Alfama. O Bairro de Alfama em Lisboa não vive só dos Santos Populares, das marchas do fado e do Lisboa Downtown. Virada a sul com vista para o Rio Tejo, Alfama estende-se do Castelo de São Jorge à Doca do Jardim do Tabaco e é dos maiores destinos turísticos de Lisboa.
terça-feira, julho 31, 2007
DESCONFIANÇA SOB ARCOS E BALÕES
Nos últimos onze anos, Alfama foi tetra duas vezes. Nesses anos, só no meio (2001, 2002 e 2003) não ganhou as Marchas Populares de Lisboa. Sobre as marchas só me apaixonei uma vez, lendo Nuno Bragança. Também é verdade que ele não escrevia sobre meneios foleiros e musiquetas em autocopianço repetitivo, ele escrevia sobre uma noite de Santo António em Lisboa e isso no português mais moderno dos anos 60. Dito isso, tanta vitória seguida, mesmo de arco e balão, é notável. O que é perigoso: notável leva a notório, notório à desconfiança. Pinto da Costa, que nunca teve dois tetras mas só um penta, levou com um Apito Dourado. Um autarca da Junta de Freguesia de Santos-o-Velho, apoiante de Madragoa, foi para os jornais pedir: "Não haverá um Apito Dourado em relação às marchas populares?" Se o autarca me dá licença, acho errado tentar influenciar a PJ. Não digo que não lhe dê pistas, digo-lhe para não dar nomes. A haver caso, ele deve chamar-se Manjerico Dourado.
COSTA PROMETE REPOR 18 OBRAS A ANDAR
Publicado por Gina Pereira Jornal de Notícias
Faz parte do rol das dez primeiras medidas anunciadas pelo novo presidente da Câmara de Lisboa proceder ao pagamento imediato dos 9,2 milhões de euros em dívida aos empreiteiros e reforçar a cabimentação em 7,2 milhões de euros para desbloquear 18 empreitadas que estão paralisadas na cidade, algumas há mais de um ano, exclusivamente por falta de pagamento. A maioria são obras de conservação e recuperação de edifícios, propriedade municipal, nos bairros de Alfama, Mouraria e Castelo, mas há também a já célebre obra do jardim de São Pedro de Alcântara - que devia estar pronta em Março e está parada desde Dezembro - ou da repavimentação da Alameda das Linhas de Torres, suspensa desde Fevereiro.
Ouvidos pelo JN, dois presidentes de juntas de freguesia da zona histórica congratularam-se pela notícia do avanço das obras - algumas duram há dez anos - mas preferem esperar para ver se a promessa se concretiza.
Francisco Maia, presidente da Junta de Freguesia de São Miguel, eleito pelo PS, andou a mostrar ao então candidato, António Costa, algumas das obras que estavam paradas no bairro e admite que isso o tenha ajudado a definir prioridades. Lamenta, contudo, que a obra da Rua Norberto Araújo, que estava a usar o miradouro de Santa Luzia como estaleiro, não esteja contemplada nesta lista. De acordo com este autarca, há mais de 350 pessoas que estão fora da freguesia, algumas há mais de dez anos, com a Câmara a pagar "rendas elevadíssimas", à espera que as obras acabem para poderem voltar às suas casas.
A lista das 18 empreitadas inclui ainda obras de reconstrução de arruamentos e passeios, recargas de pavimentos e a construção de uma residência para idosos em Campolide, suspensa desde Abril de
PSP IDENTIFICA ANIMAIS PERIGOSOS EM ALFAMA
O Comando Metropolitano da PSP de Lisboa identificou ontem, na zona de Alfama, dez indivíduos em posse de animais potencialmente perigosos e em situação ilegal.
Segundo um comunicado emitido hoje, as autoridades registaram dez contra-ordenações por falta de registos, licenças, seguros, vacinação e circulação na via pública sem açaime.
MAIORIA DOS CANDIDATOS CONSIDERA JUNTAS DE FREGUESIA DESACTUALIZADAS
Publicado em 4.07.2007 pela Lusa/ Sol
«O caminho deve ser um convite à organização por via associativa para a criação de associações de freguesias», defendeu Helena Roseta, para quem o problema da reorganização administrativa da cidade não deve ser aprovado no próximo mandato, de dois anos, mas sim no seguinte. A candidata respondia a uma pergunta de uma moradora de Lisboa,
Já o candidato da Nova Democracia,
Por seu lado, Telmo Correia, do CDS-PP, defendeu que a reorganização da cidade pode ser feita já no próximo mandato, promovendo o «agrupamento de freguesias em bairros administrativos», num modelo «a meio caminho da solução francesa e espanhola».
Todos os candidatos recusaram a figura da «extinção» das freguesias mas Gonçalo da Câmara Pereira, do Partido Popular Monárquico, foi mais veemente quando criticou, ainda que de forma indirecta, Fernando Negrão, do PSD, e Telmo Correia, do CDS-PP, por darem o exemplo do modelo de Madrid e de Paris.
«Daqui nasceu o mundo», insurgiu-se o candidato, defendendo as «especificidades» da organização da cidade em freguesias.
Fernando Negrão considerou que o problema da «pulverização de freguesias é estrutural» na cidade e defendeu «o modelo francês», de organização em bairros administrativos.
No âmbito da nova legislação que o Governo está há mais de um ano a preparar para a criação, extinção e fusão de autarquias, prevê-se a extinção de freguesias com menos eleitores.
No início de 2006, chegou a ser noticiado que a nova legislação, que estava a ser preparada pelo Ministério da Administração Interna, então tutelado pelo agora candidato do PS à Câmara de Lisboa, António Costa, previa a extinção das freguesias de Lisboa com menos de cinco mil eleitores.
CDU CONTRA ZONA COMERCIAL NO NOVO TERMINAL DE CRUZEIROS FRENTE A ALFAMA
Ruben de Carvalho afirma que o projecto do Porto de Lisboa para construir uma zona comercial associada ao terminal para cruzeiros no Tejo frente a Alfama, vai ser «uma muralha» que destruirá a vista do rio
Publicado pela Lusa/ Sol em 03.07.2007
«A Câmara não pode alhear-se de nenhum projecto que diga respeito à cidade. A Câmara tem que levantar o problema junto da administração central», defendeu o candidato comunista às eleições de 15 de Julho, alertando que o projecto do Porto de Lisboa prevê «construção em altura de dois ou três pisos».
«Fazer um terminal para cruzeiros, até aí tudo bem. Mas preparam-se para fazer ali um centro comercial, ao longo de um quilómetro do cais e com dois ou três pisos de altura, ou seja, uma muralha que destruirá toda a visão de Alfama para o rio», criticou o cabeça-de-lista da CDU.
Ruben de Carvalho falava no Largo do Chafariz de Dentro, em Alfama, no final de uma 'arruada' por várias freguesias dos bairros históricos, que começou no Castelo de S. Jorge.
Sobre o projecto do Porto de Lisboa, o candidato da CDU considerou ainda que «até do ponto de vista económico» a ideia de um centro comercial no cais será prejudicial à cidade, prevendo que os turistas prefiram ali fazer as suas compras, e não saiam para a baixa da cidade.
A reabilitação urbana foi o outro tema levantado por Ruben de Carvalho na 'arruada'.
O candidato criticou a maioria PSD nos últimos seis anos na câmara por ter «transformado a recuperação de predios antigos» em «negócios e especulação».
Na 'arruada' por várias das freguesias de maioria CDU, animada pelo grupo de gaitas de foles 'O ronco do diabo', Ruben de Carvalho foi acompanhado pelo secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, e por vários membros da comissão política do PCP, como Fransciso Lopes,
O líder do PCP aproveitou para reiterar que as eleições intercalares em Lisboa têm também «uma componente nacional», apelando a «todos quantos se sentem atingidos pelas políticas injustas do Governo» para «votar na CDU» como forma de protesto.
Ja no início da arruada, Jerónimo de Sousa tinha declarado aos jornalistas que as eleições de 15 de Julho são «o momento de aliar o voto ao protesto, ao descontentamento».
Questionado pelos jornalistas, o líder do PCP afirmou que a responsabilidade por qualquer resultado da CDU, bom ou mau, será assumida pelo «colectivo».
«Aconteça o que acontecer, e deixemos o povo decidir, será sempre um resultado da CDU», afirmou, recusando que nas eleições esteja em causa a sua liderança no PCP.
sexta-feira, julho 27, 2007
COSTA PROMETE «ESTUDAR» PEDIDO PARA MUSEU DOS JUDEUS
Publicado 27.07.2007 pela Lusa/ Sol
O pedido foi feito a António Costa durante uma visita à Sinagoga de Lisboa, chamada 'Shaaré Tikvá' («Portas da Esperança»), integrada na pré-campanha para a Câmara de Lisboa, e que já levou o candidato a visitar o cardeal patriarca, a mesquita da capital, a comunidade ismaelita e a comunidade hindu.
«Acho importante que todas as comunidades religiosas tenham um espaço para revelar a sua presença histórica e onde possa revelar o espólio da sua contributo para história da cidade afirmou Costa, que evita assumir compromissos face à situação financeira da câmara.
De 'kipá' na cabeça, o ex-ministro e candidato do PS visitou demoradamente a sinagoga e demorou-se a ouvir as explicações de Ester Mucznik e Joshua Ruah, da Comunidade Israelita de Portugal, que lembraram alguns episódios da história da presença judaica no país e também fizeram alguns pedidos.
Ester Mucznik e Joshua Ruah explicaram que o espólio para expor no museu é enorme, incluindo peças do século XVII e uma biblioteca, que inclui livros históricos sobre a presença dos judeus na Península Ibérica e só precisam «de um sítio». O «ideal», avançou Joshua Ruah, seria um local no bairro de Alfama, uma antiga judiaria. «Já estamos a enchê-lo de pedidos», comentou Ester Mucznik.
António Costa afirmou que está a ponderar a criação dos roteiros de Lisboa, que passem por zonas históricos da cidade, em que se incluem locais associados à presença judaica na capital.
«Gostava de ter um olhar especial pelas várias comunidades»,incluindo a judaica, afirmou Costa, dando como exemplo a necessidade de continuar as escavações sobre a presença islâmica em Lisboa, junto ao Castelo de São Jorge. Lisboa, afirmou o candidato, é um cidade onde convivem várias comunidades e é «exemplo de diálogo interreligioso».
sábado, julho 21, 2007
TRIBUNAL DE CONTAS ARRASA PORTO DE LISBOA

A dívida da Administração do Porto de Lisboa ascende a €57,2 milhões. Só em carros gastou €829 mil
Publicado no Expresso, 21.07.2007 por Fernando Diogo e Mónica Contreras. Fotografia de João Carlos Santos
A APL não sabe qual a área de que é dona
O Tribunal de Contas passou a pente fino as contas e os procedimentos de gestão da Administração do Porto de Lisboa (APL) entre os anos de 2002/06 e concluiu que as dívidas da empresa ascendem a 57,2 milhões de euros (34,3 milhões de curto prazo e 22,9 de médio e longo prazo). O resultado foi um forte puxão de orelhas ao qual não escapam vários governos.
O rol de críticas é imenso e começa logo pela área de jurisdição e do limite das concessões da APL: “Não há garantias que as taxas que a empresa está a cobrar no âmbito das concessões sejam as realmente devidas”, denuncia a auditoria feita pelo Tribunal de Contas (TC).
A aquisição de viaturas de serviço para uso pessoal da administração, directores e chefes de serviço, a que se juntam despesas para gasolina, portagens e estacionamento, “é pouco compatível com uma empresa pública fortemente endividada”, realça o documento do tribunal.
A forte redução de pessoal verificada em 2003 e 2004 foi invertida nos anos seguintes ao ponto de a APL - que tem como principal actividade a gestão do porto de Lisboa - ter deslocado o ano passado 40% das receitas próprias para despesas com pessoal. Segundo o TC, a situação “é preocupante dado a empresa recorrer, sistematicamente, ao endividamento para financiar o seu investimento”.
No período auditado, a APL não publicou, ao arrepio da lei, a lista das adjudicações de obras realizadas. O TC afirma que a APL está em falta com “os verdadeiros accionistas da empresa, os contribuintes”.
Apesar do despesismo denunciado pelo TC, a APL obteve em 2006 o melhor resultado de sempre: os lucros ascenderam a 7,6 milhões de euros. A explicação não é totalmente virtuosa, já que 7,3 milhões são provenientes da venda de património. Por isso o Tribunal concluiu que a evolução positiva dos resultados líquidos ficou a dever-se a “factos fortuitos” e não à exploração das áreas de negócio da APL.
Entre 2002/06, a APL investiu 44,2 milhões de euros mas foi incapaz de explicar ao TC o montante exacto contraído junto da banca. Ao mesmo tempo a empresa demonstra “ineficácia” na cobrança de dívidas, que ascendem só entre as entidades públicas (Direcção-Geral das Pescas e Agricultura, Docapesca e Refer) e autarquias (Lisboa e Oeiras) a 3,37 milhões de euros.
Mas os vários governos também não saem ilesos nesta auditoria. Primeiro porque a APL teve três administrações no espaço de três anos e depois porque, ao contrário do que diz a lei, os governos até 2006 não apresentaram planos estratégicos para a APL. Mas a maior crítica vai para os contratos celebrados entre o Estado e as duas agências europeias que têm as suas sedes (provisórias ainda) em Lisboa. A APL é a entidade que está a fazer o investimento para a construção pelo valor de 32,3 milhões de euros. Enquanto não estão no edifício definitivo, pagam rendas. Só que o Estado, além de ter oferecido um ano de rendas às duas agências, fixou em 2004 um valor que em 2008 não sofrerá qualquer alteração. O prejuízo será da APL uma vez que o contrato não permite “que se pratique livremente o valor de mercado”.
NÚMEROS
1,34 milhões de euros é o valor da dívida da Direcção-Geral das Pescas e Agricultura à APL; mas outras entidades públicas, como a Refer e as Câmaras de Lisboa e de Oeiras, também devem centenas de milhares de euros à empresa
7,6 milhões de euros são os lucros obtidos pela APL em 2006, o melhor resultado de sempre; mas o resultado foi conseguido graças à venda de património
sexta-feira, julho 06, 2007
CHEFIAS DA CÂMARA DE LISBOA FALTAM QUASE TANTO AO TRABALHO COMO SUBORDINADOS
Publicado 04.07.2007 - 09h48 por Ana Henriques, PÚBLICO
Há elevados índices de absentismo entre os trabalhadores da Câmara de Lisboa, que se estendem até às envelhecidas chefias da autarquia. As faltas não justificadas atingiam em 2004 uma média de 9,6 por cento. No caso dos dirigentes da autarquia, subiu até aos 8,7 por cento.
Estes dados fazem parte da tese de doutoramento em Geografia Urbana e Sociologia do Território que João Seixas apresentou em Abril na Universidade Autónoma de Barcelona. A governação de Lisboa é o tema e o investigador está especialmente habilitado para o desenvolver: foi consultor da autarquia cerca de dois anos e nesta qualidade coordenou um abrangente diagnóstico da cidade, no qual participaram nomes como o do economista Augusto Mateus.
João Seixas explica como 12 mil trabalhadores, três centenas de departamentos e divisões e 53 freguesias compõem uma estrutura autárquica praticamente ingovernável.
A câmara tem dez trabalhadores por cada mil habitantes. Em Madrid e Barcelona, esse ratio é de cerca de metade, e mesmo municípios onde os índices de satisfação dos habitantes são altos, como Oeiras, não chega a oito trabalhadores por mil habitantes. No Porto há 6,86 funcionários por cada mil habitantes. O problema é tanto mais complexo quanto esta quantidade espantosa de funcionários de Lisboa não é sinónimo de serviços bem prestados. Os espaços verdes de Lisboa estão impecáveis? Não, constata o investigador, que entrevistou dezenas de pessoas para o trabalho - vereadores, peritos das áreas em questão e chefias camarárias, entre outros. Mas são mais de 3500 os funcionários da direcção municipal que cuida dos jardins.
Quase metade dos trabalhadores da câmara tem níveis de escolaridade "baixos ou mesmo muito baixos", o que ajuda a explicar o recurso à contratação de pessoal fora da autarquia. A média de antiguidade nos quadros dirigentes ultrapassa os 20 anos — "sendo este o grupo com a estrutura etária mais envelhecida, onde a média de idades se situa nos 50 anos."
Apesar de todo o cenário apontar para uma "deficiente cultura de responsabilidade e de serviço público", isso não impediu que, em 2004, "um em cada quatro funcionários tivesse progredido na carreira ou sido promovido". A tese fala dos "pequenos poderes arbitrários" nos serviços e da repartição dos cargos de chefia negociada "entre os aparelhos partidários com expressão eleitoral." A estes não interessa a profunda reforma que o investigador pensa que se impõe, de modo a aproximar a autarquia do quotidiano da cidade. "A organização executiva da câmara demonstra deficiente capacidade de responsabilização decisória", analisa.
A mudança passa também pela alteração da divisão "completamente obsoleta" da cidade em freguesias minúsculas e sem poderes para fazer coisa alguma. A proximidade ao cidadão implicaria a substituição das freguesias pelos chamados distritos urbanos, como noutras cidades europeias. São minicâmaras que podem ajudar a administração da cidade a sair do autismo e a acompanhar no terreno os novos problemas e dinâmicas da vida urbana, sejam o auxílio aos idosos, a criação de creches onde são precisas ou o apoio ao comércio de proximidade. Muito prometida nas campanhas eleitorais, esta reorganização nunca se efectuou, até por causa das alterações que geraria nos equilíbrios partidários.
Aqueles que têm governado a cidade preferem concentrar esforços em projectos de grande envergadura, nem sempre mobilizadores da população. É a "festivalização" ou a "mobilização do espectáculo" ("e financeira de determinados sectores da economia"), patente em empreendimentos como o da reconversão do Parque Mayer.
Câmara de Lisboa é recordista no número de funcionários per capita
quarta-feira, julho 04, 2007
terça-feira, junho 05, 2007
PROBLEMAS DE TRÂNSITO EM ALFAMA
EXMA. MESA DA ASSEMBLEIA
EXMAS. SENHORAS E EXMOS. SENHORES PRESIDENTES DE JUNTA
E DEMAIS ELEITOS
Somos moradores do bairro de Alfama, mais concretamente da Freguesia de Santo Estêvão, e vimos colocar a V. Ex.ªs alguns considerandos do que tem sido estes quase quatro anos de trânsito e estacionamento condicionado, imposto pelo Regulamento Específico da Zona de Estacionamento de Duração Limitada de Alfama.
Há cerca de 4 anos que o trânsito no Bairro de Alfama está sujeito a regras. Desde aí foi implementado um regulamento para condicionar o trânsito e o estacionamento nas ruas do Bairro.
Esse regulamento considera, entre outras coisas, trazer inegáveis benefícios para todos os moradores, nomeadamente:
· a segurança dos moradores, que veriam melhorada a circulação de viaturas de emergência;
· a circulação dentro do bairro, reduzindo bastante os bloqueios causados por carros mal estacionados;
· a facilidade para o estacionamento dos moradores, ao afastar do interior do bairro muitas viaturas de visitantes e outros, apesar de os lugares existentes não serem suficientes para os automóveis dos moradores, e por isso existirem sempre dificuldades;
· a melhoria do ambiente e da qualidade de vida de todos os moradores.
No entanto o que se verifica é que:
· a segurança dos moradores passou para segundo plano, pois continua a verificar-se dificuldade na circulação das viaturas de emergência e da própria PSP;
· continua a ser caótica a circulação nas ruas do bairro, pois ruas há em que existindo dois sentidos só consegue circular uma viatura de cada vez;
· a dificuldade dos moradores em estacionar continua a verificar-se, pois grande parte das viaturas estacionadas não têm dístico de autorização para o fazerem;
· o ignorar de todos os pedidos de reuniões e esclarecimentos, feitos pelos moradores e pela Junta de Freguesia de Santo Estêvão, por parte da administração da EMEL;
· depois de todos estes contratempos, a qualidade de vida de quem mora no bairro não melhorou, pois continuamos a ter que dar voltas e voltas ao bairro para conseguir estacionar.
Assim, consideramos fundamental para o bem-estar da população do bairro de Alfama o que a seguir enunciamos:
1. A execução plena do Regulamento aprovado em sessão de Câmara;
2. A fiscalização, por parte dos funcionários da EMEL ou da Polícia Municipal, das viaturas mal estacionadas, estacionadas há vários meses ou sem dístico de autorização para entrarem dentro dos limites do bairro, à semelhança do que é feito em outras zonas da cidade;
3. Fazer com que o Regulamento não seja aplicado de forma arbitrária consoante o funcionário de serviço, para que as regras sejam uniformes, ou seja, não haver dois pesos e duas medidas para permitir ou proibir as entradas no bairro;
4. Sinalizar nos acessos ao bairro a localização dos parques de estacionamento alternativos.
Para terminar:
Passados quase quatro anos da entrada em vigor da Zona de Estacionamento e Trânsito Condicionado no bairro de Alfama, os moradores sentem-se completamente – e sublinho completamente – abandonados pela Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa.
Lisboa, 15 de Maio de 2007
segunda-feira, junho 04, 2007
MORADORES SUSPIRAM POR ALFAMA DE "ANTIGAMENTE"
Publicado pelo DN em 02.06.07
Obras municipais de reabilitação paralisadas e outras que correm a conta gotas em Alfama fazem a população suspirar pelo bairro de antigamente, antes da saída de muitos moradores e quando as ruas eram percorridas por milhares de turistas.
Comerciantes, moradores e os presidentes das juntas de freguesia de São Miguel e Santo Estêvão são unânimes em considerar que as obras são necessárias, mas queixam-se do arrastar dos trabalhos, alguns há 10 anos, e dos estaleiros espalhados pelo bairro lisboeta que dificultam a passagem nas ruas íngremes e estreitas da zona.
"Isto está um caos, está tudo parado, só se vê tapumes. São as obras de Santa Engrácia", afirmou José Meggi, proprietário de uma papelaria na rua de São Miguel, que teve de mudar de instalações há mais de dois anos quando começaram as obras no edifício, que entretanto pararam. As obras têm causado um prejuízo "muito grande" a José Meggi, justificando que os andaimes e o piso irregular causado pelas obras afastam as pessoas da rua.
Numa padaria em frente à loja de José Meggi, a funcionária, Maria, contou que os moradores estão sempre a reclamar das obras. "Há muito ratos e estes andaimes e tapumes dão muito mau aspecto ao bairro de Alfama, muito procurado pelos turistas", sustentou.
Por todo o bairro, encontram-se várias obras paradas tapadas com telas, já amarelecidas pelo tempo, com a inscrição "Obras de Reabilitação" da Câmara de Lisboa. “As telas ainda são do tempo de Pedro Santana Lopes", comentou à Lusa Carlos Dias, em frente a um edifício no largo de São Miguel, cujas obras de requalificação nem sequer chegaram a começar.
Nascido no bairro há 52 anos, Carlos Dias confessou que é com "muita tristeza" que vê o bairro em obras permanentes: "é mau para quem visita e para quem mora".
No Beco das Bandas, as obras de um grande edifício, integradas no Projecto Integrado do Chafariz Dentro, pararam há mais de seis meses, restando apenas algum entulho em frente à obras, contou à Lusa o presidente da Junta de Freguesia de São Miguel, Francisco Maia.
"Temos queixas contínuas dos moradores. A Câmara de Lisboa não actua e nós somos descredibilizados perante a população", referiu o autarca.
Na Rua de São Pedro, quatro edifícios em obras, cujas telas e tapume escureceram a estreita rua, têm posto os nervos dos moradores em franja. Um deles é o Sr. Gonçalves, proprietário de uma mercearia, que se queixa da quebra no negócio. "Tiraram-nos a clientela toda e as obras nunca mais acabam para as pessoas poderem voltar para o bairro".
Ao cimo da Rua Norberto Araújo, quatro edifícios aguardam pacientemente há 10 anos a sua reabilitação e gera queixas dos moradores. "Isto já devia estar mais que pronto", afirmou um morador, acrescentando que esta situação prejudica o turismo: "quando os turistas vêem isto até têm medo de passar e ser assaltados".
Na Rua de São Pedro, um prédio, que ocupa quase um quarteirão, está com as obras paradas há cerca de três meses e na Calçadinha de Santo Estêvão um imóvel mantém-se emparedado há mais de 15 anos, suscitando alguma preocupação dos residentes.
Alguns metros mais há frente, no Beco do Espírito Santo, um edifício espera há cerca de seis anos pela conclusão das obras e obrigou, tal como nos outros prédios, ao realojamento das pessoas. "A minha mãe morou aqui toda a vida e teve de sair, com o desgosto sofreu um acidente cardiovascular", contou a filha da moradora.
"Muitos gostavam de voltar para o bairro, porque isto é uma família, mas já não voltam porque morrem entretanto, salientou Carlos Jorge, nascido em Alfama há 69 anos.
Para a presidente da Junta de Freguesia de Santo Estêvão, Maria de Lurdes Pinheiro, as obras têm causado enormes prejuízos para os moradores que ficaram no bairro e para os que tiverem de sair devido às obras. "São idosos que tiveram de ser realojados noutros locais e têm muitas saudades do bairro e dos vizinhos", justificou, lembrando ainda que é a autarquia que paga a renda dessas pessoas. Uma das lutas da população é a retirada de estaleiros do bairro, que consideram não ter utilidade, uma vez que as obras estão paradas.
Um desses estaleiros está situado no Largo Chafariz Dentro e outro no largo de Santo Estêvão. "O estaleiro no largo de Santo Estêvão - que servia de apoio a uma obra na Rua Guilherme Braga que está parada desde 2006 - está completamente vazio, com placas de metal a tapar o espaço, que está constantemente a ser vandalizado", disse a autarca. Além disso, acrescentou, está a ocupar uma zona onde os lugares de estacionamento são necessários. "Só tivemos prejuízos. As obras têm afastado muitos para atrapalhar, uma vez que está vazio", sustentou.
A crise financeira na autarquia acabou por implicar, "por falta de pagamento", a suspensão das obras de reabilitação urbana em Alfama, Mouraria e São Bento, segundo um relatório de execução financeira da autarquia relativo ao primeiro trimestre deste ano divulgado pelo Rádio Clube Português.
A Lusa contactou a Câmara de Lisboa para saber quantos edifícios foram recuperados e quantos faltam por reabilitar em Alfama, no âmbito dos três programas de requalificação 'Alfama Quem Cuida Ama', 'Lisboa a Cores' e 'Repovoar Lisboa', mas não obteve resposta em tempo útil.
PASSAGEIROS DO ELÉCTRICO 28 VÃO OUVIR FADO A PARTIR DE QUINTA-FEIRA
Publicado pela Lusa/ Jornal Sol
Setenta e três fadistas e 32 músicos participam a partir de quinta-feira e até 01 de Julho na iniciativa «Fado no Eléctrico nº 28», que pretende divulgar o fado amador pelas ruas de Lisboa
Os artistas convidados vão interpretar o fado mais tradicional e castiço junto da população que «deambula por Lisboa», refere um comunicado da Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), da Câmara de Lisboa.
O evento, que já vai na quinta edição, decorre de 07 de Junho a 01 de Julho, de quinta-feira a domingo das 16h00 às 18h00 e das 19h00 às 21h00. O itinerário do eléctrico 28 passa pelo Martim Moniz, Graça, São Vicente, Alfama, Castelo, Sé, Baixa, Chiado, Calçada do Combro, São Bento, Estrela, Campo de Ourique e Prazeres.
A abertura da iniciativa, na próxima quinta-feira, contará com as actuações de Esmeralda Amoedo, Conceição Ribeiro, Milene Candeias, Ana Maurício, Luís de Matos e Henrique Batista, entre outros. No ano passado, 640 pessoas assistiram às participações de 65 fadistas e 23 músicos. O «Fado no Eléctrico» é uma iniciativa da EGEAC, e está inserida na programação das Festas de Lisboa deste ano.
sábado, junho 02, 2007
PS QUER TERMINAL DE CRUZEIROS EM ALFAMA
Manuel Salgado diz que obra «vai favorecer o turismo» na capital
Publicado em portugaldiario.iol.pt em 30.05.2007
O número dois da candidatura de António Costa à Câmara de Lisboa, Manuel Salgado, defendeu esta quarta-feira a instalação do novo terminal de cruzeiros
«A localização está a ser estudada há vários anos e é uma localização estratégica porque é aquela que permite o acesso a pé ao centro da cidade», afirmou Manuel Salgado. O arquitecto falava aos jornalistas ao lado do cabeça-de-lista do PS às intercalares de 15 de Julho, António Costa, depois de uma reunião com associações do sector do turismo. O candidato socialista recebeu hoje representantes da Confederação do Turismo Português, Associação de Industriais da Hotelaria de Portugal, Associação de Restauração e Similares de Portugal, Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Associação Portuguesa de Casinos.
A instalação do novo terminal de cruzeiros do Porto de Lisboa
sexta-feira, maio 25, 2007
RECONSTRUÇÃO DA BAIXA POMBALINA
Reconstrução da Baixa Pombalina?
Ao longo do Século XX, a sociedade procurou controlar tudo à sua volta desenvolvendo uma técnica especial para explorar e desenvolver de uma forma “capitalista” o território. A essa técnica chamaram “urbanismo”, que no fundo é nitidamente a posseção do ambiente natural e humano. Um domínio absoluto absorvendo a totalidade do espaço, e posteriormente transformado convenientemente numa ciência, onde o arquitecto deixou de ter o seu lugar, muitas vezes por culpa dele próprio. Por este motivo o urbanismo é uma arte, e não uma ciência como alguns pretendem.
Um despotismo em nome do progresso, centralizador, estatizante, burocrático falseado e subsidiado por “um espéctaculo sofisticado e organizado, suportado por enganos e ignorância” como nos diz Guy Debord, em La Société du Spectacle. Estes novos aglomerados ou cidades pseudo rurais falsamente tecnologicos inscrevem-se claramente em ruptura com o Homem, com a historia e com o seu legado, (Vide, o trágico acidente, nos Olivais resultante da pratica urbana fundada na Teoria de Cidade Jardim, com traçados de ruas que permitem grandes velocidades aos automóveis). Na verdade, o momento histórico da revolução industrial e o surgimento das ideologias sociais têm grande influência no desenvolvimento do urbanismo modernista. “A necessidade de manter a ordem na rua, culmina na supressão da própria rua” e com os “meios de comunicação das massas sobre as grandes distâncias, o isolamento da população, tornou-se um meio de contrôle bem mais eficaz”, tal como nos conta Lewis Mumford em La Cité atravers l’Histoire.
A Baixa Pombalina contradiz vários historiadores que afirmam que é sómente no século XX que surge a Arquitectura, porque esta no passado estava reservada a satisfazer somente as classes dominantes. Efectivamente e ao longo do século passado o modernismo vem desenvolvendo uma nova arquitectura para “os pobres”, caracterizada por uma miséria formal, em extensões gigantescas, implantadas de forma aleatória, para uma nova experiência habitacional, uma prática profundamente rendida ao capitalismo e numa visão economicista da construção, numa evidente alienação social, na destruição das relações sociais e de cidadania, (vide aglomerados urbanos de habitação social marginais às cidades). Ora, o projecto de reconstrução de Lisboa após o terramoto de 1755 é revelador de uma grande Equidade Social, e julgo eu pela primeira vez na história das cidades, todas as classes sociais estavam representadas e viviam no mesmo edifício, (esta é a verdadeira novidade e não por motivos constructivos). É a Equidade Social projectada há 250 anos, o verdadeiro factor de Classificação da Baixa Pombalina como Património da Humanidade, e que me faz ter orgulho em ser Português.
O que está em jogo não é um conjunto de intenções para um projecto de Reabilitação da Baixa Chiado, o que me preocupa são as filosofias, vaidades e compromissos.
Por um lado, uma filosofia de alienação da nossa cultura e identidade, por outro lado os compromissos assumidos anteriormente, e dos quais não ouço ninguém a manisfestar-se. As várias propostas e projectos previstos são de uma visão egocêntrica, provinciana e economicista, e disso tenham perfeita consciência, poderam vir a destruir para sempre a frente histórica da Cidade de Lisboa. Com estes projectos, dos 2,4 km de passeio ribeirinho entre Santa Apolónia e Cais do Sodré sómente 800 metros serão acessiveis e passíveis de passeio ribeirinho. O Conjunto Urbano da Baixa Pombalina não vai sobreviver á construção da Agência Europeia de Navegação e Observatório Europeu de Toxicodependência no Cais do Sodré (obviamente importantes para Portugal), muito me surpreende a falta de pudor dos seus autores, e que não seja mais forte o peso de uma imagem colectiva de 250 anos. Assim como difícilmente o Terreiro do Paço voltará a ter o seu valor quando da construção do mega terminal da estação Sul-Sueste que será maior que o próprio vão do Terreiro do Paço. Como também a imagem inconfundível do cair da colina de Alfama sobre o Rio Tejo terminará no dia em que for realizada a praia de betão para atracar 6 paquetes com mais de 30 metros de altura e que nem 24horas ficam em Lisboa.
Quero acreditar que dificilmente a Baixa Pombalina será classificada de Património da Humanidade caso estes projectos venham a ser construídos.
A frente histórica tem necessáriamente que ser concluída, tal como em Barcelona, quando no século XX se estendeu a malha urbana de Cerdá, é necessário restabelecer a aresta Rio-Cidade, e não polvilhar e empastelar de edíficios de forma aleatória ou unicamente subjugado aos desenhos e traçados de fluxos de trafego.
Lisboa tem um potencial único, é actualmente a única capital da União Europeia com capacidade de aumentar o seu Centro Histórico sem ser descaracterizado.
É do conhecimento de todos, que os vários programas financeiros revelaram-se inadequados, e não vale a pena justificarmos todos sabemos os motivos, é pois necessário recuperar sem esperar por decisões dos particulares, como já se fez, é necessário densificar criar mais habitação com o mesmo modelo, diversificar as dimensões dos lotes de modo a não excluir as bolsas mais desfavorecidas.
Será necessário criar condições de atracção para o comercio e mais valias económicas para aqueles comerciantes resistentes os verdadeiros heróis da Baixa Pombalina, pois são eles que mantêm ainda o bater do fraco coração da Baixa-Chiado que tem vindo a sofrer de erros urbanisticos realizados em nome do “progresso”.
A revitalização do Centro Histórico da Baixa de Lisboa deve repor a veracidade, a autenticidade e a intencionalidade do Terreiro do Paço, não deixando que outros espaços urbanos possam competir com a sua grandeza, actualmente o espaço urbano criado pelos edifícios do Arsenal da Marinha e o Campo das Cebolas estão em directo desafio, por este motivo é urgente construir estes espaços e reconstruir os torreões realizando a sua cobertura tal como estaria prevista.
Este é O desafio do século XXI de um Portugal Humanista, o Projecto de Reconstrução da Cidade de Lisboa não está terminado. A Cidade de Lisboa é o Nosso maior armazém de memória cultural. Esta será sem dúvida a maior oportunidade para projectarmos a Nossa Imagem ao mundo e posteridade. As grandes cidades do passado nas quais ainda vivemos, falam pelos seus sonhos e aspiraçoes das suas sociedades, e devem entender a Memória não como uma nostalgia de glórias vãs mas como uma inspiração para as realizações dinâmicas e contemporâneas. Quanto mais proxima a criação urbana chegar ao Nosso passado colectivo mais frutuosa será a inspiração no futuro, pois o valor da memória é a sua capacidade inspiradora.
Pelo meu lado acredito na sensibilidade e cultura da Vereadora Maria José Nogueira Pinto e na preocupação social do Professor Carmona Rodrigues.
MARATONA DE FOTOGRAFIA DIGITAL DE ALFAMA

SÁBADO, 23 JUNHO 2007, das 10h00 às 23h00
Ao longo do percurso o participante será também surpreendido com intervenções culturais de curto formato – animação de rua, sessões de contos, instalações, mostras de artesanato, etc. - e no final da noite será convidado a conviver com os outros participantes, a organização e a própria população de Alfama numa musicada colectividade do bairro.
quinta-feira, maio 24, 2007
SITUAÇÃO DE "RUPTURA"
Câmara de Lisboa acumula uma dívida de 833 milhões de euros a fornecedores
Publicado 23.05.2007 pelo Jornal de Negócios com a Lusa
A Câmara Municipal de Lisboa acumula uma dívida a fornecedores de 832 milhões de euros, uma situação de "ruptura financeira", de acordo com o relatório de execução financeira da autarquia relativo ao primeiro trimestre deste ano.
Segundo o relatório de execução financeira do primeiro trimestre de 2007, citado hoje pelo Rádio Clube Português, existe um "desequilíbrio financeiro estrutural ou de ruptura financeira" na autarquia lisboeta.
A 31 de Março deste ano, a dívida a fornecedores a curto prazo situava-se nos 316 milhões de euros, sendo a dívida a fornecedores a médio e longo prazo de 516 milhões de euros.
A dívida a fornecedores na globalidade representa 90 por cento da receita de 2006, afirma o relatório, acrescentando que "evidencia um agravamento da situação financeira nas suas várias vertentes".
"Em termos de tesouraria, a situação tende, de igual modo, a agravar-se, atenta a execução da receita extraordinária, que se situa muito abaixo dos valores considerados desejáveis", refere o documento.
Entre as obras que se encontram paradas, o relatório enumera, entre outras, três "mega-empreitadas" de reabilitação urbana em Alfama, Mouraria e São Bento suspensas "por falta de pagamento".
No que diz respeito ao túnel do Marquês, há uma "factura em dívida de 3,5 milhões de euros" à Construtora do Tâmega SA e estão por cabimentar 5,3 milhões de euros.
terça-feira, maio 22, 2007
A ELITE DE LISBOA
O maior problema de Lisboa são os fazedores de opinião de Lisboa, precisamente esses que dizem que os maiores problemas de Lisboa são... etc e tal. Na verdade, achar que o problema de Lisboa tem que ver com maiorias camarárias ou finanças é indicativo de uma extraordinária miopia política e cultural que mostra muito precisamente o seguinte: Lisboa é um assunto demasiado sério para ser deixado aos lisboetas. Não me refiro à maioria dos lisboetas, aos lisboetas das 9-às-5, mas sim à elite lisboeta, aos fazedores de opinião lisboetas, aos seus colunistas, jornalistas, cineastas, escritores, poetas, músicos, actores - todos aqueles e aquelas que mostram Lisboa a si mesmos e aos outros, são ouvidos sobre Lisboa, fazem a "imagem" de Lisboa. São estes e estas que têm a responsabilidade de ter deixado chegar Lisboa ao estado a que chegou ao longo de sucessivas gestões camarárias de gente sem visão e sem rasgo, incluindo Jorge Sampaio, João Soares, Santana e Carmona. A elite (e os jovens, os jovens...) de Lisboa têm essa responsabilidade porque, iludidos pelo aumento da oferta cultural e de entretenimento que a cidade sem dúvida vem experimentando nas últimas décadas, não viram - literalmente não viram e não vêem - a degradação do espaço público, a fealdade crescente, a decadência brutal da qualidade de vida de Lisboa, uma das cidades menos user friendly da Europa, certamente a mais descuidada, suja, anárquica e rasca das suas capitais. A elite de Lisboa, aos gritinhos de contentamento com o "cosmopolitismo" da sua cidade, nem ao menos tem o discernimento de detectar o paternalismo condescendente com que os estrangeiros olham para o terceiro-mundismo dos graffiti, do lixo, dos carros estacionados por toda a parte, dos edifícios em cacos, do horror dos subúrbios, da vergonha das entradas na cidade, da porcaria dos transportes públicos, do inferno do trânsito. Esta elite, toda satisfeita, deixou a política de Lisboa aos políticos de Lisboa. E estes são tal e qual aquilo que Pacheco Pereira escreveu no PÚBLICO de 5 de Maio último, num dos mais certeiros e dramáticos textos alguma vez produzidos sobre a política portuguesa (Pacheco Pereira esqueceu-se do PCP, cujo aparelho lisboeta é do mesmo género que os do PSD e do PS; esqueceu-se até do facto de que a posição camarária dos comunistas em Lisboa constitui um dos factores históricos mais importantes da acomodação do PCP ao regime; pelas sinecuras da Câmara Municipal de Lisboa, o PCP passou a estar disposto a vender a alma. E vendeu-a várias vezes). O abandono da política de Lisboa pela sua elite é espelhado exemplarmente naquilo que sucedeu ao Bloco de Esquerda, um partido que deveria ser eco dessa elite mas que está entregue de pés de mãos atados a um candidato-vereador com mentalidade de polícia."
sexta-feira, maio 18, 2007
PROCURA-SE CANDIDATO(A) À CML
Honesto(a) - que não venda a cidade por uns trocos
Exemplar – com provas dadas e disposto a avançar com a reforma administrativa da cidade já
Lisboeta - porque dos outros que não são nem gostam de Lisboa mas querem poleiros já há muitos
Elucidado(a) - Que trate os problemas de Lisboa por “tu” e apresente soluções sem necessitar que os assessores elaborem previamente o programa de campanha
Não alinhado(a) com os interesses dos partidos - Apartidário mas não apolítico, que ponha os interesses da cidade acima dos interesses dos partidos e que não tenha sido enjeitado de outro cargo político para dar um jeitinho ao partido
Apaixonado(a) – por Lisboa de preferência alfacinha
LISBOA DOWNTOWN 2007
segunda-feira, maio 07, 2007
PSP DE MOTA EM ALFAMA
Por Sónia Graça sonia.graca@sol.pt
O POLICIAMENTO motorizado e de proximidade que a PSP implementou há um ano no bairro de Alfama, em Lisboa, está a surpreender moradores e comerciantes pela eficácia. Num relatório estatístico a que o SOL teve acesso, os números dão conta de uma redução de 6% na criminalidade que alastrava nas freguesias de São Miguel, Santa Engrácia, Santo Estévão e São Vicente de Fora. Em 2006, houve menos 37% de roubos, menos 45% de furtos por carteiristas e os assaltos a residências diminuíram 43%.
Apoiar e proteger os turistas — as principais vitimas sinalizadas até à data - dos assaltos à mão armada foi um dos objectivos deste projecto-piloto, que levou para as ruas do bairro dois motociclos em permanente circulação.
Chegamos a todos os becos, cantos e escadinhas
«Os carros-patrulha não eram eficazes porque as ruas são muito íngremes e estreitas e acolhiam facilmente os carteiristas», explica o sub intendente Coelho, comandante da 15a esquadra da PSP. «Estes veículos permitem chegar a becos, cantos e escadinhas das ruas, que dantes não alcançávamos, acrescenta.
Antes, admite, «a polícia só aparecia quando acontecia alguma ocorrência». Desde Maio do ano passado que os moradores têm um contacto quase diário com os agentes policiais, que passam a limpo as ruas num período flexível. «Alargámos a vigilância até às 22 horas e passámos a ter pessoal destacado só para estas funções», adianta o subintendente Coelho.
Mas este novo modelo de cobertura não beneficiou apenas os grupos de turistas que visitam o país, sobretudo durante o Verão, e escolhem aquele bairro típico. Muitos comerciantes e idosos da zona aplaudiram a iniciativa, bem como a Associação de Restauração e Similares de Portugal, a Associação Industrial, Comercial e Serviços de Alfama, Guias Turísticos de Portugal, a Administração do Porto de Lisboa e o Turismo de Lisboa.
E o poder local tem feito eco destes resultados. Há 29 anos que Francisco Alves, presidente da Junta de Freguesia de São Miguel, conhece o bairro de Alfama com «problemas de policiamento, toxicodependência e furtos a automóveis e a turistas». Este programa, para ele, foi a melhor medida: «No arraial popular costumavam desaparecer mais de 20 carteiras, e este ano nem uma. A venda de droga também baixou e até já houve cães apreendidos por falta de licença». Estes resultados vão, em breve, motivar o alargamento deste policiamento a outros bairros tradicionais de Lisboa.
domingo, maio 06, 2007
POLICIAMENTO EM ALFAMA
O Turismo de Lisboa encetou um conjunto de acções no sentido de colaborar com o esforço que está a ser desenvolvido pela 15ª. Esquadra da PSP, no Bairro de Alfama com vista ao reforço da segurança dos turistas nesse Bairro de Lisboa.
Assim, a PSP destacou um patrulhamento especial das 08h00 às 20H00, cujos resultados já são visíveis no abaixamento significativo do nº de queixas apresentadas por Turistas relativamente a acções criminosas naquele Bairro.
Para que os agentes destacados no Bairro disponham do maior número de informação sobre a movimentação de turistas naquela área, solicita-se, sempre que possível, informação à PSP – 5ª Divisão, dos autocarros que deslocam para Alfama através do e-mail micoelho@psp.pt.
sexta-feira, maio 04, 2007
A QUEDA DE UM ANJO
Num país onde:segunda-feira, abril 30, 2007
LISBOA E TEJO E TUDO
Pois então, lá vamos outra vez. A distinta Administração do Porto de Lisboa (APL) está lançada em mais uma tentativa de nos roubar parte do Tejo. Agora é o projecto do novo terminal de passageiros de paquetes em Santa Apolónia. Um muro de construções de oito metros de altura por seiscentos de comprido (!), que inclui centros comerciais e hotel. Também na zona do Cais do Sodré está a nascer, a uma velocidade incrível, uma construção maciça, em cima do rio, e que vai quase até ao Terreiro do Paço, eliminando uma zona de jardim, de passeio e de vista. Suponho que seja também obra do porto de Lisboa, uma vez que nenhuma placa no local indica do que se trata e eu já sei que, à beira-rio, do Parque das Nações a Algés, mandam esses senhores e ninguém tem mão neles.
Este porto de Lisboa é verdadeiramente um «case study» de pirataria impune. Têm ao seu dispor a melhor de todas as zonas da cidade de Lisboa: 13 quilómetros de frente de rio — um luxo em qualquer cidade do mundo. São terrenos do domínio público marítimo, isto é, terrenos públicos, cuja atribuição à APL tem como único fim e fundamento a sua alocação à actividade portuária. Mas como, devido ao triunfo do transporte por terra e por via aérea, grande parte desses terrenos se tornaram desnecessários para o porto de Lisboa, a APL, em lugar de os entregar à Câmara e à cidade, visto que deles já não precisa, insiste em entregá-los antes à especulação imobiliária, transformando-se a própria APL em promotor imobiliário. Sem ter de se sujeitar ao PDM da cidade, sem nada dizer à Câmara e sem se preocupar minimamente em saber se por acaso os lisboetas se importam de ver o rio entaipado. Já escrevi sobre isto inúmeras vezes e de cada vez parece que é necessário repetir a evidência: estas cíclicas tentativas da Administração do Porto de Lisboa de se comportar como dona do Tejo, sem dar satisfações a ninguém, são ilegais, escandalosamente abusivas e, de tão insistentes, já se começam a tornar suspeitas. Será que não há ninguém que consiga explicar aos senhores da APL que a sua única função é gerir o porto de Lisboa o melhor que souberem e puderem e nada mais?
Claro que tudo isto se desmanchava em dois tempos com um presidente da Câmara à altura das responsabilidades. Mas quem viu Carmona Rodrigues, na inauguração do Túnel do Marquês, a fugir literalmente dos jornalistas, para não ter de responder a perguntas comprometedoras, percebeu definitivamente, se dúvidas ainda alimentasse, que Lisboa está sem presidente da Câmara. Carmona Rodrigues, não tenho uma dúvida, é um homem sério e bem intencionado: ele quer o melhor para Lisboa, só não sabe é o quê. Não tem dinheiro, não tem projectos, não tem ideias, não tem peso político próprio e nada mais deseja já do que escapar às perguntas, às questões, aos problemas.
Não é o único culpado. Os primeiros culpados são aqueles lisboetas que confundem política com telenovelas e que resolveram, displicentemente, trocar o melhor presidente da Câmara que Lisboa teve nos últimos trinta anos — João Soares — por um vendedor de banha da cobra que, na primeira oportunidade, se pirou para melhor poiso e, assim que foi despedido por gritante incompetência, voltou à Câmara, para giboiar durante uns meses — como se aquilo fosse uma sinecura pessoal e não um lugar de trabalho. Santana Lopes deixou-nos a Câmara arruinada, os amigos por todo o lado, um casino para o sr. Stanley Ho, um imbróglio policial e urbanístico no Parque Mayer, uns negócios de favor com o Benfica e o Sporting e um túnel no Marquês que, ao fim de quatro anos de atraso, estreou-se incompleto, não se sabendo se é seguro e quanto terá custado ao certo. E foi tudo. Bem feito para os que votaram nele. O pior são os outros, que não têm nada a ver com isso.
O segundo culpado é Carmona Rodrigues. Primeiro, viveu dois anos a fazer de número 2 de alguém que só existe como número único e a caucionar-lhe todos os disparates; depois, herdou-lhe subitamente a Câmara, com a promessa de que jamais voltaria, mas assim que ele voltou encaixou um “chega para lá!” humilhante sem um protesto; enfim, quando pôde concorrer como número 1 e sem a sombra abafante de Santana Lopes, Carmona não soube escolher a sua gente, não foi capaz de ter um plano de acção nem meia dúzia de projectos mobilizadores e nunca se mostrou à altura de uma vitória caída do céu e só tornada possível pela vaidade suicida do ‘embaixador’ Manuel Maria Carrilho.
O terceiro culpado é o Partido Socialista, incapaz de perceber que a batalha pela Câmara de Lisboa e por uma gestão exemplar para a cidade podia ser uma luta política de referência e que se limitou antes a imaginar que só interessava ganhar a eleição — e que isso se conseguia com a beleza da Bárbara Guimarães e a esperteza saloia da inacreditável equipa autárquica que por lá tem, supostamente na oposição. Foi, sim, uma derrota política exemplar — das mais merecidas e pedagógicas de que me lembro.
E passo por cima do desempenho do PCP e do PP na Câmara de Lisboa, apenas dizendo que nunca descortinei motivo para tão generosos elogios da nossa imprensa: nunca dei por que eles fizessem qualquer diferença. Em minha opinião, a CML e a cidade de Lisboa só têm um único rosto de alguém que ali está ao serviço dos munícipes, e é altura de lhe prestar homenagem: é, obviamente, José Sá Fernandes, do Bloco de Esquerda. Por favor, não me venham com aquele discurso «blasée» dos ‘pregadores’ do Bloco de ‘Esquerda’ e “já não há pachorra para os ouvir”: a política mede-se pelos resultados concretos para pessoas concretas, e nada melhor do que a política das cidades para medir esses resultados. A única pessoa na Câmara de Lisboa que eu tenho visto conhecer os assuntos, bater-se pelo bem comum, não ter medo de enfrentar os interesses instalados e os influentes que mandam na cidade e não cobiçar cargos e mordomias nas empresas municipais ou outros ‘tachos’ sempre ao dispor é José Sá Fernandes. A mim tanto me faz que seja do Bloco de Esquerda, do PP ou do Partido da Estratosfera. E não é por acaso que, mais uma vez, ele é o único a denunciar os novos planos de saque e rapina do porto de Lisboa. Que pena que não seja ele o presidente da Câmara neste momento e que a maior preocupação do actual presidente e da actual vereação seja a de saber quantos e quais vão ser constituídos arguidos naquele inenarrável desastre inventado para o Parque Mayer!
domingo, abril 29, 2007
JOVEM SUBIU A UMA CARRUAGEM E SOFREU FORTE DESCARGA ELÉCTRICA
Daniel Lam | |||
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Por motivos ainda desconhecidos, um jovem de 19 anos resolveu subir para uma carruagem estacionada entre a discoteca Lux e a estação de comboios de Santa Apolónia, |
quarta-feira, abril 25, 2007
CONTESTAÇÃO A PROJECTO DA APL EM SANTA APOLÓNIA
O vereador eleito pelo Bloco de Esquerda no município de Lisboa, José Sá Fernandes considera "inqualificável" o anúncio da consignação da primeira fase da obra do terminal de cruzeiros de Santa Apolónia aos empreiteiros, sem que a Câmara de Lisboa se tenha pronunciado. E por isso disse já ter pedido uma reunião com a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino.Sá Fernandes , aponta o dedo sobretudo a Carmona Rodrigues e ao "seu silêncio" perante "esta ilegalidade". É que segundo o vereador, "a frente Santa Apolónia até à doca da Marinha é a última onde ainda se consegue ver o rio, mas que depressa acabará quando o terminal for construído e quando cinco barcos de cruzeiros atracarem. Além do mais, a autarquia tem que se pronunciar quando os projectos incluem hotéis".Sá Fernandes não está só na contestação a este projecto que representa 45 milhões de euros de investimento total. Um grupo de cidadãos, unidos no Forum Cidadania Lx, critica igualmente o anunciado empreendimento. "O que está proposto é um muro de 600 metros de extensão e oito de altura que vai tapar a vista e a frente de Alfama", disse ao DN Paulo Ferrero, membro desta comunidade que se junta no blogue cidadanialx.blogspot.com. "Tudo isto é contrário às anunciadas intenções do ministro do Ambiente e do presidente da CML para a zona ribeirinha", acrescentou. O DN contactou o gabinete de Carmona Rodrigues, não tendo obtido respostas.O projecto do novo terminal de cruzeiros de Santa Apolónia deverá estar pronto, segundo Administração do Porto de Lisboa (APL), em 2010. O projecto tem autoria do arquitecto Rui Alexandre e integra o actual Cais de Santa Apolónia e toda frente de acostagem até à Doca da Marinha, nas imediações do Terreiro do Paço. Inclui além do novo terminal de passageiros, um hotel, espaços comerciais e escritórios.Para o arquitecto Gonçalo Cornélio da Silva, bolseiro da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e da Gulbenkian e professor de Arquitectura na Universidade de Notre Dâme (Indiana, EUA) "este projecto provoca o colapso da frente rio histórica não é aglutinador dos interesses dos seus habitantes, nem tão pouco responde a uma implicação de cidadania ou de melhoria ou valorização substancial da cidade de Lisboa". E vai mais longe: "É um barrote de cerca de 600 metros lineares com oito metros de altura em frente à cidade histórica. Esta situação é reveladora do descalabro urbanístico que representa a adição avulsa, da colocação de objectos arquitectónicos apátridas sobre um cenário espectacular único que deveria ser património da Humanidade."José Sá Fernandes promete não dar tréguas a mais um caso que, considera, configura "ilegalidade" pois "vai totalmente contra o que diz o Plano Director Municipal de Lisboa sobre a frente ribeirinha da cidade".O vereador eleito pelo BE diz que este projecto lhe faz lembrar o polémico POZOR também de iniciativa da APL. "A quem é que isto interessa?", questiona. "Os cruzeiros dão prejuízo ao Porto de Lisboa. Estes turistas fazem uma despesa de sete euros, em média, segundo a APL. Quem ganha com este projecto são as agências de navegação", diz. Segundo o Jornal de Notícias, as obras que têm como pressuposto concentrar todo o movimento de navios de cruzeiros de passageiros em Santa Apolónia, numa zona nobre da cidade e disponibilizar os actuais terminais de Alcântara e Rocha de Conde Óbidos, começam no segundo trimestre do ano. Para Manuel Frasquilho, presidente da APL , o objectivo é que o novo terminal venha a receber 500 mil passageiros.
sábado, abril 21, 2007
JOVEM ESCAPA POR MILAGRE
João Reis, jogador do Odivelas, encontra-se na Unidade de Queimados do Hospital de São José, depois de ter sido electrocutado numa catenária com 25 mil watts de energia. O jovem, 19 anos, acabara de sair da Discoteca Lux, em Lisboa, quando decidiu subir a um vagão de transporte de cereais, com seis metros de altura, estacionado ao lado daquele famoso local de diversão da capital.
João Reis sofreu queimaduras em 60 por cento do corpo (30 por cento de 2.º grau e outros 30 de 3.º) mas, segundo Record apurou, a principal preocupação dos médicos reside no facto de o futebolista do Odivelas ter inalado fumo, o que lhe afectou os pulmões e condiciona a sua recuperação.
Embora se trate do quarto caso em dois anos naquela zona, a verdade é que a Refer, acusada de negligência devido à ausência de vedações e de sinalização, defende – segundo declarações de Susana Abrantes, do gabinete de comunicação daquela empresa, à “Sábado” – que “não há nenhuma medida de segurança que impeça estes actos tresloucados”.






Comentário: Com os vários acidentes à porta do Lux nomeadamente os acidentes de viação à saída dos Parques, nas cantenárias e com os condutores embriagados que se atiraram ao rio os Lisboetas deixaram de ter acesso ao rio e hoje é impossível circular à beira rio por causa dos gradeamentos e do arame farpado. Não teria sido mais lógico aumentar a vigilância e a fiscalização na zona durante a noite?


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