sábado, abril 26, 2008

SÓCRATES QUER FAZER DA ZONA RIBEIRINHA A OBRA DO REGIME

Publicado no Sol 25.04.2008, por Por Graça Rosendo

Os planos do Governo para a zona ribeirinha de Lisboa, desde a Expo até Algés, estão definidos: trata-se de um conjunto de grandes obras que estão prontas para arrancar. Segunda-feira, é lançada a primeira pedra da Nova Alcântara, um projecto de mais de 400 milhões de euros que passa pelo desnivelamento da linha férrea e que o Governo diz que vai mudar a ‘face da cidade’. José Sócrates quer fazer deste projecto um ex libris da sua governação.

O anúncio será feito com a pompa e a circunstância exigidas à medida da obra que se prepara. «Isto vai mudar a face da zona ribeirinha», assegura ao SOL a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino. Segunda-feira, José Sócrates, os ministros das Obras Públicas e das Finanças, os respectivos secretários de Estado e muitas outras individualidades assistirão ao lançamento da primeira pedra daquilo a que o Governo vai chamar ‘Nova Alcântara’.

O investimento é de 407 milhões de euros para «duas intervenções muito significativas», assegura Paula Vitorino: a renovação do terminal de contentores de Alcântara e o desnivelamento das vias ferroviárias (de mercadorias e de passageiros) na mesma zona.
A primeira permitirá aumentar para o dobro a capacidade da actividade portuária do terminal. A segunda ligará, por um lado, a via férrea de mercadorias à Linha de Cintura, e, por outro, a Linha de Cascais (passageiros) também à Linha de Cintura – passando a ser possível ir de Cascais ao Areeiro sem sair do comboio. «Na verdade, ficará tudo ligado: de Cascais ao novo aeroporto internacional, por exemplo, a viagem demorará apenas uma hora», explica Vitorino.

domingo, abril 20, 2008

IMIGRANTES ILEGAIS ESCAPAM À SEF

Publicado no IOL, 18-03-2008

 

Marroquinos entraram no país escondidos num navio e estão foragidos

 

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) procura quatro imigrantes ilegais marroquinos que escaparam de uma operação, em Lisboa, em que foram detidos outros nove que entraram no país escondidos num navio de carga, disse fonte daquele organismo. Fonte do SEF confirmou esta terça-feira à Agência Lusa que treze imigrantes ilegais de nacionalidade marroquina chegaram domingo a Portugal a bordo de um navio de carga proveniente de Casablanca, Marrocos, sendo que «quatro continuam foragidos».

Navio atracou no porto de Santa Apolónia

A operação - desencadeada pelo SEF em estreita colaboração com a Polícia Marítima - decorreu no início da manhã de domingo e pouco depois do navio de carga «Nativa» ter atracado no porto de Santa Apolónia, em Lisboa. Segundo a mesma fonte, sete homens em situação irregular foram surpreendidos quando ainda estavam dentro do referido navio, «numa zona de acesso restrito do terminal de contentores de Santa Apolónia». No mesmo terminal foram ainda detectados seis outros imigrantes ilegais, dos quais quatro conseguiram escapar às autoridades.

«O SEF, em estreita colaboração com a Polícia Marítima, continua a desenvolver todos os esforços para localizar os mesmos», adiantou a fonte. Os nove cidadãos marroquinos que foram identificados aguardam agora o seu processo de repatriamento num Centro de Acolhimento Temporário, que a fonte não quis especificar. O repatriamento concretizar-se-á «logo que cumpridas todas as diligências necessárias, entre as autoridades portuguesas e a representação diplomática de Marrocos». Outra fonte contactada pela Lusa referiu que os imigrantes vinham escondidos em contentores, informação não confirmada pelo SEF.

segunda-feira, março 31, 2008

PORTO DE LISBOA CONTRATA EX-ADMINISTRADOR DA CP PARA GERIR RELAÇÕES COM AUTARQUIAS

Publicado no Jornal de Negócios por Celso Filipe

A Administração do Porto de Lisboa (APL) contratou Leiria Pinto, ex-administrador da CP, para gerir o seu relacionamento com as autarquias. Manuel Frasquilho, presidente do APL, confirmou ao Jornal de Negócios a integração de Leiria Pinto na sua equipa, na condição de requisitado, adiantando que a escolha se deve à necessidade de "desenvolver o projecto delineado" para a zona ribeirinha do Tejo.

Manuel Frasquilho, questionado sobre uma eventual relação entre a contratação de Leiria Pinto e a transferência de terrenos do porto para a Câmara de Lisboa, negou uma ligação directa entre os dois factos. A APL e 11 municípios partilham a gestão da zona ribeirinha do Tejo e Leiria Pinto vai ter a incumbência de dinamizar o diálogo entre as partes. No entanto, a requisição de Leiria Pinto acontece num momento em que a actual administração se encontra em fim de mandato, estando prevista para Abril a realização da assembleia geral do APL.

segunda-feira, março 24, 2008

PERIGO DE MORTE!

A TVI apresenta hoje segunda-feira, dia 24 de Março, a seguir ao Jornal Nacional um especial da informação da TVI sobre os acidentes que têm ocorrido na zona do Cais da Pedra, atrás da discoteca Lux, numa área da responsabilidade da CP e da Administração do Porto de Lisboa.

Para além dos jovens que sobem aos comboios já aconteceram casos de veículos que cairam ao Tejo. Os denominadores comuns destas situações foram o alcóol e a discoteca Lux à conta dos quais os moradores foram privados do acesso rio que está preso com todo o tipo de barreiras como se fosse uma zona de guerra.

sexta-feira, março 21, 2008

CÂMARA PEDE EMPRÉSTIMO PARA SOLUCIONAR 'BURACO' DA REABILITAÇÃO URBANA

Publicado pelo SOL em 09-03-2008

A Câmara de Lisboa quer contrair um empréstimo para financiar a recuperação urbana do casco velho da cidade, «um buraco» financeiro e social, com bairros como Alfama e Castelo a definharem há anos sem população nem comércio

O empréstimo, cujo valor não está definido e que a autarquia está a negociar com o Banco Europeu de Investimento, segundo disse à Lusa o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado (PS), servirá para dar um novo arranque a obras que estão paradas há anos e permitir realojar as pessoas retiradas de casa, com quem a autarquia gasta 1,2 milhões de euros por ano em rendas.

O
presidente da autarquia, António Costa, reconhece que a situação, que em alguns casos se arrasta há quase vinte anos, é «um absurdo», como afirmou esta semana numa reunião de câmara descentralizada do executivo que se centrou nas freguesias em volta da parte mais velha da capital.

«A Câmara lançou empreitadas sem projectos, os empreiteiros viram que as obras eram muito mais caras, rescindiram, a CML tem que pagar 10 por cento da obra [pelas rescisões unilaterais] e não tem sequer dinheiro para isso. É um absurdo, a Câmara paga 1,2 milhões de euros por ano [em rendas], só tem dinheiro para isso», acrescentou o autarca.

O vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, não tem dúvidas em afirmar que «este é um dos maiores escândalos da cidade» e que «o que se tem feito nos últimos dez anos em reabilitação urbana é um exemplo de ineficácia e inoperância», acrescentando que «os caminhos para sair deste buraco não são fáceis».

Para o executivo, a solução passará por «pedir um empréstimo para a reabilitação urbana que não entra no cálculo dos limites de endividamento» da Câmara, - e é independente do empréstimo de 360 milhões pedido para pagar dívidas e que o Tribunal de Contas chumbou - para «resolver as situações acumuladas».

Maria do Carmo Dias, de 57 anos, saiu da sua casa no bairro do Castelo há nove anos, esperando, na pior das hipóteses, ficar dois anos fora - com renda paga pela autarquia - e então voltar para a sua casa renovada.

Hoje, olha com desânimo para a fachada da casa onde morava, a única coisa que resta do prédio de três andares, demolido por dentro, e continua sem saber por que razão não se fizeram as obras.

«Não fui eu que criei esta situação, da maneira como este país e esta câmara estão, até me sinto mal em receber 600 euros de renda há tantos anos. Com esse dinheiro, já tinham feito as obras na casa», afirmou à Lusa.

Pelo bairro, não faltam histórias de pessoas a quem a reabilitação mudou a vida para pior: Carlos Rodrigues, de 75 anos, passou dez anos fora para voltar para uma casa onde «a sanita foi feita dentro do poliban», numa casa de banho onde só consegue entrar «de lado».

«Isto tem dado conta da vida das pessoas», confirma Maria do Carmo. «Isto era uma família, desmontaram tudo...desertificou-se o bairro, as pessoas vivem desmoralizadas», acrescenta.

A sua mãe, com Alzheimer, já conseguiu voltar para casa, mas as perspectivas não são muito famosas: três inspecções da Lisboagás deram parecer negativo à instalação de gás e no primeiro dia da mudança, caíram bocados da fachada: «isto é coisa que se faça?», questiona.

Para Ana Paula Pousão, o regresso ao bairro do Castelo, de onde saiu há onze anos, está ainda mais longínquo. Quando saiu, levou um subsídio de 600 euros para pagar a renda da habitação - supostamente temporária - onde ficaria.

Com a morte do pai, em 2005, o subsídio foi reduzido para 500 euros. No ano passado, a Câmara mandou-lhe uma factura superior a onze mil euros para pagar (e depois 'corrigida' para mais de doze mil euros), alegando que Ana Paula não tinha declarado a morte do pai e tinha recebido subsídio indevidamente, o que esta nega.

«Já provei à câmara que entreguei a certidão de óbito. Entretanto, a senhoria do meu prédio vendeu-o e segundo a câmara, o meu direito de opção caducou», lamenta.

António Costa garantiu-lhe que «o problema ia ser resolvido», mas não há grandes razões para estar tranquila: «fiquei sem casa, não se fizeram as obras, o prédio está em ruínas e ainda fiquei com uma dívida. Não tenho culpa que a Câmara esteja sem dinheiro, agora não o peça é a mim», diz.

Eduardo Street, morador em Alfama, está habituado a ver há anos a desertificação do bairro, de onde saíram muitas pessoas que agora «só pedem para vir morrer à sua casa» e que continuam à espera das obras de reabilitação Pelas ruas de Alfama vêem-se prédios arruinados, entaipados, com andaimes, praticamente porta sim, porta não, ao lado de outros realmente recuperados, pelo menos exteriormente, graças «à iniciativa privada, que é a única coisa que vai resultando».

Muitos senhorios, feitas as obras, esquivam-se aos contratos legais de arrendamento, de que os inquilinos também prescindem, especialmente depois do fim dos apoios ao arrendamento jovem, afirma Eduardo Street.

Resultado: vieram pessoas novas morar para o bairro, mas são principalmente jovens estudantes e imigrantes, que «são bem vindos, mas não vieram para ficar».

O condicionamento de trânsito em Alfama tem também contribuído para a morte lenta do bairro, afirma, uma vez que ao retirar o trânsito ocasional e dificultar o estacionamento, as lojas não têm clientes e fecham, verificando-se dezenas de montras entaipadas por todo o bairro.

«Cada vez há menos serviços, menos lojas, menos farmácias. Vir morar para aqui é um luxo e ficar aqui é uma tarefa quase impossível», declarou.

CAPELA DE ALFAMA INUNDADA POR ESGOTOS SEMPRE QUE CHOVE

Publicado no DN, por Kátia Catulo e Pedro Saraiva

 

Cada vez que chove, os moradores de Alfama, em Lisboa, temem que a capela do bairro fique inundada com a água dos esgotos. "Desde Novembro que é isso que acontece porque as obras de saneamento no Largo do Chafariz de Dentro estão paradas", adverte Lurdes Pinheiro, presidente da Junta de Santo Estêvão. Os trabalhos de substituição do colector da Rua da Regueira começaram em finais do ano passado, mas tiveram de ser interrompidos porque as retroescavadoras puseram a descoberto parte da muralha fernandina.

O achado arqueológico provocou a suspensão das obras e estas só poderão recomeçar com a autorização do IGESPAR - Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico: "O problema é que, enquanto estamos à espera do parecer deste instituto, vamos continuar a ter uma enorme cratera no Largo do Chafariz de Dentro e inundações dentro da Capela da Nossa Senhora dos Remédios", critica a autarca.

Só este ano, as chuvas já provocaram por duas vezes o abatimento da Rua dos Remédios. Nos dias 18 e 25 de Fevereiro, a força das correntes fez saltar as tampas dos esgotos e destruiu parte daquela artéria: "A água desce da zona do castelo e ao chegar à Rua dos Remédios não tem por onde ir porque o colector ainda não foi colocado." O único canal por onde a água pode escoar é portanto pela capela mortuária de Alfama.

Lurdes Alves vive em Alfama, e, na madrugada de 18 de Fevereiro, encontrava-se dentro da igreja quando foi surpreendida pela enxurrada: "Estava no velório de um primo meu, quando a água entrou como uma cascata pelas fendas das portas", contou a pensionista de 79 anos. A primeira coisa que os familiares de Lurdes fizeram foi pôr a urna mortuária num local fora do alcance da água e de seguida chamar o Regimento de Sapadores de Lisboa.

Nos dias seguintes, os funcionários da junta de freguesia retiraram as alcatifas e as carpetes da capela e lavaram-nas no lavadouro público de Alfama, mas os esforços foram em vão. "Uma semana depois da primeira inundação, veio uma nova chuvada que fez os mesmos estragos", desabafa a autarca. Lurdes Pinheiro diz que a muralha fernandina terá mesmo de ser destruída para dar passagem ao colector dos esgotos porque é a única alternativa que resta: "Se o parecer do IGESPAR for negativo, ficaremos sem rede de saneamento."

Inicialmente, previa-se que o colector passasse ao lado dos edifícios do Largo de Chafariz de Dentro para evitar a destruição da muralha. Mas uma avaliação técnica da câmara concluiu que o edificado daquela zona poderia não resistir aos trabalhos subterrâneos. "Foi preciso refazer o projecto e apresentar outra solução, que implica a destruição dos achados arqueológicos", explica a autarca

 

 

 

EMPRÉSTIMO PARA REABILITAÇÃO URBANA

Publicado por João Relvas /Lusa no JN

 

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) quer contrair um empréstimo para financiar a recuperação urbana do casco velho da cidade, "um buraco" financeiro e social, com bairros como Alfama e Castelo a definharem há anos sem população nem comércio.

O empréstimo, cujo valor não está definido e que a autarquia está a negociar com o Banco Europeu de Investimento, segundo disse à Lusa o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado (PS), servirá para dar um novo arranque a obras que estão paradas há anos e permitir realojar as pessoas retiradas de casa, com quem a autarquia gasta 1,2 milhões de euros por ano em rendas.

O presidente da autarquia, António Costa, reconhece que a situação, que em alguns casos se arrasta há quase 20 anos, é "um absurdo", como afirmou esta semana numa reunião de câmara descentralizada do executivo que se centrou nas freguesias em volta da parte mais velha da capital.

"A Câmara lançou empreitadas sem projectos, os empreiteiros viram que as obras eram muito mais caras, rescindiram, a Câmara Municipal tem que pagar 10% da obra [pelas rescisões unilaterais] e não tem sequer dinheiro para isso. É um absurdo, a Câmara paga 1,2 milhões de euros por ano [em rendas], só tem dinheiro para isso", acrescentou o autarca.

O vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, não tem dúvidas em afirmar que "este é um dos maiores escândalos da cidade e que "o que se tem feito nos últimos dez anos em reabilitação urbana é um exemplo de ineficácia e inoperância". O mesmo responsável acrescenta que "os caminhos para sair deste buraco não são fáceis".

ESCAVAÇÕES REVELAM MURALHA DO SÉC. XVI

Publicado no JN por Telma Roque e Bruno Castanheira

 

Os arqueólogos que estão a fazer escavações no Largo do Chafariz de Dentro, em Alfama, para aferir do estado de conservação de uma muralha (a fernandina, do século XIV) "esbarraram" numa outra, construída no século XVI e até agora totalmente desconhecida. Foram ainda achadas loiças, cerâmicas e vidros de luxo, uma espécie de "brindes" inesperados, que vão agora engrossar o espólio do Museu da Cidade.

A substituição de uma conduta de saneamento da Simtejo - que obrigaria a esventrar o Largo do Chafariz de Dentro - foi a oportunidade de ouro para os arqueólogos partirem para o estudo da Muralha Fernandina. "Já se sabia que seria interceptado um troço na obra de saneamento. O que ninguém sabia era o estado de preservação, uma vez que parte foi desmantelada em 1765 para a construção do edifício da Alfândega de Lisboa", explicou ao JN Rodrigo Banha da Silva, do serviço de arqueologia do Museu da Cidade.

Afinal, a Muralha Fernandina encontra-se em bom estado de preservação. Além desta, do século XIV, os arqueólogos detectaram outra, do século XVI, erguida para servir de reforço à original. "Foi uma surpresa. Isto demonstra que Lisboa foi, de facto, um império à escala mundial. Essa época de esplendor trouxe melhoramentos ao nível das infra-estruturas. As muralhas não foram excepção. Além de terem uma função defensiva eram portas de entrada", explica o arqueólogo.

Segundo o responsável, a muralha do século XVI está assente em barrotes de madeira e ainda permanece no local a cofragem de madeira que serviu de alicerce à Muralha Fernandina. "Ficámos também muito surpreendidos com a variedade, quantidade e exuberância dos materiais encontrados, tais como cerâmicas, loiças e vidros de luxo", salientou.

Uma vez que a Muralha Fernandina está bem preservada, optou-se por alterar o traçado da conduta da Simtejo, para minimizar os danos na infra-estrutura classificada como monumento nacional. A muralha atravessa o Largo de uma ponta à outra, seguindo o eixo da Rua dos Remédios. A ideia é desviar a conduta (para o lado do rio Tejo) de forma a causar o mínimo de destruição.

O novo projecto para o traçado da conduta aguarda por luz verde do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, tutelado pelo Ministério da Cultura. Até lá, a substituição da conduta não será feita. Um impasse que serve apenas aos arqueólogos. Há mais de uma dúzia de anos que o Largo não pode ser usufruído na sua totalidade.

"É só cacos, só cacos"

Quem reside paredes-meias com o Largo do Chafariz de Dentro já não pode ouvir falar em obras e buracos. Apesar da cratera aberta, os moradores mais velhos continuam a utilizar os bancos para um "dolce fare niente" acompanhado do sol primaveril, desdenhando, quase sempre, de quem governa a vida de cócoras remexendo em lixos seculares.

"Nós não queremos saber de muralha nenhuma. Para que é que isso nos serve? Não é para tapar mais tarde? Queremos é o Largo arranjadinho. Este buraco com cheiro a esgoto é um antro de ratos e ratazanas", resmunga José Martins, um morador questionado pelo JN sobre o trabalho dos aqueólogos.

"O que é nos interessam os cacos? Eu vejo-os ali [os arqueólogos] a tirar baldes de lixo. É só cacos, só cacos. Ainda não os vi tirar de lá nada inteiro!", queixava-se, por seu turno, Juvelino Duarte, outro residente em Alfama.

A
forma como a muralha vai ficar assinalada após a substituição da conduta ainda não está definida. "Manter a muralha à vista seria uma opção muito cara", frisou Rodrigo Banha da Silva. Segundo o arqueólogo serão apresentadas propostas. Uma das hipóteses é a colocação de pedra branca no pavimento, no local exacto de passagem da muralha, além de uma placa explicativa para turistas e lisboetas.

ROSETA E CARMONA ESTRANHAM SILÊNCIO

Publicado no JN

 

Os vereadores do movimento Cidadãos por Lisboa criticaram ontem o "manto de silêncio" sobre os destinos da zona ribeirinha da capital após o presidente da República ter devolvido ao Governo o diploma que transferia para a Câmara a sua gestão. Também Carmona Rodrigues, ex-presidente e actual vereador, considerou "estranho" que um diploma desta importância esteja envolto em "secretismo".

Em comunicado, o grupo de vereadores da Câmara de Lisboa encabeçados por Helena Roseta afirma que o "manto de silêncio e opacidade" sobre o destino a dar à zona ribeirinha é "incompreensível". "O presidente, ao que se sabe, desconfiou, mas sem que ninguém nos diga ao certo de quê", lamentam os Cidadãos por Lisboa, salientando que "nem Governo nem presidente da Câmara de Lisboa ousaram pronunciar-se".

No sábado, fonte do Governo disse à Lusa que o diploma que prevê a transferência para as câmaras de zonas ribeirinhas afectas a administrações portuárias está a ser trabalhado entre o Ministério da Presidência e Belém. A Presidência da República esclareceu que Cavaco Silva não exerceu o direito de veto político, considerando a devolução ao Governo "uma prática normal" de diálogo entre as instituições.

 

 

 

QUADRO DE MOBILIDADE PARA IMÓVEIS PÚBLICOS

Publicado no Jornal de Negócios 20-03-2008, por Manuel Caldeira Cabral

O Estado português e a Câmara de Lisboa têm inúmeros edifícios e terrenos sub-utilizados em zonas nobres da capital. São vazios urbanos à espera de reabilitação. É um potencial turístico por aproveitar. São milhares de milhões de euros parados. É preciso pô-los a mexer, com transparência e pensando no longo prazo.

As necessidades financeiras do município de Lisboa e a vontade do actual governo em dar melhor uso à propriedade que tem em seu poder podem criar uma interessante mobilidade da afectação dos imóveis públicos. Uma boa notícia. Mas é importante discutir que novo uso dar aos imóveis.

A discussão ontem na câmara de Lisboa sobre a recuperação da Baixa-Chiado e sobre o plano de urbanização de Alcântara, ilustra bem o quanto está por fazer. Muitos terrenos e edifícios públicos não estão a servir para nada, ou estão sub-aproveitados. Trata-se de edifícios históricos ao abandono, terrenos em frente de rio a servirem de armazém de contentores, ou espaços de escritórios meio ocupados. Um desperdício de recursos inaceitável, que contribui negativamente para a vida da cidade, criando vazios urbanos onde se deviam colocar pólos de dinamização.

O mau uso deste património é também uma machadada na competitividade turística da capital portuguesa. Basta lembrar a envolvente do terreiro do paço, o convento da Graça, ou convento do Carmo, e pensar no forte interesse turístico que teriam se transformados em museus ou pousadas, em vez de albergarem ministérios, instalações militares ou o comando da GNR. Deve acrescentar-se a frente de rio, lembrando que, numa cidade com quase vinte quilómetros de rio, se contam pelos dedos as unidades hoteleiras que aproveitam essa característica única de Lisboa.

O mesmo se passa nos concelhos à volta da capital. Em Oeiras e Cascais o exército têm resistido a abrir mão dos fortes e terrenos à volta da estrada marginal, pontos que hoje não têm qualquer importância militar, mas são de interesse estratégico para o turismo.

O mau uso dos recursos é mais uma manifestação da ineficiência que existe em algumas áreas da actuação pública. São milhares de milhões de euros de património parados. Mas esta é ainda uma visão limitada, pois a gestão destas zonas e edifícios tem uma importância que ultrapassa o potencial lucro da sua venda. Este património deve ser usado para revitalizar os centros das cidades. O estado e os municípios deveriam dar o exemplo, libertando terrenos no centro que estão afectos a usos menos nobres para novas áreas de habitação, lazer e serviços. Deviam também estimular os privados a restaurar mais casas e a desenvolver projectos turísticos recuperando edifícios históricos. As actuais regras que enquadram a actividade turística estão pouco ajustadas ás limitações dos imóveis antigos, acabando por colidir com as imposições do IPAR, inibindo a recuperação das zonas antigas. O resultado é prédios degradados e turistas alojados em unidades incaracterísticas fora das zonas históricas. As excepções só provam o potencial que está por aproveitar.

É extremamente positivo que o Governo e a Câmara estejam motivados para alterar esta situação. Mas é importante que a mobilidade dos imóveis se faça com a transparência de regras e objectivos bem definidos. É também importante que estes objectivos não se limitem à maximização do encaixe financeiro. Repovoar e revitalizar bairros da cidade pode ser mais importante do que ter mais um milhão de receitas. É também importante que se salvaguarde o património histórico, optando preferencialmente por concessões de longo prazo, que mantenham a propriedade pública dos monumentos. O que não deve continuar é o abandono a que muitos destes edifícios estão votados, permanecendo no mesmo ministério a que foram entregues há dezenas de anos, depois de se ter esgotado a sua função. É preciso criar um quadro de mobilidade especial para estes imóveis, e devolve-los à sociedade.

 

sábado, março 15, 2008

PROJECTO PARADO: CAVACO VETA ZONA RIBEIRINHA

Publicado no Sol por Graça Rosendo com Sofia Rainho
O Presidente da República devolveu ao Governo o diploma que previa a transferência para a Câmara da zona ribeirinha que hoje pertence ao Porto de Lisboa. Se o processo avançasse, poderia ter amplas repercussões urbanísticas em todo o país

domingo, março 02, 2008

O MELHOR ARROZ DOCE DO MUNDO EM ALFAMA

O melhor arroz doce do mundo encontra-se na Ginginha D`Alfama.
A equipa do Restaurante Cais D`Alfama (o Senhor Ramiro e a D.Maria) que se situava na Largo de Chafariz de Dentro mudou-se de armas e bagagens para a Rua de São Pedro, n.º 12 enquanto as obras do antigo edíficio não avançam.

Entre os vários prémios gastronómicos ganhos pela D. Maria, nomeadamente pelo peixe frito de escabeche e pelo Safio de Tomatada é de destacar o 1.º prémio pelo Pudim Flan e o 2.º prémio pelo Arroz Doce ganhos no Concurso "Sabores de Alfama" 2004.






sexta-feira, fevereiro 29, 2008

MUSEU DO FADO ENCERRA PORTAS PARA OBRAS DE REQUALIFICAÇÃO

Publicado por Diário Digital/ Lusa, 29-02-2008

O Museu do Fado em Lisboa encerra ao público a partir da próxima segunda-feira para obras de remodelação, devendo abrir novamente portas em Junho, disse à Lusa fonte da instituição.

O projecto de requalificação do Museu, situado em Alfama, é apoiado em 54% pelo Programa Operacional da Cultura (POC), tendo as obras começado já em Outubro passado.
«A partir de segunda-feira far-se-á a intervenção de renovação e ampliação da exposição permanente, que obriga a encerrar portas», indicou Sara Pereira, gestora do Museu.
«O projecto de recuperação e valorização do Museu implica a reabilitação das fachadas e coberturas, a valorização do circuito museológico através da ampliação e renovação da exposição permanente, passando pela eliminação de barreiras arquitectónicas no interior do edifício, no sentido de garantir a acessibilidade dos visitantes com mobilidade condicionada», explicou.
A instalação de sistemas de vídeovigilância, bem como a renovação do sistema de ingressos, controlo e apuramento estatístico dos visitantes, são outras áreas alvo de intervenção «Na futura exposição, o Museu integrará postos de consulta interactiva, disponibilizando aos visitantes a consulta, em suporte digital, de documentação (periódicos, repertórios, fotografias) biografias de fadistas, instrumentistas, autores e compositores e casas de fado», enumerou. Segundo a responsável, as obras de remodelação irão «aumentar exponencialmente a quantidade de informação disponível aos visitantes e maximizar os meios de divulgação do universo do Fado».
Sara Pereira referiu ainda que «o projecto expositivo, desenvolvido ao longo de um discurso museográfico contemporâneo, contemplará a integração de um importante acervo de artes plásticas e de renovados conteúdos museológicos, a par de uma tecnologia multimédia interactiva, com o intuito de incrementar significativamente a qualidade e a quantidade de informação».

O Museu do Fado foi inaugurado a 25 de Setembro de 1998, estando instalado no antigo Recinto da Praia, ao Largo do Chafariz de Dentro, em Alfama, uma antiga estação elevatória de águas.
O Museu, entre outras peças, apresentava uma colecção de guitarras, vários troféus conquistados por fadistas, nomeadamente o Prémio BBC Rádio 3 World Music, ganho por Mariza em 2003, discos, cartazes e a recriação de uma casa de fados.

Além da exposição permanente, o Museu incluía um espaço de exposições temporárias, onde se apresentaram mostras relativas a Amália Rodrigues, Berta Cardoso, David Mourão-Ferreira e Carlos do Carmo, entre outros, um Centro de Documentação e um auditório, onde se realizaram várias iniciativas promovidas pelo museu ou associação ligadas ao estudo do Fado.
O guitarrista e estudioso José Pracana realizou uma série de palestras, assim como o investigador Vítor Duarte Marceneiro. A Academia do Fado e da Guitarra Portuguesa e a Associação Portuguesa dos Amigos do Fado levaram a cabo vários ciclos.
O Museu integra a rede de equipamentos da EGEAC (Empresa municipal de Equipamentos e Animação Cultural).

EM 2008 AINDA SE LAVA ROUPA À MÃO FORA DE CASA

Publicado por Lusa/ Sol

Em Lisboa ainda há quem saia de casa com uma trouxa de roupa suja para lavar nos tanques dos lavadouros públicos que resistem em certas zonas da cidade, como na freguesia de Carnide

«O lavadouro tem ainda hoje uma vertente social. Ainda há uma ou outra situação de pessoas que vêm aqui porque não têm água em casa», contou à Lusa o presidente da Junta de Freguesia de Carnide Paulo Quaresma.Segundo o autarca, há dias em que aparecem no lavadouro público de Carnide, situado na Estrada da Correia, cerca de dez pessoas para lavarem roupa nos tanques, na sua maioria idosos, habitantes dos bairros da freguesia, como o centro histórico, o Bairro Padre Cruz ou a Horta Nova.Também há quem aproveite a ida ao lavadouro para conviver. «O local serve também de ponto de encontro. As pessoas trazem uma ou outra peça para lavar e depois acabam por ficar à conversa com quem encontram por cá», contou Paulo Quaresma à Lusa. O mesmo acontece no lavadouro da Rua dos Corvos, na zona de Alfama. «Acaba por se transformar num local de convívio. É uma forma de os utilizadores, na sua maioria idosos, fugirem à solidão», disse a presidente da Junta de Santo Estêvão, Lurdes Pinheiro, à Lusa. A autarca contou ainda que a média de «visitas» semanal ao espaço na Rua dos Corvos é de 15 a 20 pessoas. Ali os tanques são mais utilizados para lavar peças de roupa grandes, como tapetes ou colchas, ou para lavar roupa para fora.Este lavadouro de Alfama tem também a vertente de lavandaria social, projecto que a Junta de Carnide já apresentou à Câmara Municipal de Lisboa e sobre o qual aguarda uma decisão. A lavandaria social é direccionada para pessoas com fracos recursos económicos e prevê a colocação de máquinas de lavar e secar roupa no mesmo espaço onde existem os tanques. Em Alfama, os habitantes deixam a roupa a uma funcionária, que a vai colocando nas máquinas para lavar. Já em Carnide não há funcionários afectos ao lavadouro. «O funcionamento deste equipamento é um trabalho comunitário. O lavadouro está situado ao lado do Centro Paroquial de Carnide, são eles que têm a chave, abrem a porta e fazem limpeza do espaço. Depois a junta transfere verbas e articula trabalho com o Centro», explicou à Lusa Paulo Quaresma. Os lavadouros públicos de Lisboa são todos municipais, mas são as juntas de freguesia que fazem a gestão destes espaços, através de um protocolo de gestão de competências. Na zona de Alfama há ainda um outro lavadouro a cargo da Junta de Santo Estêvão, mas que está fechado há três anos para obras.«Contamos reabrir em Março o lavadouro do Beco do Mexias que esteve fechado para obras de recuperação, devido ao rebentamento de um recoletor», disse à Lusa Lurdes Pinheiro. A remodelação ficou a cargo da autarquia lisboeta. Os lavadouros têm ainda outra função: quer o de Carnide quer o da Rua dos Corvos, em Alfama, são palco de iniciativas culturais, mais ou menos regulares. Desde Setembro de 2007, em Carnide, há «cultura de sabão». Exposições, concertos, poesia e até teatro promovidos por uma associação local, com o apoio da Junta.«Gostávamos muito de ocupar ainda mais o lavadouro. Conseguimos que tenha esta ocupação uma noite por mês, mas estamos abertos a que possa ir além de apenas um dia», disse Paulo Quaresma. «Já cedemos o espaço a grupos de teatro amadores para que mostrem o seu trabalho. É uma forma de apoiarmos os grupos de jovens da zona», afirmou Lurdes Pinheiro. O da Estrada da Correia, situado bem perto da estação de metro de Carnide funciona de segunda a sexta-feira entre as 08h30 e as 18h30, já o lavadouro e lavandaria social da Rua dos Corvos, em Alfama, está aberto entre as 09h00 e as 12h00 e as 14h00 e as 18h00, apenas nos dias úteis.

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

A RUA JARDIM DO TABACO FOI DEVOLVIDA AOS PEÕES



Após 4 anos de insistentes contactos com as Juntas e com os responsáveis da Câmara Municipal de Lisboa foi finalmente executada a obra de colocação de pilaretes ao longo de todo o passeio entre o Cais da Lingueta (junto ao Largo Chafariz de Dentro) e o Boqueirão da Ponte da Lama (junto ao ISPA).

Sugestões enviadas em 23.11.2004:

"...Com 3 medidas simples e baratas, seria possível inverter a situação a curto prazo:

1 - Prolongar a instalação dos pilaretes, para proteger a circulação dos peões nos passeios, na Rua Jardim do Tabaco, desde o Largo Chafariz de Dentro até ao Museu Militar, do lado do rio;

2 - Sinalizar o acesso aos Parques de estacionamento, que existem junto ao rio, na Rua Jardim do Tabaco para informar e facilitar o acesso de todos os visitantes;

3 - Alargar o horário de funcionamento dos parquimetros na Rua Jardim do Tabaco para lá da hora critíca como já acontece no Bairro Alto..."

Apesar da demora e dos inúmeros contactos as placas de sinalização e os pilaretes foram colocados e a única entidade que não respondeu e nada fez até à data em prol dos moradores foi a EMEL. No entanto, após a devolução da zona ribeirinha à CML faz sentido que os novos contratos de concessão dos parques de estacionamento da zona ribeirinha passem a incluir zonas de estacionamento gratuito para os moradores.

sábado, fevereiro 16, 2008

SUBSOLO DE LISBOA VAI FICAR REGISTADO EM BASE DE DADOS

Publicado 13-02-2008 por Diário Digital / Lusa

Todas as condutas, esgotos, redes de comunicações e infra-estruturas instaladas no subsolo de Lisboa vão ficar registadas numa base de dados informática no âmbito de um projecto que visa a «melhor coordenação de obras» no espaço público.
O principal objectivo do projecto da autarquia, denominado 'Lx Subsolo', «é diminuir o impacto provocado pelas obras na vida dos cidadãos», através do conhecimento antecipado das alterações que as infra-estruturas vão ter nos diferentes locais da cidade, explicou à Lusa a responsável do programa, Márcia Munõz.
O «Lx Subsolo» vai permitir às empresas concessionárias de serviços à cidade [EPAL, EDP,PT,Gás] «optimizarem os meios e recursos operacionais, bem como diminuir os tempos de intervenção», dando como exemplo a abertura de uma vala onde diversos operadores possam intervir em simultâneo.
As negociações com as empresas fornecedoras de serviços, quanto ao tipo de ficheiros a utilizar na base de dados informática comum, estão em fase de conclusão, estando previsto para meados deste ano o carregamento de todo o cadastro das concessionárias de serviços à capital.
O carregamento informático das estruturas de duas áreas piloto da cidade - da Alta de Lisboa, por ser uma área nova, e a de Alfama, que devido à antiguidade «não se sabe ao certo» o que existe por baixo do chão - vai começar em breve, garantiu.
A vantagem de um cadastro deste tipo é «todos saberem o que existe debaixo do chão», em tempo real, evitando problemas de rupturas ou qualquer outro acidente com máquinas, disse ainda a técnica, exemplificando com um caso recente: «uma obra levada a cabo na Avenida de Berna ia provocando um incidente» militar, quando uma máquina abria uma vala para de condutas rasgou um cabo de comunicações do Exército, em virtude de não existirem registos da infra-estrutura.
Outro dos objectivos do projecto é permitir à câmara de Lisboa saber com antecedência as intervenções que cada empresa pretende efectuar e calcular automaticamente as taxas camarárias a aplicar, uma vez que as concessionárias terão de definir até 30 de Setembro o calendário e local de obras, para o ano seguinte.

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

LISBOA É CAPA DA VIRTUOSO LIFE

Lisboa é capa da edição January/February 2008 da revista americana Virtuoso Life.

No artigo com o título Pink Dreams and Port Wine publicado por Marika McElroy Cain, que divulgamos na integra, Alfama é mencionada 3 vezes, destacando o atelier de Teresa Segurado Pavão que fica na Rua de São João da Praça, bem como o restaurante Bica do Sapato e a discoteca Lux na zona ribeirinha.

Pink Dreams and Port Wine
Portugal serves up an enticing cocktail of sun, city, scenery, and special treatment.

Portugal’s central coast serves up an enticing cocktail
Our first glimpse of Portugal’s coastline slices through the bleariness of the six-hour transatlantic flight. On the horizon verdant cliffs materialize, plunging seaward to where the Atlantic crumbles at their feet. As we descend, golden slivers of beach grow into wide half-moons, and clusters of red tile roofs here and there become denser until Lisbon takes shape, hugging the Tagus River in all its hilly, rose-hued glory. It’s not hard to imagine the twinge of regret the explorers of yore might have felt shoving off from these welcoming shores and forging into the vast expanse of ocean toward lands unknown.
My own mission is somewhat more modest than, say, Vasco da Gama’s. Accompanied by my husband, Ben, I’m searching for a well-rounded, low-key European vacation. We want a weeklong escape that balances local insight and flavor with relaxation, leisurely sightseeing, and top-notch accommodations. Given our destination, we can’t lose.
Among Portugal’s attributes: relatively untrammeled attractions; one the best values anywhere in Europe (an espresso still costs around $1.50); a host of natural beauty, from coastal pine forests and near-tropical inland hills to sandy Atlantic beaches; an increasingly cosmopolitan capital that keeps high-rises at bay and cobblestones polished; mild weather year-round (temperatures range from the mid-50s in winter to the mid-70s in summer); and a surfeit of charm. What’s more, all this can be found within 45 minutes of Lisbon, which means it’s possible to add relaxation to the wish list and forgo the fatigue that comes with trying to see an entire country in a week.

Insider’s Lisbon
At the airport a driver ushers us into a waiting Mercedes and whisks us to our first hotel. The Four Seasons Hotel Ritz Lisbon is a modernist monolith atop one of Lisbon’s seven hills. Its austere facade belies the opulence within: an expansive lobby with tapestries by the artist José de Almada Negreiros and a Volkswagen-size flower arrangement, a spa with an indoor swimming pool overlooking the ground-floor patio and fountain. The glassed-in rooftop fitness center is the prettiest gym I’ve ever seen, with views across the city to Lisbon’s Alfama district and its Moorish castle, an outdoor track, and tranquil Zen cactus gardens. Our room, with its marble-walled bathroom, complimentary bottle of port, and private balcony faces the same spectacle, and despite our best intentions, we collapse and nap for three hours.
In search of dinner that evening, we stroll down the Avenida da Liberdade, over the polished limestone cobbles – calling cards of the country’s once-mighty empire that are found around the world wherever the Portuguese flexed their exploration-age muscle, from Brazil to Macao. As we descend the avenue toward the Tagus River, we pass Longchamp, Burberry, and other purveyors of the finer things, occupying buildings that once served as various airline headquarters.
By all accounts, Lisbon, a port city of 564,000 people perched on the north bank of the Tagus River just eight miles from where it meets the Atlantic, is transforming into a chic capital. There’s the revitalization of waterfront warehouses into lofts and glam restaurants (including John Malkovich’s Bica do Sapato and the famed Lux nightclub). There’s the trend among wealthy lisboetas toward renovating buildings in the city’s older quarters. And there’s the profusion of irresistible shopping – everything from bleeding-edge boutiques in well-heeled Chiado and club-drenched Bairro Alto to the big-name (and big price tag) designer stores we’re currently strolling past on Avenida da Liberdade.
Luckily for visitors, Lisbon’s cosmopolitan airs haven’t come at the expense of its charm. At the bottom of the hill in the Baixa district, we settle in at a sidewalk table at the art deco Café Nicola for gazpacho and cured meats. In Baixa, the old Lisbon thrives. Streets named for the tradesmen who once plied their crafts here (Rua dos Sapateiros for the shoemakers, Rua dos Douradores for the goldsmiths, and so on) are lined with tiny shops, each with a single ware to peddle: One sells just buttons, another only lace, another mixes custom perfumes from hand-labeled bottles. Grandmothers haggle with the aged shopkeepers for their goods, and a visitor gets the impression that within these walls, daily life has changed little since the Salazar regime’s dictatorship ended in 1974.
I find further evidence of the old Lisbon’s presence the next morning. I’m surveying the city from our balcony at the Ritz, looking down past the Marquês de Pombal roundabout to the Tagus and up the hill to the ramparts of the Moorish castle. As I turn to go inside, I hear the unmistakable sound of a rooster crowing.
Isabel Lage, our guide from Valesa Cultural Services, is waiting for us in the hotel lobby. An energetic woman in crisp white linen and giant sunglasses, she greets us with kisses on the cheek and an excited “So! What are we doing today?” She knows, of course, but she’s giving us the option to throw in our own requests. The greater Lisbon area is officially our oyster. Isabel’s lust for life, wide circle of friends, and 30-odd years in the tourism business make buzzing around with her less like traveling with a guide and more like tagging along with a well-connected cousin. Before the day’s end, we’ve privately toured a Lisbon artist’s studio, hopped lines all over town, and rubbed shoulders with one of the country’s preeminent landscape architects.
“Portuguese people love pink,” Isabel tells us, as we glide through the city in a black Mercedes sedan, our driver, Antonio, at the wheel. This is no revelation, except perhaps to the color-blind. Stucco buildings in shades of salmon, dusty rose, flamingo, and cotton candy line the streets like so many blushing sentries. “In the U.S., you say, ‘Have sweet dreams.’ Here we say, ‘Desejo sonhos cor-de-rosa,’” she tells us. “Have pink dreams.”
At the Jerónimos Monastery in western Lisbon, she sweeps us past the queue of visitors with a few words to the ticket taker, and we’re inside the cloisters of this sixteenth-century edifice where long-ago seafarers prayed for safe passage beneath the limestone columns with their signature ropelike decoration. This hallmark of the Manueline style is affiliated with nautical exploration and King Manuel I, who oversaw Portugal’s golden era during the late 1400s and early 1500s, earning the nickname “Manuel the Fortunate.” The embellishments are appropriate to a country whose most prosperous age stemmed from the discoveries of sailors such as Vasco da Gama and Pedro Alvares Cabral. Isabel shushes a gaggle of laughing Germans who have congregated near da Gama’s tomb in the monastery, and then we’re off.
On a whim, Isabel takes us to the atelier of Teresa Segurado Pavão, a by-appointment-only workshop housed in a former bakery on a back street of the Alfama district. Teresa has exhibited her ceramic and textile work in galleries and museums around the country. She greets us at the door of her shop and ushers us into the back, where gorgeous, tidy groupings of ephemera – antique glass bottles, metal coils, brass buttons – line the shelves. Her spare goblets, bowls, and boxes are reminiscent of bone, and the fact that we would never have stumbled across her workshop on our own makes me love them even more.
We stop for coffee and pastéis de nata at Pastéis de Belém, the city’s most famous purveyor of the ubiquitous and delicious custard tartlets. Women in white caps turn out dozens of the creamy pastries, and a cadre of waiters delivers them to patrons, along with bica (espresso) or meia de leite (café au lait), just as they have since 1837. I remark that I haven’t seen a single Starbucks since we arrived. “We don’t want Starbucks,” Isabel says. “Our coffee is too good.” I’m tempted to believe this, because Portuguese coffee’s flavor is the rich, bold stuff of a caffeine addict’s dreams, but it’s also possible that Portugal simply hasn’t registered on the radar of Howard Schultz and his Venti-size endeavors – which is a major part of its allure.

Courtly Escapes
Our next fortuitous encounter takes place outside the city in the mountain town of Sintra, 30 minutes west of Lisbon. This is the former holiday haunt of Manuel I, who summered here to escape Lisbon’s heat and, no doubt, to bask in the town’s riot of green: Ivy, maples, palm trees, and cypresses serve as a backdrop for moss- and bougainvillea-covered walls. There’s not much to do in Sintra beyond eating, walking, and relaxing, and therein lies the beauty of this leafy enclave. The centerpiece of the town, the Palácio Nacional, a yellow and pink confection that served as a royal palace in some form or another from Moorish times until 1910, stands out in Technicolor relief against the vegetation on a precipitous hillside. The palace is open to visitors, but the weather is so pretty that we admire it from the outside, then wander Sintra’s lovely cobbled streets.
Serendipity next takes us up a steep, windy road to the home of one of the country’s most renowned landscape architects (and Isabel’s dear friend), Francisco Caldeira Cabral. Thanks to a chance encounter between Caldeira Cabral and Isabel, we spend a pleasant hour at his house, a magnificent converted stable at his family’s former estate (now a home for senior citizens). His garden is an ode to green, a free-form collection of tropical and subtropical plants that flourish in Sintra’s lush climate, and I’m not surprised to find out that he’s responsible for designing the Zen plantings I admired at the Hotel Ritz’s rooftop fitness center, as well as several other well-known gardens around the country and many more in Macao.
Fifteen minutes west of Sintra, the landscape morphs from a Jungle Book backdrop into arid expanses of pine and eucalyptus. This leads toward the blustery seaside of Guincho (named for seagulls, whose call, in Portuguese, sounds like guinch, guinch), which is home to the westernmost point in continental Europe. George Lazenby as James Bond plucked the woman who became his ill-fated bride from the shore at Guincho in the 1969 movie On Her Majesty’s Secret Service. There’s no sign of Bondian activities here now, just acres of fine sand, the sea, and families enjoying the sun.
We lunch at Porto Santa Maria, a traditional restaurant on a stretch of beach beloved by windsurfers for its flat water and brisk breezes. Bow-tied waiters fill our table with petiscos, a tapaslike array of meats, cheeses, cod fritters, and olives, which, per Portuguese custom, diners pay for only if they eat. Coastal Portuguese fare is simple: Most restaurants offer an impressive array of cod dishes, as well as a few additional fish dishes. Spices, in our experience, don’t get much more exotic than salt, which is surprising for a country whose empire once extended to India, Africa, and Asia.
The key to eating well in Portugal is eating fresh, and Porto Santa Maria offers no shortage of prime seafood, not to mention a port cellar with special blue lights installed to best preserve the national elixir. We gorge ourselves, snacking on the petiscos, then moving on to delicate steamed clams with butter, garlic, and parsley. The pièce de résistance arrives on a pewter platter the size of an atlas: a whole sea bass, which our waiter, expertly wielding an oversize fork and spoon, liberates from its baked-on rock salt crust, as well as its bones and skin. He serves us giant portions, along with the standard Portuguese sides of broccoli and potatoes. We drizzle on olive oil with parsley and eat until we can’t anymore.
Heading back along the coast toward Lisbon, the side-by-side resort towns of Cascais and Estoril beckon. Once a humble fishing village, Cascais and its harbor became the playground of royalty in 1870 after King Luís I and his wife Maria Pia spent the month of September frolicking on its sheltered shores. The influx of wealthy summer visitors has hardly ebbed since then: Those who could afford it bunkered down here during World War II – the list of exiled or deposed royalty who took up residence runs the gamut from the Duke of Windsor to King Umberto I of Italy. The Espirito Santo banking family’s palatial pink mansion is here, next door to Umberto’s former home. Fishing boats still bob in the harbor, and Gelados Santini, the ice cream shop where King Juan Carlos of Spain has indulged in summertime treats with his family, still scoops gelato for the warm-weather crowd.

Untamed Arrabida
There’s a less developed side to the Lisbon area, too, we discover one day during a trip along the scenic route. We wend south through the village of Azeitão along roads lined with olive groves. An old man pedals an equally ancient bicycle past a burial quoit, the remnant of some Iberian Flintstones civilization.
As the car begins to climb uphill, houses and towns disappear, and the landscape gives over to swaths of squat oak, laurel, juniper, pine, and wild olive punctuated by limestone outcroppings: an old-growth Mediterranean forest. This is the 26,000-acre Arrábida Natural Park, a preserve officially designated by the Portuguese government in 1976, but first claimed by the Duke of Aveiro, D. João de Lencastre, in the sixteenth century. The duke, a sort of proto-environmentalist, forbid building on the mountainous land, with the exception of a Franciscan convent. Later, in the nineteenth century, the Duke of Palmela bought the land and also refrained from building on it.
I silently salute their stubbornness as the car rounds a bend 1,600 feet above sea level, revealing deep green hills that descend to the crystalline Atlantic shores. A cluster of whitewashed buildings that make up the convent lies below us; above, a procession of domed chapels marches up the mountain, one for each station of the cross. There were no “pink dreams” here in the convent’s heyday, only pious living. Other than the convent, it’s just steep forested terrain and the occasional flash of a cyclist whizzing down (or struggling up) the precipitous road.
The beaches of Arrábida far below are speckled with late-summer baskers. In contrast to the tony boardwalks of Cascais and Estoril to the north, these are untamedstretches of sand. Here, in protected coves, the water is clear, and the forest bumps up against the beach: Portinho da Arrábida with its calm bay and Figueirinha with its gold sand are two favorites among beachgoers. Guidebooks barely mention this majestic region (score another one for Isabel and her insights). Accommodations here, in the town of Sesimbra and the port city of Setúbal, are scarce, and those who want to dip their toes in the Arrábida surf should consider a day trip from Lisbon rather than an overnight stay in the area.

Fairy-Tale Ending
For our final night in Lisbon, we’re looking for a different perspective on the city, so we check in to the Lapa Palace. Green parakeets swoop through the hotel’s tropical gardens, over the pool and the three-story fountain that cascades down the outside of the palace. (The gardens were designed by none other than Francisco Caldeira Cabral.) Set amid embassies and dignitaries’ homes in the quiet Lapa district, the hotel – refined, intimate, and gracious – embodies old Lisbon.
Our room, on the other hand, embodies my idea of a place I’d like to stay indefinitely. Yes, it is located in the Palace wing of the hotel, part of the original 1883 home of the Count of Valenças, with a spectacular view of the city, river, and the Golden Gate-esque 25th of April Bridge. It is stocked with pastéis de nata, chocolate truffles, fresh fruit, and a decanter of complimentary port; the bathroom has an ornate blue-and-white azulejo tile mural of lords and ladies; and the pillow menu lists seven options. But it’s the tower that makes me want to cancel our return flight and hole up playing prince and princess. Our tower, actually. The private outdoor lookout hewn from limestone is as perfectly positioned for ogling Lisbon today as it was when the count and his family resided here.
It’s a fitting place to wind up a trip that has revealed to us the benefits of putting ourselves in the hands of locals, and we turn the rest of our stay over to Lapa Palace indulgences. We lounge by the pool writing postcards, then order room service for lunch. We manage to leave for a few hours in the afternoon for one last espresso at Café a Brasileira in Chiado and to stock up on souvenirs at two other Chiado institutions: fine linens at Paris em Lisboa and glass goblets at Vista Alegre. But the tower lures us back, and we spend a mellow evening dining in the hotel bar amid a gaggle of cruisers preparing for their sailing the following morning.
I wake up early on our last day and go out to the tower. The city is hushed and misty. A pallid sun reaches through the fog, and Lisbon glows – what else? – dreamy pink.

INSIDER’S TIPS
PORTUGAL POINTERS
Veteran guide Isabel Lage dishes on the best of the Lisbon area.
Why visit Portugal? It’s still the unknown pearl of Europe, a combination of tradition and modernity with friendly, easygoing people who are quite fluent in English.
When in Lisbon, don’t miss: The Belém area (home to the Jerónimos Monastery), the Gulbenkian Museum (classical and European art), and the Azulejo Museum (showcasing Portugal’s famed painted tiles).


Top Lisbon restaurants:
Gambrinus (Rua das Portas de Santo Antão 23, tel. 351-21/3421466) for classic seafood and the best crêpes suzette in the world,
A Travessa (12 Travessa do Convento das Bernardas, tel. 351-21/390-2034) for excellent Portuguese cuisine in a former convent,
Alcântara Café (Rua Maria Luisa Holstein 15, Tel. 351-21/363-7176) for trendy cuisine in a revamped warehouse.

Souvenirs:
Linens from Madeira House (Rua Augusta 131-133, Lisbon; Tel.351-21/342-6813 ) and Bazar Central (Praça da República 37, Sintra; Tel.351-21/924-8245), jewelry from Sarmento (Rua Aurea 251, Lisbon; Tel.351-21/342-6774), and ceramics and textile art from Teresa Pavão (by appointment only, Rua S. João da Praça 120, Lisbon; Tel.351-91/963-7895).
Local dishes to try: Shellfish rice; bacalhau (cod) à brás (with onions, potatoes, and eggs), lagareiro-style (served with olive oil and garlic over smashed red potatoes with grilled onions and peppers), or one of the other thousands of preparations; and desserts such as pastel de nata in Lisbon and travesseiro in Sintra.
Valesa Cultural Services guide Isabel Lage has worked in the travel industry in Lisbon for 38 years.
Getting There » US Airways flies nonstop from Philadelphia to Lisbon from May through October.

DOING IT » Valesa Cultural Services gives travelers ten leisurely days in and around Lisbon, beginning with a three-night stay at the Four Seasons Hotel Ritz. A daylong privately guided orientation includes lunch at the traditional Estufa Real restaurant and a port and cheese tasting. Two days in Sintra follow, with time for wandering, a short guided tour, and lunch at Porto Santa Maria in seaside Guincho. Up next: time in the neighboring resort towns of Cascais and Estoril, then back to Lisbon for two nights at the Lapa Palace hotel and an excursion to the coastal Arrábida Natural Park. Departures: Any day through 2008; from approximate $5,995 per person, including accommodations, driver, and guide. » Fans of foot travel can take a six-day walk through Lisbon and surrounds with Tours For You. The Lisbon-based operator kicks off the trip with a stroll through Lisbon’s Bairro Alto, Chiado, Baixa, and Alfama neighborhoods. Hikes through the hills of Sintra and along the adjoining coast are up next, as well as a detour to Arrábida and a night in the medieval inland town of Evora with a stay at Convento do Espinheiro, Heritage Hotel & Spa. Departures: Any day through 2008; from approximate $5,480, including accommodations, driver, and guide.

STAY » Set in a quiet residential district, the 109-room, Orient-Express-owned Lapa Palace has tropical gardens, stunning views of the Tagus River and city, and a graciousness that comes from its past as the home of the Count of Valenças. Doubles from approximate $534, including breakfast, parking, and complimentary port. » Walking distance from the neighborhoods of Baixa and Chiado, the Four Seasons Hotel Ritz Lisbon is a spacious retreat. The 282 rooms (272 with private terraces or balconies) complement the clean lines and unmatched views of the top-floor fitness center and bottom-floor spa. Doubles from approximate $585, including breakfast and one $100 spa credit.

sábado, fevereiro 02, 2008

CRESCIMENTO DE LISBOA SUPERA O DE 26 CIDADES EUROPEIAS

Publicado pelo Observatório de Turismo de Lisboa

A ocupação hoteleira de Lisboa foi a que mais cresceu em 2006, por comparação com o ano anterior, numa lista de 27 cidades de 23 países europeus, agora divulgada pelo Barómetro da Organização Mundial de Turismo.

Com uma variação positiva de 14,6%, Lisboa foi a primeira cidade desta lista, que inclui as principais capitais europeias, bem como outras cidades de referência em termos turísticos.
A capital portuguesa, que em 2005 tinha registado 55,1% de taxa de ocupação, passou para 63,1% no ano passado, o que corresponde a um crescimento superior ao de cidades como Madrid, Londres ou Paris.
Em segundo lugar na lista, com uma diferença de 2,4%, surge Varsóvia com 12,2%, cabendo a Londres o terceiro maior aumento: 8,2%.

sábado, janeiro 26, 2008

ZONA RIBEIRINHA AVANÇA NA 2.ª FEIRA

Publicado por Graça Rosendo, SOL
A Câmara Municipal de Lisboa (CML) e o Governo assinam, já na segunda-feira, o protocolo que determinará que terrenos sob jurisdição da Administração do Porto de Lisboa (APL) vão passar a ser geridos pela autarquia, dirigida pelo socialista António Costa


A cerimónia deverá contar com a presença do primeiro-ministro, José Sócrates, e do ministro das Obras Públicas, Mário Lino. É o primeiro acto oficial para o avanço do mega-projecto de reconversão da zona ribeirinha da capital: «Só depois deste protocolo é que o processo de requalificação da zona ribeirinha vai ser posto a andar», disse ao SOL José Miguel Júdice, que irá presidir à sociedade gestora de todo o projecto.

Investimento prioritário

O investimento é encarado pelo próprio primeiro-ministro como uma das imagens de marca do seu mandato.
Na semana passada, o Conselho de Ministros aprovou o decreto-lei que permite a transferência da jurisdição de terrenos das administrações portuárias, em todo o país, para os municípios. O documento estipula que esta transferência só pode ser feita depois de o Governo fazer um levantamento pormenorizado, que permita determinar os solos que não são essenciais à actividade portuária.

O facto de tratar-se de um decreto genérico impediu o Governo de ser acusado de legislar só para a autarquia da capital. No entanto, o levantamento exigido pelo diploma só foi concluído, até agora, para a zona abrangida pelo concelho de Lisboa – permitindo, assim, que seja já assinado este protocolo.

domingo, janeiro 20, 2008

FRENTE RIBEIRINHA, A ÁREA DELICADA DE LISBOA

Publicado no site oasrs.org por António Henriques

A regeneração da área das docas e a Expo’98 não eliminaram a barreira entre porto e cidade de Lisboa, diz o arquitecto Pedro Ressano Garcia. As transformações na frente ribeirinha permitem a ligação ao rio ou servem para tornar urbanos os terrenos portuários?

Pedro Ressano Garcia, autor de uma tese sobre a reconversão das frentes ribeirinhas nas cidades (de 2005, à espera de ser defendida na Universidade de Lisboa), afirma que a «barreira existente entre o porto e a cidade ainda é o grande problema do núcleo central de Lisboa».

Não é por acaso que o programa prévio da Trienal Internacional de Arquitectura de Lisboa se iniciou, entre 20 e 22 de Outubro de 2006, com um seminário sobre o estuário do Tejo e as frentes de água e uma visita para centenas de alunos universitários, conduzida pela Administração do Porto de Lisboa, a locais nas duas margens do Tejo que vão ser objecto de propostas de «requalificação» dos estudantes.

Área portuária no coração da cidade
É porque a frente ribeirinha, para qualquer habitante, é a «zona mais delicada de Lisboa», como sustenta Pedro Ressano Garcia – basta lembrar a controvérsia do Plano de Ordenamento da Zona do Porto de Lisboa (POZOR), de 1993/94, e o chumbo que mereceu há alguns anos – e porque muito se joga nestes terrenos virados ao rio.

A área portuária que está no coração da cidade «constitui hoje um espaço central em que programas e ideias podem vir a tornar-se em ícones contemporâneos», sustenta o arquitecto.

«Só uma vez na vida se tem a possibilidade de repor a condição antiga da cidade, suprimir as suas necessidades e instalações, trazer novo valor ao espaço público e arranjar soluções constantemente adiadas».

Mas a reconversão da frente ribeirinha é uma oportunidade para restabelecer a ligação ao rio ou para o desenvolvimento da cidade nos antigos terrenos portuários? «É uma diferença que parece pequena mas que é essencial».

Privatizar o espaço público
Segundo Pedro Ressano Garcia, «a venda de antigas áreas portuárias ao sector privado tende a privatizar os espaços públicos nas imediações dos novos empreendimentos» Mais: «Tende a adoptar soluções que redundam em condomínios privados».

Antigas zonas portuárias de cidades como Bilbau, Barcelona, Rio de Janeiro, São Francisco e Lisboa são «discutidas ao metro quadrado pelos promotores» e têm como consequência «protestos do público porque percebem que os [empreendimentos] não irão melhorar a qualidade de vida».

Ao contrário do que se poderia esperar, Pedro Ressano Garcia diz que o projecto urbano para os terrenos da Expo’98 e uma maior fruição do rio por parte dos lisboetas, incontestável com os novos usos dados aos armazéns e zonas portuárias desafectados, não contribuíram para acabar com a grande barreira que separa a cidade do rio. «Em Santos e Alcântara discute-se a alteração da linha dos comboios e das vias de circulação de trânsito intenso».

Jardins e equipamentos culturais ligados
Em vez disso, o arquitecto propõe que se reate a relação interrompida com o rio de outra forma: através da alteração da morfologia do terreno, «misturando arquitectura e planeamento do espaço público».

Pedro Ressano Garcia propõe a extensão dos jardins 9 de Abril (até à doca de Alcântara) e de Santos até ao rio para criar um espaço de uso público que crie outros fluxos para lá da intensa circulação automóvel.

O prolongamento do jardim de Santos seria ocupado por edificações localizadas ao longo de pequenos quarteirões e ruas estreitas e de sete vias principais perpendiculares ao rio; percursos para peões ligariam a cidade ao Tejo, «através de rampas entre vários níveis», numa recriação da geometria de Lisboa de antes do terramoto.

Na verdade, numa recriação, também, da fábrica medieval que ali desapareceu em 1755. Diferenças de cota no piso térreo das edificações iriam conferir «uma percepção diferente do terrapleno [de Santos]», retirando-lhe o carácter de superfície plana da ocupação portuária.

Por outro lado, Pedro Ressano Garcia imaginou um terraço, na Rocha Conde de Óbidos, que faz a ligação da parte alta até ao rio, através de dois níveis diferentes, das instituições e equipamentos da zona (sede da Cruz Vermelha, Museu de Arte Antiga (MNAA), o referido jardim 9 de Abril, o porto de Lisboa, a Gare Marítima Rocha Conde de Óbidos e o Museu do Oriente).

Sob esse terraço encontrar-se-ia um edifício, interiormente ocupado por áreas de exposição, comércio e serviços, que permite a ampliação dos museus existentes e de outros equipamentos que possam instalar-se; o estacionamento previsto tem acesso quer pela zona do rio quer pelo interior da cidade. «Autocarros de turismo podem parar sob o edifício, ao nível do porto». Toda esta área poderia vir a ser definida «como centro artístico e cultural. Desenhámos uma nova porta para a cidade e para equipamentos como o MNAA, que cria uma nova centralidade em Lisboa».

Renovação urbana com frente popular alargada
Uma das inevitabilidades da requalificação urbana das frentes portuárias é a sua complexidade. Na tese de doutoramento, com prova final para breve, Pedro Ressano Garcia evoca o caso de Minneapolis, em que «o presidente do município fundou uma organização sem fins lucrativos para liderar o processo da renovação urbana».

Denominada Saint Paul Riverfront, «tem uma administração formada por um grande número de membros oriundos de todos os sectores da sociedade, incluindo entidades oficiais da cidade, do distrito e do estado, associações comunitárias e de moradores, fundações, empresas comerciais e industriais, a Administraçao do Porto de Saint Paul e a Câmara de Comércio da Área de Saint Paul».

Não deixa de ser paradigmática a menção que Pedro Ressano Garcia faz do modo como o presidente da câmara encarou os convites feitos a um número alargado de pessoas e entidades: «Esforçou-se por criar um forte relacionamento organizacional entre os grupos com diferentes interesses, porque acreditava que as relações são melhores que as regulamentações».

sexta-feira, janeiro 18, 2008

APROVADA TRANSFERÊNCIA DE TERRENOS DAS ADMINISTRAÇÕES PORTUÁRIAS

Publicado pela TSF, 17-01-2008

O Governo aprovou, esta quinta-feira, um decreto que permite a transferência a custo zero para as câmaras municipais dos terrenos desafectados às administrações portuárias. Com esta medida, fica satisfeita uma reivindicação antiga das autarquias, nomeadamente a de Lisboa.

Na apresentação do diploma, no final do Conselho de Ministros, Mário Lino sublinhou que o decreto tem «mecanismos» que «não darão qualquer abertura» para actividades de especulação imobiliária, após a concretização da transferência da jurisdição dos terrenos das administrações portuárias para as autarquias.

Em conferência de imprensa, o governante começou por afirmar que as administrações portuárias tem actualmente jurisdição de terrenos que estão sem utilização para a actividade portuária e que também não deverão servir para essa actividade nos próximo anos.

Nesse sentido, Mário Lino disse que o Governo «entende que essas áreas sem utilização para a actividade portuária devem passar para a jurisdição das respectivas câmaras municipais».

«Este é o caso de áreas da frente ribeirinha do Tejo, que estão sob jurisdição da Administração do Porto de Lisboa, mas que não têm qualquer interesse para a actividade portuária», apontou como exemplo.

Nestes casos, com a aprovação do decreto, a partir de um despacho do ministro das Obras Públicas, esses terrenos sem actividade portuária serão transferidos para as câmaras municipais.

«No caso concreto da Câmara Municipal de Lisboa, o Governo já está a trabalhar no assunto há algum tempo no sentido de proceder à identificação dos terrenos que estão sem actividade portuária. Esse trabalho será agora concluído de acordo com este decreto», salientou.

No entanto, o ministro das Obras Públicas fez questão de sublinhar que «a transferência de um bem do domínio público do Estado das autoridades portuárias para as câmaras municipais não facilitará nem dará abertura a que haja qualquer especulação imobiliária».

Ainda de acordo com Mário Lino, a transferência dos terrenos desactivados das administrações portuárias para as câmaras municipais «não terão encargos financeiros» para as autarquias, porque «esses terrenos mantêm-se no domínio público».

«Salvo nas áreas desses terrenos em que existam bens activos que tenham sido construídos e que constem do inventário da administração portuária. Nesses casos, a entidade que larga esses bens activos tem que ser ressarcida», advertiu o membro do Governo.

quarta-feira, janeiro 16, 2008

INCÊNDIO EM PRÉDIO DE ALFAMA DEIXA QUATRO FAMÍLIAS DESALOJADAS

Publicado por Lusa/Sol em 15.01.2007

Um incêndio que deflagrou hoje num prédio em Alfama deixou quatro famílias desalojadas e um bombeiro ferido, confirmou à Lusa fonte da Junta de Freguesia de São Miguel

Por volta das 10h59, os bombeiros foram chamados à rua Beco das Cruzes, ao número 22, em Alfama para combater um incêndio que deflagrou no 3º andar do prédio.

O incêndio que terá tido origem num curto-circuito, segundo a mesma fonte da junta de freguesia, deixou quatro famílias desalojadas e um prédio sem condições para ser habitado.

Entre as vítimas estão uma viúva diabética que vivia no 3ºandar do prédio com dois filhos deficientes e um neto, que foram encaminhados para uma pensão na Avenida Duque d'Ávila em regime de pensão completa com roupas cedidas pela Santa Casa da Misericórdia e Cruz Vermelha.

No 2º andar um casal e o seu filho ficaram também desalojados e não aceitaram a oferta de pensão tendo optado por permanecer provisoriamente em casa de um familiar próximo.

No rés-do-chão um homem viúvo ficou também com a casa inabitável tendo seguido para casa das filhas. O incêndio atingiu também as traseiras do prédio na Rua Castelo Picão desalojando um jovem que vivia sozinho.

Um bombeiro sofreu queimaduras na cara e no pescoço. O prédio destruído situa-se numa zona densamente habitada e estava muito degradado, de tal modo que já tinham sido dadas ordens de despejo aos moradores.

sábado, dezembro 29, 2007

CONHEÇA LISBOA E COMECE POR ALFAMA

Por Hernâni Gomes publicado em soberaniadopovo.pt 20.12.2007

Lisboa tem recantos magníficos, que a maioria dos lisboetas não conhece e a generalidade dos portugueses muito menos. Vamos ao estrangeiro e farejamos tudo. Em casa, com as preocupações do dia a dia, não há predisposição para admirar e valorizar o bom que temos.

Há 40 anos a viver em Lisboa, só agora, com a reforma, me predispus a conhecer em detalhe os argumentos turísticos da capital, e de que antes só via os turistas desfrutar.
Mas hoje, nesta tarde de Outono (quase estival) decidi fazer um roteiro turístico a Alfama e cumpri-lo. Aqui o relato. Venha comigo:

MARTIN MONIZ: No Martim Moniz - zona da Mouraria pejada de caras africanas e chinesas e onde os ciganos se abastecem - tomamos o eléctrico 28E, que vai do Martim Moniz a Campo de Ourique (cemitério dos Prazeres). Vai cheio de turistas - muitos italianos/romanos nas sobras do Sporting/Roma – e, naquele rodar pachorrento sobre os carris, subimos ao tradicional Bairro da Graça. Desce-se uma rua íngreme, passando junto ao edifício da Voz do Operário. Do lado de cima, fica o Largo de Santa Clara, onde é feita a popular Feira da Ladra. Acaba-se a rua larga e entramos nas ruelas estreitinhas de Alfama. O eléctrico quase roça as paredes das casas velhas - muitas reavivadas pelo Polis - deste milenar Bairro de Alfama. Apeie-se e passeie.

ALFAMA: Em Alfama, nos Santos Populares - Santo António, em especial - as ruelas íngremes ficam pejadas de gente embebida no cheiro a sardinha assada que brota das suas tascas e restaurantes, misturado com os pregões e o cheirinho a manjerico. Agora, tudo é calmo e a geografia humana lembra a acalmia bairrista de aldeia. Deambulando - subimos as ruelas até à cantada igreja de Santo Estêvão e passando a Rua de São Tomé - alcançamos o miradouro e o Largo das Portas do Sol, nas bordas do Castelo de S. Jorge, entre a Sé e Alfama. Misture-se com os turistas e encha os olhos no esplendoroso estuário do Tejo com o movimento dos barcos e, lá ao longe, toda a outra banda - de Alcochete a Cacilhas.

PORTAS DO SOL: No Largo das Portas do Sol e seu miradouro, passeiam-se e descansam todos os turistas que visitam a trilogia Sé, Castelo E Alfama. Aqui fica, e merece visita, o Museu de Artes Decorativas Ricardo Espírito Santo que, para além do museu, faz de mecenas, apoiando as lojas/oficina ali existentes, de artesãos de diversas artes e ofícios – marceneiros, latoeiros, restauradores. Há aqui muitas esplanadas, restaurantes e bares, mas não deixe de entrar no bar/pub Cerca da Moura.
Do miradouro, olhando ao longe, sobre esquerda, vê a Igreja de S. Vicente de Fora - depois, o Panteão Nacional e as igrejas de Santo Estêvão e S. Miguel . Em frente, o rio e a outra banda. Logo ali e à direita, outro miradouro e a Igreja de Santa Luzia. Um pouco mais abaixo, a milenar Sé de Lisboa. Se subir as ruelas da encosta e passando a igreja de S. Tiago, chegará lá ao cimo, ao Castelo de S. Jorge.

CASTELO: No Castelo, percorra toda parte murada e suba as muralhas. Rodeie, aprecie a vista fabulosa. Lá em baixo os típicos telhados de Lisboa antiga, toda a Baixa até ao Terreiro do Paço. E o Tejo com o seu estuário - largo e belo. O movimento das faluas - os cruzeiros, os cacilheiros. Ao longe e ao fundo, a outra banda: Cacilhas, Lisnave, Almada. Lá mais longe, à direita, em direcção ao mar: a Trafaria, Torre de Belém, o Bugio.
E com olhos tão cheios de paisagem, por aqui ficámos sorvendo a alma de Lisboa, lembrando a sua história – dos mouros, da conquista por D. Afonso Henriques, do terramoto 1755 e do Marquês de Pombal, do Regicídio e da República, da Revolução de Abril, da Expo 98 e a moderna zona do novo Parque das Nações.

TURISMO: E o turismo em Lisboa está a crescer a olhos vistos : Em 2007, já há mais 8% de turistas e mesmo agora, em Novembro, há turistas por todo o lado, mormente europeus. Mas também tantos imigrantes, tantos africanos, tantas lojas chinesas, tantos pedintes e sem-abrigo, tanto do bom e do mau. Lisboa tem quase de tudo que uma metrópole tem. E no Largo da Graça tem um restaurante muito bom - o Pitéu - onde vos convido a vir jantar. Depois vou ver o Fados, do Carlos Saura.

METROPOLITANO RASGA NOVOS HORIZONTES LISBOA

Publicado no Expresso por Paulo Paixão, 20.12.2007

O metropolitano no Terreiro do Paço foi uma obra de Santa Engrácia. Após muitas polémicas, chegou finalmente ao fim. Pelas duas novas estações circularão 20 milhões de pessoas/ano. A rede de transportes da área metropolitana é beneficiada e a área nobre da capital ganha assim um incentivo para a sua revitalização.



Comentário:
Se à inauguração das novas estações do metropolitano somarmos os novos bilhetes que permitem combinar o transbordo entre o Metro (Urbano/rede) e a Carris no período de 60 a 90 minutos sem pagar mais por isso a qualidade de vida dos moradores de Lisboa e dos visitantes aumenta substancialmente, nomeadamente para aqueles que tinham de caminhar diariamente entre a estação de Santa Apolónia e a Baixa-Chiado e para os turistas que arrastavam as malas pela Rua Jardim do Tabaco e pela Av. Infante D.Henrique.

Não só os utentes dos transportes públicos são beneficiados com a colaboração entre a CP a Transtejo, o Metropolitano e a Carris numa lógica de complementaridade que não existia antes em Lisboa. Alfama passa a contar com uma oferta de transportes incomparavelmente superior e de maior qualidade à que tinha antes apenas com a Carris, com uma maior capacidade para atrair os visitantes ao centro histórico de Lisboa.

Esperemos que os partidos políticos e as Juntas de Freguesia que se tem empenhado em aparecer a criticar as alterações que o projecto provocou se empenhem com a mesma força em colaborar com as outras juntas de freguesia na defesa dos verdadeiros interesses da zona histórica nomeadamente pela redução da sinistralidade rodoviária na Av. Infante D. Henrique e na Rua Jardim do Tabaco provocada pelo excesso de carros e pela falta de sinalização dos parques de estacionamento que ninguêm usa enquanto os passeios são ocupados por viaturas sobretudo à noite e aos fins-de-semana.

quinta-feira, dezembro 27, 2007

CML PREVÊ INVESTIR 94,9 M€ REABILITAÇÃO BAIRROS HISTÓRICOS

Publicado por Diário Digital/ Lusa, 12.12.2007

A Câmara Municipal de Lisboa prevê gastar quase 95 milhões de euros em reabilitação urbana em várias zonas e bairros da capital até 2011, dos quais 19,6 milhões de euros só em 2008.

De acordo com o plano plurianual de investimentos da autarquia apresentado terça-feira pelo presidente da autarquia, António Costa, os bairros de Alfama e do Castelo vão ser os mais beneficiados, com um montante global de 26,5 milhões de euros, dos quais 5,3 milhões de euros a aplicar já no próximo ano.

O Bairro Alto e a Bica vão receber 15,9 milhões de euros nos próximos quatro anos, sendo que 3,6 milhões de euros serão investidos em 2008.

A zona da Baixa/Chiado foi contemplada com uma verba de 9,4 milhões de euros (1,4 milhões em 2008); a Mouraria com 8,7 milhões de euros (1,2 milhões em 2008); o Parque Mayer com 7,2 milhões de euros (650 mil euros em 2008); e a Madragoa com 5 milhões de euros (1,5 milhões em 2008).

O montante remanescente das verbas, que ainda assim totaliza 21,8 milhões de euros, vai ser aplicado em intervenções em diversos locais, dos quais 5,7 milhões de euros no próximo ano.