sexta-feira, julho 25, 2008

LISBOA SOBE POSIÇÕES EM LISTA DE CIDADES CARAS PARA TURISTAS

Publicado pela agência Lusa em 24-07-2008 19:34:36
 
Lisboa, 24 jul (Lusa) - Lisboa subiu 16 lugares no último ano no ranking mundial das cidades mais caras para estrangeiros, passando a ocupar o 57º lugar, de acordo com a pesquisa anual da Mercer sobre o custo de vida mundial.

A edição de 2008 do estudo "Worldwise Cost of Living Survey" revela que Lisboa subiu para a 57ª posição, quando em março de 2007 estava no 73º lugar e em 2006 estava em 88ª, não apenas devido ao aumento do custo de vida, mas também devido "à forte desvalorização do dólar em relação ao euro".

O estudo da Mercer engloba 143 cidades e mede o custo de vida, comparando 202 produtos representativos dos padrões de consumo, incluindo habitação, transportes, alimentação, vestuário, bens domésticos e entretenimento.

O estudo de custo de vida é mais abrangente em nível mundial, classificando as cidades utilizando Nova Iorque como termo de comparação.

Pelo terceiro ano consecutivo, Moscou é apontada como a cidade mais cara, principalmente devido ao aumento do custo de alojamento e à valorização do rublo diante do dólar.

Sófia, capital da Bulgária, continua sendo a cidade européia com o custo de vida mais baixo para estrangeiros, embora tenha subido 11 posições em relação a 2007.
 

TURISTAS DESCOBREM LISBOA EM VEÍCULOS ORIGINAIS

Publicado em diario.iol.pt em 20-07-2008 por Isabel Matos Alves/Agência Lusa

Para quem chega a Lisboa cheio de vontade de conhecer todos os pontos turísticos e recantos pitorescos da cidade, a mochila às costas e os ténis confortáveis já não são obrigatórios, há alternativas inovadoras, noticia a Lusa.

Andar a pé ainda é uma das boas maneiras de conhecer uma cidade, mas no calor do Verão, descobrir Lisboa sentado num «GoCar», num «City Cruiser», num «buggie», num «Sidecar» ou num «Riquexó» dos tempos modernos e ter um GPS que desvenda percursos e faz comentários bem humorados é uma experiência que atrai um número crescente visitantes.

Do Campo Mártires da Pátria em direcção ao Chiado, com paragem nas ruínas do Carmo e daí em direcção a Alfama, passando pela Sé de Lisboa e voltando a parar no Castelo de S. Jorge, para depois descer a colina e seguir por ruas tão estreitas onde nem um carro cabe, passando pelo Mosteiro de São Vicente, pelo Panteão Nacional e pelas janelas e portas dos residentes curiosos que não resistem a acenar e comentar o veículo invulgar que por ali circula, continuar em direcção ao Tejo para só voltar a parar no destino final, Belém. Esta rota, pela qual Edite e Anouk pagaram 95 euros, é a mais procurada pelos turistas que optam por esta modalidade, «mas pode haver uma ou outra nuance», afirma João Soares, da Sidecar Touring, que acrescenta que as rotas podem ser «à la carte».

Os «GoCar» e o «Buggies»

Novidade entre os veículos que desvendam Lisboa de uma forma menos convencional são os «GoCar». Há algum tempo em actividade nos Estados Unidos, os «GoCar'» chegaram há pouco menos de um mês a Lisboa e o responsável pela entrada dos «carrinhos amarelos» em Portugal, João Manuel Mendes, garante que «toda a gente que anda, adora».

Têm um GPS dois em um, que por agora está disponível em português e inglês, e que para além das necessárias indicações do percurso, também funciona como guia turístico, porque à medida que se passa pelos pontos de interesse, ouvem-se as explicações sobre a sua história, numa versão bem-humorada.

Uma hora no «GoCar» custa 20 euros e para o conduzir basta ter 18 anos ou mais e carta de condução, ainda que este seja um carro sem mudanças.

Opção semelhante são os «buggies» da Red Tours, carros de 2 e 4 lugares, que fazem lembrar os carrinhos de golfe e que estão disponíveis para aluguer no Terreiro do Paço, mas diferenciam-se dos «GoCar» por serem eléctricos e «ecologicamente correctos».

Os «buggies» têm disponíveis no seu GPS, que também funciona como guia turístico. No entanto, as dimensões destes carros permitem atravessar ruas estreitas sem grandes dificuldades e de forma tão silenciosa, que nem os gatos que dormem à janela se mostram incomodados com a sua passagem.

Também no Terreiro do Paço, e um pouco por toda a baixa pombalina é possível apanhar boleia dos «City Cruisers», uma espécie de «riquexós» a pedais, que funcionam como táxis e permitem transportar duas pessoas.

Tânia Assis, da City Cruisers, afirma que as grandes mais-valias deste meio de transporte são o facto de ser ecológico e de permitir aos turistas estabelecer a sua própria rota. Os turistas, por um valor entre os seis euros para 15 minutos, e 20 euros por uma hora, podem conhecer os principais pontos de interesse da baixa pombalina acompanhados pelo condutor do «riquexó», que vai explicando a história da cidade.

TURISTAS GANHAM OPÇÕES DE TRANSPORTE PARA CONHECER LISBOA

Por Isabel Matos Alves, da Agência Lusa, publicado em 20-07-2008 18:52:11

Lisboa, 20 Jul (Lusa) - Para quem chega a Lisboa cheio de vontade de conhecer todos os pontos turísticos e recantos pitorescos da cidade, mochila às costas e tênis confortáveis já não são obrigatórios.

Andar a pé ainda é uma das boas maneiras de conhecer a capital portuguesa, mas, no calor do verão europeu, descobrir Lisboa sentado em uma alternativa inovadora de transporte e ter um GPS que desvenda percursos e faz comentários bem humorados é uma experiência que atrai um número crescente de visitantes.

Com o vento nos cabelos e o sol na cara, a deficiente visual Edite Faldini descobre Lisboa através das sensações que a cidade lhe transmite.

"São muitas sensações. Eu sei onde estou e imagino o mapa na minha cabeça. Imagino muito facilmente o que está à minha volta", diz a turista belga, depois de três horas percorrendo a cidade em um sidecar na companhia da amiga Anouk. As duas são conduzidas por um motociclista que é, também, guia turístico, e ao longo do itinerário fala dos monumentos e conta a história da cidade.

"É uma ótima experiência, mesmo quando não se consegue ver, porque sentimos o vento, o sol. Tudo é diferente, é muito bonito", afirma.

"O que é difícil em Lisboa é andar com a bengala, por causa da calçada, mas de resto é perfeito", declara Edite, lembrando as dificuldades adicionais que os cegos encontram na capital portuguesa.

Edite e Anouk saem do Campo Mártires da Pátria em direção ao Chiado, param nas ruínas do Carmo e continuam em direção a Alfama, passam pela Sé de Lisboa e voltam a parar no Castelo de São Jorge, para depois descer a colina e seguir por ruas tão estreitas onde nem um carro cabe. Avistam o Mosteiro de São Vicente, o Panteão Nacional e as janelas e portas dos residentes curiosos que não resistem a acenar e comentar o veículo diferente que por ali circula e continuam em direção ao Tejo, só voltando a parar no destino final: Belém.

A rota, pela qual Edite e Anouk pagaram 95 euros, é a mais procurada pelos turistas que optam pelo sidecar, "mas pode haver uma ou outra nuance", afirma João Soares, da Sidecar Touring, que explica que os passeios podem ser "à la carte".

O sidecar não é a opção mais comum, nem sequer a mais barata, mas ainda assim, assegura João Soares, tem muita procura.

"É curioso, é uma coisa inovadora, há algum revivalismo à volta disso e também pelo fato de se poder transportar crianças, velhotes e pessoas com dificuldades de locomoção de uma forma agradável", justifica.

Já passaram pela Sidecar Touring todo o tipo de clientes, mas há sempre aqueles que se destacam e ficam na memória, como o senhor de 92 anos que experimentou o veículo acoplado a uma moto após uma brincadeira dos bisnetos, mas que gostou tanto da experiência que resolveu repetir. Soares também se lembra de uma inglesa que todos os anos, em maio, aluga o veículo para percorrer as sapatarias da capital em um único dia e fazer as compras da estação.

Mas a história mais curiosa é a do casal que se divorciou no sidecar, seguiu para um restaurante onde tinha combinado de jantar com amigos e regressou em veículos diferentes.

Carrinhos amarelos

A novidade entre os veículos que desvendam Lisboa de uma forma menos convencional são os GoCars. Há algum tempo em atividade nos Estados Unidos, os GoCars chegaram há pouco menos de um mês a Lisboa e o responsável pela entrada dos "carrinhos amarelos" em Portugal, João Manuel Mendes, garante que "toda a gente que anda, adora".

Os veículos são dotados de um GPS dois em um, disponível em português e inglês e que, além das necessárias indicações do percurso, também funciona como guia turístico. À medida que se passa pelos pontos de interesse, ouvem-se as explicações sobre sua história, em uma versão bem-humorada.

De visita a Lisboa, Richard Lewis declara-se "convertido" às vantagens do GoCar, carrinho movido com um pequeno motor à gasolina.

"É muito fácil de conduzir, mais fácil do que um carro. É um dinheiro bem gasto. Decididamente, quero experimentar outra vez".

Uma hora no GoCar custa 20 euros e, para o conduzir, basta ter 18 anos ou mais e carteira de motorista.

"Achamos que o carro é uma forma divertida de conhecer a cidade, mas achamos que aquilo que o torna especial é a tecnologia que tem por baixo. Permite conduzir onde se quiser, escolher o que se quer visitar. Depois conta piadas, diz para ter cuidado com os buracos e manda dizer tchau aos policiais quando estão parados em sentinela", afirma João Manuel Mendes.

Ecologicamente corretos

Opção semelhante são os bugues da Red Tours, de 2 e 4 lugares, que lembram os carrinhos de golfe e estão disponíveis para aluguel no Terreiro do Paço, mas se diferenciam dos GoCars por serem elétricos e "ecologicamente corretos".

Luísa, que experimentou com a família o carro de quatro lugares, se queixou por o GPS ainda não estar disponível em francês, mas considera a novidade uma idéia boa para os turistas.

"Gostamos de conduzir nós mesmos em Lisboa e são rotas onde não há muito trânsito. É agradável", disse à Lusa a turista.

Luísa elogia ainda o preço pago pelo serviço - pouco mais de 20 euros - e destaca o fato de este tipo de tour pela cidade permitir parar para tirar fotos, ao contrário de outros transportes.

Os bugues têm disponíveis no seu GPS, que também funciona como guia turístico, as rotas de Belém, baixa pombalina, Alfama e o bairro do Castelo, onde geralmente só chegam os residentes e, na maioria das vezes, a pé.

As dimensões desses carros permitem atravessar ruas estreitas sem grandes dificuldades e de forma tão silenciosa que nem os gatos que dormem à janela se mostram incomodados com a sua passagem.

Também no Terreiro do Paço, e um pouco por toda a baixa pombalina, é possível pegar carona nos City Cruisers - espécie de riquixás com pedais - que funcionam como táxis e permitem transportar duas pessoas.

O fato de ser ecológico e de permitir aos turistas estabelecer sua própria rota é a mais-valia desse meio de transporte, segundo Tânia Assis, da City Cruisers.

Os turistas, por um valor entre os seis euros para 15 minutos, e 20 euros por uma hora, podem conhecer os principais pontos de interesse acompanhados pelo condutor do "riquixá", que vai explicando a história da cidade.

"Basicamente, funcionamos como guia turístico, levando os turistas aos pontos históricos da baixa. Ao mesmo tempo, fornecemos informação, explicamos-lhe o contexto histórico de determinado edifício ou ponto", explica Fernando, um dos condutores e guias da City Cruisers.

Os turistas também podem acompanhar a rota com a ajuda de um folheto com informação traduzida em línguas menos faladas, como russo, chinês ou alemão.

quinta-feira, julho 24, 2008

domingo, julho 20, 2008

ACIDENTE ARRANCA 15 PILARETES NA RUA JARDIM DO TABACO

Na noite de sexta para Sábado ocorreu mais um acidente que arrancou e danificou cerca de 15 pilaretes na Rua Jardim do Tabaco em frente ao n.º 47.

Não é difícil imaginar a que velocidade circulava a viatura em virtude das evidências da violência do embate. No entanto, é raro ver patrulhamento policial nesta zona durante a noite, apesar da esquadra da PSP se encontrar a algumas centenas de metros, por exemplo: desde o mês de Junho, que o Largo Chafariz de Dentro é permanentemente ocupado por dezenas de viaturas, à noite e ao fim-de-semana (apesar dos sinais de trânsito) sem que nada aconteça e com os Parques de estacionamento praticamente vazios do outro lado da rua, junto ao rio.

Em vez de esplanadas e pessoas o coração de Alfama é ocupado por carros e nem a proximidade da esquadra da PSP nem dos parques de estacionamento (a 100 metros em linha recta) é suficiente para resolver a situação.

sábado, julho 19, 2008

CARROS ELÉCTRICOS "INTELIGENTES" PASSEIAM TURISTAS

Publicado no JN, em 05-07-2008 por Telma Roque

A partir de segunda-feira, lisboetas e turistas vão poder conhecer a cidade em "buggies" de dois ou quatro lugares, ou em segways em quatro circuitos definidos, orientados por GPS, e, que além de mostrarem o caminho, fazem um breve resumo histórico dos locais e monumentos de interesse.

O projecto, criado pela Red Tour, empresa pertencente à FamiGeste, inclui ainda um circuito aberto com bicicletas eléctricas e vai operar, numa fase inicial no centro da capital, com partidas do Terreiro do Paço. Depois, deverá estender-se à zona de Belém.
Alfama, da Casa dos Bicos ao mosteiro de São Vicente de Fora, é um dos roteiros definidos para as segways.

Nos "buggies", os turistas poderão conhecer a zona do Chiado, eixo do Convento do Carmo-Rossio-Restauradores-Avenida da Liberdade, ou as vistas entre a Sé Catedral e o Panteão, passando pelas Portas do Sol. As viaturas são todas eléctricas. Não há poluição ambiental, nem sonora. "Queremos passar uma imagem ecológica e levar turistas onde os autocarros não chegam", explicou ao JN Susana Welsh, directora comercial da Red Tour. "Os percursos foram estudados com a Câmara de Lisboa (que criou um grupo de trabalho), para minimizar impactes no trânsito", acrescentou ainda a responsável.

Susana Welsh acredita que o projecto terá também uma forte adesão por parte dos lisboetas, sobretudo no que se refere às deslocações de segway. Nesta fase inicial, os aparelhos GPS "falam" apenas em inglês e português.

LUZBOA VAI ILUMINAR LISBOA EM NOVEMBRO

Publicado no Jornal Briefing em 11-07-2008 por Marina Chiavegatto

De 8 de Novembro a 15 de Janeiro de 2009 Lisboa vai iluminar-se com o projecto Luzboa 08.
Trata-se de um projecto internacional que se propõe a iluminar as zonas da Bica, Alfama, Alecrim e a Baixa com trabalhos de «artistas da luz» nacionais e internacionais.

As Câmaras Municipais Lisboa e Turim, em Itália, cidades onde decorre em simultâneo este projecto, irão patrocinar a iniciativa que integra a arte no espaço urbano, contribuindo também para a decoração de Natal das cidades.

BIANCARD CRUZ SUCEDE A JÚDICE NA LIDERANÇA DA FRENTE RIBEIRINHA

Publicado em RTP.pt Lisboa, 18 Jul (Lusa)

O Governo escolheu o arquitecto João Biancard Cruz para suceder ao ex-bastonário da Ordem dos Advogados José Miguel Júdice na liderança do projecto da Frente Tejo em Lisboa, disse hoje à Lusa fonte oficial do executivo.

"Está resolvida a sucessão [de José Miguel Júdice] na frente ribeirinha e garante-se plenamente a continuidade do projecto", referiu fonte do Governo. O arquitecto João Biancard Cruz desempenhou foi até agora o "número dois" da equipa de José Miguel Júdice e desempenhou durante vários anos o lugar de director geral do Ordenamento do Território, incluindo no tempo em que José Sócrates desempenhou as funções de ministro do Ambiente.

João Biancard Cruz foi também um dos principais protagonistas do Programa Polis, que arrancou durante os executivos liderados por António Guterres.
PMF.

sexta-feira, julho 18, 2008

ARTES: TELAS DE PINTOR HOLANDÊS ROUBADAS EM RUAS DE ALFAMA

Lisboa, 15 Jul (Lusa) - Vinte e nove das 87 telas do artista holandês Guus Slauerhoff expostas desde 6 de Junho em ruas da Alfama foram roubadas, estando já a polícia a investigar o caso.

Arie Pos, representante de Slauerhoff, disse à Lusa que duas ou três das telas desapareceram antes mesmo da inauguração e nos dias 2 e 3 de Julho foram retiradas "pelo menos 15, talvez mesmo 17 ou 18".

Várias dessas telas, segundo Pos, foram retiradas de varandins, o que só poderia ter sido feito com recurso "a escadas ou camionetas" e utilizando ferramentas para cortar os fios de nylon ou arame que as afixava.

Pos está convencido de que se está em presença de uma operação montada "com todo o cuidado" e com meios por profissionais.

As autoridades policiais foram informadas dos roubos na passada quarta-feira pelo representante do pintor, que lhes entregou 15 fotografias dos quadros roubados. As telas têm dois formatos - 2,40X1,80 e 2,00X1,80 metros - e são de material plástico transparente com quadros e desenhos do pintor estampados. A exposição, intitulada "Facetas da vida", foi a primeira com estas características realizada pelo pintor.

O "valor de produção" (incluindo a impressão e a tela) é de aproximadamente 200 euros cada, mas, se estivessem à venda numa galeria de arte, cada uma valeria pelo menos 1500 euros, assinalou Pos. Slauerhoff nasceu em 1944 e já expôs várias vezes em Lisboa, nomeadamente no Museu do Fado.
RMM.

LITERATURA: INSTALAÇÃO DA FUNDAÇÃO SARAMAGO NA CASA DOS BICOS É BEM-VINDA PELOS COMERCIANTES E MORADORES

Lisboa, 16 Jul (Lusa) - A instalação da sede da Fundação José Saramago na Casa dos Bicos é bem-vinda pelos comerciantes de Alfama, que acusam a câmara de imobilismo relativamente à zona. "Alfama podia ser a galinha dos ovos de ouro, pois os turistas querem ver é ruas estreitinhas e roupas penduradas, mas está tudo tão degradado e feio que fogem daqui", disse Josefa Ribeiro, que dirige um loja de artesanato ao lado da Casa dos Bicos.

A mesma opinião é partilhada por outros comerciantes e alguns moradores ouvidos hoje pela Lusa, que consideraram "positiva" a instalação da sede no edifício, classificado em 1910 como monumento nacional. "Vir para aqui algo que mexa, que dinamize a zona, é sempre bem-vindo, tanto mais que os turistas de manhã à noite fotografam a casa, mas não podem lá entrar, e vindo algo de cultural, sempre entram", disse Mário Sousa Cerqueira, do restaurante Adega do Atum.
Actualmente a servir cerca de 50 refeições diárias, Mário Sousa Cerqueira espera que a vinda da Fundação do Nobel português "traga dinamismo, gente, e que se olhe para a zona com outros olhos".

Segundo Carlos Pinto, que há 27 anos trabalha no restaurante Solar dos Bicos, "a clientela tem vindo sempre a descer", registando este ano um quebra de 50 por cento no número de refeições servidas relativamente há 20 anos. "Das 250 refeições que servia estamos a servir actualmente cerca de 100", disse.

A insegurança nas ruas, pouca iluminação e o tráfego automóvel são alguns dos factores apontados para afastar os turistas da Rua dos Bacolheiros, apesar de vários atractivos turísticos, nomeadamente as fachadas dos edifícios contíguos à Casa dos Bicos, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, a Velha, ou a casa onde nasceu João Pinto de Carvalho 'Tinop', o primeiro autor de uma história do fado. "Daqui [rua dos Bacalhoeiros] até Santa Apolónia podia ser uma zona pedonal de esplanadas e outras lojas, sendo uma porta preferencial de acesso ao mais bonito bairro de Lisboa que é Alfama", opinou Carlos Pinto.

Josefa Ribeiro assinalou, por seu turno, que "os turistas evitam esta zona pois só vêem feio, conhecem a Rua Augusta e depois procuram alguma forma de chegar ao Castelo". Para esta lojista, a instalação da Fundação "é bem-vinda, tanto mais que, sendo um pólo cultural, irá atrair gente".

A presidente da Fundação, Pilar del Rio, disse hoje à Lusa que os objectivos são "a agitação e dinamização culturais". Sem confirmar o que será instalado na Casa dos Bicos ou o futuro das actuais instalações alugadas na avenida Almirante Gago Coutinho, a responsável esclareceu pretender-se "uma aproximação emocional dos portugueses à obra de autores como Jorge de Sena, Raul Brandão ou José Rodrigues Miguéis, entre outros".

A Casa dos Bicos foi mandada erigir por Afonso Brás de Albuquerque, um filho legitimado por Afonso de Albuquerque, vice-rei da Índia.
Passou por vários proprietários, entre eles um comerciante de bacalhau, até que a Câmara a adquiriu em 1967 a Daisy Maria da Silva Knight. Desde então foram vários os projectos previstos para ocupar os dois pisos da Casa, desde uma exposição permanente relacionada com a presença portuguesa no Oriente, a um Museu da Cidade ou um do Fado até uma casa de fados.
Na década de 1960, quando a imprensa especulava sobre o fim da carreira de Amália Rodrigues, a fadista confessou em várias entrevistas que gostaria de explorar na Casa dos Bicos um restaurante típico de fados.

Raul Lino, que orientou as obras de consolidação de 1969 a 1974, chegou a apresentar um projecto para adaptação a uma "Casa de Goa". Entre 1980 e 1981 os arquitectos José Daniel Santa Rita e Manuel Vicente apresentaram um projecto de reinterpretação da Casa e decidiram incorporar-lhe, com elementos contemporâneos, os dois pisos que o terramoto de 1755 destruiu.
Em 1983 foi o núcleo "Dinastia de Avis" da XVII Exposição Europeia de Arte, Ciência e Cultura, seguindo-se um hiato na sua ocupação até 1987, quando recebe a Comissão para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, que ali permaneceu até 2002.

Actualmente, funcionam na Casa os serviços relacionados com a vereação de Cultura.
As escavações arqueológicas realizadas no início da década de 1980 trouxeram à luz do dia parte da muralha moura, tanques romanos e até uma garrafeira da família Albuquerque.
NL.
Lusa/Fim

quarta-feira, julho 16, 2008

CÂMARA DE LISBOA APROVA DOCUMENTO ESTRATÉGICO PARA ZONA RIBEIRINHA ORIENTAL

A autarquia lisboeta aprovou hoje o documento estratégico da Zona Ribeirinha Oriental, que substitui o Plano de Urbanização da Zona Ribeirinha Oriental, sucessivamente chumbado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo

O Documento Estratégico de Monitorização da Zona Ribeirinha Oriental divide cinco áreas daquela zona da cidade para onde serão realizados planos de urbanização e de pormenor.Nessas áreas inclui-se o Plano de Urbanização da área envolvente à Estação do Oriente, também aprovado hoje, e alterações aos loteamentos do antigo edifício da Tabaqueira e da Fábrica de Braço de Prata, igualmente aprovados hoje.

O documento estratégico para a Zona Ribeirinha Oriental foi aprovado com os votos contra dos vereadores do PSD e do PCP, que alegaram sobretudo a falta de validade jurídica do documento. O vereador do Urbanismo, Manuel Salgado (PS), reconheceu a falta de vínculo jurídico mas contrapôs que aquele é um instrumento orientador da autarquia para aquela zona da cidade, sendo que «o que tem valor jurídico são os planos», que foram aprovados. Segundo Manuel Salgado, o objectivo é a «revitalização económica da zona», caracterizada pela existência de «indústrias obsoletas e desactivadas» e virá-la para outras áreas como as «indústrias criativas». «Enquadrar a localização de um ‘cluster’ de indústrias de conteúdos e biotecnologias» foi um dos objectivos enunciados pelo vereador.

O documento aponta para o alargamento da «polarização do Parque das Nações, de forma a ir até aos Olivais, com uma nova fachada da Estação do Oriente virada para a cidade», referiu Manuel Salgado. O vereador quer terminar com o que considera ser o «gueto do Parque das Nações» e integrar aquele bairro em toda a zona oriental da cidade. O vereador e ex-presidente Carmona Rodrigues considerou que a revogação das anteriores deliberações carecia de uma «fundamentação mais cabal». Carmona Rodrigues questionou ainda que «dada a relevância do novo documento» não fosse desencadeado um processo de discussão pública.Para a vereadora social-democrata Margarida Saavedra, o documento estratégico tem uma «eficácia cega», ao não ter validade jurídica, e «define um conjunto de oportunidades criando ele próprio guetos». «A bondade do PZRUO [Plano de Urbanização da Zona Ribeirinha Oriental] era criar uma lógica integradora para toda a zona», considerou.Segundo a vereadora do PSD, com o actual documento existe antes um «somatório das partes» que, «só por milagre criará um todo coerente».

A vereadora do movimento Cidadãos por Lisboa Manuela Júdice referiu que «o documento não tem relevância jurídica» mas classificou-o de «orientador» e «muito bem feito». Manuela Júdice levantou a questão da permanência das livrarias Ler Devagar e Eterno Retorno que ocupam actualmente a Fábrica de Braço de Prata com um projecto cultural «auto-sustentado». O vereador Manuel Salgado esclareceu que a manutenção daquele equipamento cultural foi acautelada nas compensações que o promotor da urbanização Jardins de Braço de Prata dará à autarquia e cujas alterações ao loteamento foram hoje aprovadas. Sobre este loteamento, o vereador do Bloco de Esquerda José Sá Fernandes considerou que se deu uma «reviravolta a favor da cidade» porque, referiu, apesar dos índices de construção que já tinham sido aprovados, houve compensações conseguidas através de negociações com os promotores durante este mandato. Sá Fernandes referiu a «libertação da Frente Ribeirinha para uso público com obra paga pelos promotores e uma área verde a montante e fora dos terrenos do loteamento, que constitui o corredor verde oriental, com cerca de 23 hectares, que vai desde o Rio Tejo ao Vale Fundão, a ser projectada e paga pelos promotores».

O «desnivelamento da Avenida Marechal Gomes da Costa para retirar o trânsito da Frente Ribeirinha» foi outra das compensações mencionadas pelo vereador. Para a vereadora comunista Rita Magrinho, o que está em causa com o documento estratégico para zona ribeirinha oriental é «substituir o PZRUO por um instrumento atípico que não está previsto na legislação». «O estratégico deste documento é apenas o enunciar de um conjunto de oportunidades para quem tenha perspectivas naquela área», defendeu. O vereador comunista Ruben de Carvalho afirmou que o vereador do Urbanismo Manuel Salgado «pode não passar à História como o novo Marquês de Pombal, mas corre o risco de ser o novo Padre António Vieira». Ruben de Carvalho referiu-se ao documento estratégico como uma «fórmula arquitectónica-gramatical», sem validade jurídica, e acusou Manuel Salgado de «fazer os que os socialistas fazem, que é meter coisas em gavetas» e «meter na gaveta a revisão do PDM [Plano Director Municipal]».

O presidente da Câmara, António Costa (PS), considerou que o documento estratégico e as alterações aos loteamentos vão permitir «retomar a dinâmica de revitalização da zona oriental que se iniciou há dez anos [com a Expo] e ficou parada». O Plano de Urbanização da área envolvente à Estação do Oriente foi aprovado com os votos contra do PCP e a abstenção do PSD e da lista Lisboa com Carmona. As alterações aos loteamentos referentes à antiga Tabaqueira e Fábrica de Braço de Prata foram aprovados com os votos contra do PCP e a abstenção do PSD.
Lusa/SOL

CÂMARA APROVA CEDÊNCIA DA CASA DOS BICOS PARA FUNDAÇÃO JOSÉ SARAMAGO

Lisboa, 16 Jul (Lusa)

A Câmara de Lisboa aprovou hoje em reunião do executivo municipal a cedência da Casa dos Bicos para a instalação da Fundação José Saramago, que acolherá a biblioteca do autor prémio Nobel da Literatura.

A cedência foi aprovada com os votos contra do movimento Lisboa com Carmona e do PSD e dos votos favoráveis do PS, Cidadãos por Lisboa, PCP e BE.

O protocolo entre a autarquia lisboeta e a fundação será assinado quinta-feira às 15:30, no salão nobre dos Paços do Concelho, com a presença de José Saramago.

ACL.
Lusa/Fim

É uma excelente notícia para o centro histórico de Lisboa que vai receber mais um pólo de atracção de turistas, que vai passar a constar em todos os guias turísticos, e vai dar um uso conveniente às instalações da casa dos Bicos (não só das fachadas como acontece actualmente).

terça-feira, julho 15, 2008

PARQUE DE ESTACIONAMENTO NO LARGO CHAFARIZ DE DENTRO





Desde o dia 29 de Junho, na sequência de uma obra da CML, que o Largo do Chafariz de Dentro se converteu num Parque de Estacionamento. Isto acontece numa zona que é supostamente pedonal e um dos principais cartazes de Alfama e onde em vez de esplanadas e pessoas há dezenas de carros todos os dias, sobretudo à noite e ao fim-de-semana.

Até à realização da obra nos colectores apesar dos contentores o espaço estava vedado e o acesso para cargas e descargas era gerido pelo Museu do Fado, actualmente não existe qualquer obstáculo à entrada dos veículos, excepto a sinalização que ninguém respeita nem ninguém fiscaliza.

Curiosamente a menos de 100 metros, nas traseiras do Museu do Fado junto ao rio, existem Parques de estacionamento que estão sempre vazios e no final da Rua Jardim do Tabaco existe uma esquadra da PSP pelo que o caos documentado pelas imagens não parece de difícil solução:
1 - Bastaria que os agentes se deslocassem ao local para autuar os infractores;
2 – Colocação de placas, assinalando o percurso para os Parques de estacionamento. Actualmente, só existem 1 pequena placa na Rua Jardim do Tabaco, que por ser mais pequena que as placas da EMEL nem sequer se vê de noite.

sábado, julho 12, 2008

CONHECER LISBOA EM DUAS RODAS

Já é possível alugar uma scooter em Lisboa, a Scooter Mania abriu na Rua do Crucifixo na Baixa de Lisboa e tem scooters de diferentes cilindradas e descontos para grupos.



sábado, junho 14, 2008

GOCAR EM LISBOA

Uma nova forma de conhecer o centro de Lisboa, Belém e a Expo chegou a Lisboa pela Gocar. Os pequenos veículos para dois passageiros estão equipados com um motor de 50 c.c. e GPS com duas colunas que revelam o percurso aos visitantes.


O único defeito é não serem completamente ecológicos mas a diversão é garantida.

Mais informações:

Tel. (+351) 21 096 50 30
Rua dos Douradoures, 16
www.gocartours.com

quarta-feira, junho 11, 2008

LISBOA: REDE DE BICICLETAS DE USO PARTILHADO CRIADA NO VERÃO DO PRÓXIMO ANO

Publicado em noticias.sapo.pt em 11 de Junho de 2008, 19:00

Lisboa, 11 Jun (Lusa) - A Câmara de Lisboa aprovou hoje um estudo para a criação de um sistema de bicicletas de uso partilhado, com cerca de 2500 bicicletas distribuídas por 250 postos na cidade. O sistema, semelhante ao que existe em cidades europeias como Paris ou Barcelona, deverá ser instalado em Junho do próximo ano, segundo a previsão do presidente da Câmara, António Costa (PS).

Na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do executivo municipal, o autarca referiu igualmente que em Setembro deverão estar concluídos os "termos de referência" para o lançamento do concurso público. "É uma medida importante para estimular o uso da bicicleta e a mobilidade sustentável", afirmou.
O vereador dos Espaços Verdes, José Sá Fernandes (BE), considera que a proposta representa um "salto de gigante" na política de mobilidade da cidade e gostaria que o sistema estivesse criado a tempo do dia do Ambiente do próximo ano, a 5 de Junho.

A proposta foi aprovada com a abstenção da CDU e os votos favoráveis das restantes forças políticas. O vereador comunista Ruben de Carvalho defendeu que o estudo hoje aprovado não esclarece eventuais responsabilidades jurídicas em caso de acidente dos ciclistas. A CDU teme ainda outros "problemas de segurança" decorrentes de uma utilização massiva e não controlada daquele meio de transporte. "Dada a forma como está o espaço público andar de bicicleta vai ser uma aventura", argumentou.
ACL. Lusa/Fim

Em Barcelona o sistema é fundamentalmente utilizado por turistas, é bastante simples, funciona bem e existem diversas alterativas.
Em Lisboa este tipo de oferta virá seguramente melhorar em muito a mobilidade e o conforto de quem nos visita porque nos principais eixos turísticos da cidade, de Belém à Expo, passando pela zona ribeirinha e pela Avenida da Liberdade os circuítos são bastante planos e convidativos.

Entretanto, paralelamente à bicicleta, estão a emergir outras ofertas turísticas no centro de Lisboa, nomeadamente a GoCar (veículos turistícos), a Scooter Mania (Scooters) e a Red Tour (veículos eléctricos e Segways).







sexta-feira, junho 06, 2008

MARCHAS POPULARES: SANTOS DE ONTEM… E DE HOJE?

Publicado em Visão.pt por Sara Rodrigues - 06 Jun 2008

Junho é mês de festa em Lisboa. As marchas desfilam pela avenida, montam-se os arraiais, come-se sardinha assada e oferecem-se manjericos com quadras populares. Será que antes as comemorações eram mais genuínas?

Começou o mês dos Santos Populares. Da sardinha no pão, do manjerico, do balão e do arco, das marchas na avenida, dos arraiais. Enfim, Lisboa vai sair à rua para festejar. Mas será que o faz da mesma maneira? A tradição mantém-se? Poderemos dizer que a tradição de comemorar se mantém, mas quase tudo o resto foi alterado. Se é para melhor ou pior não nos cabe a nós decidir. Basta olhar para estas fotos para perceber que é… diferente.


Os grandes arraiais e bailaricos na Praça da Figueira (como se vê nas fotos) já não existem, agora estão espalhados pela cidade (este ano são 26 locais), as tais sardinhas assadas atingem preços astronómicos por esta altura (no ano passado custavam €2 cada) e a devoção ao Santo António já não é tão fervorosa.


Mas não há dúvidas que é uma mega festa, a que este ano se vai juntar o Euro 2008 e, em Agosto, os Jogos Olímpicos. Sim, é verdade que estamos a falar do mês de Agosto, já que basta dar uma vista de olhos no programa das Festas de Lisboa para ver que começam em Maio e vão até Setembro.
Mas também sabemos que atingem o seu auge no mês de Junho e o clímax na noite do dia 12, véspera de Santo António. É nessa noite que milhares de pessoas saem à rua e, verdadeiramente, entopem alguns dos bairros mais típicos da capital, como Alfama, Bairro Alto ou Castelo. E, é também nessa noite, que desfilam na Av. da Liberdade as Marchas, essa manifestação popular que assumiu cariz cultural e foi classificada em 19.º no ranking das 50 melhores festas europeias. Esta tradição que alia a música, à poesia, à representação e à dança começou em 1932 pela mão do cineasta Leitão de Barros e, apesar de algumas interrupções devido à II Guerra Mundial e ao período do pós-25 de Abril de 1974, tornou-se um ícone das festas.


Durante muitos anos, além da avenida, desfilavam também no Pavilhão dos Desportos (mais tarde baptizado de Carlos Lopes), mas, mais recentemente, é no Pavilhão Atlântico que se discutem as pontuações e as melhores coreografias (este ano, 20 marchas estão a concurso com encenações dedicadas a Fernando Pessoa, pelo 120.º aniversário do seu nascimento, Padre António Vieira, pelo IV centenário do seu nascimento, aos 200 anos da chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil e ao Ano Europeu do Diálogo Intercultural).


Mas não é só isto. Se ao longo dos anos têm sido incluídos no programa das Festas de Lisboa diversos apontamentos musicais como a Festa do Fado ou o fado nos eléctricos, este ano ainda acrescentaram momentos teatrais nos autocarros, jazz nos elevadores da cidade, uma corrida de atletismo nocturna e a 2.ª Edição do City Chase, uma espécie de peddy paper com corrida de obstáculos a que chamam a «maior aventura urbana da sua vida!». As festas desta cidade têm, sem dúvida, um novo élan.

ASAE DE OLHO NOS SANTOS POPULARES

Responsável fala em “eventuais inspecções” e garante que a autoridade alimentar está atenta
Publicado no DN, por Filipe Santos Costa





















A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) incluiu no seu plano de actividades as festas populares que animam o país nos meses de calor. “Os arraiais fazem parte do planeamento da ASAE”, confirmou ao Expresso o subinspector-geral Jorge Reis, responsável pela área técnica e laboratorial. “Estamos atentos às festas populares”, garantiu, depois de uma audição na Assembleia da República (AR), quarta-feira, perante o grupo de trabalho parlamentar sobre pequenos produtores e produtos tradicionais.
Em resposta ao deputado Hélder Amaral, do CDS, este responsável da ASAE deu conta de “muitas reuniões com os organizadores dessas festas, onde são dadas noções básicas de higiene. Se seguirem esses requisitos, nada irá acontecer numa eventual inspecção da ASAE nessas festas populares”.



Questionado pelo Expresso sobre a possibilidade de a ASAE ir para as festas de Santo António ou São João, Reis reafirmou a possibilidade de “eventuais inspecções”. “Isso tem a ver com com critérios de avaliação de risco que são definidos para a escolha dos alvos.” Que critérios? “São critérios internos.”
Na audição com o grupo de trabalho que está a avaliar o impacto dos regulamentos comunitários e a forma como têm sido impostos pela ASAE aos pequenos produtores de alimentos tradicionais, ficou clara a contradição entre a autoridade de segurança alimentar e o Ministério da Agricultura. No mesmo dia, também na AR, Jaime Silva, que tutela o desenvolvimento regional, tinha assegurado aos deputados que nada na lei impede que um proprietário de turismo rural sirva aos seus hóspedes um arroz de cabidela feito com uma galinha criada e abatida na sua propriedade. Poucas horas depois, o subinspector geral da ASAE contrariava o ministro, repetindo o que o líder máximo daquele organismo, António Nunes, já tinha dito na AR: nesse caso, o abate dos animais tem de ser feito num matadouro. Caso contrário, só podem ser para consumo doméstico, sendo proibida a sua venda. Uma “opinião consubstanciada numa base legal”, reforçou o representante da ASAE, embora tenha moderado o discurso: “As opiniões que assumimos não são dogmáticas, podemos fazer alguma nova leitura.”
Jaime Silva assumiu em relação à actuação da ASAE que “há excessos” e que “é preciso corrigi-los”. Admitiu que em alguns casos “pode haver má interpretação da lei” por parte dos agentes de António Nunes, e frisou que, nesses casos, a interpretação compete aos técnicos do Ministério da Agricultura,


Mas não foi só a ASAE que contrariou o ministro. Se de manhã Jaime Silva tinha garantido que “nenhum produto tradicional está em causa neste país”, à tarde a Associação de Criadores de Ovinos da Serra da Estrela alertou que os produtores do queijo da serra “estão constantemente a incorrer em infracção se tudo for aplicado”, o que pode pôr em causa a produção. A associação queixou-se ainda da falta de critérios uniformes dos inspectores, o que seria depois confirmado num comentário de outro dirigente da ASAE. Barreto Dias, responsável científico, considerou que não são necessárias as bancadas de aço inoxidável nas produções tradicionais, ao que Hélder Amaral contrapôs que existem “imensos autos por não haver a bancada de inox”.

quarta-feira, junho 04, 2008

LISBOA QUER RECEBER CERCA DE 300 MIL VISITANTES

Publicado por presstur.com em 06.05.2008

De 2 a 16 de Agosto

O Turismo de Lisboa quer receber 300 mil visitantes na edição deste ano do Festival dos Oceanos, que decorre entre 2 e 16 de Agosto e realiza 17 espectáculos ao longo de 15 dias.

“Este ano queremos ultrapassar os 200 mil visitantes, da edição de 2007, em cerca de 50%”, afirmou hoje o presidente-adjunto do Turismo de Lisboa, Mário Machado na assinatura do protocolo entre a Parque Expo e a ATL para a realização conjunta do Festival dos Oceanos.

O evento, que vai apresentar diferentes espectáculos ao longo da zona ribeirinha de Lisboa, entre o Parque das Nações e a Zona de Belém, e também em bairros históricos da cidade, como Alfama, e que contou com um investimento de dois milhões de euros, participado em 250 mil euros pelo Turismo de Portugal, vai contar este ano com uma divulgação maior e reforçada.
“Este ano tivemos mais tempo para promover o Festival, por isso conseguimos incluí-lo em todas as acções promocionais que fizemos no estrangeiro, nas brochuras dos operadores estrangeiros relativas a Agosto, nomeadamente no Reino Unido, Alemanha, Espanha, França e Itália e também contamos com a colaboração da TAP, com a qual temos um protocolo, para fazer divulgação das nossas iniciativas na revista de bordo”, revelou ao PressTur Mário Machado, presidente Adjunto da ATL, hoje, à margem da apresentação.

Durante 15 dias, quem passar e morar em Lisboa vai poder assistir a mais de 17 espectáculos e iniciativas, das quais se destaca a “A Regata Internacional dos Oceanos”, que parte de Marselha a 19 de Julho, chegando a Lisboa a 12 de Agosto, após passar por cidades como Algeciras ou Rabat, a “Ocean Parade”, no dia 2 de Agosto, no Parque das Nações.

A Parque Expo vai celebrar os 10 anos da Exposição Mundial de Lisboa – Expo ’98, com o espectáculo “L’Utopie”, na Doca dos Olivais, entre 15 e 16 de Agosto, num espectáculo cheio de música, cor e pirotecnia.
Também em destaque no Festival dos Oceanos vai estar a conferência “2008 – Ano Internacional do Planeta Terra”, a decorrer no Oceanário.
A música, o teatro, exposições, espectáculos de rua e de mergulho e lançamento de papagaios de papel vão ser algumas das iniciativas previstas na programação do Festival dos Oceanos.

Museus abertos até à meia-noite

Uma das novidades da programação deste ano, é a abertura de alguns museus e monumentos até à meia-noite, como o Museu Berardo, a Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos, o Pavilhão do Conhecimento, o Museu da Carris e o novo Museu do Oriente.
Em paralelo, a Parque Expo, para celebrar o 10º aniversário da Expo 98 vai ter patente ao público uma exposição de cartoons, publicados entre 1993 e 1998, sobre o que se esperava viesse a ser a Expo 98, e vai também organizar um debate subordinado ao “Urbanismo e Arquitectura”, relativo ao papel que a exposição teve no crescimento da cidade para Oriente.

LISBOA: NOVOS REGULAMENTOS URBANÍSTICOS DISCUTIDOS NO PRÓXIMO MÊS - ANTÓNIO COSTA

Publicado em rtp.pt por LUSA/Fim

Lisboa, 15 Mai (Lusa) - O presidente da autarquia de Lisboa, António Costa anunciou hoje que no próximo mês serão apresentados à Câmara regulamentos urbanísticos, como os de edificação, cedências e compensações, cuja elaboração foi recomendada pela sindicância aos serviços de Urbanismo.

"No próximo mês serão apresentados à Câmara o regulamento de edificação e urbanismo, o regulamento da TRIU [Taxa Municipal pela Realização de Infra-Estruturas Urbanísticas] e o regulamento de cedências e compensações", afirmou António Costa, durante um almoço promovido pelo American Club of Lisbon.

Os regulamentos serão acompanhados de um Plano Director Municipal "anotado", um "instrumento de auto-vinculação da própria Câmara, para que todos saibam como a Câmara interpreta o PDM e para os seus funcionários fiquem obrigados a essa interpretação".

Segundo o autarca, os regulamentos, cuja revisão ou elaboração foi recomendada pela sindicância aos serviços do Urbanismo, pedida pelo anterior presidente da Câmara, Carmona Rodrigues, bem como o PDM anotado, servem para que "as regras do Urbanismo, sejam claras para todos o conhecidas de todos".

"A Câmara não fingiu que não havia o relatório da sindicância. Olhou e viu as medidas que era necessário tomar", disse, acrescentando que na sequência da sindicância foram instaurados sete processos disciplinares.

António Costa revelou também que desde que o executivo tomou posse, a 1 de Agosto de 2007, "foram licenciados dois milhões de metros quadrados de área bruta de construção", na sua maioria para habitação.

Segundo o autarca, só no eixo composto pela Avenida da Liberdade, Fontes Pereira de Mello e Avenida da República, foram licenciados cerca de 200 mil metros quadrados.

Estes níveis de licenciamento significam que, segundo António Costa, a autarquia está a conseguir recuperar de "praticamente um ano sem licenciamentos", na sequência da crise na Câmara que levou a eleições intercalares.

"Não obstante um ano de paralisação, não obstante o trauma que a sindicância causou aos serviços de Urbanismo, neste momento já licenciámos mais do que foi licenciado em 2006", sustentou.

Na área social, o autarca anunciou o estabelecimento de uma parceira com o Centro de Refugiados, para a instalação em Lisboa de uma casa para crianças refugiadas.

Questionado pelos jornalistas, o autarca preferiu não divulgar o local escolhido, por ainda não ter sido comunicado ao Centro de Refugiados, adiantando que terá capacidade para mais de vinte crianças.

A criação de um Museu da Comunidade Judaica, em Alfama, e de um Centro de Arte Contemporânea Africana, foram outros projectos de parceira referidos por António Costa.

LISBOA: ALFAMA CRITICA CORTE NOS APOIOS DA CÂMARA PARA ARRAIAIS POPULARES

Publicado em 15 de Maio de 2008 pela LUSA/SAPO

A Presidente da junta de freguesia de Santo Estêvão, em Alfama, assim como as colectividades e os comerciantes e moradores da zona, criticam a Câmara de Lisboa por falta de apoios nos arraiais populares.

Os moradores de Alfama dizem que a zona "está a morrer", a propósito de as colectividades virem a receber este ano da Câmara menos de 75 por cento do dinheiro do ano passado para financiar os arraiais dos santos populares, proposta aprovada em reunião de executivo.

"Estou contra o facto de a Câmara fazer coisas destas", afirma presidente da junta, Lurdes Pinheiro, justificando: "As colectividades é que dinamizam os santos populares e estão a tirar-lhes os meios para isso."

"As colectividades vão ter muitos problemas em cumprir o regulamento que a própria câmara estipulou para os arraiais, como por exemplo a regra que exige música ao vivo. O dinheiro que vão dar agora não chega para pagar nem uma noite de música", observa a presidente da junta.

Os arraiais são organizados por voluntários, "mas não é o pobre que vai pagar as bandas que actuam", reitera Mário Rocha, presidente do Centro Cultural Magalhães Lima, uma das colectividades que costuma receber o apoio da Câmara, e que vê em risco, este ano, a organização dos seus arraiais.

A presidente da junta acredita que a medida adoptada pela câmara "é apenas uma desculpa", pois "entretanto [a câmara] vai apoiando eventos privados como o Rock in Rio".

"A tradição deixa de ser tradição", acrescenta.

Alguns comerciantes como o casal Marques, que gere o restaurante Tolam, criticam as licenças que têm de pagar à Câmara para, por exemplo, porem o "fogareiro na rua".

"Acho mal as colectividades terem apoio e nós não", pois, acredita Fernando Marques, "os comerciantes também fazem a festa" e apresentam condições de que esta necessita, "como as casas de banho que todos usam".

"Pelo menos devíamos estar isentos de pagar a licença", contesta o dono do restaurante, afirmando que assim "a gente acaba por desistir de participar nos arraiais."

"Qualquer dia isto morre. Apenas o amor de algumas pessoas que fazem um grande esforço mantém o Santo António", observa Hermínio Álvaro, morador da freguesia de Santo Estevão.

Artur Pereira, de 63 anos, acrescenta que "antigamente" a festa decorria durante "o mês todo", recordando a existência de "um coreto com um conjunto a tocar": "convivia-se... E agora não permitem isso".

CARRIS COM FADO, JAZZ E TEATRO A BORDO

Publicado 03.06.2008 em opcaoturismo.com

A Carris e a EGEAC, E.M. - Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural, assinaram um protocolo para a realização conjunta de actividades de animação cultural na cidade de Lisboa para os anos 2008 e 2009. A parceria permite uma maior divulgação das Festas da Cidade de Lisboa em toda a frota da Carris e leva animação e cultura a todos os clientes destes transportes.

As Festas de Lisboa 2008 reinventam a cidade e os seus espaços, suscitando novos olhares e criando novos modos de fruição. A animação centra-se na zona da Praça do Comércio, Baixa-Chiado e Avenida da Liberdade e percorrem um considerável número de ruas da cidade a bordo dos eléctricos, autocarros e ascensores da Carris.
Este protocolo visa a divulgação e a dinamização de actividades culturais, permitindo oferecer teatro e música a todos os que usufruem dos transportes públicos da Carris.

Artistas amadores cantam o fado tradicional no palco dos eléctricos. Medalha de Prata de Mérito Turístico, este é já o quarto ano em que o Eléctrico 28 encanta os seus clientes com música a bordo.

Este ano, a Carris disponibiliza os Eléctricos 18 e o 25, que se juntam, também, à festa, alargando esta experiência a mais bairros lisboetas. Do Martim Moniz aos Prazeres, passando pela Graça, Alfama, Bica e Bairro Alto. O Fado nos Eléctricos acontece até 29 de Junho, às quintas e domingos, das 16 às 18h e 19 às 21h.
O teatro é a proposta da Carris a todos os clientes das carreiras dos autocarros nº 745, 746, 755 e 758. Acontece de 4 a 25 Julho, às sextas-feiras e a partir 18h00.
Jazz às Onze

A Carris e a EGEAC associam-se aos 60 anos do Hot Clube de Portugal e proporcionam momentos de jazz nos Ascensores e Elevador da cidade das Sete Colinas. Estes meios de transporte, propriedade da Carris e classificados como Monumentos Nacionais, são: o Ascensor do Lavra, o mais antigo da cidade, inaugurado em 1884, faz a ligação entre o largo da Anunciada e a Travessa do Forno do Torel; o Ascensor da Glória, o mais movimentado, inaugurado em 1885, liga a Praça dos Restauradores ao Bairro Alto; o Ascensor da Bica, com o percurso mais pitoresco, inaugurado em 1892, faz a ligação entre a Rua de São Paulo e o Largo do Calhariz; e o Elevador de Santa Justa, único elevador vertical, inaugurado em 1902, liga a Rua do Ouro ao Largo do Carmo. Acontece apenas nos dias 5, 13, 19 e 27 Setembro, das 11h e às 23h00
No âmbito deste protocolo, a Banda da CARRIS terá, também, uma agenda definida de actuações nos espaços públicos geridos pela EGEAC, estando já prevista uma actuação do Grupo Coral da Carris na zona superior do Elevador de Santa Justa, no mês de Dezembro.

Refira-se ainda para entrar nos eléctricos, autocarros ou elevadores basta possuir os títulos de transporte válidos nos transportes da Carris.

ÀS CEGAS POR ALFAMA

Publicado no Guia da Cidade

Imagine o que é redescobrir o bairro de Alfama de olhos vendados: são as ruas apertadas, o cheiro das sardinhas a assar, o som de um fado que se ouve ao longe e tantas outras aventuras sensoriais…

São passeios a pé, no bairro de Alfama, em que os participantes têm os olhos vendados e são conduzidos por um guia invisual da ACAPO que partilha as suas referências sensoriais. Está também presente um guia Lisbon Walker que faz a contextualização histórica do percurso e 4 elementos da APPA, que ajudam os participantes a percorrer o espaço.

Pretende-se proporcionar uma experiência sensorial, que visa a construção de um novo conhecimento do espaço através do estímulo dos sentidos do cheiro, tacto, gosto e audição pela ausência da visão.

Estes passeios pretendem também sensibilizar para o universo invisual, não num sentido incapacitante, mas num sentido positivo e estimulante, em que o próprio invisual nos convida a entrar no seu mundo de códigos e referências.

Venha à descoberta, e surpreenda-se... De 12 a 26 de Julho.

Datas: dias 12, 19 e 26 de Julho, às 11h
Marcação prévia
Duração do passeio: 1 hora
Número máximo de participantes por passeio: 8
Preço por pessoa: 20 Euros (valor a reverter integralmente para a ACAPO)
TM: 91 380 64 79 / info@cabracega.org
Mais informações em www.cabracega.org

CANAL DE HISTÓRIA ESTREIA «RECORTES DE LISBOA» DIA 13

Publicado no Diário Digital

Lisboa vai ser a protagonista de «Recortes de Lisboa», uma nova série produzida pelo Canal de História com estreia no próximo dia 13 de Junho, pelas 19:00 horas, que pretende dar a conhecer a história, segredos e todas as curiosidades dos doze locais mais emblemáticos da cidade.
Aproveitando a proximidade das comemorações do dia de Santo António, o santo padroeiro da capital portuguesa, Alfama foi o bairro eleito para assinalar a estreia deste programa de produção nacional.

No primeiro episódio, o canal vai percorrer as ruas estreitas e sinuosas do típico bairro de Alfama para revelar todas as curiosidades históricas deste local, as suas origens, os seus segredos e os aspectos mais importantes que recordam as memórias do passado de um dos principais bairros da cidade.

Castelo, Avenida da Liberdade, Campo Santana, Avenidas Novas, Graça, Parque das Nações, Baixa Pombalina, Bairro Alto, Belém, Cais do Sodré e Chiado são os restantes onze locais que compõem este programa com exibição todas as sextas-feiras, de 13 de Junho a 29 de Agosto, sempre pelas 19:00 horas.

Para comemorar esta estreia junto dos espectadores, o canal vai estar presente nas ruas do bairro de Alfama, na noite de Santo António, através de uma acção de street marketing, que promete surpreender a população, anunciando esta estreia de forma inédita e original. Assim, o canal associa-se às festividades através da colocação de bancadas, com decoração alusiva às comemorações, onde serão oferecidos centenas de manjericos com poemas dedicados ao bairro de Alfama e à nova série «Recortes de Lisboa».

Presente em mais de 130 países e visto em mais de 230 milhões de lares, o Canal de História é produzido pela Chello Multicanal, empresa independente líder na produção de canais temáticos em Espanha e Portugal, e exibe uma completa oferta de documentários com um catálogo internacional que inclui mais de três mil horas de programação original.

sexta-feira, maio 30, 2008

THE SOUL OF FADO

Publicado no site do artista em Guus Slauerhoff.com

The Dutch visual artist Guus Slauerhoff (Sneek, Netherlands, 5 April 1945) was grasped by Fado as he discovered the Fado singer Cristina Branco, who expressed and interpreted a selection of poems by the poet Jan Jacob Slauerhoff (1898-1936) in Portuguese, on her CD 'Cristina Branco canta Slauerhoff '. Between November 2003 and March 2004 he accompanied the singer while she was touring the Dutch theatres, making many drawings of the concerts for his exhibition 'The emotion of Fado'. He wanted to make the sounds and feelings visible and tangible, thus adding a new dimension to Fado.

His fascination for Fado brought him to Lisbon various times in 2004 and 2005 to search and experience Fado there too. Especially the Alfama district and its Museu do Fado drew his attention. He started to feel at home and discovered that he was in the right place, it was as if he re-discovered himself. During his stays in Lisbon he drew pictures of the Fado singers in Fado houses and wandered around in Alfama, becoming more and more aware of its psyche. Ever since, Fado is an integral part of his personal life and his life philosophy.
Since 2005, Guus works on the project 'The Soul of Fado'. At first, this resulted in an exhibition in the Fado museum, from november 2006 up to march 2007. 'The Soul of Fado' is a tribute to Fado, inspired by the history and the traditions of both Fado and Alfama. During his most recent stay, the artist gathered and registered impressions for further developing various types of art work. The intention is that a selection of these works of art will be situated within the district, which is currently being renovated. It is the artist's view that works of art should remain situated where they were created and consequently he considers Alfama and the Museu do Fado as his atelier: the points of arrival and return of his artistic quest for the soul of Fado.
The connection with Fado brought the artist to a renewed meeting with himself. The spirit of Fado brought back feelings of melancholy and happiness and fed the nostalgia (saudade) of times past and times still to come. For the artist, the meaning of Fado goes beyond his personal connotation since he considers it to have a more general meaning in the sense that it enables mankind to be human. There will always be a sense of nostalgia for that which is not there, for that which has been and as such it will continue to touch many lives. Because of this, the meaning of Fado goes far beyond the strict Portuguese definition - it becomes a universal value for human existence.
Nostalgia, saudade, yearning, ardour, hope, melancholy, passion, love and happiness are innermost feelings. Fado enables us as human beings to communicate the intensely deep poetry of life. The art of Guus Slauerhoff intends to represent, touch and explore the social environment and the manner in which Fado is experienced in order to make an extra dimension of Fado tangible and visible. Thus the theme 'Soul of Fado'.

sexta-feira, maio 16, 2008

FRENTE RIBEIRINHA DA BAIXA POMBALINA

A recente Resolução do Conselho de Ministros n.º 78/2008 publicada no Diário da República, 1.ª série — N.º 94 de 15 de Maio de 2008 está disponível no site do Diário da República e prevê grandes intervenções urbanísticas na frente ribeirinha de Lisboa, nomeadamente em Alfama:

"...Objectivos, princípios e acções
A zona de intervenção do projecto Frente Ribeirinha da Baixa Pombalina 2010 fica compreendida entre o Aterro da Boavista e a Estação de Santa Apolónia, inclui o espaço público da Praça do Comércio e Ribeira das Naus, Cais do Sodré, Campo das Cebolas, Largo do Terreiro do Trigo, Largo do Museu da Artilharia, Largo entre a Rua dos Caminhos de Ferro e a Avenida de Infante D. Henrique e vias de ligação, os pisos térreos, os torreões nascente e poente e um dos edifícios da Praça do Comércio, o quarteirão entre o Campo das Cebolas e o Museu Militar e a doca da Marinha, abrangendo uma faixa ribeirinha de 2,3 km, com cerca de 21 ha (não considerando os espelhos de água), à qual acresce a área de 7,80 ha sob jurisdição da Administração do Porto de Lisboa (APL). Compreende ainda a reconversão e requalificação do edifício do Tribunal da Boa Hora e do Largo da Boa Hora.

Campo das Cebolas/Doca da Marinha:
Articular a função da Praça, em complemento do novo pólo do terminal dos cruzeiros, com a Doca da Marinha; Relacionar a praça com o tecido consolidado da Sé e de Alfama; Integrar soluções de estacionamento em preparação/ projecto/comprometidas; Criar condições no espaço afecto à Doca da Marinha para a estadia de embarcações emblemáticas e conceber a construção de um equipamento cultural nesta área. O concurso para a concepção, concessão e exploração deste equipamento deverá atender, em primeira análise, à possibilidade da sua compatibilização com as funcionalidades actualmente existentes na Doca da Marinha, bem como com as regras de segurança próprias desta infra-estrutura militar, por forma à manutenção do funcionamento da mesma.

Terreiro do Trigo/Santa Apolónia:
Articular, numa solução urbanisticamente coerente e sustentável, a intervenção nesta área com o terminal de cruzeiros e respectivas áreas de apoio; Facilitar a implementação das soluções restritivas ao tráfego de atravessamento entre o Cais do Sodré e o Campo das Cebolas;
Reabilitar o núcleo delimitado pelo Largo do Chafariz de Dentro, Rua do Jardim do Tabaco, Largo do Museu e Avenida de Infante D. Henrique fomentando a sua relação com Alfama e com o rio. Prevê -se, ainda, a criação de um percurso pedonal e ciclável contínuo ao longo da frente de rio da Baixa Pombalina, enquanto objectivo transversal a todas as intervenções aqui referidas..."

quinta-feira, maio 15, 2008

LISBOA DOWNTOWN 2008

A 9ª edição do Lisboa downtown arranca no Sábado dia 17 de Maio pelas 14 horas com a habitual espectacularidade do maior evento que acontece em Alfama, depois dos Santos Populares.

A licença é solicitada à Câmara Municipalde Lisboa pela Associação de Ciclismo de Lisboa e a organização é da Extreme, que ano após ano ainda não conseguiu não repetir os mesmos erros:
- ocupação do espaço público sem arranjar solução para o estacionamento dos moradores,
- divulgação atempada da informação para todos os moradores de Alfama (desde a freguesia da Sé à freguesia de Santo Estêvão),
- colocação de sinaléctica com a indicação dos parques de estacionamento alternativos para moradores e visitantes.

Basicamente a organização parece respirar o espírito e o modelo de organização dos santos populares que se aproximam... cada um por si e deus por todos.

Contactos da organização: inacio@extreme.pt, tel. 91 902 20 49.

quarta-feira, maio 14, 2008

PLANO ESPECIAL DE RISCO SÍSMICO ESTÁ CONCLUÍDO

O plano especial para o risco sísmico de Lisboa está concluído, mas ainda não foi aprovado pelo Governo, o que só deverá acontecer no final do ano, apurou a TSF. A associação de bombeiros profissionais já mostrou alguma preocupação com a aplicação do plano.

 

Publicado pela TSF em 14.05.2008

 

O Plano Especial de Emergência para o risco sísmico na Área Metropolitana de Lisboa encontra-se concluído, mas ainda não foi aprovado pelo Governo, algo que só deverá acontecer no final de 2008, apurou a TSF. Para aprovar o plano, coordenado pela Autoridade Nacional de Protecção Civil, falta também realizar dois exercícios, que deverão ter lugar em Maio e Novembro.

Questiona
do pela TSF, o presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais disse que já foram dadas algumas garantias de resposta em caso de catástrofe, apesar de manifestar alguma «preocupação» com a aplicação do plano. «Neste momento, sem qualquer demagogia, podemos dizer que há uma resposta ou uma preparação prévia» para um utensílio reclamado «há muito tempo», disse Fernando Curto, sublinhando, no entanto, que a situação actual «não é excelente».

«A realização do próprio plano» e a sua audição e discussão no âmbito da própria Comissão Nacional de Protecção Civil dão «garantias efectivas de que há aqui uma salvaguarda que permite uma resposta mais eficaz no caso de haver alguma situação» de sismo, disse.

 

 

 

sábado, maio 10, 2008

MUSEU JUDAICO EM ALFAMA

Segundo declarações de António Costa Presidente da Câmara Municipal de Lisboa divulgadas no site da Agência Ecclesia, por ocasião da inauguração do memorial que recorda o massacre de judeus em Abril de 1506, a freguesia de Alfama vai acolher o futuro Museu Judaico de Lisboa. O edifício será ainda objecto de restauro, mas os esforços já desenvolvidos indicam que “ambas as partes estão em acordo”.

UNIÃO SOVIÉTICA DAS ALMAS NA PÁSCOA ORTODOXA

Publicado no Diário de Notícias por Carla Aguiar

Mais de 500 ortodoxos de vários países celebraram até de madrugada

Em Alfama, na igreja russa mais ocidental da Eurásia, a celebração da Páscoa ortodoxa recriou, na noite de sábado para domingo, uma espécie de união soviética das almas. Umas cinco centenas de russos, mas também moldavos, ucranianos, sérvios e imigrantes de outros países do ex-bloco de Leste, juntaram-se em harmonia na Rua do Jardim do Tabaco, em Lisboa, para comemorar a ressureição de Cristo, partilhando provavelmente a celebração pascoal mais quente do continente europeu. Até perto das 5 horas da madrugada.

O termómetro marcava 23 graus pouco antes das 23 horas quando, no interior da singela igreja do Patriarcado de Moscovo, a azáfama dos últimos preparativos convivia com a placidez das senhoras sentadas com lenços coloridos enrolados à cabeça, um traje obrigatório para as mulheres. Os fiéis, em constante corropio, transportando cestas de comida, tinham de tomar cuidado para não tropeçar num berbequim e num martelo, enquanto ainda havia quem, empoleirado num escadote, vestisse de papel de prata duas vigas de ferro à entrada da igreja.Lá fora, junto à porta, o sacerdote Arsérnio absolvia, com grande informalidade, os pecados de alguns fiéis. Este ano o sacerdote teve menos trabalho. No ano passado foram quase cinco mil as pessoas que ali acorreram para a celebração.

A comunidade de imigrantes cristãos ortodoxos em Portugal está a encolher, apertada pelo desemprego e pela deprimida economia que teima em não crescer tanto quanto devia.Nada que perturbe demasiado Dumitru, um moldavo de 44 anos, que trabalha na empresa de enchidos Sicasal, e está em Portugal há seis anos. "Muitos moldavos estão a sair para outros países, como Inglaterra e Irlanda, mas aqui está-se bem, tudo normal", diz num sorriso optimista. A confiança é pelo menos suficiente para ter mandado vir a mulher, Parascovia, que cá está há seis meses. De lenço à cabeça, Parascovia segura algumas velas na mão - que acenderá mais tarde quando sair a procissão para dar a volta ao quarteirão - , e faz questão de falar, num português muito incipiente, das tradições que unem todos os que ali estão. Como a do jejum de seis semanas, de carne e leite, que antecede a Páscoa e a dos ovos cozidos pintados, que são levados para serem benzidos e que deverão dar sorte durante um ano. Parascovia ainda não se conforma, contudo, com a decisão tomada em 1582 pela Igreja Romana de adoptar o calendário Gregoriano, elaborado pelo Papa Gregório XIII, que ditou a celebração da Páscoa numa data diferente. "Era mais bonito ser tudo no mesmo dia", disse.

Enquanto a missa decorria, com a maior parte da assistência sem lugar dentro da igreja, as irmãs moldavas Natalia, 22 anos, e Cristina Navin, de 15, aguardavam cá fora. A família Navin representa mais um exemplo de que, se é verdade que muitos imigrantes estão a sair, muitos continuam ainda a chegar a Portugal. Num Português irrepreensível, aprendido há apenas quatro anos, dizem que agora Portugal é a sua pátria, pois vários membros da família, num total de 29, já estão todos cá. Para desespero da PSP - com a missão de interromper o trânsito - a procissão só saiu pelas ruas Alfama já perto da meia-noite, feita de velas acesas e de um longo e sereno cântico, que nem o latir de um cachorro pouco ortoxo foi capaz de perturbar. A celebração continuou com a benção das cestas de comida e um concerto pascal das crianças da Comunidade de Todos os Santos. Estava mais do que aberto o apetite para o banquete, às 04.00 da manhã.

domingo, maio 04, 2008

AS JUNTAS DE FREGUESIA ESTÃO A MATAR O TIME SHARING

Vão sendo cada vez mais frequentes e concorridas as viagens organizadas por empresas em que pelo preço de um chouriço os clientes tem a oportunidade de comer um porco... é claro que pelo meio há umas sessões de vendas de electrodomésticos, time-sharing, viagens, férias, etc.

Na zona histórica de Lisboa essas empresas sofrem uma forte concorrência por parte das Juntas de Freguesia que são especialistas em oferecer viagens com um lauto almoço e farto lanche gratuitos que posteriormente são cobrados em votos (alegadamente para levar os velhotes a passear em que o destino cultural é sempre, sem excepção, um restaurante onde se coma à fartazana e de preferência onde não se tenha de andar muito).

Ora numa zona onde existem diversas colectividades (basta recordar que a marcha de Alfama é organizada por uma colectividade) isto não só não faz sentido por questões de princípio e morais, como por pura concorrência desleal ao trabalho Associativo e apolítico das colectividades. O lado dramático desta realidade, é que o hábito está tão enrraizado que quem não entra no jogo das excursões e das festanças não tem a vida fácil e provavelmente não tem hipoteses de ser reeleito(a), agora seria curioso analisar e ordenar quem lidera este mercado excursionista, de acordo com o espectro político - o Ranking excusionista das Juntas de Freguesia.

Depois é claro que com os custos com pessoal e com as excursões não sobra verba para outras coisas menos importantes como reparar passeios, colocar pilaretes, sinais de trânsito, bocas de incêndio, pintar passadeiras, etc. ... e também não deve haver muito tempo de sobra porque a organização e acompanhamento de viagens é exigente.
A este propósito vale a pena ler o post: O Estado excursionista

O TRATADO DE LISBOA, A DIVERSIDADE CULTURAL E A CIDADANIA

MOVIMENTO CÍVICO PARA O ENCERRAMENTO DOS HIPERMERCADOS AOS DOMINGOS

Só quem está desatento é que pode acreditar que a EMEL está a matar Alfama. Por um lado, é bem verdade que a EMEL não actua e que os carros entram em Alfama sem qualquer fiscalização, sobretudo agora que decorrem as obras na conduta dos esgotos no Largo Chafariz de Dentro e que os carros entram pela Rua dos Remédios sem qualquer controlo, mas não é disso de que se queixam alguns dos comerciantes.

Os comerciantes de Alfama sofrem dos mesmos males que sofrem os comerciantes de todo o país, por um lado da crise profunda que empobreceu a classe média e que retraiu o consumo, por outro lado sofrem da concorrência esmagadora das grandes superfícies que entraram pelas cidades. Não foi certamente a limitação ao estacionamento de veículos (que na pratica não funciona), veja-se o exemplo de Alcântara: há centenas de carros estacionados por todo o lado inclusivamente em cima dos passeios e há lojas a encerrar.
Paralelamente à crise, Alfama que sempre viveu das empresas relacionadas com as actividades marítimas e portuárias, após a entrada na Comunidade Europeia e com o desenvolvimento da rede de transportes rodoviários, viu encerrar dezenas de empresas do sector que animavam o bairro.

No entanto, Alfama beneficia, como só o Algarve e a Madeira, de um crescente número de turistas, aliás em 2007 Lisboa foi a capital Europeia que registou o maior crescimento na captação de turistas (27%) e segundo os dados do Observatório de Turismo mais de 70% dos turistas que visitam Lisboa visitam Alfama e o Castelo de São Jorge. Portanto, ninguém se pode queixar de falta de turistas.

Na realidade, apesar de tudo e infelizmente, os comerciantes de Alfama só se podem queixar deles próprios e da falta de qualidade que não consegue cativar as centenas de turistas que diariamente passeiam em Alfama porque os locais que se adaptaram estão sempre cheios.

Será que não seria mais produtivo colocar cartazes a dizer “Os Hipermercados estão a matar o comércio local”?

quinta-feira, maio 01, 2008

LISBON: A HOUSE OF SOULFUL SONGS

By SETH SHERWOOD, April 20, 2008

Ana Moura is in a trance.
Eyes closed, head tilted back, the black-clad 28-year-old Portuguese diva lets her long, dark hair fall over half of her face as she fills the air with a soaring nocturnal lament.
Next to her, two guitarists pluck the minor-key accompaniment as the singer’s voice echoes through the 16th-century stone walls of Casa de Linhares (Beco dos Armazéns 2; 351 21 886 50 88; www.casadelinhares.com, perhaps the most atmospheric old music club in the medieval Alfama district in Lisbon.
"The bedsheets, like the waves where all of our feelings got shipwrecked," she sings in Portuguese, evoking the mix of seafaring imagery and mournfulness so deeply ingrained in fado, Lisbon’s traditional acoustic folk music.
When night settles over the hilltop castle of São Jorge and darkness fills the cobbled streets below, the neighborhood’s venerable fado houses come alive, reverberating with nocturnal music until the wee hours of the morning. Crowds fill the vaulted stone cellars. Servers deliver plates of blood sausage, traditional bacalhau (salt cod) and bottles of Portuguese red wine. And singers of all ages, mostly female, take turns distilling stories of gut-wrenching loss into glimmering crystalline melodies.
Last year, Mick Jagger, Keith Richards and other members of the Rolling Stones dropped in to Casa de Linhares to witness Ms. Moura perform. (She wound up collaborating on adapted versions of Stones classics “Brown Sugar” and “No Expectations” for a coming album of Stones songs.)

And while the origins of fado are somewhat nebulous — it has been varyingly traced back to the Moorish invaders, Brazilian slaves and homesick Portuguese sailors — its powerful emotions are clearly universal. Like midnight itself, the music is dark, mysterious and utterly enveloping.
"I once heard a lady say — she had been crying — ‘I cannot understand the lyrics, but I can feel it inside,’ ” Ms. Moura said. “That’s the thing with fado."

sábado, abril 26, 2008

SÓCRATES QUER FAZER DA ZONA RIBEIRINHA A OBRA DO REGIME

Publicado no Sol 25.04.2008, por Por Graça Rosendo

Os planos do Governo para a zona ribeirinha de Lisboa, desde a Expo até Algés, estão definidos: trata-se de um conjunto de grandes obras que estão prontas para arrancar. Segunda-feira, é lançada a primeira pedra da Nova Alcântara, um projecto de mais de 400 milhões de euros que passa pelo desnivelamento da linha férrea e que o Governo diz que vai mudar a ‘face da cidade’. José Sócrates quer fazer deste projecto um ex libris da sua governação.

O anúncio será feito com a pompa e a circunstância exigidas à medida da obra que se prepara. «Isto vai mudar a face da zona ribeirinha», assegura ao SOL a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino. Segunda-feira, José Sócrates, os ministros das Obras Públicas e das Finanças, os respectivos secretários de Estado e muitas outras individualidades assistirão ao lançamento da primeira pedra daquilo a que o Governo vai chamar ‘Nova Alcântara’.

O investimento é de 407 milhões de euros para «duas intervenções muito significativas», assegura Paula Vitorino: a renovação do terminal de contentores de Alcântara e o desnivelamento das vias ferroviárias (de mercadorias e de passageiros) na mesma zona.
A primeira permitirá aumentar para o dobro a capacidade da actividade portuária do terminal. A segunda ligará, por um lado, a via férrea de mercadorias à Linha de Cintura, e, por outro, a Linha de Cascais (passageiros) também à Linha de Cintura – passando a ser possível ir de Cascais ao Areeiro sem sair do comboio. «Na verdade, ficará tudo ligado: de Cascais ao novo aeroporto internacional, por exemplo, a viagem demorará apenas uma hora», explica Vitorino.

domingo, abril 20, 2008

IMIGRANTES ILEGAIS ESCAPAM À SEF

Publicado no IOL, 18-03-2008

 

Marroquinos entraram no país escondidos num navio e estão foragidos

 

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) procura quatro imigrantes ilegais marroquinos que escaparam de uma operação, em Lisboa, em que foram detidos outros nove que entraram no país escondidos num navio de carga, disse fonte daquele organismo. Fonte do SEF confirmou esta terça-feira à Agência Lusa que treze imigrantes ilegais de nacionalidade marroquina chegaram domingo a Portugal a bordo de um navio de carga proveniente de Casablanca, Marrocos, sendo que «quatro continuam foragidos».

Navio atracou no porto de Santa Apolónia

A operação - desencadeada pelo SEF em estreita colaboração com a Polícia Marítima - decorreu no início da manhã de domingo e pouco depois do navio de carga «Nativa» ter atracado no porto de Santa Apolónia, em Lisboa. Segundo a mesma fonte, sete homens em situação irregular foram surpreendidos quando ainda estavam dentro do referido navio, «numa zona de acesso restrito do terminal de contentores de Santa Apolónia». No mesmo terminal foram ainda detectados seis outros imigrantes ilegais, dos quais quatro conseguiram escapar às autoridades.

«O SEF, em estreita colaboração com a Polícia Marítima, continua a desenvolver todos os esforços para localizar os mesmos», adiantou a fonte. Os nove cidadãos marroquinos que foram identificados aguardam agora o seu processo de repatriamento num Centro de Acolhimento Temporário, que a fonte não quis especificar. O repatriamento concretizar-se-á «logo que cumpridas todas as diligências necessárias, entre as autoridades portuguesas e a representação diplomática de Marrocos». Outra fonte contactada pela Lusa referiu que os imigrantes vinham escondidos em contentores, informação não confirmada pelo SEF.

segunda-feira, março 31, 2008

PORTO DE LISBOA CONTRATA EX-ADMINISTRADOR DA CP PARA GERIR RELAÇÕES COM AUTARQUIAS

Publicado no Jornal de Negócios por Celso Filipe

A Administração do Porto de Lisboa (APL) contratou Leiria Pinto, ex-administrador da CP, para gerir o seu relacionamento com as autarquias. Manuel Frasquilho, presidente do APL, confirmou ao Jornal de Negócios a integração de Leiria Pinto na sua equipa, na condição de requisitado, adiantando que a escolha se deve à necessidade de "desenvolver o projecto delineado" para a zona ribeirinha do Tejo.

Manuel Frasquilho, questionado sobre uma eventual relação entre a contratação de Leiria Pinto e a transferência de terrenos do porto para a Câmara de Lisboa, negou uma ligação directa entre os dois factos. A APL e 11 municípios partilham a gestão da zona ribeirinha do Tejo e Leiria Pinto vai ter a incumbência de dinamizar o diálogo entre as partes. No entanto, a requisição de Leiria Pinto acontece num momento em que a actual administração se encontra em fim de mandato, estando prevista para Abril a realização da assembleia geral do APL.

segunda-feira, março 24, 2008

PERIGO DE MORTE!

A TVI apresenta hoje segunda-feira, dia 24 de Março, a seguir ao Jornal Nacional um especial da informação da TVI sobre os acidentes que têm ocorrido na zona do Cais da Pedra, atrás da discoteca Lux, numa área da responsabilidade da CP e da Administração do Porto de Lisboa.

Para além dos jovens que sobem aos comboios já aconteceram casos de veículos que cairam ao Tejo. Os denominadores comuns destas situações foram o alcóol e a discoteca Lux à conta dos quais os moradores foram privados do acesso rio que está preso com todo o tipo de barreiras como se fosse uma zona de guerra.