foi mais uma forma de ganhar dinheiro".
Um taxista, à espera, desabafa com a cliente: "O tempo que demoram a abrir isto! Parece que gozam com as pessoas, no Bairro Alto chegamos a estar cinco minutos à espera!" A dois passos, a senhora do número dois da Rua de Santiago, paredes meias com o pilarete, desabafa, olhando o trânsito e estendendo a colcha: "Granda procissão!"
domingo, outubro 08, 2006
OPERAÇÃO STOP
4 de Outubro, 9.49h. na Rua Cais de Santarém perto do Largo do Terreiro do Trigo, como habitualmente, desde que as camionetas de turismo deixaram de parar em frente à Sé, os carros circulam com dificuldade por entre os autocarros de Turimo que ocupam a via e os passeios, só que desta vez há um carro da Brigada de trânsito no local, até que enfim alguêm vai acabar com o caos... mas eis que um dos agentes regressa do Multibanco:
- "Sr. Agente não vai fazer nada?
- "Isto não é connosco vamos agora para um acidente"
- "Então mas acha bem?"
- "Olhe faça uma reclamação"

(carro da Brigada de trânsito no local)
O carro avança mais 50 metros (com dificuldade) e eis senão quando o carro passa o último dos autocarrros... mais de uma dezena de Agentes e veículos da PSP mandam parar novamente os carros numa vistosa operação STOP:

"- Sr. Agente lá atrás os carros não conseguem passar por causa do caos provocado pelos autocarros"
"- Ai, sim?"
"- É verdade e a situação repete-se todos os dias"
"- Está bem mas agora não podemos fazer nada, depois já se vê"


Ao fundo as camionetas à vista da patrulha da PSP (pelos vistos apenas aparentemente)
Comentários para quê? Os polícias vão continuar a brincar aos policias e aos ladrões e nós vamos continuar a fingir que eles estão a fazer o melhor que podem mas é óbvio que não é por falta de policias que as coisas não funcionam.
- "Sr. Agente não vai fazer nada?
- "Isto não é connosco vamos agora para um acidente"
- "Então mas acha bem?"
- "Olhe faça uma reclamação"

(carro da Brigada de trânsito no local)
O carro avança mais 50 metros (com dificuldade) e eis senão quando o carro passa o último dos autocarrros... mais de uma dezena de Agentes e veículos da PSP mandam parar novamente os carros numa vistosa operação STOP:

"- Sr. Agente lá atrás os carros não conseguem passar por causa do caos provocado pelos autocarros"
"- Ai, sim?"
"- É verdade e a situação repete-se todos os dias"
"- Está bem mas agora não podemos fazer nada, depois já se vê"


Ao fundo as camionetas à vista da patrulha da PSP (pelos vistos apenas aparentemente)
Comentários para quê? Os polícias vão continuar a brincar aos policias e aos ladrões e nós vamos continuar a fingir que eles estão a fazer o melhor que podem mas é óbvio que não é por falta de policias que as coisas não funcionam.
DO QUE SE QUEIXA A ANAFRE?
A Associação Nacional de Freguesias ANAFRE e a Associação Nacional de Munícipios ANMP queixam-se de falta de dinheiro. No entanto, o dinheiro para financiar os disparates da generalidade das Câmaras Municipais e das Juntas de Freguesia sai directamente do bolso dos contribuintes que são os principais prejudicados com a má gestão dessas instituições.
Por exemplo, entre Alfama e Castelo existe não UMA mas ... SEIS Juntas de Freguesia, sem contar com a Baixa (Madalena), quando as estatísticas mostram um acentuadado decréscimo da população no centro de Lisboa, de 12.500 em 1994 para 7.500 habitantes em 2001.
- A disseminação de poder pelas diversas áreas da CML, do Gabinete Técnico de Alfama, da Administração do Porto de Lisboa e pelas Juntas de Freguesia;
- a falta de visão, de capacidade e a ausência de objectivos e programas de acção das Juntas de Freguesia;
- a falta de formação básica (escolaridade) dos elementos dos órgãos das Juntas de Freguesia;
- e a necessidade de protagonismo (A Madalena em Guerra com a Sé, S. Miguel em guerra com S. Estêvão, etc.);
demonstram que não vale a pena continuar a despejar dinheiro num buraco sem fundo sem que haja primeiro uma estratégia comum para toda a zona histórica e uma única entidade a gerir a zona.
Não há dúvida que é urgente que avance a reforma do poder local e das finanças locais antes que o país se afunde neste despesismo alegre em que não há dinheiro para colocar sinais de trânsito nem pintar passadeiras mas há dinheiro para cartazes, para as comemorações dos feriados, ao som das marchas e das arruadas que é o que dá votos numa zona em que 78,3% da população nem sequer frequentou o ensino secundário obrigatório.
Por exemplo, entre Alfama e Castelo existe não UMA mas ... SEIS Juntas de Freguesia, sem contar com a Baixa (Madalena), quando as estatísticas mostram um acentuadado decréscimo da população no centro de Lisboa, de 12.500 em 1994 para 7.500 habitantes em 2001.
- A disseminação de poder pelas diversas áreas da CML, do Gabinete Técnico de Alfama, da Administração do Porto de Lisboa e pelas Juntas de Freguesia;
- a falta de visão, de capacidade e a ausência de objectivos e programas de acção das Juntas de Freguesia;
- a falta de formação básica (escolaridade) dos elementos dos órgãos das Juntas de Freguesia;
- e a necessidade de protagonismo (A Madalena em Guerra com a Sé, S. Miguel em guerra com S. Estêvão, etc.);
demonstram que não vale a pena continuar a despejar dinheiro num buraco sem fundo sem que haja primeiro uma estratégia comum para toda a zona histórica e uma única entidade a gerir a zona.
Não há dúvida que é urgente que avance a reforma do poder local e das finanças locais antes que o país se afunde neste despesismo alegre em que não há dinheiro para colocar sinais de trânsito nem pintar passadeiras mas há dinheiro para cartazes, para as comemorações dos feriados, ao som das marchas e das arruadas que é o que dá votos numa zona em que 78,3% da população nem sequer frequentou o ensino secundário obrigatório.
A POPULAÇÃO DE ALFAMA
EVOLUÇÃO DEMOGRÁFICA
Levantamento de 1988-1994
12.574 Habitantes
Homens: 45,7% Mulheres 54,3%
Jovens: 20%
Adultos: 50%
Idosos:30%
Censo de 2001 do INE
7.497 Habitantes
Homens: 44,5% Mulheres 55,4%
Jovens: 14,9%
Adultos: 55,9%
Idosos: 29,1%
EMPREGO
Durante anos as actividades portuárias foram um pólo de atracção para as vagas de várias gerações de migrantes. Aqui predomina uma população envelhecida, maioritariamente com baixo nível de instrução, com fracas qualificações profissionais, trabalhando no comércio e no sector terciário inferior e com um peso significativo de reformados.
Activos: 40,3%
Desempregados: 3,48%
Não activos: 56,15%
Reformados e pensionistas: 31,7%
ESCOLARIDADE
As habilitações não ultrapassam em média os primeiros ciclos de escolaridade.
Censo de 2001
Analfabetos: 14%
1, 2, 3 ciclos: 64,3%
Secundário: 12,26%
Curso médio ou superior: 9,4%
A generalidade dos jovens do centro estuda na Escola Secundária de Gil Vicente, localizada na freguesia de São Vicente de Fora. A escola recebe, assim, alunos que espelham o que parece ser a realidade social dos bairros popularese de pequena burguesia da Lisboa histórica: baixo grau de instrução e pouca variedade de interesses culturais, desemprego, trabalho precário, trabalho por turnos, problemas financeiros vários, dificuldades de acompanhamento dos filhos, quer em termos de quantidade quer em termos de qualidade do tempo com eles despendido. Uma parte significativa dos nossos alunos tem, à partida, poucas expectativas acerca do seu percurso e procura alcançar apenas objectivos mínimos de aprendizagem.
Para além de contar com este factor, ao longo da última década, a Escola Secundária de Gil Vicente tem vindo progressivamente a perder alunos. As causas para este decréscimo são muitas e variadas, mas têm por base questões de ordem demográfica e de fluxos populacionais no seio da Grande Lisboa, com a progressiva desertificação e envelhecimento do centro da cidade.
Com os jovens a saírem do centro para a periferia paralelamente à invasão de escritórios com o congestionamento das ruas e provocou a falta de vivência e o envelhecimento dos bairros típicos tornando os locais desinteressantes, desequipados ou obsoletos.
Tal como todos os bairros das freguesias centrais da cidade de Lisboa, também os bairros pertencentes à área de influência da escola têm assistido à saída de uma parte considerável da sua população para a periferia da cidade, onde o preço da habitação é menor, levando ao progressivo envelhecimento da sua população residente. No entanto, a atracção pelas áreas antigas que se tem verificado nos últimos anos permitiu a reabilitação de alguns dos edifícios degradados e a renovação de outros, o que desencadeou um fenómeno de gentrificação ou seja, a recente substituição dos anteriores moradores, pertencentes a classes populares, por residentes com outro perfil social, detentores de níveis bem mais elevados do ponto de vista económico e cultural.
A par desta nova dinâmica social, é de referir o número crescente de população imigrante das mais diversas origens a residir nestes bairros, contribuindo para uma maior heterogeneidade social, cultural e linguística, que é um reflexo do crescente multiculturalismo da cidade de Lisboa e da nossa escola.
É deste quadro socioeconómico que provém a esmagadora maioria dos alunos da Escola Secundária de Gil Vicente, o que ajuda a compreender as baixas expectativas relativamente à escola, as significativas taxas de insucesso e de abandono escolar e as escolhas dos percursos profissionais em detrimento da continuação dos estudos.
EDIFICADO
Existem algumas razões objectivas, que dificultam o repovoamento do centro por novos habitantes:
1 - O valor médio por m2 para arrendamento em Lisboa é mais elevado que em muitas cidades espanholas;
2 - Alfama sobreviveu ao terramoto quase intacta. No entanto, a tipologia dos fogos é de reduzida dimensão, muitas vezes degradados, com pouco espaço e fracamente iluminados:
T0 - 5,7%; T1 – 33,2%; T2 – 30,6%; T3 – 15,6%; T4 – 7,2%; T5 – 7,7%
Em Alfama e noutros bairros históricos de Lisboa e Porto há muitos fogos com 20 m2, ou menos, de área útil, e um fogo por piso. Estas áreas inviabilizam tipologias de acordo com os mínimos aceitáveis. Não faz sentido reabilitar um fogo mantendo uma tipologia completamente desadequada face à vivência actual. Mas se aumentam as áreas, alguns dos inquilinos terão que ser realojados noutros locais. Como é que o senhorio vai dirimir esta questão?
Caracterização do meio envolvente no Projecto educativo da Escola Secundária de Gil Vicente
Casar na Lisboa do séc. XIX – Duas freguesias em análise
A Complexidade Familiar em Alfama
«Análise Social», Número 166
Habitação e Mercado Imobiliário na Área Metropolitana de Lisboa
Espaços de co-residência e de entreajuda
Levantamento de 1988-1994
12.574 Habitantes
Homens: 45,7% Mulheres 54,3%
Jovens: 20%
Adultos: 50%
Idosos:30%
Censo de 2001 do INE
7.497 Habitantes
Homens: 44,5% Mulheres 55,4%
Jovens: 14,9%
Adultos: 55,9%
Idosos: 29,1%
EMPREGO
Durante anos as actividades portuárias foram um pólo de atracção para as vagas de várias gerações de migrantes. Aqui predomina uma população envelhecida, maioritariamente com baixo nível de instrução, com fracas qualificações profissionais, trabalhando no comércio e no sector terciário inferior e com um peso significativo de reformados.
Activos: 40,3%
Desempregados: 3,48%
Não activos: 56,15%
Reformados e pensionistas: 31,7%
ESCOLARIDADE
As habilitações não ultrapassam em média os primeiros ciclos de escolaridade.
Censo de 2001
Analfabetos: 14%
1, 2, 3 ciclos: 64,3%
Secundário: 12,26%
Curso médio ou superior: 9,4%
A generalidade dos jovens do centro estuda na Escola Secundária de Gil Vicente, localizada na freguesia de São Vicente de Fora. A escola recebe, assim, alunos que espelham o que parece ser a realidade social dos bairros popularese de pequena burguesia da Lisboa histórica: baixo grau de instrução e pouca variedade de interesses culturais, desemprego, trabalho precário, trabalho por turnos, problemas financeiros vários, dificuldades de acompanhamento dos filhos, quer em termos de quantidade quer em termos de qualidade do tempo com eles despendido. Uma parte significativa dos nossos alunos tem, à partida, poucas expectativas acerca do seu percurso e procura alcançar apenas objectivos mínimos de aprendizagem.
Para além de contar com este factor, ao longo da última década, a Escola Secundária de Gil Vicente tem vindo progressivamente a perder alunos. As causas para este decréscimo são muitas e variadas, mas têm por base questões de ordem demográfica e de fluxos populacionais no seio da Grande Lisboa, com a progressiva desertificação e envelhecimento do centro da cidade.
Com os jovens a saírem do centro para a periferia paralelamente à invasão de escritórios com o congestionamento das ruas e provocou a falta de vivência e o envelhecimento dos bairros típicos tornando os locais desinteressantes, desequipados ou obsoletos.
Tal como todos os bairros das freguesias centrais da cidade de Lisboa, também os bairros pertencentes à área de influência da escola têm assistido à saída de uma parte considerável da sua população para a periferia da cidade, onde o preço da habitação é menor, levando ao progressivo envelhecimento da sua população residente. No entanto, a atracção pelas áreas antigas que se tem verificado nos últimos anos permitiu a reabilitação de alguns dos edifícios degradados e a renovação de outros, o que desencadeou um fenómeno de gentrificação ou seja, a recente substituição dos anteriores moradores, pertencentes a classes populares, por residentes com outro perfil social, detentores de níveis bem mais elevados do ponto de vista económico e cultural.
A par desta nova dinâmica social, é de referir o número crescente de população imigrante das mais diversas origens a residir nestes bairros, contribuindo para uma maior heterogeneidade social, cultural e linguística, que é um reflexo do crescente multiculturalismo da cidade de Lisboa e da nossa escola.
É deste quadro socioeconómico que provém a esmagadora maioria dos alunos da Escola Secundária de Gil Vicente, o que ajuda a compreender as baixas expectativas relativamente à escola, as significativas taxas de insucesso e de abandono escolar e as escolhas dos percursos profissionais em detrimento da continuação dos estudos.
EDIFICADO
Existem algumas razões objectivas, que dificultam o repovoamento do centro por novos habitantes:
1 - O valor médio por m2 para arrendamento em Lisboa é mais elevado que em muitas cidades espanholas;
2 - Alfama sobreviveu ao terramoto quase intacta. No entanto, a tipologia dos fogos é de reduzida dimensão, muitas vezes degradados, com pouco espaço e fracamente iluminados:
T0 - 5,7%; T1 – 33,2%; T2 – 30,6%; T3 – 15,6%; T4 – 7,2%; T5 – 7,7%
Em Alfama e noutros bairros históricos de Lisboa e Porto há muitos fogos com 20 m2, ou menos, de área útil, e um fogo por piso. Estas áreas inviabilizam tipologias de acordo com os mínimos aceitáveis. Não faz sentido reabilitar um fogo mantendo uma tipologia completamente desadequada face à vivência actual. Mas se aumentam as áreas, alguns dos inquilinos terão que ser realojados noutros locais. Como é que o senhorio vai dirimir esta questão?
sábado, outubro 07, 2006
JARDINS DIGITAIS EM LISBOA
A CML avançou com o acesso grátis, sem limite de tempo e de tráfego, à internet sem fios em diversos espaços verdes da cidade.
O Parque Eduardo VII, Parque da Bela Vista, Jardim da Estrela, Miradouro de Santa Catarina, Alameda Afonso Henriques - Jardim da Fonte Luminosa e Jardim do Príncipe Real, o Parque de Monsanto, e o Miradouro da Graça são apenas alguns dos locais mais emblemáticos da cidade que irão ser abrangidos pelo Projecto-Piloto, a decorrer entre Novembro de 2006 e Junho de 2007.
Na Madeira já existem projectos semelhantes, nomeadamente no Funchal e no Porto Santo que são utilizados pela generalidade dos jovens que animam os espaços publicos e que podemos reaproveitar em Lisboa.
Projecto “Jardins Digitais” mais próximo da realidade
CML dá hoje início ao projecto-piloto «Jardins Digitais»
"Jardins Digitais" em Lisboa com PT Wi Fi
"Jardins Digitais" em Lisboa
O Parque Eduardo VII, Parque da Bela Vista, Jardim da Estrela, Miradouro de Santa Catarina, Alameda Afonso Henriques - Jardim da Fonte Luminosa e Jardim do Príncipe Real, o Parque de Monsanto, e o Miradouro da Graça são apenas alguns dos locais mais emblemáticos da cidade que irão ser abrangidos pelo Projecto-Piloto, a decorrer entre Novembro de 2006 e Junho de 2007.
Na Madeira já existem projectos semelhantes, nomeadamente no Funchal e no Porto Santo que são utilizados pela generalidade dos jovens que animam os espaços publicos e que podemos reaproveitar em Lisboa.
sexta-feira, setembro 29, 2006
ESTACIONAMENTO NA BAIXA ABRE GUERRA ENTRE FREGUESIAS VIZINHAS
Publicado no Público, 29-09-2006
"O presidente da Junta de Freguesia da Madalena, que desde o primeiro contacto da Câmara de Lisboa se manifestou agradado com o encerramento da Rua dos Bacalhoeiros ao trânsito, não gostou de ler no PÚBLICO que o presidente da vizinha Junta de Freguesia da Sé, Filipe Pontes, também na zona da Baixa, tinha negociado com a autarquia a manutenção de 15 lugares de estacionamento para residentes..." e continua ...
Quem é que ganha com guerras destas nos jornais?
Mais uma razão para acabar com as mini Juntas de Freguesia, sem visão, para criar uma única Junta para a zona histórica, com meios para por termo às guerras que só prejudicam os moradores e os comerciantes da zona histórica e apresentar medidas concretas como fez a Junta de Freguesia da Sé.
"O presidente da Junta de Freguesia da Madalena, que desde o primeiro contacto da Câmara de Lisboa se manifestou agradado com o encerramento da Rua dos Bacalhoeiros ao trânsito, não gostou de ler no PÚBLICO que o presidente da vizinha Junta de Freguesia da Sé, Filipe Pontes, também na zona da Baixa, tinha negociado com a autarquia a manutenção de 15 lugares de estacionamento para residentes..." e continua ...
Quem é que ganha com guerras destas nos jornais?
Mais uma razão para acabar com as mini Juntas de Freguesia, sem visão, para criar uma única Junta para a zona histórica, com meios para por termo às guerras que só prejudicam os moradores e os comerciantes da zona histórica e apresentar medidas concretas como fez a Junta de Freguesia da Sé.
segunda-feira, setembro 25, 2006
NÚMERO DE CARROS EM PORTUGAL AUMENTOU 135% EM 15 ANOS
Publicado em negocios.pt por Eva Gaspar
O número de carros a circular em Portugal aumentou exponencialmente nos últimos quinze anos. De acordo com dados do Eurostat, em 2004 existiam em Portugal 572 automóveis por cada mil habitante, mais 135% que em 1990.
De acordo com dados hoje divulgados pelo gabinete comunitário de estatística, em 1990 existiam no País 258 automóveis por cada mil habitantes, o que colocava Portugal claramente abaixo da média da União Europeia (355). Em 2004, porém, o rácio passou para 572, fazendo saltar o País para o terceiro lugar da tabela europeia, liderada pelo Luxemburgo (659) e pela Itália (581).
Os números do Eurostat revelam ainda que Portugal foi o terceiro país onde mais cresceu o número de viaturas entre 1994 e 2005 : 135%, que compara com uma média europeia de 38%.
Os crescimentos mais céleres registaram-se em dois países do Báltico – Lituânia (167%) e Letónia (142%). São estes, por seu turno, os países onde se registaram em 2004 mais mortes por acidentes na estrada: 222 mortes por cada milhão de habitantes no caso da Letónia e 218 no caso da Lituânia.
Nesta "tabela negra", Portugal ocupa o 8º lugar, com 124 mortes por milhão de habitantes. A média europeia é de 95, sendo Malta o país onde menos se morre na estrada, com 33 fatalidades por milhão de habitantes.
Número de carros em Portugal aumentou 135% em 15 anos
O Impacto dos Transportes no Ambiente e na Saúde Humana
O número de carros a circular em Portugal aumentou exponencialmente nos últimos quinze anos. De acordo com dados do Eurostat, em 2004 existiam em Portugal 572 automóveis por cada mil habitante, mais 135% que em 1990.
De acordo com dados hoje divulgados pelo gabinete comunitário de estatística, em 1990 existiam no País 258 automóveis por cada mil habitantes, o que colocava Portugal claramente abaixo da média da União Europeia (355). Em 2004, porém, o rácio passou para 572, fazendo saltar o País para o terceiro lugar da tabela europeia, liderada pelo Luxemburgo (659) e pela Itália (581).
Os números do Eurostat revelam ainda que Portugal foi o terceiro país onde mais cresceu o número de viaturas entre 1994 e 2005 : 135%, que compara com uma média europeia de 38%.
Os crescimentos mais céleres registaram-se em dois países do Báltico – Lituânia (167%) e Letónia (142%). São estes, por seu turno, os países onde se registaram em 2004 mais mortes por acidentes na estrada: 222 mortes por cada milhão de habitantes no caso da Letónia e 218 no caso da Lituânia.
Nesta "tabela negra", Portugal ocupa o 8º lugar, com 124 mortes por milhão de habitantes. A média europeia é de 95, sendo Malta o país onde menos se morre na estrada, com 33 fatalidades por milhão de habitantes.
MUNICÍPIOS PRIVILEGIAM TRANSPORTE PARTICULAR
DN, 25.09.06 por Elsa Costa e Silva
Os corredores bus não são uma prioridade para a maioria dos municípios portugueses e apenas um terço das autarquias tem parques ou vias próprias para bicicletas. A primazia continua a ser dada aos carros particulares, com metade das autarquias a planear construir mais parques de estacionamento nos próximos três anos. Quanto à avaliação dos munícipes sobre as condições de mobilidade, apenas 18% dos municípios realizaram inquéritos de satisfação.
Estes dados, revelados por um estudo da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP), mostram que os municípios portugueses têm ainda um "longo caminho a percorrer em termos de mobilidade sustentável". Realizada por Aurora Teixeira e Catarina Aroso Monteiro, a investigação teve por base um inquérito (ministrado entre Março e Dezembro de 2005) a todos os 308 concelhos, com perto de 200 a responder. E, no momento em que se assinala o fim da semana dedicada em Portugal aos temas da mobilidade, o estudo não deixa transparecer uma realidade muito animadora.
Contudo, assinalam as investigadoras, há sinais de uma "preocupação recente" com os problemas de gestão da mobilidade. Um compromisso que pode ser medido pelo facto de haver um número significativo de licenciados a trabalhar nesta matéria. Mas, explicam ainda as autoras do estudo, só seis municípios têm departamentos municipais de mobilidade, a maioria dos quais nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.
Mobilidade sustentável
Numa altura em que se sabe que os transportes são um dos sectores da economia que mais contribuem para a degradação ambiental (nomeadamente, pela emissão de gases com efeito de estufa), aumenta a pressão social para medidas que minimizem os efeitos negativos. O conceito de mobilidade sustentável associa a componente ambiental a uma combinação de eficiência económica e bem-estar pessoal.
Ou seja, trata-se de satisfazer hoje as necessidades da população, sem pôr em causa o amanhã - o que passa por promover o transporte público ou meios não poluidores (como as bicicletas), assegurar a intermodalidade entre os diferentes operadores (como bilhetes que servem para comboio, metro e autocarro, por exemplo, ou interfaces).
Inquirir os municípios sobre estas matérias (aferidas pela existência de estudos, planos e inquéritos de satisfação) parte do princípio de que "quem deverá ser responsável pela mobilidade sustentável é quem está mais perto da população", explica Aurora Teixeira. Só que, adianta a investigadora da FEP, "o poder local não tem autonomia em termos regulamentação ou financiamento, o que, por vezes, faz com que faltem os instrumentos para intervir".
Por outro lado, estratégias que, "do ponto de vista político, visam desviar as pessoas dos seus carros, implicam, economicamente, perder receitas importantes", alerta Aurora Teixeira. Do ponto de vista do poder central, os impostos indirectos sobre combustíveis são uma fatia importante do Orçamento do Estado e para os municípios há que contabilizar os "selos automóveis, as multas ou os parcómetros".
O cenário nacional
Deste estudo, salienta-se ainda o facto de apenas 30% dos municípios portugueses terem planos de mobilidade. A tendência, além de pouco abrangente, é também recente: 61,7% das autarquias apenas começaram a elaborar os planos nos últimos três anos. Os estudos municipais sobre a matéria são mais significativos: perto de metade dos inquiridos já os realizaram, a grande maioria dos quais (84%) nos últimos cinco anos. Mas grande parte destes planos, ressalvam as autoras, tinha como objectivo aferir as condições municipais para pessoas portadoras de deficiência.
Por outro lado, destaca o estudo, "é interessante notar que os primeiros municípios a realizar estudos de mobilidade em Portugal são bastante periféricos e interiores: Mação, Montalegre, Guarda e Faro. A investigação assinala ainda que as autarquias mais sensíveis aos temas da mobilidade sustentável são as do Norte, exceptuando a região do Douro, que é a menos "virada" para estas matérias.
No entanto, em termos de acções concertadas, faltam intervenções a nível, por exemplo, da intermodalidade: mais de dois terços dos municípios não têm bilhetes intermodais. E é claro que, assinalam as investigadoras, a necessidade "aguça" o apelo à intervenção. Assim, "municípios com mais problemas de mobilidade urbana (relacionados com maior taxa de carros particulares na população empregada, mais emprego e parques de estacionamento mais velhos) são também os que estão mais alerta aos temas da mobilidade sustentável". Por outro lado, o facto de participar em programas de reabilitação urbana (como Polis ou Urbcom) não leva necessariamente a uma maior consciência.
Os corredores bus não são uma prioridade para a maioria dos municípios portugueses e apenas um terço das autarquias tem parques ou vias próprias para bicicletas. A primazia continua a ser dada aos carros particulares, com metade das autarquias a planear construir mais parques de estacionamento nos próximos três anos. Quanto à avaliação dos munícipes sobre as condições de mobilidade, apenas 18% dos municípios realizaram inquéritos de satisfação.
Estes dados, revelados por um estudo da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP), mostram que os municípios portugueses têm ainda um "longo caminho a percorrer em termos de mobilidade sustentável". Realizada por Aurora Teixeira e Catarina Aroso Monteiro, a investigação teve por base um inquérito (ministrado entre Março e Dezembro de 2005) a todos os 308 concelhos, com perto de 200 a responder. E, no momento em que se assinala o fim da semana dedicada em Portugal aos temas da mobilidade, o estudo não deixa transparecer uma realidade muito animadora.
Contudo, assinalam as investigadoras, há sinais de uma "preocupação recente" com os problemas de gestão da mobilidade. Um compromisso que pode ser medido pelo facto de haver um número significativo de licenciados a trabalhar nesta matéria. Mas, explicam ainda as autoras do estudo, só seis municípios têm departamentos municipais de mobilidade, a maioria dos quais nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.
Mobilidade sustentável
Numa altura em que se sabe que os transportes são um dos sectores da economia que mais contribuem para a degradação ambiental (nomeadamente, pela emissão de gases com efeito de estufa), aumenta a pressão social para medidas que minimizem os efeitos negativos. O conceito de mobilidade sustentável associa a componente ambiental a uma combinação de eficiência económica e bem-estar pessoal.
Ou seja, trata-se de satisfazer hoje as necessidades da população, sem pôr em causa o amanhã - o que passa por promover o transporte público ou meios não poluidores (como as bicicletas), assegurar a intermodalidade entre os diferentes operadores (como bilhetes que servem para comboio, metro e autocarro, por exemplo, ou interfaces).
Inquirir os municípios sobre estas matérias (aferidas pela existência de estudos, planos e inquéritos de satisfação) parte do princípio de que "quem deverá ser responsável pela mobilidade sustentável é quem está mais perto da população", explica Aurora Teixeira. Só que, adianta a investigadora da FEP, "o poder local não tem autonomia em termos regulamentação ou financiamento, o que, por vezes, faz com que faltem os instrumentos para intervir".
Por outro lado, estratégias que, "do ponto de vista político, visam desviar as pessoas dos seus carros, implicam, economicamente, perder receitas importantes", alerta Aurora Teixeira. Do ponto de vista do poder central, os impostos indirectos sobre combustíveis são uma fatia importante do Orçamento do Estado e para os municípios há que contabilizar os "selos automóveis, as multas ou os parcómetros".
O cenário nacional
Deste estudo, salienta-se ainda o facto de apenas 30% dos municípios portugueses terem planos de mobilidade. A tendência, além de pouco abrangente, é também recente: 61,7% das autarquias apenas começaram a elaborar os planos nos últimos três anos. Os estudos municipais sobre a matéria são mais significativos: perto de metade dos inquiridos já os realizaram, a grande maioria dos quais (84%) nos últimos cinco anos. Mas grande parte destes planos, ressalvam as autoras, tinha como objectivo aferir as condições municipais para pessoas portadoras de deficiência.
Por outro lado, destaca o estudo, "é interessante notar que os primeiros municípios a realizar estudos de mobilidade em Portugal são bastante periféricos e interiores: Mação, Montalegre, Guarda e Faro. A investigação assinala ainda que as autarquias mais sensíveis aos temas da mobilidade sustentável são as do Norte, exceptuando a região do Douro, que é a menos "virada" para estas matérias.
No entanto, em termos de acções concertadas, faltam intervenções a nível, por exemplo, da intermodalidade: mais de dois terços dos municípios não têm bilhetes intermodais. E é claro que, assinalam as investigadoras, a necessidade "aguça" o apelo à intervenção. Assim, "municípios com mais problemas de mobilidade urbana (relacionados com maior taxa de carros particulares na população empregada, mais emprego e parques de estacionamento mais velhos) são também os que estão mais alerta aos temas da mobilidade sustentável". Por outro lado, o facto de participar em programas de reabilitação urbana (como Polis ou Urbcom) não leva necessariamente a uma maior consciência.
segunda-feira, setembro 18, 2006
O CONDICIONAMENTO DO TRÂNSITO CHEGOU AO CASTELO DE SÃO JORGE
Depois de vários anos de espera, por falta de coragem política e de muita falta de visão, apesar dos obstáculos levantados por alguns elementos da Junta de Freguesia do Castelo, o trânsito na zona do Castelo de São Jorge vai ser finalmente condicionado. Esta medida da CML é acompanhada pelo encerramento ao tráfego automóvel das ruas dos Bacalhoeiros e dos Arameiros na Baixa. Com esta medida nos próximos anos teremos a oportunidade de acompanhar a valorização da zona pedonal da Baixa do Castelo e de Alfama e do crescimento do Turismo de qualidade na zona histórica.
Notícia publicada no Publico.pt:
A partir de segunda-feira
Lisboa: movimento Fórum Cidadania aplaude corte de trânsito na zona histórica do Castelo 14.09.2006 - 16h51 Lusa

O movimento de lisboetas Fórum Cidadania Lisboa manifestou hoje satisfação com o encerramento da zona histórica do Castelo ao trânsito automóvel a partir de segunda-feira, afirmando que estas medidas "só pecam por tardias e escassas".
O encerramento definitivo daquelas ruas ao trânsito para não residentes entra em vigor segunda-feira, por ocasião da Semana Europeia da Mobilidade, anunciou a Câmara de Lisboa.
O Fórum Cidadania defende medidas idênticas, como restrições ao trânsito e ao estacionamento, para toda a baixa da cidade, desde o Marquês de Pombal ao Terreiro do Paço, tal como nas encostas da Sétima Colina e do Castelo de São Jorge.
Em comunicado, o Fórum acrescenta que a Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL) "deve demonstrar alguma flexibilidade" na aplicação do regulamento das zonas condicionadas, a fim de impedir que os bairros históricos se transformem "em zonas inacessíveis aos não residentes".
Para este movimento de cidadãos, é necessário acompanhar a situação nas zonas limítrofes, "pois a saída dos carros que anteriormente atulhavam o bairro do Castelo irá certamente agravar a vida nas ruas que ficaram de fora da zona condicionada".
Junta de Freguesia defende flexibilidade quanto ao estacionamento
Também a Junta de Freguesia do Castelo tem defendido alguma flexibilidade no que diz respeito ao estacionamento, nomeadamente o tempo de permanência das visitas, alegando que 60 a 70 por cento da população é idosa e precisa quase diariamente de cuidados de familiares.
De acordo com o gabinete da vereadora da Mobilidade na Câmara de Lisboa, Marina Ferreira, haverá "uma grande flexibilidade".
A zona do Castelo vai agora tornar-se numa área pedonal, ficando assegurado o acesso de táxis, autocarros de turismo e transporte público, moradores, cargas e descargas (das 08h00 às 10h00 e das 15h00 às 17h00, de segunda-feira a sábado), bem como serviços de emergência.
Lisboa movimento Fórum Cidadania aplaude corte de trânsito na zona histórica do Castelo
Notícia publicada no Publico.pt:
A partir de segunda-feira
Lisboa: movimento Fórum Cidadania aplaude corte de trânsito na zona histórica do Castelo 14.09.2006 - 16h51 Lusa

O movimento de lisboetas Fórum Cidadania Lisboa manifestou hoje satisfação com o encerramento da zona histórica do Castelo ao trânsito automóvel a partir de segunda-feira, afirmando que estas medidas "só pecam por tardias e escassas".
O encerramento definitivo daquelas ruas ao trânsito para não residentes entra em vigor segunda-feira, por ocasião da Semana Europeia da Mobilidade, anunciou a Câmara de Lisboa.
O Fórum Cidadania defende medidas idênticas, como restrições ao trânsito e ao estacionamento, para toda a baixa da cidade, desde o Marquês de Pombal ao Terreiro do Paço, tal como nas encostas da Sétima Colina e do Castelo de São Jorge.
Em comunicado, o Fórum acrescenta que a Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL) "deve demonstrar alguma flexibilidade" na aplicação do regulamento das zonas condicionadas, a fim de impedir que os bairros históricos se transformem "em zonas inacessíveis aos não residentes".
Para este movimento de cidadãos, é necessário acompanhar a situação nas zonas limítrofes, "pois a saída dos carros que anteriormente atulhavam o bairro do Castelo irá certamente agravar a vida nas ruas que ficaram de fora da zona condicionada".
Junta de Freguesia defende flexibilidade quanto ao estacionamento
Também a Junta de Freguesia do Castelo tem defendido alguma flexibilidade no que diz respeito ao estacionamento, nomeadamente o tempo de permanência das visitas, alegando que 60 a 70 por cento da população é idosa e precisa quase diariamente de cuidados de familiares.
De acordo com o gabinete da vereadora da Mobilidade na Câmara de Lisboa, Marina Ferreira, haverá "uma grande flexibilidade".
A zona do Castelo vai agora tornar-se numa área pedonal, ficando assegurado o acesso de táxis, autocarros de turismo e transporte público, moradores, cargas e descargas (das 08h00 às 10h00 e das 15h00 às 17h00, de segunda-feira a sábado), bem como serviços de emergência.
segunda-feira, agosto 21, 2006
LISBOA ACOLHE II BIENAL INTERNACIONAL DA LUZ EM SETEMBRO
Lisboa será palco de 21 a 30 de Setembro da segunda edição da Bienal Internacional da Luz - Luzboa 2006 -, um evento dedicado à luz e iluminação que leva à rua várias manifestações de arte contemporânea. Ao longo da cidade vão ser criados três percursos que atravessam zonas carismáticas, transformadas com projectos de iluminação originais, celebrando a noite e promovendo várias intervenções artísticas, anunciou hoje em conferência de imprensa Mário Caeiro, director da Bienal.
O evento, que este ano decorre sob o lema «A arte atravessa contigo a noite», é uma iniciativa da associação cultural Extramuros (que actua no espaço público desde 2000), em parceria com a câmara de Lisboa, a EDP e a embaixada de França, contando ainda com apoios de várias marcas e empresas.
Durante várias noites, será promovida a imagem de Lisboa que poderá ser vista transformada pela arte da Luz que ilumina edifícios, ruas e monumentos, apresenta projecções, esculturas e figuras que actuam com fatos iluminados.
O percurso da «Lisboa aristocrática», que vai do Príncipe Real ao Largo de Camões, será dominado pelo vermelho.
Neste caminho, poderá ser vista uma estrutura iluminada idêntica a um electrocardiograma, obra da artista checa Jana Matejkova intitulada Coração, que pretende criar «as pulsações» da cidade.
Mais à frente, o jardim de S. Pedro de Alcântara vai ser iluminado com lanternas vermelhas, a sinalizar o seu actual estado: fechado para obras de remodelação.
O percurso da «Lisboa Pombalina» vai do Chiado a Santa Justa, onde predomina a cor verde.
No Chiado haverá projecções em edifícios, no Largo de São Carlos haverá uma instalação-escultura, Cavalo de Tróia, da autoria do artista Bruno Peinado, uma peça que brilha e gira sobre uma base e permite neste espaço um jogo de reflexos.
No espaço dos antigos Armazéns do Chiado haverá uma projecção com «uma floresta» de luz, um projecto com o nome Sur Nature, da autoria de Miguel Chevalier, um artista que nasceu no México e vive em França.
Finalmente, será iluminado a azul o caminho da «Lisboa Antiga», que vai das Escadinhas de São Cristóvão até Alfama, num percurso onde haverá também uma intervenção sonora, com fado gravado, a acompanhar a projecção de retratos de habitantes do bairro.
Na Costa do Castelo vai estar «2004-Light, Color and no Sound», da autoria do português Pedro Cabral Santos, e no Miradouro de Santa Luzia uma peça fotográfica descrita como «monumental», que apresenta uma figura feminina tendo como cenário o céu estrelado de Lisboa.
A bienal vai ainda sugerir um novo projecto de iluminação permanente para o Panteão Nacional, mais ténue do que o actual e com uma mutação de cor muita lenta, explicou Samuel Fernandes, coordenador-geral da iniciativa.
Esta será a segunda edição da Luzboa, depois de a primeira iniciativa do género ter decorrido entre Maio e Setembro de 2004.
Diário Digital / Lusa 18-07-2006 7:01:10
Luzboa 2006
O evento, que este ano decorre sob o lema «A arte atravessa contigo a noite», é uma iniciativa da associação cultural Extramuros (que actua no espaço público desde 2000), em parceria com a câmara de Lisboa, a EDP e a embaixada de França, contando ainda com apoios de várias marcas e empresas.
Durante várias noites, será promovida a imagem de Lisboa que poderá ser vista transformada pela arte da Luz que ilumina edifícios, ruas e monumentos, apresenta projecções, esculturas e figuras que actuam com fatos iluminados.
O percurso da «Lisboa aristocrática», que vai do Príncipe Real ao Largo de Camões, será dominado pelo vermelho.
Neste caminho, poderá ser vista uma estrutura iluminada idêntica a um electrocardiograma, obra da artista checa Jana Matejkova intitulada Coração, que pretende criar «as pulsações» da cidade.
Mais à frente, o jardim de S. Pedro de Alcântara vai ser iluminado com lanternas vermelhas, a sinalizar o seu actual estado: fechado para obras de remodelação.
O percurso da «Lisboa Pombalina» vai do Chiado a Santa Justa, onde predomina a cor verde.
No Chiado haverá projecções em edifícios, no Largo de São Carlos haverá uma instalação-escultura, Cavalo de Tróia, da autoria do artista Bruno Peinado, uma peça que brilha e gira sobre uma base e permite neste espaço um jogo de reflexos.
No espaço dos antigos Armazéns do Chiado haverá uma projecção com «uma floresta» de luz, um projecto com o nome Sur Nature, da autoria de Miguel Chevalier, um artista que nasceu no México e vive em França.
Finalmente, será iluminado a azul o caminho da «Lisboa Antiga», que vai das Escadinhas de São Cristóvão até Alfama, num percurso onde haverá também uma intervenção sonora, com fado gravado, a acompanhar a projecção de retratos de habitantes do bairro.
Na Costa do Castelo vai estar «2004-Light, Color and no Sound», da autoria do português Pedro Cabral Santos, e no Miradouro de Santa Luzia uma peça fotográfica descrita como «monumental», que apresenta uma figura feminina tendo como cenário o céu estrelado de Lisboa.
A bienal vai ainda sugerir um novo projecto de iluminação permanente para o Panteão Nacional, mais ténue do que o actual e com uma mutação de cor muita lenta, explicou Samuel Fernandes, coordenador-geral da iniciativa.
Esta será a segunda edição da Luzboa, depois de a primeira iniciativa do género ter decorrido entre Maio e Setembro de 2004.
Diário Digital / Lusa 18-07-2006 7:01:10
terça-feira, agosto 15, 2006
AS COLECTIVIDADES DE ALFAMA E DO CASTELO
Academia Recreativa Leais Amigos
Calçada São Vicente 85,1º-E
São Vicente de Fora
Centro Convívio dos Reformados de Alfama
Beco da Corvinha, 1
1100-173 Lisboa
Telef. 218 884 571
Centro Cultural Doutor Magalhães Lima
Fundado em 1975 organiza a marcha de Alfama
Rua do Salvador, 2-A
Centro de Cultura Popular de Santa Engrácia
Organiza a marcha de Santa Engrácia
Calçada Barbadinhos 49/49-A
Santa Engrácia
Centro Paroquial Bem Estar e Social de Alfama
Beco da Bicha, 2
1100-095 Lisboa
Telef. 218 875 045
Grupo Desportivo do Castelo
Organiza a marcha do Castelo
Rua do Recolhimento 51-A
Castelo
Grupo Sportivo Adicense
Fundado em 26.01.1916. Disponibiza acesso à Internet nas suas instalações ao abrigo do programa POSI
Rua Norberto de Araújo nº 19
São Miguel
Lusitano Clube
Fundado em 01.12.1905
Site: http://lusitano-clube.blogspot.com
e-mail: lusitanoclube@hotmail.com
Rua São João da Praça 81-R/C
Sé
Sociedade da Boa União
Beco das Cruzes 9
São Miguel
Sport Benfica Corvense
Rua das Escolas Gerais, 7
São Vicente de Fora
Tejolense Atlético Clube
Rua das Escolas Gerais, 30
Santo Estevão
Sociedade de Bairro. Dinâmicas Sociais da Identidade Cultural
Uma certa ideia de cidade: popular, bairrista, pitoresca
Entre o cais e o castelo: identidade cultural num tecido inegualitário
Calçada São Vicente 85,1º-E
São Vicente de Fora
Centro Convívio dos Reformados de Alfama
Beco da Corvinha, 1
1100-173 Lisboa
Telef. 218 884 571
Centro Cultural Doutor Magalhães Lima
Fundado em 1975 organiza a marcha de Alfama
Rua do Salvador, 2-A
Centro de Cultura Popular de Santa Engrácia
Organiza a marcha de Santa Engrácia
Calçada Barbadinhos 49/49-A
Santa Engrácia
Centro Paroquial Bem Estar e Social de Alfama
Beco da Bicha, 2
1100-095 Lisboa
Telef. 218 875 045
Grupo Desportivo do Castelo
Organiza a marcha do Castelo
Rua do Recolhimento 51-A
Castelo
Grupo Sportivo Adicense
Fundado em 26.01.1916. Disponibiza acesso à Internet nas suas instalações ao abrigo do programa POSI
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São Miguel
Lusitano Clube
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e-mail: lusitanoclube@hotmail.com
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Santo Estevão
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PLANO DE MARKETING ESTRATÉGICO PROPÕE CENTRALIDADES TURÍSTICAS PARA LISBOA
A centralidade estratégica, que é Lisboa Cidade do ponto de vista turístico, deve ser desenvolvida com base em três micro-centralidades – Belém, Parque das Nações e Centro Histórico - articuladas entre si pelo Rio Tejo e pela Zona Ribeirinha e a sua promoção deve ser coordenada com outras centralidades de nível regional – Estoril; Península de Setúbal/Tróia e Sintra.
Esta é uma das principais ideias apresentadas a cerca de cinquenta entidades representativas do sector que, reunidas hoje em Conselho de Marketing, vieram à sede da Associação Turismo de Lisboa conhecer as bases orientadoras do Plano Estratégico do Turismo de Lisboa 2007-2010, que está em curso desde Janeiro e deverá estar concluído ainda este semestre.
O Plano, abreviadamente chamado de TLx10, visa definir a visão estratégica para o turismo de Lisboa nos próximos quatro anos, avaliar e definir o âmbito territorial da Área Promocional de Lisboa, identificar oportunidades, prioridades e áreas de intervenção e lançar as bases para acções concretas de desenvolvimento sustentado.
A reunião de hoje teve como principal objectivo abrir a discussão sobre as principais conclusões do diagnóstico efectuado pelos consultores sobre o destino Lisboa e discutir as bases para essa visão estratégica.
No diagnóstico foram tomados como ponto de partida os destinos concorrenciais de Lisboa que registam as melhores práticas, designadamente Barcelona, Copenhaga e Praga.
As principais tendências da indústria de turismo apontam para um crescimento do mercado mundial de city break, verificando-se uma grande concorrência entre cidades e uma maior sofisticação na estruturação da oferta.
Neste contexto, existe um aumento das viagens de curta duração – entre 2000 e 2004, registou-se um crescimento médio anual do número de turistas de cerca de 7% - e dos gastos com a estadia, sendo que o segmento entre os 40 e os 59 anos de idade tem vindo a ganhar importância e apresenta uma despesa acima da média, ou seja superior a 615 euros. A Internet é outro dos factores de diferenciação, assumindo um papel cada vez mais importante ao nível da promoção, disponibilização da informação e marcação de transporte e hotel, em especial para os clientes que procuram preço e simplicidade.
As cidades têm vindo a aumentar a sofisticação da sua oferta, competindo em todo o “ciclo” para atrair e fidelizar turistas. Assim, a realização de eventos com mediatismo a nível mundial e de eventos regulares com carácter internacional, a diversificação de produtos oferecidos, a captação de rotas de companhias de aviação, em especial low cost, a melhoria do espaço urbano, a qualidade de serviço, entretenimento e animação constituem os factores decisivos.
Lisboa supera as expectativas de 75% dos turistas
Lisboa tem conseguido atrair, ao longo dos últimos anos, um número cada vez maior de turistas, por ter conseguido melhorar o seu posicionamento internacional mas também pelo incremento da qualidade de oferta hoteleira e pela organização de eventos de dimensão turisticamente relevante.
O turista-tipo de Lisboa viaja acompanhado, tem entre 36 e 55 anos e um curso superior. Em cada cinco turistas que visitam Lisboa, quatro consideram voltar, sendo que 75% dos turistas considerou a sua experiência acima das expectativas.
O crescimento do número de turistas que visitam Lisboa, 3% entre o período de 2000 a 2005, é superior ao de grandes cidades, designadamente face a Londres, Madrid, Amesterdão e Paris e tem potencial para igualar as melhores práticas, ou seja, competir com destinos como Copenhaga, Barcelona e Praga.
Espanha ocupa a primeira posição na origem de turistas para a Região de Lisboa, representando uma quinta parte do número total de turistas e de dormidas. No entanto, a duração média da estadia tem vindo a diminuir, sendo os turistas da Escandinávia e da Alemanha os que passam mais dias em Lisboa.
A capacidade hoteleira e a taxa de ocupação têm caminhado a par, ainda que Lisboa apresente um potencial de subida. Comparativamente a outras grandes cidades europeias, Lisboa consegue uma taxa de ocupação de 63%, abaixo dos 73% de Londres, a melhor de todas, dos 70% de Barcelona, ou dos 64% de Paris. O custo do short break em Lisboa está também na média mas ligeiramente acima das cidades benchmark.
Lisboa é competitiva em termos de custo de alojamento, embora enfrente concorrência de cidades do Leste, como Varsóvia. No entanto, se o alojamento é economicamente mais acessível, um dos grandes factores de penalização da competitividade de Lisboa reside nos preços das viagens de avião, onde até as companhias low-cost apresentam preços comparativamente elevados, o que coloca a capital portuguesa “entre os três destinos mais caros, depois de Varsóvia e Amesterdão”.
Promoção deve contemplar novos mercados
O estudo aponta como objectivos estratégicos o aumento do número de turistas internacionais, o aumento de receitas e a manutenção dos actuais níveis de satisfação. Para atingir os objectivos propostos, pretende apostar em elementos de atractividade que potenciem o destino. A história, a vocação resort e a dimensão humana de Lisboa são as mais valias do destino e onde tem assentado a actual estratégia, à qual acresce uma nova valência que nos últimos anos têm diferenciado a região, a modernidade, associada aos valores de autenticidade e diversificação de experiências.
Paralelamente às valências de Lisboa, o plano de promoção da região antevê os segmentos, mercados e motivações a apostar ao nível estratégico, de forma a afirmar a atractividade da Região enquanto destino turístico, nos elementos onde as suas mais valias mais sobressaem.
O diagnóstico agora apresentado reflecte o desenvolvimento de novos mercados emissores para o segmento de turismo de negócios, e onde importa reforçar a promoção, como o Brasil, a Holanda e a Escandinávia.
Até agora, a aposta na promoção de Lisboa fazia-se principalmente no segmento tradicional dos escalões etários compreendidos entre os 40 e os 60 anos, junto dos principais mercados emissores europeus e norte-americano. O diagnóstico apresentado aponta para a necessidade de reforçar a promoção junto de segmentos alvo diferentes, quer a nível etário, quer a nível geográfico, nomeadamente no segmento das pessoas mais idosas, com idade superior a 60 anos, e junto dos jovens adultos, com idades compreendidas entre os 25 e os 40 anos. O Brasil, a Holanda, a Escandinávia, a Europa e Leste e o Japão, surgem como mercados emissores onde se pretende apostar num reforço da promoção.
Turismo de Lisboa organiza-se por centralidades
Os consultores procederam, também, a uma reflexão acerca da questão territorial do marketing turístico de Lisboa, concluindo com o reconhecimento da importância da centralidade estratégica da Cidade.
Consideraram, também, que o planeamento e promoção turística não deve ter enfoque exclusivo da Cidade; deve sim ter em conta uma proposta de valor que alie os conceitos Cidade e Resort, embora seja difícil que o plano de marketing abranja toda a actual área turístico-promocional salvo relativamente a alguns produtos como o Golfe, o Turismo Religioso e o Turismo Residencial.
Lisboa apresenta-se com o núcleo urbano envolvido por áreas de múltiplas motivações turísticas, que contrastam e complementam a oferta da cidade. De forma a afirmar as mais valias do destino como um todo, focando nos diferentes pólos de atracção, urge diferenciar os centros de produção turística, com vista à exploração da diversidade da oferta.
Tendo como âncora do destino a Cidade de Lisboa, é necessário distinguir as outras centralidades regionais - Estoril, Península de Setúbal/Tróia e Sintra - com diferentes propostas de valor, resultantes dos seus elementos de atractividade e elevado interesse ao nível do ‘resort’,.
Torna-se importante também salientar a importância das micro-centralidades de Lisboa, como sejam o Centro Histórico (abrangendo a Baixa-Chiado, o Bairro Alto, Alfama e a Avenida da Liberdade/Parque Eduardo VII), a cidade moderna (Parque das Nações) e Belém. Locais que apesar de terem menor dimensão, apresentam propostas de valor integradoras da marca Lisboa. Estas micro centralidades são articuladas ente si através do elemento estruturante que é o Rio Tejo e a Zona Ribeirinha.
A estes diferentes núcleos diferenciados do destino conflui um elemento comum, a comunicação que se apresenta integrada num plano global da região, tendo em conta a oferta específica para cada uma das centralidades.
De forma a potenciar a promoção do destino Lisboa, existem componentes que actuam transversalmente às centralidades previamente definidas. A existência de grandes eventos, a gastronomia, urbanismo, qualidade dos serviços e acessibilidades são factores importantes na promoção e transversais a todo o destino.
Informações adicionais:
Isabel Carriço / Paula Girão. LPMcom – Marketing Institucional
Tel. 21 850 81 10 gabinetedeimprensa@lpmcom.pt, isabelcarrico@lpmcom.pt
Esta é uma das principais ideias apresentadas a cerca de cinquenta entidades representativas do sector que, reunidas hoje em Conselho de Marketing, vieram à sede da Associação Turismo de Lisboa conhecer as bases orientadoras do Plano Estratégico do Turismo de Lisboa 2007-2010, que está em curso desde Janeiro e deverá estar concluído ainda este semestre.
O Plano, abreviadamente chamado de TLx10, visa definir a visão estratégica para o turismo de Lisboa nos próximos quatro anos, avaliar e definir o âmbito territorial da Área Promocional de Lisboa, identificar oportunidades, prioridades e áreas de intervenção e lançar as bases para acções concretas de desenvolvimento sustentado.
A reunião de hoje teve como principal objectivo abrir a discussão sobre as principais conclusões do diagnóstico efectuado pelos consultores sobre o destino Lisboa e discutir as bases para essa visão estratégica.
No diagnóstico foram tomados como ponto de partida os destinos concorrenciais de Lisboa que registam as melhores práticas, designadamente Barcelona, Copenhaga e Praga.
As principais tendências da indústria de turismo apontam para um crescimento do mercado mundial de city break, verificando-se uma grande concorrência entre cidades e uma maior sofisticação na estruturação da oferta.
Neste contexto, existe um aumento das viagens de curta duração – entre 2000 e 2004, registou-se um crescimento médio anual do número de turistas de cerca de 7% - e dos gastos com a estadia, sendo que o segmento entre os 40 e os 59 anos de idade tem vindo a ganhar importância e apresenta uma despesa acima da média, ou seja superior a 615 euros. A Internet é outro dos factores de diferenciação, assumindo um papel cada vez mais importante ao nível da promoção, disponibilização da informação e marcação de transporte e hotel, em especial para os clientes que procuram preço e simplicidade.
As cidades têm vindo a aumentar a sofisticação da sua oferta, competindo em todo o “ciclo” para atrair e fidelizar turistas. Assim, a realização de eventos com mediatismo a nível mundial e de eventos regulares com carácter internacional, a diversificação de produtos oferecidos, a captação de rotas de companhias de aviação, em especial low cost, a melhoria do espaço urbano, a qualidade de serviço, entretenimento e animação constituem os factores decisivos.
Lisboa supera as expectativas de 75% dos turistas
Lisboa tem conseguido atrair, ao longo dos últimos anos, um número cada vez maior de turistas, por ter conseguido melhorar o seu posicionamento internacional mas também pelo incremento da qualidade de oferta hoteleira e pela organização de eventos de dimensão turisticamente relevante.
O turista-tipo de Lisboa viaja acompanhado, tem entre 36 e 55 anos e um curso superior. Em cada cinco turistas que visitam Lisboa, quatro consideram voltar, sendo que 75% dos turistas considerou a sua experiência acima das expectativas.
O crescimento do número de turistas que visitam Lisboa, 3% entre o período de 2000 a 2005, é superior ao de grandes cidades, designadamente face a Londres, Madrid, Amesterdão e Paris e tem potencial para igualar as melhores práticas, ou seja, competir com destinos como Copenhaga, Barcelona e Praga.
Espanha ocupa a primeira posição na origem de turistas para a Região de Lisboa, representando uma quinta parte do número total de turistas e de dormidas. No entanto, a duração média da estadia tem vindo a diminuir, sendo os turistas da Escandinávia e da Alemanha os que passam mais dias em Lisboa.
A capacidade hoteleira e a taxa de ocupação têm caminhado a par, ainda que Lisboa apresente um potencial de subida. Comparativamente a outras grandes cidades europeias, Lisboa consegue uma taxa de ocupação de 63%, abaixo dos 73% de Londres, a melhor de todas, dos 70% de Barcelona, ou dos 64% de Paris. O custo do short break em Lisboa está também na média mas ligeiramente acima das cidades benchmark.
Lisboa é competitiva em termos de custo de alojamento, embora enfrente concorrência de cidades do Leste, como Varsóvia. No entanto, se o alojamento é economicamente mais acessível, um dos grandes factores de penalização da competitividade de Lisboa reside nos preços das viagens de avião, onde até as companhias low-cost apresentam preços comparativamente elevados, o que coloca a capital portuguesa “entre os três destinos mais caros, depois de Varsóvia e Amesterdão”.
Promoção deve contemplar novos mercados
O estudo aponta como objectivos estratégicos o aumento do número de turistas internacionais, o aumento de receitas e a manutenção dos actuais níveis de satisfação. Para atingir os objectivos propostos, pretende apostar em elementos de atractividade que potenciem o destino. A história, a vocação resort e a dimensão humana de Lisboa são as mais valias do destino e onde tem assentado a actual estratégia, à qual acresce uma nova valência que nos últimos anos têm diferenciado a região, a modernidade, associada aos valores de autenticidade e diversificação de experiências.
Paralelamente às valências de Lisboa, o plano de promoção da região antevê os segmentos, mercados e motivações a apostar ao nível estratégico, de forma a afirmar a atractividade da Região enquanto destino turístico, nos elementos onde as suas mais valias mais sobressaem.
O diagnóstico agora apresentado reflecte o desenvolvimento de novos mercados emissores para o segmento de turismo de negócios, e onde importa reforçar a promoção, como o Brasil, a Holanda e a Escandinávia.
Até agora, a aposta na promoção de Lisboa fazia-se principalmente no segmento tradicional dos escalões etários compreendidos entre os 40 e os 60 anos, junto dos principais mercados emissores europeus e norte-americano. O diagnóstico apresentado aponta para a necessidade de reforçar a promoção junto de segmentos alvo diferentes, quer a nível etário, quer a nível geográfico, nomeadamente no segmento das pessoas mais idosas, com idade superior a 60 anos, e junto dos jovens adultos, com idades compreendidas entre os 25 e os 40 anos. O Brasil, a Holanda, a Escandinávia, a Europa e Leste e o Japão, surgem como mercados emissores onde se pretende apostar num reforço da promoção.
Turismo de Lisboa organiza-se por centralidades
Os consultores procederam, também, a uma reflexão acerca da questão territorial do marketing turístico de Lisboa, concluindo com o reconhecimento da importância da centralidade estratégica da Cidade.
Consideraram, também, que o planeamento e promoção turística não deve ter enfoque exclusivo da Cidade; deve sim ter em conta uma proposta de valor que alie os conceitos Cidade e Resort, embora seja difícil que o plano de marketing abranja toda a actual área turístico-promocional salvo relativamente a alguns produtos como o Golfe, o Turismo Religioso e o Turismo Residencial.
Lisboa apresenta-se com o núcleo urbano envolvido por áreas de múltiplas motivações turísticas, que contrastam e complementam a oferta da cidade. De forma a afirmar as mais valias do destino como um todo, focando nos diferentes pólos de atracção, urge diferenciar os centros de produção turística, com vista à exploração da diversidade da oferta.
Tendo como âncora do destino a Cidade de Lisboa, é necessário distinguir as outras centralidades regionais - Estoril, Península de Setúbal/Tróia e Sintra - com diferentes propostas de valor, resultantes dos seus elementos de atractividade e elevado interesse ao nível do ‘resort’,.
Torna-se importante também salientar a importância das micro-centralidades de Lisboa, como sejam o Centro Histórico (abrangendo a Baixa-Chiado, o Bairro Alto, Alfama e a Avenida da Liberdade/Parque Eduardo VII), a cidade moderna (Parque das Nações) e Belém. Locais que apesar de terem menor dimensão, apresentam propostas de valor integradoras da marca Lisboa. Estas micro centralidades são articuladas ente si através do elemento estruturante que é o Rio Tejo e a Zona Ribeirinha.
A estes diferentes núcleos diferenciados do destino conflui um elemento comum, a comunicação que se apresenta integrada num plano global da região, tendo em conta a oferta específica para cada uma das centralidades.
De forma a potenciar a promoção do destino Lisboa, existem componentes que actuam transversalmente às centralidades previamente definidas. A existência de grandes eventos, a gastronomia, urbanismo, qualidade dos serviços e acessibilidades são factores importantes na promoção e transversais a todo o destino.
Informações adicionais:
Isabel Carriço / Paula Girão. LPMcom – Marketing Institucional
Tel. 21 850 81 10 gabinetedeimprensa@lpmcom.pt, isabelcarrico@lpmcom.pt
sábado, agosto 12, 2006
ENTRAR NO CASTELO DE SÃO JORGE VAI CUSTAR CINCO EUROS
Por António José Cerejo, PÚBLICO 12.08.2006
Os bilhetes de entrada no Castelo de São Jorge vão subir de três para cinco euros dentro de um ou dois meses. A decisão foi tomada pelo vereador da Cultura da Câmara de Lisboa, José Amaral Lopes, que a justificou ao PÚBLICO com a necessidade de financiar as "avultadas" despesas correntes e de conservação do monumento, bem como os investimentos há muito previstos.
A entrada no castelo deixou de ser gratuita em 2004, altura em que a EGEAC, a empresa municipal responsável pela gestão daquele espaço, passou a cobrar três euros por visitante. A medida provocou então uma acesa controvérsia, em que sobressaíram os mediáticos protestos do fadista Nuno da Câmara Pereira. Isentos de pagamento ficaram os residentes em Lisboa, bem como os menores de dez anos e os maiores de 65 anos.
Além destas isenções, que vão manter-se depois do aumento, foram estabelecidos descontos de 90 por cento para grupos escolares organizados e de 50 por cento para estudantes e famílias de mais de três pessoas. Estas reduções vão também manter-se.
Em defesa da política de acessos pagos ao local, Amaral Lopes, que é também presidente da EGEAC, argumenta que "os estudos feitos por técnicos e empresas de consultoria desde 1995 mostram que a cobrança de ingressos no castelo é uma condição de viabilidade da EGEAC". Confrontado com a dimensão do aumento - 66 por cento -, o autarca e ex-secretário de Estado da Cultura afirma que os estudos realizados determinavam a aplicação desse aumento em 2004, visto que "não é possível garantir de outro modo a obrigação municipal de conservar e preservar o castelo".
Na opinião de Amaral Lopes, a subida dos bilhetes não aconteceu em 2004 e 2005 "por falta de capacidade política para tomar decisões impopulares", embora se trate de "decisões de boa gestão". Sublinhando que a entrada no monumento dá também acesso, sem pagamento adicional, a uma série de atracções - que incluem exposições e o centro de interpretação da cidade, com recurso a meios audiovisuais e multimedia, e ainda a Câmara Escura, um periscópio que permite fazer uma viagem de 360º sobre Lisboa -, o vereador sustenta que as visitas a este tipo de monumentos são quase sempre pagas.
850 mil pagantes em 2005
De acordo com o autarca, as despesas correntes e de conservação do castelo ascendem a 1,5 milhões de euros por ano e há numerosos projectos, incluindo a abertura da estação arqueológica da Praça Nova e de um núcleo museológico, que há muitos anos são adiados por falta de verbas.
"Só para se ser politicamente simpático não se faz nada, mas comigo não contem com isso", salienta, assumindo que não receia as críticas. "Não estou aqui para evitar polémicas, mas para defender o interesse público."
A entrada em vigor da nova tarifa só deverá ocorrer dentro de um ou dois meses, "logo que estejam concluídos os procedimentos administrativos e legais" exigíveis. "Esta é uma decisão fundamentada. Não é um capricho e estou convencido de que assim estou a defender o interesse público. Se houver polémica, ainda bem", acrescenta Amaral Lopes.
O "rumor" de que este aumento estaria em preparação foi objecto de uma pergunta dirigida pelo vereador José Sá Fernandes ao seu colega da Cultura na reunião pública do executivo municipal realizada no fim de Julho, mas Amaral Lopes limitou-se a dizer que não comentava rumores.
"Afinal não era nenhum rumor, até porque consta do plano de actividades da EGEAC para 2006, que naquela altura já estava pronto, mas ainda não foi apresentado à câmara, apesar de já estarmos em Agosto, tal como não o foi o relatório e contas do ano passado", comentou ontem Sá Fernandes. "A sensação que me dá é que este aumento se destina a financiar a EGEAC. Mas como não conheço o plano de actividades, nem as contas, nem os projectos da empresa, não estou em condições de comentar o caso", disse o vereador.
O Castelo de São Jorge recebeu no ano passado cerca de um milhão de visitantes, dos quais perto de 850 mil pagaram bilhete (com ou sem desconto). No primeiro semestre deste ano entraram 443 mil pessoas no monumento, o que corresponde a um acréscimo de 15 por cento em relação ao mesmo período do ano passado.
» Comentário:
O Castelo e Alfama são das zonas mais visitadas da capital e do país, recebem mais de 70% dos visitantes de Lisboa. Segundo dados do Observatório de Turismo de Lisboa em 2002 (antes da entrada em vigor dos pagamentos) o Castelo de São Jorge foi visitado por 1.059.500 visitantes.
Para quem conhece bem o Castelo, desde 2004 que é notória a franca recuperação da zona e a valorização do espaço. Em Espanha há vários anos que se paga para visitar os monumentos por forma a que o dinheiro das visitas seja utilizado posteriormente na recuperação e valorização do património, por exemplo uma visita à famosa Allambra em Granada custa actualmente 10 € e há semanas em que não se consegue comprar bilhetes porque esgotam e é com esses destinos que Lisboa compete na captação de turistas que exigem qualidade.
Portanto não restam dúvidas que o caminho é correcto e que vai qualificar a zona e o comércio local esperemos é que o dinheiro seja de facto aplicado no Castelo e que os Lisboetas continuem isentos de pagar bilhete.
Allambra
Entrar no Castelo de São Jorge vai custar cinco euros
Relatório e Contas de 2004 da EGEAC
Os bilhetes de entrada no Castelo de São Jorge vão subir de três para cinco euros dentro de um ou dois meses. A decisão foi tomada pelo vereador da Cultura da Câmara de Lisboa, José Amaral Lopes, que a justificou ao PÚBLICO com a necessidade de financiar as "avultadas" despesas correntes e de conservação do monumento, bem como os investimentos há muito previstos.
A entrada no castelo deixou de ser gratuita em 2004, altura em que a EGEAC, a empresa municipal responsável pela gestão daquele espaço, passou a cobrar três euros por visitante. A medida provocou então uma acesa controvérsia, em que sobressaíram os mediáticos protestos do fadista Nuno da Câmara Pereira. Isentos de pagamento ficaram os residentes em Lisboa, bem como os menores de dez anos e os maiores de 65 anos.
Além destas isenções, que vão manter-se depois do aumento, foram estabelecidos descontos de 90 por cento para grupos escolares organizados e de 50 por cento para estudantes e famílias de mais de três pessoas. Estas reduções vão também manter-se.
Em defesa da política de acessos pagos ao local, Amaral Lopes, que é também presidente da EGEAC, argumenta que "os estudos feitos por técnicos e empresas de consultoria desde 1995 mostram que a cobrança de ingressos no castelo é uma condição de viabilidade da EGEAC". Confrontado com a dimensão do aumento - 66 por cento -, o autarca e ex-secretário de Estado da Cultura afirma que os estudos realizados determinavam a aplicação desse aumento em 2004, visto que "não é possível garantir de outro modo a obrigação municipal de conservar e preservar o castelo".
Na opinião de Amaral Lopes, a subida dos bilhetes não aconteceu em 2004 e 2005 "por falta de capacidade política para tomar decisões impopulares", embora se trate de "decisões de boa gestão". Sublinhando que a entrada no monumento dá também acesso, sem pagamento adicional, a uma série de atracções - que incluem exposições e o centro de interpretação da cidade, com recurso a meios audiovisuais e multimedia, e ainda a Câmara Escura, um periscópio que permite fazer uma viagem de 360º sobre Lisboa -, o vereador sustenta que as visitas a este tipo de monumentos são quase sempre pagas.
850 mil pagantes em 2005
De acordo com o autarca, as despesas correntes e de conservação do castelo ascendem a 1,5 milhões de euros por ano e há numerosos projectos, incluindo a abertura da estação arqueológica da Praça Nova e de um núcleo museológico, que há muitos anos são adiados por falta de verbas.
"Só para se ser politicamente simpático não se faz nada, mas comigo não contem com isso", salienta, assumindo que não receia as críticas. "Não estou aqui para evitar polémicas, mas para defender o interesse público."
A entrada em vigor da nova tarifa só deverá ocorrer dentro de um ou dois meses, "logo que estejam concluídos os procedimentos administrativos e legais" exigíveis. "Esta é uma decisão fundamentada. Não é um capricho e estou convencido de que assim estou a defender o interesse público. Se houver polémica, ainda bem", acrescenta Amaral Lopes.
O "rumor" de que este aumento estaria em preparação foi objecto de uma pergunta dirigida pelo vereador José Sá Fernandes ao seu colega da Cultura na reunião pública do executivo municipal realizada no fim de Julho, mas Amaral Lopes limitou-se a dizer que não comentava rumores.
"Afinal não era nenhum rumor, até porque consta do plano de actividades da EGEAC para 2006, que naquela altura já estava pronto, mas ainda não foi apresentado à câmara, apesar de já estarmos em Agosto, tal como não o foi o relatório e contas do ano passado", comentou ontem Sá Fernandes. "A sensação que me dá é que este aumento se destina a financiar a EGEAC. Mas como não conheço o plano de actividades, nem as contas, nem os projectos da empresa, não estou em condições de comentar o caso", disse o vereador.
O Castelo de São Jorge recebeu no ano passado cerca de um milhão de visitantes, dos quais perto de 850 mil pagaram bilhete (com ou sem desconto). No primeiro semestre deste ano entraram 443 mil pessoas no monumento, o que corresponde a um acréscimo de 15 por cento em relação ao mesmo período do ano passado.
» Comentário:
O Castelo e Alfama são das zonas mais visitadas da capital e do país, recebem mais de 70% dos visitantes de Lisboa. Segundo dados do Observatório de Turismo de Lisboa em 2002 (antes da entrada em vigor dos pagamentos) o Castelo de São Jorge foi visitado por 1.059.500 visitantes.
Para quem conhece bem o Castelo, desde 2004 que é notória a franca recuperação da zona e a valorização do espaço. Em Espanha há vários anos que se paga para visitar os monumentos por forma a que o dinheiro das visitas seja utilizado posteriormente na recuperação e valorização do património, por exemplo uma visita à famosa Allambra em Granada custa actualmente 10 € e há semanas em que não se consegue comprar bilhetes porque esgotam e é com esses destinos que Lisboa compete na captação de turistas que exigem qualidade.
Portanto não restam dúvidas que o caminho é correcto e que vai qualificar a zona e o comércio local esperemos é que o dinheiro seja de facto aplicado no Castelo e que os Lisboetas continuem isentos de pagar bilhete.
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sexta-feira, agosto 11, 2006
AS ÁGUAS DE ALFAMA
Segundo alguns autores o nome "Alfama" derivaria do nome árabe alhamma que significa banhos ou fontes, segundo outras referências o termo de origem moura significaria "aglomeração" ou "refúgio". Independentemente da etimologia da palavra, ainda hoje são vários os vestígios dos lavadouros públicos e das fontes em Alfama, por isso o conhecimento desse património é importante para aprofundar do conhecimento da história de Alfama e do seu património.
Título: As Águas de Alfama como património hidrogeológico da cidade de Lisboa
Organização: INETI – Geociências (ex- Instituto Geológico e Mineiro))
Data: 11 de Setembro às 14:30
Ponto de encontro: À frente do Chafariz d_El Rei
Itinerário: A acção decorrerá no Bairro de Alfama, em Lisboa, percorrendo as várias Alcaçarias, fundamentalmente nas ruas localizadas entre a zona do Chafariz d’El Rei e do Chafariz de Dentro, nas proximidades das Cercas Moura e Fernandina.
Número de participantes: 30
Duração: 2 h
Inscrição prévia: através do contacto 21 470 55 59 ( das 10h-12h e das 14:30h-16:30h)
Responsável pela acção: Elsa C. Ramalho e M. Carla Lourenço
Descrição: Visita à zona das antigas Águas de Alfama, as Alcaçarias, em colaboração com a C. M. Lisboa. O seu quimismo e temperatura superior a 20ºC proporcionou a existência de Termas, amplamente frequentadas nos séculos XIX e XX. Ao longo da visita será referida a sua importância como património histórico, cultural e hidrogeológico e as suas potencialidades futuras como recurso hidromineral e geotérmico.
Notas: Esta acção aguarda autorização por parte da instituição INETI.
Ciência viva: As Águas de Alfama como património hidrogeológico da cidade de Lisboa
As águas de Alfama - memórias do passado da cidade de Lisboa
Alfama na Wikipédia
Título: As Águas de Alfama como património hidrogeológico da cidade de Lisboa
Organização: INETI – Geociências (ex- Instituto Geológico e Mineiro))
Data: 11 de Setembro às 14:30
Ponto de encontro: À frente do Chafariz d_El Rei
Itinerário: A acção decorrerá no Bairro de Alfama, em Lisboa, percorrendo as várias Alcaçarias, fundamentalmente nas ruas localizadas entre a zona do Chafariz d’El Rei e do Chafariz de Dentro, nas proximidades das Cercas Moura e Fernandina.
Número de participantes: 30
Duração: 2 h
Inscrição prévia: através do contacto 21 470 55 59 ( das 10h-12h e das 14:30h-16:30h)
Responsável pela acção: Elsa C. Ramalho e M. Carla Lourenço
Descrição: Visita à zona das antigas Águas de Alfama, as Alcaçarias, em colaboração com a C. M. Lisboa. O seu quimismo e temperatura superior a 20ºC proporcionou a existência de Termas, amplamente frequentadas nos séculos XIX e XX. Ao longo da visita será referida a sua importância como património histórico, cultural e hidrogeológico e as suas potencialidades futuras como recurso hidromineral e geotérmico.
Notas: Esta acção aguarda autorização por parte da instituição INETI.
terça-feira, agosto 08, 2006
UM PROJECTO PARA CURAR O CORAÇÃO DE LISBOA
Artigo de opinião de Manuel Salgado, Publicado no Diário Económico 13.06.2006
Hoje não se trata de reconstruir a Baixa-Chiado sobre ruínas, mas de reinventar a forma de a viver, de dar novos usos a muitos edifícios e espaços que perderam sentido.
1. Apesar do acentuado declínio dos últimos 40 anos, a Baixa continua a ser o coração da grande Lisboa. Um coração doente, é certo, mas um coração que tem resistido a terramotos e a incêndios, ao esvaziamento de algumas das actividades mais nobres, ao envelhecimento e empobrecimento dos residentes, à decadência do comércio, à transformação das suas ruas e praças em corredores e nós viários onde passam milhares de veículos, ao abandono e ao desleixo de um espaço público sujo, mal iluminado e inseguro.
Também sei que curar este coração obriga a intervir um pouco por toda a cidade e que um coração saudável contaminará, positivamente, todo o organismo.
Manuel da Maia, em 1755, após o terramoto arrasar Lisboa, pôs 3 hipóteses em cima da mesa:
(i) Reconstruir a Baixa como era, com pequenos ajustamentos;
(ii) Abandoná-la à sua sorte e construir uma nova cidade a ocidente;
(iii) Construir com um novo plano sobre as ruínas do terramoto.
Foi esta última a opção tomada e uma cidade moderna surgiu, antecipando o que se viria a fazer, mais tarde, em muitas capitais europeias.
Hoje não se trata de reconstruir a Baixa/Chiado sobre ruínas, mas reinventar a forma de a viver, de dar novos usos a muitos edifícios e espaços que perderam sentido.
Justifica-se ter quartéis no centro da cidade? E utilizar a Praça do Comércio como um nó viário?
E porque há muito estou convencido que regenerar a Lisboa de ambas as margens do Tejo passa por reinventar ou, se preferirem, reabilitar a Baixa e o Chiado, aceitei com entusiasmo o convite da Câmara para integrar o Comissariado.
Um grupo, para o qual concorrem vários saberes e experiências, onde tudo tem sido discutido sem preconceitos, sobre a condução arguta da Maria José, em que cedo nos apercebemos dos múltiplos níveis de competência que atravessam este projecto e que é no binário concertação-liderança que se joga o seu sucesso.
Sem presunção, arrisco-me a afirmar que a reabilitação do centro da capital do país, é um desígnio nacional e que daí se devem retirar as devidas ilações...
2.. Sustentabilidade e competitividade não são jargões da moda. Estes conceitos aplicados à Baixa Chiado têm um significado preciso. A reabilitação tem de ser sustentável do ponto de vista social, isto é, propiciar melhores condições de habitabilidade aos que lá vivem e atrair novos moradores com diferentes níveis de exigência. Que favorecer a modernização do comércio sem expulsar ninguém; que atrair mais pessoas qualificadas para trabalharem num ambiente atractivo, estimulante e criativo.
Tem de ser sustentável na reabilitação do património, isto é, tem de salvaguardar a memória dum legado histórico imperdível mas conferindo-lhe as condições de conforto e segurança, hoje exigíveis, para que qualquer pessoa aí habite ou trabalhe.
Sustentável, ainda, do ponto de vista económico "não há almoços à borla"- pelo que o muito investimento tem de ter a justa compensação.
Por fim, sustentável do ponto de vista ambiental, o que só é possível diminuindo os níveis de ruído e de poluição do ar, reduzindo drasticamente o tráfego de atravessamento, e cuidando da circulação do ar e da água, aumentando, sempre que possível, a permeabilidade do solo, para que a terra respire e o ambiente seja mais saudável.
A competitividade global joga-se cada vez mais ao nível das cidades.
Não há cidade na Europa que, num raio de 50 km, tenha um oceano e dois estuários como o do Tejo e do Sado, parques naturais e serras, como Sintra e Arrábida, praias como o Guincho e Caparica e um centro histórico construído sobre colinas debruçadas sobre um rio que parece Mar.... Há poucas cidades no Mundo com a cor e a luz de Lisboa, com a paz entre as múltiplas comunidades dos seus habitantes.
Este é o maior potencial de Lisboa para atrair talentos e se afirmar pelo seu potencial humano. E se o grande esforço tem de ser feito na formação e na inovação tecnológica, não é menos verdade que a qualidade do quadro de vida joga um papel fortíssimo na competição entre cidades, tanto mais essencial quanto as novas formas de comunicação abrem outras oportunidades de utilizar o espaço e o tempo.
Nesta perspectiva, uma Baixa Chiado única, porque diferente de todas as outras capitais europeias, complexa e densa pelas múltiplas actividades que alberga, criativa pelas oportunidades que proporciona, atractiva e aberta a tudo e a todos, eficiente e segura, e em movimento contínuo, afirma Lisboa na competição entre cidades.
3. Partir para um projecto de reabilitação da Baixa e do Chiado significa juntar as peças de um puzzle complexo, trabalhar com uma informação riquíssima, recuperar velhos projectos, dando-lhes um fio condutor lógico e uma visão estratégica.
Se partirmos da situação actual com pequenas correcções e intervenções de cosmética, não chegamos a lado nenhum.
Tudo tem de ser posto em causa, com total abertura de espírito, para que algo que, verdadeiramente, valha a pena, possa ser feito.
Precisamos de saber ler os sinais, saber questionar tudo e todos para encontrar soluções inovadoras, para recuperar excelentes ideias que, às vezes, por razões acidentais não passaram do papel. Precisamos de envolver dezenas de entidades, ouvir as suas razões e ganhá-las para este projecto. Precisamos de entusiasmar a sociedade civil para que a reabilitação da Baixa Chiado ganhe a sua autonomia.
4. Na Baixa, o segredo da mudança está na mobilidade. Setenta por cento do tráfego tem origem e destino a Norte do Marquês de Pombal, logo utiliza a Baixa como um percurso de atravessamento que só penaliza quem lá vive, trabalha, faz compras ou, simplesmente, passeia.
Reduzir drasticamente o tráfego de atravessamento é condição "sine qua non" para reabilitar o Centro de Lisboa e, daí, reordenar a circulação em toda a Lisboa porque é aqui que tudo conflui.
Faz sentido que toda a rede da Carris seja desenhada tendo como ponto de convergência o Terreiro do Paço?
Os interfaces de Sul-Sueste e Stª Apolónia, com a integração do Metro não permite reduzir o número de autocarros que passam pela Baixa?
Reduzir o tráfego é o que vai permitir uma Praça do Comércio sem carros, um passeio ribeirinho entre o Jardim do Tabaco e o Cais do Sodré, estender um percurso pedonal do Terreiro do Paço à rua das Portas de Stº Antão, ganhar espaço para os peões no Rossio e na Praça da Figueira. É também o que cria condições para reperfilar a Av. da Liberdade e, quem sabe, recuperar um pouco a ideia do Passeio Público e acabar com "via rápida" de 6 + 2 faixas, que transformam a 24 de Julho num perigo.
A redução do tráfego é, também, a porta pela qual vai ser possível trazer mais gente para viver na Baixa.
"At last..." não será este o momento e o local para privilegiar claramente o transporte público quando temos 7 estações de Metro com menos de 300 m entre elas?
5. No plano desenhado por Carlos Mardel, cujo espaço público " ruas e praças " chegou intacto até aos nossos dias, o preenchimento total dos quarteirões demorou mais de um século. Este património é muito diversificado, coexistindo exemplares de construção pombalina intactos, com "pastiches" neo-pombalinas em betão armado, com alguns exemplares (poucos) de arquitectura de qualidade, da primeira metade do século passado, e muitos edifícios de origem pombalina, mais ou menos adulterados.
A receita para intervir não pode, pois, ser única. Haverá casos em que o restauro terá de ser exemplar, outros que melhor seria que fossem substituídos e outros, ainda, que admitem diferentes níveis de transformação.
De qualquer forma, o mote é a reabilitação, tema que, há anos, está na ordem do dia mas que, entre nós, ainda não ganhou no mercado da construção a importância que deveria ter.
Reabilitar é caro e os tempos muitas vezes incontroláveis pela dificuldade em dispor dos espaços. Mas reabilitar é essencial, não só por razões histórico-patrimoniais mas, também, por razões económicas e ecológicas.
Reabilitar exige técnicas mais "soft", mas mais especializadas, que se perderam entre nós, e exige equipamentos que não estão estandardizados, como os elevadores. A reabilitação é um mercado com um enorme potencial que exige novas empresas, mais ágeis e com equipas mais pequenas. É uma actividade limpa e rigorosa, com um nível de sofisticação que a construção nova em geral não tem, por isso, exige técnicas especializadas e o recuperar de saberes antigos.
Até nisto o projecto da Baixa Chiado pode ser inovador, porque cerca de 70% dos 2.000.000 m2 necessitam de ser reabilitados.
6. Ninguém tem a ilusão de que um projecto desta natureza se realize de um dia para o outro. Nem ignoramos que algumas das muitas propostas que estamos a avançar não passarão do papel, mas sabemos, também que outras vão surgir, quiçá ainda mais interessantes. Porque uma intervenção destas demora décadas e a incapacidade de prever o futuro é cada vez maior.
O importante é ter um fio condutor, credível e, em torno do qual, se possa fazer a grande concertação indispensável para levar o projecto avante, tendo presente que tudo tem a ver com tudo e que há questões essenciais e outras nem tanto.
Que para ter mais habitação é indispensável domesticar o trânsito. Que sem espaço público, mais nobre e cuidado, não se atrai mais gente. Que a cidade não é feita para o turismo, mas que o turismo é indispensável à riqueza da cidade. Que o património é uma memória inestimável mas que tem de ser vivido hoje e não à moda antiga... etc., etc.
O que pediram ao Comissariado foi uma proposta estratégica que facilitasse a decisão. Um esforço de imaginação e bom senso, uma utopia saudável, mobilizadora de vontades. É isto que estamos a tentar fazer.
____
Manuel Salgado, Arquitecto e membro do Comissariado Baixa-Chiado
Baixa Pombalina
Hoje não se trata de reconstruir a Baixa-Chiado sobre ruínas, mas de reinventar a forma de a viver, de dar novos usos a muitos edifícios e espaços que perderam sentido.
1. Apesar do acentuado declínio dos últimos 40 anos, a Baixa continua a ser o coração da grande Lisboa. Um coração doente, é certo, mas um coração que tem resistido a terramotos e a incêndios, ao esvaziamento de algumas das actividades mais nobres, ao envelhecimento e empobrecimento dos residentes, à decadência do comércio, à transformação das suas ruas e praças em corredores e nós viários onde passam milhares de veículos, ao abandono e ao desleixo de um espaço público sujo, mal iluminado e inseguro.
Também sei que curar este coração obriga a intervir um pouco por toda a cidade e que um coração saudável contaminará, positivamente, todo o organismo.
Manuel da Maia, em 1755, após o terramoto arrasar Lisboa, pôs 3 hipóteses em cima da mesa:
(i) Reconstruir a Baixa como era, com pequenos ajustamentos;
(ii) Abandoná-la à sua sorte e construir uma nova cidade a ocidente;
(iii) Construir com um novo plano sobre as ruínas do terramoto.
Foi esta última a opção tomada e uma cidade moderna surgiu, antecipando o que se viria a fazer, mais tarde, em muitas capitais europeias.
Hoje não se trata de reconstruir a Baixa/Chiado sobre ruínas, mas reinventar a forma de a viver, de dar novos usos a muitos edifícios e espaços que perderam sentido.
Justifica-se ter quartéis no centro da cidade? E utilizar a Praça do Comércio como um nó viário?
E porque há muito estou convencido que regenerar a Lisboa de ambas as margens do Tejo passa por reinventar ou, se preferirem, reabilitar a Baixa e o Chiado, aceitei com entusiasmo o convite da Câmara para integrar o Comissariado.
Um grupo, para o qual concorrem vários saberes e experiências, onde tudo tem sido discutido sem preconceitos, sobre a condução arguta da Maria José, em que cedo nos apercebemos dos múltiplos níveis de competência que atravessam este projecto e que é no binário concertação-liderança que se joga o seu sucesso.
Sem presunção, arrisco-me a afirmar que a reabilitação do centro da capital do país, é um desígnio nacional e que daí se devem retirar as devidas ilações...
2.. Sustentabilidade e competitividade não são jargões da moda. Estes conceitos aplicados à Baixa Chiado têm um significado preciso. A reabilitação tem de ser sustentável do ponto de vista social, isto é, propiciar melhores condições de habitabilidade aos que lá vivem e atrair novos moradores com diferentes níveis de exigência. Que favorecer a modernização do comércio sem expulsar ninguém; que atrair mais pessoas qualificadas para trabalharem num ambiente atractivo, estimulante e criativo.
Tem de ser sustentável na reabilitação do património, isto é, tem de salvaguardar a memória dum legado histórico imperdível mas conferindo-lhe as condições de conforto e segurança, hoje exigíveis, para que qualquer pessoa aí habite ou trabalhe.
Sustentável, ainda, do ponto de vista económico "não há almoços à borla"- pelo que o muito investimento tem de ter a justa compensação.
Por fim, sustentável do ponto de vista ambiental, o que só é possível diminuindo os níveis de ruído e de poluição do ar, reduzindo drasticamente o tráfego de atravessamento, e cuidando da circulação do ar e da água, aumentando, sempre que possível, a permeabilidade do solo, para que a terra respire e o ambiente seja mais saudável.
A competitividade global joga-se cada vez mais ao nível das cidades.
Não há cidade na Europa que, num raio de 50 km, tenha um oceano e dois estuários como o do Tejo e do Sado, parques naturais e serras, como Sintra e Arrábida, praias como o Guincho e Caparica e um centro histórico construído sobre colinas debruçadas sobre um rio que parece Mar.... Há poucas cidades no Mundo com a cor e a luz de Lisboa, com a paz entre as múltiplas comunidades dos seus habitantes.
Este é o maior potencial de Lisboa para atrair talentos e se afirmar pelo seu potencial humano. E se o grande esforço tem de ser feito na formação e na inovação tecnológica, não é menos verdade que a qualidade do quadro de vida joga um papel fortíssimo na competição entre cidades, tanto mais essencial quanto as novas formas de comunicação abrem outras oportunidades de utilizar o espaço e o tempo.
Nesta perspectiva, uma Baixa Chiado única, porque diferente de todas as outras capitais europeias, complexa e densa pelas múltiplas actividades que alberga, criativa pelas oportunidades que proporciona, atractiva e aberta a tudo e a todos, eficiente e segura, e em movimento contínuo, afirma Lisboa na competição entre cidades.
3. Partir para um projecto de reabilitação da Baixa e do Chiado significa juntar as peças de um puzzle complexo, trabalhar com uma informação riquíssima, recuperar velhos projectos, dando-lhes um fio condutor lógico e uma visão estratégica.
Se partirmos da situação actual com pequenas correcções e intervenções de cosmética, não chegamos a lado nenhum.
Tudo tem de ser posto em causa, com total abertura de espírito, para que algo que, verdadeiramente, valha a pena, possa ser feito.
Precisamos de saber ler os sinais, saber questionar tudo e todos para encontrar soluções inovadoras, para recuperar excelentes ideias que, às vezes, por razões acidentais não passaram do papel. Precisamos de envolver dezenas de entidades, ouvir as suas razões e ganhá-las para este projecto. Precisamos de entusiasmar a sociedade civil para que a reabilitação da Baixa Chiado ganhe a sua autonomia.
4. Na Baixa, o segredo da mudança está na mobilidade. Setenta por cento do tráfego tem origem e destino a Norte do Marquês de Pombal, logo utiliza a Baixa como um percurso de atravessamento que só penaliza quem lá vive, trabalha, faz compras ou, simplesmente, passeia.
Reduzir drasticamente o tráfego de atravessamento é condição "sine qua non" para reabilitar o Centro de Lisboa e, daí, reordenar a circulação em toda a Lisboa porque é aqui que tudo conflui.
Faz sentido que toda a rede da Carris seja desenhada tendo como ponto de convergência o Terreiro do Paço?
Os interfaces de Sul-Sueste e Stª Apolónia, com a integração do Metro não permite reduzir o número de autocarros que passam pela Baixa?
Reduzir o tráfego é o que vai permitir uma Praça do Comércio sem carros, um passeio ribeirinho entre o Jardim do Tabaco e o Cais do Sodré, estender um percurso pedonal do Terreiro do Paço à rua das Portas de Stº Antão, ganhar espaço para os peões no Rossio e na Praça da Figueira. É também o que cria condições para reperfilar a Av. da Liberdade e, quem sabe, recuperar um pouco a ideia do Passeio Público e acabar com "via rápida" de 6 + 2 faixas, que transformam a 24 de Julho num perigo.
A redução do tráfego é, também, a porta pela qual vai ser possível trazer mais gente para viver na Baixa.
"At last..." não será este o momento e o local para privilegiar claramente o transporte público quando temos 7 estações de Metro com menos de 300 m entre elas?
5. No plano desenhado por Carlos Mardel, cujo espaço público " ruas e praças " chegou intacto até aos nossos dias, o preenchimento total dos quarteirões demorou mais de um século. Este património é muito diversificado, coexistindo exemplares de construção pombalina intactos, com "pastiches" neo-pombalinas em betão armado, com alguns exemplares (poucos) de arquitectura de qualidade, da primeira metade do século passado, e muitos edifícios de origem pombalina, mais ou menos adulterados.
A receita para intervir não pode, pois, ser única. Haverá casos em que o restauro terá de ser exemplar, outros que melhor seria que fossem substituídos e outros, ainda, que admitem diferentes níveis de transformação.
De qualquer forma, o mote é a reabilitação, tema que, há anos, está na ordem do dia mas que, entre nós, ainda não ganhou no mercado da construção a importância que deveria ter.
Reabilitar é caro e os tempos muitas vezes incontroláveis pela dificuldade em dispor dos espaços. Mas reabilitar é essencial, não só por razões histórico-patrimoniais mas, também, por razões económicas e ecológicas.
Reabilitar exige técnicas mais "soft", mas mais especializadas, que se perderam entre nós, e exige equipamentos que não estão estandardizados, como os elevadores. A reabilitação é um mercado com um enorme potencial que exige novas empresas, mais ágeis e com equipas mais pequenas. É uma actividade limpa e rigorosa, com um nível de sofisticação que a construção nova em geral não tem, por isso, exige técnicas especializadas e o recuperar de saberes antigos.
Até nisto o projecto da Baixa Chiado pode ser inovador, porque cerca de 70% dos 2.000.000 m2 necessitam de ser reabilitados.
6. Ninguém tem a ilusão de que um projecto desta natureza se realize de um dia para o outro. Nem ignoramos que algumas das muitas propostas que estamos a avançar não passarão do papel, mas sabemos, também que outras vão surgir, quiçá ainda mais interessantes. Porque uma intervenção destas demora décadas e a incapacidade de prever o futuro é cada vez maior.
O importante é ter um fio condutor, credível e, em torno do qual, se possa fazer a grande concertação indispensável para levar o projecto avante, tendo presente que tudo tem a ver com tudo e que há questões essenciais e outras nem tanto.
Que para ter mais habitação é indispensável domesticar o trânsito. Que sem espaço público, mais nobre e cuidado, não se atrai mais gente. Que a cidade não é feita para o turismo, mas que o turismo é indispensável à riqueza da cidade. Que o património é uma memória inestimável mas que tem de ser vivido hoje e não à moda antiga... etc., etc.
O que pediram ao Comissariado foi uma proposta estratégica que facilitasse a decisão. Um esforço de imaginação e bom senso, uma utopia saudável, mobilizadora de vontades. É isto que estamos a tentar fazer.
____
Manuel Salgado, Arquitecto e membro do Comissariado Baixa-Chiado
segunda-feira, agosto 07, 2006
O FUTURO DA BAIXA CHIADO E A FRENTE RIBEIRINHA DE ALFAMA
Opinião publicada no Público, POL nº 5969 Segunda, 31 de Julho de 2006
Adivulgação da proposta do arquitecto Manuel Salgado, comissário para o Urbanismo da Baixa-Chiado deixa-nos a expectativa de, finalmente, se conjugarem entidades e vontades para que o centro da cidade Capital do país seja reabilitado e devolvido à vida e importância funcional e simbólica que merce, tanto mais quanto se propõe agora, que seja elevada a Baixa a Património Mundial da Humanidade.Saliente-se a proposta que se propõe de forma articulada e global revalorizar os atributos daquela área e potenciar o seu desenvolvimento, focado em aspectos que por serem quase óbvios não perdem por isso importância, antes são talvez decisivos para a implementação e sucesso da operação de Reabilitação.A aposta num centro governamental e financeiro, atraindo sectores de emprego de elevado nível, será a garantia de viabilizar a rentabilidade, colocando valor numa zona onde o valor fundiário é já muito elevado, indo por outro lado, ao encontro da vocação e história do lugar. No entanto, é preciso para isso que a infraestruturação desta área ofereça a qualidade adequada, começando pela rede de esgotos, que é velha e despeja directamente no Rio Tejo que é proposto como um dos motores de reabilitação da Baixa.Compreende-se o alargamento da área de intervenção a toda a Freguesia da Sé e Frente Ribeirinha até Santa Apolónia, para além dos limites definidos para a Unidade de Projecto da Baixa e também da SRU Baixa, dado que a Sé tem um contexto urbano marcadamente de influência Pombalina e a Frente Ribeirinha corresponde também, em grande parte, a aterros portuários realizados a partir do XVIII. Emblemático desta fase é o "Celeiro do Trigo" que comemora neste ano os seus 240 anos e no qual se conserva, inscrito no portal Norte, um texto da época digno de nota.A reabilitação destas áreas é fundamental para que a reabilitação da Baixa surja como parte de um todo coerente e homogéneo, dando continuidade ao trabalho já iniciado pela Reabilitação Urbana do Município nesta zona histórica.Qualquer pessoa que hoje percorra a zona ribeirinha entre Santa Apolónia e o Campo das Cebolas, através das ruas do Jardim do Tabaco, Terreiro do Trigo e Cais de Santarém, se apercebe facilmente, para além das referências toponímicas a um passado laborioso deste centro funcional e orgânico da cidade, também da presença de um elevado número de edifícios de inegável valor patrimonial, mas que apresentam uma face francamente degradada, deixando uma marca de abandono num percurso ribeirinho que tudo tem para ser uma marca de distinção e identidade da cidade de Lisboa.Estando agora prevista a reformulação e ampliação da zona de aterro desde Santa Apolónia à Doca da Marinha, o Plano poderá e deverá ter em conta essas novas realidades resolvendo e articulando as várias dimensões urbanas presentes.Neste âmbito deve ser aproveitada a oportunidade para recuperar a Frente Ribeirinha de Alfama, na verdadeira acepção da palavra, devolvendo ao bairro a possibilidade de contacto com o Tejo, tal como foi na sua raiz. É necessário que os novos edifícios a implantar nas áreas de reconversão portuária não criem mais uma barreira entre Alfama e o rio. Por isso, é fundamental que sejam garantidas aberturas visuais e enquadramentos perspécticos que valorizem a relação entre a cidade e o rio (ver mapa). Estas Relações estão inscritas no tecido existente e bastará ter o cuidado de as não esquecer e salvaguardar. São os boqueirões, cais, pontões e passagens que antigamente existiam e são "visíveis" ainda em parte da toponímia ou na estrutura edificada. Um deles, magnífico memorial gravado em lioz, ao lado do Celeiro do Trigo, reza assim desde 1766 - "he franca a servidão pública por este caes... " .O conjunto de armazéns da APL, situado entre a Avenida Infante D. Henrique e a Rua Jardim do Tabaco, actualmente quase desactivados, permitirá, através da sua refuncionalizaçäo com a valorização dos elementos arquitectónicos notáveis, aí instalar equipamentos urbanos de que Alfama, o Castelo e o Centro da cidade carecem, seja uma escola básica ou um pavilhão desportivo/multiusos.Para as áreas adjacentes ao novo cais de cruzeiros, poderá ser criado o Espaço Público de lazer e fruição que tanta falta faz a esta zona, aproveitando e valorizando o enquadramento dado pelo magnífico perfil da colina do Castelo, com o seu casario e elementos singulares.Esperemos que esta seja a ocasião para Alfama voltar ao contacto com a sua Frente Ribeirinha e que os espaços do passeio ribeirinho a criar se não divorciem da cidade histórica, persistindo na lógica linear, nascente-poente, mas se ramifiquem para o interior do bairro, desfazendo a barreira que a Avenida Infante D. Henrique e o porto criaram, há 60 anos.Será esta a oportunidade de Alfama se abrir à Cidade?... Oxalá
Adivulgação da proposta do arquitecto Manuel Salgado, comissário para o Urbanismo da Baixa-Chiado deixa-nos a expectativa de, finalmente, se conjugarem entidades e vontades para que o centro da cidade Capital do país seja reabilitado e devolvido à vida e importância funcional e simbólica que merce, tanto mais quanto se propõe agora, que seja elevada a Baixa a Património Mundial da Humanidade.Saliente-se a proposta que se propõe de forma articulada e global revalorizar os atributos daquela área e potenciar o seu desenvolvimento, focado em aspectos que por serem quase óbvios não perdem por isso importância, antes são talvez decisivos para a implementação e sucesso da operação de Reabilitação.A aposta num centro governamental e financeiro, atraindo sectores de emprego de elevado nível, será a garantia de viabilizar a rentabilidade, colocando valor numa zona onde o valor fundiário é já muito elevado, indo por outro lado, ao encontro da vocação e história do lugar. No entanto, é preciso para isso que a infraestruturação desta área ofereça a qualidade adequada, começando pela rede de esgotos, que é velha e despeja directamente no Rio Tejo que é proposto como um dos motores de reabilitação da Baixa.Compreende-se o alargamento da área de intervenção a toda a Freguesia da Sé e Frente Ribeirinha até Santa Apolónia, para além dos limites definidos para a Unidade de Projecto da Baixa e também da SRU Baixa, dado que a Sé tem um contexto urbano marcadamente de influência Pombalina e a Frente Ribeirinha corresponde também, em grande parte, a aterros portuários realizados a partir do XVIII. Emblemático desta fase é o "Celeiro do Trigo" que comemora neste ano os seus 240 anos e no qual se conserva, inscrito no portal Norte, um texto da época digno de nota.A reabilitação destas áreas é fundamental para que a reabilitação da Baixa surja como parte de um todo coerente e homogéneo, dando continuidade ao trabalho já iniciado pela Reabilitação Urbana do Município nesta zona histórica.Qualquer pessoa que hoje percorra a zona ribeirinha entre Santa Apolónia e o Campo das Cebolas, através das ruas do Jardim do Tabaco, Terreiro do Trigo e Cais de Santarém, se apercebe facilmente, para além das referências toponímicas a um passado laborioso deste centro funcional e orgânico da cidade, também da presença de um elevado número de edifícios de inegável valor patrimonial, mas que apresentam uma face francamente degradada, deixando uma marca de abandono num percurso ribeirinho que tudo tem para ser uma marca de distinção e identidade da cidade de Lisboa.Estando agora prevista a reformulação e ampliação da zona de aterro desde Santa Apolónia à Doca da Marinha, o Plano poderá e deverá ter em conta essas novas realidades resolvendo e articulando as várias dimensões urbanas presentes.Neste âmbito deve ser aproveitada a oportunidade para recuperar a Frente Ribeirinha de Alfama, na verdadeira acepção da palavra, devolvendo ao bairro a possibilidade de contacto com o Tejo, tal como foi na sua raiz. É necessário que os novos edifícios a implantar nas áreas de reconversão portuária não criem mais uma barreira entre Alfama e o rio. Por isso, é fundamental que sejam garantidas aberturas visuais e enquadramentos perspécticos que valorizem a relação entre a cidade e o rio (ver mapa). Estas Relações estão inscritas no tecido existente e bastará ter o cuidado de as não esquecer e salvaguardar. São os boqueirões, cais, pontões e passagens que antigamente existiam e são "visíveis" ainda em parte da toponímia ou na estrutura edificada. Um deles, magnífico memorial gravado em lioz, ao lado do Celeiro do Trigo, reza assim desde 1766 - "he franca a servidão pública por este caes... " .O conjunto de armazéns da APL, situado entre a Avenida Infante D. Henrique e a Rua Jardim do Tabaco, actualmente quase desactivados, permitirá, através da sua refuncionalizaçäo com a valorização dos elementos arquitectónicos notáveis, aí instalar equipamentos urbanos de que Alfama, o Castelo e o Centro da cidade carecem, seja uma escola básica ou um pavilhão desportivo/multiusos.Para as áreas adjacentes ao novo cais de cruzeiros, poderá ser criado o Espaço Público de lazer e fruição que tanta falta faz a esta zona, aproveitando e valorizando o enquadramento dado pelo magnífico perfil da colina do Castelo, com o seu casario e elementos singulares.Esperemos que esta seja a ocasião para Alfama voltar ao contacto com a sua Frente Ribeirinha e que os espaços do passeio ribeirinho a criar se não divorciem da cidade histórica, persistindo na lógica linear, nascente-poente, mas se ramifiquem para o interior do bairro, desfazendo a barreira que a Avenida Infante D. Henrique e o porto criaram, há 60 anos.Será esta a oportunidade de Alfama se abrir à Cidade?... Oxalá
DEVOLVER O RIO À CIDADE
Alfama e a sua população estão historicamente ligadas ao rio. Foi em Alfama que se estabeleceram as actividades relacionadas com as actividades do Porto de Lisboa, nomeadamente as alfândegas, os despachantes, as transportadoras, entre outras. No entanto, com a entrada de Portugal na Comunidade Europeia uma parte dessas actividades desapareceu e é urgente reabilitar a zona.
1+1=3
O resultado da soma do casamento da zona histórica com o rio é um dos casos em que a soma das duas partes é bastante superior ao seu valor individualizado porque se por um lado existem zonas históricas melhor conservadas em Portugal e no estrangeiro há poucas com uma vista directa de rio tão espectacular (como Budapeste e Istambul). Por outro lado, Alfama e o Castelo são das zonas mais visitadas de Lisboa (7 em cada 10 turistas) que podem ser atraídos pelos novos espaços de lazer da zona ribeirinha, com qualidade, antes ou depois da visita porque a vista para o imenso rio Tejo é o cenário ideal para relaxar e prolongar o passeio.
Bons exemplos que aproximaram a cidade do rio:
Jardim do Tabaco
Avenida Infante D. Henrique, Doca do Jardim do Tabaco
- Bar Musicais Club Lua
- Restaurante Mercearia vencedora

Cais da Pedra
Perto da estação de Santa Apolónia
- Delidelux - Espaço com Mercearia, Charcutaria e Cafetaria, com esplanada para o rio
- Livraria A+A
- Restaurante Bica do Sapato
Prender o rio...
No entanto, nem tudo são bons exemplos, por exemplo a discoteca Lux Frágil colocou novos problemas, nomeadamente aumentou o número de acidentes rodoviários na zona, colocou problemas de estacionamento e vedou o acesso ao rio a todos aqueles que antes passeavam e faziam desporto junto ao rio, com redes e arame farpado.
A inexistência de um projecto e a quantidade de instituições que gerem a zona (EGEAC, APL, CML, Gabinete Técnico de Alfama, 6 Juntas de Freguesia) são o maior obstáculo.
1+1=3
O resultado da soma do casamento da zona histórica com o rio é um dos casos em que a soma das duas partes é bastante superior ao seu valor individualizado porque se por um lado existem zonas históricas melhor conservadas em Portugal e no estrangeiro há poucas com uma vista directa de rio tão espectacular (como Budapeste e Istambul). Por outro lado, Alfama e o Castelo são das zonas mais visitadas de Lisboa (7 em cada 10 turistas) que podem ser atraídos pelos novos espaços de lazer da zona ribeirinha, com qualidade, antes ou depois da visita porque a vista para o imenso rio Tejo é o cenário ideal para relaxar e prolongar o passeio.
Bons exemplos que aproximaram a cidade do rio:
Jardim do TabacoAvenida Infante D. Henrique, Doca do Jardim do Tabaco
- Bar Musicais Club Lua
- Restaurante Mercearia vencedora

Cais da PedraPerto da estação de Santa Apolónia
- Delidelux - Espaço com Mercearia, Charcutaria e Cafetaria, com esplanada para o rio
- Livraria A+A
- Restaurante Bica do Sapato
Prender o rio...
No entanto, nem tudo são bons exemplos, por exemplo a discoteca Lux Frágil colocou novos problemas, nomeadamente aumentou o número de acidentes rodoviários na zona, colocou problemas de estacionamento e vedou o acesso ao rio a todos aqueles que antes passeavam e faziam desporto junto ao rio, com redes e arame farpado.
A inexistência de um projecto e a quantidade de instituições que gerem a zona (EGEAC, APL, CML, Gabinete Técnico de Alfama, 6 Juntas de Freguesia) são o maior obstáculo.
sábado, agosto 05, 2006
BECO DO PENABUQUEL
Apesar de não estar assinalado, o Arco do Penabuquel é uma memória viva da muralha Fernandina de Lisboa. O arco era uma das antigas portas da muralha e o edíficio contíguo foi construído em cima de uma das antigas torres de vigia da muralha.
Depois do encerramento de Alfama ao trânsito, é uma das zonas que mais sofre com o estacionamento selvagem. Aguarda-se a disponibilização de orçamento pela CML para proteger este património do trânsito com a colocação de pilaretes.
Imagem do II volume do livro "A cerca Fernandina de Lisboa" de A. Vieira da Silva, 1987:

Imagens do Arquivo Municipal:

As paredes que sustentam o candeiro são as da cerca Fernandina. Hoje para além do candeiro as paredes ostentam dois aparelhos de ar condicionado ... forma curiosa de promover a nossa história em Alfama, infelizmente não é caso único


Preservação da Cerca Fernandina continua a preocupar lisboetas
Depois do encerramento de Alfama ao trânsito, é uma das zonas que mais sofre com o estacionamento selvagem. Aguarda-se a disponibilização de orçamento pela CML para proteger este património do trânsito com a colocação de pilaretes.
Imagem do II volume do livro "A cerca Fernandina de Lisboa" de A. Vieira da Silva, 1987:

Imagens do Arquivo Municipal:

As paredes que sustentam o candeiro são as da cerca Fernandina. Hoje para além do candeiro as paredes ostentam dois aparelhos de ar condicionado ... forma curiosa de promover a nossa história em Alfama, infelizmente não é caso único


terça-feira, julho 25, 2006
HOTEL DE LUXO EM ALFAMA


Por Gina Pereira e César Santos, JN 14.07.2006
Edifício na Rua do Cais de Santarém, construído no século XIX, está devoluto há vários anos.
A Câmara Municipal de Lisboa (CML) já deu luz verde ao avanço do projecto de recuperação e transformação de um edifício devoluto na Rua do Cais de Santarém, em Alfama, num hotel de cinco estrelas com 91 quartos. Ao que o JN apurou junto do pelouro do Urbanismo, o pedido de informação prévia foi aprovado pela vereadora Gabriela Seara no passado dia 23 de Junho, abrindo caminho ao desenvolvimento do projecto de arquitectura, a cargo dos arquitectos Tiago e Francisco Silva Dias. O projecto deverá dar entrada na autarquia até ao fim do ano para licenciamento.Em causa está a recuperação e transformação de umas antigas instalações industriais e armazéns na zona ribeirinha, construídas na segunda metade do século XIX. Desocupado há vários anos, o edifício - situado muito perto da Casa dos Bicos e com vista para o rio Tejo - está em avançado estado de degradação.
O processo remonta ao final dos anos 90, quando o promotor chegou a pensar na construção de um edifício de habitação. Entretanto, as intenções mudaram e, em 2003, deu entrada na autarquia um primeiro pedido de informação prévia para construção de uma unidade hoteleira. Indeferido o pedido, a Câmara, o promotor, os arquitectos e o Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) decidiram dar as mãos e começar a trabalhar em conjunto para levar o projecto a bom porto. O facto de o edifício se situar na zona histórica tem algumas exigências, designadamente quanto à necessidade de haver escavações arqueológicas.Os trabalhos exploratórios já realizados - e coordenados pelo IPPAR e pelo Instituto Português de Arqueologia - mostraram que há vestígios da presença romana e islâmica, bem como de algumas construções do século XVI. Ao JN, Tiago Silva Dias, um dos projectistas, garantiu que "os achados arqueológicos serão integrados nas áreas sociais do hotel", que deverá ocupar cerca de 7700 metros quadrados e crescer para um máximo de seis pisos.Para o arquitecto, o grande desafio deste projecto é "conseguir fazer um hotel viável, que permita fazer o remate da malha urbana do sopé de Alfama e integrar os achados arqueológicos encontrados". Silva Dias promete um desenho contemporâneo, mas garante que irá buscar à envolvente as regras de composição, as cores, texturas e materiais. "Vai ser uma integração serena", diz.
O pedido de informação prévia aprovado pela autarquia prevê a existência de 182 camas, distribuídas por 91 quartos, restaurante/bar e estacionamento. A obra deverá demorar dois anos. Ao JN, o promotor imobiliário - que ainda não escolheu o parceiro que irá gerir o hotel - disse não ter pressa. O seu objectivo é fazer um hotel "ímpar", que contribua para a valorização daquela zona da cidade.
sexta-feira, junho 16, 2006
TERMINAL DE NAVIOS DE CRUZEIRO NA DOCA JARDIM DO TABACO
Segundo as últimas notícias, a Administração do Porto de Lisboa vai finalmente avançar no segundo semestre de 2006 com a reconversão da Doca do Jardim do Tabaco e a construção de um novo terminal de passageiros, em Santa Apolónia. A construção do novo terminal de passageiros de Santa Apolónia terá capacidade para receber em simultâneo cinco navios.
Actualmente, a Doca do Jardim do Tabaco tem um aspecto desolador, o parque de estacionamento raramente enche e as obras arrastam-se sem fim à vista

Os equipamentos e os edíficios estão completamente degradados

A Doca transformou-se num cemitério de barcos afundados e está absolutamente imunda

à chegada a Lisboa Presstur 23.03.2006
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