terça-feira, junho 18, 2013

Petição para apoiar o projeto do Jardim da Cerca da Graça

Petição para apoiar o projeto do Jardim da Cerca da Graça
(Imagem publicada na Revista Visão Sexta feira, 26 de Abril de 2013)

Para: Ex. Sr. Vereador José Sá Fernandes

Os moradores da Graça e freguesias vizinhas vão usufruir a partir de Setembro de um novo jardim público, nas traseiras do quartel da Graça. Será em breve, a par do Jardim do Campo de Santana, a maior área verde no centro histórico de Lisboa - uma grande vitória e um enorme ganho para os moradores da Graça e dos bairros mais próximos.

Neste novo jardim público serão plantadas 178 espécies vegetais, entre as quais 32 amendoeiras, 28 medronheiros, 22 coelreutérias, 18 pereiras e 14 ciprestes. Será instalado um relvado central regado para potenciar um recreio mais activo, mesmo desportivo, em contraponto às áreas declivosas, vocacionadas para miradouro e zonas de estar. Haverá ainda espaços hortícolas e, no futuro, um equipamento do ramo alimentar, equipamento juvenil e infantil. A par de todo este processo a CML procederá à limpeza, reabilitação e ao reordenamento do espaço onde hoje se situa uma horta urbana, na intersecção da Calçada do Monte e da Rua Damasceno Monteiro tornando o espaço mais inclusivo, limpo e aberto para todos:

1 - Actualmente a chamada “Horta do Monte” não é mais do que uma ocupação indevida de um espaço que em vez de ser inclusivo e aberto à participação de todos está reservado para um pequeno grupo de indivíduos que nem sequer são do bairro e que agora se opõe a que o espaço seja devolvido aos moradores e aberto ao público em geral;

2 - O nível de degradação e abandono a que o espaço chegou tem potenciado algumas situações a que temos assistido recentemente, nomeadamente assaltos aos moradores e incêndios de viaturas estacionadas na proximidade o que nunca tinha acontecido nesta zona!

3 - Actualmente este espaço tem uma biodiversidade composta de paletes, garrafões de plástico, barrotes de madeira, entulho e barracões que só atrai ainda mais lixo;

4 - A CML vai reabilitar o espaço que actualmente está uma vergonha! Para que os moradores e os visitantes do bairro também possam usufruir dele e não funcione como uma coutada privada de um pequeno grupo de indivíduos;

5 - Neste novo projecto a CML vai reservar 90 m² para a horta comunitária, vai colocar água no espaço para que os talhões possam ser regados sem necessidade de contentores, à semelhança do que já acontece em outras hortas urbanas ordenadas, nomeadamente na Quinta da Granja, nas Hortas de Benfica, na Horta de Telheiras e nos Jardins de Campolide;

6 – Finalmente a CML vai construir um pequeno miradouro junto ao passeio na esquina para que TODOS possam desfrutar da espectacular vista do local e TODOS possam conviver neste espaço promovendo estilos de vida mais saudáveis e sustentáveis na cidade de Lisboa, nomeadamente através da prática de cultivo orgânico, do lazer e da prática do desporto.

Assinar: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=P2013N70133

sexta-feira, setembro 28, 2012

PROJECTO Nº 229 “PARQUE INFANTIL NO CASTELO DE SÃO JORGE

Proposta apresentada no Orçamento participativo com o objectivo de retirar os carros do espaço do núcleo museológico do castelo de São Jorge:
Pretende-se apresentar uma proposta para a criação de um parque infantil no Castelo de São Jorge, uma vez que não existem zonas verdes para as crianças brincarem no centro histórico de Lisboa. O Castelo de São Jorge dispõe de uma zona verde entre as muralhas do Castelo e o núcleo museológico, este espaço era usado pelos moradores e visitantes para descansar e conviver à sombra das árvores, até ser ocupado por um parque de estacionamento “temporário” para residentes. A conclusão do parque de estacionamento do Chão do Loureiro, inaugurado em Junho de 2012, com tarifas especiais para residentes deveria ter marcado o fim desta ocupação “temporária”, o que infelizmente não aconteceu. Trata-se de uma área verde privilegiada, no centro de Lisboa, no centro do Castelo, o espaço ideal para as crianças brincarem ao fim do dia, para programas familiares ao fim de semana, para passear, fazer piqueniques, visitar o núcleo museológico com vestígios islâmicos e da ultima habitação palatina destruída pelo terramoto de 1755. Actualmente o acesso a este núcleo encontra-se dificultado devido à cerca que veda a zona temporária de estacionamento (a passagem é feita por um estreito corredor na muralha do Castelo, o que impossibilita o acesso a pessoas com mobilidade reduzida e a carrinhos de bébé). Com a eliminação desta barreira, proporciona-se uma maior fluidez entre as muralhas do Castelo, o núcleo museológico e o espaço verde com parque infantil que aqui se propõe. Tendo em conta a dimensão deste espaço arborizado, torna-o ainda convidativo para ser usado como parque de merendas. Seria ainda interessante, estudar a viabilidade de construir um parque temático para crianças relacionado com o Castelo, que seria mais um motivo de atracção para escolas primárias e infantários. Estas propostas e a reabilitação da zona envolvente ao silo automóvel do Chão do Loureiro, juntamente com os projectos e empreitadas em curso para a criação de percursos pedonais assistidos desde a Baixa até ao Castelo de São Jorge tornarão a cidade mais acolhedora para turistas, visitantes e moradores. Com o intuito de que o maior número de cidadãos possa tirar partido da cidade, a optimização da utilização dos espaços verdes públicos existentes é fundamental para adequar a cidade antiga a todos os jovens que optaram por constituir família e habitar o centro da cidade. A concretização desta proposta, permitirá dar vida ao Castelo, para que o Castelo possa fazer parte de um maior número de vidas

quinta-feira, março 15, 2012

GANG LANÇA TERROR EM TRINTA ROUBOS

Lisboa: Apanhados pela investigação da 5.ª eic da PSP coordenada pelo DIAP


Praticantes de artes marciais, oito amigos, dos 17 aos 25 anos, faziam uso da técnica e tinham alvos definidos. Turistas, comerciantes e moradores do bairro de Alfama, Lisboa, espancados, roubados e até extorquidos na vaga de terror, com mais de 30 assaltos, lançada pelo gang desde há um ano.

Publicado no Correio da Manhã por Henrique Machado e Magali Pinto

Até que Marinho, Messi, Rafael, Zuca, Alex, Verdu e André não escaparam à operação da 5ª Esquadra de Investigação Criminal da PSP, sob coordenação do DIAP de Lisboa. Foram apanhados entre segunda-feira e ontem, estando já cinco em prisão preventiva e dois em prisão domiciliária. Só Leandro continua a monte, procurado.

Viviam no bairro e atacavam turistas à noite, ao saírem dos restaurantes. Levavam-nos para becos, onde os agrediam e lhes roubavam tudo, entre dinheiro e bens. E nem os moradores mais idosos escapavam.

Os comerciantes chegavam a ser extorquidos – viam as lojas destruídas e roubadas. Esperança Galvão, 76 anos, viu-os a destruírem o carro da filha. "Partiram tudo, levaram óculos e carteiras. O que podia fazer?".

"TURISTAS JÁ NÃO VÊM E OS IDOSOS TINHAM MEDO"

Agressões violentas constantes à hora de fecho das lojas e roubos em plena luz do dia levaram os comerciantes de Alfama a uma onda de medo, por culpa do gang agora desfeito. Cafés e restaurantes começaram a fechar cedo. José Silva, presidente da Associação Comercial e Serviços de Alfama, diz que "os turistas já não vêm para aqui e os restaurantes perderam clientes. As pessoas mais idosas tinham medo e só queriam estar em casa". Moradores e residentes fizeram um abaixo-assinado para pedir mais policiamento.

domingo, março 11, 2012

NOVA ATRACÇÃO NO CASTELO DE SÃO JORGE

Parque para 50 carros fica dentro das muralhas

EMEL cria bolsa de estacionamento para moradores no Castelo de São Jorge


Publicado no Público em 07.03.2012 - 18:53 Por Carlos Filipe

As ruas da freguesia do Castelo, em Lisboa, não comportam todas as viaturas automóveis dos seus residentes, pelo que foi encontrada uma solução pouco consensual: estacionam em bolsa própria no interior do castelo.

No Castelo de São Jorge, em Lisboa, monumento nacional, dos mais visitados da cidade, um parque de estacionamento automóvel aparenta ser uma nova atracção, por inesperada e não anunciada em qualquer roteiro turístico. Não é, de facto, um parque, mas uma bolsa de estacionamento, muito informal, destinada a acolher até 50 automóveis de residentes na freguesia, que não encontram lugar nas ruas lotadas e estreitas do bairro.

O mais estranho é que o visitante que se dirige para o núcleo museológico - que após trabalhos arqueológicos recentes abriu ao público, revelando vestígios de um bairro islâmico - é apanhado de surpresa quando se depara com uma cerca e é forçado a subir e a descer degraus da fortificação adjacente, já a Norte do perímetro da zona monumentalizada, para aceder ao local de visita.

Nota-se que houve a preocupação de dissimular a presença daquela bolsa de estacionamento, cercando-a com rede, envolvida em tela de tecido acrílico verde. As viaturas acedem pelo Largo de Santa Cruz do Castelo, através de um pequeno portão. E a qualquer hora do dia, mesmo durante a noite, pois ali fica um segurança de plantão.

"Aquele espaço só foi criado pela Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa [EMEL] após a recuperação do espaço arqueológico, ainda que a intenção inicial era mesmo fazer um parque de estacionamento subterrâneo, com três pisos, no castelo, e sob aquele mesmo local. Mas os trabalhos ao lado revelaram importantes achados e o Igespar [Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico] achou por bem preservar o subsolo onde se encontra a bolsa", disse ao PÚBLICO o presidente da Junta de Freguesia do Castelo, Carlos Filipe Lima.

O autarca diz lamentar, mais que ninguém, a actual situação: "Nasci e aqui fui criado, brinquei muito no castelo e não estou satisfeito com a situação, pois o castelo deve ter muito mais dignidade do que lhe está a ser dada. Sinto algum desconforto com isto [a bolsa de estacionamento], e acho que devia haver alguma forma de conciliar a dignidade do castelo e as dificuldades de estacionamento na freguesia. É que sem este espaço seria mesmo o caos no bairro."

Ruas cheias

Um caos, mesmo que controlado, mas ainda assim um caos, e ainda à entrada de Março, pois nos meses de pico turístico, há-de ser bem pior, é a situação vivida à entrada do castelo. A metros pára o mini-bus da Carris, a carreira 737, que circula entre o monumento e a Praça da Figueira. E é mini porque as ruas da colina estão pejadas de carros e as viragens são complicadas. E mais complicada fica a manobra devido à presença dos táxis que ali despejam turistas e que por ali se mantêm à espera de nova corrida.

A senhora Maria - "simplesmente Maria", diz, está à janela do primeiro andar na Rua Bartolomeu de Gusmão. Diz-se habituada às agruras dos seus vizinhos que perdem um ror de tempo procurando um lugar para enfiar o automóvel. Não tem carro, mas é como se tivesse. "Às vezes ajudo-os a encontrar um lugar, daqui vejo mais longe. Mas sabe, a solução é não ter carro. Façam como eu, que ando a pé, e já tenho 68 anos."

Blogocrítica

Simplesmente Maria não se indigna com o parque no castelo, já o autor do blogue "Alfama - Planeta Alfama", indignou-se com a situação e chamou-lhe "era uma vez um castelo". Onde há carros, escreveu, havia em tempos um parque temático para crianças.

Fernando Nunes da Silva, vereador camarário para a mobilidade, salienta que enquanto não for encontrada uma solução definitiva para o problema do estacionamento na zona, "o parqueamento no castelo deverá ser arranjado e ordenado como deve ser". "Concordo que não se tenha feito o parque subterrâneo naquele local, uma vez que a importância dos achados merece que as entidades da cultura tenham reservado o espaço. Mas, idealmente, onde há carros deveria haver espaços de lazer e estadia para os visitantes do castelo", sublinha o vereador.O presidente da Junta do Castelo diz não ter recebido queixas na autarquia sobre a localização do estacionamento no castelo, frisa que não haveria soluções milagrosas como alternativa, mas que mesmo assim chegou a propor a adaptação de uma zona encostada à muralha, o Pátio D. Fradique, para a construção de "uma espécie de silo". Mas para ali também está previsto o alargamento de uma unidade hoteleira de luxo - o Palácio Belmonte.

Nas redondezas, dois parques explorados pela EMEL (ver outro texto) poderiam acolher mais viaturas dos residentes da zona 44 (Castelo). Mas, como lamenta Carlos Filipe Lima, "as pessoas acham que dizer que ficam perto é relativo e que os valores pedidos pela entidade que os explora são considerados elevados pela população, para além de dizerem que a insegurança é grande." Todavia, no que se refere ao parque das Portas do Sol, o estacionamento é automático e não possibilita acesso de pessoas ao seu interior.

domingo, fevereiro 05, 2012

ERA UMA VEZ UM CASTELO

Numa cidade chamada Lisboa, com cerca de 4.000 anos de história, havia um castelo chamado Castelo de São Jorge onde os meninos não tinham parques infantis para brincar foi então que a Junta de Freguesia do Castelo, a CML e a EGEAC decidiram juntar-se e fizeram um Parque... de estacionamento dentro da área Museológica do Castelo de São Jorge que levou anos a reabilitar.




Recentemente foi inaugurado o Parque de Estacionamento do Chão do Loureiro a poucos metros do Castelo que é gerido por uma empresa Municipal a EMEL portanto não é de certeza por falta de estacionamento que esta situação "temporária" se mantém.

Se calhar fazia mais falta um parque temático para as crianças como existiu antes das obras (não só para as crianças do Castelo)... mas isso não dá votos na Junta de Freguesia

domingo, janeiro 15, 2012

Turistas a saque em miradouros de Alfama

Publicado em 2012-01-13 no JN por Paulo Lourenço

Os casos de furtos a turistas nos miradouros históricos de Alfama estão a criar uma verdadeira onda de indignação entre quem ali vive ou trabalha. Nos eléctricos, a situação arrasta-se há anos e há relatos de roubos com grande violência nas vielas do bairro.

Um passeio pelo mais castiço bairro da capital pode revelar-se um autêntico pesadelo. Especialmente, se incluir uma paragem nos miradouros de Santa Luzia ou Portas do Sol, dois locais de onde é possível desfrutar de uma magnífica panorâmica sobre a cidade e o rio.

"Andam aí todos os dias. Já os conhecemos. Apanhar os turistas desprevenidos num momento de lazer e roubar-lhes malas e máquinas fotográficas é o "trabalho" deles", conta ao JN um habitual frequentador do espaço, que solicita o anonimato, com receio de represálias. "É que, quando avisamos os estrangeiros, eles ameaçam-nos. São perigosos", explica.

Os relatos falam em grupos de jovens - portugueses e estrangeiros - que abordam os turistas de forma discreta. "Muitas vezes, passam também por turistas, com mapas na mão que abrem, para dissimular os furtos. E andam bem vestidos", revela outro testemunho.

"Não imagina como as coisas se passam. Eles actuam em bando, os turistas não dão por nada e quando se apercebem já não há nada a fazer", conta um homem, que trabalha num estabelcimento comercial vizinho.

"Já vi pessoas desesperadas, a chorar, por ficarem sem nada. Dinheiro e documentos", diz o mesmo testemunho. Recorda um caso recente em que uma turista de nacionalidade russa "quase morria com um ataque de pânico" quando constatou que lhe tinham roubado a mala. "Além da documentação, levaram-lhe mil euros", recorda.

"Isto é uma calamidade", desabafa Francisco Maia, presidente da Junta de São Miguel, que, recentemente deu conta destes casos ao presidente da Câmara. António Costa tomou nota e "mostrou-se muito preocupado", afiança o autarca.

"Toda a zona é aprazível para o relaxe e para disfritar da paisagem, que é o que os turistas fazem", salienta, destacando que há "autênticos bandos" que se aproveitam disto para actuar. "De dia é um caos, e, à noite, no interior do bairro, ainda é pior, com roubos por esticão, com alguma violência", diz.

"É uma brutalidade"

Na vizinha freguesia de Santo Estevão, a presidente da Junta, Maria de Lurdes Pinheiro, fala de roubos com grande violência. "É uma brutalidade! Muitas vezes, os turistas são puxados para o interior de um beco, encostados à parede e agredidos por grupos, que depois de roubarem, desaparecem rapidamente", conta.

segunda-feira, junho 13, 2011

A NOVA ATRACÇÃO TURÍSTICA DE ALFAMA É... UM CABELEIREIRO

E se numa ida ao cabeleireiro pudesse fazer uma degustação de champanhe, ler um livro de viagens ou, simplesmente, relaxar com uma massagem na cabeça? Em Lisboa já é possível.

Por Paula Cosme Pinto (Sapato nº38) (www.expresso.pt)
9:00 Quarta feira, 23 de junho de 2010


Imaginemos que entre cadeirões felpudos e espelhos dourados, ouve Nina Simone enquanto lhe fazem uma massagem à cabeça. Agradável? Eu diria que sim. Agora imagine que enquanto corta o cabelo faz, por exemplo, uma degustação de champanhe. Sugestivo? Eu também diria que sim. E se não tivesse experimentado, não acreditava se me dissessem que isto já é possível em Lisboa...

Odeio cabeleireiros. Sei que a maioria das mulheres os adora, mas eu não posso com eles. Detesto o barulho ensurdecedor de vinte secadores a trabalharem ao mesmo tempo. Odeio as revistas perdidas, com cusquice de há três anos. Perco a paciência quando me puxam o cabelo com tanta força que mais parece que me querem ver careca, em vez de cabelo esticado. Por todos este motivos sou eu que corto a minha rica gadelha, já lá vãos uns bons anos. Cabeça para baixo, tesoura em riste e aí vai ela. Conclusão: Corre o boato que tenho um cabelo lindo.

Depois de anos de orgulho pela minha ousadia bem sucedida, dou o braço a torcer e rendo-me aos encantos de um salão, no mínimo, inovador. Tal como num conto infantil, "Il Était un Fois... o Cabelo " transforma as suas clientes em verdadeiras princesas.

Cabeleireiro ou um antiquário?

Só há um secador. Cada pessoa é atendida como sendo "a única". Enquanto lhe dá dicas sobre o novo look a escolher, a dona oferece-lhe café ou refresco. As revistas cor-de-rosa foram substituidas por livros de viagem. Quem passa à porta julga que se trata de uma requintada casa de chá ou de um antiquário. Com peças restauradas - muitas compradas na Feira da Ladra - a francesa Sophie já conquistou a clientela de Alfama e perdeu a conta a quantos turistas lhe pediram para fotografar o espaço desde que abriu, há três semanas.

Quando lhe pergunto o que a levou a fazer um espaço como aquele, Sophie sorri e conta com os olhos a brilhar: "Quando vim para Portugal o meu pai disse ao meu marido para me tratar bem porque eu sou a sua única princesa. Como todas as mulheres deviam ser tratadas como tal, lembrei-me de abrir um espaço onde todas fossem princesas. Nem que seja por uma hora, que se sintam especiais". E não é que eu me senti?

segunda-feira, junho 06, 2011

INAUGURAÇÃO DO PARQUE DE ESTACIONAMENTO DO CHÃO DO LOUREIRO

Foi inaugurado no dia 2 de Junho um novo Parque de estacionamento no centro de Lisboa. O antigo Mercado que estava abandonado foi reconvertido para receber cerca de 190 lugares de estacionamento e um supermercado.

Estranhamente o Parque não permite a entrada de motociclos, que são a alternativa mais habitual aos carros, e é entre 60 a 66% mais caro para os residentes que o super moderno Parque das Portas do Sol que foi construido de raiz.

TARIFAS PARA RESIDENTES

- PARQUE DAS PORTAS DO SOL
24 Horas - 50 €
Diurnas - 37 €
Nocturna - 24 €

- PARQUE DO CHÃO DO LOUREIRO
24 Horas - 80 € (+ 60%)
Diurna - 60 € (+ 62,16%)
Nocturna - 40 € (+ 66,67%)

O Director Comercial da EMEL J.A. Ferrão Morgado justifica a diferença "...Relativamente à diferença de preços entre as Portas do Sol e o Chão do Loureiro ela corresponde à diferença de procura registada e, por outro lado, à necessidade de adequação entre as tarifas e os custos."

Inauguracao do parque de estacionamento Chao de Loureiro from Câmara Municipal de Lisboa on Vimeo.

sábado, junho 04, 2011

Ala Nascente do Terreiro do Paço vai ser dinamizada com espaços culturais e comerciais


O espaço, até aqui ocupado pelo Estado, tem uma área bruta total de 7.287 metros quadrados e tem como finalidade única a instalação de espaços culturais, de restauração, esplanadas e similares, bem como outras áreas comerciais fundamentais para o desenvolvimento do potencial turístico da Frente Ribeirinha da Baixa Pombalina e integrados no Plano Estratégico para o Turismo de Lisboa 2011-2014 (Tlx14).

sábado, janeiro 22, 2011

ESGOTOS DOMÉSTICOS JÁ NÃO CHEGAM AO TEJO SEM TRATAMENTO


Publicado no Público em 22.01.2011 - 19:10 por Carlos Pessoa

Os esgotos produzidos pela cidade de Lisboa já não vão parar ao Tejo. A partir de agora, os efluentes urbanos de cerca de 120 mil residências são elevados desde o Terreiro do Paço até à Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcântara, contribuindo para a melhoria da qualidade da água do rio.

Um investimento de cerca de 100 milhões de euros tornou possível esta mudança, executada pela Simtejo, uma empresa de capitais públicos participada pelo grupo Águas de Portugal e pelos municípios de Amadora, Lisboa, Loures, Odivelas e Vila Franca de Xira. A finalização dos trabalhos foi celebrada esta tarde no Terreiro do Paço numa cerimónia (“O Fado do Tejo Mudou”) em que estiveram presentes a ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território, Dulce Pássaro, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, e o secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar, Marcos Perestrello. O programa incluiu ainda uma regata de canoas do Tejo, com início no Cais das Colunas.

“A par da erradicação das barracas, esta é a obra mais importante das últimas décadas”, disse António Costa, defendendo que “a recuperação ambiental do Tejo é fundamental para a vida da cidade”.

Além de evitar que os esgotos entrem no rio sem tratamento, a concretização deste projecto permitiu à EPAL reforçar a qualidade da água de abastecimento público e libertar o Terreiro do Paço dos automóveis, lembrou o autarca lisboeta.

Já em Março, serão inauguradas as primeiras esplanadas na praça, adiantou António Costa, que anunciou a abertura de concurso para a ocupação de espaços do Terreiro do Paço que permitam “dar vida e animação” ao local. “A frente ribeirinha tem 19 quilómetros de extensão e isso é uma especificidade única da cidade. Temos que saber valorizar o estuário, que está cheio de oportunidades de utilização para lazer, cultura, desporto ou actividades económicas”, disse ainda o presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

A reabilitação urbana não termina com esta obra. António Costa referiu-se à criação, em 2013, do Jardim do Oriente, um novo equipamento que leva mais longe o esforço iniciado em 1998 na zona oriental de Lisboa, por ocasião da Expo: “Tudo isto, concluiu, para transformar a relação da cidade com o rio.”

Na sua intervenção, a ministra do Ambiente afirmou que a “despoluição do Tejo é um grande desafio à engenharia portuguesa”. Disse que a intervenção coordenada nas margens Sul e Norte, com um investimento de 630 milhões de euros, “vai permitir usufruir o estuário em condições ambientalmente adequadas, potenciando o desenvolvimento sustentável da cidade e da região”.

NÚMERO DE FREGUESIAS CAI MAS COMPETÊNCIAS AUMENTAM


O novo mapa de Lisboa proposto pelo PS e pelo PSD, que reduz para 24 as actuais 53 freguesias, atribui às juntas mais competências a nível de manutenção do espaço público, gestão de equipamentos, intervenção comunitária e habitação.
Segundo o documento, assinado hoje pela distrital do PSD e pela federação da área urbana do PS, as juntas de freguesia ficarão, por exemplo, a assegurar a manutenção de espaços verdes, conservar pavimentos pedonais, limpar as ruas, licenciar actividades como a venda ambulante de lotarias ou leilões, construir parques infantis e sanitários públicos, gerir feiras e mercados ou a definir critérios especiais nos processos de realojamento.

Estas competências não se aplicarão, contudo, quando envolvam «espaços, vias, equipamentos ou matérias de natureza estruturante para a cidade» e o apoio a actividades e instituições não serão dados se já houver apoio da câmara.

De acordo com o presidente do executivo municipal, António Costa (PS), o reforço da descentralização de competências será suportado apenas pelo orçamento camarário e não implicará mais despesa com meios humanos ou físicos, pelo que alguns colaboradores da câmara passarão para as juntas.

Com a proposta de reforma administrativa, os dois partidos sugerem também uma reorganização dos executivos das juntas, com «a possibilidade de aumentar o número de permanências dos membros».

O documento visa também dar «expressão administrativa» às freguesias e equilibrar as suas dimensões relativas, já que há freguesias com 400 eleitores e outras com 45 mil.

Os dois partidos, que negociaram ao nível concelhio e distrital, propõem que seja criada uma nova freguesia do Oriente em parte da atual freguesia de Santa Maria dos Olivais, mas sem incluir para já algum território do vizinho do concelho de Loures, como reivindicado por comerciantes e moradores do Parque das Nações.

Excluída fica a ideia, contemplada num estudo feito por um consórcio universitário no ano passado, de criar a freguesia de Telheiras, separando este bairro da restante área do Lumiar.

Assim, esta freguesia mantém o desenho actual, tal como Carnide, São Domingos de Benfica, Benfica, Campolide, Ajuda, Alcântara, Marvila e Beato.

As restantes freguesias são associadas em novas, definindo-se as seguintes junções: Campo Grande/São João de Brito/Alvalade, Anjos/São Jorge de Arroios/Pena, São João/Penha de França, Santo Condestável/Santa Isabel, Lapa/Santos/Prazeres, São Sebastião/Nossa Senhora de Fátima, Alto do Pina/São João de Deus, Charneca/Ameixoeira, São Francisco Xavier/Santa Maria de Belém, São Vicente de Fora/Graça/Santa Engrácia, Mercês/Santa Catarina/Encarnação/São Paulo e São Mamede/São José/Coração de Jesus.

A maior associação ocorre no centro histórico, com a união dos Mártires, Sacramento, São Nicolau, Madalena, Santa Justa, Sé, Santiago, São Cristóvão e São Lourenço, Castelo, Socorro, São Miguel e Santo Estêvão.

A proposta será apreciada na próxima semana na câmara e segue para a assembleia municipal (onde o voto do PS e PSD garante a aprovação), sendo depois submetida a discussão pública, nova votação nos órgãos autárquicos e, finalmente, à apreciação da Assembleia da República.

O líder da bancada municipal do PSD, António Prôa, sublinhou a importância de o Parlamento «ser capaz de corresponder até ao final» ao anseio da cidade e de a reforma administrativa de Lisboa não estar dependente de outras eventuais reivindicações idênticas no resto do país.

Publicado pela Lusa / SOL em 20-01-2011

http://downloads.sol.pt/pdf/Limites_17_01_2011.pdf

ALFAMA REJUVENESCIDA

Bairro ex-líbris da noite de Santo António lisboeta tem cada vez mais jovens a viver nas suas casas remodeladas, nas ruas estreitas de sempre. Ao mesmo tempo abrem-se novos bares, restaurantes de petiscos e casas de fado, lojas e galerias.

Publicado na Visão por Sónia Calheiros (texto) e Álvaro Isidoro (fotos)
19:00 Sexta feira, 21 de Jan de 2011

O tempo da estiva e das atividades ligadas ao rio há muito que desapareceu. Casas velhas dão lugar a apartamentos remodelados para estrangeiros ou estudantes inseridos no programa Erasmus alugarem. Alfama está na fase em que o moderno se mistura com o tradicional, numa certa recuperação da tradição boémia. A VISÃO7 percorreu as ruas de Alfama à descoberta das novidades, em dia de cozido à portuguesa nos restaurantes. O passeio começa na Rua dos Remédios, a mais movimentada, apesar do trânsito condicionado. O som do cutelo vem do talho Chafariz (n.º 11) mesmo em frente à Ermida de Nossa Senhora dos Remédios, monumento nacional (portal) e imóvel de interesse público (edifício). À esquerda, na esquina com a Rua da Regueira, "escritos" nas janelas de um prédio esperam novos inquilinos. A Ourivesaria Jovem no n.º 28, a barbearia do senhor João, à esquerda, no 27. A Calçadinha de Santo Estêvão esconde os restaurantes Mestre André e Os Minhotos. Na casa Cafés Delícia, n.º 64, ouve-se o moer dos grãos de café, do outro lado da rua, a Junta de Freguesia de Santo Estêvão. No típico Mercadinho da Lila, a dona vê-se confrontada com a "concorrência desleal" da comunidade paquistanesa, pois "abrem mercearias com preços mais baixos, vendem vinho a copo...", oferecem internet, entrega de gás em casa e até anunciam um chá devorador de gorduras.

Fados e petiscos É no n.º 83 que desde outubro de 2009 se canta o fado vadio n'A Tasca do Chico (T. 96 133 9697), com João Carlos (voz), Flávio Cardoso (guitarra) e Tiago Silva (viola), de quinta a domingo (21h30-2h). Espaço estreito, com luz baixa e nas paredes muitas fotografias de fadistas. Ali já cantou Mariza, João Roque, Abel Lopes, Paula Colaço, Samuel Julião, Paulo Rocha, entre muitos outros. Para a mesa vem caldo verde, bacalhau assado, chouriço e morcela assados, pregos, pastéis de bacalhau, rissóis, sandes. A lotação esgotada, numa sexta-feira à noite, estende-se também ao Grelhador de Alfama (T. 21 888 6298), ao Sr. Fado (T. 21 887 4298) e à Bela Vinhos & Petiscos (T. 96 467 0964). À porta do n.º 84, escritórios da empresa de passeios Lisbon Walker (www.lisbonwalker.com), o folheto desdobrável resume os passeios pela cidade realizados diariamente (10h) com ponto de partida na Praça do Comércio (esquina com a Rua do Arsenal). Mais à frente o 100 Remédios (T. 21 885 3104) ocupa o n.º 89. Há seis meses Marta Pedroso e Ricardo Fernandes abriram este pequeno bar onde servem chás, sumos, tostas, saladas, scones e também brunch. O Supercalifragilistic (T. 91 250 6755, 93 331 1969) dá vida ao n.º 98. Alexandra Sumares e Sofia Garrido querem que este "tasco atípico" seja "local de convívio pouco organizado onde a qualquer hora do dia se servem petiscos e se bebe vinho". Na montra do 102, a Galeria Articula, de joias e objetos, de Teresa Milheiro (T. 93 411 3225, 21 191 3138) aluga mesas/bancadas de trabalho. Subimos até ao 116 onde os panos com galos de Barcelos, a 60 e 75 cêntimos, à entrada, nos atraem para o interior da casa de botões, com verdadeiras relíquias da marca portuense O Rei dos Botões. À conversa com Mário de Almeida, 84 anos, cuja memória é invejável, relembram-se tempos áureos do comércio tradicional em Lisboa.

Num recanto, ao lado das Escadinhas do Arco da Dona-Rosa, A Mesa de Frades (T. 91 702 9436), casa de fados no n.º 139, onde se canta pelo prazer, seja de fato e gravata, de xaile ou mesmo de calças de ganga. Nesta antiga capela, às segundas-feiras ouve-se Ricardo Ribeiro; às terças Joana Amendoeira; quartas para Rodrigo; quintas com Tânia Oleiro; sextas com Pedro Moutinho e sábados, Ana Sofia Varela. O pão vende-se no 152. Mais acima, já no 190, Bela, uma tasquinha das antigas, que parece um autêntico armazém de recordações. Atrás do balcão uma coleção de estatuetas de Santo António "abençoam a casa", diz Anabela Paiva. Aos domingos Hélder Moutinho canta o fado, acompanhado por Ricardo Parreira (guitarra) e Marco Oliveira (viola); à terça-feira é noite de poesia; a música ao vivo chega à quinta-feira com João Madeira. "Os outros dias são para conversarmos", brinca Anabela. Quase a chegar ao fim da Rua dos Remédios, n.º 175, na vitrina da Sapataria Ondina lê-se "a EMEL está a matar Alfama". Vasco Santos, 69 anos, discorda das restrições colocadas aos automóveis. Já perto da hora de almoço, é na loja Ou Sim Ou Sopas, n.º 182, que o vaivém aumenta. Maria Luísa Fernandes vende sopa e comida para fora desde há seis meses. "De maio em diante o ambiente desta rua é muito divertido."

sexta-feira, janeiro 07, 2011

CARRO À PORTA DO EMPREGO TEM OS DIAS CONTADOS

Novo regulamento de estacionamento tarifado em Lisboa deverá ser aplicado em Março com fiscalização redobrada nas zonas de tempo de paragem limitada.

Publicado no Público por Carlos Filipe, 05.01.2011

Quem se desloca de automóvel para o eixo central de Lisboa e chega cedo encontrará um lugar muito perto do local de trabalho. Depois é só encontrar o parquímetro mais próximo e introduzir as moedas suficientes para as primeiras quatro horas. E após o almoço repete-se a operação, com o dinheiro suficiente para completar o horário de trabalho. Até agora tem sido assim. A partir de Março, aquele estacionamento só será autorizado, no mínimo, até à hora da bica matinal (duas horas). No máximo, dependendo da zona, dará até ao almoço (quatro horas). A partir daí, se a viatura não for retirada do lugar, incorre-se em infracção.

O novo regulamento de estacionamento tarifado de duração limitada, que será hoje votado em reunião camarária, foi apreciado favoravelmente pelo executivo em Julho, com abstenção do PSD e voto contra do CDS, por não estar previsto período de consulta pública, omissão essa já corrigida. O vereador da mobilidade, Fernando Nunes da Silva, conta apresentá-lo em Fevereiro à assembleia municipal, para que em Março possa ser aplicado.

A proposta camarária, baseada num estudo encomendado pela Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL), põe termo à tarifa única para toda a cidade de Lisboa, passando a praticar-se valores distintos conforme as características de cada coroa (interior e exterior) ou eixo viário. Há inclusivamente uma redução no tarifário para a coroa exterior, que baixa a partir da segunda hora. Estacionar até quatro horas vai custar 3,20 euros.

Assuntos rápidos

São criados eixos de estacionamento de curta duração (duas horas) nos locais de especial concentração de comércio e serviços e que beneficiem da oferta de transportes públicos ou de alternativas ao nível do estacionamento (parques subterrâneos ou silos). São os casos da Baixa-Chiado, Príncipe Real, Avenida da Liberdade, António Augusto de Aguiar, Saldanha, Avenida da República, Entrecampos, e avenidas dos EUA e das Forças Armadas, que estabelecem o limite (a norte) da coroa interior - a tarifa, que só permite duas horas de estacionamento, atinge o máximo de 3,20 euros.

Nestes eixos, os valores são aumentados em cinco por cento e, no limite, só dará para estacionar e tratar de um assunto rápido. Estacionar todo o dia à porta do emprego em algum daqueles locais tem os dias contados, pois a fiscalização da EMEL será reforçada e serão anotadas as matrículas, para que não haja possibilidade de extensão de tempo de estacionamento com aquisição de novo talão para mais duas horas.

Para as limitações de paragem a quatro horas concorrem algumas ruas de Campo de Ourique, Amoreiras, avenidas de Roma e da Igreja e Parque das Nações. Nestes casos, quatro horas de paragem custarão 4,80 euros. Os bairros de acesso condicionado - Alfama, Castelo, Bairro Alto, Mouraria, Santa Catarina/Bica - também têm novo regulamento.

VIELAS DE ALFAMA POR MARIZA

sexta-feira, dezembro 24, 2010

LISBOA, LA CAPITAL DEL VACÍO

Publicado no El Pais, por Francesc Relea 01/08/2010

REPORTAJE: una gran ciudad europea en declive

La degradación de los edificios y el elevado coste del suelo expulsan a los habitantes jóvenes y convierten la capital portuguesa en una ciudad cada vez más despoblada

El corazón de Lisboa está envejecido. Este es el diagnóstico de Helena Roseta, concejal de vivienda, al describir el despoblamiento de la capital portuguesa y el abandono de muchos edificios. Las casas desocupadas abundan en el centro histórico, en barrios tan conocidos como Chiado, Baixa, Alfama, Graça o Alcántara. Es una imagen que se repite hasta en las zonas más cotizadas. Entre tiendas de lujo, hoteles, bancos y empresas multinacionales asoman edificios en avanzado estado de degradación. El Ayuntamiento contabiliza una quincena en la Avenida da Liberdade, la principal arteria lisboeta, comparable con el paseo de la Castellana de Madrid o el paseo de Gracia barcelonés. Lisboa y Oporto se encuentran a la cabeza de las ciudades de la UE que más se han vaciado desde 1999 y con el mayor índice (24%) de habitantes de más de 65 años.

Helena Roseta, arquitecta de profesión, trabaja desde hace años a favor de una política de vivienda decente y fue reelegida en octubre pasado como concejal independiente en la lista del Partido Socialista. Roseta menciona tres elementos comunes del panorama urbanístico de ciudades como Lisboa, Oporto y Braga: el elevado número de pisos desocupados, el declive demográfico y el envejecimiento de la población.

Según un recuento de 2008, en Lisboa hay 4.000 edificios abandonados, de un total de 55.000. "Una parte ya tienen programas de rehabilitación aprobados por el Ayuntamiento, otros no pueden ser recuperados y tendrán que ser demolidos", explica el también arquitecto Manuel Salgado, teniente de alcalde y responsable de Urbanismo. De su estudio salieron proyectos urbanísticos como el Centro Cultural de Belem, los espacios públicos de la Expo de Lisboa, el estadio de Oporto y el paseo marítimo de San Miguel (Azores). En 2007 cambió la arquitectura por la política activa, y de momento no parece desencantado en su papel de brazo derecho del alcalde socialista António Costa.

En los últimos 30 años, Lisboa perdió unos 100.000 habitantes por década, y pasó de 800.000 habitantes al medio millón actual. Salgado dice tener "perfectamente identificadas" las causas del despoblamiento: "La mala calidad de los equipamientos de proximidad: guarderías, escuelas, centros de salud; la búsqueda de viviendas unifamiliares; y, la más importante, el coste del metro cuadrado, que en Lisboa es dos o tres veces más caro que en los municipios limítrofes".

Una cuarta parte de la población de la ciudad vive en el umbral de pobreza, según cálculos del Ayuntamiento. Jubilados, desempleados, gente que vive del subsidio mínimo, en un extremo. En el otro, quienes tienen más recursos y pueden acceder sin problemas al mercado de la vivienda en Lisboa. En muchos casos tienen casa en las zonas más exclusivas de los alrededores, como Estoril y Cascais. "Queremos acabar con la brecha enorme que existe en Lisboa entre los muy ricos y los muy pobres, y para ello es muy importante que la clase media y los jóvenes sean parte importante de la población de la ciudad", señala Manuel Salgado.

La ciudad tiene 650.000 puestos de trabajo, pero solo 500.000 residentes, de los que una cuarta parte son activos, explica el teniente de alcalde. "Esto significa que cada día entra y sale de Lisboa más de medio millón de personas. Es una situación prácticamente única en Europa, solo comparable con Oslo, que tiene más puntos en común con las ciudades estadounidenses". El geógrafo João Seixas, profesor de la Universidad de Lisboa, define el fenómeno como "una enorme fragmentación de residencia".

Las consecuencias de este trasiego diario son dramáticas para una ciudad que se llena y vacía como un pulmón. Desequilibrio, congestión de la vía pública, contaminación y ruido. "Hay 162.000 vehículos registrados en Lisboa y entran cada día unos 400.000, que suponen un gran desgaste para la ciudad y no aportan ingreso alguno a las arcas del Ayuntamiento porque pagan sus impuestos en otros municipios", explica Salgado.

Las noches y los fines de semana, Lisboa se vacía y hay zonas que adquieren un aire fantasmagórico. Algunos barrios más céntricos, donde abundan edificios abandonados, tienen notables carencias de servicios. Ante la falta de demanda hay poca oferta de tiendas, bares o taxis, lo que ahuyenta a los moradores jóvenes, que optan por vivir en barrios más lejanos pero con más vida.

Propietarios, inquilinos y autoridades municipales se acusan mutuamente del deterioro del parque inmobiliario. Los primeros se quejan de la ley de arrendamientos urbanos, que se remonta a los años cincuenta, en plena dictadura salazarista, y mantiene congelados alquileres irrisorios que no permiten afrontar obras de rehabilitación. "La propiedad se ha convertido en Portugal en una asistencia social privada al inquilino", dice Monteiro de Barros, de la Asociación Lisboeta de Propietarios.

Los contratos firmados desde 1990 son libres y el nuevo régimen de arrendamiento de 2006 permite aumentar los alquileres si la casa está en condiciones de habitabilidad, lo que no ocurre en bastantes barrios. Pero no se han tocado las rentas antiguas porque, según Manuel Salgado, "provocaría un choque social muy serio". Romão Lavadinho, presidente de la Asociación de Inquilinos Lisboetas, reconoce que "hay muchos pisos en mal estado, por los que el inquilino paga unos 70 euros al mes". "Pero no es menos cierto", añade, "que muchos propietarios dejan que las casas estén al borde de la ruina, para lograr su demolición y construir un inmueble con más pisos y más rentable". Lavadinho también acusa a los ayuntamientos de ciudades como Lisboa y Oporto: "Son los mayores propietarios y los que tienen el patrimonio más deteriorado".

A pesar de la decadencia de la Lisboa antigua y señorial, la belleza de la ciudad, con sus siete colinas y el río Tajo omnipresente, sigue siendo un poderoso imán para el visitante extranjero. Consciente de ello, el Ayuntamiento ha encontrado un instrumento para recuperar la vitalidad de la ciudad: el programa Erasmus, que facilita la movilidad académica de los estudiantes dentro de la Unión Europea. "Nuestro objetivo es transformar Lisboa en una ciudad Erasmus", asegura Manuel Salgado. Según los indicadores municipales, los 3.000 estudiantes extranjeros que llegan por año están contribuyendo a dinamizar el mercado de vivienda de alquiler.

http://www.elpais.com/articulo/reportajes/Lisboa/capital/vacio/elpepusocdmg/20100801elpdmgrep_6/Tes

terça-feira, dezembro 07, 2010

100 DIAS DE BICICLETA EM PORTUGAL

Um projecto de Paulo Guerra Dos Santos que prova que a bicicleta como meio de deslocação no centro das cidades é possível em portugal.



Para mais informações consulte:
http://100diasdebicicletaemportugal.blogspot.com/

domingo, novembro 14, 2010

BAIRROS CENTRAM ATENÇÕES EM DEBATE SOBRE FREGUESIAS

Sessão da Assembleia Municipal serviu para debater estudo sobre governação local

Publicado no DN por Inês Banha em 10-11-2010

"O conceito de bairro é a base de identidade de Lisboa." As palavras são de João Seixas, coordenador executivo do estudo "Qualidade de Vida e Governação na Cidade de Lisboa", e foram proferidas ontem, durante a sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Lisboa, no Teatro Aberto. A ideia foi unanimemente aceite pela audiência, mas as opiniões divergiram no que se considera ser um bairro.

Segundo Jorge Gaspar, orador durante a tarde de ontem, a "questão do bairro não pode ser mitificada", embora seja importante. Para o professor universitário, há que ter em conta que nem todos os bairros de Lisboa são iguais.

"Falar do Bairro de Chelas é muito diferente de falar do Bairro de Campo de Ourique ou do Bairro de Alfama", argumentou. Até porque, salientou, o "bairro é polissémico" e cada um tem uma origem distinta.

Para o arquitecto Silva Dias, que interveio no debate aberto ao público, a própria palavra bairro tende a desaparecer, devido à conotação negativa que tem vindo a adquirir, por indiciar separação. A título de exemplo, mencionou o caso do Bairro Azul, contrastando-o com o de Alvalade.

A discussão surgiu a propósito da proposta feita no estudo encomendado pela Câmara Municipal de Lisboa ao Instituto Superior de Economia e Gestão e ao Instituto de Ciências Sociais e que foi globalmente coordenado por Augusto Mateus, professor universitário.

No que João Seixas sublinhou ser "sobre a governação da cidade" e não sobre "mapas", os investigadores propuseram alterações à organização administrativa da cidade. De entre as várias propostas, a que tem reunido mais consenso é a de redução das actuais 53 freguesias para 27 (ver imagem), a fim de existir uma maior eficiência na gestão da cidade.

Um dos opositores a esta proposta é o presidente da Junta dos Mártires, Guerra de Sousa, que não aceita que se acabe com uma freguesia "criada em 1147", apesar de ser uma das mais pequenas do concelho de Lisboa. Até porque, defendeu, durante o dia, é uma das áreas mais povoadas do país, com quase um milhão de pessoas: abrange o Chiado.

http://dn.sapo.pt/DNMultimedia/DOCS+PDFS/lisboa.pdf

ANTÓNIO COSTA DEFENDE REFORMA ADMINISTRATIVA EM LISBOA


Pela Redacção de A Bola em 09-11-2010

A assembleia municipal da câmara de Lisboa promoveu um debate, esta terça-feira, sobre «o novo mapa de Lisboa para o século XXI». A necessidade de uma reforma administrativa, com freguesias mais alargadas e outras competências, foi salientada por António Costa.

«As freguesias são espaços de representação dos cidadãos e para que sejam representativas têm que ter identidade e a identidade resulta dos cidadãos se identificarem ou não. O modelo que nós propomos é o conceito de bairro», disse o presidente da autarquia, segundo a Renascença.

«As pessoas conhecem o Bairro Alto e não necessariamente as quatro freguesias em que este se divide; as pessoas reconhecem Alfama e não as três freguesias em que se divide. É utilizar estes conceitos de bairro como espaço identitário para proceder a reagrupamentos de freguesias que tenham uma outra escala», prosseguiu.

O socialista acrescentou outro exemplo: «A fronteira entre o Lumiar e a nova freguesia de Telheiras era traçada pela Padre Cruz e a Calçada de Carriche o que fazia com que a parte antiga do Lumiar ficasse de fora». Um estudo já realizado prevê três soluções: manter as actuais 53 freguesias, reduzi-las a 27 ou mesmo a nove.

domingo, outubro 10, 2010

SAIBA PORQUE DEVE SUBIR A BORDO DO 28

Livro "Eléctrico 28 - Uma Viagem na História" desvenda segredos de Lisboa a partir de uma rota emblemática nos centenários carris. Entrámos nesta máquina do tempo.

Publicado no Expresso por Raquel Pinto (www.expresso.pt), 9:00 Domingo, 10 de Outubro de 2010

Praça Luís de Camões. Este foi o ponto de partida para uma conversa com Nysse Arruda, jornalista brasileira a viver em Portugal há 19 anos, a propósito do lançamento do seu livro "Eléctrico 28 - Uma Viagem na História".

Em co-autoria com o prestigiado designer português Henrique Cayatte, que produziu a capa, e a fotógrafa Clara Azevedo, o livro narra a história de Lisboa, as suas praças e monumentos, mas também revela muitos segredos das suas ruelas estreitas e íngremes através de um percurso peculiar no "28".

O Expresso subiu a bordo desta máquina do tempo, de pintura amarela inconfundível, janelas abertas e interior forrado a madeira e napa, que parece ter saído de um filme.

O trajeto dura 37 minutos e estende-se entre Campo de Ourique (Prazeres) atravessando a Estrela, São Bento, Calçada do Combro, Praça Luís de Camões, Chiado, Baixa, Sé, Graça até chegar ao Martim Moniz, o seu destino final (ou ponto de partida dependendo de onde se decide embarcar).

Trata-se de "uma singela homenagem a Lisboa, esta maravilhosa cidade de luz e cor, de colinas e miradouros (...) mas também "um elogio a um dos ícones desta cidade", escreve Nysse Arruda. "É no balouçar sobre os centenários carris que os grandes vultos de Portugal ganham vida outra vez" e "as mais variadas gentes se encontram, recuperando a secular vocação multicultural de Lisboa".

"Eléctrico 28 - Uma Viagem na História" custa €27. Conta ainda com uma edição bilingue (inglês), sendo o primeiro registo de uma coleção da Imprensa Nacional-Casa da Moeda sobre as belezas de Lisboa.

É possível explorar a alma da capital, os seus cheiros e sabores, subindo e descendo do "28" quantas vezes quiser, durante todo o dia. O preço do bilhete é de €3,75. Para mais informações: http://www.carris.pt .

sábado, setembro 11, 2010

FERIADO EM SANTO ESTÊVÃO

Quem se deslocou hoje à Junta de Freguesia de Santo Estêvão deparou com uma situação insólita: as instalações encerradas na véspera do fim-de-semana, sem qualquer funcionário ou qualquer informação no site.

Aparentemente o bom tempo que se faz sentir em Setembro e o chamamento da praia foi mais forte que o dever de servir os munícipes. Mau exemplo de quem por um lado, reclama mais investimento e mais empenho da CML em Alfama mas por outro lado gasta à tripa-forra o dinheiro dos contribuintes em festarolas e viagens para ganhar votos.





quinta-feira, setembro 09, 2010

NOVO TERMINAL DE CRUZEIROS DE LISBOA

As imagens do trabalho vencedor do Concurso Internacional para o Terminal de Cruzeiros de Lisboa, promovido pela Administração do Porto de Lisboa (APL), foram disponibilizadas no site do ateliê do arquitecto João Luís Carrilho da Graça.

Em frente ao Museu do Fado, no coração de Alfama, vai surgir um Parque verde com 520 metros de comprimento e uma largura entre 90 e 120 metros que comunica com o rio.





quinta-feira, agosto 19, 2010

25 MILHÕES PARA TERMINAL DE CRUZEIROS

Estrutura em Santa Apolónia pode estar concluída no final de 2013
Publicado no JN em 2010-03-25, por Nuno Miguel Ropio

Com dois pisos e estacionamento subterrâneo, o novo terminal de cruzeiros em Santa Apolónia, Lisboa, terá um custo de 25,5 milhões de euros e poderá estar em funcionamento no final de 2013. Um projecto em tudo diferente do anterior, que tanto celeuma provocou.

Do famigerado estudo de construção que levou a Câmara de Lisboa, em 2007, a contestar as intenções da Administração do Porto de Lisboa (APL), relativamente ao novo terminal de passageiros em Santa Apolónia, desapareceu um edifício de 600 metros de cumprimento em frente ao rio, um hotel com dois pisos, uma área comercial e outra para escritórios.

O que permanece neste novo estudo, estimado em 25,5 milhões de euros e a estar concluído dentro de três anos? Somente um estacionamento subterrâneo, de um piso, com capacidade para 500 veículos. Serão mais de 7700 metros quadrados - bem inferiores aos 20 mil inicialmente pensados -, guiados por um conceito de interligação com Alfama, que manterá o interface com o metropolitano e comboio.

460 mil passageiros

Tudo com um único objectivo: responder ao aumento da procura do porto por cruzeiros. Este ano, tendo em conta o anúncio das escalas, prevêem-se 460 mil passageiros.

Segundo Natércia Cabral, presidente da APL, o equipamento resulta de um acordo com a Câmara Municipal de Lisboa (CML). "Não fazia sentido que a gare tivesse funcionalidades que os passageiros encontrariam na cidade", disse, ao JN, ontem, à margem da apresentação do concurso público de concepção para a elaboração do projecto do terminal, em Santa Apolónia. "A proposta que hoje apresentámos era a única que poderia funcionar", acrescentou, rejeitando comentar as anteriores intenções da APL, que motivaram fortes críticas, desde movimentos cívicos lisboetas a figuras como Miguel Sousa Tavares.

Para o presidente da CML, António Costa, o concurso marca o início "de uma nova era no relacionamento entre" o município e a APL. "O terminal de cruzeiros vai ser uma zona de reabilitação da Baixa e encosta de Alfama", considerou o autarca.

terça-feira, agosto 17, 2010

ARQUITECTO CARRILHO DA GRAÇA VENCE CONCURSO PARA NOVO TERMINAL DE CRUZEIROS DE LISBOA


Publicado em 31.07.2010, 09:20 Por Marisa Soares

O arquitecto Carrilho da Graça ganhou o concurso para projectar o novo terminal de cruzeiros de Santa Apolónia, lançado em Março pela Administração do Porto de Lisboa (APL). O júri, que avaliou os 37 trabalhos concorrentes, foi unânime ao considerar que a proposta de Carrilho da Graça se traduz "num claro benefício" para a cidade e para o seu porto.

O projecto do autor de alguns edifícios emblemáticos da capital - como o Pavilhão do Conhecimento dos Mares, na antiga Expo "98, ou a recente Escola Superior de Música - convenceu o júri por incluir um "edifício relativamente pequeno, com uma volumetria delicada", sublinhou o grupo de avaliadores composto pelo arquitecto catalão Juan Busquets e o arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, entre outros.

Ao PÚBLICO, Carrilho da Graça explicou que a ideia-base do projecto foi "partir da intervenção que a APL quer fazer na zona e criar espaços que possam ser desfrutados pela cidade, independentemente de haver cruzeiros ou não". A dimensão prevista permite minimizar o impacte visual do terminal, um assunto que tanta polémica suscitou no passado junto dos moradores do bairro de Alfama. Estes temiam perder a vista sobre o Tejo, caso avançasse o anterior projecto da APL.

O júri apreciou também a cobertura visitável do terminal, o que converte o edifício numa "nova topografia da cidade, entre a colina de Alfama e o Tejo", salienta a APL, no comunicado em que anuncia o vencedor

Outra preocupação do arquitecto foi tornar o espaço polifuncional. "Nos períodos com menos paquetes, a zona pode ser utilizada com outros objectivos, como concertos ou exposições", explica. Além de um grande parque verde urbano, que preenche a área envolvente, eestacionamento (para cerca de 80 autocarros), a proposta vencedorainclui um anfiteatro exterior com vista para o rio e para a cidade.

O terminal de cruzeiros vai juntar-se à lista de obras emblemáticas deste arquitecto, que tem no currículo ainda a Escola Superior de Comunicação Social e a extensão do Palácio de Belém.

A primeira fase do projecto deverá estar concluída em 2013. Terá uma área total de 7790 metros quadrados, envolve um investimento superior a 25 milhões de euros, pagos pela APL, que promoveu o concurso em parceria com a Câmara de Lisboa e a Ordem dos Arquitectos.

Além do projecto de Carrilho da Graça, o júri destacou, pela qualidade, mais quatro projectos. Receberam menção os gabinetes de Aires Mateus Arquitectos, Guillermo Vazquez Consuegra, ARX Portugal Arquitectos e Zaha Hadid Limited.

quinta-feira, julho 01, 2010

ASSEMBLEIA PARTICIPATIVA DA CML NA VOZ DO OPERÁRIO

Assembleia Participativa do OP from Câmara Municipal de Lisboa on Vimeo.



Realizou-se no dia 24 de Junho, na Voz do Operário, a oitava e última Assembleia Participativa, visando promover o debate e o esclarecimento sobre o processo de Orçamento Participativo e proporcionar a apresentação de propostas. Esta Assembleia abrangeu as freguesias de São Cristóvão e São Lourenço, Madalena, Castelo, Santiago, Sé, São Miguel, Graça, São Vicente de Fora, Santo Estêvão, Santa Engrácia e São José.

sexta-feira, junho 04, 2010

ASSEMBLEIA PARTICIPATIVA - ORÇAMENTO PARTICIPATIVO

Até ao dia 24 de Junho irão realizar-se Assembleias Participativas em 8 locais da cidade, onde os cidadãos poderão, presencialmente, apresentar as suas propostas para a cidade no âmbito do Orçamento Participativo 2010/2011.

A reunião de 24 de Junho realiza-se na Voz do Operário e abrange as seguintes freguesias: São Cristóvão e São Lourenço, Madalena, Castelo, Santiago, Sé, São Miguel, Graça, São Vicente de Fora, Santo Estêvão, Santa Engrácia, São José

Em alternativa é possível propôr e votar propostas no site www.cm-lisboa.pt/op

quinta-feira, junho 03, 2010

ACABAR COM FREGUESIAS. FECHAR MUNÍCIPIOS

O nosso mapa autárquico é um absurdo. Temos 308 câmaras e 4251 juntas. Esta divisão política transporta o país para a época em que as distâncias eram vencidas pela carroça.

Por Henrique Raposo (www.expresso.pt), 9:53 Sexta-feira, 21 de Maio de 2010

I. A médio prazo, Portugal precisa de repensar o seu mapa autárquico, outro cliente habitual da tasca do défice público. No ano da graça de 2010, é simplesmente patético esta coisa de termos 4251 juntas de freguesia e 308 câmaras municipais. Se recuarmos até à Monarquia Constitucional, vamos descobrir que o mapa autárquico de 1870 não deve ser muito diferente do mapa autárquico de 2010. É caso para perguntar: alguma coisa muda na política deste país?

II. As três centenas de câmaras devem ser repensadas: temos de fazer, digamos, algumas fusões autárquicas. Não pode haver uma câmara municipal junto à porta de cada português. Com a diminuição de câmaras, poupa-se dinheiro e ganha-se eficiência. O mesmo raciocínio aplica-se às juntas de freguesias. Como é possível haver mais de 4 mil juntas? Como? Nós temos de acabar com centenas ou mesmo milhares destas juntas. Temos de fundir esses serviços. As juntas que "sobrarem" serão mais eficientes, responsáveis (e responsabilizáveis).

III. O mapa autárquico é um absurdo embaraçante, mas os partidos vão resistir à mudança. É fácil perceber porquê: com menos câmaras e freguesias, as matilhas de caciques seriam obrigadas a sair do quentinho partidário e a procurar trabalho no frio da vida real.

quarta-feira, abril 28, 2010

INAUGURADO O NÚCLEO ARQUEOLÓGICO DO CASTELO DE SÃO JORGE

Pela CML

Inaugurado Núcleo Arqueológico do Castelo de São Jorge from Câmara Municipal de Lisboa on Vimeo.

CANDIDATURA DO FADO A PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE ENTREGUE ATÉ FINAL DE AGOSTO


Publicado no Publico 28.04.2010 - 17:32 Por Lusa

A candidatura do Fado a património imaterial da Humanidade será entregue à comissão nacional da Unesco até ao final de Agosto, anunciou hoje o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa (PS).

“Devemos apresentar até 31 de Agosto esta candidatura à Comissão Nacional da Unesco [organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura], para que a possa encaminhar para a Unesco”, disse António Costa.

O autarca falava durante a reunião pública do executivo municipal em que foi apresentada a candidatura pela comissão, liderada pelo musicólogo Rui Vieira Nery.

“O processo de apreciação decorrerá pelo menos durante um ano. Na melhor das hipóteses, a Unesco pronuncia-se em Setembro de 2011”, disse António Costa.

Até lá, deverá ser desenvolvido um “trabalho para alargar a visibilidade do Fado e da cidade de Lisboa”, que passará também pelo plano “diplomático”.

A Câmara irá agora tomar uma deliberação, que será sujeita a apreciação da Assembleia Municipal, referiu António Costa.

O presidente da autarquia sublinhou ainda que serão solicitados os apoios do Presidente da República, da Assembleia da República e do Governo à candidatura.

O trabalho de estudo promovido pela comissão cientifica da candidatura, que foi lançada em 2004 pelo então presidente de Câmara Pedro Santana Lopes, foi saudado por todas as forças políticas.

Santana Lopes enalteceu a “capacidade de prosseguir o trabalho, independentemente dos mandatos autárquicos” e referiu a unanimidade da decisão de 2004, “que se continua a verificar”.

O vereador do CDS-PP António Carlos Monteiro, que integrava o executivo de Santana Lopes, sublinhou a decisão tomada então pelo social democrata.

O vereador comunista Ruben de Carvalho, que enquanto administrador da Lisboa 94, capital europeia da Cultura, promoveu iniciativas de estudo do Fado, sublinhou que o trabalho da comissão é já um “valor adquirido, aconteça o que acontecer”.

terça-feira, abril 27, 2010

quarta-feira, março 24, 2010

CONCURSO PÚBLICO PARA O NOVO TERMINAL DE CRUZEIROS DE LISBOA



Publicado pela CML

A Câmara Municipal de Lisboa e a Administração do Porto de Lisboa apresentaram, dia 24 de Março, na Gare Marítima de Santa Apolónia, o Concurso Público de Concepção para a Elaboração do Projecto do Terminal de Cruzeiros de Lisboa, com data prevista de conclusão em 2013.

A sessão decorreu na Gare Marítima de Santa Apolónia com a presença de António Costa, presidente da CML, e Natércia Cabral, presidente da APL.

O projecto, apresentado pelo Engº António Martins e pelo Arqtº Rui Alexandre, da APL, desenvolve-se em quatro fases, correspondendo a um investimento global de cerca de 25,5 milhões de euros e que ficará concluído em 2013, após 24 meses de obras.

A nova estrutura de Santa Apolónia, com uma área total de 7790 metros quadrados, tem em consideração aspectos de conforto, acessibilidade, flexibilidade e rapidez nos serviços prestados aos passageiros, adequando-se ao aumento do tráfego de cruzeiros que começam e terminam no porto de Lisboa.

O futuro terminal foi projectado tendo em conta a relação com o edificado da zona, nomeadmente os edifícios da Alfândega, Museu Militar e Estação de Santa Apolónia, não esquecendo a proximidade do centro histórico da cidade e a ligação aos espaços públicos ribeirinhos requalificados, no âmbito de várias intervenções - Campo das Cebolas/Doca da Marinha, Terreiro do Paço, Ribeira das Naus e Cais do Sodré - e a criação de uma praça, no seguimento do edifício da Alfândega de Lisboa, que enquadre a entrada e a saída do novo terminal.

O projecto compreende um parque de estacionamento subterrâneo e assegurará a ligação aos transportes públicos, como o metropolitano e o comboio, e a facilidade de interface com outros transportes, designadamente táxis, shuttles e autocarros. A zona de estacionamento do terminal prevê a capacidade para 500 lugares para veículos ligeiros, 80 para autocarros e uma praça de táxi para 50 viaturas.

Em relação à obra marítima, a primeira fase de intervenção de reabilitação e reforço dos cais entre Santa Apolónia e o Jardim do Tabaco, foi concluída em Fevereiro de 2009 e está em curso a segunda fase da empreitada, com data de conclusão prevista para Fevereiro de 2011. A terceira fase de reabilitação e reforço do molhe montante da Doca da Marinha, ainda em fase de projecto e lançamento de concurso, tem data prevista de conclusão para Dezembro de 2011. A conclusão da quarta fase, o edifício do terminal de cruzeiros e arranjos exteriores, está prevista para 2013.

António Costa, no encerramento da sessão, congratulou-se com esta parceria da CML, com a APL, a Associação de Arquitectos Paisagistas e a Ordem dos Arquitectos, considerando que “este concurso assinala bem uma nova era no relacionamento entre estas entidades” permitindo “escolher os melhores projectos que a arquitectura possa produzir para termos uma cidade mais interessante”. Para o autarca, “é por sermos uma cidade portuária que nos tornámos a cidade que somos e o porto é algo que nos é querido e faz parte da nossa identidade. Nos 19 Km da frente ribeirinha da cidade de Lisboa há espaço para lazer, para mercadorias e para passageiros. Uma das componentes fundamentais da base económica de Lisboa é o Turismo e se queremos continuar a crescer no Turismo temos que ter boas infraestruturas de ligação com o mundo. Para que a cidade se torne mais atractiva, é fundamental criar cada vez melhores condições para a reabilitação da cidade”, acrescentou o presidente da CML, “a localização do terminal de cruzeiros nesta zona da cidade vai ser um factor de revitalização da baixa e toda a encosta de Alfama”.

A terminar, António Costa lembrou que “esta não é uma iniciativa isolada, é uma peça na estratégia de intervenção de um conjunto na frente ribeirinha da cidade de Lisboa. O Plano de Pormenor da Matinha, em fase de conclusão, vai ligar o Parque das Nações até à Rotunda dos Construtores da cidade. Aqui o novo terminal de cruzeiros, a seguir a intervenção que se desenvolve de Santa Apolónia ao Cais do Sodré. Já em curso está o Plano de Pormenor da Boavista, Nascente e Poente, com o prolongamento da Av. 24 de Julho e as intervenções previstas no âmbito do Plano de Pormenor da Alcântara, designadamente com a construção da Praça Amália Rodrigues na zona ribeirinha de Alcântara”.

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

PALACETE DESABOU EM ALFAMA


Publicado no DN, por Fátima Almeida

Ala de edifício antigo ruiu parcialmente e obrigou ao realojamento de emergência de 13 pessoas

Foram 13 as pessoas que ontem ficaram sem tecto na sequência da derrocada parcial do Palácio Dona Rua, no bairro histórico de Alfama. A parede de uma casa habitada por dois homens desabou sobre outra habitação devoluta, colocando em risco mais três casas contíguas. A porta da ala que ruiu ficou interditada mas através de uma falha via-se a destruição "difícil de explicar". Não se registaram feridos, mas quatro famílias vão deixar temporariamente a Rua dos Remédios e serem realojadas na Rua da Saudade.

Ana Soares estava a dormir, quando cerca das 05.00 ouviu um estrondo. "Primeiro pensei que era um trovão. Mas não. Foi o telhado [da casa que desabou] que caiu no meu tecto. Peguei na minha filha e fui acordar os vizinhos", contou ao DN. A casa de Ana Soares não desabou mas é uma das quatro que corre esse risco, por serem contíguas à parte do palácio que ruiu.

Uma fita proibia o acesso à sala, impedindo-a de retirar de lá os seus bens . "É a minha vida". Mas o que mais preocupava Ana eram os pais, que vivem na casa ao lado. Embora a Protecção Civil tenha garantido que não correm risco, a ideia de ter de deixar a rua onde sempre morou ,e onde pode ajudar os pais, é difícil. "Vivo aqui há 38 anos e arranjei aqui a casita perto dos meus pais", disse. Durante a tarde de ontem, as famílias saíam com os seus pertences.

O acidente afectou também os vizinhos cujas habitações não foram consideradas em risco. O medo já sentido perante a "degradação" do espaço tornou-se maior. "Acha que temos condições para viver aqui?", questionava Cecília Jesus, enquanto subia as escadas de madeira de acesso a casa, alertando para a deterioração.

Também Ricardina Lobo, de 65 anos, estava assustada e chamou o Comandante dos Bombeiros e a Protecção Civil para verificarem a sua casa, onde afirma que "chove e há ratos". Depois de uma entrada estreita, um pequeno corredor faz chegar ao quarto. O tecto que fica próximo da cabeça apresentava algumas manchas, que indicavam infiltrações. A Protecção Civil disse que a casa seria avaliada, adiantando que "o prédio está todo em mau estado".

Alguns moradores indignaram-se, quando no local o senhorio da casa que colapsou afirmava desconhecer a situação. "Ele disse que não sabia que o edifício se encontrava neste estado e eu chamei-o mentiroso", contou ao DN Cecília Jesus. A construção apalaçada é privada e tem vários proprietários, que pensam vender o edifício, adiantaram os moradores.

terça-feira, dezembro 15, 2009

ORÇAMENTO PARTICIPATIVO DA CML

A CML vai executar os projectos mais votados no Orçamento Participativo 2010 (até ao montante total de 5 milhões de euros). A fase de votação dos projectos seleccionados pela CML está a decorrer pela internet até 20 de Dezembro de 2009, para mais informações contacte a CML

Site www.cm-lisboa.pt/op
Tel. 21 798 82 20 / 21 798 94 46
Email: op@cm-lisboa.pt

terça-feira, setembro 29, 2009

PERCURSOS PEDONAIS COM ELEVADORES VÃO UNIR O CASTELO À MOURARIA, SÉ, ALFAMA E GRAÇA


Publicado pelo Público em 22.09.2009 por Inês Boaventura

A Câmara de Lisboa quer criar quatro percursos pedonais servidos por meios mecânicos para melhorar a acessibilidade à colina do Castelo. O projecto, orçado em 12,5 milhões de euros, inclui a criação de mais de mil lugares de estacionamento.

Daqui a quatro anos, segundo as previsões do vereador do Urbanismo e Planeamento Estratégico da autarquia, será mais fácil visitar o Castelo de São Jorge e os restantes monumentos da colina. Nessa altura, a maioria dos desníveis existentes será vencida com o recurso a elevadores e escadas rolantes (que, sempre que possível, ficarão dissimulados no interior de edifícios municipais para diminuir o seu impacte visual) e na base dos novos caminhos haverá acesso facilitado a estações do Metropolitano de Lisboa e parques de estacionamento.

Mas a criação dos quatro percursos pedonais destina-se não só aos turistas, mas também à população residente na zona que, como frisou ontem o vereador Manuel Salgado, é bastante envelhecida e tem dificuldades de locomoção. A medida pretende quebrar o isolamento dos moradores e dinamizar actividades económicas locais.

Um dos percursos partirá do Campo das Cebolas até à Sé e daí para o Castelo. Este cruzar-se-á no Chão da Feira (uma das portas do monumento) com um outro, que vai ligar Alfama às Portas do Sol.

O terceiro trajecto unirá o Castelo à Graça, unindo-se na porta do Moniz (entrada do Castelo que, segundo a Câmara de Lisboa, não é usada actualmente) com o último trajecto, que vai fazer a ligação ao Martim Moniz.

Quando forem concretizados, estes percursos pedonais vão juntar-se a um outro já conhecido, cujas obras deverão iniciar-se "nos primeiros dias de Outubro", como adiantou o vereador Manuel Salgado. Trata-se do "percurso assistido" que parte da Rua dos Fanqueiros - onde, segundo o vereador, está "em fase adiantada" a compra pela autarquia de um edifício necessário para o efeito -, sobe ao Largo do Caldas e chega ao Castelo através do Mercado do Chão do Loureiro.

As quatro ligações anunciadas articulam-se com cinco novos parques de estacionamento, com um total de 1100 lugares: Chão do Loureiro, Terminal de Cruzeiros de Alfama, Campo das Cebolas, Coleginho da Rua Costa do Castelo e Rua dos Lagares.

Segundo Manuel Salgado, o investimento será concretizado em duas fases. A primeira, de 5,5 milhões de euros e que a autarquia vai candidatar a fundos do Quadro de Referência Estratégico Nacional, destina-se a espaço público e meios mecânicos. A segunda fase, de sete milhões de euros, inclui entre outras obras os parques de estacionamento, e o vereador explica que a intenção é que venha a ser paga com fundos do Instituto de Turismo de Portugal e com contrapartidas de algumas intervenções urbanísticas previstas para a zona.

Ontem, por ocasião da Semana Europeia da Mobilidade, a câmara anunciou a abertura do concurso público para a atribuição de 50 licenças para táxis adaptados ao transporte de pessoas com mobilidade reduzida. A ideia era que alguns dos 3550 veículos que circulam em Lisboa fossem adaptados para o efeito, mas a falta de interesse dos profissionais obrigou a optar pela atribuição de novas licenças.

QUE LUGAR PARA O PEÃO EM LISBOA?

O "Passeio Livre" está a promover um debate com as 4 principais forças políticas que se candidatam à CML, sobre a problemática dos carros estacionados em cima do passeio e nas passadeiras e sobre a mobilidade pedonal e os direitos do peão em geral.

Será esta 4ª feira, pelas 18 horas no Cinema Municipal S. Jorge, na Av. da Liberdade.

quinta-feira, julho 30, 2009

NOVO MODELO PARA OS BAIRROS HISTÓRICOS

No seguimento das alterações introduzidas no estacionamento dos Bairro Histórico (em funcionamento a partir de 3 de Agosto) junto anexo o folheto que irá ser distribuído à população.

Recordamos-lhe que o novo modelo de gestão assenta nos seguintes pressupostos:

- O residente continua a utilizar o sistema de identificador, não havendo, por isso, qualquer alteração prática. Durante o mês de Agosto irá receber uma carta personalizada com um dístico de residente fornecido pela EMEL. O dístico irá ser importante para que a fiscalização se torne mais eficaz.

- O comerciante já registado, será igualmente sensibilizado durante o mês de Agosto para substituir o seu sistema baseado em identificador, pelo cartão personalizado de acesso; durante o mês de Agosto irá receber igualmente uma carta personalizada com um dístico de comerciante fornecido pela EMEL e respectivo cartão de acesso.

- No que respeita às cargas e descargas, os diferentes fornecedores deverão, também durante o mês de Agosto, obter o seu cartão de acesso na Loja EMEL.

- O Visitante ocasional (viaturas de obras, descargas pontuais não profissionais, etc.) poderá finalmente ter acesso aos bairros entre as 7 e as 20 horas tendo para tal que obter o cartão de acesso “Viva Viagem Bairros Históricos” na Loja EMEL ou nos parques da Calçado do Combro e das Portas do Sol.

Informação divulgada pela Junta de Freguesia da Sé

sexta-feira, maio 15, 2009

CONFERÊNCIAS DE LISBOA



As Conferências de Lisboa são video difundidas em directo via Internet em http://conferenciasdelisboa.net às quintas feiras pelas 18H a partir do Salão Nobre Paços do Concelho. A entrada livre

domingo, abril 26, 2009

A REDE PARTILHADA DE BICICLETAS DE LISBOA E O "JOGO DEMOCRÁTICO"

Que as bicicletas são um meio de locomoção ecológico com uma série infinita de vantagens, nomeadamente ao nível da saúde, que o número de utilizadores está rapidamente a crescer em Portugal, que há experiências bem sucedidas tanto em Portugal (nomeadamente em Aveiro) como no estrangeiro (dos EUA à Europa, nomeadamente aqui ao lado na nossa vizinha Espanha em Barcelona) todos estamos de acordo, agora quando esta questão é discutida na Assembleia Municipal de Lisboa tudo se transforma num jogo político (alegadamente democrático), com argumentos duvidosos e falaciosos, em que todos perdemos.

Depois de anos sem os partidos fazerem absolutamente nada de concreto em prol da mobilidade de repente toda a oposição se preocupa com os coitadinhos dos ciclistas, com a qualidade das vias, com a responsabilidade publica, com tudo e com nada só para chumbar uma proposta da CML e pasme-se que, por razões puramente politicas, nem o Partido dos Ecologistas teve coragem de aprovar uma proposta que visa dotar Lisboa de uma infra-estrutura absolutamente essencial numa cidade turística com graves carências na rede de transportes públicos e que é uma das capitais europeias onde o turismo mais cresce com peso real na economia.

Mas mais vergonhoso ainda, depois do chumbo politico na Assembleia Municipal de Lisboa, é evocar o nome dos cidadãos de Lisboa e a defesa das instituições para tentar impedir a todo o custo que a CML tente arranjar forma de viabilizar este projecto em parceria com outras entidades reduzindo o valor do investimento publico. Será que as instituições politizadas estão acima do interesse público? Será que os partidos acham que vale tudo no jogo político?

Actualmente, Lisboa tem três zonas turísticas paralelas ao rio perfeitamente cicláveis que vão ser unidas por um passeio ribeirinho:
- A zona da Expo,
- A zona histórica da Baixa e de Alfama
- A zona de Belém

Para além destas, há uma quarta via em concretização até ao final do ano, o corredor verde de Lisboa que consiste na ligação do centro da cidade ao parque florestal do Monsanto, através do Marquês de Pombal e adiante por Campolide, com uma inclinação gradual e perfeitamente ciclável por qualquer mortal.

Com estas medidas não só se melhora a mobilidade dos munícipes como dos visitantes, que por um valor aceitável podem mover-se facilmente em Lisboa, como também se desenvolvem as valências turísticas da cidade permitindo esticar o tempo médio de visita e permanência dos visitantes em Lisboa, com o que isso implica em termos de gastos nas estadias que facilmente cobrem o investimento inicial em benefícios tangiveis e intangiveis, sobretudo quando vivemos na capital do pais da Europa que ocupa o 2º lugar no rankig do número de carros por 1000 habitantes.

  • Lisboa: Assembleia Municipal chumba rede de bicicletas partilhadas


  • Pista Ciclável entre o Cais do Sodré e Belém e Rede de Bicicletas de Uso Partilhado


  • CML Rede de Bicicletas de Uso Partilhado


  • Proposta nº 971/2008 Assunto: Aprovar autorizar o lançamento do Procedimento por Diálogo Concorrencial previsto nos artigos 30.º e 204.º a 218.º do Código dos Contratos Públicos, tendente à criação e implementação de uma Rede de Bicicletas de Uso Partilhado complementar à Rede de Transportes Públicos de Lisboa, e aprovar autorizar a repartição de encargos, nos termos da proposta, ao abrigo do disposto nos nºs 1 e 6 do art. 22.º do Decreto-Lei n.º 197/99, de 8 de Junho, conjugado com a alínea q) do n.º 1 do art. 53.º da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, com a redacção dada pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro

    Rejeitada, com os votos contra do PSD, PCP e BE, com os votos a favor do PS e CDS/PP e com a abstenção do PEV na reunião nº 62 de Assembleia Municipal de Lisboa em 18/11/2008

    quinta-feira, abril 16, 2009

    CARTA ESTRATÉGICA DE LISBOA 2010-2024

    A Câmara Municipal de Lisboa vai organizar o 1º Seminário da Carta Estratégica de Lisboa, "CARTA ESTRATÉGICA DE LISBOA 2010-2024 UM COMPROMISSO PARA O FUTURO DA CIDADE" que vai realizar-se no dia 18 de Abril, pelas 10h, na Sala Almada Negreiros do Centro Cultural de Belém.

    O objectivo do seminário é debater e dar respostas às duas primeiras questões estratégicas que se colocam à nossa cidade:
    • Como recuperar, rejuvenescer e equilibrar socialmente a população de Lisboa?
    • Como tornar Lisboa uma cidade amigável, segura e inclusiva, para todos?

    sexta-feira, março 27, 2009

    NÃO PENSE SÓ NO SEU UMBIGO


    Um movimento de cidadãos lançou através da Internet uma campanha inédita em Portugal, incentivando os peões a castigarem os condutores 'egoístas' colocando autocolantes nos automóveis estacionados em cima dos passeios e das passadeiras.

    www.passeiolivre.blogspot.com

    quarta-feira, outubro 15, 2008

    DIA INTERNACIONAL DA ERRADICAÇÃO DA POBREZA

    Campanha de Recolha de Bens no "Espaço 22"

    A Junta de Freguesia da Sé vai promover uma Campanha de Recolha de Bens nos dias 17 e 18 de Outubro no "Espaço 22", Rua dos Bacalhoeiros nº 22 C.

    Esta iniciativa será realizada no âmbito das Comemorações do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa e contará com o apoio do Banco de Bens Doados. Os bens serão entregues ao Banco de Bens Doados que articulará com as instituições da Freguesia, distribuindo-os de acordo com as necessidades.

    O que doar?

    Equipamento Informático, Electrodomésticos (fogões, frigoríficos, aquecedores, esquentadores, pequenos electrodomésticos), Cobertores, Mochilas, Mobiliário de Casa (camas, cadeiras, mesas, secretárias, roupeiros, etc), Produtos de higiene e limpezaEnxovais e artigos para bebé

    Local: Rua dos Bacalhoeiros nº 22 C
    Realização: 17 e 18 de Outubro das 9h30 às 13h e das 14 às 19h

    Participe !!

    domingo, outubro 05, 2008

    Museu do Fado reabriu hoje com espólio renovado e um visual moderno

    Postos interactivos, audio-guias são algumas das novidades
    Presstur 03-10-2008 (20h24)

    O Museu do Fado, no bairro lisboeta de Alfama, reabriu hoje ao público, depois de uma profunda remodelação do interior, apresentando-se com um visual mais moderno e claro com espólio reforçado e onde não faltam as novas tecnologias que proporcionam uma maior informação aos visitantes.”Estas alterações recolocam o fado em termos de futuro, com um espaço mais virado para os estrangeiros, turistas e investigadores”, disse Miguel Honrado da Empresa de Gestão de Equipamento Culturais. Das salas escuras e da recriação de ambientes de tabernas, oficinas, xailes, da exposição inaugural de há 10 anos o museu passou a oferecer postos de escuta e informação sobre a canção nacional, projecções de filmes e actuações de fadistas e, algumas obras plásticas em que o fado marca presença.

    A responsável do Museu, Sara Pereiro, disse ao PressTUR que o projecto resultou de uma candidatura ao Programa Operacional da Cultura, por ocasião do 10º aniversário do museu e, teve como critérios “reunir num mesmo espaço obras alusivas ao fado, que estavam noutras instituições”. Segundo Sara Pereiro a integração dos quadros alusivos ao fado vão complementar o espólio existente e permitir uma leitura mais completa sobre o fado.
    Pela primeira vez, pinturas, discos, guitarras, maquetas e fatos de cena encontram-se num mesmo espaço, que podem ser agora vistos numa visita onde não faltam os audio-guias, em inglês, francês, castelhano ou português.“O museu sofreu ainda alterações na estrutura física, ao nível das acessibilidades, dos ingressos e estatísticas do museu, da exposição permanente e do restaurante, que também foi reabilitado e reabre dia 7”, acrescentou a responsável.

    A abrir a exposição está a “Casa da Mariquinhas” de Alfredo Marceneiro, agora com espaço só para si e com mais destaque, seguida da primeira sala da mostra permanente, em que o quadro “O Fado” de Malhoa, emprestado até Janeiro pelo Museu da Cidade de Lisboa, ocupa um lugar de destaque. Deste museu chegou ainda o painel lenticular de João Vieira e que vai ficar ali em depósito, juntamente com outros dois quadros.Carlos Paredes e Amália Rodrigues são presenças em destaque no museu, e nas salas onde não faltam quadros, discos de vinil nas paredes ou instrumentos musicais e letras de fados, além de relíquias como a maqueta de Rui Pimentel, filmes e um vestido de uma fadista de outros tempos.

    O museu propõe ainda postos de escuta interactivos que tornam o espaço mais interactivo, para “ouvir, aprender e sentir o que é o fado”, vídeos de actuações de fadistas da velha e da nova geração, com destaque para Carlos do Carmo e Mariza. Para conquistar mais visitantes estrangeiros, o objectivo do museu passa também pela divulgação no estrangeiro e pela programação onde constam várias exposições temporárias, a primeira das quais a mostra “No Ar”, que recria um estúdio de rádio antigo e lembra a divulgação do fado na rádio.

    domingo, setembro 28, 2008

    O IMPÉRIO ROMANO DEBAIXO DOS NOSSOS PÉS

    As memórias da cidade não estão escondidas no sótão, mas sim na cave. Sexta, Sábado e Domingo são dias de abrir o baú e descer às profundezas de uma Lisboa com dois mil anos

    Publicado no SOL em 26-09-2008 Por Pedro Guerreiro pedro.guerreiro@sol.pt

    De 26 a 28 de Setembro, os lisboetas voltam a ter a possibilidade de descobrir um tesouro guardado pelo chão que diariamente pisam. As galerias romanas da Baixa Pombalina vão estar abertas ao público até domingo, numa iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa.
    Das 10h às 18h, oferece-se uma visita guiada a um testemunho da passagem dos romanos pela cidade. Junto ao número 77 da Rua da Conceição, vai ser possível descer por uma tampa no meio da rua. Lá em baixo revela-se um criptopórtico bem preservado, que só é aberto uma vez por ano. A estrutura assemelha-se a um invulgar apartamento - chamemos-lhe assim - de paredes nuas e húmidas, tectos baixos e abóbadas.

    Terá sido construída pelos romanos durante a época de ouro de Olissipo, há cerca de dois mil anos. Na altura, explica hoje o arqueólogo António Marques, a cidade era o principal ponto de contacto entre o mundo mediterrânico e as terras banhadas pelo Atlântico.
    As riquezas que por aqui passavam alimentaram uma colónia que se desenvolveu nas terras húmidas onde hoje se situa a Baixa. «Isto era uma zona de praias, um pântano», disse o arqueólogo durante uma visita reservada aos jornalistas.

    As galerias foram a solução desenvolvida pelos romanos para permitir a construção à superfície e funcionavam como as modernas fundações de betão. O conjunto arqueológico foi descoberto em 1771, após o devastador terramoto que levou à reconstrução de Lisboa. O aspecto relativamente convidativo de quem as visita fez muita gente pensar que eram mais do que uma solução de engenharia.

    «Até aos anos 80 pensou-se, erradamente, que eram termas romanas», disse António Marques. Para ajudar à confusão, um pedestal com uma inscrição em latim dedicado a Esculápio, o deus da Medicina, levou os eruditos do século XVIII a considerar que se tratavam de termas para fins terapeuticos.
    Até ao século passado, e devido à constante infiltração das águas daquela zona, a estrutura serviu de cisterna aos lisboetas, que a chamaram de Conservas de Água da Rua da Prata. Apesar de ser imprópria para consumo, a água foi consumida pela população, que lhe atribuía efeitos medicinais, sobretudo para as doenças dos olhos.
    Hoje, a água que com o passar dos séculos invadiu o criptopórtico faz parte da estrutura, e é essa a razão que leva a Câmara de Lisboa a manter as galerias encerradas ao público. É a humidade que mantém a integridade das paredes. Se secassem, corriam o risco de rachar e levar consigo os prédios que se erguem à superfície.
    Mas não há motivos para ter medo de visitar as galerias, a menos que seja claustrofóbico. E resta pouco tempo para fazê-lo - dez minutos bastam para conhecer este património, revelado ao público apenas uma vez por ano.