sábado, junho 14, 2008

GOCAR EM LISBOA

Uma nova forma de conhecer o centro de Lisboa, Belém e a Expo chegou a Lisboa pela Gocar. Os pequenos veículos para dois passageiros estão equipados com um motor de 50 c.c. e GPS com duas colunas que revelam o percurso aos visitantes.


O único defeito é não serem completamente ecológicos mas a diversão é garantida.

Mais informações:

Tel. (+351) 21 096 50 30
Rua dos Douradoures, 16
www.gocartours.com

quarta-feira, junho 11, 2008

LISBOA: REDE DE BICICLETAS DE USO PARTILHADO CRIADA NO VERÃO DO PRÓXIMO ANO

Publicado em noticias.sapo.pt em 11 de Junho de 2008, 19:00

Lisboa, 11 Jun (Lusa) - A Câmara de Lisboa aprovou hoje um estudo para a criação de um sistema de bicicletas de uso partilhado, com cerca de 2500 bicicletas distribuídas por 250 postos na cidade. O sistema, semelhante ao que existe em cidades europeias como Paris ou Barcelona, deverá ser instalado em Junho do próximo ano, segundo a previsão do presidente da Câmara, António Costa (PS).

Na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do executivo municipal, o autarca referiu igualmente que em Setembro deverão estar concluídos os "termos de referência" para o lançamento do concurso público. "É uma medida importante para estimular o uso da bicicleta e a mobilidade sustentável", afirmou.
O vereador dos Espaços Verdes, José Sá Fernandes (BE), considera que a proposta representa um "salto de gigante" na política de mobilidade da cidade e gostaria que o sistema estivesse criado a tempo do dia do Ambiente do próximo ano, a 5 de Junho.

A proposta foi aprovada com a abstenção da CDU e os votos favoráveis das restantes forças políticas. O vereador comunista Ruben de Carvalho defendeu que o estudo hoje aprovado não esclarece eventuais responsabilidades jurídicas em caso de acidente dos ciclistas. A CDU teme ainda outros "problemas de segurança" decorrentes de uma utilização massiva e não controlada daquele meio de transporte. "Dada a forma como está o espaço público andar de bicicleta vai ser uma aventura", argumentou.
ACL. Lusa/Fim

Em Barcelona o sistema é fundamentalmente utilizado por turistas, é bastante simples, funciona bem e existem diversas alterativas.
Em Lisboa este tipo de oferta virá seguramente melhorar em muito a mobilidade e o conforto de quem nos visita porque nos principais eixos turísticos da cidade, de Belém à Expo, passando pela zona ribeirinha e pela Avenida da Liberdade os circuítos são bastante planos e convidativos.

Entretanto, paralelamente à bicicleta, estão a emergir outras ofertas turísticas no centro de Lisboa, nomeadamente a GoCar (veículos turistícos), a Scooter Mania (Scooters) e a Red Tour (veículos eléctricos e Segways).







sexta-feira, junho 06, 2008

MARCHAS POPULARES: SANTOS DE ONTEM… E DE HOJE?

Publicado em Visão.pt por Sara Rodrigues - 06 Jun 2008

Junho é mês de festa em Lisboa. As marchas desfilam pela avenida, montam-se os arraiais, come-se sardinha assada e oferecem-se manjericos com quadras populares. Será que antes as comemorações eram mais genuínas?

Começou o mês dos Santos Populares. Da sardinha no pão, do manjerico, do balão e do arco, das marchas na avenida, dos arraiais. Enfim, Lisboa vai sair à rua para festejar. Mas será que o faz da mesma maneira? A tradição mantém-se? Poderemos dizer que a tradição de comemorar se mantém, mas quase tudo o resto foi alterado. Se é para melhor ou pior não nos cabe a nós decidir. Basta olhar para estas fotos para perceber que é… diferente.


Os grandes arraiais e bailaricos na Praça da Figueira (como se vê nas fotos) já não existem, agora estão espalhados pela cidade (este ano são 26 locais), as tais sardinhas assadas atingem preços astronómicos por esta altura (no ano passado custavam €2 cada) e a devoção ao Santo António já não é tão fervorosa.


Mas não há dúvidas que é uma mega festa, a que este ano se vai juntar o Euro 2008 e, em Agosto, os Jogos Olímpicos. Sim, é verdade que estamos a falar do mês de Agosto, já que basta dar uma vista de olhos no programa das Festas de Lisboa para ver que começam em Maio e vão até Setembro.
Mas também sabemos que atingem o seu auge no mês de Junho e o clímax na noite do dia 12, véspera de Santo António. É nessa noite que milhares de pessoas saem à rua e, verdadeiramente, entopem alguns dos bairros mais típicos da capital, como Alfama, Bairro Alto ou Castelo. E, é também nessa noite, que desfilam na Av. da Liberdade as Marchas, essa manifestação popular que assumiu cariz cultural e foi classificada em 19.º no ranking das 50 melhores festas europeias. Esta tradição que alia a música, à poesia, à representação e à dança começou em 1932 pela mão do cineasta Leitão de Barros e, apesar de algumas interrupções devido à II Guerra Mundial e ao período do pós-25 de Abril de 1974, tornou-se um ícone das festas.


Durante muitos anos, além da avenida, desfilavam também no Pavilhão dos Desportos (mais tarde baptizado de Carlos Lopes), mas, mais recentemente, é no Pavilhão Atlântico que se discutem as pontuações e as melhores coreografias (este ano, 20 marchas estão a concurso com encenações dedicadas a Fernando Pessoa, pelo 120.º aniversário do seu nascimento, Padre António Vieira, pelo IV centenário do seu nascimento, aos 200 anos da chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil e ao Ano Europeu do Diálogo Intercultural).


Mas não é só isto. Se ao longo dos anos têm sido incluídos no programa das Festas de Lisboa diversos apontamentos musicais como a Festa do Fado ou o fado nos eléctricos, este ano ainda acrescentaram momentos teatrais nos autocarros, jazz nos elevadores da cidade, uma corrida de atletismo nocturna e a 2.ª Edição do City Chase, uma espécie de peddy paper com corrida de obstáculos a que chamam a «maior aventura urbana da sua vida!». As festas desta cidade têm, sem dúvida, um novo élan.

ASAE DE OLHO NOS SANTOS POPULARES

Responsável fala em “eventuais inspecções” e garante que a autoridade alimentar está atenta
Publicado no DN, por Filipe Santos Costa





















A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) incluiu no seu plano de actividades as festas populares que animam o país nos meses de calor. “Os arraiais fazem parte do planeamento da ASAE”, confirmou ao Expresso o subinspector-geral Jorge Reis, responsável pela área técnica e laboratorial. “Estamos atentos às festas populares”, garantiu, depois de uma audição na Assembleia da República (AR), quarta-feira, perante o grupo de trabalho parlamentar sobre pequenos produtores e produtos tradicionais.
Em resposta ao deputado Hélder Amaral, do CDS, este responsável da ASAE deu conta de “muitas reuniões com os organizadores dessas festas, onde são dadas noções básicas de higiene. Se seguirem esses requisitos, nada irá acontecer numa eventual inspecção da ASAE nessas festas populares”.



Questionado pelo Expresso sobre a possibilidade de a ASAE ir para as festas de Santo António ou São João, Reis reafirmou a possibilidade de “eventuais inspecções”. “Isso tem a ver com com critérios de avaliação de risco que são definidos para a escolha dos alvos.” Que critérios? “São critérios internos.”
Na audição com o grupo de trabalho que está a avaliar o impacto dos regulamentos comunitários e a forma como têm sido impostos pela ASAE aos pequenos produtores de alimentos tradicionais, ficou clara a contradição entre a autoridade de segurança alimentar e o Ministério da Agricultura. No mesmo dia, também na AR, Jaime Silva, que tutela o desenvolvimento regional, tinha assegurado aos deputados que nada na lei impede que um proprietário de turismo rural sirva aos seus hóspedes um arroz de cabidela feito com uma galinha criada e abatida na sua propriedade. Poucas horas depois, o subinspector geral da ASAE contrariava o ministro, repetindo o que o líder máximo daquele organismo, António Nunes, já tinha dito na AR: nesse caso, o abate dos animais tem de ser feito num matadouro. Caso contrário, só podem ser para consumo doméstico, sendo proibida a sua venda. Uma “opinião consubstanciada numa base legal”, reforçou o representante da ASAE, embora tenha moderado o discurso: “As opiniões que assumimos não são dogmáticas, podemos fazer alguma nova leitura.”
Jaime Silva assumiu em relação à actuação da ASAE que “há excessos” e que “é preciso corrigi-los”. Admitiu que em alguns casos “pode haver má interpretação da lei” por parte dos agentes de António Nunes, e frisou que, nesses casos, a interpretação compete aos técnicos do Ministério da Agricultura,


Mas não foi só a ASAE que contrariou o ministro. Se de manhã Jaime Silva tinha garantido que “nenhum produto tradicional está em causa neste país”, à tarde a Associação de Criadores de Ovinos da Serra da Estrela alertou que os produtores do queijo da serra “estão constantemente a incorrer em infracção se tudo for aplicado”, o que pode pôr em causa a produção. A associação queixou-se ainda da falta de critérios uniformes dos inspectores, o que seria depois confirmado num comentário de outro dirigente da ASAE. Barreto Dias, responsável científico, considerou que não são necessárias as bancadas de aço inoxidável nas produções tradicionais, ao que Hélder Amaral contrapôs que existem “imensos autos por não haver a bancada de inox”.

quarta-feira, junho 04, 2008

LISBOA QUER RECEBER CERCA DE 300 MIL VISITANTES

Publicado por presstur.com em 06.05.2008

De 2 a 16 de Agosto

O Turismo de Lisboa quer receber 300 mil visitantes na edição deste ano do Festival dos Oceanos, que decorre entre 2 e 16 de Agosto e realiza 17 espectáculos ao longo de 15 dias.

“Este ano queremos ultrapassar os 200 mil visitantes, da edição de 2007, em cerca de 50%”, afirmou hoje o presidente-adjunto do Turismo de Lisboa, Mário Machado na assinatura do protocolo entre a Parque Expo e a ATL para a realização conjunta do Festival dos Oceanos.

O evento, que vai apresentar diferentes espectáculos ao longo da zona ribeirinha de Lisboa, entre o Parque das Nações e a Zona de Belém, e também em bairros históricos da cidade, como Alfama, e que contou com um investimento de dois milhões de euros, participado em 250 mil euros pelo Turismo de Portugal, vai contar este ano com uma divulgação maior e reforçada.
“Este ano tivemos mais tempo para promover o Festival, por isso conseguimos incluí-lo em todas as acções promocionais que fizemos no estrangeiro, nas brochuras dos operadores estrangeiros relativas a Agosto, nomeadamente no Reino Unido, Alemanha, Espanha, França e Itália e também contamos com a colaboração da TAP, com a qual temos um protocolo, para fazer divulgação das nossas iniciativas na revista de bordo”, revelou ao PressTur Mário Machado, presidente Adjunto da ATL, hoje, à margem da apresentação.

Durante 15 dias, quem passar e morar em Lisboa vai poder assistir a mais de 17 espectáculos e iniciativas, das quais se destaca a “A Regata Internacional dos Oceanos”, que parte de Marselha a 19 de Julho, chegando a Lisboa a 12 de Agosto, após passar por cidades como Algeciras ou Rabat, a “Ocean Parade”, no dia 2 de Agosto, no Parque das Nações.

A Parque Expo vai celebrar os 10 anos da Exposição Mundial de Lisboa – Expo ’98, com o espectáculo “L’Utopie”, na Doca dos Olivais, entre 15 e 16 de Agosto, num espectáculo cheio de música, cor e pirotecnia.
Também em destaque no Festival dos Oceanos vai estar a conferência “2008 – Ano Internacional do Planeta Terra”, a decorrer no Oceanário.
A música, o teatro, exposições, espectáculos de rua e de mergulho e lançamento de papagaios de papel vão ser algumas das iniciativas previstas na programação do Festival dos Oceanos.

Museus abertos até à meia-noite

Uma das novidades da programação deste ano, é a abertura de alguns museus e monumentos até à meia-noite, como o Museu Berardo, a Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos, o Pavilhão do Conhecimento, o Museu da Carris e o novo Museu do Oriente.
Em paralelo, a Parque Expo, para celebrar o 10º aniversário da Expo 98 vai ter patente ao público uma exposição de cartoons, publicados entre 1993 e 1998, sobre o que se esperava viesse a ser a Expo 98, e vai também organizar um debate subordinado ao “Urbanismo e Arquitectura”, relativo ao papel que a exposição teve no crescimento da cidade para Oriente.

LISBOA: NOVOS REGULAMENTOS URBANÍSTICOS DISCUTIDOS NO PRÓXIMO MÊS - ANTÓNIO COSTA

Publicado em rtp.pt por LUSA/Fim

Lisboa, 15 Mai (Lusa) - O presidente da autarquia de Lisboa, António Costa anunciou hoje que no próximo mês serão apresentados à Câmara regulamentos urbanísticos, como os de edificação, cedências e compensações, cuja elaboração foi recomendada pela sindicância aos serviços de Urbanismo.

"No próximo mês serão apresentados à Câmara o regulamento de edificação e urbanismo, o regulamento da TRIU [Taxa Municipal pela Realização de Infra-Estruturas Urbanísticas] e o regulamento de cedências e compensações", afirmou António Costa, durante um almoço promovido pelo American Club of Lisbon.

Os regulamentos serão acompanhados de um Plano Director Municipal "anotado", um "instrumento de auto-vinculação da própria Câmara, para que todos saibam como a Câmara interpreta o PDM e para os seus funcionários fiquem obrigados a essa interpretação".

Segundo o autarca, os regulamentos, cuja revisão ou elaboração foi recomendada pela sindicância aos serviços do Urbanismo, pedida pelo anterior presidente da Câmara, Carmona Rodrigues, bem como o PDM anotado, servem para que "as regras do Urbanismo, sejam claras para todos o conhecidas de todos".

"A Câmara não fingiu que não havia o relatório da sindicância. Olhou e viu as medidas que era necessário tomar", disse, acrescentando que na sequência da sindicância foram instaurados sete processos disciplinares.

António Costa revelou também que desde que o executivo tomou posse, a 1 de Agosto de 2007, "foram licenciados dois milhões de metros quadrados de área bruta de construção", na sua maioria para habitação.

Segundo o autarca, só no eixo composto pela Avenida da Liberdade, Fontes Pereira de Mello e Avenida da República, foram licenciados cerca de 200 mil metros quadrados.

Estes níveis de licenciamento significam que, segundo António Costa, a autarquia está a conseguir recuperar de "praticamente um ano sem licenciamentos", na sequência da crise na Câmara que levou a eleições intercalares.

"Não obstante um ano de paralisação, não obstante o trauma que a sindicância causou aos serviços de Urbanismo, neste momento já licenciámos mais do que foi licenciado em 2006", sustentou.

Na área social, o autarca anunciou o estabelecimento de uma parceira com o Centro de Refugiados, para a instalação em Lisboa de uma casa para crianças refugiadas.

Questionado pelos jornalistas, o autarca preferiu não divulgar o local escolhido, por ainda não ter sido comunicado ao Centro de Refugiados, adiantando que terá capacidade para mais de vinte crianças.

A criação de um Museu da Comunidade Judaica, em Alfama, e de um Centro de Arte Contemporânea Africana, foram outros projectos de parceira referidos por António Costa.

LISBOA: ALFAMA CRITICA CORTE NOS APOIOS DA CÂMARA PARA ARRAIAIS POPULARES

Publicado em 15 de Maio de 2008 pela LUSA/SAPO

A Presidente da junta de freguesia de Santo Estêvão, em Alfama, assim como as colectividades e os comerciantes e moradores da zona, criticam a Câmara de Lisboa por falta de apoios nos arraiais populares.

Os moradores de Alfama dizem que a zona "está a morrer", a propósito de as colectividades virem a receber este ano da Câmara menos de 75 por cento do dinheiro do ano passado para financiar os arraiais dos santos populares, proposta aprovada em reunião de executivo.

"Estou contra o facto de a Câmara fazer coisas destas", afirma presidente da junta, Lurdes Pinheiro, justificando: "As colectividades é que dinamizam os santos populares e estão a tirar-lhes os meios para isso."

"As colectividades vão ter muitos problemas em cumprir o regulamento que a própria câmara estipulou para os arraiais, como por exemplo a regra que exige música ao vivo. O dinheiro que vão dar agora não chega para pagar nem uma noite de música", observa a presidente da junta.

Os arraiais são organizados por voluntários, "mas não é o pobre que vai pagar as bandas que actuam", reitera Mário Rocha, presidente do Centro Cultural Magalhães Lima, uma das colectividades que costuma receber o apoio da Câmara, e que vê em risco, este ano, a organização dos seus arraiais.

A presidente da junta acredita que a medida adoptada pela câmara "é apenas uma desculpa", pois "entretanto [a câmara] vai apoiando eventos privados como o Rock in Rio".

"A tradição deixa de ser tradição", acrescenta.

Alguns comerciantes como o casal Marques, que gere o restaurante Tolam, criticam as licenças que têm de pagar à Câmara para, por exemplo, porem o "fogareiro na rua".

"Acho mal as colectividades terem apoio e nós não", pois, acredita Fernando Marques, "os comerciantes também fazem a festa" e apresentam condições de que esta necessita, "como as casas de banho que todos usam".

"Pelo menos devíamos estar isentos de pagar a licença", contesta o dono do restaurante, afirmando que assim "a gente acaba por desistir de participar nos arraiais."

"Qualquer dia isto morre. Apenas o amor de algumas pessoas que fazem um grande esforço mantém o Santo António", observa Hermínio Álvaro, morador da freguesia de Santo Estevão.

Artur Pereira, de 63 anos, acrescenta que "antigamente" a festa decorria durante "o mês todo", recordando a existência de "um coreto com um conjunto a tocar": "convivia-se... E agora não permitem isso".

CARRIS COM FADO, JAZZ E TEATRO A BORDO

Publicado 03.06.2008 em opcaoturismo.com

A Carris e a EGEAC, E.M. - Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural, assinaram um protocolo para a realização conjunta de actividades de animação cultural na cidade de Lisboa para os anos 2008 e 2009. A parceria permite uma maior divulgação das Festas da Cidade de Lisboa em toda a frota da Carris e leva animação e cultura a todos os clientes destes transportes.

As Festas de Lisboa 2008 reinventam a cidade e os seus espaços, suscitando novos olhares e criando novos modos de fruição. A animação centra-se na zona da Praça do Comércio, Baixa-Chiado e Avenida da Liberdade e percorrem um considerável número de ruas da cidade a bordo dos eléctricos, autocarros e ascensores da Carris.
Este protocolo visa a divulgação e a dinamização de actividades culturais, permitindo oferecer teatro e música a todos os que usufruem dos transportes públicos da Carris.

Artistas amadores cantam o fado tradicional no palco dos eléctricos. Medalha de Prata de Mérito Turístico, este é já o quarto ano em que o Eléctrico 28 encanta os seus clientes com música a bordo.

Este ano, a Carris disponibiliza os Eléctricos 18 e o 25, que se juntam, também, à festa, alargando esta experiência a mais bairros lisboetas. Do Martim Moniz aos Prazeres, passando pela Graça, Alfama, Bica e Bairro Alto. O Fado nos Eléctricos acontece até 29 de Junho, às quintas e domingos, das 16 às 18h e 19 às 21h.
O teatro é a proposta da Carris a todos os clientes das carreiras dos autocarros nº 745, 746, 755 e 758. Acontece de 4 a 25 Julho, às sextas-feiras e a partir 18h00.
Jazz às Onze

A Carris e a EGEAC associam-se aos 60 anos do Hot Clube de Portugal e proporcionam momentos de jazz nos Ascensores e Elevador da cidade das Sete Colinas. Estes meios de transporte, propriedade da Carris e classificados como Monumentos Nacionais, são: o Ascensor do Lavra, o mais antigo da cidade, inaugurado em 1884, faz a ligação entre o largo da Anunciada e a Travessa do Forno do Torel; o Ascensor da Glória, o mais movimentado, inaugurado em 1885, liga a Praça dos Restauradores ao Bairro Alto; o Ascensor da Bica, com o percurso mais pitoresco, inaugurado em 1892, faz a ligação entre a Rua de São Paulo e o Largo do Calhariz; e o Elevador de Santa Justa, único elevador vertical, inaugurado em 1902, liga a Rua do Ouro ao Largo do Carmo. Acontece apenas nos dias 5, 13, 19 e 27 Setembro, das 11h e às 23h00
No âmbito deste protocolo, a Banda da CARRIS terá, também, uma agenda definida de actuações nos espaços públicos geridos pela EGEAC, estando já prevista uma actuação do Grupo Coral da Carris na zona superior do Elevador de Santa Justa, no mês de Dezembro.

Refira-se ainda para entrar nos eléctricos, autocarros ou elevadores basta possuir os títulos de transporte válidos nos transportes da Carris.

ÀS CEGAS POR ALFAMA

Publicado no Guia da Cidade

Imagine o que é redescobrir o bairro de Alfama de olhos vendados: são as ruas apertadas, o cheiro das sardinhas a assar, o som de um fado que se ouve ao longe e tantas outras aventuras sensoriais…

São passeios a pé, no bairro de Alfama, em que os participantes têm os olhos vendados e são conduzidos por um guia invisual da ACAPO que partilha as suas referências sensoriais. Está também presente um guia Lisbon Walker que faz a contextualização histórica do percurso e 4 elementos da APPA, que ajudam os participantes a percorrer o espaço.

Pretende-se proporcionar uma experiência sensorial, que visa a construção de um novo conhecimento do espaço através do estímulo dos sentidos do cheiro, tacto, gosto e audição pela ausência da visão.

Estes passeios pretendem também sensibilizar para o universo invisual, não num sentido incapacitante, mas num sentido positivo e estimulante, em que o próprio invisual nos convida a entrar no seu mundo de códigos e referências.

Venha à descoberta, e surpreenda-se... De 12 a 26 de Julho.

Datas: dias 12, 19 e 26 de Julho, às 11h
Marcação prévia
Duração do passeio: 1 hora
Número máximo de participantes por passeio: 8
Preço por pessoa: 20 Euros (valor a reverter integralmente para a ACAPO)
TM: 91 380 64 79 / info@cabracega.org
Mais informações em www.cabracega.org

CANAL DE HISTÓRIA ESTREIA «RECORTES DE LISBOA» DIA 13

Publicado no Diário Digital

Lisboa vai ser a protagonista de «Recortes de Lisboa», uma nova série produzida pelo Canal de História com estreia no próximo dia 13 de Junho, pelas 19:00 horas, que pretende dar a conhecer a história, segredos e todas as curiosidades dos doze locais mais emblemáticos da cidade.
Aproveitando a proximidade das comemorações do dia de Santo António, o santo padroeiro da capital portuguesa, Alfama foi o bairro eleito para assinalar a estreia deste programa de produção nacional.

No primeiro episódio, o canal vai percorrer as ruas estreitas e sinuosas do típico bairro de Alfama para revelar todas as curiosidades históricas deste local, as suas origens, os seus segredos e os aspectos mais importantes que recordam as memórias do passado de um dos principais bairros da cidade.

Castelo, Avenida da Liberdade, Campo Santana, Avenidas Novas, Graça, Parque das Nações, Baixa Pombalina, Bairro Alto, Belém, Cais do Sodré e Chiado são os restantes onze locais que compõem este programa com exibição todas as sextas-feiras, de 13 de Junho a 29 de Agosto, sempre pelas 19:00 horas.

Para comemorar esta estreia junto dos espectadores, o canal vai estar presente nas ruas do bairro de Alfama, na noite de Santo António, através de uma acção de street marketing, que promete surpreender a população, anunciando esta estreia de forma inédita e original. Assim, o canal associa-se às festividades através da colocação de bancadas, com decoração alusiva às comemorações, onde serão oferecidos centenas de manjericos com poemas dedicados ao bairro de Alfama e à nova série «Recortes de Lisboa».

Presente em mais de 130 países e visto em mais de 230 milhões de lares, o Canal de História é produzido pela Chello Multicanal, empresa independente líder na produção de canais temáticos em Espanha e Portugal, e exibe uma completa oferta de documentários com um catálogo internacional que inclui mais de três mil horas de programação original.

sexta-feira, maio 30, 2008

THE SOUL OF FADO

Publicado no site do artista em Guus Slauerhoff.com

The Dutch visual artist Guus Slauerhoff (Sneek, Netherlands, 5 April 1945) was grasped by Fado as he discovered the Fado singer Cristina Branco, who expressed and interpreted a selection of poems by the poet Jan Jacob Slauerhoff (1898-1936) in Portuguese, on her CD 'Cristina Branco canta Slauerhoff '. Between November 2003 and March 2004 he accompanied the singer while she was touring the Dutch theatres, making many drawings of the concerts for his exhibition 'The emotion of Fado'. He wanted to make the sounds and feelings visible and tangible, thus adding a new dimension to Fado.

His fascination for Fado brought him to Lisbon various times in 2004 and 2005 to search and experience Fado there too. Especially the Alfama district and its Museu do Fado drew his attention. He started to feel at home and discovered that he was in the right place, it was as if he re-discovered himself. During his stays in Lisbon he drew pictures of the Fado singers in Fado houses and wandered around in Alfama, becoming more and more aware of its psyche. Ever since, Fado is an integral part of his personal life and his life philosophy.
Since 2005, Guus works on the project 'The Soul of Fado'. At first, this resulted in an exhibition in the Fado museum, from november 2006 up to march 2007. 'The Soul of Fado' is a tribute to Fado, inspired by the history and the traditions of both Fado and Alfama. During his most recent stay, the artist gathered and registered impressions for further developing various types of art work. The intention is that a selection of these works of art will be situated within the district, which is currently being renovated. It is the artist's view that works of art should remain situated where they were created and consequently he considers Alfama and the Museu do Fado as his atelier: the points of arrival and return of his artistic quest for the soul of Fado.
The connection with Fado brought the artist to a renewed meeting with himself. The spirit of Fado brought back feelings of melancholy and happiness and fed the nostalgia (saudade) of times past and times still to come. For the artist, the meaning of Fado goes beyond his personal connotation since he considers it to have a more general meaning in the sense that it enables mankind to be human. There will always be a sense of nostalgia for that which is not there, for that which has been and as such it will continue to touch many lives. Because of this, the meaning of Fado goes far beyond the strict Portuguese definition - it becomes a universal value for human existence.
Nostalgia, saudade, yearning, ardour, hope, melancholy, passion, love and happiness are innermost feelings. Fado enables us as human beings to communicate the intensely deep poetry of life. The art of Guus Slauerhoff intends to represent, touch and explore the social environment and the manner in which Fado is experienced in order to make an extra dimension of Fado tangible and visible. Thus the theme 'Soul of Fado'.

sexta-feira, maio 16, 2008

FRENTE RIBEIRINHA DA BAIXA POMBALINA

A recente Resolução do Conselho de Ministros n.º 78/2008 publicada no Diário da República, 1.ª série — N.º 94 de 15 de Maio de 2008 está disponível no site do Diário da República e prevê grandes intervenções urbanísticas na frente ribeirinha de Lisboa, nomeadamente em Alfama:

"...Objectivos, princípios e acções
A zona de intervenção do projecto Frente Ribeirinha da Baixa Pombalina 2010 fica compreendida entre o Aterro da Boavista e a Estação de Santa Apolónia, inclui o espaço público da Praça do Comércio e Ribeira das Naus, Cais do Sodré, Campo das Cebolas, Largo do Terreiro do Trigo, Largo do Museu da Artilharia, Largo entre a Rua dos Caminhos de Ferro e a Avenida de Infante D. Henrique e vias de ligação, os pisos térreos, os torreões nascente e poente e um dos edifícios da Praça do Comércio, o quarteirão entre o Campo das Cebolas e o Museu Militar e a doca da Marinha, abrangendo uma faixa ribeirinha de 2,3 km, com cerca de 21 ha (não considerando os espelhos de água), à qual acresce a área de 7,80 ha sob jurisdição da Administração do Porto de Lisboa (APL). Compreende ainda a reconversão e requalificação do edifício do Tribunal da Boa Hora e do Largo da Boa Hora.

Campo das Cebolas/Doca da Marinha:
Articular a função da Praça, em complemento do novo pólo do terminal dos cruzeiros, com a Doca da Marinha; Relacionar a praça com o tecido consolidado da Sé e de Alfama; Integrar soluções de estacionamento em preparação/ projecto/comprometidas; Criar condições no espaço afecto à Doca da Marinha para a estadia de embarcações emblemáticas e conceber a construção de um equipamento cultural nesta área. O concurso para a concepção, concessão e exploração deste equipamento deverá atender, em primeira análise, à possibilidade da sua compatibilização com as funcionalidades actualmente existentes na Doca da Marinha, bem como com as regras de segurança próprias desta infra-estrutura militar, por forma à manutenção do funcionamento da mesma.

Terreiro do Trigo/Santa Apolónia:
Articular, numa solução urbanisticamente coerente e sustentável, a intervenção nesta área com o terminal de cruzeiros e respectivas áreas de apoio; Facilitar a implementação das soluções restritivas ao tráfego de atravessamento entre o Cais do Sodré e o Campo das Cebolas;
Reabilitar o núcleo delimitado pelo Largo do Chafariz de Dentro, Rua do Jardim do Tabaco, Largo do Museu e Avenida de Infante D. Henrique fomentando a sua relação com Alfama e com o rio. Prevê -se, ainda, a criação de um percurso pedonal e ciclável contínuo ao longo da frente de rio da Baixa Pombalina, enquanto objectivo transversal a todas as intervenções aqui referidas..."

quinta-feira, maio 15, 2008

LISBOA DOWNTOWN 2008

A 9ª edição do Lisboa downtown arranca no Sábado dia 17 de Maio pelas 14 horas com a habitual espectacularidade do maior evento que acontece em Alfama, depois dos Santos Populares.

A licença é solicitada à Câmara Municipalde Lisboa pela Associação de Ciclismo de Lisboa e a organização é da Extreme, que ano após ano ainda não conseguiu não repetir os mesmos erros:
- ocupação do espaço público sem arranjar solução para o estacionamento dos moradores,
- divulgação atempada da informação para todos os moradores de Alfama (desde a freguesia da Sé à freguesia de Santo Estêvão),
- colocação de sinaléctica com a indicação dos parques de estacionamento alternativos para moradores e visitantes.

Basicamente a organização parece respirar o espírito e o modelo de organização dos santos populares que se aproximam... cada um por si e deus por todos.

Contactos da organização: inacio@extreme.pt, tel. 91 902 20 49.

quarta-feira, maio 14, 2008

PLANO ESPECIAL DE RISCO SÍSMICO ESTÁ CONCLUÍDO

O plano especial para o risco sísmico de Lisboa está concluído, mas ainda não foi aprovado pelo Governo, o que só deverá acontecer no final do ano, apurou a TSF. A associação de bombeiros profissionais já mostrou alguma preocupação com a aplicação do plano.

 

Publicado pela TSF em 14.05.2008

 

O Plano Especial de Emergência para o risco sísmico na Área Metropolitana de Lisboa encontra-se concluído, mas ainda não foi aprovado pelo Governo, algo que só deverá acontecer no final de 2008, apurou a TSF. Para aprovar o plano, coordenado pela Autoridade Nacional de Protecção Civil, falta também realizar dois exercícios, que deverão ter lugar em Maio e Novembro.

Questiona
do pela TSF, o presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais disse que já foram dadas algumas garantias de resposta em caso de catástrofe, apesar de manifestar alguma «preocupação» com a aplicação do plano. «Neste momento, sem qualquer demagogia, podemos dizer que há uma resposta ou uma preparação prévia» para um utensílio reclamado «há muito tempo», disse Fernando Curto, sublinhando, no entanto, que a situação actual «não é excelente».

«A realização do próprio plano» e a sua audição e discussão no âmbito da própria Comissão Nacional de Protecção Civil dão «garantias efectivas de que há aqui uma salvaguarda que permite uma resposta mais eficaz no caso de haver alguma situação» de sismo, disse.

 

 

 

sábado, maio 10, 2008

MUSEU JUDAICO EM ALFAMA

Segundo declarações de António Costa Presidente da Câmara Municipal de Lisboa divulgadas no site da Agência Ecclesia, por ocasião da inauguração do memorial que recorda o massacre de judeus em Abril de 1506, a freguesia de Alfama vai acolher o futuro Museu Judaico de Lisboa. O edifício será ainda objecto de restauro, mas os esforços já desenvolvidos indicam que “ambas as partes estão em acordo”.

UNIÃO SOVIÉTICA DAS ALMAS NA PÁSCOA ORTODOXA

Publicado no Diário de Notícias por Carla Aguiar

Mais de 500 ortodoxos de vários países celebraram até de madrugada

Em Alfama, na igreja russa mais ocidental da Eurásia, a celebração da Páscoa ortodoxa recriou, na noite de sábado para domingo, uma espécie de união soviética das almas. Umas cinco centenas de russos, mas também moldavos, ucranianos, sérvios e imigrantes de outros países do ex-bloco de Leste, juntaram-se em harmonia na Rua do Jardim do Tabaco, em Lisboa, para comemorar a ressureição de Cristo, partilhando provavelmente a celebração pascoal mais quente do continente europeu. Até perto das 5 horas da madrugada.

O termómetro marcava 23 graus pouco antes das 23 horas quando, no interior da singela igreja do Patriarcado de Moscovo, a azáfama dos últimos preparativos convivia com a placidez das senhoras sentadas com lenços coloridos enrolados à cabeça, um traje obrigatório para as mulheres. Os fiéis, em constante corropio, transportando cestas de comida, tinham de tomar cuidado para não tropeçar num berbequim e num martelo, enquanto ainda havia quem, empoleirado num escadote, vestisse de papel de prata duas vigas de ferro à entrada da igreja.Lá fora, junto à porta, o sacerdote Arsérnio absolvia, com grande informalidade, os pecados de alguns fiéis. Este ano o sacerdote teve menos trabalho. No ano passado foram quase cinco mil as pessoas que ali acorreram para a celebração.

A comunidade de imigrantes cristãos ortodoxos em Portugal está a encolher, apertada pelo desemprego e pela deprimida economia que teima em não crescer tanto quanto devia.Nada que perturbe demasiado Dumitru, um moldavo de 44 anos, que trabalha na empresa de enchidos Sicasal, e está em Portugal há seis anos. "Muitos moldavos estão a sair para outros países, como Inglaterra e Irlanda, mas aqui está-se bem, tudo normal", diz num sorriso optimista. A confiança é pelo menos suficiente para ter mandado vir a mulher, Parascovia, que cá está há seis meses. De lenço à cabeça, Parascovia segura algumas velas na mão - que acenderá mais tarde quando sair a procissão para dar a volta ao quarteirão - , e faz questão de falar, num português muito incipiente, das tradições que unem todos os que ali estão. Como a do jejum de seis semanas, de carne e leite, que antecede a Páscoa e a dos ovos cozidos pintados, que são levados para serem benzidos e que deverão dar sorte durante um ano. Parascovia ainda não se conforma, contudo, com a decisão tomada em 1582 pela Igreja Romana de adoptar o calendário Gregoriano, elaborado pelo Papa Gregório XIII, que ditou a celebração da Páscoa numa data diferente. "Era mais bonito ser tudo no mesmo dia", disse.

Enquanto a missa decorria, com a maior parte da assistência sem lugar dentro da igreja, as irmãs moldavas Natalia, 22 anos, e Cristina Navin, de 15, aguardavam cá fora. A família Navin representa mais um exemplo de que, se é verdade que muitos imigrantes estão a sair, muitos continuam ainda a chegar a Portugal. Num Português irrepreensível, aprendido há apenas quatro anos, dizem que agora Portugal é a sua pátria, pois vários membros da família, num total de 29, já estão todos cá. Para desespero da PSP - com a missão de interromper o trânsito - a procissão só saiu pelas ruas Alfama já perto da meia-noite, feita de velas acesas e de um longo e sereno cântico, que nem o latir de um cachorro pouco ortoxo foi capaz de perturbar. A celebração continuou com a benção das cestas de comida e um concerto pascal das crianças da Comunidade de Todos os Santos. Estava mais do que aberto o apetite para o banquete, às 04.00 da manhã.

domingo, maio 04, 2008

AS JUNTAS DE FREGUESIA ESTÃO A MATAR O TIME SHARING

Vão sendo cada vez mais frequentes e concorridas as viagens organizadas por empresas em que pelo preço de um chouriço os clientes tem a oportunidade de comer um porco... é claro que pelo meio há umas sessões de vendas de electrodomésticos, time-sharing, viagens, férias, etc.

Na zona histórica de Lisboa essas empresas sofrem uma forte concorrência por parte das Juntas de Freguesia que são especialistas em oferecer viagens com um lauto almoço e farto lanche gratuitos que posteriormente são cobrados em votos (alegadamente para levar os velhotes a passear em que o destino cultural é sempre, sem excepção, um restaurante onde se coma à fartazana e de preferência onde não se tenha de andar muito).

Ora numa zona onde existem diversas colectividades (basta recordar que a marcha de Alfama é organizada por uma colectividade) isto não só não faz sentido por questões de princípio e morais, como por pura concorrência desleal ao trabalho Associativo e apolítico das colectividades. O lado dramático desta realidade, é que o hábito está tão enrraizado que quem não entra no jogo das excursões e das festanças não tem a vida fácil e provavelmente não tem hipoteses de ser reeleito(a), agora seria curioso analisar e ordenar quem lidera este mercado excursionista, de acordo com o espectro político - o Ranking excusionista das Juntas de Freguesia.

Depois é claro que com os custos com pessoal e com as excursões não sobra verba para outras coisas menos importantes como reparar passeios, colocar pilaretes, sinais de trânsito, bocas de incêndio, pintar passadeiras, etc. ... e também não deve haver muito tempo de sobra porque a organização e acompanhamento de viagens é exigente.
A este propósito vale a pena ler o post: O Estado excursionista

O TRATADO DE LISBOA, A DIVERSIDADE CULTURAL E A CIDADANIA

MOVIMENTO CÍVICO PARA O ENCERRAMENTO DOS HIPERMERCADOS AOS DOMINGOS

Só quem está desatento é que pode acreditar que a EMEL está a matar Alfama. Por um lado, é bem verdade que a EMEL não actua e que os carros entram em Alfama sem qualquer fiscalização, sobretudo agora que decorrem as obras na conduta dos esgotos no Largo Chafariz de Dentro e que os carros entram pela Rua dos Remédios sem qualquer controlo, mas não é disso de que se queixam alguns dos comerciantes.

Os comerciantes de Alfama sofrem dos mesmos males que sofrem os comerciantes de todo o país, por um lado da crise profunda que empobreceu a classe média e que retraiu o consumo, por outro lado sofrem da concorrência esmagadora das grandes superfícies que entraram pelas cidades. Não foi certamente a limitação ao estacionamento de veículos (que na pratica não funciona), veja-se o exemplo de Alcântara: há centenas de carros estacionados por todo o lado inclusivamente em cima dos passeios e há lojas a encerrar.
Paralelamente à crise, Alfama que sempre viveu das empresas relacionadas com as actividades marítimas e portuárias, após a entrada na Comunidade Europeia e com o desenvolvimento da rede de transportes rodoviários, viu encerrar dezenas de empresas do sector que animavam o bairro.

No entanto, Alfama beneficia, como só o Algarve e a Madeira, de um crescente número de turistas, aliás em 2007 Lisboa foi a capital Europeia que registou o maior crescimento na captação de turistas (27%) e segundo os dados do Observatório de Turismo mais de 70% dos turistas que visitam Lisboa visitam Alfama e o Castelo de São Jorge. Portanto, ninguém se pode queixar de falta de turistas.

Na realidade, apesar de tudo e infelizmente, os comerciantes de Alfama só se podem queixar deles próprios e da falta de qualidade que não consegue cativar as centenas de turistas que diariamente passeiam em Alfama porque os locais que se adaptaram estão sempre cheios.

Será que não seria mais produtivo colocar cartazes a dizer “Os Hipermercados estão a matar o comércio local”?

quinta-feira, maio 01, 2008

LISBON: A HOUSE OF SOULFUL SONGS

By SETH SHERWOOD, April 20, 2008

Ana Moura is in a trance.
Eyes closed, head tilted back, the black-clad 28-year-old Portuguese diva lets her long, dark hair fall over half of her face as she fills the air with a soaring nocturnal lament.
Next to her, two guitarists pluck the minor-key accompaniment as the singer’s voice echoes through the 16th-century stone walls of Casa de Linhares (Beco dos Armazéns 2; 351 21 886 50 88; www.casadelinhares.com, perhaps the most atmospheric old music club in the medieval Alfama district in Lisbon.
"The bedsheets, like the waves where all of our feelings got shipwrecked," she sings in Portuguese, evoking the mix of seafaring imagery and mournfulness so deeply ingrained in fado, Lisbon’s traditional acoustic folk music.
When night settles over the hilltop castle of São Jorge and darkness fills the cobbled streets below, the neighborhood’s venerable fado houses come alive, reverberating with nocturnal music until the wee hours of the morning. Crowds fill the vaulted stone cellars. Servers deliver plates of blood sausage, traditional bacalhau (salt cod) and bottles of Portuguese red wine. And singers of all ages, mostly female, take turns distilling stories of gut-wrenching loss into glimmering crystalline melodies.
Last year, Mick Jagger, Keith Richards and other members of the Rolling Stones dropped in to Casa de Linhares to witness Ms. Moura perform. (She wound up collaborating on adapted versions of Stones classics “Brown Sugar” and “No Expectations” for a coming album of Stones songs.)

And while the origins of fado are somewhat nebulous — it has been varyingly traced back to the Moorish invaders, Brazilian slaves and homesick Portuguese sailors — its powerful emotions are clearly universal. Like midnight itself, the music is dark, mysterious and utterly enveloping.
"I once heard a lady say — she had been crying — ‘I cannot understand the lyrics, but I can feel it inside,’ ” Ms. Moura said. “That’s the thing with fado."

sábado, abril 26, 2008

SÓCRATES QUER FAZER DA ZONA RIBEIRINHA A OBRA DO REGIME

Publicado no Sol 25.04.2008, por Por Graça Rosendo

Os planos do Governo para a zona ribeirinha de Lisboa, desde a Expo até Algés, estão definidos: trata-se de um conjunto de grandes obras que estão prontas para arrancar. Segunda-feira, é lançada a primeira pedra da Nova Alcântara, um projecto de mais de 400 milhões de euros que passa pelo desnivelamento da linha férrea e que o Governo diz que vai mudar a ‘face da cidade’. José Sócrates quer fazer deste projecto um ex libris da sua governação.

O anúncio será feito com a pompa e a circunstância exigidas à medida da obra que se prepara. «Isto vai mudar a face da zona ribeirinha», assegura ao SOL a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino. Segunda-feira, José Sócrates, os ministros das Obras Públicas e das Finanças, os respectivos secretários de Estado e muitas outras individualidades assistirão ao lançamento da primeira pedra daquilo a que o Governo vai chamar ‘Nova Alcântara’.

O investimento é de 407 milhões de euros para «duas intervenções muito significativas», assegura Paula Vitorino: a renovação do terminal de contentores de Alcântara e o desnivelamento das vias ferroviárias (de mercadorias e de passageiros) na mesma zona.
A primeira permitirá aumentar para o dobro a capacidade da actividade portuária do terminal. A segunda ligará, por um lado, a via férrea de mercadorias à Linha de Cintura, e, por outro, a Linha de Cascais (passageiros) também à Linha de Cintura – passando a ser possível ir de Cascais ao Areeiro sem sair do comboio. «Na verdade, ficará tudo ligado: de Cascais ao novo aeroporto internacional, por exemplo, a viagem demorará apenas uma hora», explica Vitorino.

domingo, abril 20, 2008

IMIGRANTES ILEGAIS ESCAPAM À SEF

Publicado no IOL, 18-03-2008

 

Marroquinos entraram no país escondidos num navio e estão foragidos

 

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) procura quatro imigrantes ilegais marroquinos que escaparam de uma operação, em Lisboa, em que foram detidos outros nove que entraram no país escondidos num navio de carga, disse fonte daquele organismo. Fonte do SEF confirmou esta terça-feira à Agência Lusa que treze imigrantes ilegais de nacionalidade marroquina chegaram domingo a Portugal a bordo de um navio de carga proveniente de Casablanca, Marrocos, sendo que «quatro continuam foragidos».

Navio atracou no porto de Santa Apolónia

A operação - desencadeada pelo SEF em estreita colaboração com a Polícia Marítima - decorreu no início da manhã de domingo e pouco depois do navio de carga «Nativa» ter atracado no porto de Santa Apolónia, em Lisboa. Segundo a mesma fonte, sete homens em situação irregular foram surpreendidos quando ainda estavam dentro do referido navio, «numa zona de acesso restrito do terminal de contentores de Santa Apolónia». No mesmo terminal foram ainda detectados seis outros imigrantes ilegais, dos quais quatro conseguiram escapar às autoridades.

«O SEF, em estreita colaboração com a Polícia Marítima, continua a desenvolver todos os esforços para localizar os mesmos», adiantou a fonte. Os nove cidadãos marroquinos que foram identificados aguardam agora o seu processo de repatriamento num Centro de Acolhimento Temporário, que a fonte não quis especificar. O repatriamento concretizar-se-á «logo que cumpridas todas as diligências necessárias, entre as autoridades portuguesas e a representação diplomática de Marrocos». Outra fonte contactada pela Lusa referiu que os imigrantes vinham escondidos em contentores, informação não confirmada pelo SEF.

segunda-feira, março 31, 2008

PORTO DE LISBOA CONTRATA EX-ADMINISTRADOR DA CP PARA GERIR RELAÇÕES COM AUTARQUIAS

Publicado no Jornal de Negócios por Celso Filipe

A Administração do Porto de Lisboa (APL) contratou Leiria Pinto, ex-administrador da CP, para gerir o seu relacionamento com as autarquias. Manuel Frasquilho, presidente do APL, confirmou ao Jornal de Negócios a integração de Leiria Pinto na sua equipa, na condição de requisitado, adiantando que a escolha se deve à necessidade de "desenvolver o projecto delineado" para a zona ribeirinha do Tejo.

Manuel Frasquilho, questionado sobre uma eventual relação entre a contratação de Leiria Pinto e a transferência de terrenos do porto para a Câmara de Lisboa, negou uma ligação directa entre os dois factos. A APL e 11 municípios partilham a gestão da zona ribeirinha do Tejo e Leiria Pinto vai ter a incumbência de dinamizar o diálogo entre as partes. No entanto, a requisição de Leiria Pinto acontece num momento em que a actual administração se encontra em fim de mandato, estando prevista para Abril a realização da assembleia geral do APL.

segunda-feira, março 24, 2008

PERIGO DE MORTE!

A TVI apresenta hoje segunda-feira, dia 24 de Março, a seguir ao Jornal Nacional um especial da informação da TVI sobre os acidentes que têm ocorrido na zona do Cais da Pedra, atrás da discoteca Lux, numa área da responsabilidade da CP e da Administração do Porto de Lisboa.

Para além dos jovens que sobem aos comboios já aconteceram casos de veículos que cairam ao Tejo. Os denominadores comuns destas situações foram o alcóol e a discoteca Lux à conta dos quais os moradores foram privados do acesso rio que está preso com todo o tipo de barreiras como se fosse uma zona de guerra.

sexta-feira, março 21, 2008

CÂMARA PEDE EMPRÉSTIMO PARA SOLUCIONAR 'BURACO' DA REABILITAÇÃO URBANA

Publicado pelo SOL em 09-03-2008

A Câmara de Lisboa quer contrair um empréstimo para financiar a recuperação urbana do casco velho da cidade, «um buraco» financeiro e social, com bairros como Alfama e Castelo a definharem há anos sem população nem comércio

O empréstimo, cujo valor não está definido e que a autarquia está a negociar com o Banco Europeu de Investimento, segundo disse à Lusa o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado (PS), servirá para dar um novo arranque a obras que estão paradas há anos e permitir realojar as pessoas retiradas de casa, com quem a autarquia gasta 1,2 milhões de euros por ano em rendas.

O
presidente da autarquia, António Costa, reconhece que a situação, que em alguns casos se arrasta há quase vinte anos, é «um absurdo», como afirmou esta semana numa reunião de câmara descentralizada do executivo que se centrou nas freguesias em volta da parte mais velha da capital.

«A Câmara lançou empreitadas sem projectos, os empreiteiros viram que as obras eram muito mais caras, rescindiram, a CML tem que pagar 10 por cento da obra [pelas rescisões unilaterais] e não tem sequer dinheiro para isso. É um absurdo, a Câmara paga 1,2 milhões de euros por ano [em rendas], só tem dinheiro para isso», acrescentou o autarca.

O vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, não tem dúvidas em afirmar que «este é um dos maiores escândalos da cidade» e que «o que se tem feito nos últimos dez anos em reabilitação urbana é um exemplo de ineficácia e inoperância», acrescentando que «os caminhos para sair deste buraco não são fáceis».

Para o executivo, a solução passará por «pedir um empréstimo para a reabilitação urbana que não entra no cálculo dos limites de endividamento» da Câmara, - e é independente do empréstimo de 360 milhões pedido para pagar dívidas e que o Tribunal de Contas chumbou - para «resolver as situações acumuladas».

Maria do Carmo Dias, de 57 anos, saiu da sua casa no bairro do Castelo há nove anos, esperando, na pior das hipóteses, ficar dois anos fora - com renda paga pela autarquia - e então voltar para a sua casa renovada.

Hoje, olha com desânimo para a fachada da casa onde morava, a única coisa que resta do prédio de três andares, demolido por dentro, e continua sem saber por que razão não se fizeram as obras.

«Não fui eu que criei esta situação, da maneira como este país e esta câmara estão, até me sinto mal em receber 600 euros de renda há tantos anos. Com esse dinheiro, já tinham feito as obras na casa», afirmou à Lusa.

Pelo bairro, não faltam histórias de pessoas a quem a reabilitação mudou a vida para pior: Carlos Rodrigues, de 75 anos, passou dez anos fora para voltar para uma casa onde «a sanita foi feita dentro do poliban», numa casa de banho onde só consegue entrar «de lado».

«Isto tem dado conta da vida das pessoas», confirma Maria do Carmo. «Isto era uma família, desmontaram tudo...desertificou-se o bairro, as pessoas vivem desmoralizadas», acrescenta.

A sua mãe, com Alzheimer, já conseguiu voltar para casa, mas as perspectivas não são muito famosas: três inspecções da Lisboagás deram parecer negativo à instalação de gás e no primeiro dia da mudança, caíram bocados da fachada: «isto é coisa que se faça?», questiona.

Para Ana Paula Pousão, o regresso ao bairro do Castelo, de onde saiu há onze anos, está ainda mais longínquo. Quando saiu, levou um subsídio de 600 euros para pagar a renda da habitação - supostamente temporária - onde ficaria.

Com a morte do pai, em 2005, o subsídio foi reduzido para 500 euros. No ano passado, a Câmara mandou-lhe uma factura superior a onze mil euros para pagar (e depois 'corrigida' para mais de doze mil euros), alegando que Ana Paula não tinha declarado a morte do pai e tinha recebido subsídio indevidamente, o que esta nega.

«Já provei à câmara que entreguei a certidão de óbito. Entretanto, a senhoria do meu prédio vendeu-o e segundo a câmara, o meu direito de opção caducou», lamenta.

António Costa garantiu-lhe que «o problema ia ser resolvido», mas não há grandes razões para estar tranquila: «fiquei sem casa, não se fizeram as obras, o prédio está em ruínas e ainda fiquei com uma dívida. Não tenho culpa que a Câmara esteja sem dinheiro, agora não o peça é a mim», diz.

Eduardo Street, morador em Alfama, está habituado a ver há anos a desertificação do bairro, de onde saíram muitas pessoas que agora «só pedem para vir morrer à sua casa» e que continuam à espera das obras de reabilitação Pelas ruas de Alfama vêem-se prédios arruinados, entaipados, com andaimes, praticamente porta sim, porta não, ao lado de outros realmente recuperados, pelo menos exteriormente, graças «à iniciativa privada, que é a única coisa que vai resultando».

Muitos senhorios, feitas as obras, esquivam-se aos contratos legais de arrendamento, de que os inquilinos também prescindem, especialmente depois do fim dos apoios ao arrendamento jovem, afirma Eduardo Street.

Resultado: vieram pessoas novas morar para o bairro, mas são principalmente jovens estudantes e imigrantes, que «são bem vindos, mas não vieram para ficar».

O condicionamento de trânsito em Alfama tem também contribuído para a morte lenta do bairro, afirma, uma vez que ao retirar o trânsito ocasional e dificultar o estacionamento, as lojas não têm clientes e fecham, verificando-se dezenas de montras entaipadas por todo o bairro.

«Cada vez há menos serviços, menos lojas, menos farmácias. Vir morar para aqui é um luxo e ficar aqui é uma tarefa quase impossível», declarou.

CAPELA DE ALFAMA INUNDADA POR ESGOTOS SEMPRE QUE CHOVE

Publicado no DN, por Kátia Catulo e Pedro Saraiva

 

Cada vez que chove, os moradores de Alfama, em Lisboa, temem que a capela do bairro fique inundada com a água dos esgotos. "Desde Novembro que é isso que acontece porque as obras de saneamento no Largo do Chafariz de Dentro estão paradas", adverte Lurdes Pinheiro, presidente da Junta de Santo Estêvão. Os trabalhos de substituição do colector da Rua da Regueira começaram em finais do ano passado, mas tiveram de ser interrompidos porque as retroescavadoras puseram a descoberto parte da muralha fernandina.

O achado arqueológico provocou a suspensão das obras e estas só poderão recomeçar com a autorização do IGESPAR - Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico: "O problema é que, enquanto estamos à espera do parecer deste instituto, vamos continuar a ter uma enorme cratera no Largo do Chafariz de Dentro e inundações dentro da Capela da Nossa Senhora dos Remédios", critica a autarca.

Só este ano, as chuvas já provocaram por duas vezes o abatimento da Rua dos Remédios. Nos dias 18 e 25 de Fevereiro, a força das correntes fez saltar as tampas dos esgotos e destruiu parte daquela artéria: "A água desce da zona do castelo e ao chegar à Rua dos Remédios não tem por onde ir porque o colector ainda não foi colocado." O único canal por onde a água pode escoar é portanto pela capela mortuária de Alfama.

Lurdes Alves vive em Alfama, e, na madrugada de 18 de Fevereiro, encontrava-se dentro da igreja quando foi surpreendida pela enxurrada: "Estava no velório de um primo meu, quando a água entrou como uma cascata pelas fendas das portas", contou a pensionista de 79 anos. A primeira coisa que os familiares de Lurdes fizeram foi pôr a urna mortuária num local fora do alcance da água e de seguida chamar o Regimento de Sapadores de Lisboa.

Nos dias seguintes, os funcionários da junta de freguesia retiraram as alcatifas e as carpetes da capela e lavaram-nas no lavadouro público de Alfama, mas os esforços foram em vão. "Uma semana depois da primeira inundação, veio uma nova chuvada que fez os mesmos estragos", desabafa a autarca. Lurdes Pinheiro diz que a muralha fernandina terá mesmo de ser destruída para dar passagem ao colector dos esgotos porque é a única alternativa que resta: "Se o parecer do IGESPAR for negativo, ficaremos sem rede de saneamento."

Inicialmente, previa-se que o colector passasse ao lado dos edifícios do Largo de Chafariz de Dentro para evitar a destruição da muralha. Mas uma avaliação técnica da câmara concluiu que o edificado daquela zona poderia não resistir aos trabalhos subterrâneos. "Foi preciso refazer o projecto e apresentar outra solução, que implica a destruição dos achados arqueológicos", explica a autarca

 

 

 

EMPRÉSTIMO PARA REABILITAÇÃO URBANA

Publicado por João Relvas /Lusa no JN

 

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) quer contrair um empréstimo para financiar a recuperação urbana do casco velho da cidade, "um buraco" financeiro e social, com bairros como Alfama e Castelo a definharem há anos sem população nem comércio.

O empréstimo, cujo valor não está definido e que a autarquia está a negociar com o Banco Europeu de Investimento, segundo disse à Lusa o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado (PS), servirá para dar um novo arranque a obras que estão paradas há anos e permitir realojar as pessoas retiradas de casa, com quem a autarquia gasta 1,2 milhões de euros por ano em rendas.

O presidente da autarquia, António Costa, reconhece que a situação, que em alguns casos se arrasta há quase 20 anos, é "um absurdo", como afirmou esta semana numa reunião de câmara descentralizada do executivo que se centrou nas freguesias em volta da parte mais velha da capital.

"A Câmara lançou empreitadas sem projectos, os empreiteiros viram que as obras eram muito mais caras, rescindiram, a Câmara Municipal tem que pagar 10% da obra [pelas rescisões unilaterais] e não tem sequer dinheiro para isso. É um absurdo, a Câmara paga 1,2 milhões de euros por ano [em rendas], só tem dinheiro para isso", acrescentou o autarca.

O vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, não tem dúvidas em afirmar que "este é um dos maiores escândalos da cidade e que "o que se tem feito nos últimos dez anos em reabilitação urbana é um exemplo de ineficácia e inoperância". O mesmo responsável acrescenta que "os caminhos para sair deste buraco não são fáceis".

ESCAVAÇÕES REVELAM MURALHA DO SÉC. XVI

Publicado no JN por Telma Roque e Bruno Castanheira

 

Os arqueólogos que estão a fazer escavações no Largo do Chafariz de Dentro, em Alfama, para aferir do estado de conservação de uma muralha (a fernandina, do século XIV) "esbarraram" numa outra, construída no século XVI e até agora totalmente desconhecida. Foram ainda achadas loiças, cerâmicas e vidros de luxo, uma espécie de "brindes" inesperados, que vão agora engrossar o espólio do Museu da Cidade.

A substituição de uma conduta de saneamento da Simtejo - que obrigaria a esventrar o Largo do Chafariz de Dentro - foi a oportunidade de ouro para os arqueólogos partirem para o estudo da Muralha Fernandina. "Já se sabia que seria interceptado um troço na obra de saneamento. O que ninguém sabia era o estado de preservação, uma vez que parte foi desmantelada em 1765 para a construção do edifício da Alfândega de Lisboa", explicou ao JN Rodrigo Banha da Silva, do serviço de arqueologia do Museu da Cidade.

Afinal, a Muralha Fernandina encontra-se em bom estado de preservação. Além desta, do século XIV, os arqueólogos detectaram outra, do século XVI, erguida para servir de reforço à original. "Foi uma surpresa. Isto demonstra que Lisboa foi, de facto, um império à escala mundial. Essa época de esplendor trouxe melhoramentos ao nível das infra-estruturas. As muralhas não foram excepção. Além de terem uma função defensiva eram portas de entrada", explica o arqueólogo.

Segundo o responsável, a muralha do século XVI está assente em barrotes de madeira e ainda permanece no local a cofragem de madeira que serviu de alicerce à Muralha Fernandina. "Ficámos também muito surpreendidos com a variedade, quantidade e exuberância dos materiais encontrados, tais como cerâmicas, loiças e vidros de luxo", salientou.

Uma vez que a Muralha Fernandina está bem preservada, optou-se por alterar o traçado da conduta da Simtejo, para minimizar os danos na infra-estrutura classificada como monumento nacional. A muralha atravessa o Largo de uma ponta à outra, seguindo o eixo da Rua dos Remédios. A ideia é desviar a conduta (para o lado do rio Tejo) de forma a causar o mínimo de destruição.

O novo projecto para o traçado da conduta aguarda por luz verde do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, tutelado pelo Ministério da Cultura. Até lá, a substituição da conduta não será feita. Um impasse que serve apenas aos arqueólogos. Há mais de uma dúzia de anos que o Largo não pode ser usufruído na sua totalidade.

"É só cacos, só cacos"

Quem reside paredes-meias com o Largo do Chafariz de Dentro já não pode ouvir falar em obras e buracos. Apesar da cratera aberta, os moradores mais velhos continuam a utilizar os bancos para um "dolce fare niente" acompanhado do sol primaveril, desdenhando, quase sempre, de quem governa a vida de cócoras remexendo em lixos seculares.

"Nós não queremos saber de muralha nenhuma. Para que é que isso nos serve? Não é para tapar mais tarde? Queremos é o Largo arranjadinho. Este buraco com cheiro a esgoto é um antro de ratos e ratazanas", resmunga José Martins, um morador questionado pelo JN sobre o trabalho dos aqueólogos.

"O que é nos interessam os cacos? Eu vejo-os ali [os arqueólogos] a tirar baldes de lixo. É só cacos, só cacos. Ainda não os vi tirar de lá nada inteiro!", queixava-se, por seu turno, Juvelino Duarte, outro residente em Alfama.

A
forma como a muralha vai ficar assinalada após a substituição da conduta ainda não está definida. "Manter a muralha à vista seria uma opção muito cara", frisou Rodrigo Banha da Silva. Segundo o arqueólogo serão apresentadas propostas. Uma das hipóteses é a colocação de pedra branca no pavimento, no local exacto de passagem da muralha, além de uma placa explicativa para turistas e lisboetas.

ROSETA E CARMONA ESTRANHAM SILÊNCIO

Publicado no JN

 

Os vereadores do movimento Cidadãos por Lisboa criticaram ontem o "manto de silêncio" sobre os destinos da zona ribeirinha da capital após o presidente da República ter devolvido ao Governo o diploma que transferia para a Câmara a sua gestão. Também Carmona Rodrigues, ex-presidente e actual vereador, considerou "estranho" que um diploma desta importância esteja envolto em "secretismo".

Em comunicado, o grupo de vereadores da Câmara de Lisboa encabeçados por Helena Roseta afirma que o "manto de silêncio e opacidade" sobre o destino a dar à zona ribeirinha é "incompreensível". "O presidente, ao que se sabe, desconfiou, mas sem que ninguém nos diga ao certo de quê", lamentam os Cidadãos por Lisboa, salientando que "nem Governo nem presidente da Câmara de Lisboa ousaram pronunciar-se".

No sábado, fonte do Governo disse à Lusa que o diploma que prevê a transferência para as câmaras de zonas ribeirinhas afectas a administrações portuárias está a ser trabalhado entre o Ministério da Presidência e Belém. A Presidência da República esclareceu que Cavaco Silva não exerceu o direito de veto político, considerando a devolução ao Governo "uma prática normal" de diálogo entre as instituições.

 

 

 

QUADRO DE MOBILIDADE PARA IMÓVEIS PÚBLICOS

Publicado no Jornal de Negócios 20-03-2008, por Manuel Caldeira Cabral

O Estado português e a Câmara de Lisboa têm inúmeros edifícios e terrenos sub-utilizados em zonas nobres da capital. São vazios urbanos à espera de reabilitação. É um potencial turístico por aproveitar. São milhares de milhões de euros parados. É preciso pô-los a mexer, com transparência e pensando no longo prazo.

As necessidades financeiras do município de Lisboa e a vontade do actual governo em dar melhor uso à propriedade que tem em seu poder podem criar uma interessante mobilidade da afectação dos imóveis públicos. Uma boa notícia. Mas é importante discutir que novo uso dar aos imóveis.

A discussão ontem na câmara de Lisboa sobre a recuperação da Baixa-Chiado e sobre o plano de urbanização de Alcântara, ilustra bem o quanto está por fazer. Muitos terrenos e edifícios públicos não estão a servir para nada, ou estão sub-aproveitados. Trata-se de edifícios históricos ao abandono, terrenos em frente de rio a servirem de armazém de contentores, ou espaços de escritórios meio ocupados. Um desperdício de recursos inaceitável, que contribui negativamente para a vida da cidade, criando vazios urbanos onde se deviam colocar pólos de dinamização.

O mau uso deste património é também uma machadada na competitividade turística da capital portuguesa. Basta lembrar a envolvente do terreiro do paço, o convento da Graça, ou convento do Carmo, e pensar no forte interesse turístico que teriam se transformados em museus ou pousadas, em vez de albergarem ministérios, instalações militares ou o comando da GNR. Deve acrescentar-se a frente de rio, lembrando que, numa cidade com quase vinte quilómetros de rio, se contam pelos dedos as unidades hoteleiras que aproveitam essa característica única de Lisboa.

O mesmo se passa nos concelhos à volta da capital. Em Oeiras e Cascais o exército têm resistido a abrir mão dos fortes e terrenos à volta da estrada marginal, pontos que hoje não têm qualquer importância militar, mas são de interesse estratégico para o turismo.

O mau uso dos recursos é mais uma manifestação da ineficiência que existe em algumas áreas da actuação pública. São milhares de milhões de euros de património parados. Mas esta é ainda uma visão limitada, pois a gestão destas zonas e edifícios tem uma importância que ultrapassa o potencial lucro da sua venda. Este património deve ser usado para revitalizar os centros das cidades. O estado e os municípios deveriam dar o exemplo, libertando terrenos no centro que estão afectos a usos menos nobres para novas áreas de habitação, lazer e serviços. Deviam também estimular os privados a restaurar mais casas e a desenvolver projectos turísticos recuperando edifícios históricos. As actuais regras que enquadram a actividade turística estão pouco ajustadas ás limitações dos imóveis antigos, acabando por colidir com as imposições do IPAR, inibindo a recuperação das zonas antigas. O resultado é prédios degradados e turistas alojados em unidades incaracterísticas fora das zonas históricas. As excepções só provam o potencial que está por aproveitar.

É extremamente positivo que o Governo e a Câmara estejam motivados para alterar esta situação. Mas é importante que a mobilidade dos imóveis se faça com a transparência de regras e objectivos bem definidos. É também importante que estes objectivos não se limitem à maximização do encaixe financeiro. Repovoar e revitalizar bairros da cidade pode ser mais importante do que ter mais um milhão de receitas. É também importante que se salvaguarde o património histórico, optando preferencialmente por concessões de longo prazo, que mantenham a propriedade pública dos monumentos. O que não deve continuar é o abandono a que muitos destes edifícios estão votados, permanecendo no mesmo ministério a que foram entregues há dezenas de anos, depois de se ter esgotado a sua função. É preciso criar um quadro de mobilidade especial para estes imóveis, e devolve-los à sociedade.

 

sábado, março 15, 2008

PROJECTO PARADO: CAVACO VETA ZONA RIBEIRINHA

Publicado no Sol por Graça Rosendo com Sofia Rainho
O Presidente da República devolveu ao Governo o diploma que previa a transferência para a Câmara da zona ribeirinha que hoje pertence ao Porto de Lisboa. Se o processo avançasse, poderia ter amplas repercussões urbanísticas em todo o país

domingo, março 02, 2008

O MELHOR ARROZ DOCE DO MUNDO EM ALFAMA

O melhor arroz doce do mundo encontra-se na Ginginha D`Alfama.
A equipa do Restaurante Cais D`Alfama (o Senhor Ramiro e a D.Maria) que se situava na Largo de Chafariz de Dentro mudou-se de armas e bagagens para a Rua de São Pedro, n.º 12 enquanto as obras do antigo edíficio não avançam.

Entre os vários prémios gastronómicos ganhos pela D. Maria, nomeadamente pelo peixe frito de escabeche e pelo Safio de Tomatada é de destacar o 1.º prémio pelo Pudim Flan e o 2.º prémio pelo Arroz Doce ganhos no Concurso "Sabores de Alfama" 2004.






sexta-feira, fevereiro 29, 2008

MUSEU DO FADO ENCERRA PORTAS PARA OBRAS DE REQUALIFICAÇÃO

Publicado por Diário Digital/ Lusa, 29-02-2008

O Museu do Fado em Lisboa encerra ao público a partir da próxima segunda-feira para obras de remodelação, devendo abrir novamente portas em Junho, disse à Lusa fonte da instituição.

O projecto de requalificação do Museu, situado em Alfama, é apoiado em 54% pelo Programa Operacional da Cultura (POC), tendo as obras começado já em Outubro passado.
«A partir de segunda-feira far-se-á a intervenção de renovação e ampliação da exposição permanente, que obriga a encerrar portas», indicou Sara Pereira, gestora do Museu.
«O projecto de recuperação e valorização do Museu implica a reabilitação das fachadas e coberturas, a valorização do circuito museológico através da ampliação e renovação da exposição permanente, passando pela eliminação de barreiras arquitectónicas no interior do edifício, no sentido de garantir a acessibilidade dos visitantes com mobilidade condicionada», explicou.
A instalação de sistemas de vídeovigilância, bem como a renovação do sistema de ingressos, controlo e apuramento estatístico dos visitantes, são outras áreas alvo de intervenção «Na futura exposição, o Museu integrará postos de consulta interactiva, disponibilizando aos visitantes a consulta, em suporte digital, de documentação (periódicos, repertórios, fotografias) biografias de fadistas, instrumentistas, autores e compositores e casas de fado», enumerou. Segundo a responsável, as obras de remodelação irão «aumentar exponencialmente a quantidade de informação disponível aos visitantes e maximizar os meios de divulgação do universo do Fado».
Sara Pereira referiu ainda que «o projecto expositivo, desenvolvido ao longo de um discurso museográfico contemporâneo, contemplará a integração de um importante acervo de artes plásticas e de renovados conteúdos museológicos, a par de uma tecnologia multimédia interactiva, com o intuito de incrementar significativamente a qualidade e a quantidade de informação».

O Museu do Fado foi inaugurado a 25 de Setembro de 1998, estando instalado no antigo Recinto da Praia, ao Largo do Chafariz de Dentro, em Alfama, uma antiga estação elevatória de águas.
O Museu, entre outras peças, apresentava uma colecção de guitarras, vários troféus conquistados por fadistas, nomeadamente o Prémio BBC Rádio 3 World Music, ganho por Mariza em 2003, discos, cartazes e a recriação de uma casa de fados.

Além da exposição permanente, o Museu incluía um espaço de exposições temporárias, onde se apresentaram mostras relativas a Amália Rodrigues, Berta Cardoso, David Mourão-Ferreira e Carlos do Carmo, entre outros, um Centro de Documentação e um auditório, onde se realizaram várias iniciativas promovidas pelo museu ou associação ligadas ao estudo do Fado.
O guitarrista e estudioso José Pracana realizou uma série de palestras, assim como o investigador Vítor Duarte Marceneiro. A Academia do Fado e da Guitarra Portuguesa e a Associação Portuguesa dos Amigos do Fado levaram a cabo vários ciclos.
O Museu integra a rede de equipamentos da EGEAC (Empresa municipal de Equipamentos e Animação Cultural).

EM 2008 AINDA SE LAVA ROUPA À MÃO FORA DE CASA

Publicado por Lusa/ Sol

Em Lisboa ainda há quem saia de casa com uma trouxa de roupa suja para lavar nos tanques dos lavadouros públicos que resistem em certas zonas da cidade, como na freguesia de Carnide

«O lavadouro tem ainda hoje uma vertente social. Ainda há uma ou outra situação de pessoas que vêm aqui porque não têm água em casa», contou à Lusa o presidente da Junta de Freguesia de Carnide Paulo Quaresma.Segundo o autarca, há dias em que aparecem no lavadouro público de Carnide, situado na Estrada da Correia, cerca de dez pessoas para lavarem roupa nos tanques, na sua maioria idosos, habitantes dos bairros da freguesia, como o centro histórico, o Bairro Padre Cruz ou a Horta Nova.Também há quem aproveite a ida ao lavadouro para conviver. «O local serve também de ponto de encontro. As pessoas trazem uma ou outra peça para lavar e depois acabam por ficar à conversa com quem encontram por cá», contou Paulo Quaresma à Lusa. O mesmo acontece no lavadouro da Rua dos Corvos, na zona de Alfama. «Acaba por se transformar num local de convívio. É uma forma de os utilizadores, na sua maioria idosos, fugirem à solidão», disse a presidente da Junta de Santo Estêvão, Lurdes Pinheiro, à Lusa. A autarca contou ainda que a média de «visitas» semanal ao espaço na Rua dos Corvos é de 15 a 20 pessoas. Ali os tanques são mais utilizados para lavar peças de roupa grandes, como tapetes ou colchas, ou para lavar roupa para fora.Este lavadouro de Alfama tem também a vertente de lavandaria social, projecto que a Junta de Carnide já apresentou à Câmara Municipal de Lisboa e sobre o qual aguarda uma decisão. A lavandaria social é direccionada para pessoas com fracos recursos económicos e prevê a colocação de máquinas de lavar e secar roupa no mesmo espaço onde existem os tanques. Em Alfama, os habitantes deixam a roupa a uma funcionária, que a vai colocando nas máquinas para lavar. Já em Carnide não há funcionários afectos ao lavadouro. «O funcionamento deste equipamento é um trabalho comunitário. O lavadouro está situado ao lado do Centro Paroquial de Carnide, são eles que têm a chave, abrem a porta e fazem limpeza do espaço. Depois a junta transfere verbas e articula trabalho com o Centro», explicou à Lusa Paulo Quaresma. Os lavadouros públicos de Lisboa são todos municipais, mas são as juntas de freguesia que fazem a gestão destes espaços, através de um protocolo de gestão de competências. Na zona de Alfama há ainda um outro lavadouro a cargo da Junta de Santo Estêvão, mas que está fechado há três anos para obras.«Contamos reabrir em Março o lavadouro do Beco do Mexias que esteve fechado para obras de recuperação, devido ao rebentamento de um recoletor», disse à Lusa Lurdes Pinheiro. A remodelação ficou a cargo da autarquia lisboeta. Os lavadouros têm ainda outra função: quer o de Carnide quer o da Rua dos Corvos, em Alfama, são palco de iniciativas culturais, mais ou menos regulares. Desde Setembro de 2007, em Carnide, há «cultura de sabão». Exposições, concertos, poesia e até teatro promovidos por uma associação local, com o apoio da Junta.«Gostávamos muito de ocupar ainda mais o lavadouro. Conseguimos que tenha esta ocupação uma noite por mês, mas estamos abertos a que possa ir além de apenas um dia», disse Paulo Quaresma. «Já cedemos o espaço a grupos de teatro amadores para que mostrem o seu trabalho. É uma forma de apoiarmos os grupos de jovens da zona», afirmou Lurdes Pinheiro. O da Estrada da Correia, situado bem perto da estação de metro de Carnide funciona de segunda a sexta-feira entre as 08h30 e as 18h30, já o lavadouro e lavandaria social da Rua dos Corvos, em Alfama, está aberto entre as 09h00 e as 12h00 e as 14h00 e as 18h00, apenas nos dias úteis.