Terça-feira, Dezembro 15, 2009
ORÇAMENTO PARTICIPATIVO DA CML
Site www.cm-lisboa.pt/op
Tel. 21 798 82 20 / 21 798 94 46
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Terça-feira, Setembro 29, 2009
PERCURSOS PEDONAIS COM ELEVADORES VÃO UNIR O CASTELO À MOURARIA, SÉ, ALFAMA E GRAÇA

Publicado pelo Público em 22.09.2009 por Inês Boaventura
A Câmara de Lisboa quer criar quatro percursos pedonais servidos por meios mecânicos para melhorar a acessibilidade à colina do Castelo. O projecto, orçado em 12,5 milhões de euros, inclui a criação de mais de mil lugares de estacionamento.
Daqui a quatro anos, segundo as previsões do vereador do Urbanismo e Planeamento Estratégico da autarquia, será mais fácil visitar o Castelo de São Jorge e os restantes monumentos da colina. Nessa altura, a maioria dos desníveis existentes será vencida com o recurso a elevadores e escadas rolantes (que, sempre que possível, ficarão dissimulados no interior de edifícios municipais para diminuir o seu impacte visual) e na base dos novos caminhos haverá acesso facilitado a estações do Metropolitano de Lisboa e parques de estacionamento.
Mas a criação dos quatro percursos pedonais destina-se não só aos turistas, mas também à população residente na zona que, como frisou ontem o vereador Manuel Salgado, é bastante envelhecida e tem dificuldades de locomoção. A medida pretende quebrar o isolamento dos moradores e dinamizar actividades económicas locais.
Um dos percursos partirá do Campo das Cebolas até à Sé e daí para o Castelo. Este cruzar-se-á no Chão da Feira (uma das portas do monumento) com um outro, que vai ligar Alfama às Portas do Sol.
O terceiro trajecto unirá o Castelo à Graça, unindo-se na porta do Moniz (entrada do Castelo que, segundo a Câmara de Lisboa, não é usada actualmente) com o último trajecto, que vai fazer a ligação ao Martim Moniz.
Quando forem concretizados, estes percursos pedonais vão juntar-se a um outro já conhecido, cujas obras deverão iniciar-se "nos primeiros dias de Outubro", como adiantou o vereador Manuel Salgado. Trata-se do "percurso assistido" que parte da Rua dos Fanqueiros - onde, segundo o vereador, está "em fase adiantada" a compra pela autarquia de um edifício necessário para o efeito -, sobe ao Largo do Caldas e chega ao Castelo através do Mercado do Chão do Loureiro.
As quatro ligações anunciadas articulam-se com cinco novos parques de estacionamento, com um total de 1100 lugares: Chão do Loureiro, Terminal de Cruzeiros de Alfama, Campo das Cebolas, Coleginho da Rua Costa do Castelo e Rua dos Lagares.
Segundo Manuel Salgado, o investimento será concretizado em duas fases. A primeira, de 5,5 milhões de euros e que a autarquia vai candidatar a fundos do Quadro de Referência Estratégico Nacional, destina-se a espaço público e meios mecânicos. A segunda fase, de sete milhões de euros, inclui entre outras obras os parques de estacionamento, e o vereador explica que a intenção é que venha a ser paga com fundos do Instituto de Turismo de Portugal e com contrapartidas de algumas intervenções urbanísticas previstas para a zona.
Ontem, por ocasião da Semana Europeia da Mobilidade, a câmara anunciou a abertura do concurso público para a atribuição de 50 licenças para táxis adaptados ao transporte de pessoas com mobilidade reduzida. A ideia era que alguns dos 3550 veículos que circulam em Lisboa fossem adaptados para o efeito, mas a falta de interesse dos profissionais obrigou a optar pela atribuição de novas licenças.
Etiquetas: alfama, graça, lisboa, mouraria, sé, turismo
QUE LUGAR PARA O PEÃO EM LISBOA?
Será esta 4ª feira, pelas 18 horas no Cinema Municipal S. Jorge, na Av. da Liberdade.
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Quinta-feira, Julho 30, 2009
NOVO MODELO PARA OS BAIRROS HISTÓRICOS
Recordamos-lhe que o novo modelo de gestão assenta nos seguintes pressupostos:
- O residente continua a utilizar o sistema de identificador, não havendo, por isso, qualquer alteração prática. Durante o mês de Agosto irá receber uma carta personalizada com um dístico de residente fornecido pela EMEL. O dístico irá ser importante para que a fiscalização se torne mais eficaz.
- O comerciante já registado, será igualmente sensibilizado durante o mês de Agosto para substituir o seu sistema baseado em identificador, pelo cartão personalizado de acesso; durante o mês de Agosto irá receber igualmente uma carta personalizada com um dístico de comerciante fornecido pela EMEL e respectivo cartão de acesso.
- No que respeita às cargas e descargas, os diferentes fornecedores deverão, também durante o mês de Agosto, obter o seu cartão de acesso na Loja EMEL.
- O Visitante ocasional (viaturas de obras, descargas pontuais não profissionais, etc.) poderá finalmente ter acesso aos bairros entre as 7 e as 20 horas tendo para tal que obter o cartão de acesso “Viva Viagem Bairros Históricos” na Loja EMEL ou nos parques da Calçado do Combro e das Portas do Sol.
Informação divulgada pela Junta de Freguesia da Sé
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Sexta-feira, Maio 15, 2009
CONFERÊNCIAS DE LISBOA

As Conferências de Lisboa são video difundidas em directo via Internet em http://conferenciasdelisboa.net às quintas feiras pelas 18H a partir do Salão Nobre Paços do Concelho. A entrada livre
Etiquetas: conferências de Lisboa
Domingo, Abril 26, 2009
A REDE PARTILHADA DE BICICLETAS DE LISBOA E O "JOGO DEMOCRÁTICO"
Depois de anos sem os partidos fazerem absolutamente nada de concreto em prol da mobilidade de repente toda a oposição se preocupa com os coitadinhos dos ciclistas, com a qualidade das vias, com a responsabilidade publica, com tudo e com nada só para chumbar uma proposta da CML e pasme-se que, por razões puramente politicas, nem o Partido dos Ecologistas teve coragem de aprovar uma proposta que visa dotar Lisboa de uma infra-estrutura absolutamente essencial numa cidade turística com graves carências na rede de transportes públicos e que é uma das capitais europeias onde o turismo mais cresce com peso real na economia.
Mas mais vergonhoso ainda, depois do chumbo politico na Assembleia Municipal de Lisboa, é evocar o nome dos cidadãos de Lisboa e a defesa das instituições para tentar impedir a todo o custo que a CML tente arranjar forma de viabilizar este projecto em parceria com outras entidades reduzindo o valor do investimento publico. Será que as instituições politizadas estão acima do interesse público? Será que os partidos acham que vale tudo no jogo político?
Actualmente, Lisboa tem três zonas turísticas paralelas ao rio perfeitamente cicláveis que vão ser unidas por um passeio ribeirinho:
- A zona da Expo,
- A zona histórica da Baixa e de Alfama
- A zona de Belém
Para além destas, há uma quarta via em concretização até ao final do ano, o corredor verde de Lisboa que consiste na ligação do centro da cidade ao parque florestal do Monsanto, através do Marquês de Pombal e adiante por Campolide, com uma inclinação gradual e perfeitamente ciclável por qualquer mortal.
Com estas medidas não só se melhora a mobilidade dos munícipes como dos visitantes, que por um valor aceitável podem mover-se facilmente em Lisboa, como também se desenvolvem as valências turísticas da cidade permitindo esticar o tempo médio de visita e permanência dos visitantes em Lisboa, com o que isso implica em termos de gastos nas estadias que facilmente cobrem o investimento inicial em benefícios tangiveis e intangiveis, sobretudo quando vivemos na capital do pais da Europa que ocupa o 2º lugar no rankig do número de carros por 1000 habitantes.
Proposta nº 971/2008 Assunto: Aprovar autorizar o lançamento do Procedimento por Diálogo Concorrencial previsto nos artigos 30.º e 204.º a 218.º do Código dos Contratos Públicos, tendente à criação e implementação de uma Rede de Bicicletas de Uso Partilhado complementar à Rede de Transportes Públicos de Lisboa, e aprovar autorizar a repartição de encargos, nos termos da proposta, ao abrigo do disposto nos nºs 1 e 6 do art. 22.º do Decreto-Lei n.º 197/99, de 8 de Junho, conjugado com a alínea q) do n.º 1 do art. 53.º da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, com a redacção dada pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro
Rejeitada, com os votos contra do PSD, PCP e BE, com os votos a favor do PS e CDS/PP e com a abstenção do PEV na reunião nº 62 de Assembleia Municipal de Lisboa em 18/11/2008
Etiquetas: AML, cml, lisboa, rede partilhada de bicicletas, Transportes Públicos de Lisboa, turismo
Quinta-feira, Abril 16, 2009
CARTA ESTRATÉGICA DE LISBOA 2010-2024
O objectivo do seminário é debater e dar respostas às duas primeiras questões estratégicas que se colocam à nossa cidade:
• Como recuperar, rejuvenescer e equilibrar socialmente a população de Lisboa?
• Como tornar Lisboa uma cidade amigável, segura e inclusiva, para todos?
Etiquetas: António Costa, carta estratégica, ccb, cml, futuro, lisboa
Sexta-feira, Março 27, 2009
NÃO PENSE SÓ NO SEU UMBIGO

www.passeiolivre.blogspot.com
Etiquetas: carros, estacionamento, lisboa, trânsito
Quarta-feira, Outubro 15, 2008
DIA INTERNACIONAL DA ERRADICAÇÃO DA POBREZA
A Junta de Freguesia da Sé vai promover uma Campanha de Recolha de Bens nos dias 17 e 18 de Outubro no "Espaço 22", Rua dos Bacalhoeiros nº 22 C.
Esta iniciativa será realizada no âmbito das Comemorações do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa e contará com o apoio do Banco de Bens Doados. Os bens serão entregues ao Banco de Bens Doados que articulará com as instituições da Freguesia, distribuindo-os de acordo com as necessidades.
O que doar?
Equipamento Informático, Electrodomésticos (fogões, frigoríficos, aquecedores, esquentadores, pequenos electrodomésticos), Cobertores, Mochilas, Mobiliário de Casa (camas, cadeiras, mesas, secretárias, roupeiros, etc), Produtos de higiene e limpezaEnxovais e artigos para bebé
Local: Rua dos Bacalhoeiros nº 22 C
Realização: 17 e 18 de Outubro das 9h30 às 13h e das 14 às 19h
Participe !!
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Domingo, Outubro 05, 2008
Museu do Fado reabriu hoje com espólio renovado e um visual moderno
Presstur 03-10-2008 (20h24)
O Museu do Fado, no bairro lisboeta de Alfama, reabriu hoje ao público, depois de uma profunda remodelação do interior, apresentando-se com um visual mais moderno e claro com espólio reforçado e onde não faltam as novas tecnologias que proporcionam uma maior informação aos visitantes.”Estas alterações recolocam o fado em termos de futuro, com um espaço mais virado para os estrangeiros, turistas e investigadores”, disse Miguel Honrado da Empresa de Gestão de Equipamento Culturais. Das salas escuras e da recriação de ambientes de tabernas, oficinas, xailes, da exposição inaugural de há 10 anos o museu passou a oferecer postos de escuta e informação sobre a canção nacional, projecções de filmes e actuações de fadistas e, algumas obras plásticas em que o fado marca presença.
A responsável do Museu, Sara Pereiro, disse ao PressTUR que o projecto resultou de uma candidatura ao Programa Operacional da Cultura, por ocasião do 10º aniversário do museu e, teve como critérios “reunir num mesmo espaço obras alusivas ao fado, que estavam noutras instituições”. Segundo Sara Pereiro a integração dos quadros alusivos ao fado vão complementar o espólio existente e permitir uma leitura mais completa sobre o fado.
Pela primeira vez, pinturas, discos, guitarras, maquetas e fatos de cena encontram-se num mesmo espaço, que podem ser agora vistos numa visita onde não faltam os audio-guias, em inglês, francês, castelhano ou português.“O museu sofreu ainda alterações na estrutura física, ao nível das acessibilidades, dos ingressos e estatísticas do museu, da exposição permanente e do restaurante, que também foi reabilitado e reabre dia 7”, acrescentou a responsável.
A abrir a exposição está a “Casa da Mariquinhas” de Alfredo Marceneiro, agora com espaço só para si e com mais destaque, seguida da primeira sala da mostra permanente, em que o quadro “O Fado” de Malhoa, emprestado até Janeiro pelo Museu da Cidade de Lisboa, ocupa um lugar de destaque. Deste museu chegou ainda o painel lenticular de João Vieira e que vai ficar ali em depósito, juntamente com outros dois quadros.Carlos Paredes e Amália Rodrigues são presenças em destaque no museu, e nas salas onde não faltam quadros, discos de vinil nas paredes ou instrumentos musicais e letras de fados, além de relíquias como a maqueta de Rui Pimentel, filmes e um vestido de uma fadista de outros tempos.
O museu propõe ainda postos de escuta interactivos que tornam o espaço mais interactivo, para “ouvir, aprender e sentir o que é o fado”, vídeos de actuações de fadistas da velha e da nova geração, com destaque para Carlos do Carmo e Mariza. Para conquistar mais visitantes estrangeiros, o objectivo do museu passa também pela divulgação no estrangeiro e pela programação onde constam várias exposições temporárias, a primeira das quais a mostra “No Ar”, que recria um estúdio de rádio antigo e lembra a divulgação do fado na rádio.
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Domingo, Setembro 28, 2008
O IMPÉRIO ROMANO DEBAIXO DOS NOSSOS PÉS
As memórias da cidade não estão escondidas no sótão, mas sim na cave. Sexta, Sábado e Domingo são dias de abrir o baú e descer às profundezas de uma Lisboa com dois mil anosPublicado no SOL em 26-09-2008 Por Pedro Guerreiro pedro.guerreiro@sol.pt
De 26 a 28 de Setembro, os lisboetas voltam a ter a possibilidade de descobrir um tesouro guardado pelo chão que diariamente pisam. As galerias romanas da Baixa Pombalina vão estar abertas ao público até domingo, numa iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa.
Das 10h às 18h, oferece-se uma visita guiada a um testemunho da passagem dos romanos pela cidade. Junto ao número 77 da Rua da Conceição, vai ser possível descer por uma tampa no meio da rua. Lá em baixo revela-se um criptopórtico bem preservado, que só é aberto uma vez por ano. A estrutura assemelha-se a um invulgar apartamento - chamemos-lhe assim - de paredes nuas e húmidas, tectos baixos e abóbadas.
Terá sido construída pelos romanos durante a época de ouro de Olissipo, há cerca de dois mil anos. Na altura, explica hoje o arqueólogo António Marques, a cidade era o principal ponto de contacto entre o mundo mediterrânico e as terras banhadas pelo Atlântico.As riquezas que por aqui passavam alimentaram uma colónia que se desenvolveu nas terras húmidas onde hoje se situa a Baixa. «Isto era uma zona de praias, um pântano», disse o arqueólogo durante uma visita reservada aos jornalistas.
As galerias foram a solução desenvolvida pelos romanos para permitir a construção à superfície e funcionavam como as modernas fundações de betão. O conjunto arqueológico foi descoberto em 1771, após o devastador terramoto que levou à reconstrução de Lisboa. O aspecto relativamente convidativo de quem as visita fez muita gente pensar que eram mais do que uma solução de engenharia.
«Até aos anos 80 pensou-se, erradamente, que eram termas romanas», disse António Marques. Para ajudar à confusão, um pedestal com uma inscrição em latim dedicado a Esculápio, o deus da Medicina, levou os eruditos do século XVIII a considerar que se tratavam de termas para fins terapeuticos.
Até ao século passado, e devido à constante infiltração das águas daquela zona, a estrutura serviu de cisterna aos lisboetas, que a chamaram de Conservas de Água da Rua da Prata. Apesar de ser imprópria para consumo, a água foi consumida pela população, que lhe atribuía efeitos medicinais, sobretudo para as doenças dos olhos.
Hoje, a água que com o passar dos séculos invadiu o criptopórtico faz parte da estrutura, e é essa a razão que leva a Câmara de Lisboa a manter as galerias encerradas ao público. É a humidade que mantém a integridade das paredes. Se secassem, corriam o risco de rachar e levar consigo os prédios que se erguem à superfície.
Mas não há motivos para ter medo de visitar as galerias, a menos que seja claustrofóbico. E resta pouco tempo para fazê-lo - dez minutos bastam para conhecer este património, revelado ao público apenas uma vez por ano.
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ZONA HISTÓRICA AINDA É PROBLEMA GRAVE, APESAR DAS MUDANÇAS
A zona histórica de Lisboa, com difíceis acessos e prédios degradados, permanece hoje um «problema grave» para os bombeiros, mas o incêndio do Chiado, há 20 anos, serviu também de lição para as corporações, que desde então passaram por «grandes transformações»Publicado por Lusa/ Sol, 20-08-2008
«A cidade continua a configurar situações de risco, sendo a zona histórica a mais grave, em termos de acessos, estacionamento e devido ao número elevado de prédios antigos e sem manutenção corrente», disse à Lusa o presidente da Liga de Bombeiros Portugueses, Duarte Caldeira. Opinião partilhada pelo presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, Fernando Curto, que salientou à Lusa o «esforço manual» usado na retirada de carros a que é necessário recorrer para que os elementos consigam circular em algumas ruas.
Mas nem tudo é mau. «Em vinte anos aprendeu-se muito, sobretudo técnicas de combate a incêndios urbanos, e houve grandes transformações nos bombeiros, a nível da formação do pessoal e dos equipamentos disponíveis», lembrou Duarte Caldeira. Fernando Curto frisou «o trabalho grande no campo da prevenção», mas fez questão de lembrar que «a perda de habitantes nos últimos anos é uma lacuna», porque «uma cidade habitada ajuda a uma intervenção rápida». Apesar de, vinte anos depois do incêndio do Chiado, «haver um melhor conhecimento e planeamento da cidade», Fernando Curto alerta para o facto de ainda se encontrarem «armazéns pejados de materiais susceptíveis de risco» e refere que «o aeroporto na cidade é um 'handicap' para que esta não seja segura».
O presidente da Junta de Freguesia de São Nicolau (Baixa) partilha a preocupação em relação ao perigo que representam os andares que servem de armazéns.
«A junta vai propor aos Sapadores que verifiquem no terreno situações deste tipo, que possam causar perigosidade. É necessário prevenir», disse à Lusa António Manuel.
Numa das freguesias de Alfama, um dos bairros do centro histórico de Lisboa, os «armazéns», acessos difíceis e edifícios em mau estado já estão assinalados num plano de emergência local.
A Junta de Freguesia de Santo Estêvão elaborou recentemente, com a ajuda de um grupo de voluntários e em conjunto com a Protecção Civil, o documento «para saber como reagir no caso de algo acontecer». «Foi feito um levantamento do que se passa na freguesia. Os prédios velhos e em más condições, as ruas estreitas e em mau estado, os problemas com entrada e saída de viaturas, as casas onde habitam idosos sozinhos e pessoas acamadas, tudo isso está assinalado no plano», disse à Lusa a presidente da junta, Lurdes Pinheiro.
«Somos os primeiros a estar no terreno. Preparamos as pessoas para o primeiro impacto e depois passamos a pasta aos bombeiros», acrescentou «O ideal seria não acontecer nada, mas no caso de acontecer estamos preparados», afirmou.
Apesar de tudo, o presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais acha «difícil» haver outro incêndio em Lisboa com a «grandiosidade e proporções» do fogo do Chiado de 25 de Agosto de 1988. «Hoje em dia todos os edifícios possuem extintores e têm auto-protecção, há mais vistorias - embora não tantas como gostaríamos - e houve uma melhoria substancial a nível legislativo», referiu. Fernando Curto defende que «de maneira geral houve reorganização e intervenção» desde 1988. «Há males que vêm por bem», disse.
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Sábado, Setembro 27, 2008
FALTA DE CONDIÇÕES DE SEGURANÇA OBRIGA AO ENCERRAMENTO DA IGREJA DE SÃO VICENTE DE FORA
Publicado no Publico/ Lusa, 27-09-2008A Igreja de São Vicente de Fora, um dos monumentos nacionais da capital, está fechada ao público desde o início de Agosto por falta de condições de segurança, devido a violentas quedas de estuque e argamassa no interior. No chão da igreja foram recolhidos destroços com mais de um quilo, resultantes do desprendimento de blocos de estuque, argamassa e fragmentos de tijoleira de uma altura de cerca de 20 metros, segundo informação da Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo (DRCLVT). O impacto de uma das derrocadas foi tal que um dos blocos, ao cair, partiu um banco e furou o chão de madeira do altar.
Segundo a DRCLVT, as quedas de estuque ocorreram a 26 e 30 de Julho, verificando-se outra na primeira semana de Setembro. O material desprendido espalhou-se pelo Altar Mor e Coro Baixo. "Os danos verificaram-se em quadros brancos, no pavimento de madeira e na aparelhagem de som. Além disso foi-nos comunicado um ferimento numa colaboradora da Igreja", afirma a DRCLVT numa resposta escrita à Lusa. Na sequência dos acontecimentos, a DRCLVT solicitou formalmente a 31 de Julho o encerramento do templo, cedido à Igreja para o culto. A igreja apresenta várias infiltrações, devido ao estado em que se encontra a cobertura, o que originou as derrocadas. Não é possível prever quando poderão ocorrer novas derrocadas, pelo que a utilização do espaço representa "riscos para pessoas e bens".
Não há previsão de reabertura, mas a Direcção Regional de Cultura apresentou, a 13 de Agosto, uma proposta de intervenção que aguarda apreciação por parte do Patriarcado. A metodologia de intervenção proposta prevê "medidas imediatas" de acautelamento de segurança para efeitos funcionais, estudos e projectos para reabilitação estrutural, projecto de conservação e obras, tanto no interior como no exterior. "A Igreja só poderá ser reaberta após acauteladas as condições de segurança", diz a DRCLVT.
O templo centenário, dedicado ao padroeiro de Lisboa, era utilizado para cerimónias em que chegavam a participar mais de mil pessoas, sendo também muito procurado pelos turistas e escolas de todo o país para visitas de estudo. A igreja, cuja construção começou em 1582, foi edificada no local onde D. Afonso Henriques tinha mandado construir um primeiro templo também em honra de São Vicente.
Adjacente à Igreja está o Mosteiro de São Vicente de Fora, fundado em 1147 pelo primeiro Rei de Portugal, que assim cumpriu um voto ao mártir pelo sucesso da conquista de Lisboa aos mouros. "Ergueu-se no campo onde jaziam muitos dos cruzados estrangeiros que haviam ajudado à vitória das forças portuguesas", lembra o guia de apresentação do Mosteiro de São Vicente de Fora, situado numa das colinas de Lisboa.
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Sábado, Setembro 20, 2008
ANDAR DE BICICLETA SERÁ MAIS FÁCIL EM LISBOA
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LISBOA É UMA BOA CIDADE PARA ANDAR DE BICICLETA
Lisboa é uma cidade boa para andar de bicicleta, garante um engenheiro civil que durante cem dias optou por deslocar-se na capital a pedalar, abdicando de autocarros, carros, táxis e metropolitano
Publicado por LUSA/ SOL
Após mais de cem dias e 1200 quilómetros de bicicleta percorridos em Lisboa, Paulo Guerra dos Santos concluiu que a capital «é cem por cento ciclável e que as desculpas das colinas, do tráfego e do clima são mitos».
«As colinas ocupam quinze por cento da área urbana da cidade. 80 por cento das cerca de 700 mil pessoas que habitam em Lisboa moram e trabalham fora das áreas das colinas. A maioria dos fluxos que se fazem dentro da cidade (casa-trabalho) são na marginal e no eixo Baixa-Campo Grande, na sua maioria zonas planas ou muito suaves», explicou à Lusa o investigador, responsável pelo projecto «100 dias de bicicleta na cidade de Lisboa».
O clima é «um dos melhores da Europa, nunca está demasiado frio nem demasiado calor». O tráfego automóvel é um problema «apenas no início», e até levou Paulo Santos a pedalar nos passeios.
«Quando comecei o projecto não fazia ideia do que era andar em Lisboa de bicicleta. Nem bicicleta tinha. Tive de pedir uma emprestada. As duas primeiras semanas foram difíceis. Confesso que andei muito em cima de passeios, mas fui desaconselhado a abandoná-los e a passar para a estrada. Aos poucos vamos ganhando confiança e deixamos de olhar para trás», recordou.
Além de desfazer mitos, Paulo Santos conferiu que «andar de carro não faz sentido e é um custo enorme». «A bicicleta custou-me 300 euros e já está mais do que paga com o dinheiro que poupei em gasolina e passes», referiu.
Mas há mais, andar de bicicleta também traz benefícios para a saúde, «com pouco esforço ajuda a manter uma certa forma física». Acima de tudo é «um excelente veículo para promover a mobilidade».
Em Lisboa faltam ciclovias, que podem ser providenciadas «com algo tão simples como uma mudança na legislação que permita que as bicicletas possam partilhar a faixa do ‘bus’». «Há zonas em que é possível estreitar as faixas dos automóveis e alargar a do ‘bus’, colocando ali um metro especificamente para o ciclista e há muitas avenidas onde há espaço para isso não prejudicando», defendeu o investigador.
Alargar o horário em que as bicicletas podem ser transportadas no metro «também seria benéfico», bem como adoptar uma ideia já aplicada em algumas cidades norte-americanas: «colocar ganchos na frente dos autocarros onde dá para pendurar duas ou três bicicletas». O projecto acabou e o investigador garante que vai continuar a utilizar a bicicleta para deslocar-se na cidade e deixa um recado: «é preciso criar a noção que os carros não são bem-vindos no centro».
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Sexta-feira, Setembro 19, 2008
PASSEIOS ÀS CEGAS POR ALFAMA REGRESSAM A PARTIR DO DIA 27 DE SETEMBRO
Os passeios Lisboa Sensorial reiniciam a 27 de Setembro, passando a acontecer sempre no último sábado de cada mês.
Os participantes, de olhos vendados, são convidados a experimentar um passeio diferente por Alfama ao serem conduzidos por um guia cego da ACAPO, que partilha as suas referências sensoriais, e por um guia Lisbon Walker, que faz a contextualização histórica do percurso.
Estes passeios, concebidos e inicialmente desenvolvidos pelo estúdio criativo Cabracega, passam agora a ser organizados pela Lisbon Walker em parceria com a ACAPO, como uma forma de assegurar a sua sustentabilidade e cumprir um dos objectivos primordiais desta iniciativa.
Informações úteis:
Sujeito a marcação prévia
Duração do passeio: 1.30h
Número máximo de participantes por passeio: 10
Preço por pessoa: 20 Euros
21.886.18.40 ou 96.357.56.35 / lisboa.sensorial@lisbonwalker.com / www.lisbonwalker.com
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Domingo, Agosto 24, 2008
CML REDUZ FROTA AUTOMÓVEL EM MAIS DE 41%
Publicado no Diário Digital, sexta-feira, 22 de Agosto de 2008 | 11:07
A Câmara Municipal de Lisboa vai reduzir a sua frota automóvel em 41,89%, cortando 71 mil euros na sua factura mensal de gestão.
A Câmara Municipal de Lisboa vai abater 168 viaturas da sua frota de viaturas ligeiras de passageiros e mistos. Trata-se de uma redução de 41,89% do total da frota nestes segmentos, constituída neste momento por 401 viaturas, das quais 287 em regime de aluguer operacional.
Segundo a autarquia, a poupança mensal das rendas destas 168 viaturas será de 50 mil euros, a que se juntam 21 mil euros em combustível, num total de 71 mil euros mensais.
Sexta-feira, Agosto 15, 2008
CÂMARA CORRE RISCO DE FICAR SEM O PÁTIO DOM FRADIQUE
Publicado no Jornal de Notícias em 27-07-2008 por NUNO MIGUEL ROPIO
A Câmara de Lisboa expropriou o Pátio Dom Fradique há sete anos, mas nunca avançou com a requalificação necessária. As obras só arrancam em 2011. Os antigos proprietários podem agora pedir a devolução daquela área.
"What happened here?", questionava, ontem de manhã, Celie McAlister. "O que aconteceu aqui?" é como se pode traduzir a pergunta daquela turista norte-americana, ao passar por uma das portas de acesso ao castelo de São Jorge, o monumento mais visitado na capital.
O cenário mais parece fruto de um bombardeamento. E a tradução literal das palavras de Celie só peca por não conseguir transmitir a estupefacção do grupo de turistas e o barulho das "flashadas" das máquinas fotográficas, perante tal degradação e abandono do que resta dos antigos edifícios no pátio Dom Fradique.
Situado entre o emblemático palácio Belmonte - que acolhe aquela que é considerada a melhor unidade hoteleira alfacinha - e as ruas de Maldonados e dos Cegos, há sete anos que o conjunto de casas propriedade da Câmara Municipal de Lisboa serve de abrigo a traficantes, indigentes e jovens que não resistem a grafitar as paredes. Com a agravante de ser via de passagem, não só para os residente da freguesia de Santiago como para os milhares de turistas que ali se cruzam diariamente.
"Há vários anos que tentamos sensibilizar para a necessidade de recuperar ou demolir o que existe. Sentimos que é a face mais vergonhosa da zona histórica. A Câmara diz que não tem dinheiro e, de acordo com as últimas informações que obtive, obras só mesmo em 2011", lamenta Luís Campos, presidente da Junta de Freguesia de Santiago.
Desde 25 de Julho de 2001 que todo o pátio é propriedade do município. Na altura, devido à iminente queda de telhados e paredes, colocando em risco as 30 famílias que ali viviam, a autarquia decidiu expropriar os edifícios aos donos - João José Silva Lico e o palácio Belmonte. Os residentes acabaram por ser realojados, uns perto da freguesia de Santiago, outros em bairros sociais do concelho.
Os projectos da Câmara passavam pela recuperação e reconversão urbanística, mas nada foi feito até agora, à excepção do emparedamento das janelas e portas. Perante o abandono, os anteriores proprietários podem exigir até Outubro de 2008 a devolução dos imóveis.
"Os policias vão passando por ali. Mas à noite não se evita que aconteçam alguns desacatos", admitiu Luís Campos. Encostado ao antigo convento do Menino de Deus e à Fundação Ricardo Espírito Santo, o local tem sido palco constante de pequenos incêndios. "Não se pode fechar o acesso, porque é público. Só que as casas em tabique podem ruir a qualquer momento. Até o arco que existia teve de ser deitado abaixo pelo perigo que representava", acrescentou o autarca.
Ladeando a Cerca Velha da cidade e ligando os bairros de Alfama e do Castelo, o pátio já pouco significado tem, do ponto de vista arquitectónico. Um parecer do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar) permite a demolição, desde que acompanhada por arqueólogos.
Uma fonte do Palácio Belmonte garantiu, ao JN, que há vários anos que o hotel não aluga diversos quartos, cujas janelas estão viradas para aquele espaço abandonado.
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A CIDADE É PARA DESCOBRIR A PÉ
Publicado no Jornal de Notícias em 13-08-2008 por Telma Roque
Inquéritos a turistas estrangeiros de visita à capital, do Observatório do Turismo de Lisboa, revelam que a maioria prefere deslocar-se a pé. Os passeios são, aliás, as actividades mais praticadas. Muitos nem entram nos museus.
Pode vir o mais emblemático eléctrico amarelo ou o autocarro de dois andares, descapotável, com o guia mais animado e informado da região que os turistas não se deixarão seduzir num estalar de dedos. Eles gostam mesmo é de andar a pé (51%), de entrar pelas ruas e ruelas dos bairros históricos, desvendando os segredos de cada recanto de Lisboa e andar livremente pela região.
A zona da Baixa e de Belém foram os locais de interesse mais visitados na cidade, tendo sido apontados por 74,2% e 70,3% dos inquiridos, respectivamente. Segue-se Alfama, Bairro Alto e Chiado, bairros "obrigatórios" de elevado peso histórico, onde a traça é frequentemente elogiada.
No inquérito à região, o Parque das Nações "intromete-se" no grupo de bairros históricos e alcança o terceiro lugar, à frente de Alfama e do Bairro Alto, com uma percentagem de 66,8%. Sintra, Cascais e Estoril assumem um peso importante nos locais de interesse da região mais visitados. Sintra, por exemplo, aparece à frente do Chiado.
Os passeios a pé, as visitas a atracções, monumentos e museus, assim como as saídas para jantar e as compras foram as actividades mais praticadas pelos turistas durante o tempo que passaram pela cidade e pela região.
Ainda segundo a primeira vaga de inquéritos de 2008 ao grau de satisfação dos turistas na cidade e na região, os estrangeiros levam para casa uma boa imagem de Lisboa e arredores. A capital é bela e bonita (40,4%), antiga e histórica (35%) e amigável (34,4%), percentagens semelhantes às conquistadas pela região.
Chamados a avaliar a visita, os turistas são generosos. Cidade e região quase alcançam os oito valores numa escala até 10. Uma nota justificada pelos monumentos, museus e atracções, clima e população local. Para 42,3% dos inquiridos, Lisboa revelou-se acima das expectativas criadas e para 24,6% foi mesmo uma "magnífica surpresa". As desilusões foram residuais, tanto na cidade (0,5%) como na região (0,4%).
Cerca de 70% dos turistas entrevistados já tinha visitado Lisboa e a região. Ainda assim, questionados sobre a possibilidade de um novo regresso, mais de metade (59,6%) admite que muito provavelmente voltará. Mais: 99,7% tenciona recomendar a cidade para visitar e 98,7% recomendará também a região.
Para 73,7%, Lisboa foi o único destino de viagem, onde a estadia média foi de 5,1 noites. Cerca de 87% escolheu ficar alojado num hotel ou unidade similar. A família e amigos foram os que mais influenciaram os turistas na escolha do destino Lisboa ((35,7%), seguido do factor preço. O avião foi o principal meio de transporte para alcançar a região (70%).
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MEMMO ALFAMA NASCE EM 2010
Depois de Sagres, a cadeia Memmo Unforgettable Hotels pretende entrar em Lisboa, com um hotel quatro estrelas em Alfama, junto à Sé de Lisboa, que está em fase de aprovação na autarquia da capital e que deverá abrir portas em 2010, avança ao Publituris o director geral do Memmo Baleeira Hotel, Rodrigo Machaz.
A unidade terá 35 quartos e apresentar-se-á como uma espécie de "gesthouse", sem restaurante e com um loyalty bar. "Pretendemos que o hóspede viva o lado mais genuíno de Lisboa e que descubra a cidade através das ruelas de Alfama. O nosso conceito é mesmo esse, o de open resort, que oferece mais do que o hotel, o destino onde se insere", explica o responsável.
Deste modo, sob o slogan "Memmo Alfama, you´ll never forget Lisbon", o grande investimento desta nova unidade vai residir no conforto dos quartos.
Situado num pátio típico de Alfama, o novo hotel Memmo resultará de um investimento previsto de quatro a cinco milhões de euros. Rodrigo Machaz espera que o projecto esteja licenciado até ao final do ano, para depois entrar em obras em 2010 e abrir no ano seguinte.
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CML LICENCIOU 30 NOVAS UNIDADES HOTELEIRAS NO ÚLTIMO ANO

Publicado em Publituris, 30 de Julho de 2008 por Carina Monteiro
O Vereador do Urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa, Manuel Salgado, disse ontem que foram licenciadas 30 unidades hoteleiras desde Agosto de 2007. A afirmação foi feita durante o debate sobre o plano para a Frente Ribeirinha, que prevê o desenvolvimento de três micro-centralidades: Belém, Baixa e Parque das Nações.
O Vereador revelou ainda que a CML aprovou dois hotéis para a Baixa, um para Alfama, um para o Campo das Cebolas, e que estão em discussão mais três hotéis para a zona da Baixa, um dos quais no edifício da pastelaria Suíça. E embora Manuel Salgado não tenha referido nomes, os promotores dos futuros empreendimentos deverão ser a Memmo Hotels, a Hotusa e o grupo Olissipo.
O vereador admitiu ainda possibilidade de novas unidades hoteleiras na Ajuda, em Belém.
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CORREDOR DE MONSANTO ESTARÁ CONCLUIDO NO PRÓXIMO ANO
O corredor de Monsanto será "uma realidade" em Agosto de 2009, esta foi a garantia dada ontem por José Sá Fernandes, vereador da Câmara Municipal de Lisboa, na apresentação pública do projecto. Gonçalo Ribeiro Telles, o responsável pela ideia, considera que esta é uma obra cujo "planeamento assenta no seu uso". Segundo o arquitecto, "está a ser construída a cidade do século XXI que espera o futuro e que tem relações com a qualidade de vida da população".
Este projecto, que conta já com longos anos de opinião pública, irá estabelecer uma ligação entre Monsanto e o Parque Eduardo VII, atravessando a Avenida Gulbenkian através de uma ponte pedonal. José Sá Fernandes garantiu que o concurso público para a construção desta ponte será lançado ainda esta semana. A obra deverá ter início em Dezembro e terá a duração de cinco meses com um custo estimado de 500 mil euros. Os concursos para os estacionamentos, os arranjos das colinas e a pista de ligação até Monsanto encontram-se já a decorrer.
Para o presidente da autarquia, António Costa, a construção desta ponte pedonal "é fundamental no corredor de Monsanto" por se tratar de "um momento importante para um projecto que nasceu de um sonho". O autarca considera que "este é o papel do autarca, passar de utopias a obras". Gonçalo Ribeiro Telles explica que o projecto "traz um novo sistema de estrutura verde para a cidade de Lisboa para um futuro ecológico".
"Esta não é uma obra isolada, mas sim uma peça de um conjunto de redes de circulação que aproveitam os espaços verdes fundamentais da cidade", explicou António Costa. O presidente da Câmara Municipal de Lisboa aproveitou o evento para anunciar a abertura de um concurso que trará à cidade, no próximo ano, bicicletas de uso partilhado - com o objectivo "de se tornarem um meio de deslocação na cidade". Segundo o autarca, estes projectos "assentam numa visão de cidade dentro de uma rede ecológica fundamental".
No futuro, a autarquia considera a hipótese de ligar Monsanto ao Parque da Bela Vista após a conclusão da obra de prolongamento da linha vermelha do metro até Campolide. A Avenida Duque de Ávila será também reconvertida num eixo pedonal, tornando-se numa via de sentido único. A nova ligação será feita desde o Palácio da Justiça até à Alameda e seguirá até ao Parque da Bela Vista.
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Sexta-feira, Julho 25, 2008
LISBOA SOBE POSIÇÕES EM LISTA DE CIDADES CARAS PARA TURISTAS
A edição de 2008 do estudo "Worldwise Cost of Living Survey" revela que Lisboa subiu para a 57ª posição, quando em março de 2007 estava no 73º lugar e em 2006 estava em 88ª, não apenas devido ao aumento do custo de vida, mas também devido "à forte desvalorização do dólar em relação ao euro".
O estudo da Mercer engloba 143 cidades e mede o custo de vida, comparando 202 produtos representativos dos padrões de consumo, incluindo habitação, transportes, alimentação, vestuário, bens domésticos e entretenimento.
O estudo de custo de vida é mais abrangente em nível mundial, classificando as cidades utilizando Nova Iorque como termo de comparação.
Pelo terceiro ano consecutivo, Moscou é apontada como a cidade mais cara, principalmente devido ao aumento do custo de alojamento e à valorização do rublo diante do dólar.
Sófia, capital da Bulgária, continua sendo a cidade européia com o custo de vida mais baixo para estrangeiros, embora tenha subido 11 posições em relação a 2007.
TURISTAS DESCOBREM LISBOA EM VEÍCULOS ORIGINAIS
Para quem chega a Lisboa cheio de vontade de conhecer todos os pontos turísticos e recantos pitorescos da cidade, a mochila às costas e os ténis confortáveis já não são obrigatórios, há alternativas inovadoras, noticia a Lusa.
Andar a pé ainda é uma das boas maneiras de conhecer uma cidade, mas no calor do Verão, descobrir Lisboa sentado num «GoCar», num «City Cruiser», num «buggie», num «Sidecar» ou num «Riquexó» dos tempos modernos e ter um GPS que desvenda percursos e faz comentários bem humorados é uma experiência que atrai um número crescente visitantes.
Do Campo Mártires da Pátria em direcção ao Chiado, com paragem nas ruínas do Carmo e daí em direcção a Alfama, passando pela Sé de Lisboa e voltando a parar no Castelo de S. Jorge, para depois descer a colina e seguir por ruas tão estreitas onde nem um carro cabe, passando pelo Mosteiro de São Vicente, pelo Panteão Nacional e pelas janelas e portas dos residentes curiosos que não resistem a acenar e comentar o veículo invulgar que por ali circula, continuar em direcção ao Tejo para só voltar a parar no destino final, Belém. Esta rota, pela qual Edite e Anouk pagaram 95 euros, é a mais procurada pelos turistas que optam por esta modalidade, «mas pode haver uma ou outra nuance», afirma João Soares, da Sidecar Touring, que acrescenta que as rotas podem ser «à la carte».
Os «GoCar» e o «Buggies»
Novidade entre os veículos que desvendam Lisboa de uma forma menos convencional são os «GoCar». Há algum tempo em actividade nos Estados Unidos, os «GoCar'» chegaram há pouco menos de um mês a Lisboa e o responsável pela entrada dos «carrinhos amarelos» em Portugal, João Manuel Mendes, garante que «toda a gente que anda, adora».
Têm um GPS dois em um, que por agora está disponível em português e inglês, e que para além das necessárias indicações do percurso, também funciona como guia turístico, porque à medida que se passa pelos pontos de interesse, ouvem-se as explicações sobre a sua história, numa versão bem-humorada.
Uma hora no «GoCar» custa 20 euros e para o conduzir basta ter 18 anos ou mais e carta de condução, ainda que este seja um carro sem mudanças.
Opção semelhante são os «buggies» da Red Tours, carros de 2 e 4 lugares, que fazem lembrar os carrinhos de golfe e que estão disponíveis para aluguer no Terreiro do Paço, mas diferenciam-se dos «GoCar» por serem eléctricos e «ecologicamente correctos».
Os «buggies» têm disponíveis no seu GPS, que também funciona como guia turístico. No entanto, as dimensões destes carros permitem atravessar ruas estreitas sem grandes dificuldades e de forma tão silenciosa, que nem os gatos que dormem à janela se mostram incomodados com a sua passagem.
Também no Terreiro do Paço, e um pouco por toda a baixa pombalina é possível apanhar boleia dos «City Cruisers», uma espécie de «riquexós» a pedais, que funcionam como táxis e permitem transportar duas pessoas.
Tânia Assis, da City Cruisers, afirma que as grandes mais-valias deste meio de transporte são o facto de ser ecológico e de permitir aos turistas estabelecer a sua própria rota. Os turistas, por um valor entre os seis euros para 15 minutos, e 20 euros por uma hora, podem conhecer os principais pontos de interesse da baixa pombalina acompanhados pelo condutor do «riquexó», que vai explicando a história da cidade.
TURISTAS GANHAM OPÇÕES DE TRANSPORTE PARA CONHECER LISBOA
Lisboa, 20 Jul (Lusa) - Para quem chega a Lisboa cheio de vontade de conhecer todos os pontos turísticos e recantos pitorescos da cidade, mochila às costas e tênis confortáveis já não são obrigatórios.
Andar a pé ainda é uma das boas maneiras de conhecer a capital portuguesa, mas, no calor do verão europeu, descobrir Lisboa sentado em uma alternativa inovadora de transporte e ter um GPS que desvenda percursos e faz comentários bem humorados é uma experiência que atrai um número crescente de visitantes.
Com o vento nos cabelos e o sol na cara, a deficiente visual Edite Faldini descobre Lisboa através das sensações que a cidade lhe transmite.
"São muitas sensações. Eu sei onde estou e imagino o mapa na minha cabeça. Imagino muito facilmente o que está à minha volta", diz a turista belga, depois de três horas percorrendo a cidade em um sidecar na companhia da amiga Anouk. As duas são conduzidas por um motociclista que é, também, guia turístico, e ao longo do itinerário fala dos monumentos e conta a história da cidade.
"É uma ótima experiência, mesmo quando não se consegue ver, porque sentimos o vento, o sol. Tudo é diferente, é muito bonito", afirma.
"O que é difícil em Lisboa é andar com a bengala, por causa da calçada, mas de resto é perfeito", declara Edite, lembrando as dificuldades adicionais que os cegos encontram na capital portuguesa.
Edite e Anouk saem do Campo Mártires da Pátria em direção ao Chiado, param nas ruínas do Carmo e continuam em direção a Alfama, passam pela Sé de Lisboa e voltam a parar no Castelo de São Jorge, para depois descer a colina e seguir por ruas tão estreitas onde nem um carro cabe. Avistam o Mosteiro de São Vicente, o Panteão Nacional e as janelas e portas dos residentes curiosos que não resistem a acenar e comentar o veículo diferente que por ali circula e continuam em direção ao Tejo, só voltando a parar no destino final: Belém.
A rota, pela qual Edite e Anouk pagaram 95 euros, é a mais procurada pelos turistas que optam pelo sidecar, "mas pode haver uma ou outra nuance", afirma João Soares, da Sidecar Touring, que explica que os passeios podem ser "à la carte".
O sidecar não é a opção mais comum, nem sequer a mais barata, mas ainda assim, assegura João Soares, tem muita procura.
"É curioso, é uma coisa inovadora, há algum revivalismo à volta disso e também pelo fato de se poder transportar crianças, velhotes e pessoas com dificuldades de locomoção de uma forma agradável", justifica.
Já passaram pela Sidecar Touring todo o tipo de clientes, mas há sempre aqueles que se destacam e ficam na memória, como o senhor de 92 anos que experimentou o veículo acoplado a uma moto após uma brincadeira dos bisnetos, mas que gostou tanto da experiência que resolveu repetir. Soares também se lembra de uma inglesa que todos os anos, em maio, aluga o veículo para percorrer as sapatarias da capital em um único dia e fazer as compras da estação.
Mas a história mais curiosa é a do casal que se divorciou no sidecar, seguiu para um restaurante onde tinha combinado de jantar com amigos e regressou em veículos diferentes.
Carrinhos amarelos
A novidade entre os veículos que desvendam Lisboa de uma forma menos convencional são os GoCars. Há algum tempo em atividade nos Estados Unidos, os GoCars chegaram há pouco menos de um mês a Lisboa e o responsável pela entrada dos "carrinhos amarelos" em Portugal, João Manuel Mendes, garante que "toda a gente que anda, adora".
Os veículos são dotados de um GPS dois em um, disponível em português e inglês e que, além das necessárias indicações do percurso, também funciona como guia turístico. À medida que se passa pelos pontos de interesse, ouvem-se as explicações sobre sua história, em uma versão bem-humorada.
De visita a Lisboa, Richard Lewis declara-se "convertido" às vantagens do GoCar, carrinho movido com um pequeno motor à gasolina.
"É muito fácil de conduzir, mais fácil do que um carro. É um dinheiro bem gasto. Decididamente, quero experimentar outra vez".
Uma hora no GoCar custa 20 euros e, para o conduzir, basta ter 18 anos ou mais e carteira de motorista.
"Achamos que o carro é uma forma divertida de conhecer a cidade, mas achamos que aquilo que o torna especial é a tecnologia que tem por baixo. Permite conduzir onde se quiser, escolher o que se quer visitar. Depois conta piadas, diz para ter cuidado com os buracos e manda dizer tchau aos policiais quando estão parados em sentinela", afirma João Manuel Mendes.
Ecologicamente corretos
Opção semelhante são os bugues da Red Tours, de 2 e 4 lugares, que lembram os carrinhos de golfe e estão disponíveis para aluguel no Terreiro do Paço, mas se diferenciam dos GoCars por serem elétricos e "ecologicamente corretos".
Luísa, que experimentou com a família o carro de quatro lugares, se queixou por o GPS ainda não estar disponível em francês, mas considera a novidade uma idéia boa para os turistas.
"Gostamos de conduzir nós mesmos em Lisboa e são rotas onde não há muito trânsito. É agradável", disse à Lusa a turista.
Luísa elogia ainda o preço pago pelo serviço - pouco mais de 20 euros - e destaca o fato de este tipo de tour pela cidade permitir parar para tirar fotos, ao contrário de outros transportes.
Os bugues têm disponíveis no seu GPS, que também funciona como guia turístico, as rotas de Belém, baixa pombalina, Alfama e o bairro do Castelo, onde geralmente só chegam os residentes e, na maioria das vezes, a pé.
As dimensões desses carros permitem atravessar ruas estreitas sem grandes dificuldades e de forma tão silenciosa que nem os gatos que dormem à janela se mostram incomodados com a sua passagem.
Também no Terreiro do Paço, e um pouco por toda a baixa pombalina, é possível pegar carona nos City Cruisers - espécie de riquixás com pedais - que funcionam como táxis e permitem transportar duas pessoas.
O fato de ser ecológico e de permitir aos turistas estabelecer sua própria rota é a mais-valia desse meio de transporte, segundo Tânia Assis, da City Cruisers.
Os turistas, por um valor entre os seis euros para 15 minutos, e 20 euros por uma hora, podem conhecer os principais pontos de interesse acompanhados pelo condutor do "riquixá", que vai explicando a história da cidade.
"Basicamente, funcionamos como guia turístico, levando os turistas aos pontos históricos da baixa. Ao mesmo tempo, fornecemos informação, explicamos-lhe o contexto histórico de determinado edifício ou ponto", explica Fernando, um dos condutores e guias da City Cruisers.
Os turistas também podem acompanhar a rota com a ajuda de um folheto com informação traduzida em línguas menos faladas, como russo, chinês ou alemão.
Quinta-feira, Julho 24, 2008
A ÚLTIMA SOPA
Domingo, Julho 20, 2008
ACIDENTE ARRANCA 15 PILARETES NA RUA JARDIM DO TABACO

Não é difícil imaginar a que velocidade circulava a viatura em virtude das evidências da violência do embate. No entanto, é raro ver patrulhamento policial nesta zona durante a noite, apesar da esquadra da PSP se encontrar a algumas centenas de metros, por exemplo: desde o mês de Junho, que o Largo Chafariz de Dentro é permanentemente ocupado por dezenas de viaturas, à noite e ao fim-de-semana (apesar dos sinais de trânsito) sem que nada aconteça e com os Parques de estacionamento praticamente vazios do outro lado da rua, junto ao rio.Etiquetas: acidentes, alfama, carros, emel, lisboa, trânsito, viaturas
Sábado, Julho 19, 2008
CARROS ELÉCTRICOS "INTELIGENTES" PASSEIAM TURISTAS
A partir de segunda-feira, lisboetas e turistas vão poder conhecer a cidade em "buggies" de dois ou quatro lugares, ou em segways em quatro circuitos definidos, orientados por GPS, e, que além de mostrarem o caminho, fazem um breve resumo histórico dos locais e monumentos de interesse.O projecto, criado pela Red Tour, empresa pertencente à FamiGeste, inclui ainda um circuito aberto com bicicletas eléctricas e vai operar, numa fase inicial no centro da capital, com partidas do Terreiro do Paço. Depois, deverá estender-se à zona de Belém.
Alfama, da Casa dos Bicos ao mosteiro de São Vicente de Fora, é um dos roteiros definidos para as segways.
Nos "buggies", os turistas poderão conhecer a zona do Chiado, eixo do Convento do Carmo-Rossio-Restauradores-Avenida da Liberdade, ou as vistas entre a Sé Catedral e o Panteão, passando pelas Portas do Sol. As viaturas são todas eléctricas. Não há poluição ambiental, nem sonora. "Queremos passar uma imagem ecológica e levar turistas onde os autocarros não chegam", explicou ao JN Susana Welsh, directora comercial da Red Tour. "Os percursos foram estudados com a Câmara de Lisboa (que criou um grupo de trabalho), para minimizar impactes no trânsito", acrescentou ainda a responsável.
Susana Welsh acredita que o projecto terá também uma forte adesão por parte dos lisboetas, sobretudo no que se refere às deslocações de segway. Nesta fase inicial, os aparelhos GPS "falam" apenas em inglês e português.
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LUZBOA VAI ILUMINAR LISBOA EM NOVEMBRO
Publicado no Jornal Briefing em 11-07-2008 por Marina ChiavegattoDe 8 de Novembro a 15 de Janeiro de 2009 Lisboa vai iluminar-se com o projecto Luzboa 08.
Trata-se de um projecto internacional que se propõe a iluminar as zonas da Bica, Alfama, Alecrim e a Baixa com trabalhos de «artistas da luz» nacionais e internacionais.
As Câmaras Municipais Lisboa e Turim, em Itália, cidades onde decorre em simultâneo este projecto, irão patrocinar a iniciativa que integra a arte no espaço urbano, contribuindo também para a decoração de Natal das cidades.
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BIANCARD CRUZ SUCEDE A JÚDICE NA LIDERANÇA DA FRENTE RIBEIRINHA
Publicado em RTP.pt Lisboa, 18 Jul (Lusa)O Governo escolheu o arquitecto João Biancard Cruz para suceder ao ex-bastonário da Ordem dos Advogados José Miguel Júdice na liderança do projecto da Frente Tejo em Lisboa, disse hoje à Lusa fonte oficial do executivo.
"Está resolvida a sucessão [de José Miguel Júdice] na frente ribeirinha e garante-se plenamente a continuidade do projecto", referiu fonte do Governo. O arquitecto João Biancard Cruz desempenhou foi até agora o "número dois" da equipa de José Miguel Júdice e desempenhou durante vários anos o lugar de director geral do Ordenamento do Território, incluindo no tempo em que José Sócrates desempenhou as funções de ministro do Ambiente.
João Biancard Cruz foi também um dos principais protagonistas do Programa Polis, que arrancou durante os executivos liderados por António Guterres.
PMF.
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Sexta-feira, Julho 18, 2008
ARTES: TELAS DE PINTOR HOLANDÊS ROUBADAS EM RUAS DE ALFAMA
Arie Pos, representante de Slauerhoff, disse à Lusa que duas ou três das telas desapareceram antes mesmo da inauguração e nos dias 2 e 3 de Julho foram retiradas "pelo menos 15, talvez mesmo 17 ou 18".
Várias dessas telas, segundo Pos, foram retiradas de varandins, o que só poderia ter sido feito com recurso "a escadas ou camionetas" e utilizando ferramentas para cortar os fios de nylon ou arame que as afixava.
Pos está convencido de que se está em presença de uma operação montada "com todo o cuidado" e com meios por profissionais.
As autoridades policiais foram informadas dos roubos na passada quarta-feira pelo representante do pintor, que lhes entregou 15 fotografias dos quadros roubados. As telas têm dois formatos - 2,40X1,80 e 2,00X1,80 metros - e são de material plástico transparente com quadros e desenhos do pintor estampados. A exposição, intitulada "Facetas da vida", foi a primeira com estas características realizada pelo pintor.
O "valor de produção" (incluindo a impressão e a tela) é de aproximadamente 200 euros cada, mas, se estivessem à venda numa galeria de arte, cada uma valeria pelo menos 1500 euros, assinalou Pos. Slauerhoff nasceu em 1944 e já expôs várias vezes em Lisboa, nomeadamente no Museu do Fado.
RMM.
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LITERATURA: INSTALAÇÃO DA FUNDAÇÃO SARAMAGO NA CASA DOS BICOS É BEM-VINDA PELOS COMERCIANTES E MORADORES
Lisboa, 16 Jul (Lusa) - A instalação da sede da Fundação José Saramago na Casa dos Bicos é bem-vinda pelos comerciantes de Alfama, que acusam a câmara de imobilismo relativamente à zona. "Alfama podia ser a galinha dos ovos de ouro, pois os turistas querem ver é ruas estreitinhas e roupas penduradas, mas está tudo tão degradado e feio que fogem daqui", disse Josefa Ribeiro, que dirige um loja de artesanato ao lado da Casa dos Bicos.A mesma opinião é partilhada por outros comerciantes e alguns moradores ouvidos hoje pela Lusa, que consideraram "positiva" a instalação da sede no edifício, classificado em 1910 como monumento nacional. "Vir para aqui algo que mexa, que dinamize a zona, é sempre bem-vindo, tanto mais que os turistas de manhã à noite fotografam a casa, mas não podem lá entrar, e vindo algo de cultural, sempre entram", disse Mário Sousa Cerqueira, do restaurante Adega do Atum.
Actualmente a servir cerca de 50 refeições diárias, Mário Sousa Cerqueira espera que a vinda da Fundação do Nobel português "traga dinamismo, gente, e que se olhe para a zona com outros olhos".
Segundo Carlos Pinto, que há 27 anos trabalha no restaurante Solar dos Bicos, "a clientela tem vindo sempre a descer", registando este ano um quebra de 50 por cento no número de refeições servidas relativamente há 20 anos. "Das 250 refeições que servia estamos a servir actualmente cerca de 100", disse.
A insegurança nas ruas, pouca iluminação e o tráfego automóvel são alguns dos factores apontados para afastar os turistas da Rua dos Bacolheiros, apesar de vários atractivos turísticos, nomeadamente as fachadas dos edifícios contíguos à Casa dos Bicos, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, a Velha, ou a casa onde nasceu João Pinto de Carvalho 'Tinop', o primeiro autor de uma história do fado. "Daqui [rua dos Bacalhoeiros] até Santa Apolónia podia ser uma zona pedonal de esplanadas e outras lojas, sendo uma porta preferencial de acesso ao mais bonito bairro de Lisboa que é Alfama", opinou Carlos Pinto.
Josefa Ribeiro assinalou, por seu turno, que "os turistas evitam esta zona pois só vêem feio, conhecem a Rua Augusta e depois procuram alguma forma de chegar ao Castelo". Para esta lojista, a instalação da Fundação "é bem-vinda, tanto mais que, sendo um pólo cultural, irá atrair gente".
A presidente da Fundação, Pilar del Rio, disse hoje à Lusa que os objectivos são "a agitação e dinamização culturais". Sem confirmar o que será instalado na Casa dos Bicos ou o futuro das actuais instalações alugadas na avenida Almirante Gago Coutinho, a responsável esclareceu pretender-se "uma aproximação emocional dos portugueses à obra de autores como Jorge de Sena, Raul Brandão ou José Rodrigues Miguéis, entre outros".
A Casa dos Bicos foi mandada erigir por Afonso Brás de Albuquerque, um filho legitimado por Afonso de Albuquerque, vice-rei da Índia.
Passou por vários proprietários, entre eles um comerciante de bacalhau, até que a Câmara a adquiriu em 1967 a Daisy Maria da Silva Knight. Desde então foram vários os projectos previstos para ocupar os dois pisos da Casa, desde uma exposição permanente relacionada com a presença portuguesa no Oriente, a um Museu da Cidade ou um do Fado até uma casa de fados.
Na década de 1960, quando a imprensa especulava sobre o fim da carreira de Amália Rodrigues, a fadista confessou em várias entrevistas que gostaria de explorar na Casa dos Bicos um restaurante típico de fados.
Raul Lino, que orientou as obras de consolidação de 1969 a 1974, chegou a apresentar um projecto para adaptação a uma "Casa de Goa". Entre 1980 e 1981 os arquitectos José Daniel Santa Rita e Manuel Vicente apresentaram um projecto de reinterpretação da Casa e decidiram incorporar-lhe, com elementos contemporâneos, os dois pisos que o terramoto de 1755 destruiu.
Em 1983 foi o núcleo "Dinastia de Avis" da XVII Exposição Europeia de Arte, Ciência e Cultura, seguindo-se um hiato na sua ocupação até 1987, quando recebe a Comissão para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, que ali permaneceu até 2002.
Actualmente, funcionam na Casa os serviços relacionados com a vereação de Cultura.
As escavações arqueológicas realizadas no início da década de 1980 trouxeram à luz do dia parte da muralha moura, tanques romanos e até uma garrafeira da família Albuquerque.
NL.
Lusa/Fim
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Quarta-feira, Julho 16, 2008
CÂMARA DE LISBOA APROVA DOCUMENTO ESTRATÉGICO PARA ZONA RIBEIRINHA ORIENTAL
O Documento Estratégico de Monitorização da Zona Ribeirinha Oriental divide cinco áreas daquela zona da cidade para onde serão realizados planos de urbanização e de pormenor.Nessas áreas inclui-se o Plano de Urbanização da área envolvente à Estação do Oriente, também aprovado hoje, e alterações aos loteamentos do antigo edifício da Tabaqueira e da Fábrica de Braço de Prata, igualmente aprovados hoje.
O documento estratégico para a Zona Ribeirinha Oriental foi aprovado com os votos contra dos vereadores do PSD e do PCP, que alegaram sobretudo a falta de validade jurídica do documento. O vereador do Urbanismo, Manuel Salgado (PS), reconheceu a falta de vínculo jurídico mas contrapôs que aquele é um instrumento orientador da autarquia para aquela zona da cidade, sendo que «o que tem valor jurídico são os planos», que foram aprovados. Segundo Manuel Salgado, o objectivo é a «revitalização económica da zona», caracterizada pela existência de «indústrias obsoletas e desactivadas» e virá-la para outras áreas como as «indústrias criativas». «Enquadrar a localização de um ‘cluster’ de indústrias de conteúdos e biotecnologias» foi um dos objectivos enunciados pelo vereador.
O documento aponta para o alargamento da «polarização do Parque das Nações, de forma a ir até aos Olivais, com uma nova fachada da Estação do Oriente virada para a cidade», referiu Manuel Salgado. O vereador quer terminar com o que considera ser o «gueto do Parque das Nações» e integrar aquele bairro em toda a zona oriental da cidade. O vereador e ex-presidente Carmona Rodrigues considerou que a revogação das anteriores deliberações carecia de uma «fundamentação mais cabal». Carmona Rodrigues questionou ainda que «dada a relevância do novo documento» não fosse desencadeado um processo de discussão pública.Para a vereadora social-democrata Margarida Saavedra, o documento estratégico tem uma «eficácia cega», ao não ter validade jurídica, e «define um conjunto de oportunidades criando ele próprio guetos». «A bondade do PZRUO [Plano de Urbanização da Zona Ribeirinha Oriental] era criar uma lógica integradora para toda a zona», considerou.Segundo a vereadora do PSD, com o actual documento existe antes um «somatório das partes» que, «só por milagre criará um todo coerente».
A vereadora do movimento Cidadãos por Lisboa Manuela Júdice referiu que «o documento não tem relevância jurídica» mas classificou-o de «orientador» e «muito bem feito». Manuela Júdice levantou a questão da permanência das livrarias Ler Devagar e Eterno Retorno que ocupam actualmente a Fábrica de Braço de Prata com um projecto cultural «auto-sustentado». O vereador Manuel Salgado esclareceu que a manutenção daquele equipamento cultural foi acautelada nas compensações que o promotor da urbanização Jardins de Braço de Prata dará à autarquia e cujas alterações ao loteamento foram hoje aprovadas. Sobre este loteamento, o vereador do Bloco de Esquerda José Sá Fernandes considerou que se deu uma «reviravolta a favor da cidade» porque, referiu, apesar dos índices de construção que já tinham sido aprovados, houve compensações conseguidas através de negociações com os promotores durante este mandato. Sá Fernandes referiu a «libertação da Frente Ribeirinha para uso público com obra paga pelos promotores e uma área verde a montante e fora dos terrenos do loteamento, que constitui o corredor verde oriental, com cerca de 23 hectares, que vai desde o Rio Tejo ao Vale Fundão, a ser projectada e paga pelos promotores».
O «desnivelamento da Avenida Marechal Gomes da Costa para retirar o trânsito da Frente Ribeirinha» foi outra das compensações mencionadas pelo vereador. Para a vereadora comunista Rita Magrinho, o que está em causa com o documento estratégico para zona ribeirinha oriental é «substituir o PZRUO por um instrumento atípico que não está previsto na legislação». «O estratégico deste documento é apenas o enunciar de um conjunto de oportunidades para quem tenha perspectivas naquela área», defendeu. O vereador comunista Ruben de Carvalho afirmou que o vereador do Urbanismo Manuel Salgado «pode não passar à História como o novo Marquês de Pombal, mas corre o risco de ser o novo Padre António Vieira». Ruben de Carvalho referiu-se ao documento estratégico como uma «fórmula arquitectónica-gramatical», sem validade jurídica, e acusou Manuel Salgado de «fazer os que os socialistas fazem, que é meter coisas em gavetas» e «meter na gaveta a revisão do PDM [Plano Director Municipal]».
O presidente da Câmara, António Costa (PS), considerou que o documento estratégico e as alterações aos loteamentos vão permitir «retomar a dinâmica de revitalização da zona oriental que se iniciou há dez anos [com a Expo] e ficou parada». O Plano de Urbanização da área envolvente à Estação do Oriente foi aprovado com os votos contra do PCP e a abstenção do PSD e da lista Lisboa com Carmona. As alterações aos loteamentos referentes à antiga Tabaqueira e Fábrica de Braço de Prata foram aprovados com os votos contra do PCP e a abstenção do PSD.
Lusa/SOL
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CÂMARA APROVA CEDÊNCIA DA CASA DOS BICOS PARA FUNDAÇÃO JOSÉ SARAMAGO
Lisboa, 16 Jul (Lusa)
A Câmara de Lisboa aprovou hoje em reunião do executivo municipal a cedência da Casa dos Bicos para a instalação da Fundação José Saramago, que acolherá a biblioteca do autor prémio Nobel da Literatura.
A cedência foi aprovada com os votos contra do movimento Lisboa com Carmona e do PSD e dos votos favoráveis do PS, Cidadãos por Lisboa, PCP e BE.
O protocolo entre a autarquia lisboeta e a fundação será assinado quinta-feira às 15:30, no salão nobre dos Paços do Concelho, com a presença de José Saramago.
ACL.
Lusa/Fim
É uma excelente notícia para o centro histórico de Lisboa que vai receber mais um pólo de atracção de turistas, que vai passar a constar em todos os guias turísticos, e vai dar um uso conveniente às instalações da casa dos Bicos (não só das fachadas como acontece actualmente).
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Terça-feira, Julho 15, 2008
PARQUE DE ESTACIONAMENTO NO LARGO CHAFARIZ DE DENTRO




Até à realização da obra nos colectores apesar dos contentores o espaço estava vedado e o acesso para cargas e descargas era gerido pelo Museu do Fado, actualmente não existe qualquer obstáculo à entrada dos veículos, excepto a sinalização que ninguém respeita nem ninguém fiscaliza.
Curiosamente a menos de 100 metros, nas traseiras do Museu do Fado junto ao rio, existem Parques de estacionamento que estão sempre vazios e no final da Rua Jardim do Tabaco existe uma esquadra da PSP pelo que o caos documentado pelas imagens não parece de difícil solução:
1 - Bastaria que os agentes se deslocassem ao local para autuar os infractores;
2 – Colocação de placas, assinalando o percurso para os Parques de estacionamento. Actualmente, só existem 1 pequena placa na Rua Jardim do Tabaco, que por ser mais pequena que as placas da EMEL nem sequer se vê de noite.
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Sábado, Julho 12, 2008
CONHECER LISBOA EM DUAS RODAS


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Sábado, Junho 14, 2008
GOCAR EM LISBOA


O único defeito é não serem completamente ecológicos mas a diversão é garantida.Mais informações:
Rua dos Douradoures, 16
www.gocartours.com
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Quarta-feira, Junho 11, 2008
LISBOA: REDE DE BICICLETAS DE USO PARTILHADO CRIADA NO VERÃO DO PRÓXIMO ANO
O vereador dos Espaços Verdes, José Sá Fernandes (BE), considera que a proposta representa um "salto de gigante" na política de mobilidade da cidade e gostaria que o sistema estivesse criado a tempo do dia do Ambiente do próximo ano, a 5 de Junho.

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Sexta-feira, Junho 06, 2008
MARCHAS POPULARES: SANTOS DE ONTEM… E DE HOJE?
Publicado em Visão.pt por Sara Rodrigues - 06 Jun 2008Os grandes arraiais e bailaricos na Praça da Figueira (como se vê nas fotos) já não existem, agora estão espalhados pela cidade (este ano são 26 locais), as tais sardinhas assadas atingem preços astronómicos por esta altura (no ano passado custavam €2 cada) e a devoção ao Santo António já não é tão fervorosa.
Mas não há dúvidas que é uma mega festa, a que este ano se vai juntar o Euro 2008 e, em Agosto, os Jogos Olímpicos. Sim, é verdade que estamos a falar do mês de Agosto, já que basta dar uma vista de olhos no programa das Festas de Lisboa para ver que começam em Maio e vão até Setembro.
Mas também sabemos que atingem o seu auge no mês de Junho e o clímax na noite do dia 12, véspera de Santo António. É nessa noite que milhares de pessoas saem à rua e, verdadeiramente, entopem alguns dos bairros mais típicos da capital, como Alfama, Bairro Alto ou Castelo. E, é também nessa noite, que desfilam na Av. da Liberdade as Marchas, essa manifestação popular que assumiu cariz cultural e foi classificada em 19.º no ranking das 50 melhores festas europeias. Esta tradição que alia a música, à poesia, à representação e à dança começou em 1932 pela mão do cineasta Leitão de Barros e, apesar de algumas interrupções devido à II Guerra Mundial e ao período do pós-25 de Abril de 1974, tornou-se um ícone das festas.
Durante muitos anos, além da avenida, desfilavam também no Pavilhão dos Desportos (mais tarde baptizado de Carlos Lopes), mas, mais recentemente, é no Pavilhão Atlântico que se discutem as pontuações e as melhores coreografias (este ano, 20 marchas estão a concurso com encenações dedicadas a Fernando Pessoa, pelo 120.º aniversário do seu nascimento, Padre António Vieira, pelo IV centenário do seu nascimento, aos 200 anos da chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil e ao Ano Europeu do Diálogo Intercultural).
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ASAE DE OLHO NOS SANTOS POPULARES
Publicado no DN, por Filipe Santos Costa




Em resposta ao deputado Hélder Amaral, do CDS, este responsável da ASAE deu conta de “muitas reuniões com os organizadores dessas festas, onde são dadas noções básicas de higiene. Se seguirem esses requisitos, nada irá acontecer numa eventual inspecção da ASAE nessas festas populares”.
Questionado pelo Expresso sobre a possibilidade de a ASAE ir para as festas de Santo António ou São João, Reis reafirmou a possibilidade de “eventuais inspecções”. “Isso tem a ver com com critérios de avaliação de risco que são definidos para a escolha dos alvos.” Que critérios? “São critérios internos.”
Na audição com o grupo de trabalho que está a avaliar o impacto dos regulamentos comunitários e a forma como têm sido impostos pela ASAE aos pequenos produtores de alimentos tradicionais, ficou clara a contradição entre a autoridade de segurança alimentar e o Ministério da Agricultura. No mesmo dia, também na AR, Jaime Silva, que tutela o desenvolvimento regional, tinha assegurado aos deputados que nada na lei impede que um proprietário de turismo rural sirva aos seus hóspedes um arroz de cabidela feito com uma galinha criada e abatida na sua propriedade. Poucas horas depois, o subinspector geral da ASAE contrariava o ministro, repetindo o que o líder máximo daquele organismo, António Nunes, já tinha dito na AR: nesse caso, o abate dos animais tem de ser feito num matadouro. Caso contrário, só podem ser para consumo doméstico, sendo proibida a sua venda. Uma “opinião consubstanciada numa base legal”, reforçou o representante da ASAE, embora tenha moderado o discurso: “As opiniões que assumimos não são dogmáticas, podemos fazer alguma nova leitura.”
Jaime Silva assumiu em relação à actuação da ASAE que “há excessos” e que “é preciso corrigi-los”. Admitiu que em alguns casos “pode haver má interpretação da lei” por parte dos agentes de António Nunes, e frisou que, nesses casos, a interpretação compete aos técnicos do Ministério da Agricultura,
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Quarta-feira, Junho 04, 2008
LISBOA QUER RECEBER CERCA DE 300 MIL VISITANTES
De 2 a 16 de Agosto
O Turismo de Lisboa quer receber 300 mil visitantes na edição deste ano do Festival dos Oceanos, que decorre entre 2 e 16 de Agosto e realiza 17 espectáculos ao longo de 15 dias.
“Este ano queremos ultrapassar os 200 mil visitantes, da edição de 2007, em cerca de 50%”, afirmou hoje o presidente-adjunto do Turismo de Lisboa, Mário Machado na assinatura do protocolo entre a Parque Expo e a ATL para a realização conjunta do Festival dos Oceanos.
O evento, que vai apresentar diferentes espectáculos ao longo da zona ribeirinha de Lisboa, entre o Parque das Nações e a Zona de Belém, e também em bairros históricos da cidade, como Alfama, e que contou com um investimento de dois milhões de euros, participado em 250 mil euros pelo Turismo de Portugal, vai contar este ano com uma divulgação maior e reforçada.
“Este ano tivemos mais tempo para promover o Festival, por isso conseguimos incluí-lo em todas as acções promocionais que fizemos no estrangeiro, nas brochuras dos operadores estrangeiros relativas a Agosto, nomeadamente no Reino Unido, Alemanha, Espanha, França e Itália e também contamos com a colaboração da TAP, com a qual temos um protocolo, para fazer divulgação das nossas iniciativas na revista de bordo”, revelou ao PressTur Mário Machado, presidente Adjunto da ATL, hoje, à margem da apresentação.
Durante 15 dias, quem passar e morar em Lisboa vai poder assistir a mais de 17 espectáculos e iniciativas, das quais se destaca a “A Regata Internacional dos Oceanos”, que parte de Marselha a 19 de Julho, chegando a Lisboa a 12 de Agosto, após passar por cidades como Algeciras ou Rabat, a “Ocean Parade”, no dia 2 de Agosto, no Parque das Nações.
A Parque Expo vai celebrar os 10 anos da Exposição Mundial de Lisboa – Expo ’98, com o espectáculo “L’Utopie”, na Doca dos Olivais, entre 15 e 16 de Agosto, num espectáculo cheio de música, cor e pirotecnia.
Também em destaque no Festival dos Oceanos vai estar a conferência “2008 – Ano Internacional do Planeta Terra”, a decorrer no Oceanário.
A música, o teatro, exposições, espectáculos de rua e de mergulho e lançamento de papagaios de papel vão ser algumas das iniciativas previstas na programação do Festival dos Oceanos.
Museus abertos até à meia-noite
Uma das novidades da programação deste ano, é a abertura de alguns museus e monumentos até à meia-noite, como o Museu Berardo, a Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos, o Pavilhão do Conhecimento, o Museu da Carris e o novo Museu do Oriente.
Em paralelo, a Parque Expo, para celebrar o 10º aniversário da Expo 98 vai ter patente ao público uma exposição de cartoons, publicados entre 1993 e 1998, sobre o que se esperava viesse a ser a Expo 98, e vai também organizar um debate subordinado ao “Urbanismo e Arquitectura”, relativo ao papel que a exposição teve no crescimento da cidade para Oriente.
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LISBOA: NOVOS REGULAMENTOS URBANÍSTICOS DISCUTIDOS NO PRÓXIMO MÊS - ANTÓNIO COSTA
Publicado em rtp.pt por LUSA/FimLisboa, 15 Mai (Lusa) - O presidente da autarquia de Lisboa, António Costa anunciou hoje que no próximo mês serão apresentados à Câmara regulamentos urbanísticos, como os de edificação, cedências e compensações, cuja elaboração foi recomendada pela sindicância aos serviços de Urbanismo.
"No próximo mês serão apresentados à Câmara o regulamento de edificação e urbanismo, o regulamento da TRIU [Taxa Municipal pela Realização de Infra-Estruturas Urbanísticas] e o regulamento de cedências e compensações", afirmou António Costa, durante um almoço promovido pelo American Club of Lisbon.
Os regulamentos serão acompanhados de um Plano Director Municipal "anotado", um "instrumento de auto-vinculação da própria Câmara, para que todos saibam como a Câmara interpreta o PDM e para os seus funcionários fiquem obrigados a essa interpretação".
Segundo o autarca, os regulamentos, cuja revisão ou elaboração foi recomendada pela sindicância aos serviços do Urbanismo, pedida pelo anterior presidente da Câmara, Carmona Rodrigues, bem como o PDM anotado, servem para que "as regras do Urbanismo, sejam claras para todos o conhecidas de todos".
"A Câmara não fingiu que não havia o relatório da sindicância. Olhou e viu as medidas que era necessário tomar", disse, acrescentando que na sequência da sindicância foram instaurados sete processos disciplinares.
António Costa revelou também que desde que o executivo tomou posse, a 1 de Agosto de 2007, "foram licenciados dois milhões de metros quadrados de área bruta de construção", na sua maioria para habitação.
Segundo o autarca, só no eixo composto pela Avenida da Liberdade, Fontes Pereira de Mello e Avenida da República, foram licenciados cerca de 200 mil metros quadrados.
Estes níveis de licenciamento significam que, segundo António Costa, a autarquia está a conseguir recuperar de "praticamente um ano sem licenciamentos", na sequência da crise na Câmara que levou a eleições intercalares.
"Não obstante um ano de paralisação, não obstante o trauma que a sindicância causou aos serviços de Urbanismo, neste momento já licenciámos mais do que foi licenciado em 2006", sustentou.
Na área social, o autarca anunciou o estabelecimento de uma parceira com o Centro de Refugiados, para a instalação em Lisboa de uma casa para crianças refugiadas.
Questionado pelos jornalistas, o autarca preferiu não divulgar o local escolhido, por ainda não ter sido comunicado ao Centro de Refugiados, adiantando que terá capacidade para mais de vinte crianças.
A criação de um Museu da Comunidade Judaica, em Alfama, e de um Centro de Arte Contemporânea Africana, foram outros projectos de parceira referidos por António Costa.
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LISBOA: ALFAMA CRITICA CORTE NOS APOIOS DA CÂMARA PARA ARRAIAIS POPULARES
A Presidente da junta de freguesia de Santo Estêvão, em Alfama, assim como as colectividades e os comerciantes e moradores da zona, criticam a Câmara de Lisboa por falta de apoios nos arraiais populares.
Os moradores de Alfama dizem que a zona "está a morrer", a propósito de as colectividades virem a receber este ano da Câmara menos de 75 por cento do dinheiro do ano passado para financiar os arraiais dos santos populares, proposta aprovada em reunião de executivo.
"Estou contra o facto de a Câmara fazer coisas destas", afirma presidente da junta, Lurdes Pinheiro, justificando: "As colectividades é que dinamizam os santos populares e estão a tirar-lhes os meios para isso."
"As colectividades vão ter muitos problemas em cumprir o regulamento que a própria câmara estipulou para os arraiais, como por exemplo a regra que exige música ao vivo. O dinheiro que vão dar agora não chega para pagar nem uma noite de música", observa a presidente da junta.
Os arraiais são organizados por voluntários, "mas não é o pobre que vai pagar as bandas que actuam", reitera Mário Rocha, presidente do Centro Cultural Magalhães Lima, uma das colectividades que costuma receber o apoio da Câmara, e que vê em risco, este ano, a organização dos seus arraiais.
A presidente da junta acredita que a medida adoptada pela câmara "é apenas uma desculpa", pois "entretanto [a câmara] vai apoiando eventos privados como o Rock in Rio".
"A tradição deixa de ser tradição", acrescenta.
Alguns comerciantes como o casal Marques, que gere o restaurante Tolam, criticam as licenças que têm de pagar à Câmara para, por exemplo, porem o "fogareiro na rua".
"Acho mal as colectividades terem apoio e nós não", pois, acredita Fernando Marques, "os comerciantes também fazem a festa" e apresentam condições de que esta necessita, "como as casas de banho que todos usam".
"Pelo menos devíamos estar isentos de pagar a licença", contesta o dono do restaurante, afirmando que assim "a gente acaba por desistir de participar nos arraiais."
"Qualquer dia isto morre. Apenas o amor de algumas pessoas que fazem um grande esforço mantém o Santo António", observa Hermínio Álvaro, morador da freguesia de Santo Estevão.
Artur Pereira, de 63 anos, acrescenta que "antigamente" a festa decorria durante "o mês todo", recordando a existência de "um coreto com um conjunto a tocar": "convivia-se... E agora não permitem isso".
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CARRIS COM FADO, JAZZ E TEATRO A BORDO
Publicado 03.06.2008 em opcaoturismo.comA Carris e a EGEAC, E.M. - Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural, assinaram um protocolo para a realização conjunta de actividades de animação cultural na cidade de Lisboa para os anos 2008 e 2009. A parceria permite uma maior divulgação das Festas da Cidade de Lisboa em toda a frota da Carris e leva animação e cultura a todos os clientes destes transportes.
As Festas de Lisboa 2008 reinventam a cidade e os seus espaços, suscitando novos olhares e criando novos modos de fruição. A animação centra-se na zona da Praça do Comércio, Baixa-Chiado e Avenida da Liberdade e percorrem um considerável número de ruas da cidade a bordo dos eléctricos, autocarros e ascensores da Carris.
Este protocolo visa a divulgação e a dinamização de actividades culturais, permitindo oferecer teatro e música a todos os que usufruem dos transportes públicos da Carris.
Artistas amadores cantam o fado tradicional no palco dos eléctricos. Medalha de Prata de Mérito Turístico, este é já o quarto ano em que o Eléctrico 28 encanta os seus clientes com música a bordo.
Este ano, a Carris disponibiliza os Eléctricos 18 e o 25, que se juntam, também, à festa, alargando esta experiência a mais bairros lisboetas. Do Martim Moniz aos Prazeres, passando pela Graça, Alfama, Bica e Bairro Alto. O Fado nos Eléctricos acontece até 29 de Junho, às quintas e domingos, das 16 às 18h e 19 às 21h.
O teatro é a proposta da Carris a todos os clientes das carreiras dos autocarros nº 745, 746, 755 e 758. Acontece de 4 a 25 Julho, às sextas-feiras e a partir 18h00.
Jazz às Onze
A Carris e a EGEAC associam-se aos 60 anos do Hot Clube de Portugal e proporcionam momentos de jazz nos Ascensores e Elevador da cidade das Sete Colinas. Estes meios de transporte, propriedade da Carris e classificados como Monumentos Nacionais, são: o Ascensor do Lavra, o mais antigo da cidade, inaugurado em 1884, faz a ligação entre o largo da Anunciada e a Travessa do Forno do Torel; o Ascensor da Glória, o mais movimentado, inaugurado em 1885, liga a Praça dos Restauradores ao Bairro Alto; o Ascensor da Bica, com o percurso mais pitoresco, inaugurado em 1892, faz a ligação entre a Rua de São Paulo e o Largo do Calhariz; e o Elevador de Santa Justa, único elevador vertical, inaugurado em 1902, liga a Rua do Ouro ao Largo do Carmo. Acontece apenas nos dias 5, 13, 19 e 27 Setembro, das 11h e às 23h00
No âmbito deste protocolo, a Banda da CARRIS terá, também, uma agenda definida de actuações nos espaços públicos geridos pela EGEAC, estando já prevista uma actuação do Grupo Coral da Carris na zona superior do Elevador de Santa Justa, no mês de Dezembro.
Refira-se ainda para entrar nos eléctricos, autocarros ou elevadores basta possuir os títulos de transporte válidos nos transportes da Carris.
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ÀS CEGAS POR ALFAMA
Publicado no Guia da CidadeImagine o que é redescobrir o bairro de Alfama de olhos vendados: são as ruas apertadas, o cheiro das sardinhas a assar, o som de um fado que se ouve ao longe e tantas outras aventuras sensoriais…
São passeios a pé, no bairro de Alfama, em que os participantes têm os olhos vendados e são conduzidos por um guia invisual da ACAPO que partilha as suas referências sensoriais. Está também presente um guia Lisbon Walker que faz a contextualização histórica do percurso e 4 elementos da APPA, que ajudam os participantes a percorrer o espaço.
Pretende-se proporcionar uma experiência sensorial, que visa a construção de um novo conhecimento do espaço através do estímulo dos sentidos do cheiro, tacto, gosto e audição pela ausência da visão.
Estes passeios pretendem também sensibilizar para o universo invisual, não num sentido incapacitante, mas num sentido positivo e estimulante, em que o próprio invisual nos convida a entrar no seu mundo de códigos e referências.
Venha à descoberta, e surpreenda-se... De 12 a 26 de Julho.
Datas: dias 12, 19 e 26 de Julho, às 11h
Marcação prévia
Duração do passeio: 1 hora
Número máximo de participantes por passeio: 8
Preço por pessoa: 20 Euros (valor a reverter integralmente para a ACAPO)
TM: 91 380 64 79 / info@cabracega.org
Mais informações em www.cabracega.org
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CANAL DE HISTÓRIA ESTREIA «RECORTES DE LISBOA» DIA 13
Publicado no Diário DigitalLisboa vai ser a protagonista de «Recortes de Lisboa», uma nova série produzida pelo Canal de História com estreia no próximo dia 13 de Junho, pelas 19:00 horas, que pretende dar a conhecer a história, segredos e todas as curiosidades dos doze locais mais emblemáticos da cidade.
Aproveitando a proximidade das comemorações do dia de Santo António, o santo padroeiro da capital portuguesa, Alfama foi o bairro eleito para assinalar a estreia deste programa de produção nacional.
No primeiro episódio, o canal vai percorrer as ruas estreitas e sinuosas do típico bairro de Alfama para revelar todas as curiosidades históricas deste local, as suas origens, os seus segredos e os aspectos mais importantes que recordam as memórias do passado de um dos principais bairros da cidade.
Castelo, Avenida da Liberdade, Campo Santana, Avenidas Novas, Graça, Parque das Nações, Baixa Pombalina, Bairro Alto, Belém, Cais do Sodré e Chiado são os restantes onze locais que compõem este programa com exibição todas as sextas-feiras, de 13 de Junho a 29 de Agosto, sempre pelas 19:00 horas.
Para comemorar esta estreia junto dos espectadores, o canal vai estar presente nas ruas do bairro de Alfama, na noite de Santo António, através de uma acção de street marketing, que promete surpreender a população, anunciando esta estreia de forma inédita e original. Assim, o canal associa-se às festividades através da colocação de bancadas, com decoração alusiva às comemorações, onde serão oferecidos centenas de manjericos com poemas dedicados ao bairro de Alfama e à nova série «Recortes de Lisboa».
Presente em mais de 130 países e visto em mais de 230 milhões de lares, o Canal de História é produzido pela Chello Multicanal, empresa independente líder na produção de canais temáticos em Espanha e Portugal, e exibe uma completa oferta de documentários com um catálogo internacional que inclui mais de três mil horas de programação original.
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Sexta-feira, Maio 30, 2008
THE SOUL OF FADO
The Dutch visual artist Guus Slauerhoff (Sneek, Netherlands, 5 April 1945) was grasped by Fado as he discovered the Fado singer Cristina Branco, who expressed and interpreted a selection of poems by the poet Jan Jacob Slauerhoff (1898-1936) in Portuguese, on her CD 'Cristina Branco canta Slauerhoff '. Between November 2003 and March 2004 he accompanied the singer while she was touring the Dutch theatres, making many drawings of the concerts for his exhibition 'The emotion of Fado'. He wanted to make the sounds and feelings visible and tangible, thus adding a new dimension to Fado.
His fascination for Fado brought him to Lisbon various times in 2004 and 2005 to search and experience Fado there too. Especially the Alfama district and its Museu do Fado drew his attention. He started to feel at home and discovered that he was in the right place, it was as if he re-discovered himself. During his stays in Lisbon he drew pictures of the Fado singers in Fado houses and wandered around in Alfama, becoming more and more aware of its psyche. Ever since, Fado is an integral part of his personal life and his life philosophy.Since 2005, Guus works on the project 'The Soul of Fado'. At first, this resulted in an exhibition in the Fado museum, from november 2006 up to march 2007. 'The Soul of Fado' is a tribute to Fado, inspired by the history and the traditions of both Fado and Alfama. During his most recent stay, the artist gathered and registered impressions for further developing various types of art work. The intention is that a selection of these works of art will be situated within the district, which is currently being renovated. It is the artist's view that works of art should remain situated where they were created and consequently he considers Alfama and the Museu do Fado as his atelier: the points of arrival and return of his artistic quest for the soul of Fado.
The connection with Fado brought the artist to a renewed meeting with himself. The spirit of Fado brought back feelings of melancholy and happiness and fed the nostalgia (saudade) of times past and times still to come. For the artist, the meaning of Fado goes beyond his personal connotation since he considers it to have a more general meaning in the sense that it enables mankind to be human. There will always be a sense of nostalgia for that which is not there, for that which has been and as such it will continue to touch many lives. Because of this, the meaning of Fado goes far beyond the strict Portuguese definition - it becomes a universal value for human existence.Etiquetas: alfama, Associação de Ciclismo de Lisboa, Guus Slauerhoff Fado, lisboa, lisbon
Sexta-feira, Maio 16, 2008
FRENTE RIBEIRINHA DA BAIXA POMBALINA
"...Objectivos, princípios e acções
A zona de intervenção do projecto Frente Ribeirinha da Baixa Pombalina 2010 fica compreendida entre o Aterro da Boavista e a Estação de Santa Apolónia, inclui o espaço público da Praça do Comércio e Ribeira das Naus, Cais do Sodré, Campo das Cebolas, Largo do Terreiro do Trigo, Largo do Museu da Artilharia, Largo entre a Rua dos Caminhos de Ferro e a Avenida de Infante D. Henrique e vias de ligação, os pisos térreos, os torreões nascente e poente e um dos edifícios da Praça do Comércio, o quarteirão entre o Campo das Cebolas e o Museu Militar e a doca da Marinha, abrangendo uma faixa ribeirinha de 2,3 km, com cerca de 21 ha (não considerando os espelhos de água), à qual acresce a área de 7,80 ha sob jurisdição da Administração do Porto de Lisboa (APL). Compreende ainda a reconversão e requalificação do edifício do Tribunal da Boa Hora e do Largo da Boa Hora.
Campo das Cebolas/Doca da Marinha:
Articular a função da Praça, em complemento do novo pólo do terminal dos cruzeiros, com a Doca da Marinha; Relacionar a praça com o tecido consolidado da Sé e de Alfama; Integrar soluções de estacionamento em preparação/ projecto/comprometidas; Criar condições no espaço afecto à Doca da Marinha para a estadia de embarcações emblemáticas e conceber a construção de um equipamento cultural nesta área. O concurso para a concepção, concessão e exploração deste equipamento deverá atender, em primeira análise, à possibilidade da sua compatibilização com as funcionalidades actualmente existentes na Doca da Marinha, bem como com as regras de segurança próprias desta infra-estrutura militar, por forma à manutenção do funcionamento da mesma.
Terreiro do Trigo/Santa Apolónia:
Articular, numa solução urbanisticamente coerente e sustentável, a intervenção nesta área com o terminal de cruzeiros e respectivas áreas de apoio; Facilitar a implementação das soluções restritivas ao tráfego de atravessamento entre o Cais do Sodré e o Campo das Cebolas;
Reabilitar o núcleo delimitado pelo Largo do Chafariz de Dentro, Rua do Jardim do Tabaco, Largo do Museu e Avenida de Infante D. Henrique fomentando a sua relação com Alfama e com o rio. Prevê -se, ainda, a criação de um percurso pedonal e ciclável contínuo ao longo da frente de rio da Baixa Pombalina, enquanto objectivo transversal a todas as intervenções aqui referidas..."
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Quinta-feira, Maio 15, 2008
LISBOA DOWNTOWN 2008
A 9ª edição do Lisboa downtown arranca no Sábado dia 17 de Maio pelas 14 horas com a habitual espectacularidade do maior evento que acontece em Alfama, depois dos Santos Populares.A licença é solicitada à Câmara Municipalde Lisboa pela Associação de Ciclismo de Lisboa e a organização é da Extreme, que ano após ano ainda não conseguiu não repetir os mesmos erros:
- ocupação do espaço público sem arranjar solução para o estacionamento dos moradores,
- divulgação atempada da informação para todos os moradores de Alfama (desde a freguesia da Sé à freguesia de Santo Estêvão),
- colocação de sinaléctica com a indicação dos parques de estacionamento alternativos para moradores e visitantes.
Basicamente a organização parece respirar o espírito e o modelo de organização dos santos populares que se aproximam... cada um por si e deus por todos.
Contactos da organização: inacio@extreme.pt, tel. 91 902 20 49.
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Quarta-feira, Maio 14, 2008
PLANO ESPECIAL DE RISCO SÍSMICO ESTÁ CONCLUÍDO
O plano especial para o risco sísmico de Lisboa está concluído, mas ainda não foi aprovado pelo Governo, o que só deverá acontecer no final do ano, apurou a TSF. A associação de bombeiros profissionais já mostrou alguma preocupação com a aplicação do plano.
Publicado pela TSF em 14.05.2008
O Plano Especial de Emergência para o risco sísmico na Área Metropolitana de Lisboa encontra-se concluído, mas ainda não foi aprovado pelo Governo, algo que só deverá acontecer no final de 2008, apurou a TSF. Para aprovar o plano, coordenado pela Autoridade Nacional de Protecção Civil, falta também realizar dois exercícios, que deverão ter lugar
Questiona
«A realização do próprio plano» e a sua audição e discussão no âmbito da própria Comissão Nacional de Protecção Civil dão «garantias efectivas de que há aqui uma salvaguarda que permite uma resposta mais eficaz no caso de haver alguma situação» de sismo, disse.
Sábado, Maio 10, 2008
MUSEU JUDAICO EM ALFAMA
Segundo declarações de António Costa Presidente da Câmara Municipal de Lisboa divulgadas no site da Agência Ecclesia, por ocasião da inauguração do memorial que recorda o massacre de judeus em Abril de 1506, a freguesia de Alfama vai acolher o futuro Museu Judaico de Lisboa. O edifício será ainda objecto de restauro, mas os esforços já desenvolvidos indicam que “ambas as partes estão em acordo”.Etiquetas: alfama, cml, Ecclesia, judiaria, lisboa, museu
UNIÃO SOVIÉTICA DAS ALMAS NA PÁSCOA ORTODOXA
Mais de 500 ortodoxos de vários países celebraram até de madrugada
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Domingo, Maio 04, 2008
AS JUNTAS DE FREGUESIA ESTÃO A MATAR O TIME SHARING
Na zona histórica de Lisboa essas empresas sofrem uma forte concorrência por parte das Juntas de Freguesia que são especialistas em oferecer viagens com um lauto almoço e farto lanche gratuitos que posteriormente são cobrados em votos (alegadamente para levar os velhotes a passear em que o destino cultural é sempre, sem excepção, um restaurante onde se coma à fartazana e de preferência onde não se tenha de andar muito).
Ora numa zona onde existem diversas colectividades (basta recordar que a marcha de Alfama é organizada por uma colectividade) isto não só não faz sentido por questões de princípio e morais, como por pura concorrência desleal ao trabalho Associativo e apolítico das colectividades. O lado dramático desta realidade, é que o hábito está tão enrraizado que quem não entra no jogo das excursões e das festanças não tem a vida fácil e provavelmente não tem hipoteses de ser reeleito(a), agora seria curioso analisar e ordenar quem lidera este mercado excursionista, de acordo com o espectro político - o Ranking excusionista das Juntas de Freguesia.
Depois é claro que com os custos com pessoal e com as excursões não sobra verba para outras coisas menos importantes como reparar passeios, colocar pilaretes, sinais de trânsito, bocas de incêndio, pintar passadeiras, etc. ... e também não deve haver muito tempo de sobra porque a organização e acompanhamento de viagens é exigente.
A este propósito vale a pena ler o post: O Estado excursionista
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O TRATADO DE LISBOA, A DIVERSIDADE CULTURAL E A CIDADANIA
MOVIMENTO CÍVICO PARA O ENCERRAMENTO DOS HIPERMERCADOS AOS DOMINGOS
Só quem está desatento é que pode acreditar que a EMEL está a matar Alfama. Por um lado, é bem verdade que a EMEL não actua e que os carros entram em Alfama sem qualquer fiscalização, sobretudo agora que decorrem as obras na conduta dos esgotos no Largo Chafariz de Dentro e que os carros entram pela Rua dos Remédios sem qualquer controlo, mas não é disso de que se queixam alguns dos comerciantes.Os comerciantes de Alfama sofrem dos mesmos males que sofrem os comerciantes de todo o país, por um lado da crise profunda que empobreceu a classe média e que retraiu o consumo, por outro lado sofrem da concorrência esmagadora das grandes superfícies que entraram pelas cidades. Não foi certamente a limitação ao estacionamento de veículos (que na pratica não funciona), veja-se o exemplo de Alcântara: há centenas de carros estacionados por todo o lado inclusivamente em cima dos passeios e há lojas a encerrar.
Paralelamente à crise, Alfama que sempre viveu das empresas relacionadas com as actividades marítimas e portuárias, após a entrada na Comunidade Europeia e com o desenvolvimento da rede de transportes rodoviários, viu encerrar dezenas de empresas do sector que animavam o bairro.No entanto, Alfama beneficia, como só o Algarve e a Madeira, de um crescente número de turistas, aliás em 2007 Lisboa foi a capital Europeia que registou o maior crescimento na captação de turistas (27%) e segundo os dados do Observatório de Turismo mais de 70% dos turistas que visitam Lisboa visitam Alfama e o Castelo de São Jorge. Portanto, ninguém se pode queixar de falta de turistas.
Na realidade, apesar de tudo e infelizmente, os comerciantes de Alfama só se podem queixar deles próprios e da falta de qualidade que não consegue cativar as centenas de turistas que diariamente passeiam em Alfama porque os locais que se adaptaram estão sempre cheios.
Será que não seria mais produtivo colocar cartazes a dizer “Os Hipermercados estão a matar o comércio local”?
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Quinta-feira, Maio 01, 2008
LISBON: A HOUSE OF SOULFUL SONGS
By SETH SHERWOOD, April 20, 2008Eyes closed, head tilted back, the black-clad 28-year-old Portuguese diva lets her long, dark hair fall over half of her face as she fills the air with a soaring nocturnal lament.
"The bedsheets, like the waves where all of our feelings got shipwrecked," she sings in Portuguese, evoking the mix of seafaring imagery and mournfulness so deeply ingrained in fado, Lisbon’s traditional acoustic folk music.
And while the origins of fado are somewhat nebulous — it has been varyingly traced back to the Moorish invaders, Brazilian slaves and homesick Portuguese sailors — its powerful emotions are clearly universal. Like midnight itself, the music is dark, mysterious and utterly enveloping.
"I once heard a lady say — she had been crying — ‘I cannot understand the lyrics, but I can feel it inside,’ ” Ms. Moura said. “That’s the thing with fado."
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Sábado, Abril 26, 2008
SÓCRATES QUER FAZER DA ZONA RIBEIRINHA A OBRA DO REGIME
Publicado no Sol 25.04.2008, por Por Graça RosendoO investimento é de 407 milhões de euros para «duas intervenções muito significativas», assegura Paula Vitorino: a renovação do terminal de contentores de Alcântara e o desnivelamento das vias ferroviárias (de mercadorias e de passageiros) na mesma zona.
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Domingo, Abril 20, 2008
IMIGRANTES ILEGAIS ESCAPAM À SEF
Publicado no IOL, 18-03-2008
Marroquinos entraram no país escondidos num navio e estão foragidos
O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) procura quatro imigrantes ilegais marroquinos que escaparam de uma operação, em Lisboa, em que foram detidos outros nove que entraram no país escondidos num navio de carga, disse fonte daquele organismo. Fonte do SEF confirmou esta terça-feira à Agência Lusa que treze imigrantes ilegais de nacionalidade marroquina chegaram domingo a Portugal a bordo de um navio de carga proveniente de Casablanca, Marrocos, sendo que «quatro continuam foragidos».
Navio atracou no porto de Santa Apolónia
A operação - desencadeada pelo SEF em estreita colaboração com a Polícia Marítima - decorreu no início da manhã de domingo e pouco depois do navio de carga «Nativa» ter atracado no porto de Santa Apolónia, em Lisboa. Segundo a mesma fonte, sete homens em situação irregular foram surpreendidos quando ainda estavam dentro do referido navio, «numa zona de acesso restrito do terminal de contentores de Santa Apolónia». No mesmo terminal foram ainda detectados seis outros imigrantes ilegais, dos quais quatro conseguiram escapar às autoridades.
«O SEF, em estreita colaboração com a Polícia Marítima, continua a desenvolver todos os esforços para localizar os mesmos», adiantou a fonte. Os nove cidadãos marroquinos que foram identificados aguardam agora o seu processo de repatriamento num Centro de Acolhimento Temporário, que a fonte não quis especificar. O repatriamento concretizar-se-á «logo que cumpridas todas as diligências necessárias, entre as autoridades portuguesas e a representação diplomática de Marrocos». Outra fonte contactada pela Lusa referiu que os imigrantes vinham escondidos em contentores, informação não confirmada pelo SEF.
Segunda-feira, Março 31, 2008
PORTO DE LISBOA CONTRATA EX-ADMINISTRADOR DA CP PARA GERIR RELAÇÕES COM AUTARQUIAS
Publicado no Jornal de Negócios por Celso Filipe
A Administração do Porto de Lisboa (APL) contratou Leiria Pinto, ex-administrador da CP, para gerir o seu relacionamento com as autarquias. Manuel Frasquilho, presidente do APL, confirmou ao Jornal de Negócios a integração de Leiria Pinto na sua equipa, na condição de requisitado, adiantando que a escolha se deve à necessidade de "desenvolver o projecto delineado" para a zona ribeirinha do Tejo.
Manuel Frasquilho, questionado sobre uma eventual relação entre a contratação de Leiria Pinto e a transferência de terrenos do porto para a Câmara de Lisboa, negou uma ligação directa entre os dois factos. A APL e 11 municípios partilham a gestão da zona ribeirinha do Tejo e Leiria Pinto vai ter a incumbência de dinamizar o diálogo entre as partes. No entanto, a requisição de Leiria Pinto acontece num momento em que a actual administração se encontra em fim de mandato, estando prevista para Abril a realização da assembleia geral do APL.
Segunda-feira, Março 24, 2008
PERIGO DE MORTE!

A TVI apresenta hoje segunda-feira, dia 24 de Março, a seguir ao Jornal Nacional um especial da informação da TVI sobre os acidentes que têm ocorrido na zona do Cais da Pedra, atrás da discoteca Lux, numa área da responsabilidade da CP e da Administração do Porto de Lisboa.

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Sexta-feira, Março 21, 2008
CÂMARA PEDE EMPRÉSTIMO PARA SOLUCIONAR 'BURACO' DA REABILITAÇÃO URBANA
Publicado pelo SOL em 09-03-2008
A Câmara de Lisboa quer contrair um empréstimo para financiar a recuperação urbana do casco velho da cidade, «um buraco» financeiro e social, com bairros como Alfama e Castelo a definharem há anos sem população nem comércio
O empréstimo, cujo valor não está definido e que a autarquia está a negociar com o Banco Europeu de Investimento, segundo disse à Lusa o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado (PS), servirá para dar um novo arranque a obras que estão paradas há anos e permitir realojar as pessoas retiradas de casa, com quem a autarquia gasta 1,2 milhões de euros por ano
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«A Câmara lançou empreitadas sem projectos, os empreiteiros viram que as obras eram muito mais caras, rescindiram, a CML tem que pagar 10 por cento da obra [pelas rescisões unilaterais] e não tem sequer dinheiro para isso. É um absurdo, a Câmara paga 1,2 milhões de euros por ano [em rendas], só tem dinheiro para isso», acrescentou o autarca.
O vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, não tem dúvidas em afirmar que «este é um dos maiores escândalos da cidade» e que «o que se tem feito nos últimos dez anos em reabilitação urbana é um exemplo de ineficácia e inoperância», acrescentando que «os caminhos para sair deste buraco não são fáceis».
Para o executivo, a solução passará por «pedir um empréstimo para a reabilitação urbana que não entra no cálculo dos limites de endividamento» da Câmara, - e é independente do empréstimo de 360 milhões pedido para pagar dívidas e que o Tribunal de Contas chumbou - para «resolver as situações acumuladas».
Maria do Carmo Dias, de 57 anos, saiu da sua casa no bairro do Castelo há nove anos, esperando, na pior das hipóteses, ficar dois anos fora - com renda paga pela autarquia - e então voltar para a sua casa renovada.
Hoje, olha com desânimo para a fachada da casa onde morava, a única coisa que resta do prédio de três andares, demolido por dentro, e continua sem saber por que razão não se fizeram as obras.
«Não fui eu que criei esta situação, da maneira como este país e esta câmara estão, até me sinto mal em receber 600 euros de renda há tantos anos. Com esse dinheiro, já tinham feito as obras na casa», afirmou à Lusa.
Pelo bairro, não faltam histórias de pessoas a quem a reabilitação mudou a vida para pior:
«Isto tem dado conta da vida das pessoas», confirma Maria do Carmo. «Isto era uma família, desmontaram tudo...desertificou-se o bairro, as pessoas vivem desmoralizadas», acrescenta.
A sua mãe, com Alzheimer, já conseguiu voltar para casa, mas as perspectivas não são muito famosas: três inspecções da Lisboagás deram parecer negativo à instalação de gás e no primeiro dia da mudança, caíram bocados da fachada: «isto é coisa que se faça?», questiona.
Para Ana Paula Pousão, o regresso ao bairro do Castelo, de onde saiu há onze anos, está ainda mais longínquo. Quando saiu, levou um subsídio de 600 euros para pagar a renda da habitação - supostamente temporária - onde ficaria.
Com a morte do pai, em 2005, o subsídio foi reduzido para 500 euros. No ano passado, a Câmara mandou-lhe uma factura superior a onze mil euros para pagar (e depois 'corrigida' para mais de doze mil euros), alegando que Ana Paula não tinha declarado a morte do pai e tinha recebido subsídio indevidamente, o que esta nega.
«Já provei à câmara que entreguei a certidão de óbito. Entretanto, a senhoria do meu prédio vendeu-o e segundo a câmara, o meu direito de opção caducou», lamenta.
António Costa garantiu-lhe que «o problema ia ser resolvido», mas não há grandes razões para estar tranquila: «fiquei sem casa, não se fizeram as obras, o prédio está em ruínas e ainda fiquei com uma dívida. Não tenho culpa que a Câmara esteja sem dinheiro, agora não o peça é a mim», diz.
Eduardo Street, morador em Alfama, está habituado a ver há anos a desertificação do bairro, de onde saíram muitas pessoas que agora «só pedem para vir morrer à sua casa» e que continuam à espera das obras de reabilitação Pelas ruas de Alfama vêem-se prédios arruinados, entaipados, com andaimes, praticamente porta sim, porta não, ao lado de outros realmente recuperados, pelo menos exteriormente, graças «à iniciativa privada, que é a única coisa que vai resultando».
Muitos senhorios, feitas as obras, esquivam-se aos contratos legais de arrendamento, de que os inquilinos também prescindem, especialmente depois do fim dos apoios ao arrendamento jovem, afirma Eduardo Street.
Resultado: vieram pessoas novas morar para o bairro, mas são principalmente jovens estudantes e imigrantes, que «são bem vindos, mas não vieram para ficar».
O condicionamento de trânsito em Alfama tem também contribuído para a morte lenta do bairro, afirma, uma vez que ao retirar o trânsito ocasional e dificultar o estacionamento, as lojas não têm clientes e fecham, verificando-se dezenas de montras entaipadas por todo o bairro.
«Cada vez há menos serviços, menos lojas, menos farmácias. Vir morar para aqui é um luxo e ficar aqui é uma tarefa quase impossível», declarou.
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CAPELA DE ALFAMA INUNDADA POR ESGOTOS SEMPRE QUE CHOVE
Publicado no DN, por Kátia Catulo e Pedro Saraiva
Cada vez que chove, os moradores de Alfama, em Lisboa, temem que a capela do bairro fique inundada com a água dos esgotos. "Desde Novembro que é isso que acontece porque as obras de saneamento no Largo do Chafariz de Dentro estão paradas", adverte
O achado arqueológico provocou a suspensão das obras e estas só poderão recomeçar com a autorização do IGESPAR - Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico: "O problema é que, enquanto estamos à espera do parecer deste instituto, vamos continuar a ter uma enorme cratera no Largo do Chafariz de Dentro e inundações dentro da Capela da Nossa Senhora dos Remédios", critica a autarca.
Só este ano, as chuvas já provocaram por duas vezes o abatimento da Rua dos Remédios. Nos dias 18 e 25 de Fevereiro, a força das correntes fez saltar as tampas dos esgotos e destruiu parte daquela artéria: "A água desce da zona do castelo e ao chegar à Rua dos Remédios não tem por onde ir porque o colector ainda não foi colocado." O único canal por onde a água pode escoar é portanto pela capela mortuária de Alfama.
Nos dias seguintes, os funcionários da junta de freguesia retiraram as alcatifas e as carpetes da capela e lavaram-nas no lavadouro público de Alfama, mas os esforços foram
Inicialmente, previa-se que o colector passasse ao lado dos edifícios do Largo de Chafariz de Dentro para evitar a destruição da muralha. Mas uma avaliação técnica da câmara concluiu que o edificado daquela zona poderia não resistir aos trabalhos subterrâneos. "Foi preciso refazer o projecto e apresentar outra solução, que implica a destruição dos achados arqueológicos", explica a autarca
EMPRÉSTIMO PARA REABILITAÇÃO URBANA
Publicado por João Relvas /Lusa no JN
A Câmara Municipal de Lisboa (CML) quer contrair um empréstimo para financiar a recuperação urbana do casco velho da cidade, "um buraco" financeiro e social, com bairros como Alfama e Castelo a definharem há anos sem população nem comércio.
O empréstimo, cujo valor não está definido e que a autarquia está a negociar com o Banco Europeu de Investimento, segundo disse à Lusa o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado (PS), servirá para dar um novo arranque a obras que estão paradas há anos e permitir realojar as pessoas retiradas de casa, com quem a autarquia gasta 1,2 milhões de euros por ano em rendas.
O presidente da autarquia, António Costa, reconhece que a situação, que em alguns casos se arrasta há quase 20 anos, é "um absurdo", como afirmou esta semana numa reunião de câmara descentralizada do executivo que se centrou nas freguesias em volta da parte mais velha da capital.
"A Câmara lançou empreitadas sem projectos, os empreiteiros viram que as obras eram muito mais caras, rescindiram, a Câmara Municipal tem que pagar 10% da obra [pelas rescisões unilaterais] e não tem sequer dinheiro para isso. É um absurdo, a Câmara paga 1,2 milhões de euros por ano [em rendas], só tem dinheiro para isso", acrescentou o autarca.
O vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, não tem dúvidas em afirmar que "este é um dos maiores escândalos da cidade e que "o que se tem feito nos últimos dez anos em reabilitação urbana é um exemplo de ineficácia e inoperância". O mesmo responsável acrescenta que "os caminhos para sair deste buraco não são fáceis".
ESCAVAÇÕES REVELAM MURALHA DO SÉC. XVI
Publicado no JN por Telma Roque e Bruno Castanheira
Os arqueólogos que estão a fazer escavações no Largo do Chafariz de Dentro, em Alfama, para aferir do estado de conservação de uma muralha (a fernandina, do século XIV) "esbarraram" numa outra, construída no século XVI e até agora totalmente desconhecida. Foram ainda achadas loiças, cerâmicas e vidros de luxo, uma espécie de "brindes" inesperados, que vão agora engrossar o espólio do Museu da Cidade.
A substituição de uma conduta de saneamento da Simtejo - que obrigaria a esventrar o Largo do Chafariz de Dentro - foi a oportunidade de ouro para os arqueólogos partirem para o estudo da Muralha Fernandina. "Já se sabia que seria interceptado um troço na obra de saneamento. O que ninguém sabia era o estado de preservação, uma vez que parte foi desmantelada em 1765 para a construção do edifício da Alfândega de Lisboa", explicou ao JN Rodrigo Banha da Silva, do serviço de arqueologia do Museu da Cidade.
Afinal, a Muralha Fernandina encontra-se em bom estado de preservação. Além desta, do século XIV, os arqueólogos detectaram outra, do século XVI, erguida para servir de reforço à original. "Foi uma surpresa. Isto demonstra que Lisboa foi, de facto, um império à escala mundial. Essa época de esplendor trouxe melhoramentos ao nível das infra-estruturas. As muralhas não foram excepção. Além de terem uma função defensiva eram portas de entrada", explica o arqueólogo.
Segundo o responsável, a muralha do século XVI está assente em barrotes de madeira e ainda permanece no local a cofragem de madeira que serviu de alicerce à Muralha Fernandina. "Ficámos também muito surpreendidos com a variedade, quantidade e exuberância dos materiais encontrados, tais como cerâmicas, loiças e vidros de luxo", salientou.
Uma vez que a Muralha Fernandina está bem preservada, optou-se por alterar o traçado da conduta da Simtejo, para minimizar os danos na infra-estrutura classificada como monumento nacional. A muralha atravessa o Largo de uma ponta à outra, seguindo o eixo da Rua dos Remédios. A ideia é desviar a conduta (para o lado do rio Tejo) de forma a causar o mínimo de destruição.
O novo projecto para o traçado da conduta aguarda por luz verde do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, tutelado pelo Ministério da Cultura. Até lá, a substituição da conduta não será feita. Um impasse que serve apenas aos arqueólogos. Há mais de uma dúzia de anos que o Largo não pode ser usufruído na sua totalidade.
"É só cacos, só cacos"
Quem reside paredes-meias com o Largo do Chafariz de Dentro já não pode ouvir falar em obras e buracos. Apesar da cratera aberta, os moradores mais velhos continuam a utilizar os bancos para um "dolce fare niente" acompanhado do sol primaveril, desdenhando, quase sempre, de quem governa a vida de cócoras remexendo em lixos seculares.
"Nós não queremos saber de muralha nenhuma. Para que é que isso nos serve? Não é para tapar mais tarde? Queremos é o Largo arranjadinho. Este buraco com cheiro a esgoto é um antro de ratos e ratazanas", resmunga
"O que é nos interessam os cacos? Eu vejo-os ali [os arqueólogos] a tirar baldes de lixo. É só cacos, só cacos. Ainda não os vi tirar de lá nada inteiro!", queixava-se, por seu turno, Juvelino Duarte, outro residente
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ROSETA E CARMONA ESTRANHAM SILÊNCIO
Publicado no JN
Os vereadores do movimento Cidadãos por Lisboa criticaram ontem o "manto de silêncio" sobre os destinos da zona ribeirinha da capital após o presidente da República ter devolvido ao Governo o diploma que transferia para a Câmara a sua gestão. Também Carmona Rodrigues, ex-presidente e actual vereador, considerou "estranho" que um diploma desta importância esteja envolto em "secretismo".
Em comunicado, o grupo de vereadores da Câmara de Lisboa encabeçados por Helena Roseta afirma que o "manto de silêncio e opacidade" sobre o destino a dar à zona ribeirinha é "incompreensível". "O presidente, ao que se sabe, desconfiou, mas sem que ninguém nos diga ao certo de quê", lamentam os Cidadãos por Lisboa, salientando que "nem Governo nem presidente da Câmara de Lisboa ousaram pronunciar-se".
No sábado, fonte do Governo disse à Lusa que o diploma que prevê a transferência para as câmaras de zonas ribeirinhas afectas a administrações portuárias está a ser trabalhado entre o Ministério da Presidência e Belém. A Presidência da República esclareceu que Cavaco Silva não exerceu o direito de veto político, considerando a devolução ao Governo "uma prática normal" de diálogo entre as instituições.
QUADRO DE MOBILIDADE PARA IMÓVEIS PÚBLICOS
Publicado no Jornal de Negócios 20-03-2008, por Manuel Caldeira Cabral
O Estado português e a Câmara de Lisboa têm inúmeros edifícios e terrenos sub-utilizados em zonas nobres da capital. São vazios urbanos à espera de reabilitação. É um potencial turístico por aproveitar. São milhares de milhões de euros parados. É preciso pô-los a mexer, com transparência e pensando no longo prazo.
As necessidades financeiras do município de Lisboa e a vontade do actual governo em dar melhor uso à propriedade que tem em seu poder podem criar uma interessante mobilidade da afectação dos imóveis públicos. Uma boa notícia. Mas é importante discutir que novo uso dar aos imóveis.
A discussão ontem na câmara de Lisboa sobre a recuperação da Baixa-Chiado e sobre o plano de urbanização de Alcântara, ilustra bem o quanto está por fazer. Muitos terrenos e edifícios públicos não estão a servir para nada, ou estão sub-aproveitados. Trata-se de edifícios históricos ao abandono, terrenos em frente de rio a servirem de armazém de contentores, ou espaços de escritórios meio ocupados. Um desperdício de recursos inaceitável, que contribui negativamente para a vida da cidade, criando vazios urbanos onde se deviam colocar pólos de dinamização.
O mau uso deste património é também uma machadada na competitividade turística da capital portuguesa. Basta lembrar a envolvente do terreiro do paço, o convento da Graça, ou convento do Carmo, e pensar no forte interesse turístico que teriam se transformados em museus ou pousadas, em vez de albergarem ministérios, instalações militares ou o comando da GNR. Deve acrescentar-se a frente de rio, lembrando que, numa cidade com quase vinte quilómetros de rio, se contam pelos dedos as unidades hoteleiras que aproveitam essa característica única de Lisboa.
O mesmo se passa nos concelhos à volta da capital.
O mau uso dos recursos é mais uma manifestação da ineficiência que existe em algumas áreas da actuação pública. São milhares de milhões de euros de património parados. Mas esta é ainda uma visão limitada, pois a gestão destas zonas e edifícios tem uma importância que ultrapassa o potencial lucro da sua venda. Este património deve ser usado para revitalizar os centros das cidades. O estado e os municípios deveriam dar o exemplo, libertando terrenos no centro que estão afectos a usos menos nobres para novas áreas de habitação, lazer e serviços. Deviam também estimular os privados a restaurar mais casas e a desenvolver projectos turísticos recuperando edifícios históricos. As actuais regras que enquadram a actividade turística estão pouco ajustadas ás limitações dos imóveis antigos, acabando por colidir com as imposições do IPAR, inibindo a recuperação das zonas antigas. O resultado é prédios degradados e turistas alojados em unidades incaracterísticas fora das zonas históricas. As excepções só provam o potencial que está por aproveitar.
É extremamente positivo que o Governo e a Câmara estejam motivados para alterar esta situação. Mas é importante que a mobilidade dos imóveis se faça com a transparência de regras e objectivos bem definidos. É também importante que estes objectivos não se limitem à maximização do encaixe financeiro. Repovoar e revitalizar bairros da cidade pode ser mais importante do que ter mais um milhão de receitas. É também importante que se salvaguarde o património histórico, optando preferencialmente por concessões de longo prazo, que mantenham a propriedade pública dos monumentos. O que não deve continuar é o abandono a que muitos destes edifícios estão votados, permanecendo no mesmo ministério a que foram entregues há dezenas de anos, depois de se ter esgotado a sua função. É preciso criar um quadro de mobilidade especial para estes imóveis, e devolve-los à sociedade.
Sábado, Março 15, 2008
PROJECTO PARADO: CAVACO VETA ZONA RIBEIRINHA
O Presidente da República devolveu ao Governo o diploma que previa a transferência para a Câmara da zona ribeirinha que hoje pertence ao Porto de Lisboa. Se o processo avançasse, poderia ter amplas repercussões urbanísticas em todo o país
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Domingo, Março 02, 2008
O MELHOR ARROZ DOCE DO MUNDO EM ALFAMA
Entre os vários prémios gastronómicos ganhos pela D. Maria, nomeadamente pelo peixe frito de escabeche e pelo Safio de Tomatada é de destacar o 1.º prémio pelo Pudim Flan e o 2.º prémio pelo Arroz Doce ganhos no Concurso "Sabores de Alfama" 2004.

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Sexta-feira, Fevereiro 29, 2008
MUSEU DO FADO ENCERRA PORTAS PARA OBRAS DE REQUALIFICAÇÃO
Publicado por Diário Digital/ Lusa, 29-02-2008O Museu do Fado em Lisboa encerra ao público a partir da próxima segunda-feira para obras de remodelação, devendo abrir novamente portas em Junho, disse à Lusa fonte da instituição.
O projecto de requalificação do Museu, situado em Alfama, é apoiado em 54% pelo Programa Operacional da Cultura (POC), tendo as obras começado já em Outubro passado.
«A partir de segunda-feira far-se-á a intervenção de renovação e ampliação da exposição permanente, que obriga a encerrar portas», indicou Sara Pereira, gestora do Museu.
«O projecto de recuperação e valorização do Museu implica a reabilitação das fachadas e coberturas, a valorização do circuito museológico através da ampliação e renovação da exposição permanente, passando pela eliminação de barreiras arquitectónicas no interior do edifício, no sentido de garantir a acessibilidade dos visitantes com mobilidade condicionada», explicou.
A instalação de sistemas de vídeovigilância, bem como a renovação do sistema de ingressos, controlo e apuramento estatístico dos visitantes, são outras áreas alvo de intervenção «Na futura exposição, o Museu integrará postos de consulta interactiva, disponibilizando aos visitantes a consulta, em suporte digital, de documentação (periódicos, repertórios, fotografias) biografias de fadistas, instrumentistas, autores e compositores e casas de fado», enumerou. Segundo a responsável, as obras de remodelação irão «aumentar exponencialmente a quantidade de informação disponível aos visitantes e maximizar os meios de divulgação do universo do Fado».
Sara Pereira referiu ainda que «o projecto expositivo, desenvolvido ao longo de um discurso museográfico contemporâneo, contemplará a integração de um importante acervo de artes plásticas e de renovados conteúdos museológicos, a par de uma tecnologia multimédia interactiva, com o intuito de incrementar significativamente a qualidade e a quantidade de informação».
O Museu do Fado foi inaugurado a 25 de Setembro de 1998, estando instalado no antigo Recinto da Praia, ao Largo do Chafariz de Dentro, em Alfama, uma antiga estação elevatória de águas.
O Museu, entre outras peças, apresentava uma colecção de guitarras, vários troféus conquistados por fadistas, nomeadamente o Prémio BBC Rádio 3 World Music, ganho por Mariza em 2003, discos, cartazes e a recriação de uma casa de fados.
Além da exposição permanente, o Museu incluía um espaço de exposições temporárias, onde se apresentaram mostras relativas a Amália Rodrigues, Berta Cardoso, David Mourão-Ferreira e Carlos do Carmo, entre outros, um Centro de Documentação e um auditório, onde se realizaram várias iniciativas promovidas pelo museu ou associação ligadas ao estudo do Fado.
O guitarrista e estudioso José Pracana realizou uma série de palestras, assim como o investigador Vítor Duarte Marceneiro. A Academia do Fado e da Guitarra Portuguesa e a Associação Portuguesa dos Amigos do Fado levaram a cabo vários ciclos.
O Museu integra a rede de equipamentos da EGEAC (Empresa municipal de Equipamentos e Animação Cultural).
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EM 2008 AINDA SE LAVA ROUPA À MÃO FORA DE CASA
Publicado por Lusa/ SolEm Lisboa ainda há quem saia de casa com uma trouxa de roupa suja para lavar nos tanques dos lavadouros públicos que resistem em certas zonas da cidade, como na freguesia de Carnide
«O lavadouro tem ainda hoje uma vertente social. Ainda há uma ou outra situação de pessoas que vêm aqui porque não têm água em casa», contou à Lusa o presidente da Junta de Freguesia de Carnide Paulo Quaresma.Segundo o autarca, há dias em que aparecem no lavadouro público de Carnide, situado na Estrada da Correia, cerca de dez pessoas para lavarem roupa nos tanques, na sua maioria idosos, habitantes dos bairros da freguesia, como o centro histórico, o Bairro Padre Cruz ou a Horta Nova.Também há quem aproveite a ida ao lavadouro para conviver. «O local serve também de ponto de encontro. As pessoas trazem uma ou outra peça para lavar e depois acabam por ficar à conversa com quem encontram por cá», contou Paulo Quaresma à Lusa. O mesmo acontece no lavadouro da Rua dos Corvos, na zona de Alfama. «Acaba por se transformar num local de convívio. É uma forma de os utilizadores, na sua maioria idosos, fugirem à solidão», disse a presidente da Junta de Santo Estêvão, Lurdes Pinheiro, à Lusa. A autarca contou ainda que a média de «visitas» semanal ao espaço na Rua dos Corvos é de 15 a 20 pessoas. Ali os tanques são mais utilizados para lavar peças de roupa grandes, como tapetes ou colchas, ou para lavar roupa para fora.Este lavadouro de Alfama tem também a vertente de lavandaria social, projecto que a Junta de Carnide já apresentou à Câmara Municipal de Lisboa e sobre o qual aguarda uma decisão. A lavandaria social é direccionada para pessoas com fracos recursos económicos e prevê a colocação de máquinas de lavar e secar roupa no mesmo espaço onde existem os tanques. Em Alfama, os habitantes deixam a roupa a uma funcionária, que a vai colocando nas máquinas para lavar. Já em Carnide não há funcionários afectos ao lavadouro. «O funcionamento deste equipamento é um trabalho comunitário. O lavadouro está situado ao lado do Centro Paroquial de Carnide, são eles que têm a chave, abrem a porta e fazem limpeza do espaço. Depois a junta transfere verbas e articula trabalho com o Centro», explicou à Lusa Paulo Quaresma. Os lavadouros públicos de Lisboa são todos municipais, mas são as juntas de freguesia que fazem a gestão destes espaços, através de um protocolo de gestão de competências. Na zona de Alfama há ainda um outro lavadouro a cargo da Junta de Santo Estêvão, mas que está fechado há três anos para obras.«Contamos reabrir em Março o lavadouro do Beco do Mexias que esteve fechado para obras de recuperação, devido ao rebentamento de um recoletor», disse à Lusa Lurdes Pinheiro. A remodelação ficou a cargo da autarquia lisboeta. Os lavadouros têm ainda outra função: quer o de Carnide quer o da Rua dos Corvos, em Alfama, são palco de iniciativas culturais, mais ou menos regulares. Desde Setembro de 2007, em Carnide, há «cultura de sabão». Exposições, concertos, poesia e até teatro promovidos por uma associação local, com o apoio da Junta.«Gostávamos muito de ocupar ainda mais o lavadouro. Conseguimos que tenha esta ocupação uma noite por mês, mas estamos abertos a que possa ir além de apenas um dia», disse Paulo Quaresma. «Já cedemos o espaço a grupos de teatro amadores para que mostrem o seu trabalho. É uma forma de apoiarmos os grupos de jovens da zona», afirmou Lurdes Pinheiro. O da Estrada da Correia, situado bem perto da estação de metro de Carnide funciona de segunda a sexta-feira entre as 08h30 e as 18h30, já o lavadouro e lavandaria social da Rua dos Corvos, em Alfama, está aberto entre as 09h00 e as 12h00 e as 14h00 e as 18h00, apenas nos dias úteis.
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Sexta-feira, Fevereiro 22, 2008
A RUA JARDIM DO TABACO FOI DEVOLVIDA AOS PEÕES



Após 4 anos de insistentes contactos com as Juntas e com os responsáveis da Câmara Municipal de Lisboa foi finalmente executada a obra de colocação de pilaretes ao longo de todo o passeio entre o Cais da Lingueta (junto ao Largo Chafariz de Dentro) e o Boqueirão da Ponte da Lama (junto ao ISPA).
Sugestões enviadas em 23.11.2004:
"...Com 3 medidas simples e baratas, seria possível inverter a situação a curto prazo:
1 - Prolongar a instalação dos pilaretes, para proteger a circulação dos peões nos passeios, na Rua Jardim do Tabaco, desde o Largo Chafariz de Dentro até ao Museu Militar, do lado do rio;
2 - Sinalizar o acesso aos Parques de estacionamento, que existem junto ao rio, na Rua Jardim do Tabaco para informar e facilitar o acesso de todos os visitantes;
3 - Alargar o horário de funcionamento dos parquimetros na Rua Jardim do Tabaco para lá da hora critíca como já acontece no Bairro Alto..."
Apesar da demora e dos inúmeros contactos as placas de sinalização e os pilaretes foram colocados e a única entidade que não respondeu e nada fez até à data em prol dos moradores foi a EMEL. No entanto, após a devolução da zona ribeirinha à CML faz sentido que os novos contratos de concessão dos parques de estacionamento da zona ribeirinha passem a incluir zonas de estacionamento gratuito para os moradores.
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Sábado, Fevereiro 16, 2008
SUBSOLO DE LISBOA VAI FICAR REGISTADO EM BASE DE DADOS
Publicado 13-02-2008 por Diário Digital / LusaTodas as condutas, esgotos, redes de comunicações e infra-estruturas instaladas no subsolo de Lisboa vão ficar registadas numa base de dados informática no âmbito de um projecto que visa a «melhor coordenação de obras» no espaço público.
O principal objectivo do projecto da autarquia, denominado 'Lx Subsolo', «é diminuir o impacto provocado pelas obras na vida dos cidadãos», através do conhecimento antecipado das alterações que as infra-estruturas vão ter nos diferentes locais da cidade, explicou à Lusa a responsável do programa, Márcia Munõz.
O «Lx Subsolo» vai permitir às empresas concessionárias de serviços à cidade [EPAL, EDP,PT,Gás] «optimizarem os meios e recursos operacionais, bem como diminuir os tempos de intervenção», dando como exemplo a abertura de uma vala onde diversos operadores possam intervir em simultâneo.
As negociações com as empresas fornecedoras de serviços, quanto ao tipo de ficheiros a utilizar na base de dados informática comum, estão em fase de conclusão, estando previsto para meados deste ano o carregamento de todo o cadastro das concessionárias de serviços à capital.
O carregamento informático das estruturas de duas áreas piloto da cidade - da Alta de Lisboa, por ser uma área nova, e a de Alfama, que devido à antiguidade «não se sabe ao certo» o que existe por baixo do chão - vai começar em breve, garantiu.
A vantagem de um cadastro deste tipo é «todos saberem o que existe debaixo do chão», em tempo real, evitando problemas de rupturas ou qualquer outro acidente com máquinas, disse ainda a técnica, exemplificando com um caso recente: «uma obra levada a cabo na Avenida de Berna ia provocando um incidente» militar, quando uma máquina abria uma vala para de condutas rasgou um cabo de comunicações do Exército, em virtude de não existirem registos da infra-estrutura.
Outro dos objectivos do projecto é permitir à câmara de Lisboa saber com antecedência as intervenções que cada empresa pretende efectuar e calcular automaticamente as taxas camarárias a aplicar, uma vez que as concessionárias terão de definir até 30 de Setembro o calendário e local de obras, para o ano seguinte.
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Quarta-feira, Fevereiro 13, 2008
LISBOA É CAPA DA VIRTUOSO LIFE
Lisboa é capa da edição January/February 2008 da revista americana Virtuoso Life.No artigo com o título Pink Dreams and Port Wine publicado por Marika McElroy Cain, que divulgamos na integra, Alfama é mencionada 3 vezes, destacando o atelier de Teresa Segurado Pavão que fica na Rua de São João da Praça, bem como o restaurante Bica do Sapato e a discoteca Lux na zona ribeirinha.
Pink Dreams and Port Wine
Portugal serves up an enticing cocktail of sun, city, scenery, and special treatment.
Portugal’s central coast serves up an enticing cocktail
Our first glimpse of Portugal’s coastline slices through the bleariness of the six-hour transatlantic flight. On the horizon verdant cliffs materialize, plunging seaward to where the Atlantic crumbles at their feet. As we descend, golden slivers of beach grow into wide half-moons, and clusters of red tile roofs here and there become denser until Lisbon takes shape, hugging the Tagus River in all its hilly, rose-hued glory. It’s not hard to imagine the twinge of regret the explorers of yore might have felt shoving off from these welcoming shores and forging into the vast expanse of ocean toward lands unknown.
My own mission is somewhat more modest than, say, Vasco da Gama’s. Accompanied by my husband, Ben, I’m searching for a well-rounded, low-key European vacation. We want a weeklong escape that balances local insight and flavor with relaxation, leisurely sightseeing, and top-notch accommodations. Given our destination, we can’t lose.
Among Portugal’s attributes: relatively untrammeled attractions; one the best values anywhere in Europe (an espresso still costs around $1.50); a host of natural beauty, from coastal pine forests and near-tropical inland hills to sandy Atlantic beaches; an increasingly cosmopolitan capital that keeps high-rises at bay and cobblestones polished; mild weather year-round (temperatures range from the mid-50s in winter to the mid-70s in summer); and a surfeit of charm. What’s more, all this can be found within 45 minutes of Lisbon, which means it’s possible to add relaxation to the wish list and forgo the fatigue that comes with trying to see an entire country in a week.
Insider’s Lisbon
At the airport a driver ushers us into a waiting Mercedes and whisks us to our first hotel. The Four Seasons Hotel Ritz Lisbon is a modernist monolith atop one of Lisbon’s seven hills. Its austere facade belies the opulence within: an expansive lobby with tapestries by the artist José de Almada Negreiros and a Volkswagen-size flower arrangement, a spa with an indoor swimming pool overlooking the ground-floor patio and fountain. The glassed-in rooftop fitness center is the prettiest gym I’ve ever seen, with views across the city to Lisbon’s Alfama district and its Moorish castle, an outdoor track, and tranquil Zen cactus gardens. Our room, with its marble-walled bathroom, complimentary bottle of port, and private balcony faces the same spectacle, and despite our best intentions, we collapse and nap for three hours.
In search of dinner that evening, we stroll down the Avenida da Liberdade, over the polished limestone cobbles – calling cards of the country’s once-mighty empire that are found around the world wherever the Portuguese flexed their exploration-age muscle, from Brazil to Macao. As we descend the avenue toward the Tagus River, we pass Longchamp, Burberry, and other purveyors of the finer things, occupying buildings that once served as various airline headquarters.
By all accounts, Lisbon, a port city of 564,000 people perched on the north bank of the Tagus River just eight miles from where it meets the Atlantic, is transforming into a chic capital. There’s the revitalization of waterfront warehouses into lofts and glam restaurants (including John Malkovich’s Bica do Sapato and the famed Lux nightclub). There’s the trend among wealthy lisboetas toward renovating buildings in the city’s older quarters. And there’s the profusion of irresistible shopping – everything from bleeding-edge boutiques in well-heeled Chiado and club-drenched Bairro Alto to the big-name (and big price tag) designer stores we’re currently strolling past on Avenida da Liberdade.
Luckily for visitors, Lisbon’s cosmopolitan airs haven’t come at the expense of its charm. At the bottom of the hill in the Baixa district, we settle in at a sidewalk table at the art deco Café Nicola for gazpacho and cured meats. In Baixa, the old Lisbon thrives. Streets named for the tradesmen who once plied their crafts here (Rua dos Sapateiros for the shoemakers, Rua dos Douradores for the goldsmiths, and so on) are lined with tiny shops, each with a single ware to peddle: One sells just buttons, another only lace, another mixes custom perfumes from hand-labeled bottles. Grandmothers haggle with the aged shopkeepers for their goods, and a visitor gets the impression that within these walls, daily life has changed little since the Salazar regime’s dictatorship ended in 1974.
I find further evidence of the old Lisbon’s presence the next morning. I’m surveying the city from our balcony at the Ritz, looking down past the Marquês de Pombal roundabout to the Tagus and up the hill to the ramparts of the Moorish castle. As I turn to go inside, I hear the unmistakable sound of a rooster crowing.
Isabel Lage, our guide from Valesa Cultural Services, is waiting for us in the hotel lobby. An energetic woman in crisp white linen and giant sunglasses, she greets us with kisses on the cheek and an excited “So! What are we doing today?” She knows, of course, but she’s giving us the option to throw in our own requests. The greater Lisbon area is officially our oyster. Isabel’s lust for life, wide circle of friends, and 30-odd years in the tourism business make buzzing around with her less like traveling with a guide and more like tagging along with a well-connected cousin. Before the day’s end, we’ve privately toured a Lisbon artist’s studio, hopped lines all over town, and rubbed shoulders with one of the country’s preeminent landscape architects.
“Portuguese people love pink,” Isabel tells us, as we glide through the city in a black Mercedes sedan, our driver, Antonio, at the wheel. This is no revelation, except perhaps to the color-blind. Stucco buildings in shades of salmon, dusty rose, flamingo, and cotton candy line the streets like so many blushing sentries. “In the U.S., you say, ‘Have sweet dreams.’ Here we say, ‘Desejo sonhos cor-de-rosa,’” she tells us. “Have pink dreams.”
At the Jerónimos Monastery in western Lisbon, she sweeps us past the queue of visitors with a few words to the ticket taker, and we’re inside the cloisters of this sixteenth-century edifice where long-ago seafarers prayed for safe passage beneath the limestone columns with their signature ropelike decoration. This hallmark of the Manueline style is affiliated with nautical exploration and King Manuel I, who oversaw Portugal’s golden era during the late 1400s and early 1500s, earning the nickname “Manuel the Fortunate.” The embellishments are appropriate to a country whose most prosperous age stemmed from the discoveries of sailors such as Vasco da Gama and Pedro Alvares Cabral. Isabel shushes a gaggle of laughing Germans who have congregated near da Gama’s tomb in the monastery, and then we’re off.
On a whim, Isabel takes us to the atelier of Teresa Segurado Pavão, a by-appointment-only workshop housed in a former bakery on a back street of the Alfama district. Teresa has exhibited her ceramic and textile work in galleries and museums around the country. She greets us at the door of her shop and ushers us into the back, where gorgeous, tidy groupings of ephemera – antique glass bottles, metal coils, brass buttons – line the shelves. Her spare goblets, bowls, and boxes are reminiscent of bone, and the fact that we would never have stumbled across her workshop on our own makes me love them even more.
We stop for coffee and pastéis de nata at Pastéis de Belém, the city’s most famous purveyor of the ubiquitous and delicious custard tartlets. Women in white caps turn out dozens of the creamy pastries, and a cadre of waiters delivers them to patrons, along with bica (espresso) or meia de leite (café au lait), just as they have since 1837. I remark that I haven’t seen a single Starbucks since we arrived. “We don’t want Starbucks,” Isabel says. “Our coffee is too good.” I’m tempted to believe this, because Portuguese coffee’s flavor is the rich, bold stuff of a caffeine addict’s dreams, but it’s also possible that Portugal simply hasn’t registered on the radar of Howard Schultz and his Venti-size endeavors – which is a major part of its allure.
Courtly Escapes
Our next fortuitous encounter takes place outside the city in the mountain town of Sintra, 30 minutes west of Lisbon. This is the former holiday haunt of Manuel I, who summered here to escape Lisbon’s heat and, no doubt, to bask in the town’s riot of green: Ivy, maples, palm trees, and cypresses serve as a backdrop for moss- and bougainvillea-covered walls. There’s not much to do in Sintra beyond eating, walking, and relaxing, and therein lies the beauty of this leafy enclave. The centerpiece of the town, the Palácio Nacional, a yellow and pink confection that served as a royal palace in some form or another from Moorish times until 1910, stands out in Technicolor relief against the vegetation on a precipitous hillside. The palace is open to visitors, but the weather is so pretty that we admire it from the outside, then wander Sintra’s lovely cobbled streets.
Serendipity next takes us up a steep, windy road to the home of one of the country’s most renowned landscape architects (and Isabel’s dear friend), Francisco Caldeira Cabral. Thanks to a chance encounter between Caldeira Cabral and Isabel, we spend a pleasant hour at his house, a magnificent converted stable at his family’s former estate (now a home for senior citizens). His garden is an ode to green, a free-form collection of tropical and subtropical plants that flourish in Sintra’s lush climate, and I’m not surprised to find out that he’s responsible for designing the Zen plantings I admired at the Hotel Ritz’s rooftop fitness center, as well as several other well-known gardens around the country and many more in Macao.
Fifteen minutes west of Sintra, the landscape morphs from a Jungle Book backdrop into arid expanses of pine and eucalyptus. This leads toward the blustery seaside of Guincho (named for seagulls, whose call, in Portuguese, sounds like guinch, guinch), which is home to the westernmost point in continental Europe. George Lazenby as James Bond plucked the woman who became his ill-fated bride from the shore at Guincho in the 1969 movie On Her Majesty’s Secret Service. There’s no sign of Bondian activities here now, just acres of fine sand, the sea, and families enjoying the sun.
We lunch at Porto Santa Maria, a traditional restaurant on a stretch of beach beloved by windsurfers for its flat water and brisk breezes. Bow-tied waiters fill our table with petiscos, a tapaslike array of meats, cheeses, cod fritters, and olives, which, per Portuguese custom, diners pay for only if they eat. Coastal Portuguese fare is simple: Most restaurants offer an impressive array of cod dishes, as well as a few additional fish dishes. Spices, in our experience, don’t get much more exotic than salt, which is surprising for a country whose empire once extended to India, Africa, and Asia.
The key to eating well in Portugal is eating fresh, and Porto Santa Maria offers no shortage of prime seafood, not to mention a port cellar with special blue lights installed to best preserve the national elixir. We gorge ourselves, snacking on the petiscos, then moving on to delicate steamed clams with butter, garlic, and parsley. The pièce de résistance arrives on a pewter platter the size of an atlas: a whole sea bass, which our waiter, expertly wielding an oversize fork and spoon, liberates from its baked-on rock salt crust, as well as its bones and skin. He serves us giant portions, along with the standard Portuguese sides of broccoli and potatoes. We drizzle on olive oil with parsley and eat until we can’t anymore.
Heading back along the coast toward Lisbon, the side-by-side resort towns of Cascais and Estoril beckon. Once a humble fishing village, Cascais and its harbor became the playground of royalty in 1870 after King Luís I and his wife Maria Pia spent the month of September frolicking on its sheltered shores. The influx of wealthy summer visitors has hardly ebbed since then: Those who could afford it bunkered down here during World War II – the list of exiled or deposed royalty who took up residence runs the gamut from the Duke of Windsor to King Umberto I of Italy. The Espirito Santo banking family’s palatial pink mansion is here, next door to Umberto’s former home. Fishing boats still bob in the harbor, and Gelados Santini, the ice cream shop where King Juan Carlos of Spain has indulged in summertime treats with his family, still scoops gelato for the warm-weather crowd.
Untamed Arrabida
There’s a less developed side to the Lisbon area, too, we discover one day during a trip along the scenic route. We wend south through the village of Azeitão along roads lined with olive groves. An old man pedals an equally ancient bicycle past a burial quoit, the remnant of some Iberian Flintstones civilization.
As the car begins to climb uphill, houses and towns disappear, and the landscape gives over to swaths of squat oak, laurel, juniper, pine, and wild olive punctuated by limestone outcroppings: an old-growth Mediterranean forest. This is the 26,000-acre Arrábida Natural Park, a preserve officially designated by the Portuguese government in 1976, but first claimed by the Duke of Aveiro, D. João de Lencastre, in the sixteenth century. The duke, a sort of proto-environmentalist, forbid building on the mountainous land, with the exception of a Franciscan convent. Later, in the nineteenth century, the Duke of Palmela bought the land and also refrained from building on it.
I silently salute their stubbornness as the car rounds a bend 1,600 feet above sea level, revealing deep green hills that descend to the crystalline Atlantic shores. A cluster of whitewashed buildings that make up the convent lies below us; above, a procession of domed chapels marches up the mountain, one for each station of the cross. There were no “pink dreams” here in the convent’s heyday, only pious living. Other than the convent, it’s just steep forested terrain and the occasional flash of a cyclist whizzing down (or struggling up) the precipitous road.
The beaches of Arrábida far below are speckled with late-summer baskers. In contrast to the tony boardwalks of Cascais and Estoril to the north, these are untamedstretches of sand. Here, in protected coves, the water is clear, and the forest bumps up against the beach: Portinho da Arrábida with its calm bay and Figueirinha with its gold sand are two favorites among beachgoers. Guidebooks barely mention this majestic region (score another one for Isabel and her insights). Accommodations here, in the town of Sesimbra and the port city of Setúbal, are scarce, and those who want to dip their toes in the Arrábida surf should consider a day trip from Lisbon rather than an overnight stay in the area.
Fairy-Tale Ending
For our final night in Lisbon, we’re looking for a different perspective on the city, so we check in to the Lapa Palace. Green parakeets swoop through the hotel’s tropical gardens, over the pool and the three-story fountain that cascades down the outside of the palace. (The gardens were designed by none other than Francisco Caldeira Cabral.) Set amid embassies and dignitaries’ homes in the quiet Lapa district, the hotel – refined, intimate, and gracious – embodies old Lisbon.
Our room, on the other hand, embodies my idea of a place I’d like to stay indefinitely. Yes, it is located in the Palace wing of the hotel, part of the original 1883 home of the Count of Valenças, with a spectacular view of the city, river, and the Golden Gate-esque 25th of April Bridge. It is stocked with pastéis de nata, chocolate truffles, fresh fruit, and a decanter of complimentary port; the bathroom has an ornate blue-and-white azulejo tile mural of lords and ladies; and the pillow menu lists seven options. But it’s the tower that makes me want to cancel our return flight and hole up playing prince and princess. Our tower, actually. The private outdoor lookout hewn from limestone is as perfectly positioned for ogling Lisbon today as it was when the count and his family resided here.
It’s a fitting place to wind up a trip that has revealed to us the benefits of putting ourselves in the hands of locals, and we turn the rest of our stay over to Lapa Palace indulgences. We lounge by the pool writing postcards, then order room service for lunch. We manage to leave for a few hours in the afternoon for one last espresso at Café a Brasileira in Chiado and to stock up on souvenirs at two other Chiado institutions: fine linens at Paris em Lisboa and glass goblets at Vista Alegre. But the tower lures us back, and we spend a mellow evening dining in the hotel bar amid a gaggle of cruisers preparing for their sailing the following morning.
I wake up early on our last day and go out to the tower. The city is hushed and misty. A pallid sun reaches through the fog, and Lisbon glows – what else? – dreamy pink.
INSIDER’S TIPS
PORTUGAL POINTERS
Veteran guide Isabel Lage dishes on the best of the Lisbon area.
Why visit Portugal? It’s still the unknown pearl of Europe, a combination of tradition and modernity with friendly, easygoing people who are quite fluent in English.
When in Lisbon, don’t miss: The Belém area (home to the Jerónimos Monastery), the Gulbenkian Museum (classical and European art), and the Azulejo Museum (showcasing Portugal’s famed painted tiles).
Top Lisbon restaurants:
Gambrinus (Rua das Portas de Santo Antão 23, tel.
A Travessa (12 Travessa do Convento das Bernardas, tel.
Alcântara Café (Rua Maria Luisa Holstein 15, Tel.
Souvenirs:
Linens from Madeira House (Rua Augusta 131-133, Lisbon; Tel.351-21/342-6813 ) and Bazar Central (Praça da República 37, Sintra; Tel.351-21/924-8245), jewelry from Sarmento (Rua Aurea 251, Lisbon; Tel.351-21/342-6774), and ceramics and textile art from Teresa Pavão (by appointment only, Rua S. João da Praça 120, Lisbon; Tel.351-91/963-7895).
Local dishes to try: Shellfish rice; bacalhau (cod) à brás (with onions, potatoes, and eggs), lagareiro-style (served with olive oil and garlic over smashed red potatoes with grilled onions and peppers), or one of the other thousands of preparations; and desserts such as pastel de nata in Lisbon and travesseiro in Sintra.
Valesa Cultural Services guide Isabel Lage has worked in the travel industry in Lisbon for 38 years.
Getting There » US Airways flies nonstop from Philadelphia to Lisbon from May through October.
DOING IT » Valesa Cultural Services gives travelers ten leisurely days in and around Lisbon, beginning with a three-night stay at the Four Seasons Hotel Ritz. A daylong privately guided orientation includes lunch at the traditional Estufa Real restaurant and a port and cheese tasting. Two days in Sintra follow, with time for wandering, a short guided tour, and lunch at Porto Santa Maria in seaside Guincho. Up next: time in the neighboring resort towns of Cascais and Estoril, then back to Lisbon for two nights at the Lapa Palace hotel and an excursion to the coastal Arrábida Natural Park. Departures: Any day through 2008; from approximate $5,995 per person, including accommodations, driver, and guide. » Fans of foot travel can take a six-day walk through Lisbon and surrounds with Tours For You. The Lisbon-based operator kicks off the trip with a stroll through Lisbon’s Bairro Alto, Chiado, Baixa, and Alfama neighborhoods. Hikes through the hills of Sintra and along the adjoining coast are up next, as well as a detour to Arrábida and a night in the medieval inland town of Evora with a stay at Convento do Espinheiro, Heritage Hotel & Spa. Departures: Any day through 2008; from approximate $5,480, including accommodations, driver, and guide.
STAY » Set in a quiet residential district, the 109-room, Orient-Express-owned Lapa Palace has tropical gardens, stunning views of the Tagus River and city, and a graciousness that comes from its past as the home of the Count of Valenças. Doubles from approximate $534, including breakfast, parking, and complimentary port. » Walking distance from the neighborhoods of Baixa and Chiado, the Four Seasons Hotel Ritz Lisbon is a spacious retreat. The 282 rooms (272 with private terraces or balconies) complement the clean lines and unmatched views of the top-floor fitness center and bottom-floor spa. Doubles from approximate $585, including breakfast and one $100 spa credit.
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Sábado, Fevereiro 02, 2008
CRESCIMENTO DE LISBOA SUPERA O DE 26 CIDADES EUROPEIAS
A ocupação hoteleira de Lisboa foi a que mais cresceu em 2006, por comparação com o ano anterior, numa lista de 27 cidades de 23 países europeus, agora divulgada pelo Barómetro da Organização Mundial de Turismo.
Com uma variação positiva de 14,6%, Lisboa foi a primeira cidade desta lista, que inclui as principais capitais europeias, bem como outras cidades de referência em termos turísticos.
A capital portuguesa, que em 2005 tinha registado 55,1% de taxa de ocupação, passou para 63,1% no ano passado, o que corresponde a um crescimento superior ao de cidades como Madrid, Londres ou Paris.
Em segundo lugar na lista, com uma diferença de 2,4%, surge Varsóvia com 12,2%, cabendo a Londres o terceiro maior aumento: 8,2%.
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Sábado, Janeiro 26, 2008
ZONA RIBEIRINHA AVANÇA NA 2.ª FEIRA
A Câmara Municipal de Lisboa (CML) e o Governo assinam, já na segunda-feira, o protocolo que determinará que terrenos sob jurisdição da Administração do Porto de Lisboa (APL) vão passar a ser geridos pela autarquia, dirigida pelo socialista António Costa

A cerimónia deverá contar com a presença do primeiro-ministro, José Sócrates, e do ministro das Obras Públicas, Mário Lino. É o primeiro acto oficial para o avanço do mega-projecto de reconversão da zona ribeirinha da capital: «Só depois deste protocolo é que o processo de requalificação da zona ribeirinha vai ser posto a andar», disse ao SOL José Miguel Júdice, que irá presidir à sociedade gestora de todo o projecto.
Investimento prioritário
O investimento é encarado pelo próprio primeiro-ministro como uma das imagens de marca do seu mandato.
Na semana passada, o Conselho de Ministros aprovou o decreto-lei que permite a transferência da jurisdição de terrenos das administrações portuárias, em todo o país, para os municípios. O documento estipula que esta transferência só pode ser feita depois de o Governo fazer um levantamento pormenorizado, que permita determinar os solos que não são essenciais à actividade portuária.
O facto de tratar-se de um decreto genérico impediu o Governo de ser acusado de legislar só para a autarquia da capital. No entanto, o levantamento exigido pelo diploma só foi concluído, até agora, para a zona abrangida pelo concelho de Lisboa – permitindo, assim, que seja já assinado este protocolo.
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Domingo, Janeiro 20, 2008
FRENTE RIBEIRINHA, A ÁREA DELICADA DE LISBOA
A regeneração da área das docas e a Expo’98 não eliminaram a barreira entre porto e cidade de Lisboa, diz o arquitecto Pedro Ressano Garcia. As transformações na frente ribeirinha permitem a ligação ao rio ou servem para tornar urbanos os terrenos portuários?
Pedro Ressano Garcia, autor de uma tese sobre a reconversão das frentes ribeirinhas nas cidades (de 2005, à espera de ser defendida na Universidade de Lisboa), afirma que a «barreira existente entre o porto e a cidade ainda é o grande problema do núcleo central de Lisboa».
Não é por acaso que o programa prévio da Trienal Internacional de Arquitectura de Lisboa se iniciou, entre 20 e 22 de Outubro de 2006, com um seminário sobre o estuário do Tejo e as frentes de água e uma visita para centenas de alunos universitários, conduzida pela Administração do Porto de Lisboa, a locais nas duas margens do Tejo que vão ser objecto de propostas de «requalificação» dos estudantes.
Área portuária no coração da cidade
É porque a frente ribeirinha, para qualquer habitante, é a «zona mais delicada de Lisboa», como sustenta Pedro Ressano Garcia – basta lembrar a controvérsia do Plano de Ordenamento da Zona do Porto de Lisboa (POZOR), de 1993/94, e o chumbo que mereceu há alguns anos – e porque muito se joga nestes terrenos virados ao rio.
A área portuária que está no coração da cidade «constitui hoje um espaço central em que programas e ideias podem vir a tornar-se em ícones contemporâneos», sustenta o arquitecto.
«Só uma vez na vida se tem a possibilidade de repor a condição antiga da cidade, suprimir as suas necessidades e instalações, trazer novo valor ao espaço público e arranjar soluções constantemente adiadas».
Mas a reconversão da frente ribeirinha é uma oportunidade para restabelecer a ligação ao rio ou para o desenvolvimento da cidade nos antigos terrenos portuários? «É uma diferença que parece pequena mas que é essencial».
Privatizar o espaço público
Segundo Pedro Ressano Garcia, «a venda de antigas áreas portuárias ao sector privado tende a privatizar os espaços públicos nas imediações dos novos empreendimentos» Mais: «Tende a adoptar soluções que redundam em condomínios privados».
Antigas zonas portuárias de cidades como Bilbau, Barcelona, Rio de Janeiro, São Francisco e Lisboa são «discutidas ao metro quadrado pelos promotores» e têm como consequência «protestos do público porque percebem que os [empreendimentos] não irão melhorar a qualidade de vida».
Ao contrário do que se poderia esperar, Pedro Ressano Garcia diz que o projecto urbano para os terrenos da Expo’98 e uma maior fruição do rio por parte dos lisboetas, incontestável com os novos usos dados aos armazéns e zonas portuárias desafectados, não contribuíram para acabar com a grande barreira que separa a cidade do rio. «Em Santos e Alcântara discute-se a alteração da linha dos comboios e das vias de circulação de trânsito intenso».
Jardins e equipamentos culturais ligados
Em vez disso, o arquitecto propõe que se reate a relação interrompida com o rio de outra forma: através da alteração da morfologia do terreno, «misturando arquitectura e planeamento do espaço público».
Pedro Ressano Garcia propõe a extensão dos jardins 9 de Abril (até à doca de Alcântara) e de Santos até ao rio para criar um espaço de uso público que crie outros fluxos para lá da intensa circulação automóvel.
O prolongamento do jardim de Santos seria ocupado por edificações localizadas ao longo de pequenos quarteirões e ruas estreitas e de sete vias principais perpendiculares ao rio; percursos para peões ligariam a cidade ao Tejo, «através de rampas entre vários níveis», numa recriação da geometria de Lisboa de antes do terramoto.
Na verdade, numa recriação, também, da fábrica medieval que ali desapareceu em 1755. Diferenças de cota no piso térreo das edificações iriam conferir «uma percepção diferente do terrapleno [de Santos]», retirando-lhe o carácter de superfície plana da ocupação portuária.
Por outro lado, Pedro Ressano Garcia imaginou um terraço, na Rocha Conde de Óbidos, que faz a ligação da parte alta até ao rio, através de dois níveis diferentes, das instituições e equipamentos da zona (sede da Cruz Vermelha, Museu de Arte Antiga (MNAA), o referido jardim 9 de Abril, o porto de Lisboa, a Gare Marítima Rocha Conde de Óbidos e o Museu do Oriente).
Sob esse terraço encontrar-se-ia um edifício, interiormente ocupado por áreas de exposição, comércio e serviços, que permite a ampliação dos museus existentes e de outros equipamentos que possam instalar-se; o estacionamento previsto tem acesso quer pela zona do rio quer pelo interior da cidade. «Autocarros de turismo podem parar sob o edifício, ao nível do porto». Toda esta área poderia vir a ser definida «como centro artístico e cultural. Desenhámos uma nova porta para a cidade e para equipamentos como o MNAA, que cria uma nova centralidade em Lisboa».
Renovação urbana com frente popular alargada
Uma das inevitabilidades da requalificação urbana das frentes portuárias é a sua complexidade. Na tese de doutoramento, com prova final para breve, Pedro Ressano Garcia evoca o caso de Minneapolis, em que «o presidente do município fundou uma organização sem fins lucrativos para liderar o processo da renovação urbana».
Denominada Saint Paul Riverfront, «tem uma administração formada por um grande número de membros oriundos de todos os sectores da sociedade, incluindo entidades oficiais da cidade, do distrito e do estado, associações comunitárias e de moradores, fundações, empresas comerciais e industriais, a Administraçao do Porto de Saint Paul e a Câmara de Comércio da Área de Saint Paul».
Não deixa de ser paradigmática a menção que Pedro Ressano Garcia faz do modo como o presidente da câmara encarou os convites feitos a um número alargado de pessoas e entidades: «Esforçou-se por criar um forte relacionamento organizacional entre os grupos com diferentes interesses, porque acreditava que as relações são melhores que as regulamentações».
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Sexta-feira, Janeiro 18, 2008
APROVADA TRANSFERÊNCIA DE TERRENOS DAS ADMINISTRAÇÕES PORTUÁRIAS
O Governo aprovou, esta quinta-feira, um decreto que permite a transferência a custo zero para as câmaras municipais dos terrenos desafectados às administrações portuárias. Com esta medida, fica satisfeita uma reivindicação antiga das autarquias, nomeadamente a de Lisboa.
Na apresentação do diploma, no final do Conselho de Ministros, Mário Lino sublinhou que o decreto tem «mecanismos» que «não darão qualquer abertura» para actividades de especulação imobiliária, após a concretização da transferência da jurisdição dos terrenos das administrações portuárias para as autarquias.
Em conferência de imprensa, o governante começou por afirmar que as administrações portuárias tem actualmente jurisdição de terrenos que estão sem utilização para a actividade portuária e que também não deverão servir para essa actividade nos próximo anos.
Nesse sentido, Mário Lino disse que o Governo «entende que essas áreas sem utilização para a actividade portuária devem passar para a jurisdição das respectivas câmaras municipais».
«Este é o caso de áreas da frente ribeirinha do Tejo, que estão sob jurisdição da Administração do Porto de Lisboa, mas que não têm qualquer interesse para a actividade portuária», apontou como exemplo.
Nestes casos, com a aprovação do decreto, a partir de um despacho do ministro das Obras Públicas, esses terrenos sem actividade portuária serão transferidos para as câmaras municipais.
«No caso concreto da Câmara Municipal de Lisboa, o Governo já está a trabalhar no assunto há algum tempo no sentido de proceder à identificação dos terrenos que estão sem actividade portuária. Esse trabalho será agora concluído de acordo com este decreto», salientou.
No entanto, o ministro das Obras Públicas fez questão de sublinhar que «a transferência de um bem do domínio público do Estado das autoridades portuárias para as câmaras municipais não facilitará nem dará abertura a que haja qualquer especulação imobiliária».
Ainda de acordo com Mário Lino, a transferência dos terrenos desactivados das administrações portuárias para as câmaras municipais «não terão encargos financeiros» para as autarquias, porque «esses terrenos mantêm-se no domínio público».
«Salvo nas áreas desses terrenos em que existam bens activos que tenham sido construídos e que constem do inventário da administração portuária. Nesses casos, a entidade que larga esses bens activos tem que ser ressarcida», advertiu o membro do Governo.
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Quarta-feira, Janeiro 16, 2008
INCÊNDIO EM PRÉDIO DE ALFAMA DEIXA QUATRO FAMÍLIAS DESALOJADAS
Um incêndio que deflagrou hoje num prédio em Alfama deixou quatro famílias desalojadas e um bombeiro ferido, confirmou à Lusa fonte da Junta de Freguesia de São Miguel
Por volta das 10h59, os bombeiros foram chamados à rua Beco das Cruzes, ao número 22, em Alfama para combater um incêndio que deflagrou no 3º andar do prédio.
O incêndio que terá tido origem num curto-circuito, segundo a mesma fonte da junta de freguesia, deixou quatro famílias desalojadas e um prédio sem condições para ser habitado.
Entre as vítimas estão uma viúva diabética que vivia no 3ºandar do prédio com dois filhos deficientes e um neto, que foram encaminhados para uma pensão na Avenida Duque d'Ávila em regime de pensão completa com roupas cedidas pela Santa Casa da Misericórdia e Cruz Vermelha.
No 2º andar um casal e o seu filho ficaram também desalojados e não aceitaram a oferta de pensão tendo optado por permanecer provisoriamente em casa de um familiar próximo.
No rés-do-chão um homem viúvo ficou também com a casa inabitável tendo seguido para casa das filhas. O incêndio atingiu também as traseiras do prédio na Rua Castelo Picão desalojando um jovem que vivia sozinho.
Um bombeiro sofreu queimaduras na cara e no pescoço. O prédio destruído situa-se numa zona densamente habitada e estava muito degradado, de tal modo que já tinham sido dadas ordens de despejo aos moradores.
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Sábado, Dezembro 29, 2007
CONHEÇA LISBOA E COMECE POR ALFAMA
Lisboa tem recantos magníficos, que a maioria dos lisboetas não conhece e a generalidade dos portugueses muito menos. Vamos ao estrangeiro e farejamos tudo. Em casa, com as preocupações do dia a dia, não há predisposição para admirar e valorizar o bom que temos.
Há 40 anos a viver em Lisboa, só agora, com a reforma, me predispus a conhecer em detalhe os argumentos turísticos da capital, e de que antes só via os turistas desfrutar.
Mas hoje, nesta tarde de Outono (quase estival) decidi fazer um roteiro turístico a Alfama e cumpri-lo. Aqui o relato. Venha comigo:
MARTIN MONIZ: No Martim Moniz - zona da Mouraria pejada de caras africanas e chinesas e onde os ciganos se abastecem - tomamos o eléctrico 28E, que vai do Martim Moniz a Campo de Ourique (cemitério dos Prazeres). Vai cheio de turistas - muitos italianos/romanos nas sobras do Sporting/Roma – e, naquele rodar pachorrento sobre os carris, subimos ao tradicional Bairro da Graça. Desce-se uma rua íngreme, passando junto ao edifício da Voz do Operário. Do lado de cima, fica o Largo de Santa Clara, onde é feita a popular Feira da Ladra. Acaba-se a rua larga e entramos nas ruelas estreitinhas de Alfama. O eléctrico quase roça as paredes das casas velhas - muitas reavivadas pelo Polis - deste milenar Bairro de Alfama. Apeie-se e passeie.
ALFAMA: Em Alfama, nos Santos Populares - Santo António, em especial - as ruelas íngremes ficam pejadas de gente embebida no cheiro a sardinha assada que brota das suas tascas e restaurantes, misturado com os pregões e o cheirinho a manjerico. Agora, tudo é calmo e a geografia humana lembra a acalmia bairrista de aldeia. Deambulando - subimos as ruelas até à cantada igreja de Santo Estêvão e passando a Rua de São Tomé - alcançamos o miradouro e o Largo das Portas do Sol, nas bordas do Castelo de S. Jorge, entre a Sé e Alfama. Misture-se com os turistas e encha os olhos no esplendoroso estuário do Tejo com o movimento dos barcos e, lá ao longe, toda a outra banda - de Alcochete a Cacilhas.
PORTAS DO SOL: No Largo das Portas do Sol e seu miradouro, passeiam-se e descansam todos os turistas que visitam a trilogia Sé, Castelo E Alfama. Aqui fica, e merece visita, o Museu de Artes Decorativas Ricardo Espírito Santo que, para além do museu, faz de mecenas, apoiando as lojas/oficina ali existentes, de artesãos de diversas artes e ofícios – marceneiros, latoeiros, restauradores. Há aqui muitas esplanadas, restaurantes e bares, mas não deixe de entrar no bar/pub Cerca da Moura.
Do miradouro, olhando ao longe, sobre esquerda, vê a Igreja de S. Vicente de Fora - depois, o Panteão Nacional e as igrejas de Santo Estêvão e S. Miguel . Em frente, o rio e a outra banda. Logo ali e à direita, outro miradouro e a Igreja de Santa Luzia. Um pouco mais abaixo, a milenar Sé de Lisboa. Se subir as ruelas da encosta e passando a igreja de S. Tiago, chegará lá ao cimo, ao Castelo de S. Jorge.
CASTELO: No Castelo, percorra toda parte murada e suba as muralhas. Rodeie, aprecie a vista fabulosa. Lá em baixo os típicos telhados de Lisboa antiga, toda a Baixa até ao Terreiro do Paço. E o Tejo com o seu estuário - largo e belo. O movimento das faluas - os cruzeiros, os cacilheiros. Ao longe e ao fundo, a outra banda: Cacilhas, Lisnave, Almada. Lá mais longe, à direita, em direcção ao mar: a Trafaria, Torre de Belém, o Bugio.
E com olhos tão cheios de paisagem, por aqui ficámos sorvendo a alma de Lisboa, lembrando a sua história – dos mouros, da conquista por D. Afonso Henriques, do terramoto 1755 e do Marquês de Pombal, do Regicídio e da República, da Revolução de Abril, da Expo 98 e a moderna zona do novo Parque das Nações.
TURISMO: E o turismo em Lisboa está a crescer a olhos vistos : Em 2007, já há mais 8% de turistas e mesmo agora, em Novembro, há turistas por todo o lado, mormente europeus. Mas também tantos imigrantes, tantos africanos, tantas lojas chinesas, tantos pedintes e sem-abrigo, tanto do bom e do mau. Lisboa tem quase de tudo que uma metrópole tem. E no Largo da Graça tem um restaurante muito bom - o Pitéu - onde vos convido a vir jantar. Depois vou ver o Fados, do Carlos Saura.
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METROPOLITANO RASGA NOVOS HORIZONTES LISBOA
O metropolitano no Terreiro do Paço foi uma obra de Santa Engrácia. Após muitas polémicas, chegou finalmente ao fim. Pelas duas novas estações circularão 20 milhões de pessoas/ano. A rede de transportes da área metropolitana é beneficiada e a área nobre da capital ganha assim um incentivo para a sua revitalização.
Comentário:
Se à inauguração das novas estações do metropolitano somarmos os novos bilhetes que permitem combinar o transbordo entre o Metro (Urbano/rede) e a Carris no período de 60 a 90 minutos sem pagar mais por isso a qualidade de vida dos moradores de Lisboa e dos visitantes aumenta substancialmente, nomeadamente para aqueles que tinham de caminhar diariamente entre a estação de Santa Apolónia e a Baixa-Chiado e para os turistas que arrastavam as malas pela Rua Jardim do Tabaco e pela Av. Infante D.Henrique.
Não só os utentes dos transportes públicos são beneficiados com a colaboração entre a CP a Transtejo, o Metropolitano e a Carris numa lógica de complementaridade que não existia antes em Lisboa. Alfama passa a contar com uma oferta de transportes incomparavelmente superior e de maior qualidade à que tinha antes apenas com a Carris, com uma maior capacidade para atrair os visitantes ao centro histórico de Lisboa.
Esperemos que os partidos políticos e as Juntas de Freguesia que se tem empenhado em aparecer a criticar as alterações que o projecto provocou se empenhem com a mesma força em colaborar com as outras juntas de freguesia na defesa dos verdadeiros interesses da zona histórica nomeadamente pela redução da sinistralidade rodoviária na Av. Infante D. Henrique e na Rua Jardim do Tabaco provocada pelo excesso de carros e pela falta de sinalização dos parques de estacionamento que ninguêm usa enquanto os passeios são ocupados por viaturas sobretudo à noite e aos fins-de-semana.
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Quinta-feira, Dezembro 27, 2007
CML PREVÊ INVESTIR 94,9 M€ REABILITAÇÃO BAIRROS HISTÓRICOS
A Câmara Municipal de Lisboa prevê gastar quase 95 milhões de euros em reabilitação urbana em várias zonas e bairros da capital até 2011, dos quais 19,6 milhões de euros só em 2008.
De acordo com o plano plurianual de investimentos da autarquia apresentado terça-feira pelo presidente da autarquia, António Costa, os bairros de Alfama e do Castelo vão ser os mais beneficiados, com um montante global de 26,5 milhões de euros, dos quais 5,3 milhões de euros a aplicar já no próximo ano.
O Bairro Alto e a Bica vão receber 15,9 milhões de euros nos próximos quatro anos, sendo que 3,6 milhões de euros serão investidos em 2008.
A zona da Baixa/Chiado foi contemplada com uma verba de 9,4 milhões de euros (1,4 milhões em 2008); a Mouraria com 8,7 milhões de euros (1,2 milhões em 2008); o Parque Mayer com 7,2 milhões de euros (650 mil euros em 2008); e a Madragoa com 5 milhões de euros (1,5 milhões em 2008).
O montante remanescente das verbas, que ainda assim totaliza 21,8 milhões de euros, vai ser aplicado em intervenções em diversos locais, dos quais 5,7 milhões de euros no próximo ano.
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Sexta-feira, Dezembro 07, 2007
SUPERMERCADO NA ESTAÇÃO DE SANTA APOLÓNIA

As obras para a inauguração da estação do Metro de Santa Apolónia estão a avançar rapidamente no interior do edíficio da estação.
No futuro para além de um hotel de charme diz-se que a estação vai receber também um supermercado Pingo Doce no local onde hoje está a empresa Interent junto à entrada da Avenida Infante D. Henrique. 

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Sexta-feira, Novembro 23, 2007
LISBOA: POLÍCIA MUNICIPAL PATRULHA BAIXA-CHIADO COM "SEGWAYS" E VEÍCULOS ELÉCTRICOS
Por ACL Lusa/Fim
A
Polícia Municipal de Lisboa tem a partir de hoje
quatro "segways" e três automóveis eléctricos para patrulhar a zona da Baixa e do Chiado, veículos cuja utilização a Câmara pondera alargar a outras áreas da cidade.
Os veículos, "amigos do ambiente", movidos a energia eléctrica, foram hoje oferecidos à Polícia Municipal pela Agência da Baixa-Chiado.
O presidente da Câmara, António Costa (PS), sublinhou que os veículos são "um contributo para reforçar a segurança do comércio na Baixa e no Chiado", depois da pintura de passadeiras e limpeza daquela zona.
Esta também é uma forma de a Polícia Municipal testar a utilização destes veículos, que poderão depois ser usados noutras áreas comerciais da capital. Segundo António Costa, as zonas da "Avenida de Roma, Guerra Junqueiro e Campo de Ourique" são algumas onde a utilização daqueles equipamentos faz sentido.
O comandante da Polícia Municipal, André Gomes, referiu que os veículos "dão uma mobilidade muito maior aos agentes" além de, no caso dos "segways", lhes permitirem "observar melhor à distância os delinquentes".
"O baixo torna-se alto", disse.
Os veículos custaram cerca de 75 mil euros, segundo disse aos jornalistas António Amaral, da Agência da Baixa-Chiado. Os veículos têm uma autonomia de cerca de 30 quilómetros, podendo ser carregados com facilidade, através de uma "ficha eléctrica igual à de qualquer computador", acrescentou. Os "segways" atinguem os 20 quilómetros/hora e os veículos os 40 quilómetros/hora.
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Segunda-feira, Novembro 12, 2007
CÂMARAS VÃO GANHAR TERRENOS AOS PORTOS
Publicado pelo Diário Económico
Os terrenos sob a alçada das administrações portuárias dos cinco principais portos nacionais – Leixões, Aveiro, Lisboa, Setúbal e Sines – e do IPTM – Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos que não estiverem directamente afectos à actividade portuária ou que não sejam necessários para eventuais ampliações dos terminais de cada um destes portos vão passar a ser geridos pelas respectivas câmaras municipais. Em declarações ao Diário Económico, Ana Paula Vitorino, secretária de Estado dos Transportes, adiantou que “está quase concluído o processo legislativo nesse sentido”, esperando que a lei ou decreto-lei (ainda existem as duas vias em aberto) deva estar publicado em vigor até ao final do primeiro trimestre de 2008.
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Domingo, Novembro 11, 2007
MEGA CONFUSÃO NA PRAÇA DO COMÉRCIO
Foi-se a árvore de natal mais idiota da europa chegou o mega assador de castanhas. Em comum o mega caos com o trânsito no centro histórico de Lisboa. Gasta-se o dinheiro público em mega eventos mas continua a não haver dinheiro para a pintura das passadeiras, para proteger os passeios com pilaretes e para sinalizar os percursos para os parques de estacionamento no centro de Lisboa... que continuam vazios.O centro de Lisboa que até à pouco tempo era de facto um local onde os moradores podiam passear ao fim-de-semana converteu-se num sitío caótico. Na ausência de medidas coerentes para limitar o trânsito no centro histórico de Lisboa distribui-se comida e vinho e a plebe agradece no meio de desacatos e insultos para tentar encher sacos com castanhas é absolutamente surreal, terceiro mundista e inútil.
Entretanto, a alguns metros na Rua dos Bacalhoeiros os restaurantes que estão abertos continuam às moscas porque não é com este tipo de iniciativas pontuais e eventos de massas que se conseguem resolver os problemas da zona histórica. Da mesma forma que não é sensato meter um elefante numa loja de porcelana.
Vale a pena ler o artigo de Inês Boaventura no Publico
"Castanhas grátis levaram centenas de pessoas ao Terreiro do Paço
As queixas de falta de organização e de civismo foram mais do que muitas e levaram muita gente a abandonar o local sem provar uma única castanha
O maior assador de castanhas do mundo atraiu ontem à tarde centenas de pessoas ao Terreiro do Paço, em Lisboa, mas só os mais afoitos conseguiram furar por entre a multidão impaciente que cercava o utensílio, não hesitando para tal em distribuir empurrões, cotoveladas e outras demonstrações de falta de civismo.
A iniciativa foi da Câmara de Lisboa, que decidiu assinalar o Dia de S. Martinho com a distribuição grátis de castanhas, cozinhadas no local num assador certificado pelo Guiness World Records como o maior do mundo. O assador com 600 quilos e as duas toneladas de castanhas vieram do concelho transmontano de Vinhais, que gera um terço da produção de todo o país.Pouco antes das 15h eram mais de 400 as pessoas reunidas em torno do assador, que a organização rodeou de grades metálicas enquanto mais uma fornada de castanhas era despejada no utensílio e cozinhada sobre uma fogueira crepitante por três homens munidos de uma espécie de pás de grandes dimensões.
Mal as barreiras foram afastadas, uma multidão impaciente confluiu para o assador, na expectativa de provar meia dúzia de castanhas ou de encher um saco de plástico trazido no bolso, nem que para isso fosse preciso derrubar alguém pelo caminho. "Que ganância, que vergonha. Isto está muito mal organizado", queixava-se uma mãe que levava a sua filha de tenra idade pelo braço, depois de uma tentativa frustrada de chegar perto do assador. "Há pessoas que levam sacos cheios. Uns levam um monte e eu não levo nada", lamentava ao seu lado um rapaz com ar desconsolado, que saiu do Terreiro do Paço sem provar uma única castanha.
As queixas de falta de organização e de civismo foram mais do que nunca, mas em relação à qualidade das castanhas não se ouviu uma única crítica. Muitos registaram com telemóveis e máquinas fotográficas a passagem do maior assador de castanhas do mundo por Lisboa, enquanto ao seu lado dezenas de pombos se banqueteavam com os restos de castanhas e as cascas atirados despudoradamente para o chão, apesar dos caixotes do lixo a poucos metros de distância. "
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Sábado, Novembro 10, 2007
ONZE OBRAS CONTINUARÃO PARADAS EM LISBOA
Das 18 empreitadas abandonadas por falta de pagamento da Câmara Municipal, António Costa só conseguiu reactivar sete. As restantes exigem novo concurso.
Alfama e Mouraria são as zonas mais afectadas
Nas vésperas da eleição para a presidência da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa garantiu que, caso fosse eleito, esticaria ao limite as finanças da autarquia de forma a arranjar 6,8 milhões de euros para desbloquear 18 empreitadas que se encontravam suspensas por falta de pagamento. Cem dias passados só arrancaram três obras e outras quatro avançam nos próximos dias. Onze continuarão paradas por falência do empreiteiro ou rescisão dos contratos, o que exige a abertura de novos concursos públicos.
Até ao momento foi recomeçada a reabilitação do Jardim de S. Pedro de Alcântara que estará pronto em Fevereiro de 2008, a construção de uma residência para idosos em Campolide e a requalificação dos postos de limpeza na Rua Filipe da Mata (Rego).
Segunda-feira a Edifer retoma uma das maiores e mais antigas obras de Alfama, na Rua de S. Pedro, que desde há cinco anos vive na penumbra e inactividade - as peixeiras mudaram-se - devido aos tapumes. Nas imediações, o edifício municipal do Beco do Azinhal entrará em acabamentos nos próximos dias. Mais acima, no Castelo, a câmara já regularizou os pagamentos à construtora Soares da Costa e os trabalhadores regressam em breve à Rua do Recolhimento. A empreitada da Rua de São Bento, junto à Assembleia da República, tem o reinício marcado para 15 de Novembro.
Uma dívida da Câmara Municipal de Lisboa de 1,5 milhões de euros levou à falência da construtora Pavia e à consequente impossibilidade de reiniciar cinco empreitadas: a reconstrução da Rua Damasceno Monteiro (Anjos) e da Alameda da Linha de Torres (Lumiar), o prolongamento da Rua Gonçalo Mendes da Maia (Pedrouços), a conservação e reconstrução de arruamentos e passeios na cidade e trabalhos diversos de recarga de pavimentos. No lote dos irrecuperáveis estão também os trabalhos na Rua de Macau (Anjos).
Em Alfama há igualmente três empreitadas, todas incluídas no Projecto Integrado do Chafariz de Dentro, que não serão retomadas nos próximos tempos: a reabilitação no Beco do Espírito Santo, na Rua de São Miguel/Beco das Barrelas e na Rua Norberto Araújo. Este último, orçado em 5,6 milhões de euros tem um efeito visual especialmente marcante, afectando a vista do miradouro de Santa Luzia: em vez de rio e casario vêem-se chapas de zinco. Por fim, na Mouraria, a obra de conservação de vários edifícios continuará parada.
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Quinta-feira, Novembro 08, 2007
O RISCO SÍSMICO NA CIDADE
Realiza-se no próximo dia 24 de Novembro de 2007, pelas 15h mais uma acção de sensibilização aberta a toda a população. Desta vez o tema é 'o risco sísmico na cidade'. O evento realiza-se na Rua dos Bacalhoeiros nº 22 C e é organizada pelo grupo de Protecção Civil da Freguesia da Sé. A presença de todos é importante, conto com a sua presença Etiquetas: alfama, lisboa, protecção civil, sismos, sé
Terça-feira, Novembro 06, 2007
HOTEL DOS LÓIOS
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Segunda-feira, Novembro 05, 2007
CASTELO DE S. JORGE REVELA AEQUEOLOGIA
No ano em que se comemoram os 860 anos da tomada de Lisboa, a autarquia da capital vai abrir ao público, a 25 de Outubro próximo, a área arqueológica do Castelo de São Jorge. Para tanto, a EGEAC, empresa municipal que gere os equipamentos culturais da cidade, conseguiu do Governo a comparticipação em 62% do projecto de valorização daquele conjunto patrimonial.
O montante global da candidatura apresentada pela EGEAC ao Programa Operacional da Cultura é de cerca de um milhão de euros, devendo a comparticipação chegar aos 623 mil euros. O projecto deverá permitir aos visitantes do castelo ver as escavações arqueológicas que revelam traços da ocupação islâmica e da Idade do Ferro.
A intervenção resulta de um protocolo entre a EGEAC, o Instituto Português do Património Arquitectónico e o Instituto Português de Arqueologia e consiste na colocação de estruturas de protecção dos vestígios arqueológicos e de encaminhamento dos visitantes (cobertutra dos vestígios e passadeiras de gradeado metálico, sobrelevadas em relação às estruturas arqueológicas).
A Praça Nova do Castelo de São Jorge, onde as escavações se iniciaram em 1996, terá um conjunto de estruturas à vista do público, incluindo um núcleo urbano do período islâmico, vestígios do Palácio dos Condes de Santiago e restos de habitações da Idade do Ferro. Na sala da cisterna e das colunas será instalado um núcleo museológico, com o espólio descoberto durante as escavações na Praça Nova. A sua abertura está prevista para 2008.
A estação arqueológica do castelo revela um antigo bairro islâmico sobre o qual foi construído o Palácio dos Bispos, que ali funcionou até ao terramoto de 1755.
Monumento nacional
Declarado monumento nacional em 1910, o Castelo de São Jorge ergue-se na mais alta colina de Lisboa, datando do século II a. C. a primeira fortificação conhecida.
As campanhas arqueológicas mais recentes permitiram registar testemunhos de ocupação desde pelo menos o século VI a.C. Fenícios, gregos, cartaginenses, romanos e muçulmanos por aqui passaram, sendo estes últimos os responsáveis pela definição dos limites da alcáçova, cujo perímetro corresponde, sensivelmente, aos limites da actual freguesia do Castelo.
A partir do século XIII, o castelo albergou o Paço Real, tornando-se Lisboa a capital do reino. No século XVI, deu-se a estreia da primeira peça de teatro português Monólogo do Vaqueiro, de Gil Vicente, comemorativa do nascimento de D. João III, sucessor de D. Manuel. Do mesmo modo, foi o castelo palco da recepção a Vasco da Gama, após a descoberta do caminho marítimo para a Índia.
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Sábado, Novembro 03, 2007
SÓ AOS DOMINGOS É QUE SE PODE PASSAR NO TERREIRO DO PAÇO
Publicado por Lusa/ Publico.pt
Duas mulheres morreram e uma ficou ferida com gravidade ao serem atropeladas por um automóvel, ao início da manhã, no Terreiro do Paço. O acidente obrigou ao corte do trânsito na zona durante duas horas e a condutora do ligeiro foi submetida a testes de despistagem de álcool e drogas.
Aconteceu por acaso?
- Dos 240 000 automóveis que circula em Lisboa 32% estaciona ilegalmente. Estes 240 000 automóveis equivalem a 2 faixas da auto estrada Lx-Porto completamente cheias. (Dados da Carris);
- Diariamente são atropeladas quatro pessoas em Lisboa;
- A pouca distância na mesma Avenida Infante D. Henrique o cruzamento com o Largo do Museu de Artilharia foi recentemente incluido pela CML no Programa de Acção de Identificação e Divulgação dos Pontos Negros na Cidade de Lisboa. O local é considerado como um dos 20 pontos negros da cidade de Lisboa, sendo que a definição de Ponto negro consiste num lanço de estrada com o máximo de 200 metros de extensão, no qual se registou, pelo menos, 5 acidentes com vítimas, no ano em análise, e cuja soma de indicadores de gravidade é superior a 20;
Que medidas é que têm sido tomadas na zona histórica para além de se encerrar o Terreiro do Paço aos Domingos? Nem sequer os parques de estacionamento estão assinalados.
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Domingo, Outubro 28, 2007
POIS, CAFÉ


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Quarta-feira, Outubro 24, 2007
CONDICIONAMENTO AO TRÂNSITO NOS BAIRROS HISTÓRICOS CONTINUA A GERAR POLÉMICA
O condicionamento do trânsito nos bairros históricos de Lisboa, medida tomada em 2002, continua a gerar contestação por parte de moradores e comerciantes, mas a EMEL pretende manter a iniciativa.


Aponta “dificuldades de comunicação com a EMEL” nos pontos de entrada na freguesia, e exemplifica que se um morador pretender descarregar compras em sua casa, já depois das horas de autorização, o controlador da EMEL não o deixa entrar na área condicionada. Quanto aos lugares de estacionamento, disponíveis para os moradores na Encarnação, cita que “não são suficientes”, e adianta que só existem na freguesia lugares para um terço dos moradores. A solução passa, defendem, por uma melhor comunicação entre os moradores e comerciantes do bairro e a EMEL.
Dulce Galhardo, 29 anos, é moradora e comerciante na zona da Bica (Bairro Alto), e lamenta “condicionar a sua vida aos horários da EMEL”, referindo ainda que a “atribuição de lugares nalguns parques exteriores é feita por sorteio”.
“Quando fecharam não nos perguntaram nada”, frisa Paulo Ribeiro, comerciante de 43 anos na Rua da Atalaia, também no Bairro Alto.
Já para António Mestre, 50 anos, igualmente comerciante do bairro, o local “está melhor do que antes”, e “o único inconveniente é os carros de apoio ao comércio não poderem entrar depois da hora limite”. Vítor Manuel, 53 anos, é lacónico: “É da pior ordinarice que houve”. Para este morador e dono de um café, “o comércio está a morrer” no bairro, apontando o dedo à EMEL.


Quanto ao problema da segurança, aponta que a sua falta, no Castelo, “faz com que as pessoas não queiram deixar os carros longe”. Recém-chegado à freguesia, Pedro Pires, produtor de teatro, não vê com bom olhos a existência de parques pagos, e acha que a medida de condicionar o trânsito deve ser tomada apenas quando há “infra-estruturas para acolher os carros” no exterior. Este morador de 32 anos alerta para os veículos de pessoas que não são do bairro mas que lá ficam “noites inteiras”.

A Agência Lusa tentou ainda clarificar a situação junto do executivo lisboeta, mas a única declaração que obteve, de fonte da autarquia, foi que “a decisão foi tomada noutro mandato”, sem mais comentários.
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SOCIEDADE PARA FRENTE DO RIO NÃO TERÁ PODERES DECISÓRIOS
Publicado pelo Jornal de Notícias
A sociedade que irá promover a reabilitação da frente ribeirinha de Lisboa - que incluirá a Câmara e o Governo - não deverá ter poderes de licenciamento, afirmaram à Lusa vereadores da Oposição na Autarquia lisboeta. A informação foi anteontem transmitida aos vereadores por António Costa, presidente da CML, durante uma reunião extraordinária dedicada à frente ribeirinha.
"Há o princípio, com o qual o presidente concorda, de que a empresa ou sociedade não tenha poderes de licenciamento, e nisto tem o apoio da vereação, o que lhe dá força para negociar com o Governo", disse a vereadora do movimento "Cidadãos por Lisboa" Helena Roseta, que já tinha manifestado a sua oposição à constituição de uma sociedade com as características da Parque Expo, que promoveu a Expo 98 e que tinha poderes de licenciamento. A vereadora, que tinha solicitado a reunião com o apoio dos restantes vereadores da Oposição, considerou que a sessão foi "extremamente útil", voltando a insistir na importância da discussão pública de qualquer projecto para a frente do Tejo. António Costa e o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado (PS), informaram igualmente os vereadores sobre o trabalho de delimitação das áreas sob jurisdição da Administração do Porto de Lisboa que não dizem respeito a actividades estritamente portuárias e que deverão passar para a soberania plena da Autarquia.
"Tem de haver uma clara separação das águas e agora há condições políticas para tal", disse por sua vez Carmona Rodrigues, anterior presidente do Executivo", acrescentando que o facto de o PS estar no Governo e na Câmara "ajuda muito". O ex-presidente da CML manifestou-se, contudo, "preocupado" em relação a alguns projectos da APL, dos quais tomou conhecimento na reunião, designadamente o "aterro da Doca do Espanhol, a construção de uma plataforma no cais de Alcântara,
A Associação do Património e da População de Alfama (APPA) manifestou ontem o seu regozijo pelo anunciado abandono do projecto de terminal de cruzeiros em Santa Apolónia. "Tratava-se de um mau projecto, sem qualquer discussão pública, e que teria graves impactos em Alfama ao nível do acesso ao rio, de sistema de vistas, fluxos de tráfego e equipamentos sociais", sublinham os responsáveis, em comunicado. A associação volta a ainda a questionar "a oportunidade deste investimento". "Se se pretende reforçar a capacidade e o poder de atracção turística da cidade de Lisboa, não seria mais urgente investir no processo de reabilitação urbana dos bairros históricos", questiona a APPA que apela ao Governo, APL e à Câmara para que levem em conta os interesses e a vontade dos moradores em novos projectos que venham a apresentar para a zona ribeirinha.
PORTO DE LISBOA PROCESSA MIGUEL SOUSA TAVARES
Publicado no DN 05.10.2007 por Filipe Morais
A Administração do Porto de Lisboa (APL) anunciou ontem que deu entrada a uma queixa-crime contra o jornalista
Ontem, a APL emitiu uma nota em que visa esclarecer a polémica em torno do projecto para o terminal de cruzeiros, em que tem sido acusada de não ouvir a Câmara de Lisboa. Assim, a APL sublinha que manteve várias reuniões de trabalho sobre o terminal de cruzeiros, que recebe cerca de 200 mil passageiros por ano sendo o porto europeu com maior movimento, com "a equipa liderada por Maria
Quanto ao edifício do terminal de cruzeiros, a APL explica que o projecto que foi divulgado era "meramente, um estudo do que poderia vir a ser o terminal, o qual não foi objecto de qualquer aprovação". O Porto de Lisboa vai mais longe e "nega que exista um projecto de engenharia e/ou de arquitectura para o terminal de cruzeiros de Santa Apolónia". Apesar de já estarem em curso obras naquele local, é ainda referido que "está em curso, exclusivamente, a execução da obra marítima de consolidação da muralha".
O projecto foi contestado pela Câmara Municipal de Lisboa, tendo levado mesmo a que fosse votada uma inédita moção conjunta do vereador
A APL vem agora afirmar que "por orientação expressa da tutela (Secretaria de Estado dos Transportes) o projecto para o terminal de cruzeiros deverá ser concretizado e desenvolvido em estreita coordenação com o Município de Lisboa." O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, já afirmou esta semana que o estu- do apresentado "está morto e enterrado", garantindo que este não será construído.
Foi o estudo de projecto revelado para aquela zona, que previa um edifício de
Ao DN
LISBOA: ANTIGUIDADE E RIQUEZA HISTÓRICA SÃO PRINCIPAIS ATRACTIVOS PARA OS TURISTAS
Publicado no Publico / Lusa, 02.10.2007
A maioria dos turistas estrangeiros que visitou Lisboa no mês de Junho (61 por cento) considerou a antiguidade e riqueza histórica como os maiores atributos da cidade, segundo um inquérito realizado pelo Observatório do Turismo da cidade. os 841 inquiridos que visitaram a região, mais de 80 por cento confessou que viajar para Lisboa foi a sua única ou principal escolha de destino e um terço dos turistas disse ter sido influenciado nessa escolha por familiares ou amigos.
As actividades eleitas pelos turistas foram passear a pé, visitar monumentos, museus ou atracções e experimentar a gastronomia e os vinhos. Para muitos, a Torre de Belém, o Castelo de São Jorge e o Mosteiro dos Jerónimos são os monumentos mais procurados e, a Baixa, Belém e Alfama os locais preferidos.
Enquanto 40 por cento dos inquiridos declarou ter reservado a viagem através de um operador turístico, 38 por cento dos visitantes preferiram a comodidade das novas tecnologias e marcaram as passagens pela Internet. Para 54,8 por cento Lisboa é uma cidade bela e bonita e a hipótese de regressar é "muito provável" para 54,3 por cento. Alguns (11,2 por cento) declararam, até, que a viagem acabou por se revelar uma "magnífica surpresa", ao mesmo tempo que para 24,6 por cento a cidade excedeu as suas expectativas. A quase totalidade dos entrevistados (98 por cento) recomenda a visita a Lisboa.
Terça-feira, Outubro 09, 2007
AOS DOMINGOS ALFAMA É DOS CARROS
Desde 2004 que Alfama anseia por sinais de trânsito para assinalar o caminho para os parques de estacionamento junto ao rio mas, apesar do projecto estar aparentemente aprovado, ainda não houve verba. 
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Segunda-feira, Outubro 08, 2007
METRO DO TERREIRO DO PAÇO E SANTA APOLÓNIA INAUGURAM A 22 DE DEZEMBRO
Pela Lusa/SOL, 8 de Outubro 2007
As estações do metropolitano do Terreiro do Paço e de Santa Apolónia serão inauguradas a 22 de Dezembro, anunciou hoje o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino. Nessa data, ficará completa a Linha Azul do metro, que ligará Santa Apolónia à Amadora, adiantou Mário Lino, durante uma visita às obras no Terreiro do Paço, acompanhado das secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, e do presidente do Metropolitano de Lisboa, Joaquim Reis.
O ministro justificou o atraso de dois anos e meio da obra do Terreiro do Paço com questões de segurança e a necessidade de reformular todo o projecto. «O anterior túnel teve de ser abandonado para que fosse construído um novo, mudou-se o local da estação. Na prática foi todo um novo projecto», sublinhou.
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Sábado, Outubro 06, 2007
MUSEU DO PÃO EM LISBOA
O espaço foi recuperado preservando a antiga traça e já é um ponto de passagem dos roteiros turisticos da Baixa e de Alfama com uma excelente oferta de produtos tradicionais, nomeadamente enchidos, conservas e pão produzido no Museu do Pão em Seia.




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LIVRARIA ESPANHOLA


A Livraria Espanhola mudou-se da rua do museu do Chiado para a Rua da Madalena, 56-58 na fronteira de Alfama com a Baixa Pombalina.Apesar do novo local necessitar de obras de monta, quem passa na Rua não adivinha o espaço acolhedor onde se pode encontrar antiguidades, livros (em Castelhano) e cds de música clássica a preços muito simpáticos.
e-mail: livraria_espanhola@yahoo.es
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Sábado, Setembro 29, 2007
MIGUEL SOUSA TAVARES CLASSIFICA ADMINISTRAÇÃO DO PORTO DE LISBOA COMO "ASSOCIAÇÃO DE MALFEITORES"
28.09.2007 - 12h59 Lusa, PUBLICO.PT
Miguel Sousa Tavares qualificou ontem à noite a Administração do Porto de Lisboa (APL) como uma "associação de malfeitores", durante um debate sobre a construção do novo terminal de cruzeiros na capital, obra promovida por aquela entidade.
"Ao contrário de pessoas que dizem que a Administração do Porto de Lisboa tem coisas positivas, eu acho que é uma associação de malfeitores", afirmou o jornalista no debate promovido pelo Fórum Cidadania Lisboa e pela Associação do Património e da População de Alfama.
Segundo Sousa Tavares, "não é por acaso" que a APL — tutelada pelo Ministério das Obras Públicas — não se fez representar no debate sobre o terminal, uma obra que envolve a construção de um hotel e de um muro com seis metros de altura e cerca de 600 metros de comprimento. "É um inimigo público da cidade", acusou Sousa Tavares, referindo-se a construções autorizadas por aquela entidade.
O jornalista desafiou o advogado José Miguel Júdice — que poderá vir a coordenar a reabilitação da frente ribeirinha —, também presente no debate, a modificar as relações da APL com a cidade. "Está numa situação invejável porque não tem nada a perder, não quer o lugar e tem uma oportunidade única de fazer obra", afirmou, dirigindo-se a Júdice. "Exija poder de facto sobre a Administração do Porto de Lisboa, poder de suspensão sobre o que está em causa", incitou.
José Miguel Júdice recusou-se a esclarecer que papel poderá desempenhar na reabilitação da frente ribeirinha. "Neste momento pouco ou nada posso dizer. Estou numa espécie de limbo", advertiu no início do debate, que decorreu no Instituto Superior de Psicologia Aplicada.
Etiquetas: alfama, APL, cml, José Miguel Júdice, lisboa, miguel sousa tavares, Porto de Lisboa, terminal
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