Alfama. O Bairro de Alfama em Lisboa não vive só dos Santos Populares, das marchas do fado e do Lisboa Downtown. Virada a sul com vista para o Rio Tejo, Alfama estende-se do Castelo de São Jorge à Doca do Jardim do Tabaco e é dos maiores destinos turísticos de Lisboa.
quinta-feira, abril 16, 2009
CARTA ESTRATÉGICA DE LISBOA 2010-2024
O objectivo do seminário é debater e dar respostas às duas primeiras questões estratégicas que se colocam à nossa cidade:
• Como recuperar, rejuvenescer e equilibrar socialmente a população de Lisboa?
• Como tornar Lisboa uma cidade amigável, segura e inclusiva, para todos?
sexta-feira, março 27, 2009
NÃO PENSE SÓ NO SEU UMBIGO

www.passeiolivre.blogspot.com
quarta-feira, outubro 15, 2008
DIA INTERNACIONAL DA ERRADICAÇÃO DA POBREZA
A Junta de Freguesia da Sé vai promover uma Campanha de Recolha de Bens nos dias 17 e 18 de Outubro no "Espaço 22", Rua dos Bacalhoeiros nº 22 C.
Esta iniciativa será realizada no âmbito das Comemorações do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa e contará com o apoio do Banco de Bens Doados. Os bens serão entregues ao Banco de Bens Doados que articulará com as instituições da Freguesia, distribuindo-os de acordo com as necessidades.
O que doar?
Equipamento Informático, Electrodomésticos (fogões, frigoríficos, aquecedores, esquentadores, pequenos electrodomésticos), Cobertores, Mochilas, Mobiliário de Casa (camas, cadeiras, mesas, secretárias, roupeiros, etc), Produtos de higiene e limpezaEnxovais e artigos para bebé
Local: Rua dos Bacalhoeiros nº 22 C
Realização: 17 e 18 de Outubro das 9h30 às 13h e das 14 às 19h
Participe !!
domingo, outubro 05, 2008
Museu do Fado reabriu hoje com espólio renovado e um visual moderno
Presstur 03-10-2008 (20h24)
O Museu do Fado, no bairro lisboeta de Alfama, reabriu hoje ao público, depois de uma profunda remodelação do interior, apresentando-se com um visual mais moderno e claro com espólio reforçado e onde não faltam as novas tecnologias que proporcionam uma maior informação aos visitantes.”Estas alterações recolocam o fado em termos de futuro, com um espaço mais virado para os estrangeiros, turistas e investigadores”, disse Miguel Honrado da Empresa de Gestão de Equipamento Culturais. Das salas escuras e da recriação de ambientes de tabernas, oficinas, xailes, da exposição inaugural de há 10 anos o museu passou a oferecer postos de escuta e informação sobre a canção nacional, projecções de filmes e actuações de fadistas e, algumas obras plásticas em que o fado marca presença.
A responsável do Museu, Sara Pereiro, disse ao PressTUR que o projecto resultou de uma candidatura ao Programa Operacional da Cultura, por ocasião do 10º aniversário do museu e, teve como critérios “reunir num mesmo espaço obras alusivas ao fado, que estavam noutras instituições”. Segundo Sara Pereiro a integração dos quadros alusivos ao fado vão complementar o espólio existente e permitir uma leitura mais completa sobre o fado.
Pela primeira vez, pinturas, discos, guitarras, maquetas e fatos de cena encontram-se num mesmo espaço, que podem ser agora vistos numa visita onde não faltam os audio-guias, em inglês, francês, castelhano ou português.“O museu sofreu ainda alterações na estrutura física, ao nível das acessibilidades, dos ingressos e estatísticas do museu, da exposição permanente e do restaurante, que também foi reabilitado e reabre dia 7”, acrescentou a responsável.
A abrir a exposição está a “Casa da Mariquinhas” de Alfredo Marceneiro, agora com espaço só para si e com mais destaque, seguida da primeira sala da mostra permanente, em que o quadro “O Fado” de Malhoa, emprestado até Janeiro pelo Museu da Cidade de Lisboa, ocupa um lugar de destaque. Deste museu chegou ainda o painel lenticular de João Vieira e que vai ficar ali em depósito, juntamente com outros dois quadros.Carlos Paredes e Amália Rodrigues são presenças em destaque no museu, e nas salas onde não faltam quadros, discos de vinil nas paredes ou instrumentos musicais e letras de fados, além de relíquias como a maqueta de Rui Pimentel, filmes e um vestido de uma fadista de outros tempos.
O museu propõe ainda postos de escuta interactivos que tornam o espaço mais interactivo, para “ouvir, aprender e sentir o que é o fado”, vídeos de actuações de fadistas da velha e da nova geração, com destaque para Carlos do Carmo e Mariza. Para conquistar mais visitantes estrangeiros, o objectivo do museu passa também pela divulgação no estrangeiro e pela programação onde constam várias exposições temporárias, a primeira das quais a mostra “No Ar”, que recria um estúdio de rádio antigo e lembra a divulgação do fado na rádio.
domingo, setembro 28, 2008
O IMPÉRIO ROMANO DEBAIXO DOS NOSSOS PÉS
As memórias da cidade não estão escondidas no sótão, mas sim na cave. Sexta, Sábado e Domingo são dias de abrir o baú e descer às profundezas de uma Lisboa com dois mil anosPublicado no SOL em 26-09-2008 Por Pedro Guerreiro pedro.guerreiro@sol.pt
De 26 a 28 de Setembro, os lisboetas voltam a ter a possibilidade de descobrir um tesouro guardado pelo chão que diariamente pisam. As galerias romanas da Baixa Pombalina vão estar abertas ao público até domingo, numa iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa.
Das 10h às 18h, oferece-se uma visita guiada a um testemunho da passagem dos romanos pela cidade. Junto ao número 77 da Rua da Conceição, vai ser possível descer por uma tampa no meio da rua. Lá em baixo revela-se um criptopórtico bem preservado, que só é aberto uma vez por ano. A estrutura assemelha-se a um invulgar apartamento - chamemos-lhe assim - de paredes nuas e húmidas, tectos baixos e abóbadas.
Terá sido construída pelos romanos durante a época de ouro de Olissipo, há cerca de dois mil anos. Na altura, explica hoje o arqueólogo António Marques, a cidade era o principal ponto de contacto entre o mundo mediterrânico e as terras banhadas pelo Atlântico.As riquezas que por aqui passavam alimentaram uma colónia que se desenvolveu nas terras húmidas onde hoje se situa a Baixa. «Isto era uma zona de praias, um pântano», disse o arqueólogo durante uma visita reservada aos jornalistas.
As galerias foram a solução desenvolvida pelos romanos para permitir a construção à superfície e funcionavam como as modernas fundações de betão. O conjunto arqueológico foi descoberto em 1771, após o devastador terramoto que levou à reconstrução de Lisboa. O aspecto relativamente convidativo de quem as visita fez muita gente pensar que eram mais do que uma solução de engenharia.
«Até aos anos 80 pensou-se, erradamente, que eram termas romanas», disse António Marques. Para ajudar à confusão, um pedestal com uma inscrição em latim dedicado a Esculápio, o deus da Medicina, levou os eruditos do século XVIII a considerar que se tratavam de termas para fins terapeuticos.
Até ao século passado, e devido à constante infiltração das águas daquela zona, a estrutura serviu de cisterna aos lisboetas, que a chamaram de Conservas de Água da Rua da Prata. Apesar de ser imprópria para consumo, a água foi consumida pela população, que lhe atribuía efeitos medicinais, sobretudo para as doenças dos olhos.
Hoje, a água que com o passar dos séculos invadiu o criptopórtico faz parte da estrutura, e é essa a razão que leva a Câmara de Lisboa a manter as galerias encerradas ao público. É a humidade que mantém a integridade das paredes. Se secassem, corriam o risco de rachar e levar consigo os prédios que se erguem à superfície.
Mas não há motivos para ter medo de visitar as galerias, a menos que seja claustrofóbico. E resta pouco tempo para fazê-lo - dez minutos bastam para conhecer este património, revelado ao público apenas uma vez por ano.
ZONA HISTÓRICA AINDA É PROBLEMA GRAVE, APESAR DAS MUDANÇAS
A zona histórica de Lisboa, com difíceis acessos e prédios degradados, permanece hoje um «problema grave» para os bombeiros, mas o incêndio do Chiado, há 20 anos, serviu também de lição para as corporações, que desde então passaram por «grandes transformações»Publicado por Lusa/ Sol, 20-08-2008
«A cidade continua a configurar situações de risco, sendo a zona histórica a mais grave, em termos de acessos, estacionamento e devido ao número elevado de prédios antigos e sem manutenção corrente», disse à Lusa o presidente da Liga de Bombeiros Portugueses, Duarte Caldeira. Opinião partilhada pelo presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, Fernando Curto, que salientou à Lusa o «esforço manual» usado na retirada de carros a que é necessário recorrer para que os elementos consigam circular em algumas ruas.
Mas nem tudo é mau. «Em vinte anos aprendeu-se muito, sobretudo técnicas de combate a incêndios urbanos, e houve grandes transformações nos bombeiros, a nível da formação do pessoal e dos equipamentos disponíveis», lembrou Duarte Caldeira. Fernando Curto frisou «o trabalho grande no campo da prevenção», mas fez questão de lembrar que «a perda de habitantes nos últimos anos é uma lacuna», porque «uma cidade habitada ajuda a uma intervenção rápida». Apesar de, vinte anos depois do incêndio do Chiado, «haver um melhor conhecimento e planeamento da cidade», Fernando Curto alerta para o facto de ainda se encontrarem «armazéns pejados de materiais susceptíveis de risco» e refere que «o aeroporto na cidade é um 'handicap' para que esta não seja segura».
O presidente da Junta de Freguesia de São Nicolau (Baixa) partilha a preocupação em relação ao perigo que representam os andares que servem de armazéns.
«A junta vai propor aos Sapadores que verifiquem no terreno situações deste tipo, que possam causar perigosidade. É necessário prevenir», disse à Lusa António Manuel.
Numa das freguesias de Alfama, um dos bairros do centro histórico de Lisboa, os «armazéns», acessos difíceis e edifícios em mau estado já estão assinalados num plano de emergência local.
A Junta de Freguesia de Santo Estêvão elaborou recentemente, com a ajuda de um grupo de voluntários e em conjunto com a Protecção Civil, o documento «para saber como reagir no caso de algo acontecer». «Foi feito um levantamento do que se passa na freguesia. Os prédios velhos e em más condições, as ruas estreitas e em mau estado, os problemas com entrada e saída de viaturas, as casas onde habitam idosos sozinhos e pessoas acamadas, tudo isso está assinalado no plano», disse à Lusa a presidente da junta, Lurdes Pinheiro.
«Somos os primeiros a estar no terreno. Preparamos as pessoas para o primeiro impacto e depois passamos a pasta aos bombeiros», acrescentou «O ideal seria não acontecer nada, mas no caso de acontecer estamos preparados», afirmou.
Apesar de tudo, o presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais acha «difícil» haver outro incêndio em Lisboa com a «grandiosidade e proporções» do fogo do Chiado de 25 de Agosto de 1988. «Hoje em dia todos os edifícios possuem extintores e têm auto-protecção, há mais vistorias - embora não tantas como gostaríamos - e houve uma melhoria substancial a nível legislativo», referiu. Fernando Curto defende que «de maneira geral houve reorganização e intervenção» desde 1988. «Há males que vêm por bem», disse.
sábado, setembro 27, 2008
FALTA DE CONDIÇÕES DE SEGURANÇA OBRIGA AO ENCERRAMENTO DA IGREJA DE SÃO VICENTE DE FORA
Publicado no Publico/ Lusa, 27-09-2008A Igreja de São Vicente de Fora, um dos monumentos nacionais da capital, está fechada ao público desde o início de Agosto por falta de condições de segurança, devido a violentas quedas de estuque e argamassa no interior. No chão da igreja foram recolhidos destroços com mais de um quilo, resultantes do desprendimento de blocos de estuque, argamassa e fragmentos de tijoleira de uma altura de cerca de 20 metros, segundo informação da Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo (DRCLVT). O impacto de uma das derrocadas foi tal que um dos blocos, ao cair, partiu um banco e furou o chão de madeira do altar.
Segundo a DRCLVT, as quedas de estuque ocorreram a 26 e 30 de Julho, verificando-se outra na primeira semana de Setembro. O material desprendido espalhou-se pelo Altar Mor e Coro Baixo. "Os danos verificaram-se em quadros brancos, no pavimento de madeira e na aparelhagem de som. Além disso foi-nos comunicado um ferimento numa colaboradora da Igreja", afirma a DRCLVT numa resposta escrita à Lusa. Na sequência dos acontecimentos, a DRCLVT solicitou formalmente a 31 de Julho o encerramento do templo, cedido à Igreja para o culto. A igreja apresenta várias infiltrações, devido ao estado em que se encontra a cobertura, o que originou as derrocadas. Não é possível prever quando poderão ocorrer novas derrocadas, pelo que a utilização do espaço representa "riscos para pessoas e bens".
Não há previsão de reabertura, mas a Direcção Regional de Cultura apresentou, a 13 de Agosto, uma proposta de intervenção que aguarda apreciação por parte do Patriarcado. A metodologia de intervenção proposta prevê "medidas imediatas" de acautelamento de segurança para efeitos funcionais, estudos e projectos para reabilitação estrutural, projecto de conservação e obras, tanto no interior como no exterior. "A Igreja só poderá ser reaberta após acauteladas as condições de segurança", diz a DRCLVT.
O templo centenário, dedicado ao padroeiro de Lisboa, era utilizado para cerimónias em que chegavam a participar mais de mil pessoas, sendo também muito procurado pelos turistas e escolas de todo o país para visitas de estudo. A igreja, cuja construção começou em 1582, foi edificada no local onde D. Afonso Henriques tinha mandado construir um primeiro templo também em honra de São Vicente.
Adjacente à Igreja está o Mosteiro de São Vicente de Fora, fundado em 1147 pelo primeiro Rei de Portugal, que assim cumpriu um voto ao mártir pelo sucesso da conquista de Lisboa aos mouros. "Ergueu-se no campo onde jaziam muitos dos cruzados estrangeiros que haviam ajudado à vitória das forças portuguesas", lembra o guia de apresentação do Mosteiro de São Vicente de Fora, situado numa das colinas de Lisboa.
sábado, setembro 20, 2008
LISBOA É UMA BOA CIDADE PARA ANDAR DE BICICLETA
Lisboa é uma cidade boa para andar de bicicleta, garante um engenheiro civil que durante cem dias optou por deslocar-se na capital a pedalar, abdicando de autocarros, carros, táxis e metropolitano
Publicado por LUSA/ SOL
Após mais de cem dias e 1200 quilómetros de bicicleta percorridos em Lisboa, Paulo Guerra dos Santos concluiu que a capital «é cem por cento ciclável e que as desculpas das colinas, do tráfego e do clima são mitos».
«As colinas ocupam quinze por cento da área urbana da cidade. 80 por cento das cerca de 700 mil pessoas que habitam em Lisboa moram e trabalham fora das áreas das colinas. A maioria dos fluxos que se fazem dentro da cidade (casa-trabalho) são na marginal e no eixo Baixa-Campo Grande, na sua maioria zonas planas ou muito suaves», explicou à Lusa o investigador, responsável pelo projecto «100 dias de bicicleta na cidade de Lisboa».
O clima é «um dos melhores da Europa, nunca está demasiado frio nem demasiado calor». O tráfego automóvel é um problema «apenas no início», e até levou Paulo Santos a pedalar nos passeios.
«Quando comecei o projecto não fazia ideia do que era andar em Lisboa de bicicleta. Nem bicicleta tinha. Tive de pedir uma emprestada. As duas primeiras semanas foram difíceis. Confesso que andei muito em cima de passeios, mas fui desaconselhado a abandoná-los e a passar para a estrada. Aos poucos vamos ganhando confiança e deixamos de olhar para trás», recordou.
Além de desfazer mitos, Paulo Santos conferiu que «andar de carro não faz sentido e é um custo enorme». «A bicicleta custou-me 300 euros e já está mais do que paga com o dinheiro que poupei em gasolina e passes», referiu.
Mas há mais, andar de bicicleta também traz benefícios para a saúde, «com pouco esforço ajuda a manter uma certa forma física». Acima de tudo é «um excelente veículo para promover a mobilidade».
Em Lisboa faltam ciclovias, que podem ser providenciadas «com algo tão simples como uma mudança na legislação que permita que as bicicletas possam partilhar a faixa do ‘bus’». «Há zonas em que é possível estreitar as faixas dos automóveis e alargar a do ‘bus’, colocando ali um metro especificamente para o ciclista e há muitas avenidas onde há espaço para isso não prejudicando», defendeu o investigador.
Alargar o horário em que as bicicletas podem ser transportadas no metro «também seria benéfico», bem como adoptar uma ideia já aplicada em algumas cidades norte-americanas: «colocar ganchos na frente dos autocarros onde dá para pendurar duas ou três bicicletas». O projecto acabou e o investigador garante que vai continuar a utilizar a bicicleta para deslocar-se na cidade e deixa um recado: «é preciso criar a noção que os carros não são bem-vindos no centro».
sexta-feira, setembro 19, 2008
PASSEIOS ÀS CEGAS POR ALFAMA REGRESSAM A PARTIR DO DIA 27 DE SETEMBRO
Os passeios Lisboa Sensorial reiniciam a 27 de Setembro, passando a acontecer sempre no último sábado de cada mês.
Os participantes, de olhos vendados, são convidados a experimentar um passeio diferente por Alfama ao serem conduzidos por um guia cego da ACAPO, que partilha as suas referências sensoriais, e por um guia Lisbon Walker, que faz a contextualização histórica do percurso.
Estes passeios, concebidos e inicialmente desenvolvidos pelo estúdio criativo Cabracega, passam agora a ser organizados pela Lisbon Walker em parceria com a ACAPO, como uma forma de assegurar a sua sustentabilidade e cumprir um dos objectivos primordiais desta iniciativa.
Informações úteis:
Sujeito a marcação prévia
Duração do passeio: 1.30h
Número máximo de participantes por passeio: 10
Preço por pessoa: 20 Euros
21.886.18.40 ou 96.357.56.35 / lisboa.sensorial@lisbonwalker.com / www.lisbonwalker.com
domingo, agosto 24, 2008
CML REDUZ FROTA AUTOMÓVEL EM MAIS DE 41%
Publicado no Diário Digital, sexta-feira, 22 de Agosto de 2008 | 11:07
A Câmara Municipal de Lisboa vai reduzir a sua frota automóvel em 41,89%, cortando 71 mil euros na sua factura mensal de gestão.
A Câmara Municipal de Lisboa vai abater 168 viaturas da sua frota de viaturas ligeiras de passageiros e mistos. Trata-se de uma redução de 41,89% do total da frota nestes segmentos, constituída neste momento por 401 viaturas, das quais 287 em regime de aluguer operacional.
Segundo a autarquia, a poupança mensal das rendas destas 168 viaturas será de 50 mil euros, a que se juntam 21 mil euros em combustível, num total de 71 mil euros mensais.
sexta-feira, agosto 15, 2008
CÂMARA CORRE RISCO DE FICAR SEM O PÁTIO DOM FRADIQUE
Publicado no Jornal de Notícias em 27-07-2008 por NUNO MIGUEL ROPIO
A Câmara de Lisboa expropriou o Pátio Dom Fradique há sete anos, mas nunca avançou com a requalificação necessária. As obras só arrancam em 2011. Os antigos proprietários podem agora pedir a devolução daquela área.
"What happened here?", questionava, ontem de manhã, Celie McAlister. "O que aconteceu aqui?" é como se pode traduzir a pergunta daquela turista norte-americana, ao passar por uma das portas de acesso ao castelo de São Jorge, o monumento mais visitado na capital.
O cenário mais parece fruto de um bombardeamento. E a tradução literal das palavras de Celie só peca por não conseguir transmitir a estupefacção do grupo de turistas e o barulho das "flashadas" das máquinas fotográficas, perante tal degradação e abandono do que resta dos antigos edifícios no pátio Dom Fradique.
Situado entre o emblemático palácio Belmonte - que acolhe aquela que é considerada a melhor unidade hoteleira alfacinha - e as ruas de Maldonados e dos Cegos, há sete anos que o conjunto de casas propriedade da Câmara Municipal de Lisboa serve de abrigo a traficantes, indigentes e jovens que não resistem a grafitar as paredes. Com a agravante de ser via de passagem, não só para os residente da freguesia de Santiago como para os milhares de turistas que ali se cruzam diariamente.
"Há vários anos que tentamos sensibilizar para a necessidade de recuperar ou demolir o que existe. Sentimos que é a face mais vergonhosa da zona histórica. A Câmara diz que não tem dinheiro e, de acordo com as últimas informações que obtive, obras só mesmo em 2011", lamenta Luís Campos, presidente da Junta de Freguesia de Santiago.
Desde 25 de Julho de 2001 que todo o pátio é propriedade do município. Na altura, devido à iminente queda de telhados e paredes, colocando em risco as 30 famílias que ali viviam, a autarquia decidiu expropriar os edifícios aos donos - João José Silva Lico e o palácio Belmonte. Os residentes acabaram por ser realojados, uns perto da freguesia de Santiago, outros em bairros sociais do concelho.
Os projectos da Câmara passavam pela recuperação e reconversão urbanística, mas nada foi feito até agora, à excepção do emparedamento das janelas e portas. Perante o abandono, os anteriores proprietários podem exigir até Outubro de 2008 a devolução dos imóveis.
"Os policias vão passando por ali. Mas à noite não se evita que aconteçam alguns desacatos", admitiu Luís Campos. Encostado ao antigo convento do Menino de Deus e à Fundação Ricardo Espírito Santo, o local tem sido palco constante de pequenos incêndios. "Não se pode fechar o acesso, porque é público. Só que as casas em tabique podem ruir a qualquer momento. Até o arco que existia teve de ser deitado abaixo pelo perigo que representava", acrescentou o autarca.
Ladeando a Cerca Velha da cidade e ligando os bairros de Alfama e do Castelo, o pátio já pouco significado tem, do ponto de vista arquitectónico. Um parecer do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar) permite a demolição, desde que acompanhada por arqueólogos.
Uma fonte do Palácio Belmonte garantiu, ao JN, que há vários anos que o hotel não aluga diversos quartos, cujas janelas estão viradas para aquele espaço abandonado.
A CIDADE É PARA DESCOBRIR A PÉ
Publicado no Jornal de Notícias em 13-08-2008 por Telma Roque
Inquéritos a turistas estrangeiros de visita à capital, do Observatório do Turismo de Lisboa, revelam que a maioria prefere deslocar-se a pé. Os passeios são, aliás, as actividades mais praticadas. Muitos nem entram nos museus.
Pode vir o mais emblemático eléctrico amarelo ou o autocarro de dois andares, descapotável, com o guia mais animado e informado da região que os turistas não se deixarão seduzir num estalar de dedos. Eles gostam mesmo é de andar a pé (51%), de entrar pelas ruas e ruelas dos bairros históricos, desvendando os segredos de cada recanto de Lisboa e andar livremente pela região.
A zona da Baixa e de Belém foram os locais de interesse mais visitados na cidade, tendo sido apontados por 74,2% e 70,3% dos inquiridos, respectivamente. Segue-se Alfama, Bairro Alto e Chiado, bairros "obrigatórios" de elevado peso histórico, onde a traça é frequentemente elogiada.
No inquérito à região, o Parque das Nações "intromete-se" no grupo de bairros históricos e alcança o terceiro lugar, à frente de Alfama e do Bairro Alto, com uma percentagem de 66,8%. Sintra, Cascais e Estoril assumem um peso importante nos locais de interesse da região mais visitados. Sintra, por exemplo, aparece à frente do Chiado.
Os passeios a pé, as visitas a atracções, monumentos e museus, assim como as saídas para jantar e as compras foram as actividades mais praticadas pelos turistas durante o tempo que passaram pela cidade e pela região.
Ainda segundo a primeira vaga de inquéritos de 2008 ao grau de satisfação dos turistas na cidade e na região, os estrangeiros levam para casa uma boa imagem de Lisboa e arredores. A capital é bela e bonita (40,4%), antiga e histórica (35%) e amigável (34,4%), percentagens semelhantes às conquistadas pela região.
Chamados a avaliar a visita, os turistas são generosos. Cidade e região quase alcançam os oito valores numa escala até 10. Uma nota justificada pelos monumentos, museus e atracções, clima e população local. Para 42,3% dos inquiridos, Lisboa revelou-se acima das expectativas criadas e para 24,6% foi mesmo uma "magnífica surpresa". As desilusões foram residuais, tanto na cidade (0,5%) como na região (0,4%).
Cerca de 70% dos turistas entrevistados já tinha visitado Lisboa e a região. Ainda assim, questionados sobre a possibilidade de um novo regresso, mais de metade (59,6%) admite que muito provavelmente voltará. Mais: 99,7% tenciona recomendar a cidade para visitar e 98,7% recomendará também a região.
Para 73,7%, Lisboa foi o único destino de viagem, onde a estadia média foi de 5,1 noites. Cerca de 87% escolheu ficar alojado num hotel ou unidade similar. A família e amigos foram os que mais influenciaram os turistas na escolha do destino Lisboa ((35,7%), seguido do factor preço. O avião foi o principal meio de transporte para alcançar a região (70%).
MEMMO ALFAMA NASCE EM 2010
Depois de Sagres, a cadeia Memmo Unforgettable Hotels pretende entrar em Lisboa, com um hotel quatro estrelas em Alfama, junto à Sé de Lisboa, que está em fase de aprovação na autarquia da capital e que deverá abrir portas em 2010, avança ao Publituris o director geral do Memmo Baleeira Hotel, Rodrigo Machaz.
A unidade terá 35 quartos e apresentar-se-á como uma espécie de "gesthouse", sem restaurante e com um loyalty bar. "Pretendemos que o hóspede viva o lado mais genuíno de Lisboa e que descubra a cidade através das ruelas de Alfama. O nosso conceito é mesmo esse, o de open resort, que oferece mais do que o hotel, o destino onde se insere", explica o responsável.
Deste modo, sob o slogan "Memmo Alfama, you´ll never forget Lisbon", o grande investimento desta nova unidade vai residir no conforto dos quartos.
Situado num pátio típico de Alfama, o novo hotel Memmo resultará de um investimento previsto de quatro a cinco milhões de euros. Rodrigo Machaz espera que o projecto esteja licenciado até ao final do ano, para depois entrar em obras em 2010 e abrir no ano seguinte.
CML LICENCIOU 30 NOVAS UNIDADES HOTELEIRAS NO ÚLTIMO ANO

Publicado em Publituris, 30 de Julho de 2008 por Carina Monteiro
O Vereador do Urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa, Manuel Salgado, disse ontem que foram licenciadas 30 unidades hoteleiras desde Agosto de 2007. A afirmação foi feita durante o debate sobre o plano para a Frente Ribeirinha, que prevê o desenvolvimento de três micro-centralidades: Belém, Baixa e Parque das Nações.
O Vereador revelou ainda que a CML aprovou dois hotéis para a Baixa, um para Alfama, um para o Campo das Cebolas, e que estão em discussão mais três hotéis para a zona da Baixa, um dos quais no edifício da pastelaria Suíça. E embora Manuel Salgado não tenha referido nomes, os promotores dos futuros empreendimentos deverão ser a Memmo Hotels, a Hotusa e o grupo Olissipo.
O vereador admitiu ainda possibilidade de novas unidades hoteleiras na Ajuda, em Belém.
CORREDOR DE MONSANTO ESTARÁ CONCLUIDO NO PRÓXIMO ANO
O corredor de Monsanto será "uma realidade" em Agosto de 2009, esta foi a garantia dada ontem por José Sá Fernandes, vereador da Câmara Municipal de Lisboa, na apresentação pública do projecto. Gonçalo Ribeiro Telles, o responsável pela ideia, considera que esta é uma obra cujo "planeamento assenta no seu uso". Segundo o arquitecto, "está a ser construída a cidade do século XXI que espera o futuro e que tem relações com a qualidade de vida da população".
Este projecto, que conta já com longos anos de opinião pública, irá estabelecer uma ligação entre Monsanto e o Parque Eduardo VII, atravessando a Avenida Gulbenkian através de uma ponte pedonal. José Sá Fernandes garantiu que o concurso público para a construção desta ponte será lançado ainda esta semana. A obra deverá ter início em Dezembro e terá a duração de cinco meses com um custo estimado de 500 mil euros. Os concursos para os estacionamentos, os arranjos das colinas e a pista de ligação até Monsanto encontram-se já a decorrer.
Para o presidente da autarquia, António Costa, a construção desta ponte pedonal "é fundamental no corredor de Monsanto" por se tratar de "um momento importante para um projecto que nasceu de um sonho". O autarca considera que "este é o papel do autarca, passar de utopias a obras". Gonçalo Ribeiro Telles explica que o projecto "traz um novo sistema de estrutura verde para a cidade de Lisboa para um futuro ecológico".
"Esta não é uma obra isolada, mas sim uma peça de um conjunto de redes de circulação que aproveitam os espaços verdes fundamentais da cidade", explicou António Costa. O presidente da Câmara Municipal de Lisboa aproveitou o evento para anunciar a abertura de um concurso que trará à cidade, no próximo ano, bicicletas de uso partilhado - com o objectivo "de se tornarem um meio de deslocação na cidade". Segundo o autarca, estes projectos "assentam numa visão de cidade dentro de uma rede ecológica fundamental".
No futuro, a autarquia considera a hipótese de ligar Monsanto ao Parque da Bela Vista após a conclusão da obra de prolongamento da linha vermelha do metro até Campolide. A Avenida Duque de Ávila será também reconvertida num eixo pedonal, tornando-se numa via de sentido único. A nova ligação será feita desde o Palácio da Justiça até à Alameda e seguirá até ao Parque da Bela Vista.
sexta-feira, julho 25, 2008
LISBOA SOBE POSIÇÕES EM LISTA DE CIDADES CARAS PARA TURISTAS
A edição de 2008 do estudo "Worldwise Cost of Living Survey" revela que Lisboa subiu para a 57ª posição, quando em março de 2007 estava no 73º lugar e em 2006 estava em 88ª, não apenas devido ao aumento do custo de vida, mas também devido "à forte desvalorização do dólar em relação ao euro".
O estudo da Mercer engloba 143 cidades e mede o custo de vida, comparando 202 produtos representativos dos padrões de consumo, incluindo habitação, transportes, alimentação, vestuário, bens domésticos e entretenimento.
O estudo de custo de vida é mais abrangente em nível mundial, classificando as cidades utilizando Nova Iorque como termo de comparação.
Pelo terceiro ano consecutivo, Moscou é apontada como a cidade mais cara, principalmente devido ao aumento do custo de alojamento e à valorização do rublo diante do dólar.
Sófia, capital da Bulgária, continua sendo a cidade européia com o custo de vida mais baixo para estrangeiros, embora tenha subido 11 posições em relação a 2007.
TURISTAS DESCOBREM LISBOA EM VEÍCULOS ORIGINAIS
Para quem chega a Lisboa cheio de vontade de conhecer todos os pontos turísticos e recantos pitorescos da cidade, a mochila às costas e os ténis confortáveis já não são obrigatórios, há alternativas inovadoras, noticia a Lusa.
Andar a pé ainda é uma das boas maneiras de conhecer uma cidade, mas no calor do Verão, descobrir Lisboa sentado num «GoCar», num «City Cruiser», num «buggie», num «Sidecar» ou num «Riquexó» dos tempos modernos e ter um GPS que desvenda percursos e faz comentários bem humorados é uma experiência que atrai um número crescente visitantes.
Do Campo Mártires da Pátria em direcção ao Chiado, com paragem nas ruínas do Carmo e daí em direcção a Alfama, passando pela Sé de Lisboa e voltando a parar no Castelo de S. Jorge, para depois descer a colina e seguir por ruas tão estreitas onde nem um carro cabe, passando pelo Mosteiro de São Vicente, pelo Panteão Nacional e pelas janelas e portas dos residentes curiosos que não resistem a acenar e comentar o veículo invulgar que por ali circula, continuar em direcção ao Tejo para só voltar a parar no destino final, Belém. Esta rota, pela qual Edite e Anouk pagaram 95 euros, é a mais procurada pelos turistas que optam por esta modalidade, «mas pode haver uma ou outra nuance», afirma João Soares, da Sidecar Touring, que acrescenta que as rotas podem ser «à la carte».
Os «GoCar» e o «Buggies»
Novidade entre os veículos que desvendam Lisboa de uma forma menos convencional são os «GoCar». Há algum tempo em actividade nos Estados Unidos, os «GoCar'» chegaram há pouco menos de um mês a Lisboa e o responsável pela entrada dos «carrinhos amarelos» em Portugal, João Manuel Mendes, garante que «toda a gente que anda, adora».
Têm um GPS dois em um, que por agora está disponível em português e inglês, e que para além das necessárias indicações do percurso, também funciona como guia turístico, porque à medida que se passa pelos pontos de interesse, ouvem-se as explicações sobre a sua história, numa versão bem-humorada.
Uma hora no «GoCar» custa 20 euros e para o conduzir basta ter 18 anos ou mais e carta de condução, ainda que este seja um carro sem mudanças.
Opção semelhante são os «buggies» da Red Tours, carros de 2 e 4 lugares, que fazem lembrar os carrinhos de golfe e que estão disponíveis para aluguer no Terreiro do Paço, mas diferenciam-se dos «GoCar» por serem eléctricos e «ecologicamente correctos».
Os «buggies» têm disponíveis no seu GPS, que também funciona como guia turístico. No entanto, as dimensões destes carros permitem atravessar ruas estreitas sem grandes dificuldades e de forma tão silenciosa, que nem os gatos que dormem à janela se mostram incomodados com a sua passagem.
Também no Terreiro do Paço, e um pouco por toda a baixa pombalina é possível apanhar boleia dos «City Cruisers», uma espécie de «riquexós» a pedais, que funcionam como táxis e permitem transportar duas pessoas.
Tânia Assis, da City Cruisers, afirma que as grandes mais-valias deste meio de transporte são o facto de ser ecológico e de permitir aos turistas estabelecer a sua própria rota. Os turistas, por um valor entre os seis euros para 15 minutos, e 20 euros por uma hora, podem conhecer os principais pontos de interesse da baixa pombalina acompanhados pelo condutor do «riquexó», que vai explicando a história da cidade.
TURISTAS GANHAM OPÇÕES DE TRANSPORTE PARA CONHECER LISBOA
Lisboa, 20 Jul (Lusa) - Para quem chega a Lisboa cheio de vontade de conhecer todos os pontos turísticos e recantos pitorescos da cidade, mochila às costas e tênis confortáveis já não são obrigatórios.
Andar a pé ainda é uma das boas maneiras de conhecer a capital portuguesa, mas, no calor do verão europeu, descobrir Lisboa sentado em uma alternativa inovadora de transporte e ter um GPS que desvenda percursos e faz comentários bem humorados é uma experiência que atrai um número crescente de visitantes.
Com o vento nos cabelos e o sol na cara, a deficiente visual Edite Faldini descobre Lisboa através das sensações que a cidade lhe transmite.
"São muitas sensações. Eu sei onde estou e imagino o mapa na minha cabeça. Imagino muito facilmente o que está à minha volta", diz a turista belga, depois de três horas percorrendo a cidade em um sidecar na companhia da amiga Anouk. As duas são conduzidas por um motociclista que é, também, guia turístico, e ao longo do itinerário fala dos monumentos e conta a história da cidade.
"É uma ótima experiência, mesmo quando não se consegue ver, porque sentimos o vento, o sol. Tudo é diferente, é muito bonito", afirma.
"O que é difícil em Lisboa é andar com a bengala, por causa da calçada, mas de resto é perfeito", declara Edite, lembrando as dificuldades adicionais que os cegos encontram na capital portuguesa.
Edite e Anouk saem do Campo Mártires da Pátria em direção ao Chiado, param nas ruínas do Carmo e continuam em direção a Alfama, passam pela Sé de Lisboa e voltam a parar no Castelo de São Jorge, para depois descer a colina e seguir por ruas tão estreitas onde nem um carro cabe. Avistam o Mosteiro de São Vicente, o Panteão Nacional e as janelas e portas dos residentes curiosos que não resistem a acenar e comentar o veículo diferente que por ali circula e continuam em direção ao Tejo, só voltando a parar no destino final: Belém.
A rota, pela qual Edite e Anouk pagaram 95 euros, é a mais procurada pelos turistas que optam pelo sidecar, "mas pode haver uma ou outra nuance", afirma João Soares, da Sidecar Touring, que explica que os passeios podem ser "à la carte".
O sidecar não é a opção mais comum, nem sequer a mais barata, mas ainda assim, assegura João Soares, tem muita procura.
"É curioso, é uma coisa inovadora, há algum revivalismo à volta disso e também pelo fato de se poder transportar crianças, velhotes e pessoas com dificuldades de locomoção de uma forma agradável", justifica.
Já passaram pela Sidecar Touring todo o tipo de clientes, mas há sempre aqueles que se destacam e ficam na memória, como o senhor de 92 anos que experimentou o veículo acoplado a uma moto após uma brincadeira dos bisnetos, mas que gostou tanto da experiência que resolveu repetir. Soares também se lembra de uma inglesa que todos os anos, em maio, aluga o veículo para percorrer as sapatarias da capital em um único dia e fazer as compras da estação.
Mas a história mais curiosa é a do casal que se divorciou no sidecar, seguiu para um restaurante onde tinha combinado de jantar com amigos e regressou em veículos diferentes.
Carrinhos amarelos
A novidade entre os veículos que desvendam Lisboa de uma forma menos convencional são os GoCars. Há algum tempo em atividade nos Estados Unidos, os GoCars chegaram há pouco menos de um mês a Lisboa e o responsável pela entrada dos "carrinhos amarelos" em Portugal, João Manuel Mendes, garante que "toda a gente que anda, adora".
Os veículos são dotados de um GPS dois em um, disponível em português e inglês e que, além das necessárias indicações do percurso, também funciona como guia turístico. À medida que se passa pelos pontos de interesse, ouvem-se as explicações sobre sua história, em uma versão bem-humorada.
De visita a Lisboa, Richard Lewis declara-se "convertido" às vantagens do GoCar, carrinho movido com um pequeno motor à gasolina.
"É muito fácil de conduzir, mais fácil do que um carro. É um dinheiro bem gasto. Decididamente, quero experimentar outra vez".
Uma hora no GoCar custa 20 euros e, para o conduzir, basta ter 18 anos ou mais e carteira de motorista.
"Achamos que o carro é uma forma divertida de conhecer a cidade, mas achamos que aquilo que o torna especial é a tecnologia que tem por baixo. Permite conduzir onde se quiser, escolher o que se quer visitar. Depois conta piadas, diz para ter cuidado com os buracos e manda dizer tchau aos policiais quando estão parados em sentinela", afirma João Manuel Mendes.
Ecologicamente corretos
Opção semelhante são os bugues da Red Tours, de 2 e 4 lugares, que lembram os carrinhos de golfe e estão disponíveis para aluguel no Terreiro do Paço, mas se diferenciam dos GoCars por serem elétricos e "ecologicamente corretos".
Luísa, que experimentou com a família o carro de quatro lugares, se queixou por o GPS ainda não estar disponível em francês, mas considera a novidade uma idéia boa para os turistas.
"Gostamos de conduzir nós mesmos em Lisboa e são rotas onde não há muito trânsito. É agradável", disse à Lusa a turista.
Luísa elogia ainda o preço pago pelo serviço - pouco mais de 20 euros - e destaca o fato de este tipo de tour pela cidade permitir parar para tirar fotos, ao contrário de outros transportes.
Os bugues têm disponíveis no seu GPS, que também funciona como guia turístico, as rotas de Belém, baixa pombalina, Alfama e o bairro do Castelo, onde geralmente só chegam os residentes e, na maioria das vezes, a pé.
As dimensões desses carros permitem atravessar ruas estreitas sem grandes dificuldades e de forma tão silenciosa que nem os gatos que dormem à janela se mostram incomodados com a sua passagem.
Também no Terreiro do Paço, e um pouco por toda a baixa pombalina, é possível pegar carona nos City Cruisers - espécie de riquixás com pedais - que funcionam como táxis e permitem transportar duas pessoas.
O fato de ser ecológico e de permitir aos turistas estabelecer sua própria rota é a mais-valia desse meio de transporte, segundo Tânia Assis, da City Cruisers.
Os turistas, por um valor entre os seis euros para 15 minutos, e 20 euros por uma hora, podem conhecer os principais pontos de interesse acompanhados pelo condutor do "riquixá", que vai explicando a história da cidade.
"Basicamente, funcionamos como guia turístico, levando os turistas aos pontos históricos da baixa. Ao mesmo tempo, fornecemos informação, explicamos-lhe o contexto histórico de determinado edifício ou ponto", explica Fernando, um dos condutores e guias da City Cruisers.
Os turistas também podem acompanhar a rota com a ajuda de um folheto com informação traduzida em línguas menos faladas, como russo, chinês ou alemão.
