
As Conferências de Lisboa são video difundidas em directo via Internet em http://conferenciasdelisboa.net às quintas feiras pelas 18H a partir do Salão Nobre Paços do Concelho. A entrada livre
Alfama. O Bairro de Alfama em Lisboa não vive só dos Santos Populares, das marchas do fado e do Lisboa Downtown. Virada a sul com vista para o Rio Tejo, Alfama estende-se do Castelo de São Jorge à Doca do Jardim do Tabaco e é dos maiores destinos turísticos de Lisboa.


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As memórias da cidade não estão escondidas no sótão, mas sim na cave. Sexta, Sábado e Domingo são dias de abrir o baú e descer às profundezas de uma Lisboa com dois mil anos
Terá sido construída pelos romanos durante a época de ouro de Olissipo, há cerca de dois mil anos. Na altura, explica hoje o arqueólogo António Marques, a cidade era o principal ponto de contacto entre o mundo mediterrânico e as terras banhadas pelo Atlântico.As galerias foram a solução desenvolvida pelos romanos para permitir a construção à superfície e funcionavam como as modernas fundações de betão. O conjunto arqueológico foi descoberto em 1771, após o devastador terramoto que levou à reconstrução de Lisboa. O aspecto relativamente convidativo de quem as visita fez muita gente pensar que eram mais do que uma solução de engenharia.
«Até aos anos 80 pensou-se, erradamente, que eram termas romanas», disse António Marques. Para ajudar à confusão, um pedestal com uma inscrição em latim dedicado a Esculápio, o deus da Medicina, levou os eruditos do século XVIII a considerar que se tratavam de termas para fins terapeuticos.
Até ao século passado, e devido à constante infiltração das águas daquela zona, a estrutura serviu de cisterna aos lisboetas, que a chamaram de Conservas de Água da Rua da Prata. Apesar de ser imprópria para consumo, a água foi consumida pela população, que lhe atribuía efeitos medicinais, sobretudo para as doenças dos olhos.
Hoje, a água que com o passar dos séculos invadiu o criptopórtico faz parte da estrutura, e é essa a razão que leva a Câmara de Lisboa a manter as galerias encerradas ao público. É a humidade que mantém a integridade das paredes. Se secassem, corriam o risco de rachar e levar consigo os prédios que se erguem à superfície.
Mas não há motivos para ter medo de visitar as galerias, a menos que seja claustrofóbico. E resta pouco tempo para fazê-lo - dez minutos bastam para conhecer este património, revelado ao público apenas uma vez por ano.
A zona histórica de Lisboa, com difíceis acessos e prédios degradados, permanece hoje um «problema grave» para os bombeiros, mas o incêndio do Chiado, há 20 anos, serviu também de lição para as corporações, que desde então passaram por «grandes transformações»
Publicado no Publico/ Lusa, 27-09-2008Lisboa é uma cidade boa para andar de bicicleta, garante um engenheiro civil que durante cem dias optou por deslocar-se na capital a pedalar, abdicando de autocarros, carros, táxis e metropolitano
Publicado por LUSA/ SOL
Após mais de cem dias e 1200 quilómetros de bicicleta percorridos em Lisboa, Paulo Guerra dos Santos concluiu que a capital «é cem por cento ciclável e que as desculpas das colinas, do tráfego e do clima são mitos».
«As colinas ocupam quinze por cento da área urbana da cidade. 80 por cento das cerca de 700 mil pessoas que habitam em Lisboa moram e trabalham fora das áreas das colinas. A maioria dos fluxos que se fazem dentro da cidade (casa-trabalho) são na marginal e no eixo Baixa-Campo Grande, na sua maioria zonas planas ou muito suaves», explicou à Lusa o investigador, responsável pelo projecto «100 dias de bicicleta na cidade de Lisboa».
O clima é «um dos melhores da Europa, nunca está demasiado frio nem demasiado calor». O tráfego automóvel é um problema «apenas no início», e até levou Paulo Santos a pedalar nos passeios.
«Quando comecei o projecto não fazia ideia do que era andar em Lisboa de bicicleta. Nem bicicleta tinha. Tive de pedir uma emprestada. As duas primeiras semanas foram difíceis. Confesso que andei muito em cima de passeios, mas fui desaconselhado a abandoná-los e a passar para a estrada. Aos poucos vamos ganhando confiança e deixamos de olhar para trás», recordou.
Além de desfazer mitos, Paulo Santos conferiu que «andar de carro não faz sentido e é um custo enorme». «A bicicleta custou-me 300 euros e já está mais do que paga com o dinheiro que poupei em gasolina e passes», referiu.
Mas há mais, andar de bicicleta também traz benefícios para a saúde, «com pouco esforço ajuda a manter uma certa forma física». Acima de tudo é «um excelente veículo para promover a mobilidade».
Em Lisboa faltam ciclovias, que podem ser providenciadas «com algo tão simples como uma mudança na legislação que permita que as bicicletas possam partilhar a faixa do ‘bus’». «Há zonas em que é possível estreitar as faixas dos automóveis e alargar a do ‘bus’, colocando ali um metro especificamente para o ciclista e há muitas avenidas onde há espaço para isso não prejudicando», defendeu o investigador.
Alargar o horário em que as bicicletas podem ser transportadas no metro «também seria benéfico», bem como adoptar uma ideia já aplicada em algumas cidades norte-americanas: «colocar ganchos na frente dos autocarros onde dá para pendurar duas ou três bicicletas». O projecto acabou e o investigador garante que vai continuar a utilizar a bicicleta para deslocar-se na cidade e deixa um recado: «é preciso criar a noção que os carros não são bem-vindos no centro».
Publicado no Diário Digital, sexta-feira, 22 de Agosto de 2008 | 11:07
A Câmara Municipal de Lisboa vai reduzir a sua frota automóvel em 41,89%, cortando 71 mil euros na sua factura mensal de gestão.
A Câmara Municipal de Lisboa vai abater 168 viaturas da sua frota de viaturas ligeiras de passageiros e mistos. Trata-se de uma redução de 41,89% do total da frota nestes segmentos, constituída neste momento por 401 viaturas, das quais 287 em regime de aluguer operacional.
Segundo a autarquia, a poupança mensal das rendas destas 168 viaturas será de 50 mil euros, a que se juntam 21 mil euros em combustível, num total de 71 mil euros mensais.

Andar a pé ainda é uma das boas maneiras de conhecer uma cidade, mas no calor do Verão, descobrir Lisboa sentado num «GoCar», num «City Cruiser», num «buggie», num «Sidecar» ou num «Riquexó» dos tempos modernos e ter um GPS que desvenda percursos e faz comentários bem humorados é uma experiência que atrai um número crescente visitantes.
Do Campo Mártires da Pátria em direcção ao Chiado, com paragem nas ruínas do Carmo e daí em direcção a Alfama, passando pela Sé de Lisboa e voltando a parar no Castelo de S. Jorge, para depois descer a colina e seguir por ruas tão estreitas onde nem um carro cabe, passando pelo Mosteiro de São Vicente, pelo Panteão Nacional e pelas janelas e portas dos residentes curiosos que não resistem a acenar e comentar o veículo invulgar que por ali circula, continuar em direcção ao Tejo para só voltar a parar no destino final, Belém. Esta rota, pela qual Edite e Anouk pagaram 95 euros, é a mais procurada pelos turistas que optam por esta modalidade, «mas pode haver uma ou outra nuance», afirma João Soares, da Sidecar Touring, que acrescenta que as rotas podem ser «à la carte».
Os «GoCar» e o «Buggies»
Novidade entre os veículos que desvendam Lisboa de uma forma menos convencional são os «GoCar». Há algum tempo em actividade nos Estados Unidos, os «GoCar'» chegaram há pouco menos de um mês a Lisboa e o responsável pela entrada dos «carrinhos amarelos» em Portugal, João Manuel Mendes, garante que «toda a gente que anda, adora».
Têm um GPS dois em um, que por agora está disponível em português e inglês, e que para além das necessárias indicações do percurso, também funciona como guia turístico, porque à medida que se passa pelos pontos de interesse, ouvem-se as explicações sobre a sua história, numa versão bem-humorada.
Uma hora no «GoCar» custa 20 euros e para o conduzir basta ter 18 anos ou mais e carta de condução, ainda que este seja um carro sem mudanças.
Opção semelhante são os «buggies» da Red Tours, carros de 2 e 4 lugares, que fazem lembrar os carrinhos de golfe e que estão disponíveis para aluguer no Terreiro do Paço, mas diferenciam-se dos «GoCar» por serem eléctricos e «ecologicamente correctos».
Os «buggies» têm disponíveis no seu GPS, que também funciona como guia turístico. No entanto, as dimensões destes carros permitem atravessar ruas estreitas sem grandes dificuldades e de forma tão silenciosa, que nem os gatos que dormem à janela se mostram incomodados com a sua passagem.
Também no Terreiro do Paço, e um pouco por toda a baixa pombalina é possível apanhar boleia dos «City Cruisers», uma espécie de «riquexós» a pedais, que funcionam como táxis e permitem transportar duas pessoas.
Tânia Assis, da City Cruisers, afirma que as grandes mais-valias deste meio de transporte são o facto de ser ecológico e de permitir aos turistas estabelecer a sua própria rota. Os turistas, por um valor entre os seis euros para 15 minutos, e 20 euros por uma hora, podem conhecer os principais pontos de interesse da baixa pombalina acompanhados pelo condutor do «riquexó», que vai explicando a história da cidade.

Não é difícil imaginar a que velocidade circulava a viatura em virtude das evidências da violência do embate. No entanto, é raro ver patrulhamento policial nesta zona durante a noite, apesar da esquadra da PSP se encontrar a algumas centenas de metros, por exemplo: desde o mês de Junho, que o Largo Chafariz de Dentro é permanentemente ocupado por dezenas de viaturas, à noite e ao fim-de-semana (apesar dos sinais de trânsito) sem que nada aconteça e com os Parques de estacionamento praticamente vazios do outro lado da rua, junto ao rio.
A partir de segunda-feira, lisboetas e turistas vão poder conhecer a cidade em "buggies" de dois ou quatro lugares, ou em segways em quatro circuitos definidos, orientados por GPS, e, que além de mostrarem o caminho, fazem um breve resumo histórico dos locais e monumentos de interesse.
Publicado no Jornal Briefing em 11-07-2008 por Marina Chiavegatto
Publicado em RTP.pt Lisboa, 18 Jul (Lusa)
Lisboa, 16 Jul (Lusa) - A instalação da sede da Fundação José Saramago na Casa dos Bicos é bem-vinda pelos comerciantes de Alfama, que acusam a câmara de imobilismo relativamente à zona. "Alfama podia ser a galinha dos ovos de ouro, pois os turistas querem ver é ruas estreitinhas e roupas penduradas, mas está tudo tão degradado e feio que fogem daqui", disse Josefa Ribeiro, que dirige um loja de artesanato ao lado da Casa dos Bicos.Lisboa, 16 Jul (Lusa)
A Câmara de Lisboa aprovou hoje em reunião do executivo municipal a cedência da Casa dos Bicos para a instalação da Fundação José Saramago, que acolherá a biblioteca do autor prémio Nobel da Literatura.
A cedência foi aprovada com os votos contra do movimento Lisboa com Carmona e do PSD e dos votos favoráveis do PS, Cidadãos por Lisboa, PCP e BE.
O protocolo entre a autarquia lisboeta e a fundação será assinado quinta-feira às 15:30, no salão nobre dos Paços do Concelho, com a presença de José Saramago.
ACL.
Lusa/Fim
É uma excelente notícia para o centro histórico de Lisboa que vai receber mais um pólo de atracção de turistas, que vai passar a constar em todos os guias turísticos, e vai dar um uso conveniente às instalações da casa dos Bicos (não só das fachadas como acontece actualmente).








O único defeito é não serem completamente ecológicos mas a diversão é garantida.
O vereador dos Espaços Verdes, José Sá Fernandes (BE), considera que a proposta representa um "salto de gigante" na política de mobilidade da cidade e gostaria que o sistema estivesse criado a tempo do dia do Ambiente do próximo ano, a 5 de Junho.

Publicado em Visão.pt por Sara Rodrigues - 06 Jun 2008



Publicado em rtp.pt por LUSA/Fim